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04
																																					
MIGUEL DA COSTA GARCIA, C67GEI-3
ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS – APS
TURMA: BI3A28
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SP
2016
SÚMARIO
1 ULTRA ESTRUTURA CELULAR........................................................03
2 BASES MOLECULARES DA CONSTITUIÇÃO CELULAR................04
3 MEMBRANA PLASMÁTICA................................................................06
3.1 Estrutura............................................................................................06
3.2 Transporte.........................................................................................07
3.2.1 Transporte passivo.........................................................................07
3.2.2 Transporte ativo..............................................................................09
3.2.3 Endocitose e Exocitose..................................................................11
4 DIGESTÃO CELULAR.........................................................................12
5 CITOESQUELETO...............................................................................14
6 RESPIRAÇÃO CELULAR ...................................................................16
7 CICLO CELULAR................................................................................19
8 NÚCLEO INTERFÁSICO.....................................................................22 
8.1 Componentes do Núcleo Interfásico..................................................22
8.2 Atividades Fisiológicas......................................................................23
9 DIVISÃO CELULAR.............................................................................24
10 DNA E CROMOSSOMOS..................................................................27
10.1 O Ácido Desoxirribonucleico e Sua Duplicação...............................27
10.2 Cromossomos.................................................................................28
REFERÊNCIAS ......................................................................................31
1 ULTRA ESTRUTURA CELULAR 
Organelas Citoplasmáticas: A célula é uma unidade funcional que estabelece interação entre seus componentes, sob o aspecto fisiológico, biossintético e reprodutivo. A dinâmica celular para a manutenção da vida é regida por um processo de automanutenção, que compreende a modificação de estruturas, a substituição de componentes, de tal forma articulada que garanta a sua organização estrutural e funcional. Sendo assim, a célula é a menor unidade morfológica presente em um ser, animal ou vegetal. Tais células podem ser encontradas em formato procariótico ou eucariótico. A divergência entre procariontes e eucariontes deve ter ocorrido após serem estabelecidos os mecanismos de replicação e transcrição do ácido desoxirribonucleico (DNA), a tradução, o sistema de códons e os metabolismos energéticos e biossintético. O principal critério de distinção entre estes grupos é a sua organização celular. As células procarióticas são relativamente simples e se caracterizam por não apresentarem membrana, segmentando os ácidos nucleicos e ribonucleicos do citoplasma. Além disso, algumas destas células apresentam uma membrana plasmática circundada externamente pela parede celular. As células eucarióticas constituem o tipo celular da constituição dos fungos, protozoários, animais e plantas. Estruturalmente, são células mais complexas, ricas em membranas que formam compartimentos, ou seja, uma divisão de funções metabólicas entre as organelas citoplasmáticas e o núcleo, circundado pelo envoltório nuclear, onde está contido todo seu material genético.
Os componentes das células eucarióticas (Figura 1) compreendem: a membrana citoplasmática, o citoplasma, o núcleo, o retículo endoplasmático, o complexo de Golgi, os lisossomos, as mitocôndrias, os Peroxissomos, as inclusões lipídicas, o glicogênio, o citoesqueleto, os centríolos, o centrossomo, os cloroplastos (encontrado em vegetais) e a parede celular, sendo esta última encontrada em fungos e vegetais.Figura 1 - Célula Eucariótica Animal
2 BASES MOLECULARES DA CONSTITUIÇÃO CELULAR
As células em geral são formadas por moléculas que são encontradas em seres inanimados. Todavia, na origem das células, alguns tipos de átomos foram selecionados para a constituição das biomoléculas. Noventa e nove por cento da massa das células é formado de hidrogênio, carbono, oxigênio e nitrogênio, enquanto, nos seres inanimados da crosta terrestre, os quatro elementos mais abundantes são oxigênio, silício, alumínio e sódio. Excluindo-se a água, existe nas células predominância absoluta dos compostos de carbono, extremamente raros na crosta terrestre. As macromoléculas existem nas células com grande diversidade não só quanto ao seu tamanho, mas, principalmente, quanto à variedade dos seus monômeros constituintes. Os bipopolímeros de maior importância são as proteínas, constituídas por aminoácidos; os polissacarídeos, que são polímeros de monossacarídeos; e os ácidos nucleicos, formados por nucleotídeos. Moléculas menores como lipídios, água, sais minerais e vitaminas também têm relevante papel na constituição e funcionamento das células.
As PROTEÍNAS são macromoléculas que contém um número variável de L-aminoácidos, unidos por ligações peptídicas. São, portanto, polímeros de aminoácidos. As cadeias assim constituídas chamam-se cadeias polipeptídicas e, ao atingirem certa dimensão, recebem o nome de proteína. As proteínas podem ser classificadas em duas categorias. As proteínas simples, cujas moléculas são formadas exclusivamente por aminoácidos, e as proteínas conjugadas, que se caracterizam pela presença, em suas moléculas, de uma parte não-protéica denominada grupo prostético. A forma tridimensional da molécula de uma proteína está relacionada com a sequência de aminoácidos e com o número de cadeias polipeptídicas que constituem sua molécula. Há proteínas cuja molécula tem apenas uma cadeia polipeptídica, enquanto outras possuem múltiplas cadeias, em geral umas diferentes das outras. Do ponto de vista biológico, o conhecimento da forma tridimensional das moléculas protéicas em estado nativo (configuração nativa) é muito importante, pois é assim que, dentro da célula, as moléculas mostram atividade e interagem umas com as outras.
Os ÁCIDOS NUCLÉICOS são constituídos pela polimerização de unidades chamadas nucleotídeos. Cada nucleotídeo contém resíduos de uma molécula de ácido fosfórico, uma de pentose e uma de base púrica ou pirimídica. As células contêm quantidades relativamente grandes de nucleotídeos livres, desempenhando, sobretudo as funções de coenzimas. Os ácidos nucléicos são moléculas informacionais que controlam os processos básicos do metabolismo celular, a síntese de macromoléculas, a diferenciação celular e a transmissão do patrimônio genético de uma célula para as suas descendentes. A molécula de RNA é um filamento único, e só existe sob a forma de filamentos duplos complementares. Do ponto de vista funcional e estrutural, se distinguem três variedades principais de ácido ribonucleico: 
- RNA de transferência ou tRNA: Sua função é transferir os aminoácidos para as posições corretas nas cadeias polipeptídicas em formação nos complexos de ribossomos e RNA mensageiro (polirribossomos). Possui a propriedade de se combinar com aminoácidos e é capaz de reconhecer determinados locais da molécula do mRNA constituídos por uma sequência de três bases. 
