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< www.concursospsi.com > 2 Coletânea de Provas de Psicologia 2012/2013 | SÉRIE CONCURSOS PÚBLICOS COLETÂNEAS DE PROVAS DE PSICOLOGIA COLETÂNEA DE PROVAS DE PSICOLOGIA 2012/ 2013 1ª Edição Concursos PSI Empreendimentos Editorias Ltda. Salvador 2013 < www.concursospsi.com > 3 Coletânea de Provas de Psicologia 2012/2013 | by concursos psi SÉRIE CONCURSOS PÚBLICOS COLETÂNEAS DE PROVAS DE PSICOLOGIA Título da obra: COLETÂNEA DE PROVAS DE PSICOLOGIA 2012/ 2013 Anthonyoni Assis Tavares Lima (Org.) Revisão Técnica Ana Vanessa de Medeiros Neves © 2013 – Concursos PSI Empreendimentos Editoriais Ltda. Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/02/98. Proibida a reprodução de qualquer parte deste livro, sem autorização prévia, expressa por escrito do autor e da editora, por quaisquer meios empregados, sejam eletrônicos, mecânicos, videográficos, fonográficos, reprográficos, microfílmicos, fotográficos, gráficos ou outros. Essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem como às suas características gráficas. Lima, Anthonyoni Assis Tavares [organizador]; Anthonyoni Assis Tavares Lima Coletânea de Provas de Psicologia 2-12/2013 / Série Concursos Públicos: Coletânea de Provas de Psicologia / Salvador: Concursos PSI Empreendimentos Editoriais, 2013. p. Bibliografia 1. Psicologia – concursos. I. Concursos PSI II. Série Concursos Públicos. III. Coletânea de Provas de Psicologia 353 < www.concursospsi.com > 4 Coletânea de Provas de Psicologia 2012/2013 | SÉRIE CONCURSOS PÚBLICOS APRESENTAÇÃO “Somos o que repetidamente fazemos; a excelência, portanto, não é um feito, mas sim, um hábito.” Aristóteles As Coletâneas de Provas organizadas pela Editora Concursos PSI visam possibilitar que os psicólogos candidatos a vagas no serviço público em todo o Brasil se especializem na resolução de questões de certames anteriores, exercitando seus conhecimentos sobre os principais temas abordados pelas bancas examinadoras de Concursos Públicos de Psicologia, através da resolução de centenas de questões organizadas por ano de aplicação e banca organizadora ou área de atuação. Muitos psicólogos, ao se prepararem para concursos, privilegiam em seus estudos os temas que são do seu interesse pessoal ou que julgam serem relevantes, em detrimento de outros que são realmente exigidos. Muitos concurseiros, ao responderem as questões, optam pelas respostas que estão de acordo com sua avaliação pessoal sobre o tema, ao invés de focar no que realmente é solicitado no enunciado. Estas avaliações equivocadas, tanto na preparação quanto na resolução das provas, fazem com que percam tempo de estudo e se frustrem por não obterem o resultado almejado. A alta concorrência e o pequeno número de vagas exigem que o candidato se torne um especialista em concursos e para isto é necessário investir tempo de estudo no que realmente é exigido nos certames. Mas estes conhecimentos só podem ser obtidos de duas formas: fazendo muitos concursos até entender como são formuladas as questões ou estudando com material elaborado por quem sabe como obter bons resultados! Através da ampla experiência em concursos públicos e da minuciosa análise dos editais e provas de diversas bancas organizadoras, aplicadas ao longo de vários anos, nossa equipe editorial elaborou, para o uso de candidatos a concursos na área de Psicologia, um método de estudo pautado em nossa realidade. < www.concursospsi.com > 5 Coletânea de Provas de Psicologia 2012/2013 | Nossa didática é estruturada em consonância com os sistemas utilizados pelos principais sites especializados em concursos de todo o país. Em nossa linha de livros oferecemos resumos teóricos compostos por conceitos extraídos dos principais manuais de Psicologia, dicas sobre a realização das provas e exigências das principais bancas organizadoras de concursos, além de uma série de questões gabaritadas e Coletâneas de Provas para que o candidato aprimore os conhecimentos adquiridos, avaliando sua aprendizagem dentro das reais necessidades da área de concursos. Estamos crescendo exponencialmente, mês após mês, e agradecemos a todos aqueles que confiaram neste projeto. Esperamos sempre corresponder às expectativas de nossos leitores e trabalhamos arduamente para levarmos até vocês conteúdos de qualidade a um preço justo. Sinta-se à vontade para tirar dúvidas, fazer sugestões, enviar depoimentos ou se cadastrar em nosso newsletter através do email suporte@concursospsi.com Em nome de toda a equipe Concursos PSI, agradecemos-lhes cordialmente. Ana Vanessa de Medeiros Neves Co-Fundadora e Editora-Chefe do site Concursos PSI Psicóloga do Ministério da Saúde Mestre em Psicologia do Desenvolvimento Humano | UFBa Especialista em Psicologia Junguiana | APPJ Master em Terapia de Base Analítica | APPJ Terapeuta Comunitária | UFC Autora do livro “Políticas Públicas de Saúde: Teoria & Questões” Anthonyoni Assis Tavares Lima (Org.) Co-Fundador e Co-Editor do site Concursos PSI Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil Bacharel em Relações Internacionais Autor do livro “250 Questões Comentadas sobre o Regimento Interno do Senado Federal” Organizador da Série Resumos Teóricos Concursos PSI < www.concursospsi.com > 6 Coletânea de Provas de Psicologia 2012/2013 | SUMÁRIO BANCA ORGANIZADORA FCC - FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS PÁGINA INSTITUIÇÃO PROVA DISCURSIVA GABARITO FUNDAÇÃO VUNESP PÁGINA INSTITUIÇÃO PROVA DISCURSIVA GABARITO IAMSPE (HSPE) 112 - 124 IAMSPE (PREVENIR) 125 - 135 IAMSPE ( CENTRO DE FORMAÇÃO/RH) 136 - 147 PREFEITURA MUNICIPAL DE CUBATÃO (SP) 148 - 158 PREFEITURA MUNICIPAL DE SUZANO (SP) 159 - 172 SEE - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO 173 - 187 PREFEITURA MUNICIPAL DE SERTÃOZINHO (SP) 188 - 202 UNESP – UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA 203 - 215 MPAP - MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ 09 - 19 MPPE - MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO 20 - 29 TJPE - TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO 30 - 41 TJRJ - TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 42 57 59 TRESP - TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE SÃO PAULO 60 70 72 TRECE - TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO CEARÁ 73 83 85 TRF2 - TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO 86 - 98 TRT6 - TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIÃO 99 110 111 DPRS - DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 287 297 298 < www.concursospsi.com > 7 Coletânea de Provas de Psicologia 2012/2013 | CONSULPLAN PÁGINA INSTITUIÇÃO PROVA DISCURSIVA GABARITO TSE – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL 216 230 233 CESPE / UnB PÁGINA INSTITUIÇÃO PROVA DISCURSIVA GABARITO FMP CONCURSOS PÁGINA INSTITUIÇÃO PROVA DISCURSIVA GABARITO PGJAC – PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE 299 315 317 FUNDAÇÃO CESGRANRIO PÁGINA INSTITUIÇÃO PROVA DISCURSIVA GABARITO BNDES – BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL 326 346 352 STJ – SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA 234 244 245 TJAL – TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS 246 260 262 TRT10 – TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO 10ª REGIÃO 263271 273 CNJ – CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA 274 282 286 TELEBRAS – TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S.A. 318 - 325 N do CadernooN de Inscriçãoo ASSINATURA DO CANDIDATO N do Documentoo Nome do Candidato INSTRUÇÕES VOCÊDEVE ATENÇÃO - Verifique se este caderno: - corresponde a sua opção de cargo. - contém 60 questões, numeradas de 1 a 60. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo. - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu. - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo: - Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de material transparente de tinta preta. - Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. - Responda a todas as questões. - Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora. - Você terá 3 horas para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas. - Ao término da prova, chame o fiscal da sala para devolver o Caderno de Questões e a sua Folha de Respostas. - Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados. A C D E Analista Ministerial Área Psicologia Conhecimentos Gerais Conhecimentos Específicos PROVA OBJETIVA Agosto/2012MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ Concurso Público para provimento de vagas de Caderno de Prova ’H08’, Tipo 001 MODELO 0000000000000000 MODELO1 00001−0001−0001 2 MPEAP-Conh.Gerais1 CONHECIMENTOS GERAIS Língua Portuguesa Atenção: As questões de números 1 a 7 referem-se ao texto abaixo. Quando, em 1890, Vincent van Gogh (1853-1890) se dispôs a pintar uma noite estrelada e se pôs diante da tela em branco, nada ali indicava por onde começar. Mas acordara, naquele dia, decidido a inventar uma noite delirantemente estrelada, como imaginava frequentemente e não se atrevia a fazê-lo não se sabe se por temer errar a mão e pôr a perder o sonho ou se porque preferia guardá-lo como uma possibilidade encantadora, uma esperança que o mantinha vivo. Aliás, já tentara antes expressar na tela seu fascínio pelo céu constelado. Um ano antes, pintara duas telas em que fixava a beleza do céu noturno − uma dessas telas mostra a entrada de um café com mesas na calçada e, ao fundo, no alto, o céu negro ponteado de estrelas; a outra tela é uma paisagem campestre sob as estrelas. Mas eram como ensaios, tentativas de aproximação do tema que continuava a exigir dele a expressão plena, ou melhor, extrema, como