ines da silva moreira
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ines da silva moreira


DisciplinaServiço Social e Terceiro Setor51 materiais1.277 seguidores
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gente percebe que eles são vistos de outra maneira. Tanto
que hoje eles vão ter um galpão, está demorando, vai ser alugado um
galpão, porque hoje eles são vistos de outra maneira, com respeito até pela
própria Prefeitura. Isto é um ganho social, além do econômico, porque eles
vão ter depois, e com o ganho ambiental que vai ter para o município.

Ainda reforça a situação dos catadores:

[...] porque daí eles vão trabalhar a coleta seletiva coletivamente, vão fazer
as coletas, juntar, vender coletivamente, e depois dividir os ganhos. Vender
com mais qualidade, vão poder fazer uma rede de comercialização, juntar
com outros que já vendem, obter melhor preço. Então tudo são ganhos que
eles vão tendo.

Cita outra ação do projeto, das hortas educativas dos CRASs, que se

utiliza dos cuidadores mirins. Vale reproduzir a fala:

A gente pega, por exemplo, os cuidadores mirins da horta. O que é que ela
faz ali naquela horta. O Lucas sempre falava assim, a gente tem que olhar a
horta como mais uma sala de aula, né, como um jardinzinho, uma coisa
assim. É mais uma sala de aula. No plantio, no cuidar das verduras, do
legume que eles têm lá, no colher, no comer, eles aprendem como que o sol
interfere na planta, como que ela pega todo o nutriente que está no solo,
pões na folha ou na batata, na beterraba, e isto passa depois para o nosso
corpo. Eles aprendem a segurança alimentar, eles relacionam, o alimento
com o meio ambiente, a qualidade do alimento com o ambiente saudável,
tudo isso numa horta e quando eles são colocados como monitores mirins
da horta, eles se sentem muito poderosos. Desde criança!

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Numa ação complementar à atividade escolar, incorporam o respeito ao

meio ambiente, e numa forma tão educativa, produzem alimentos para a própria

comunidade. De uma forma lúdica, com utilização de cartazes, as informações são

transmitidas didaticamente às crianças e jovens.

O sujeito 7 identifica haver melhoria principalmente da ação com os

catadores. A formação da cooperativa permitirá, quando finalizada, uma geração de

renda coletiva, solidária.

Da mesma maneira com os bolsistas, que além de receberem a bolsa

durante a permanência no projeto, tem condição de aplicar os ensinamentos

recebidos. São capacitados para serem monitores socioambientais, com

conhecimento técnico para atuarem junto a hortas e jardins. E quanto à melhoria das

condições de vida da população no entorno:

O benefício primeiro foi de conscientização, de sensibilização para a
população no sentido de que a água não está faltando nas torneiras, que
tem a ver com o resultado da obra do PAC, mas, o nosso trabalho é mais
sensível às questões ambientais de preservação ambiental, do uso
consciente da água, cursos, uma aproximação maior das questões
ambientais e politicas também. A gente trouxe para esse lado da
participação politica. Se tiver que ter mudança tem que ter envolvimento nos
conselhos.

A população tem percebido melhorias principalmente na questão da falta

de água, que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão

apresentando resultados e quanto a questão socioambiental estão participando dos

conselhos, ação de cidadania.

Em sua opinião, existe transparência na aplicação dos recursos

públicos nos projetos sociais?

No entendimento do sujeito 1 há transparência. Os valores somente são

liberados pela Caixa após confirmação de que foi usado, tanto para as obras quanto

para o trabalho social. Os relatórios são exigidos e não há liberação sem seu envio.

Diz que \u201c[...] é exigida toda a documentação em relação às despesas que são feitas

do trabalho social, e elas tem que ter vinculação com as ações que são feitas. Tinha

a preocupação de análise dessas despesas.\u201d

Em algumas situações emergenciais a prefeitura acabava por antecipar

recursos, mas com transparência, com cuidado.