- RNA mensageiro ou mRNA: É sintetizado nos cromossomos, como os demais RNAs da célula, e representa a transcrição de um segmento de uma das cadeias da hélice de DNA. A molécula de mRNA é bem maior do que a de proteína por ele formada, porque são necessários três nucleotídeos para codificar um aminoácido. 
- RNA ribossômico ou rRNA: é muito mais abundante do que os outros dois tipos de RNA, constituindo 80% do RNA celular. Existe combinado com proteínas, formando partículas facilmente visíveis ao microscópio eletrônico e denominadasribossomos. Quando presos a filamentos de RNA mensageiro, os ribossomos formam os polirribossomos, onde tem lugar a síntese de proteínas.
Os POLISSACARÍDEOS são polímeros de monossacarídeos. Há polissacarídeos com moléculas lineares, enquanto outros têm moléculas ramificadas. A molécula de alguns polissacarídeos é constituída pela repetição de um único tipo de monossacarídeo. São os polissacarídeos simples ou homopolímeros. Os polissacarídeos associados à superfície externa da membrana celular desempenham papel estrutural e informacional, muitas vezes fazendo parte das moléculas dos receptores. São encontrados também como reserva nutritiva, que a célula utiliza quando há necessidade metabólica.
3 MEMBRANA PLASMÁTICA
3.1 Estrutura
A membrana plasmática é composta por aproximadamente 60% de proteínas e 40% de lipídeos. Associados as estes, encontram-se os açúcares, constituindo as glicoproteínas e os glicolipídeos. Ela tem uma bicamada de fosfolipídios, uma voltada para o meio externo e outra para o meio interno. Parte desses fosfolipídios é hidrófila ou hidrofílica, ou seja, tem afinidade por água. Já a parte mais interna da membrana não interage com água, pois não possui afinidade por ela, e é chamada hidrofóbica. Porém, não é composta apenas por isso, a membrana também se compõe de açúcares (carboidratos) e de colesterol, um outro tipo de lipídeo. A membrana plasmática é extremamente fina, e só é capaz de ser enxergada através de um microscópio eletrônico. Por ser tão fina assim, outras estruturas a recobrem, atribuindo-lhe uma proteção extra, que são a parede celular e o glicocálice, o qual possui função primordial de proteção. O glicocálix também terá função de reconhecimento celular, sendo, por exemplo, de grande importância em transplantes. Assim, quanto mais parecido o glicocálice de uma pessoa for com o de outra, mais fácil a compatibilidade da doação. A parede celular se encontra presente apenas em células de plantas e algas (sendo composta por celulose), fungos (sendo composta por quitina, um carboidrato polissacarídeo) e bactérias (tendo em sua composição glicose, açucares e proteínas). A membrana também apresenta diversas especializações:
Microvilosidades: encontradas em células do intestino e rins, no geral em células que possuem função de absorção. Servem para aumentar a superfície de contato com o meio externo. Aumento da absorção da célula.
Cílios e Flagelos: cílios se encontrarão em células das vias respiratórias, em grande quantidade e são menores que os flagelos. Os cílios batem e expulsam impurezas. Flagelos tem função de transporte, o flagelo mais importante é o do espermatozoide.
Junção Oclusiva: impede a entrada de microrganismos entre as células, bloqueia a entrada no meio das células principalmente de vírus e bactérias e isola as duas células que estão a se unir.
Desmossomos: tem função de adesão, une uma célula à outra.
Junção Comunicante: serve para permitir troca de substâncias entre uma célula e outra, principalmente de aminoácidos e água.
Interdigitações: uma pequena especialização, que também possui função de aderir células.
3.2 Transporte
A capacidade de uma membrana de ser atravessada por algumas substâncias e não por outras define sua permeabilidade. Em uma solução, encontram-se o solvente (meio líquido dispersante) e o soluto (partícula dissolvida). Classificam-se as membranas, de acordo com a permeabilidade, em 4 tipos: 
a) permeável: permite a passagem do solvente e do soluto;
b) impermeável: não permite a passagem do solvente nem do soluto;
c) semipermeável: permite a passagem do solvente, mas não do soluto;
d) seletivamente permeável: permite a passagem do solvente e de alguns tipos de soluto. 
Nessa última classificação se enquadra a membrana plasmática. A passagem aleatória de partículas sempre ocorre de um local de maior concentração para outro de concentração menor (a favor do gradiente de concentração). Isso se dá até que a distribuição das partículas seja uniforme. A partir do momento em que o equilíbrio for atingido, as trocas de substâncias entre dois meios tornam-se proporcionais. A passagem de substâncias através das membranas celulares envolve vários mecanismos.
3.2.1 Transporte Passivo
Ocorre sempre a favor do gradiente, no sentido de igualar as concentrações nas duas faces da membrana. Não envolve gasto de energia. O transporte passivo possui as seguintes características:
Osmose: A água se movimenta livremente através da membrana, sempre do local de menor concentração de soluto para o de maior concentração. A pressão com a qual a água é forçada a atravessar a membrana é conhecida por pressão osmótica. A osmose não é influenciada pela natureza do soluto, mas pelo número de partículas. Quando duas soluções contêm a mesma quantidade de partículas por unidade de volume, mesmo que não sejam do mesmo tipo, exercem a mesma pressão osmótica e são isotônicas. Caso sejam separadas por uma membrana, haverá fluxo de água nos dois sentidos de modo proporcional. Quando se comparam soluções de concentrações diferentes, a que possui mais soluto e, portanto, maior pressão osmótica é chamada hipertônica, e a de menor concentração de soluto e menor pressão osmótica é hipotônica. Separadas por uma membrana, há maior fluxo de água da solução hipotônica para a hipertônica, até que as duas soluções se tornem isotônicas. A osmose pode provocar alterações de volume celular. Uma hemácia humana é isotônica em relação a uma solução de cloreto de sódio a 0,9% (“solução fisiológica”). Caso seja colocada em um meio com maior concentração, perde água e murcha. Se estiver em um meio mais diluído (hipotônico), absorve água por osmose e aumenta de volume, podendo romper (hemólise).Figura 2 - Osmose
Difusão: Consiste na passagem das moléculas do soluto, do local de maior para o local de menor concentração, até estabelecer um equilíbrio. É um processo lento, exceto quando o gradiente de concentração for muito elevado ou as distâncias percorridas forem curtas. A passagem de substâncias, através da membrana, se dá em resposta ao gradiente de concentração.
