A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
62 pág.
Técnicas de anestesia maxilar e técnicas de anestesia mandibular

Pré-visualização | Página 5 de 14

acesso pela área de pré-molares e o acesso
pelo incisivo central superior:
ƒ quando o acesso é realizado pelo incisivo superior, a agulha atravessará a mucosa e
deverá passar sob o ângulo do músculo quadrado do lábio superior, prosseguindo em
direção anterior até a origem do músculo canino abaixo da artéria e veia facial;
ƒ quando o acesso é realizado a partir dos pré-molares, a agulha atravessa a mucosa e
deverá passar profundamente aos tecidos e vasos, como veia facial e artéria facial,
seguindo uma direção vertical e superior.
Aconselha-se a puntura da agulha em direção ao primeiro pré-molar, visto ser
de mais fácil execução e por ser essa região a que proporciona o menor trajeto
entre a mucosa e o forame infra-orbitário.
A técnica consiste nos seguintes passos:
ƒ secar a mucosa e aplicar anestésico tópico;
Os pontos de reparo para esta técnica são a prega mucojugal, incisura infra-
orbitário e o forame infra-orbitário.
Para o bloqueio do nervo infra-orbitário direito ou esquerdo, o profissional manidestro
deve assumir a posição 10 horas na frente do paciente ou voltado para o mesmo lado do
paciente. Palpa-se o forame infra-orbitário com o dedo indicador e afasta-se o lábio supe-
rior do paciente com o dedo polegar, tensionando-se os tecidos e expondo a prega
mucojugal.
ƒ introduzir a agulha na prega mucojugal, sobre o primeiro pré-molar superior, com o
bisel da agulha voltado para o osso;
ƒ avançar a agulha lentamente até que toque suavemente o osso, sendo o ponto de
contato a borda superior do forame infra-orbitário e a profundidade de penetração
da agulha de aproximadamente 16mm.
A agulha deverá ser mantida paralela ao longo do eixo do dente enquanto é avançada
para evitar contato prematuro com o osso. Caso ocorra tal problema, deve-se recuar a
agulha e introduzi-la na direção correta.
ƒ injetar o anestésico lentamente (realizando refluxo ou aspiração), na quantidade de,
aproximadamente, 0,9 a 1,2mL de solução anestésica;
ƒ retirar a agulha cuidadosamente;
Proodonto-cirurgia_4_Tecnicas de anestesia.pmd 21/10/2008, 16:01104
PRO-ODONTO | CIRURGIA | SESCAD 105
O bloqueio do nervo infra-orbitário, produzindo anestesia dos tecidos moles do lábio
superior, da pálpebra inferior e da asa do nariz é completo com a injeção do anestésico
apenas na saída do forame, porém para completar o bloqueio dos nervos alveolares supe-
riores médio e anterior, é necessário realizar as seguintes manobras:
ƒ manter pressão firme com o dedo sobre o local da injeção, de forma a aumentar a
difusão da solução anestésica para o forame infra-orbitário;
ƒ manter a pressão digital direta, sobre o local da injeção, de 1 a 2 minutos após a
aplicação do anestésico;
ƒ aguardar de 3 a 5 minutos para o efeito analgésico.
Sinais e sintomas
O paciente relata anestesia por meio da sensação de dormência do lábio superior, pálpebra
inferior e asa do nariz assim como a anestesia dos dentes maxilares (incisivos até a raiz mésio-
vestibular do 1º molar), osso, periósteo e mucosa local do lado anestesiado.
Complicações
A possibilidade de complicações da técnica de bloqueio do nervo infra-orbitário pode ocorrer
nos casos de penetração insuficiente ou exagerada da agulha.
Quando a penetração da agulha se torna insuficiente, pode não haver a difusão da solu-
ção anestésica no interior do canal infra-orbitário e, conseqüentemente, a inadequada
anestesia pulpar dos dentes maxilares da região.
Nos casos de penetração excessiva da agulha, pode ocorrer a difusão do anestésico para o
interior da cavidade orbitário, ocorrendo, assim, a paralisia de nervos motores extrínsecos
do olho. Esse tipo de complicação, apesar de pouco freqüente e de, geralmente, não trazer
seqüelas, pode representar uma experiência bastante traumática para o paciente.
Outro tipo de complicação menos freqüente que pode ocorrer é a formação de hematoma
