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Técnicas de anestesia maxilar e técnicas de anestesia mandibular

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tópico;
ƒ introduzir a agulha na área da prega mucojugal, posterior à área do pilar zigomático-
maxilar, posicionando a agulha acima do segundo molar e direcionada para a
tuberosidade maxilar;
ƒ voltar o bisel da agulha para a superfície óssea;
ƒ tensionar os tecidos no local da injeção;
ƒ introduzir a agulha avançando lentamente para cima, para dentro e para trás em um
só movimento, formando um ângulo de 45º com o plano sagital mediano.
A profundidade média da injeção da agulha é de, aproximadamente, 16mm
para adultos e de 10 a 14mm em jovens e crianças. É importante a orientação
correta quanto à profundidade de injeção, para evitar a possibilidade de formação
de hematomas devido à lesão de vasos do plexo venoso pterigóideo e até mesmo
a perfuração da artéria maxilar.
ƒ injetar o anestésico lentamente (realizando refluxo ou aspiração), na quantidade de,
aproximadamente, 0,9 a 1,8mL de solução anestésica;
ƒ retirar a agulha cuidadosamente;
ƒ aguardar de 3 a 5 minutos para o efeito anestésico.
Sinais e sintomas
O paciente tem dificuldades em relatar sintomas de anestesia local, e a eficácia da anestesia
é aferida pela ausência de dor durante o tratamento.
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PRO-ODONTO | CIRURGIA | SESCAD 95
5. Assinale a alternativa INCORRETA sobre a técnica de injeção supraperiosteal:
A) A injeção supraperiosteal é também conhecida e descrita como técnica paraperiosteal,
supraperióstea, técnica de infiltração local ou infiltrativa.
B) A anestesia supraperiosteal, realizada aplicando-se o anestésico local acima de um
ápice dental, é considerada didaticamente como bloqueio de campo, pois outras
estruturas adjacentes àquela área também serão anestesiadas.
C) A técnica de injeção supraperiosteal para os dentes maxilares é um procedimento de
difícil execução, devendo ser indicada precisamente quando se torna necessária a
realização de procedimentos clínicos limitados a um único elemento dental.
D) Sempre que houver a necessidade de manipulação de dois ou mais elementos den-
tais e em procedimentos cirúrgicos, deve-se optar por técnicas de bloqueio de cam-
po, ou até mesmo em procedimentos mais extensos, por técnicas de bloqueio do
nervo maxilar.
Resposta no final do capítulo
6. A realização, pelo cirurgião dentista, de técnicas supraperiosteais múltiplas para anestesia
de uma área extensa da maxila leva à realização de várias perfurações ao paciente. No
que isso pode acarretar?
7. Complete o quadro com informações acerca da injeção supraperiosteal.
Vantagens
Desvantagens
TÉCNICA DE INJEÇÃO SUPRAPERIOSTEAL
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96 TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR E TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
8. Qual é a contra-indicação para a realização da técnica de injeção supraperiosteal?
9. Leia as seguintes afirmativas para o bloqueio do nervo ASP:
I - É uma técnica pouco utilizada em odontologia por possuir baixos índices de sucesso.
II - Quando utilizado para anestesia pulpar, o bloqueio do nervo ASP é eficaz para o
terceiro, segundo e o primeiro molares.
III - Como a raiz mésio-vestibular do primeiro molar, em muitos casos, é inervada pelo
alveolar superior médio, torna-se então necessária uma segunda injeção
supraperióstica, para que haja anestesia efetiva.
IV - A penetração da agulha muito distalmente poderá produzir a formação de hematoma
local, devendo-se considerar sempre o tamanho do paciente para se analisar a
quantidade de penetração nos tecidos moles.
Estão corretas as afirmativas:
A) I e II.
B) II e III.
C) I e III.
D) I e IV.
Resposta no final do capítulo
10. Como é também denominado o bloqueio do nervo alveolar superior posterior?
11. Assinale a afirmativa correta, em relação à técnica de anestesia do nervo alveolar superior
posterior.
A) O conjunto seringa-agulha deve estar paralelo ao plano sagital mediano.
B) Deve-se procurar sempre tocar o arco zigomático.