era próprio de sua personalidade passional. Vincent van Gogh era uma personalidade difícil de explicar, mas um pintor genial ele foi, sem dúvida. E uma de suas obras-primas é, certamente, aquela "Noite Estrelada" de 1889. Imagino o momento em que se dispôs a pintá-la: tem diante de si a tela em branco e pode ser que esteja ao ar livre em plena noite. Mas a noite real é pouca. A noite que deseja pintar é outra, mais bela e mais feérica que a real. Por isso, a tela em branco é um abismo. Um abismo de possibilidades infinitas, já que a noite que gostaria de pintar não existe, mas deveria existir, pois o seu sonho a deseja. Como começar a pintá-la, se ela não existe? Diante da tela em branco, tudo é possível e, por isso mesmo, nada é possível, a menos que se atreva a começá-la. E assim, num impulso, lança a primeira pincelada que, embora imprevista, reduz a probabilidade infinita do vazio e dá começo à obra. E assim foi que a sucessão de pinceladas, de linhas e cores, aos poucos definiu uma paisagem noturna que era mais céu que terra: um pinheiro que liga o chão ao céu e, lá adiante, a pequena vila sobre a qual uma avassaladora tormenta cósmica se estende, como se assistíssemos ao nascer do Universo. (Adaptado de Ferreira Gullar. Folha de S. Paulo, 17/06/12) 1. É INCORRETO afirmar que o autor (A) aborda o tema da dificuldade do artista em iniciar uma obra. (B) expõe a admiração que sente pela produção artística de van Gogh. (C) destaca a relevância da tela "Noite Estrelada" na trajetória artística de van Gogh. (D) assinala que o artista prescinde de técnica para dar vazão à criatividade. (E) narra, em certos momentos, o processo de criação do pintor como se o tivesse presenciado de fato. 2. ... mais bela e mais feérica que a real. (4o parágrafo) Mantendo-se a correção e a lógica, o termo grifado acima pode ser substituído por: (A) ofuscante. (B) manifesta. (C) humilde. (D) controversa. (E) transparente. _________________________________________________________ 3. Fazendo-se as alterações necessárias, o termo grifado foi corretamente substituído por um pronome em: (A) decidido a inventar uma noite = decidido a inventá-la (B) expressar [...] seu fascínio pelo céu constelado = expressar-lhe (C) tem diante de si a tela em branco = tem-a diante de si (D) Imagino o momento = Imagino-lhe (E) definiu uma paisagem noturna = definiu-na _________________________________________________________ 4. ... ou se porque preferia guardá-lo... O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está também grifado em: (A) ... se dispôs a pintar uma noite estrelada... (B) ... em que fixava a beleza do céu noturno... (C) ...se assistíssemos ao nascer do Universo. (D) ... acordara, naquele dia... (E) ... mas deveria existir... _________________________________________________________ 5. E assim, num impulso, lança a primeira pincelada... Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será: (A) foi lançada. (B) é lançada. (C) fora lançada. (D) lançaram-se. (E) era lançada. _________________________________________________________ 6. E assim, num impulso, lança a primeira pincelada que, embora imprevista.... Mantendo-se a correção e a lógica, sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase, o elemento grifado acima pode ser substituído por: (A) contudo. (B) entretanto. (C) apesar de. (D) porém. (E) enquanto que. _________________________________________________________ 7. Substituindo-se o segmento grifado pelo que está entre parênteses, o verbo que deverá flexionar-se em uma forma do plural está em: (A) ... o momento em que se dispôs a pintá-la... (os momentos) (B) ... sobre a qual uma avassaladora tormenta cósmica se estende... (avassaladoras tormentas cósmicas) (C) ... uma dessas telas mostra a entrada de um café com mesas na calçada... (cafés com mesas na calçada) (D) ... a sucessão de pinceladas, de linhas e cores, aos poucos definiu uma paisagem noturna... (as paisa- gens noturnas) (E) ... tem diante de si a tela em branco... (telas em branco) Caderno de Prova ’H08’, Tipo 001 MPEAP-Conh.Gerais1 3 Atenção: As questões de números 8 a 15 referem-se ao texto abaixo. A ocupação econômica das terras americanas constitui um episódio da expansão comercial da Europa. Não se trata de deslocamentos de população provocados por pressão demo- gráfica ou de grandes movimentos de povos determinados pela ruptura de um sistema cujo equilíbrio se mantivesse pela força. O comércio interno europeu, em intenso crescimento a partir do século XI, havia alcançado um elevado grau de desenvol-vimento no século XV, quando as invasões turcas começaram a criar dificuldades crescentes às linhas orientais de abasteci- mento de produtos de alta qualidade, inclusive manufaturas. O restabelecimento dessas linhas, contornando o obstáculo oto- mano, constitui sem dúvida alguma a maior