Difusão Facilitada: Certas substâncias entram na célula a favor do gradiente de concentração e sem gasto energético, mas com uma velocidade maior do que a permitida pela difusão simples. Isto ocorre, por exemplo, com a glicose, com alguns aminoácidos e certas vitaminas. A velocidade da difusão facilitada não é proporcional à concentração da substância. Aumentando-se a concentração, atinge-se um ponto de saturação, a partir do qual a entrada obedece à difusão simples. Isto sugere a existência de uma molécula transportadora chamada permease (Figura 3) na membrana. Quando todas as permeases estão sendo utilizadas, a velocidade não pode aumentar. Como alguns solutos diferentes podem competir pela mesma permease, a presença de um dificulta a passagem do outro.Figura 3 - Permease
3.2.2 Transporte Ativo
Neste processo, as substâncias são transportadas com gasto de energia, podendo ocorrer do local de menor para o de maior concentração (contra o gradiente de concentração). Esse gradiente pode ser químico ou elétrico, como no transporte de íons. O transporte ativo age como uma “porta giratória”. A molécula a ser transportada liga-se à molécula transportadora (proteína da membrana) como uma enzima se liga ao substrato. A molécula transportadora gira e libera a molécula carregada no outro lado da membrana. Gira, novamente, voltando à posição inicial. A bomba de sódio e potássio liga-se em um íon Na+ na face interna da membrana e o libera na face externa. Ali, se liga a um íon K+ e o libera na face externa. A energia para o transporte ativo vem da hidrólise do ATP.Figura 4 – Transporte Ativo
Transporte acoplado: Muitas membranas pegam carona com outras substâncias ou íons, para entrar ou sair das células, utilizando o mesmo “veículo de transporte". É o que ocorre por exemplo, com moléculas de açúcar que ingressam nas células contra o seu gradiente de concentração. Como vimos no item anterior, a bombade sódio/potássio expulsa íons de sódio da célula, ao mesmo tempo que faz os íons potássio ingressarem, utilizando a mesma proteína transportadora (o mesmo canal iônico), com gasto de energia. Assim, a concentração de íons de sódio dentro da célula fica baixa, o que induz esses íons a retornarem para o interior celular. Ao mesmo tempo, moléculas de açúcar, cuja concentração dentro da célula é alta, aproveitam o ingresso de sódio e o “acompanham” para o meio intracelular. Esse transporte simultâneo, ocorre com a participação de uma proteína de membrana “cotransportadora” que, ao mesmo tempo em que favorece o retorno de íons de sódio para a célula, também deixa entrar moléculas de açúcar cuja concentração na célula é elevada. Note que a energia utilizada nesse tipo de transporte é indiretamente proveniente da que é gerada no transporte ativo de íons de sódio/potássio.Figura 5 – Transporte Acoplado
3.2.3 Endocitose e Exocitose
Enquanto que a difusão simples e facilitada e o transporte ativo são mecanismos de entrada ou saída para moléculas e íons de pequenas dimensões, as grandes moléculas ou até partículas constituídas por agregados moleculares são transportadas através de outros processos. 
Endocitose: Este processo permite o transporte de substâncias do meio extra para o intracelular, através de vesículas limitadas por membranas, a que se dá o nome de vesículas de endocitose ou endocíticas. Estas são formadas por invaginação da membrana plasmática, seguida de fusão e separação de um segmento da mesma. Há três tipos de endocitose: pinocitose, fagocitose e endocitose mediada.
 
- Pinocitose: Neste caso, as vesículas são de pequenas dimensões e a célula ingere moléculas solúveis que, de outro modo, teriam dificuldades em penetrar a membrana. O mecanismo pinocítico envolve gasto de energia e é muito seletivo para certas substâncias, como os sais, aminoácidos e certas proteínas, todas elas solúveis em água. Este processo, que ocorre em diversas células, tem uma considerável importância para a Medicina: o seu estudo mais aprofundado pode permitir o tratamento de grupos de células com substâncias que geralmente não penetram a membrana citoplasmática (diluindo-as numa solução que contenha um indutor de pinocitose como, por exemplo, a albumina, fazendo com que a substância siga a albumina até ao interior da célula e aí desempenhe a sua função).
- Endocitose mediada: Se a invaginação da membrana for desencadeada pela ligação de uma determinada substância a um constituinte específico da membrana trata-se de um processo de endocitose mediada e chama-se a esse constituinte receptor. Para entrar na célula deste modo é necessário que a membrana possua receptores específicos para a substância em questão. Este mecanismo é utilizado por muitos vírus (como o HIV, por exemplo) e toxinas para penetrar na célula dado que ao longo do tempo foram desenvolvendo uma complementaridade com os receptores. Este processo é também importante para a Medicina, pois foram introduzidos em medicamentos usados para destruir células tumorais fragmentos que se ligam aos receptores de membrana específicos das células que se pretende destruir.
- Fagocitose: Este processo é muito semelhante à pinocitose, sendo a única diferença o fato de o material envolvido pela membrana não estar diluído. Enquanto que a pinocitose é um processo comum a quase todas as células eucarióticas, muitas das células pertencentes a organismos multicelulares não efetuam fagocitose, sendo esta efetuada por células específicas. Nos protistas a fagocitose é frequentemente uma das formas de ingestão de alimentos. Os glóbulos brancos utilizam este processo para envolver materiais estranhos como bactérias ou até células danificadas. Dentro da célula fagocítica, enzimas citoplasmáticas são secretadas para a vesícula e degradam o material até este ficar com uma forma inofensiva.
Exocitose: Enquanto que na endocitose as substâncias entram nas células, existe um processo inverso: a exocitose. Depois de endocitado, o material sofre transformações sendo os produtos resultantes absorvidos através da membrana do organito e permanecendo o que resta na vesícula de onde será posteriormente exocitado. A exocitose permite, assim, a excreção e secreção de substâncias e dá-se em três fases: migração, fusão e lançamento. Na primeira, as vesículas de exocitose deslocam-se através do citoplasma. Na segunda, dá-se a fusão da vesícula com a membrana celular. Por último, lança-se o conteúdo da vesícula no meio extracelular.