C) Em uma técnica correta, é uma anestesia muito dolorosa.
D) O ponto de punção fica no fundo de saco vestibular na crista zigomático-maxilar.
Resposta no final do capítulo
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BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR SUPERIOR MÉDIO
O bloqueio do nervo alveolar superior médio (ASM) é um tipo de anestesia que tem uma
utilidade clínica limitada pelo fato de o nervo alveolar superior médio estar presente em
apenas 28% da população. Essa técnica também está indicada nas situações clínicas em que
houve o bloqueio do nervo infra-orbitário e o paciente apresenta ainda sensibilidade doloro-
sa na região de pré-molares.
Nervo anestesiado
O nervo anestesiado por esta técnica de bloqueio é o alveolar superior médio e seus ramos.
Áreas anestesiadas
O bloqueio do nervo ASM anestesia:
ƒ primeiro e segundo pré-molares;
ƒ raiz mésio-vestibular do primeiro molar superior;
ƒ tecidos periodontais;
ƒ osso;
ƒ periósteo;
ƒ mucosa vestibular adjacente à região anestesiada.
Técnica
Na técnica do bloqueio do nervo ASM, recomenda-se uso de agulha curta de calibre 25
ou 27. Existem agulhas odontológicas com calibre 25, 27 e 30G e com comprimentos
que variam de 8mm a 41mm.
A norma americana ANSI/ADA1 admite variações maiores, de acordo com
o tamanho de C1 e, além disso, fixa comprimentos para os diversos tama-
nhos nominais: extracurta (8 a 14mm), curta (24 ± 4mm), longa (34 ±
4mm) e extralonga (41 ± 4mm). Nesse aspecto, essa norma é mais criteriosa
e completa, pois leva em conta a finalidade (tipo de bloqueio) à qual se
destina cada um dos tamanhos, apesar da grande variação expressa entre
os valores mínimos e máximos. Embora não faça parte da norma, a American
Dental Association faz recomendações específicas a respeito do calibre ide-
al para cada tipo de anestesia. Assim, as agulhas extracurtas (30 G) seriam
indicadas para injeções intraligamentares, intra-ósseas, intrapulpares e in-
jeções no palato, enquanto as técnicas infiltrativas deveriam ser feitas com
agulhas curtas de calibre 23, 25 ou 27 G. Já para os bloqueios regionais,
que requerem penetração mais profunda, o ideal seria utilizar agulhas lon-
gas ou extralongas, com calibres 23 ou 25 G. Para técnicas com baixa
incidência de aspiração positiva, como os bloqueios dos nervos palatino
maior, nasopalatino, incisivo e mentoniano, alguns autores, como
Malamed,12 propõem como opção o uso de agulhas curtas 27 G.
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98 TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR E TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
A área de puntura da agulha é a prega mucojugal acima do segundo pré-molar
superior.
A técnica consiste nos seguintes passos:
ƒ secar a mucosa e aplicar anestésico tópico;
ƒ voltar o bisel da agulha para a superfície óssea;
ƒ introduzir a agulha até que ela alcance o ápice do segundo pré-molar superior;
ƒ injetar o anestésico lentamente (realizando refluxo ou aspiração), na quantidade de,
aproximadamente, 0,9 a 1,2mL de solução anestésica;
ƒ retirar a agulha cuidadosamente;
ƒ aguardar de 3 a 5 minutos para o efeito anestésico.
Sinais e sintomas
A parestesia do lábio superior e A ausência de dor durante o tratamento são os sinais e os
sintomas na eficácia do bloqueio do nervo ASM.
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR SUPERIOR ANTERIOR
O bloqueio do nervo alveolar superior anterior (ASA) é um tipo de anestesia que tem uma
utilidade clínica indicada para procedimentos que envolvam dentes anteriores maxilares (inci-
sivo central, incisivo lateral e canino). Alguns autores consideram a técnica como um blo-
queio de campo, incorretamente denominado infiltração local.
A técnica de bloqueio do nervo alveolar superior anterior, algumas vezes é descrita como
bloqueio infra-orbitário. Acredita-se que é possível a anestesia dos ramos ASA

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