A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
62 pág.
Técnicas de anestesia maxilar e técnicas de anestesia mandibular

Pré-visualização | Página 8 de 14

A agulha deve ser mantida em ângulo de 45º para facilitar a entrada no forame palatino
maior. Após localizar o forame, avance a agulha lentamente no canal palatino maior até
uma profundidade de 30mm. Em 5 a 15% dos canais palatinos maiores, podem existir
obstruções ósseas que impeçam a passagem da agulha. Nestes casos, nunca force a
agulha contra a resistência óssea. Retire a agulha e tente introduzi-la em um ângulo
diferente.
ƒ injetar a solução lentamente (realizando aspiração ou refluxo) na quantidade de 1,8mL
de anestésico;
ƒ retirar a agulha cuidadosamente;
ƒ aguardar de 3 a 5 minutos para o efeito anestésico.
Figura 7 – Anestesia maxilar: técnica
do canal palatino maior.
Fonte: Arquivo de imagens das autoras.
Proodonto-cirurgia_4_Tecnicas de anestesia.pmd 21/10/2008, 16:01116
PRO-ODONTO | CIRURGIA | SESCAD 117
Complicações
Essa técnica possui alta taxa de sucesso (maior que 95%) e minimiza o número de perfura-
ções e o volume total da solução anestésica necessários para a realização de bloqueios isola-
dos de todos os ramos do nervo maxilar.
Pode haver riscos de hemorragia local, e o acesso pela técnica da tuberosidade
alta pode ser de difícil localização e o acesso pelo canal palatino maior pode ser
traumático.
25. A nasopalatina é uma anestesia:
A) que não necessita de refluxo.
B) de introdução profunda da agulha no forame incisivo.
C) administrada na região mediana do palato a meio centímetro dos incisivos.
D) praticamente indolor.
Resposta no final do capítulo
26. Como pode ser também denominado o bloqueio do nervo nasopalatino e em que situa-
ções está indicado?
27. Por que o bloqueio do nervo nasopalatino se apresenta ainda um pouco mais traumático
para o paciente que a técnica de bloqueio anestésico do nervo palatino maior?
Proodonto-cirurgia_4_Tecnicas de anestesia.pmd 21/10/2008, 16:01117
118 TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR E TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
28. Sobre o bloqueio do nervo nasopalatino, é INCORRETO afirmar:
A) Recomenda-se agulha curta calibre 25.
B) Os pontos de reparo são a papila incisiva e os incisivos centrais superiores.
C) Posicionar o paciente de forma que fique com a boca bem aberta e a cabeça ligeira-
mente inclinada para trás, para uma melhor visualização da papila incisiva.
D) Secar a mucosa palatina e aplicar anestésico tópico.
Resposta no final do capítulo
29. Quais as complicações da técnica do bloqueio do nervo nasopalatino?
30. Leia as afirmações sobre o bloqueio do nervo maxilar:
I - O bloqueio do nervo maxilar ou segunda divisão do trigêmio é um método eficaz
para produzir anestesia superficial de toda uma hemimaxila.
II - Torna-se útil em procedimentos que envolvam a manipulação de todo um quadrante
maxilar, nos casos de cirurgias extensas, quando uma infecção local ou outras con-
dições patológicas tornam inexeqüível a realização de bloqueio dos ramos terminais
maxilares, ou também com finalidade de diagnóstico de neuralgia da segunda divi-
são do nervo trigêmeo.
III - O bloqueio do nervo maxilar pode ser realizado pela via intra ou extrabucal. Na via
intrabucal, o nervo maxilar pode ser abordado através da técnica da tuberosidade
alta (acesso pelo alto da tuberosidade maxilar) ou pelo canal palatino maior.
IV - A técnica extrabucal faz-se por via transcutânea em um ponto acima da chanfradura
mandibular e abaixo da porção mediana do arco zigomático, alcançando o nervo
em sua saída do crânio pelo forame redondo.
Estão corretas:
A) I e II.
B) II e III.
C) I e III.
D) I e IV.
Resposta no final do capítulo
Proodonto-cirurgia_4_Tecnicas de anestesia.pmd 21/10/2008, 16:01118
PRO-ODONTO | CIRURGIA | SESCAD 119
31. Como é a técnica da tuberosidade alta?
32. Assinale a alternativa INCORRETA sobre a técnica pelo canal palatino maior:
A) A área de introdução da agulha é nos tecidos moles da região do forame palatino