4 DIGESTÃO CELULAR
Dá-se o nome de digestão ao processo de quebra das macromoléculas dos alimentos em unidades menores. Nos protozoários e nas esponjas a digestão dos alimentos ocorre total ou parcialmente dentro das células (digestão intracelular). Nos animais dotados de um tubo digestivo, a fragmentação dos alimentos acontece no interior do tubo digestivo, e quando o alimento é distribuído para as células do corpo desses animais, já se encontra processado. Essa digestão que se dá no tubo digestivo é chamada digestão extracelular. Nos animais, a digestão intracelular tem alguns papéis bastante específicos, como o combate aos agentes infecciosos (bactérias e vírus) ou a digestão de organoides intracelulares velhos ou danificados. A digestão intracelular conta com a participação das enzimas presentes no interior dos lisossomos. São vesículas revestidas por membranas lipoprotéicas que possuem, em seu interior, enzimas hidrolíticas, que catalisam as reações de hidrólise. Todas as reações de quebra dos alimentos são reações de hidrólise. As enzimas lisossomais são sintetizadas no ergastoplasma, transferidas para os sáculos do complexo de Golgi e empacotadas em vesículas membranosas, os lisossomos primários. Os lisossomos atuam em três processos:
1 - Digestão Heterofágica: É a digestão de partículas englobadas pelas células por pinocitose ou por fagocitose. O alimento englobado permanece em uma vesícula, o vacúolo alimentar (fagossomo ou pinossomo, de acordo com o processo empregado em seu englobamento). Os lisossomos se fundem com o vacúolo alimentar, formando os lisossomos secundários ou vacúolos digestivos. Nessa vesícula, os alimentos sofrem a ação das enzimas digestivas dos lisossomos primários e são digeridos. Suas macromoléculas são hidrolisadas, resultando em moléculas pequenas que passam através da membrana do vacúolo digestivo e chegam ao hialoplasma. Ao término da digestão, restam no vacúolo digestivo apenas essas moléculas não-assimiladas, e essa vesícula passa a ser chamada de corpo residual. Quando o corpo residual se funde com a membrana plasmática, elimina o seu conteúdo para o meio extracelular em um processo conhecido por clasmocitose ou defecação celular. Algumas das células humanas, como os glóbulos brancos do sangue, fagocitam e digerem bactérias causadoras de doenças. O mecanismo pelo qual as bactérias são destruídas dentro dessas células é semelhante à digestão intracelular anteriormente descrita.Figura 6 – Digestão Heterofágica
2 - Digestão Autofágica: As enzimas dos lisossomos podem digerir componentes de uma célula, transformando um tipo celular em outro. Estruturas celulares velhas, danificadas ou afuncionantes, como mitocôndrias ou partes do retículo endoplasmático, podem ser englobadas pelos lisossomos primários, formando o vacúolo autofágico. Trata-se de uma forma bastante eficiente e econômica de reaproveitamento de matéria orgânica. A digestão de componentes celulares pela liberação das enzimas lisossomais também acontece durante a metamorfose dos girinos, na sua transformação em anfíbios adultos. A cauda desaparece progressivamente, e o seu material é empregado pelo animal para completar a sua conversão em adulto.
3 - Digestão Extracelular: Por exocitose, as enzimas dos lisossomos podem ser exteriorizadas e agir fora das células. No tecido ósseo, por exemplo, existem células chamadas osteoclastos, que são ricas em lisossomos. Sob certos estímulos, liberam as suas enzimas, que passam a digerir a matriz óssea, remodelandoo osso. Esse mecanismo permite o crescimento do indivíduo e a consolidação das fraturas, ou ainda a liberação de parte do cálcio acumulado nos ossos, liberado então para a corrente sanguínea.
5 CITOESQUELETO
Um verdadeiro “esqueleto” formado por vários tipos de fibras de proteínas cruza a célula em diversas direções, dando-lhe consistência e firmeza. Essa “armação” é importante se lembrarmos que a célula animal é desprovida de uma membrana rígida, como acontece com a membrana celulósica dos vegetais. Entre as fibras protéicas componentes desse “citoesqueleto” podem ser citados os microfilamentos de actina, os microtúbulos e os filamentos intermediários.
Os MICROFILAMENTOS são os mais abundantes, constituídos da proteína contráctil actina e encontrados em todas as células eucarióticas. São extremamente finos e flexíveis, chegando a ter 3 a 6 nm (nanômetros) de diâmetro, cruzando a célula em diferentes direções, embora concentram-se em maior número na periferia, logo abaixo da membrana plasmática. Muitos movimentos executados por células animais e vegetais são possíveis graças aos microfilamentos de actina.Figura 7 – Componentes do Citoesqueleto
Os MICROTÚBULOS, por sua vez, são filamentos mais grossos, de cerca de 20 a 25 nm de diâmetro, que funcionam como verdadeiros andaimes de todas as células eucarióticas. São, como o nome diz, tubulares, rígidos e constituídos por moléculas de proteínas conhecidas como tubulinas, dispostas helicoidalmente, formando um cilindro. Um exemplo, desse tipo de filamento é o que organiza o chamado fuso de divisão celular. Nesse caso, inúmeros microtúbulos se originam e irradiam a partir de uma região da célula conhecida como centrossomo (ou centro celular) e desempenham papel extremamente importante na movimentação dos cromossomos durante a divisão de uma célula. Outro papel atribuído aos microtúbulos é o de servir como verdadeiras “esteiras” rolantes que permitem o deslocamento de substâncias, de vesículas e de organoides como as mitocôndrias e cloroplastos pelo interior da célula. Isso é possível a partir da associação de proteínas motoras com os microtúbulos. Essas proteínas motoras ligam-se de um lado, aos microtúbulos e, do outro, à substância ou organoide que será transportado, promovendo o seu deslocamento. Por exemplo, ao longo do axônio (prolongamento) de um neurônio, as proteínas motoras conduzem, ao longo da “esteira” formada pelos microtúbulos, diversas substâncias para as terminações do axônio e que terão importante participação no funcionamento da célula nervosa.
Os FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS são assim chamados por terem um diâmetro intermediário – cerca de 10 nm – em relação aos outros dois tipos de filamentos proteicos. Nas células que revestem a camada mais externa da pele existe grande quantidade de um tipo de filamento intermediário chamado queratina. Um dos papeis desse filamento é impedir que as células desse tecido se separem ou rompam ao serem submetidas, por exemplo, a um estiramento. Além de estarem espalhadas pelo interior das células, armando-as, moléculas de queratina promovem uma “amarração” entre elas em determinados pontos, o que garante a estabilidade do tecido no caso da ação de algum agente externo que tente separá-las. Esse papel é parecido ao das barras de ferro que são utilizadas na construção de uma coluna de concreto. Outras células possuem apreciável quantidade de outros filamentos intermediários. É o caso das componentes dos tecidos conjuntivos e dos neurofilamentos encontrados no interior das células nervosas.
