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AULAS ENDODONTIA

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ele só citou por cima). 
 
ODONTOMETRIA: 
-A odontometria é a medida do canal de um dente. 
-A função da odontometria é determinar o Comprimento de Trabalho. 
 
-Devo introduzir no canal algo com um comprimento conhecido e que seja radiopaco (a fim de identificá-lo facilmente 
na radiografia). 
-Geralmente utiliza-se uma lima, com um cursor marcando seu comprimento. 
-O cursor deve estar na Borda Incisal ou Ponta de Cúspide (deve ser sempre um ponto externo – visível) 
-Devo escolher uma lima que fique justa no canal, para que ela não se mova na hora da radiografia. 
 
*Comprimento de Trabalho (CT): 
-É um milímetro menor que o comprimento do canal. 
-Como o próprio nome já diz, o comprimento de trabalho é o comprimento em que se trabalha a ampliação do canal. 
-Levando em consideração o comprimento médio dos dentes, o CT terá entre 20 à 21,5mm. Exceto em caninos e 3º 
Molares: 
 Caninos: CT médio de 26mm (superiores) e 24mm (inferiores) 
 3º Molares: CT médio de 18mm 
 
-Mas como os dentes tem uma variação de tamanho de até 20%, o CT também pode variar. 
 
*A expectativa de comprimento de um dente relaciona-se com: 
 1- Tamanho da Coroa (geralmente o comprimento da coroa é proporcional ao comprimento da raiz) 
 2- Estatísticas 
 
*Radiografia de Odontometria: 
O ideal é que a ponta da lima esteja a 1mm do ápice do canal. Mas estando entre “0” e 2mm é aceitável. 
Estando entre 0 e 2mm se houver erros (distorções na radiografia) esses erros serão pequenos, e não trarão grandes prejuízos 
ao tratamento endodontico. 
 
Se a distância entre a ponta da lima e o ápice dental for superior a 2mm, devo refazer a radiografia aprofundando 
mais a lima. 
-Pois a radiografia é sombra, e sendo assim pode apresentar distorções de cerca de 20%. 
Ex: Se a lima ficou a 5mm do ápice e houve uma distorção de 20%, essa distorção será de 1mm. Se eu fizer meu Stop Apical 
1mm além do ideal, terei um erro fatal! 
 
Se a lima ultrapassou o ápice do dente devo refazer a radiografia de odontometria, com uma lima mais curta. 
- Não podemos confiar em radiografias em que a lima ultrapassou o forame apical. Pois curvas vestibulares/palatinas não são 
visualizadas radiograficamente, assim a lima pode ter passado muito do ápice e eu não saberei! 
 
*Radiografia de Odontometria Perfeita: A ponta da lima está a 1mm do ápice. 
 
*Radiografia de Odontometria Aceitável: A ponta da lima está entre 0 e 2mm do ápice. 
 
 -Para saber o comprimento total do canal, meço a distância entre a ponta da lima e o ápice do dente e somo com o 
comprimento da lima até a borda incisal. 
-A partir da radiografia de odontometria, calcularei meu CT. 
Exemplo: Se a lima estiver a 2 mm do ápice, meu CT será 1mm maior que o comprimento da lima. 
 
*Prova do Cone: 
É uma checagem da Odontometria. 
O cone de guta-percha deve estar no meu Comprimento de Trabalho (CT), ou seja, deve estar a 1mm do ápice. 
Técnicas de Odontometria: 
1- Método Sinestésico – sensibilidade do paciente (“ai” menos 1 mm) – não é mais utilizado; 
2- Método Radiográfico – técnica de Bregman / técnica de Ingle – plano oclusal / ápice radiográfico; 
3- Método Eletrônico – localizador apical eletrônico. 
 
2- Técnica de Ingle: 
 
1- Faz uma Radiografia Inicial e mede-se o comprimento total do dente; 
2- Compara o valor encontrado com a média de comprimento daquele dente; 
3- Subtrai 3mm para compensar distorções, não correndo o risco de ultrapassar o ápice dental com a lima (margem de 
segurança); 
4- Transferir a medida para uma lima com um cursor. A lima de escolha deve ficar firme no canal; 
5- Introduzir a lima no canal, encostando o cursor na borda de referência oclusal; 
6- Fazer a radiografia de odontometria; 
7- Medir o espaço entre a ponta da lima e o ápice dental. Se o valor obtido for entre 0 e 2mm, calculo meu CT. Do contrário, 
refaço a radiografia de odontometria aproximando/afastando a lima do ápice, conforme a necessidade. 
 
Obs: A Técnica de Ingle, foi a que utilizamos na aula prática. 
 
3- Localizadores Apicais Eletrônicos: 
-Em 1.957 o japonês Sunada descobriu que quando a lima dentro do canal marcava uma resistência de 6.500 Ohms ou 40mA, 
ela estava no limite CDC. 
-Ou seja, ele descobriu um aparelho que eletronicamente media o canal. 
-Quase 20 anos depois, um chinês verificou que isso só servia paras tubos de ensaio, e não em tecidos vivos (na boca). Ele 
descobriu que essa era uma característica de tubos cônicos. 
 
*Aparelhos de Hoje: 
-Medem o ponto em que a há uma mudança abrupta na resistência. Ou seja, apontam o local da constrição apical. 
-Por isso, dizemos que esses aparelhos seguem um princípio mecânico (detectam o ponto físico de constrição e não a 
proximidade com os tecidos moles da região periapical). 
-Esses aparelhos acertam em 80% dos casos. 
-Como esses aparelhos apresentam um índice de erro de 20%, eles são apenas auxiliares na odontometria. 
-O aparelho irá levar a lima próximo ao limite CDC. 
-Depois da lima estar posicionada no ponto indicado pelo localizador, tira-se uma radiografia para confirmar sua localização. 
-A radiografia irá checar se a informação fornecida pelo Localizador está correta. 
-Com o aparelho se economiza tempo, pois não correrei o risco de tirar uma radiografia com a lima muito distante ou 
passando do ápice, e ter que refazê-la (pois a radiografia de odontometria só é aceita, se a lima estiver entre 0 e 2mm do ápice 
do dente). 
 
Técnica Mista de Odontometria: 
-É a combinação da Técnica Eletrônica e da Técnica Radiográfica. 
 
*Vantagens: 
1- Aumenta os índices de sucesso. 
2- Diminui o tempo de trabalho. 
3- Reduz o número de exposições radiográficas. 
 
*Desvantagens: 
1- Os Localizadores Apicais Eletrônicos exigem que o Canal esteja esvaziado e repleto de uma substância eletrolítica 
(condutora de eletricidade). Ex: soro, hipoclorito, plasma. 
2- Mas esse liquido eletrolítico não pode estar presente na câmara pulpar. A câmara deve estar seca. 
3- O eletrodo não pode tocar itens metálicos (como restaurações), nem cáries pois isso causa um desvio da condução elétrica. 
4- Em canais amplos (ex: pacientes jovens) o Localizador apresenta menor desempenho. 
 
 
14.05.13 Aula 6 Prof: Alexandre Heck 
 
Instrumentos Endodonticos 
 
1- História: 
-Pierre Fauchard (1.746) – Cordas de piano 
 
-Edwin Maynard (1.838) – Mola de Relógio 
 
-Até 1.875 eram os próprios CDs que fabricavam seus instrumentos. 
 
-Wais e Ingle (1.954-1.956) – Não havia ajustes entre os instrumentos e o material obturador. 
 
-Ingle e Levine (1958-1962) – Proposta de Estandartização (padronização) dos instrumentos. 
 
2 - Tipos de Instrumentos Endodonticos: 
*Limas: Cortam por raspagem/torção 
*Brocas 
*Instrumentos Manuais 
*Instrumentos para obturação 
*Instrumentação Mecanizada 
 
Normas- Instituições que padronizam os instrumentos: ANSI, ISO e FDI. 
 
 
 
3 - Padronização: 
3.1- Cabo 
3.2- Haste 
3.3- Parte Ativa 
3.4- Conicidade (Taper) 
3.5- Diâmetro 
3.6- Cor 
3.7- Numeração 
3.8- Guia de Penetração 
3.9- Seção Transversal 
CABO 
HASTE 
PARTE 
ATIVA 
Guia de Penetração 
 
3.1- Cabo: 
-Parte onde é feito o comando do instrumento 
-O cabo deve ter o comprimento de 11mm 
-Seu diâmetro deve estar entre 2mm (mínimo) à 5mm (máximo), permitindo rotação e tração. 
-A forma do cabo tem o intuito de facilitar a pega do instrumental. 
-O cabo deve proporcionar o maior conforto possível ao operador. 
-Feito de silicone ou plástico autoclaváveis. 
 
3.2- Haste: 
-Une o cabo à parte ativa do instrumental. 
-Ela tem um tamanho variável. Sendo assim, ela definirá o comprimento do instrumento. 
-Quanto mais curto o instrumento, melhor o comando. Por isso, usamos sempre o instrumento de menor comprimento 
possível para cada caso. 
-quanto mais curto, melhor o