O conceito de Direito Penal - Resumo
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O conceito de Direito Penal - Resumo


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Meio de controle social altamente formalizado exercido sob o monopólio do Estado
de acordo com normas preestabelecidas legisladas de acordo com as regras de um
sistema democrático.
Conjunto de valorações e princípios que orientam a aplicação e a interpretação das
próprias normas penais que tem por objetivo tornar possível a convivência humana
de acordo com os princípios de justiça.
Conjunto de normas jurídicas que visa determinar as infrações de natureza penal e as
sanções correspondentes.
Delito
Fenômeno social normal que mantém aberto o canal de transformações de que a so-
ciedade precisa.
Conceito e características
Direito Penal
Conceito de Durkheim:
As relações humanas são contaminadas pela violência e por isso precisamos de
normas que regulem essas relações.
Todo fato social que contraria o ordenamento jurídico constitui um ilícito jurídi-
co. A modalidade mais grave do ilícito jurídico é o ilícito penal, que lesa os bens
mais importantes dos membros da sociedade.
Zaaroni: Direito Penal é um conjunto de leis penais, ou seja, a legislação penal e um
sistema de interpretação dessa legislação.
O Direito Penal regula as relações dos indivíduos em sociedade e as relações dos indi-
víduos com a sociedade.
Os bens protegidos pelo Direito Penal interessam à coletividade como um todo. A rela-
ção entre o autor de um crime e a vítima é de natureza secundária, já que a vítima não
tem o direito de punir. A vítima só detém o ius accusationis, ou seja, o direito de acusar,
e não o ius puniendi - direito de punir. O titular do ius puniendi é o Estado, mesmo nas
ações exclusivas de iniciativa privada.
Introdução ao Direito Penal
Direito Penal I
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Caráter fragmentário: se ocupa só de uma parte dos bens jurídicos protegidos pela ordem
jurídica; ultima ratio, o último recurso do sistema para proteção dos bens e interesses de
maior importância para o indivíduo e a sociedade à qual pertence.
Ciência Normativa: tem como objeto o estudo da norma, do Direito Positivo e a
sistematização de critérios de valoração jurídica.
Ciência Prática: porque é dirigida à práxis, ou seja, as raízes do direito penal atingem
os conceitos fundamentais da losoa prática.
Valorativo: sua atuação é pautada de acordo com uma escala de valores consolidados
pelo ordenamento jurídico do qual ele faz parte.
Zaaroni: predominantemente sancionador (não cria bens jurídicos, mas acrescenta
uma tutela penal aos bens jurídicos regulados por outras áreas do Direito) e excep-
cionalmente constitutivo (protege bens ou interesses não regulados em outras áreas
do Direito, como a omissão de socorros e os maus-tratos de animais).
Caráter nalista: visa à proteção dos bens jurídicos fundamentais e à garantia da sobre-
vivência da ordem jurídica.
Sancionador: protege a ordem jurídica determinando sanções.
O Direito Penal estabelece suas próprias normas em escala hierárquica de acordo com
as normas constitucionais e supranacionais.
Natureza constitutiva e autônoma (e não apenas acessória): mesmo quando tutela bens
cobertos por outras áreas do Direito, ele faz isso de uma forma especíca e peculiar.
Em relação à Forma: no que se refere à imposição de sanções especícas – penas e
medidas de segurança – como resposta aos conitos que pretende resolver.
Em relação à Finalidade: no que se refere à produção de efeitos sobre aquele que
comete o crime e sobre a sociedade que representa.
São duas nalidades:
O Direito Penal caracteriza-se pela forma e pela nalidade com que exercita
essa proteção:
a)
b)
Finalidade preventiva
Finalidade de prevenção especial
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Normas penais incriminadoras: localizadas na Parte Especial do CP e que denem
as infrações penais e estabelecem as sanções correspondentes.
Normas penais não incriminadoras: localizadas em regra na Parte Geral do CP e
que estabelecem de que maneira o ius puniendi é exercido.
Direito Penal objetivo é o conjunto de normas penais positivadas, ou seja, o conjunto de
preceitos legais que regulam o exercício do ius puniendi (direito de punir) pelo Estado,
denindo crimes e cominando as sanções penais respectivas.
Direito Penal objetivo e subjetivo
Formado por dois grandes grupos de normas:
Direito Penal subjetivo: surge do Direito Penal objetivo; é o direito de punir ou ius
puniendi. A titularidade do direito de punir, como a gente já disse, é do Estado, sobe-
ranamente, como manifestação do seu poder de império. O DP subjetivo é limitado
pelo próprio DP objetivo, que através das normas positivadas estabelece os limites da
atuação estatal na prevenção e na persecução de delitos (a persecução criminal inclui a
investigação do crime e o processo penal correspondente). O exercício do ius puniendi
é limitado por uma série de princípios e de garantias assegurados constitucionalmente,
mas que a gente ainda não vai ver por enquanto.
O DP especial é uma especicação, uma complementação do DP comum, com um con-
junto autônomo de princípios e diretrizes próprias.
É importante a gente entender que o DP comum e o DP especial não tem a ver com
legislação penal comum (Código Penal) e legislação penal especial ou extravagante (os
outros diplomas legais que não estão no CP).
Direito Penal comum e especial
Direito Penal substantivo e Direito Penal adjetivo
Direito Penal comum: quando a norma penal objetiva for aplicada pela justiça comum.
No Brasil a gente tem o DP comum, DP Militar e DP Eleitoral.
Direito Penal especial: quando a norma penal objetiva for aplicada por órgãos espe-
ciais previsto pela Constituição Federal.
Direito Penal substantivo: Direito Material; Direito Penal propriamente dito, cons-
tituído pelas normas que regulam os institutos jurídico-penais, denem as condutas
e denominam as sanções correspondentes, e o conjunto de valorações e princípios
jurídicos que orientam a aplicação e a interpretação das normas penais.