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Crimes Cometidos Contra a Administração da Justiça

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DIREITO PENAL IVPágina41
DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA
Capitulo III
Reingresso de estrangeiro expulso
Art. 338 - Reingressar no território nacional o estrangeiro que dele foi expulso:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, sem prejuízo de nova expulsão após o cumprimento da pena.
1. Bem jurídico tutelado 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeito passivo
3. Tipo objetivo:
Foi expulso mas não saiu?
Se foi deportado?
Se foi extraditado?
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa 
6. Erro de proibição Art. 21 CP. 
7. Questões especiais 
Admite-se a suspensão condicional do processo em razão da pena mínima abstratamente cominada — igual a um ano. 
9. Pena, ação penal e competência. Nova expulsão após cumprimento da pena?
10. Julgados
"Por tratar-se de delito unissubsistente, perfaz-se com o simples retorno do estrangeiro, após ter sido expulso por meio de Decreto (não ignorando isto), se inexistir autorização consular para o seu reingresso e antes de revogada a expulsão. A alegação de ausência de intenção de permanência, além de incomprovada, não é causa de exclusão de tipicidade. Apesar de admitida, a tentativa não se verifica se o lugar em que foi flagrado o réu é bem distante da divisa deste País com o seu de origem" (TRF-4â Reg., AC 970409021-8/SC, Rei. Gilson Dipp, j. 19-8-1997). 
"Penal — Processo penal — Habeas corpus — Inexistência de constrangimento ilegal para concessão da liberdade provisória — O delito de reingresso ilegal de estrangeiro, art. 338 do CP reveste-se de caráter permanente o que rebate a assertiva do impetrante de que a guerreada prisão não se justificaria" (TRF-2â Reg., HC 99.02.14136-6/RJ, Rei. Raldênio Costa, DJU, 8-6-1999).
Denunciação caluniosa
        Art. 339. Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente: (Redação dada pela Lei nº 10.028, de 2000)
        Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.
        § 1º - A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto.
        § 2º - A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção.
1. Bem jurídico tutelado 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo
Sujeitos passivos 
3. Tipo objetivo: 
São três, portanto, os requisitos necessários para a caracterização do delito: 
a) sujeito passivo determinado; 
b) imputação de crime (caput)
c) conhecimento da inocência do acusado. 
4. Tipo subjetivo: 
Impossibilidade de dolo eventual.
5. Consumação e tentativa 
6. Figura majorada (§ 1º) 
7. Forma privilegiada ou minorada (§ 2°) 
Art. 16 do CP). 
Questões especiais 
Absorção da calúnia.
Comunicação falsa de crime / autoacusação falsa: distinção.
Retratação: inadmissibilidade
Falsa acusação em Juízo: Art. 342 do CP.
Cometido por Promotor
Cometido por Advogado
Cometido por Delegado de Polícia
Lei 12.850/13 – organizações criminosas.
Art. 19.  Imputar falsamente, sob pretexto de colaboração com a Justiça, a prática de infração penal a pessoa que sabe ser inocente, ou revelar informações sobre a estrutura de organização criminosa que sabe inverídicas:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
13. Pena e ação penal 
14- Julgados
"A autoridade policial, escudada em suas prerrogativas de responsável pela condução do inquérito policial, deve buscar elementos que sirvam de base à instauração da ação penal, podendo juntar, de consequência, os documentos que entenda pertinentes aos fatos em investigação, não se podendo falar, nessa hipótese, de prática do crime de prevaricação. Para configurar o crime de denunciação caluniosa é necessário que o agente saiba da inocência de seu desafeto, de modo a demonstrar a vontade livre e consciente de provocar a instauração de investigação policial ou de processo judicial. É desprovida de justa causa a ação penal proposta contra delegado que, no estrito cumprimento de suas atribuições funcionais, sabendo do envolvimento de delegado no retardamento da conclusão de investigação que se encontrava sob a sua condução, já que afastado por determinação do Delegado Chefe da Polícia Civil, atribui-lhe a participação no fato delituoso apurado" (STJ, RHC 9.677/ES, Rei. Vicente Leal, j. 13-6-2000). 
"Para configurar o crime de denunciação caluniosa é necessário que o fato descrito na falsa denunciação constitua típico ilícito penal. Mera querela desenvolvida nos autos de processo entre Juiz e advogado, da qual resultou pedido de investigação para apurar fatos atípicos não autoriza a promoção de ação penal por denunciação caluniosa" (STJ, HC 8.341/SP, Rei. Vicente Leal, DJ, j. 19-4-1999). 
"O crime de denunciação caluniosa consiste em dar causa a instauração de investigação policial ou processo judicial contra pessoa a quem é imputada falsamente a prática de infração penal. Pressupõe a acusação contra alguém, mas sabendo o denunciante que aquele é inocente. A figura típica carrega, portanto, elemento de natureza subjetiva — 'de que o sabe inocente' —, exigindo que o acusador esteja imbuído de má-fé, consciente de que o fato não existiu. Em suma, é necessária a certeza moral da inocência do imputado, de modo que o simples estado de dúvida já afasta a tipicidade do delito" (TRF-4a Reg., AC 1999.04.01.055947-0/ RS, Rei. Eloy Bernst Júnior, j. 8-8-2000).
Comunicação falsa de crime ou de contravenção
        Art. 340 - Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:
        Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.
1. Bem jurídico tutelado: 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeito passivo 
3. Tipo objetivo: 
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa 
6. Pena e ação penal 
7. Julgados:
"Denunciação caluniosa. Distinção de falsa comunicação de crime. A denunciação caluniosa distingue-se da falsa comunicação de crime porque, naquela, o agente aponta determinada pessoa como autora de um crime que pode ter existido ou não, ao passo que nesta, não se cogita de autoria, mas sim da inexistência do delito denunciado" (TJRS, AC 699226718, Rei. Walter Jobim Neto, j. 10-6-1999).
"Crime de ação penal pública. Inviabilidade da ação penal de iniciativa privada, por falta de legitimação ativa. Ordem de habeas corpus deferida para trancar a ação penal" (STJ, HC 9551 191-6/RJ, Rei. Edson Vidigal, DJU, 12-2-1996).
Autoacusação falsa
        Art. 341 - Acusar-se, perante a autoridade, de crime inexistente ou praticado por outrem:
        Pena - detenção, de três meses a dois anos, ou multa.
1. Bem jurídico tutelado: 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeito passivo 
3. Tipo objetivo: 
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa 
6. Questões especiais 
Motivação altruística? Grau de parentesco? 
Acusar a si próprio + acusação falsa a terceiros?
Retratação? Artigo 65, III, ‘d’ ou 66 ambos do CP.
7. Pena e ação penal 
Falso testemunho ou falsa perícia
        Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
 Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.     (Redação dada pela Lei nº 12.850, de 2013)     (Vigência)
        § 1o As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal, ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta.(Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
        § 2o O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade.(Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
1. Bem jurídico tutelado: 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo