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AULAS ENDODONTIA

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correta (cerca de 21°). Se eu aquecer os líquidos vou acelerar o 
processo, mas perderei qualidade de imagem. 
 
 Usar caixa acrílica para processamento não é crime. Crime é trabalhar com radiografias mal processadas! 
 A caixa acrílica deve ser bem vedada e recoberta internamente. 
 Não devo abrir a caixa no momento em que o filme foi transferido para o fixador! 
 No consultório, o ideal seria colocar a caixa acrílica numa salinha escura com uma luz de segurança (vermelha). 
 
*Cuidados com a Visualização de Estruturas: 
-Película seca em moldura opaca: 
 Isso seria o ideal. Mas como as radiografias endodônticas são feitas no transoperatório, não tenho tempo para 
esperar elas secarem. 
 
-Limitar o campo do negatoscópio: 
 O negatoscópio auxilia na visualização das imagens. 
 Para facilitar a interpretação posso diminuir meu campo de visualização pondo uma moldura preta ao redor da 
película. Assim a luz irá se concentrar apenas no ponto desejado. 
 
-Ampliar a imagem (lupa); 
-Analisar a imagem como um todo; 
-Variar o ângulo; 
-Remover próteses móveis; 
-Conhecer a normalidade e a variação das estruturas; 
-Na dúvida, repetir a radiografia. 
 
 
Tirando o Máximo Proveito de Técnicas Clássicas: 
 
1- PERIAPICAL Variação do ângulo Vertical: Técnica de Le Master 
 Variação do ângulo horizontal: Técnica de Clarck 
É a técnica mais utilizada em endodontia, pois permite uma boa visualização do ápice dental. 
 
*Técnica de Le Máster: 
-É uma radiografia periapical, com variação do ângulo vertical; 
-Usada em molares superiores; 
-Na técnica de Le Master diminuímos o ângulo vertical; 
-Uma imagem radiográfica ideal não deve ser nem alongada, nem encurtada; 
-Porém, é melhor encurtar do que alongar a imagem. Pois quando a alongamos, perdemos nitidez; 
-Às vezes encurtamos a imagem de propósito para visualizar melhor o ápice (mas é um encurtamento pequeno, encurtar 
muito também não é bom); 
 
 
 
 
 
-Como na técnica de Le Master diminuímos o ângulo vertical, a tendência é que a imagem fique alongada; 
-Para não ocorrer esse alongamento, deixo o objeto e o filme paralelos com um chumaço de algodão; 
-O objetivo dessa técnica é evitar a projeção do processo zigomático da maxila sobre o ápice do 1º e principalmente do 2º 
Molar Superior; 
-Usando essa técnica o feixe de radiação passará por baixo do processo zigomático da maxila, permitindo a visualização dos 
ápices dentais. 
 
*Técnica de Clarck: 
-É uma técnica periapical com variação da angulação horizontal. 
-Segue o Princípio do Paralaxe: “Quando o observador se desloca para direita ou esquerda, o objeto MAIS PRÓXIMO tende a 
se deslocar em sentido CONTRÁRIO ao do observador. O objeto que estiver MAIS DISTANTE do observador, irá se deslocar no 
MESMO sentido do observador. 
 
 Orto-Radial: Convencional. O feixe de radiação fica perpendicular ao objeto que será radiografado; 
 Mesio-Radial: Entro com o feixe de radiação de mesial para distal (variação de 10 à 15°); 
Disto-Radial: Entro com o feixe de radiação de distal para mesial (variação de 10 à 15°). 
Obs. As angulações mesio-radial e disto-radial fazem a dissociação da imagem. 
 
 
Incidência de eleição nos Dentes Superiores: 
 
-Dentes com 1 canal: Orto-Radial; 
 
-Pré-Molares (2 canais): Incidência de eleição é Mesio-Radial, pois nestes dentes o filme fica meio torto. Fazendo uma Disto-
radial corre-se o risco de projetar a imagem fora da película; 
 
-Molares com 3 canais: (1MV – 1DV – 1 Palatino que está no meio), incidência de eleição Orto-Radial. 
 
-Molares com 4 canais: (o 4º canal é o mésio-palatino localizado na raiz MV). Faço uma Disto-radial , onde projetarei o DV 
sobre a palatina e verei os canais MV e MP. Se necessário, depois faço uma Orto- Radial onde irei projetar o a raiz MV sobre a 
palatina e dissociarei a raiz DV. 
 
 
Incidência de eleição nos Dentes Inferiores: 
 
-Pré-Molares: Geralmente apresentam 1 canal, neste caso uso a Orto-radial. Se tiver 2 canais uso a Mesio-Radial; 
 
-Molares Inferiores têm apenas 2 raízes. Na raiz mesial há 2 canais, um MV e um ML. Não posso usar a incidência Orto-Radial 
porque irá projetar o canal MV sobre o ML; 
Diminuição do Ângulo Vertical = Imagem Alongada 
Aumento do Ângulo Vertical = Imagem Encurtada 
 
 
-Molares com 3 canais: Incidência de eleição é a Disto-Radial; 
 
-Molares com 4 canais: 1º faço uma Disto-Radial para ver os canais mesiais. Depois, se necessário, faço uma Mesio-Radial 
para ver as raízes distais. 
 
*Quando a incidência de eleição não dá certo, posso tentar outra! 
 
 
2- INTERPROXIMAL (BITE-WING) 
Utilizada para verificar: 
 -Cárie; 
 -Relação restauração / corno; 
 -Relação teto/assoalho; 
 -Relação assoalho/furca; 
 -Presença de nódulos; 
 -Atresias da câmara pulpar; 
 -Adaptação de restaurações. 
 
A técnica interproximal, não é utilizada no transoperatório de endodontia. Usamos apenas para diagnóstico e para auxiliar na 
abertura coronária, quando necessário. 
 
 
3- OCLUSAL 
-Usada para verificarmos a dimensão anterior/posterior de lesões extensas; 
-Pode ser feita com filme periapical. 
 
 
4- TELERRADIOGRAFIA 
Telerradiografia lateral: “Este procedimento é empregado principalmente na ortodontia e cirurgia maxilofacial. Sobre esta 
incidência são realizadas análises cefalométricas onde avalia-se o padrão dento-esqueletico- facial e o crescimento do crânio e 
da face.” 
 
 
5- P/A (póstero-anterior) DE CRÂNIO 
- Utilizada para diagnóstico diferencial em casos de dores de cabeça (enxaqueca) para saber se a dor é no seio maxilar ou nos 
dentes superiores posteriores. 
 
 
6- PANORÂMICA 
- A panorâmica dá uma visão geral de onde existem problemas; 
- Ela aumenta o tamanho das estruturas em 25 à 30%; 
- Não oferece uma boa nitidez; 
- Serve para diagnóstico e para elaboração de plano de tratamento. 
 
 
4- Cuidados com a Interpretação: 
A- Fidelidade dimensional; 
B- Forma da raiz; 
C- Número de Raízes; 
D- Número de canais; 
E- Mésio-Radial ou Disto-Radial? 
 
A- Fidelidade Dimensional: 
-Estatística: As estatísticas anatômicas me mostram o tamanho médio de cada dente. Comparando esses dados com o da 
radiografia obtida saberei se a imagem está com sua dimensão correta, ou se ela foi ampliada/encurtada. 
-Definição da imagem: Uma imagem pouco nítida pode indicar um alongamento. 
 
B- Forma da Raiz: 
 Circular 
 Oval 
 Achatada: 
 As raízes achatadas apresentam a forma de “8”, onde as extremidades são convexas e o centro é côncavo; 
 Na região convexa vejo um ligamento periodontal; 
 Na região côncava o ligamento periodontal é projetado e aparecem na radiografia 2 ligamentos periodontais. Cuidado 
para não achar que é um canal extra! Se fosse um canal ele viria do centro do dente, não da lateral! 
 Porém, quanto mais côncava a raiz, maior a chance de ter 2 canais! 
 
C- Número de Raízes: 
Análise das linhas radiolúcidas do ligamento periodontal: Quanto mais projeções de ligamento periodontal, mais côncava é a 
raiz. E quanto mais côncava a raiz, maior a chance de se ter mais que um canal. 
Estatísticas dos livros. 
 
D- Número de Canais: 
Para saber o nº de canais devo olhar o Contorno Radicular: 
 Quando há apenas um canal radicular, olhando a radiografia de cervical para apical vejo que ele esta centralizado na 
raiz. Ele é mais radiolúcido no terço cervical e a radiolucidez vai se perdendo lenta e gradativamente em direção apical. 
 Se a imagem do canal radicular se perder abruptamente de cervical para apical, é sinal de que há 2 raízes, ou seja, 
houve uma bifurcação! 
 
E- Mesio-Radial ou Disto-Radial? 
 
*Regra: O que está por lingual/palatino acompanha a fonte de radiação. 
 Assim, se eu fizer uma incidência Mésio-Radial