6 RESPIRAÇÃO CELULAR
É um processo que libera a energia química necessária ao metabolismo (para a célula realizar movimentos, sintetizar substâncias, produzir calor, etc.), por meio da quebra das cadeias de carbono. Existem dois tipos de respiração celular: 
- Anaeróbica: processo que não utiliza oxigênio para ocorrer, realizada por alguns microrganismos e algumas células de organismos mais complexos (células musculares humanas). A principal forma de respiração anaeróbica, para produção de ATP, acontece por fermentação. Sendo essa a opção em nossas células musculares, submetidas a um ritmo frenético do metabolismo (contração e relaxamento), em que o fornecimento de oxigênio não supre o esforço requerido, podendo, assim, causar fadiga muscular.
- Aeróbica: processo que utiliza oxigênio para ocorrer, realizada pela maioria dos seres vivos. A degradação da glicose na respiração celular se dá em três etapas fundamentais: glicólise, ciclo de Krebs e cadeia respiração. A glicólise ocorre no hialoplasma da célula, enquanto o ciclo de Krebs e a cadeia respiratória ocorrem no interior das mitocôndrias.
 
Glicólise: Como já vimos, a glicólise consiste na transformação de uma molécula de glicose, ao longo de várias etapas, em duas moléculas de ácido pirúvico.
Nesse processo são liberados quatro hidrogênios, que se combinam dois a dois, com moléculas de uma substância celular capaz de recebê-los: o NAD (nicotinamida-adenina-dinucleotídio). Ao receber os hidrogênios, cada molécula de NAD se transforma em NADH2. Durante o processo, é liberada energia suficiente para a síntese de 2 ATP. Figura 8 – Glicólise
Ciclo de Krebs: As moléculas de ácido pirúvico resultantes da degradação da glicose penetram no interior das mitocôndrias, onde ocorrerá a respiração propriamente dita. Cada ácido pirúvico reage com uma molécula da substância conhecida como coenzima A, originando três tipos de produtos: acetil-coenzima A gás carbônico e hidrogênios. O CO2 é liberado e os hidrogênios são capturados por uma molécula de NADH2 formadas nessa reação. Estas participarão, como veremos mais tarde, da cadeia respiratória. Em seguida, cada molécula de acetil-CoA reage com uma molécula de ácido oxalacético, resultando em citrato (ácido cítrico) e coenzima A, conforme mostra a equação abaixo:
                1 acetil-CoA + 1 ácido oxalacético         1 ácido cítrico + 1 CoA
                 (2 carbonos)          (4 carbonos)                         (6 carbonos)
Analisando a participação da coenzima A na reação acima, vemos que ela reaparece intacta no final. Tudo se passa, portanto, como se a CoA tivesse contribuído para anexar um grupo acetil ao ácido oxalacético, sintetizando o ácido cítrico.
Cada ácido cítrico passará, em seguida, por uma via metabólica cíclica, denominada ciclo do ácido cítrico ou ciclo de Krebs, durante o qual se transforma sucessivamente em outros compostos. Analisando em conjunto as reações do ciclo de Krebs, percebemos que tudo se passa como se as porções correspondentes ao grupo acetil, anteriormente transferidas pela CoA, fossem expelidas de cada citrato, na forma de duas moléculas de CO2 e quatro hidrogênios. Um citrato, sem os átomos expelidos, transforma-se novamente em ácido oxalacético.
Cadeia de Respiração: Foram liberados quatro hidrogênios durante a glicólise, que foram capturados por duas moléculas de NADH2. Na reação de cada ácido pirúvico com a coenzima A formam-se mais duas moléculas de NADH2. No ciclo de Krebs, dos oito hidrogênios liberados, seis se combinam com três moléculas de NAD, formando três moléculas de NADH2, e dois se combinam com um outro aceptor, o FAD, formando uma molécula de FADH2.
Através de sofisticados métodos de rastreamento de substâncias, os bioquímicos demonstraram que os hidrogênios liberados na degradação das moléculas orgânicas e capturados pelos aceptores acabam por se combinar com átomos de oxigênio provenientes do O2 atmosférico. Dessa combinação resultam moléculas de água.
Antes de reagirem como o O2, porém, os hidrogênios, percorrem uma longa e complexa trajetória, na qual se combinam sucessivamente com diversas substâncias aceptoras intermediárias. Ao final dessa trajetória, os hidrogênios se encontram seus parceiros definitivos, os átomos de oxigênio do O2. Esse conjunto de substâncias transportadoras de hidrogênio constitui a cadeia respiratória. Figura 9 – Cadeia Respiratória
Se os hidrogênios liberados na degradação das moléculas orgânicasse combinassem direta e imediatamente com o O2, haveria desprendidamente de enorme quantidade de energia em forma de calor, impossível de ser utilizada. Para contornar esse problema, as células utilizam um mecanismo bioquímico que permite a liberação gradual de energia. Tudo se passa como os hidrogênios descessem uma escada, perdendo energia a cada degrau. Liberada em pequenas quantidades, a energia pode ser, então, utilizada na síntese de moléculas de ATP, a partir de ADP e fosfatos.
 Aceptores de hidrogênio da cadeia respiratória: As moléculas de NAD, de FAD e de citocromos que participam da cadeia respiratória captam hidrogênios e os transferem, através de reações que liberam energia, para um aceptor seguinte. Os aceptores de hidrogênio que fazem parte da cadeia respiratória estão dispostos em sequência na parede interna da mitocôndria. O último aceptor de hidrogênios na cadeia respiratória é a formação de moléculas de ATP, processo chamado de fosforilação oxidativa. 
Cada molécula de NADH2 que inicia a cadeia respiratória leva à formação de três moléculas de ATP a partir de três moléculas de ADP e três grupos fosfatos como pode ser visto na equação a seguir:
1 NADH2 + ½ O2 + 3 ADP + 3P      1 H2O + 3 ATP + 1 NAD
 
Já a FADH2 formado no ciclo de Krebs leva à formação de apenas 2 ATP.
1 FADH2 + ½ O2 + 2 ADP + 2P      1 H2O + 2 ATP + 1 FAD
7 CICLO CELULAR
Quando na presença de estímulos adequados as células podem se multiplicar através de repetidos ciclos de proliferação e divisão celular, que em função dessa natureza cíclica, esse ciclo de vida das células proliferantes foi denominado ciclo celular. O ciclo celular consiste na intérfase e na fase mitótica, que inclui a mitose e a divisão celular (citocinese). A vida de uma célula começa no momento em que a divisão celular que a originou acaba e termina quando ela mesma se divide ou morre (toda a atividade celular cessa).