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Também no entendimento do sujeito 2 existe a transparência. Diz:

Da nossa parte eu acho que sim, porque o PAC ele faz a gente prestar
conta de tudo o que a gente gasta. Então há uma transparência sim, pelo
menos a nossa equipe e quando a gente vai fazer alguma intervenção junto
à comunidade. A gente recuperou uma praça no Matão. Então, devido à
demanda, até que eles escolheram o que ia fazer na praça, sabe, a
comunidade lá do local? Aí a gente falou, precisamos fazer os três
orçamentos, tem que ser o orçamento menor. Aí conversamos com a
comunidade, mandamos a nota, aí foi aprovado o orçamento; aí veio o
parquinho lá pro local. Então, assim, tanto pra nós quanto para a
comunidade que a gente conversou, sempre assim, o dinheiro que vinha
tinha uma transparência.

Não importava o valor do bem, tudo tinha que contar com orçamentos e

ter aprovação prévia da Caixa.

No entendimento do sujeito 3 a transparência existe, mas o fato do

processo ser muito burocrático demanda muito tempo para sua finalização. Os

relatórios precisam seguir no prazo e de modo muito claro, para que haja as

liberações de verba. Se não estão corretos, não há liberação.

A Caixa libera 80% e a Prefeitura precisa liberar a contrapartida de 20%.

Diz que \u201c[...] com o social é a mesma coisa. Se a gente vai comprar um computador,

a empresa que vai vender esse computador, a loja que vai vender esse computador

pra gente, ela tem que ter como segurar para que ela receba depois. Então é meio

moroso.\u201d

Até as horas de trabalho são computadas e precisam constar dos

relatórios, para que o pagamento à equipe ocorra. \u201cPor exemplo, quantas horas a

gente gastou em tal atividade? Quantas horas gastou num relatório? Aí você

contabiliza para justificar todo o trabalho com as horas que eu tenho que fazer no

projeto, senão eu não recebo\u201d.

Também no entendimento do sujeito 4 há transparência. Acha que o

Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um bom projeto, em relação à

transparência na aplicação de recursos. Diz:

Ah! Existe. Na verdade o PAC eu achei um bom projeto, assim com relação
à transparência na aplicação dos recursos. Tudo você tem que ter as
contas, e assim é também a obra à qual é vinculado o projeto social. A obra
é mês a mês medida, eles veem o que foi gasto e devolvem para a
prefeitura o que foi gasto. Então a prefeitura sempre paga antes e recebe o
ressarcimento depois. Depois de ter apresentado todas as notas e feito o
relatório de como foi usado cada recurso.

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Reforça que há muito cuidado na análise da Caixa, que repassa as

verbas do governo federal. Percebe-se que há transparência em tudo o que se gasta

dentro do Projeto do Trabalho Técnico Social.

Também o sujeito 5 acredita que há transparência, na medida em que há

necessidade de prestar contas e apresentar as notas fiscais. No entanto, não sabe

se há algum problema com parte dos processos em que há demora. O caso do

galpão dos catadores ele não consegue entender porque tanta demora na liberação.

Até para que haja o lanche que é distribuído para as pessoas que participam das

reuniões, quer sejam dos catadores ou dos bolsistas, precisa passar pelo crivo dos

orçamentos.

Vale relatar na íntegra o comentário do sujeito 6 em relação à

transparência, conforme segue:

Eu acho que hoje existe mais. A gente ouve muito falar dos PACs antigos,
que começou e parou tudo, com um monte de problemas, de recursos
desviados e tal. A gente vê hoje aqui, quantas vezes a gente fica sem o
pagamento, porque não libera enquanto não está tudo em ordem. Enquanto
uma prestação de contas antes não foi feita, o recurso não sai. Se faltou a
prestação de contas da obra não sai o recurso social; faltou o recurso social
não sai o da obra. E não é assim, dá o dinheiro que você vai executar e
prestar contas; não, você