maior.
B) A área-alvo é o nervo maxilar no ponto em que atravessa a fossa pterigopalatina,
sendo que a agulha não deve atravessar o canal palatino maior para alcançar a fossa
pterigopalatina.
C) A agulha deve ser mantida em ângulo de 45º para facilitar a entrada no forame
palatino maior.
D) Após localizar o forame, avançar a agulha lentamente no canal palatino maior até
uma profundidade de 30mm.
Resposta no final do capítulo
TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
A maior densidade da lâmina óssea vestibular, que impede a injeção supraperióstea, o acesso
limitado ao nervo alveolar inferior e a grande variação de anatomia entre pacientes são as
principais razões para o maior insucesso das técnicas mandibulares, sendo que o bloqueio
anestésico da mandíbula apresenta índices de sucesso menores que as técnicas anestésicas
maxilares. Um exemplo deste fato constata-se em que as taxas de sucesso para a anestesia
maxilar chegam a 95%, ao passo que as taxas de sucesso para o bloqueio do nervo alveolar
inferior estão em torno de 80%.
As principais técnicas anestésicas para todo o complexo mandibular:
ƒ bloqueio do nervo alveolar inferior;
ƒ bloqueio do nervo bucal;
ƒ bloqueio do nervo lingual;
ƒ bloqueio do nervo mentoniano;
ƒ bloqueio do nervo incisivo;
ƒ bloqueio do nervo mandibular (técnica de Gow-Gates);
ƒ bloqueio do nervo mandibular com a boca fechada (Vazirani-Akinosi).
Proodonto-cirurgia_4_Tecnicas de anestesia.pmd 21/10/2008, 16:01119
120 TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR E TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR
O bloqueio do nervo alveolar inferior, ou também chamado de bloqueio mandibular, é a
técnica de injeção mais usada e, possivelmente, a mais importante em odontologia. Essa
técnica está indicada quando se deseja analgesia de uma hemiarcada inferior, em interven-
ções cirúrgicas nos dentes inferiores e tecidos moles anteriores ao 1º molar (Figura 8).
O bloqueio do nervo alveolar inferior pode ser suplementado pela anestesia do
nervo lingual e bucal quando houver necessidade de analgesia da mucosa vestibular
de 1º a 3º molar, ou tecidos moles da região lingual, respectivamente.
Nervos anestesiados
Os nervos anestesiados por esta técnica de bloqueio são o nervo alveolar inferior e seus
ramos terminais (incisivo e mentoniano), comumente o nervo lingual.
Áreas anestesiadas
O bloqueio do nervo alveolar inferior anestesia:
ƒ dentes mandibulares até a linha média;
ƒ corpo da mandíbula e porção inferior do ramo;
ƒ mucoperiósteo vestibular anterior ao 1º molar mandibular (nervo mentoniano);
ƒ dois terços anteriores da língua e assoalho da cavidade oral (nervo lingual);
ƒ tecidos moles linguais e periósteo (nervo lingual).
Figura 8 – Anestesia do nervo
alveolar inferior.
Fonte: Arquivo de imagens das autoras.
Proodonto-cirurgia_4_Tecnicas de anestesia.pmd 21/10/2008, 16:01120
PRO-ODONTO | CIRURGIA | SESCAD 121
Técnica
No bloqueio do nervo alveolar inferior, recomenda-se o uso de agulha longa calibre 25
para paciente adulto.
O profissional deverá estar posicionado à frente do paciente e pelo lado direito dele para
anestesia do nervo alveolar inferior direito (posição 8 horas), e posicionado ao lado do
paciente e ligeiramente posterior (posição 10 horas) para a anestesia no nervo alveolar
inferior esquerdo.
Introdução da agulha
A área de introdução da agulha será na face medial do ramo mandibular.
Os pontos de reparo são:
ƒ incisura coronóide (maior concavidade da borda anterior do ramo);
ƒ rafe pterigomandibular;
ƒ plano oclusal dos dentes posteriores mandibulares.
Os parâmetros a serem observados durante a introdução da agulha:
ƒ altura da injeção;
ƒ posição ântero-posterior da agulha;
ƒ profundidade de penetração da agulha.
Para a introdução da agulha, deve-se observar a altura da injeção.
ƒ com o indicador ou polegar da mão esquerda, palpar a incisura coronóide;
ƒ traçar uma linha imaginária do ponto do dedo até a rafe pterigomandibular,

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.