A interfase corresponde ao período entre o final de uma divisão celular e o início da outra. Geralmente a célula encontra-se nesta fase durante a maior parte da sua vida.
Durante esta fase os cromossomas não são visíveis ao microscópio óptico. É um período de intensa atividade na célula, quando ocorre a duplicação do material genético.
A intérfase divide-se em três fases:
Fase G1
Nesta fase sintetizam-se muitas proteínas, enzimas e RNA, verifica-se também a formação de organitos/organelas celulares e, consequentemente, a célula cresce.
Fase S
É nesta fase que ocorre a auto replicação das moléculas de DNA (diz-se no plural porque para cada cromossomo existe uma molécula de DNA)
A partir deste momento os cromossomos passam a possuir dois cromatídeos ligados por um centrómero.
Fase G2
Neste período dá-se a síntese de moléculas necessárias à divisão celular (como os centríolos).
As fases G e S possuem estas denominações em decorrência de abreviações do inglês - G para gap (intervalo) e S para synthesis (síntese). É denominada fase G0 quando uma célula permanece continuamente durante a intérfase interrompendo a divisão. É possível através de estímulos externos retornar a célula para seu ritmo normal.
Como já foi dito a fase mitótica divide-se em duas fases: a Mitose (ou cariocinese) e a Citocinese.
Mitose: Nesta fase ocorre a divisão nuclear (nas células eucariótica). É um processo contínuo, no entanto distinguem-se quatro fases:
Prófase
É a etapa mais longa da mitose;
Os filamentos de cromatina enrolam-se, tornando-se cada vez mais curtos, possibilitando assim o seu visionamento no Microscópio óptico;
Os dois pares de centríolos afastam-se em sentidos opostos, entre eles forma-se o fuso acromático (sistema de microtúbulos proteicos que se agrupam e formam fibrilas);
Quando os centríolos alcançam os polos da célula o Invólucro nuclear quebra e os nucléolos desaparecem.
Metáfase
Os Cromossomos atingem a máxima condensação;
O fuso acromático completa o desenvolvimento e algumas fibrilas ligam-se aos centrómeros (as outras ligam os dois centríolos);
Os Cromossomos encontram-se alinhados no plano equatorial (plano equidistante dos dois polos da célula) constituindo a Placa equatorial.
Anáfase
A anáfase começa pela duplicação dos centrômeros, libertando as cromátides-irmãs que passam a ser chamadas de cromossomos-filhos. As fibras do fuso, ligadas aos centrômeros, encurtam, puxando os cromossomos para os polos da célula. A anáfase é uma fase rápida, caracterizada pela migração dos cromossomos para os polos do fuso.
As fibrilas encurtam-se e começam a afastar-se:
Dá-se a clivagem dos centrómeros. Os cromatídeos que antes pertenciam ao mesmo cromossoma, agora separados, constituem dois cromossomas independentes.
Telófase
A membrana nuclear forma-se à volta dos cromossomas de cada polo da célula, passando a existir assim dois núcleos com informação genética igual;
Os nucléolos reaparecem;
O fuso mitótico dissolve-se;
Os Cromossomos descondensam e tornam-se menos visíveis:
Citocinese: Corresponde à divisão celular e, consequentemente, à individualização das duas células-filhas; A citocinese difere conforme a célula for animal ou vegetal. Na célula animal a citocinese consiste no estrangulamento do citoplasma. No fim da mitose formam-se, na zona do plano equatorial, um anel contráctil de filamentos proteicos que, na citocinese, contraem-se e puxam a Membrana plasmática para dentro até que as duas células-filhas se separam. Assim podemos dizer que a citocinese animal é centrípeta porque ocorre de fora para dentro. Na célula vegetal a parede celular não permite o estrangulamento do citoplasma; em vez disso é formada na região equatorial uma nova parede celular. Para isso vesículas provenientes do complexo de Golgi alinham-se no plano equatorial e formam, fundindo-se, uma estrutura que é a membrana plasmática das células filhas. Mais tarde, por deposição de fibrilas de celulose forma-se nessa região a parede celular. As vesículas golgianas contém elementos constituintes da parede celular, como pectinas. Esta citocinese e centrifuga, pois, ocorre de dentro para fora, isto e, fundem-se primeiro as vesículas golgianas interiores e depois as mais exteriores de uma forma progressiva.
8 NÚCLEO INTERFÁSICO
Chamamos de intérfase o período em que a célula não está se dividindo, ou seja, o período entre duas divisões celulares. Apesar da aparente inatividade do núcleo interfásico, importantes processos metabólicos acontecem nessa etapa da vida da célula. A duplicação do DNA e a produção de RNA são os mais significativos. Na maioria das células, o núcleo é único, esférico e tem posição central. Os glóbulos vermelhos dos mamíferos, células do sangue, são anucleados. As células musculares estriadas têm dezenas de núcleos que ocupam a periferia das células, junto da membrana plasmática. 
8.1 Componentes do Núcleo Interfásico
Carioteca: A carioteca (ou envoltório nuclear) é visível ao microscópio eletrônico, em que é vista como dois folhetos sobrepostos. Possui poros grandes que permitem livre intercâmbio de moléculas entre o núcleo e o citoplasma. O envoltório nuclear apresenta continuidade com as membranas do retículo endoplasmático, sugerindo que façam parte de um mesmo sistema de membranas, todas de natureza lipoprotéica.
Cariolinfa: A cariolinfa (ou suco nuclear) é uma gelatina fluida que se assemelha ao hialoplasma, com o qual tem comunicação direta através dos poros da carioteca. Comparada com o hialoplasma, mostra maior concentração de proteínas, de RNA e de nucleotídeos.
Nucléolos: São corpúsculos esféricos, densos, intensamente corados nas preparações usuais de microscopia. Não possuem membrana e seu número é variável, geralmente um ou dois por núcleo, e estão ausentes nas células procarióticas. São constituídos de proteínas e DNA, responsável pela produção de RNA ribossômico, que constitui os ribossomos no citoplasma. Durante a divisão celular, os nucléolos desaparecem e seus constituintes participam da formação dos ribossomos, distribuídos entre as células-filhas da divisão. Reaparecem no finalda divisão, produzidos pela região terminal de certos cromossomos, a zona organizadora do nucléolo.