local por lesão vascular. Esse tipo de problema pode ser minimizado pela compressão
aplicada no momento e após a realização da técnica.
Proodonto-cirurgia_4_Tecnicas de anestesia.pmd 21/10/2008, 16:01105
106 TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR E TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
BLOQUEIO DO NERVO PALATINO MAIOR
A anestesia da porção posterior do palato duro é necessária para procedimentos odontológicos
que envolvam a manipulação dos tecidos palatinos nas regiões posteriores ao canino,
como, por exemplo, as exodontias e os procedimentos periodontais invasivos.
Pode ser necessário o bloqueio do nervo palatino maior, também denominado bloqueio do
nervo palatino anterior, durante procedimentos não-cirúrgicos, mas que invadam os espaços
biológicos periodontal palatino, como colocação de grampos para isolamento absoluto ou
adaptação de matriz subgengival, podendo ser, nesses casos, realizado apenas o bloqueio
parcial do nervo, na área a ser manipulada (essa técnica será descrita a seguir).
As injeções na região palatina são procedimentos traumáticos para muitos pacientes e
torna-se importante que o profissional utilize técnicas para que este procedimento se torne o
menos desconfortável possível e diminua a sensibilidade dolorosa durante a anestesia do
paciente.
A anestesia tópica eficaz é o primeiro passo para uma técnica indolor e deve ser realizada
de forma que o anestésico tópico permaneça em contato com a mucosa por no mínimo 2
minutos. Outra manobra é a utilização da compressão local antes, durante e depois da
injeção da solução anestésica, que pode ser obtida com a utilização de cotonete (o mesmo
utilizado para a anestesia tópica). O cotonete deve ser pressionado firmemente, o suficiente
para produzir uma leve isquemia dos tecidos palatinos.
O apoio firme da mão, durante a injeção, leva a um melhor controle sobre a agulha,
associado, também, a uma injeção da solução anestésica lenta, que deve ser realizada
em qualquer procedimento anestésico.
Nervo anestesiado
Esta técnica de bloqueio anestesia o nervo palatino maior.
Áreas anestesiadas
A área anestesiada pelo bloqueio do nervo palatino maior é a porção posterior do palato
duro e tecidos moles sobrejacentes, limitando-se, anteriormente, à área do 1º pré-molar e,
medialmente, pela linha média.
Técnica
Na técnica do bloqueio do nervo palatino maior, recomenda-se utilização de agulha curta
calibre 27. A Figura 4 mostra o nervo palatino maior e nervo nasopalatino.
Proodonto-cirurgia_4_Tecnicas de anestesia.pmd 21/10/2008, 16:01106
PRO-ODONTO | CIRURGIA | SESCAD 107
A técnica consiste nos seguintes passos:
ƒ secar a mucosa palatina e aplicar anestésico tópico;
O ponto de reparo do bloqueio do nervo palatino maior é o forame palatino
maior e a junção do processo alveolar maxilar e osso palatino. A área de introdução
da agulha é a região do forame palatino maior.
É importante o posicionamento do paciente durante o procedimento anestésico. Deve-
se solicitar sempre que o paciente faça abertura de boca de no mínimo 35mm, estenda o
pescoço e gire a cabeça para os lados direito ou esquerdo na dependência do lado que
será anestesiado.
Durante o bloqueio do nervo palatino maior, nos casos dos profissionais destros, o operador
deve sentar-se na frente do paciente em posição 8 horas; para o lado esquerdo, o mesmo
profissional deve sentar-se à direita em uma posição de 11 horas. No caso de profissionais
não-destros, o operador posiciona-se ao lado esquerdo do paciente, sendo que para o
bloqueio do nervo palatino maior esquerdo, a posição assumida pelo operador será de 11
horas, e para o lado direito, de 8 horas.
ƒ posicionar a agulha de forma que faça um ângulo reto com a região palatina; para isso,
é importante que o corpo da seringa esteja direcionado do lado oposto ao que será
anestesiado. Um passo importante para a introdução da agulha durante esta técnica é a
localização do forame palatino maior nos sentidos ântero-posterior e lateromedial.
Segundo pesquisa de Mallamed

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.