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Curtindo a Vida Adoidado
Ferris Buller’s day off (Título Original)
EUA, 1986
Direção: John Hughes
O filme é uma comédia do diretor John Hughes que conta a história de Ferris Buller, um adolescente de aproximadamente 17 anos, no ultimo ano do ensino médio que decide matar aula para aproveitar o dia ao lado de seu melhor amigo Cameron e sua namorada Sloane. 
A história começa com uma reflexão de Ferris sobre a curta duração da vida e como ela deve ser aproveitada. Antes de sua família sair de casa para os afazeres do dia, o protagonista se finge de doente conseguindo a permissão dos pais para ficar acamado. Entretanto sua irmã mais velha Janie não é convencida disso, porém se vê impotente. 
Após todos saírem para seus afazeres, Ferris coloca seu plano em prática. O primeiro a ser convocado é seu melhor amigo Cameron. O garoto estava repousando devido a um resfriado. Ferris diz que Cameron vive doente, pois seus pais não o dão atenção, colocando sempre em segundo plano. Após isso eles tentam “resgatar” a namorada de Ferris, Sloane que está atendendo as aulas no colégio. Para isso Ferris faz que Cameron finja ser o pai de Sloane, ligue para o colégio dizendo que a avó da garota morreu. 
No colégio o diretor Sr. Rooney já estava desconfiado da autenticidade da doença de Ferris, passa a ficar mais incomodado quando Sloane é recolhida por um misterioso homem de casaco e chapéu dirigindo uma Ferrari. O homem era Ferris dirigindo a Ferrari do pai de Cameron. 
Reunidos os três membros da equipe, eles passam por várias aventuras como uma ida ao museu, conseguem se infiltrar em um restaurante refinado, um jogo de Basebol, tudo culminando em uma parada onde Ferris canta a música “Twist and Shout” dos Beatles. 
Após a aventura, O grupo percebe que o marcador de quilometragem da Ferrari do pai de Cameron iria denunciar as aventuras. Após uma tentativa frustrada de retroceder o marcador, o melhor amigo de Ferris tem um acesso de raiva descontando no veículo. Este escapa dos calçamentos e acaba caindo de uma janela alta, ficando completamente destruído.
Cameron, após o acontecido decide confrontar seus pais. Ferris retorna para casa no exato momento em que seus pais retornam para casa, segundos antes de estes perceberem a farsa.
No final Ferris repete a reflexão sobre a velocidade em que a vida passa, e diz que é importante aproveitar todos os momentos.
Esse filme permite uma analise das instituições como a Escola e a Família. A instituição familiar pode ser um agente repressor ou estimulante do indivíduo. Cameron vive em uma família rígida, regida por regras estritas e inflexivas, por isso Cameron é um sujeito inseguro e medroso, vivendo doente. Ao tempo que a família de Ferris é mais liberal e amorosa, o extremo oposto a família de Cameron. 
O núcleo da escola também é interessante pois aqui vemos noções de solidariedade, muitas cenas no colégio possuem estudantes se solidarizando com a suposta doença de Ferris, em diversas vezes Janie diz que a doença é falsa, mas sempre ela é desacreditada. O único vilão do filme, o diretor Sr. Rooney, é o mais empenhado em desmascarar a mentira, este acaba sendo o mais desafortunado de todos, se colocando em diversas situações desfavoráveis, se arrependendo de ter perseguido o aluno no final do filme. 
Mesmo que sendo uma situação exagerada para o valor cômico da narrativa, o diretor pode ser visto como os agentes reguladores da sociedade, que buscam mantes as normas sociais estabelecidas por convenções.
Apesar de ser uma obra com algumas décadas de idade, Curtindo a vida adoidado é um filme com uma narrativa atual, pois fala do confronto de gerações que tentam construir sua identidade mesmo com a constante vigilância de instituições da família e escola. Ao mesmo tempo que passa uma mensagem de que não se deve levar a vida tão a sério e que momentos prazerosos são tão importantes quanto momentos de responsabilidade.

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