Cromatina: O DNA é o material genético das células e contém as informações que controlam a estrutura e as atividades das células e do organismo inteiro. Também é o responsável pela transmissão dessas informações de um indivíduo para os descendentes. O material genético das células procarióticas é representado pelo cromossomo circular que contém apenas DNA. Nas células eucarióticas, o material genético é formado pela cromatina, constituída por DNA e proteínas chamadas histonas. Na intérfase, a cromatina mostra-se como um emaranhado de filamentos longos e finos, cuja maior parte encontra-se aderida à face interna da carioteca. As porções descondensadas são chamadas de eucromatina, enquanto as partes já enoveladas durante a intérfase formam a heterocromatina.
8.2 Atividades Fisiológicas 
No final do século XIX, Balbiani executou com amebas um processo conhecido por merotomia. Ao microscópio, seccionava mecanicamente esses organismos unicelulares em dois fragmentos, um nucleado e outro anucleado. O fragmento anucleado tornava-se esférico, parava de locomover-se e de alimentar-se, morrendo cerca de 20 dias depois. O fragmento nucleado vivia normalmente. Caso dentro das primeiras horas após a merotomia o fragmento anucleado recebesse o núcleo transplantado de uma outra ameba, voltava a locomover-se e alimentar-se normalmente e podia se reproduzir. Essas observações sugeriam o papel do núcleo como controlador da atividade celular.
Núcleos interfásicos isolados degradam glicose, sintetizam ATP e proteínas. No nível do DNA nuclear, depositário de caracteres hereditários e controlador de atividade celular, estão as informações genéticas da célula.
O núcleo tem atividade auto sintética. Cada uma de suas moléculas de DNA pode originar uma cópia idêntica de si mesma, em um processo chamado replicação. As informações do DNA são passadas para o citoplasma por moléculas de RNA mensageiro, cuja produção é a transcrição, que emprega as moléculas de DNA como "molde".
9 DIVISÃO CELULAR
Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose. 
Mitose: É a divisão de uma “célula-mãe” duas “células-filhas” geneticamente idênticas e com o mesmo número cromossômico que existia na célula-mãe. Uma célula n produz duas células n, uma célula 2n produz duas células 2n etc. Trata-se de uma divisão equacional. As fases da Mitose são Prófase, Metáfase, Anáfase e Telófase. Figura 10 – Mitose
I) Prófase: - Início da condensação dos cromossomos. - Fragmentação da carioteca. - Desintegração do nucléolo. - Migração dos pares de centríolos para os polos. - Formação do fuso de divisão e do áster pelos microtúbulos (fibras protéicas ao redor do centríolo) do citoesqueleto. - Os cromossomos, antes desordenados, unem-se às fibrilas do fuso pelos centrômeros e deslocam-se para a região central da célula.
II) Metáfase: - Os cromossomos alinham-se na região equatorial da célula, onde se ligam às fibras do fuso. - Os cromossomos atingem o grau máximo de espiralização. Genética Animal – Divisão celular 3 
III) Anáfase: - Separação das cromátides. - Migração dos cromossomos para os polos. 
IV) Telófase: - Reaparecimento do nucléolo e da carioteca. - Descondensação dos cromossomos - As fibras do fuso e do áster desaparecem. - Os microtúbulos do citoesqueleto organizam-se para formar um anel contrátil, que orienta a citocinese, a divisão final do citoplasma. - Formam-se duas células idênticas à original. 
Meiose: Tipo de divisão em que uma célula origina quatro células-filhas com a metade do número de cromossomos da célula inicial. A meiose é, portanto, um processo importantíssimo para a manutenção da carga genética das espécies e ocorre na formação dos gametas. Através deste processo, células diplóides podem originar células haplóides, o que se faz através de duas divisões sucessivas. A primeira delas, uma divisão reducional, pela qual uma célula diplóide origina duas células haplóides (com redução dos cromossomos) e a outra, uma divisão equacional, em que cada uma das células haplóides resultantes da primeira divisão origina duas outras, porém com mesmo número de cromossomos. → MEIOSE I Genética Animal – Divisão celular 4 Figura 11 – Meiose
I) Prófase I: - Possui 5 subfases: ▪ Leptóteno: Os cromossomos individualizam-se como filamentos finos. Cada cromossomo, no leptóteno, é formado por duas cromátides. Os cromossomos iniciam a sua condensação. ▪ Zigóteno: Nesta etapa há duplicação do centríolo e a formação do fuso a condensação dos cromossomos progride. Além disso, inicia-se o pareamento visível dos cromossomos homólogos, num processo denominado sinapse. Durante o pareamento, os cromossomos homólogos unem-se ao longo dos seus comprimentos graças ao complexo sinaptonêmico, estrutura formada por proteínas. ▪ Paquíteno: Completa-se o pareamento dos homólogos e cada par forma uma bivalente, com quatro cromátides formando uma tétrade. É nesta fase que ocorre a permuta ou crossing-over. É um fenômeno durante o qual as cromátides homólogas se entrelaçam, sofrem quebras e fazem a permuta de segmentos cromossômicos. Há troca de genes. Esse mecanismo aumenta a variabilidade genética das espécies. ▪ Diplóteno: Nesta etapa os cromossomos começam a se separar, mas permanecem unidos nos pontos de contato das cromátides em que ocorreu o crossing-over. Em cada um desses pontos surge o quiasma. ▪ Diacinese: Nesta etapa os centríolos atingem os polos da célula e os cromossomos homólogos, ainda unidos parcialmente, desfazem os quiasmas. Os cromossomos, então, separam-se e a membrana nuclear se desfaz, liberando os cromossomos no citoplasma. 
II) Metáfase I: - Fuso de divisão completamente formado. - Cromossomos homólogos pareados no equador celular. - Cromossomos ainda desfazem os últimos quiasmas. 
III) Anáfase I: - Deslocamento dos cromossomos (com duas cromátides cada) para polos opostos das células. 
IV) Telófase I: -Os cromossomos se descondensam, os nucléolos reaparecem, a carioteca se reorganiza surgindo dois novos núcleos. - O fuso se desfaz. - Ocorre a citocinese. - Segue-se um período de duração variável, geralmente curto, antes da divisão II, chamado intercinese.
Meiose II: É extremamente semelhante à Mitose. A formação de células haplóides, a partir de outras células haplóides, só é possível porque ocorre, durante a Meiose II, a separação das cromátides que formam as cromátides-irmãs. Cada uma dessas cromátides dirige-se para um polo diferente e já passa a se chamar cromossomo-filho. As fases da Meiose II são: Prófase II, Metáfase II, Anáfase II e Telófase II. Genética Animal – Divisão celular 5 
I) Prófase II: - Condensação dos cromossomos duplos. - Fragmentação da carioteca e do nucléolo. - Formação do fuso. - Deslocamento dos cromossomos para o equador celular. 
II) Metáfase II: - Organização dos cromossomos duplos no equador celular. 
III) Anáfase II: - Separação dos centrômeros. - Duplicação dos cromossomos, que retornam aos polos. 
IV) Telófase: - A carioteca reaparece e envolve os cromossomos simples em cada polo. - Ocorre citocinese final com formação de quatro células-filhas haplóides.
10 DNA E CROMOSSOMOS
10.1 O Ácido Desoxirribonucleico e Sua Duplicação
A sigla DNA vem de Ácido Desoxirribonucleico. É no DNA que toda a informação genética de um organismo é armazenada e transmitida para seus descendentes. Essa carga genética está contida no núcleo e todas as células de um organismo. Em todos os seres vivos, o DNA é formado por uma fita dupla composta por 4 letras - A, T, C e G. Essas letras representam compostos orgânicos: o A é a adenina, o T é a timina, o C é a citosina e o G é a Guanina. Se fosse possível esticar esta fita, teríamos 2 metros de DNA. As diferentes combinações destas letras - que chegam a mais de 3 bilhões em cada célula - fazem a variabilidade dos seres vivos. As duas cadeias de nucleotídeos do DNA são unidas uma à outra por ligações chamadas de pontes de hidrogênio, que se formam entre as basesnitrogenadas de cada fita. O pareamento de bases ocorre de maneira precisa: uma base púrica se liga a uma pirimídica –adenina (A) de uma cadeia pareia com a timina (T) da outra e guanina (G) pareia com citosina (C).Figura 13 – Esquema de Duplicação do DNA
Figura 12 – DNA
Duplicação de DNA: O modelo estrutural do DNA proposto por Watson e Crick explica a duplicação dos genes: as duas cadeias do DNA se separam e cada uma delas orienta a fabricação de uma metade complementar. O experimento dos pesquisadores Meselson e Stahl confirmou que a duplicação do DNA é semiconservativa, isto é, que metade da molécula original se conserva íntegra em cada uma das duas moléculas-filhas. No processo de duplicação do DNA, as pontes de hidrogênio entre as bases se rompem e as duas cadeias começam a se separar. À medida que as bases vão sendo expostas, nucleotídeos que vagam pelo meio ao redor vão se unindo a elas, sempre respeitando a especificidade de emparelhamento: A com T, T com A, C com G e G com C. Uma vez ordenados sobre a cadeia que está que está servindo de modelo, os nucleotídeos se ligam em sequência e formam uma cadeia complementar dobre cada uma das cadeias da molécula original. Assim, uma molécula de DNA reproduz duas moléculas idênticas a ela. 
Gene: É a parte funcional do DNA. No caso do Genoma Humano, por exemplo, apenas 3% é formado por genes. O resto é apenas, agrupamentos de proteínas que não contêm nenhuma informação. Os genes, portanto, são sequências especiais de centenas ou até milhares de pares (do tipo A-T ou C-G) que oferecem as informações básicas para a produção de todas as proteínas que o corpo precisa produzir.
Genoma: Em biologia, o genoma é toda a informação hereditária (passa para seus descendentes) de um organismo que está codificada em seu DNA (ou, em alguns vírus, no RNA). Isto inclui tanto os genes como as sequências não-codificadoras que são muito importantes para a regulação gênica, dentre outras funções.
Sequenciamento do Genoma ou DNA: O sequenciamento é a técnica utilizada para determinar em que ordem as bases (letras) contidas no DNA, se encontram. Quando se diz que um genoma foi sequenciado queremos dizer que foi determinada a ordem que as informações (genes) estão colocadas no genoma.
10.2 Cromossomos
O período de vida da célula em que ela não está em processo de divisão é denominado interfase. A cromatina da célula interfásica, como já foi mencionada, é uma massa de filamentos chamados de cromossomos. Se pudéssemos separar, um por um, os cromossomos de uma célula interfásica humana, obteríamos 46 filamentos, logos e finos. Colocado em linha, os cromossomos humanos formariam um fio de 5 cm de comprimento, invisível ao microscópio óptico, uma vez que sua espessura não ultrapassa 30 nm. Descobrir a natureza química dos cromossomos foi uma árdua tarefa que mobilizou centenas de cientistas e muitos anos de trabalho. O primeiro constituinte cromossômico a ser identificado foi o ácido desoxirribonucleico, o DNA. Em 1924, o pesquisador alemão Robert J. Feugen desenvolveu uma técnica especial de coloração que permitiu demonstrar que o DNA é um dos principais componentes dos cromossomos. Alguns anos mais tarde, descobriu-se que a cromatina também é rica em proteínas denominadas histonas. Durante a condensação cromossômica, as regiões eucromáticas se enrolam mais frouxamente do que as heterocromáticas, que estão condensadas mesmo durante a interfase. No cromossomo condensado, as heterocromatinas, devido a esse alto grau de empacotamento, aparecem como regiões “estranguladas” do bastão cromossômico, chamadas constrições.  Na célula que está em processo de divisão, cada cromossomo condensado aparece como um par de bastões unidos em um determinado ponto, o centrômero. Essas duas “metades” cromossômicas, denominadas cromátides-irmãs são idênticas e surgem da duplicação do filamento cromossômico original, que ocorre na interfase, pouco antes de a divisão celular se iniciar. Durante o processo de divisão celular, as cromátides-irmãs se separam: cada cromátide migra para uma das células-filhas que se formam. O centrômero fica localizado em uma região heterocromática, portanto em uma constrição que contém o centrômero é chamada constrição primária, e todas as outras que porventura existam são chamadas constrições secundárias. As partes de um cromossomo, separadas pelo centrômero, são chamadas braços cromossômicos. A relação de tamanho entre os braços cromossômicos, determinada pela posição do centrômero, permite classificar os cromossomos em quatro tipos:Figura 14 – Cromossomo
Figura 14 – Cromossomo
Figura 15 – Centrômeros
Metacêntrico: possuem o centrômero no meio, formando dois braços de mesmo tamanho;
Submetacêntricos: possuem o centrômero um pouco deslocado da região mediana, formando dois braços de tamanhos desiguais;
Acrocêntricos: possuem o centrômero bem próximo a uma das extremidades, formando um braço grande e outro muito pequeno;
Telocêntricos: possuem o centrômero em uma das extremidades, tendo apenas um braço.
REFERÊNCIAS
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