realização dos europeus na segunda metade desse século. A descoberta das terras americanas é, basicamente, um episódio dessa obra ingente. De início pareceu ser episódio secundário. E na verdade o foi para os portugueses durante todo um meio século. Aos espanhóis revertem em sua tota- lidade os primeiros frutos, que são também os mais fáceis de colher. O ouro acumulado pelas velhas civilizações da meseta mexicana e do altiplano andino é a razão de ser da América, como objetivo dos europeus, em sua primeira etapa de exis- tência histórica. A legenda de riquezas inapreciáveis por des- cobrir corre a Europa e suscita um enorme interesse por novas terras. Esse interesse contrapõe Espanha e Portugal, “donos” dessas terras, às demais nações europeias. A partir desse momento a ocupação da América deixa de ser um problema exclusivamente comercial: intervêm nele importantes fatores políticos. A Espanha − a quem coubera um tesouro como até então não se conhecera no mundo − tratará de transformar os seus domínios numa imensa cidadela. Outros países tentarão estabelecer-se em posições fortes. O início da ocupação econômica do território brasileiro é em boa medida uma consequência da pressão política exercida sobre Portugal e Espanha pelas demais nações europeias. (Fragmento adaptado de Celso Furtado. Formação Econômica do Brasil. 34. ed. S.Paulo: Cia. das Letras, 2007. p. 25) 8. O fato de a descoberta da América ter parecido, num primeiro momento, um episódio secundário explica-se, se- gundo o autor, (A) por conta das disputas entre Portugal e Espanha, de um lado, e os demais países europeus, de outro, pela descoberta de novas terras no oriente. (B) em função dos embates políticos entre os países europeus, mais preocupados em estabelecer posi- ções de força na própria Europa do que com as no- vas terras. (C) por estar inserida no contexto maior da expansão do comércio europeu e, particularmente, das relações comerciais da Europa com o oriente. (D) porque inicialmente coube apenas aos espanhóis o estabelecimento de relações comerciais intensas com os povos americanos, ricos em ouro. (E) pela maior preocupação que tinham os europeus com as invasões turcas, que ameaçavam a própria independência de países como Portugal e Espanha. 9. O segmento do texto corretamente expresso em outras palavras está em: (A) provocados por pressão demográfica = demanda- dos por movimentos civis e democráticos (B) numa imensa cidadela = num município gigantesco (C) legenda de riquezas inapreciáveis = descrição de tesouros inacessíveis (D) a razão de ser da América = o maior motivo americano (E) um episódio dessa obra ingente = um evento desse trabalho grandioso _________________________________________________________ 10. Atente para as afirmações abaixo sobre a construção do texto. I. Não se trata de deslocamentos de população pro- vocados por pressão demográfica ou de grandes movimentos de povos determinados pela ruptura de um sistema cujo equilíbrio se mantivesse pela for- ça. (1o parágrafo) Com essa frase, o autor procura reforçar o argu- mento inicial sobre o caráter comercial da ocupação das terras americanas e, ao mesmo tempo, diferen- ciá-la de ocupações determinadas por outras razões. II. A descoberta das terras americanas é, basicamen- te, um episódio dessa obra ingente. (2o parágrafo) Essa frase introduz um novo tópico, a ser desen- volvido ao longo do parágrafo, com a qual o autor procura relativizar algumas das afirmações feitas no primeiro. III. O início da ocupação econômica do território bra- sileiro é em boa medida uma consequência da pressão política exercida sobre Portugal e Espanha pelas demais nações europeias. (3o parágrafo) A frase final contrapõe-se à afirmação inicial do texto, de modo a separar claramente os fatores que levaram à ocupação das terras brasileiras da- queles que resultaram na ocupação da América espanhola. Está correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) III, apenas. (C) II e III, apenas. (D) I, II e III. (E) I e II, apenas. Caderno de Prova ’H08’, Tipo 001 4 MPEAP-Conh.Gerais1 11. Aos espanhóis revertem em sua totalidade os primeiros frutos... O verbo grifado acima tem o mesmo tipo de complemento que o verbo empregado em: (A) A descoberta das terras americanas é, basicamente, um episódio dessa obra ingente. (B) ... e suscita um enorme interesse por novas terras. (C) O restabelecimento dessas linhas [...] constitui sem dúvida alguma a maior realização dos europeus... (D) Não se trata de deslocamentos de população... (E) Esse interesse contrapõe Espanha e Portugal, “donos” dessas terras, às demais nações europeias. _________________________________________________________ 12. ... intervêm nele importantes fatores políticos. O segmento em destaque exerce na frase acima a mesma função sintática que o elemento grifado exerce em: (A) A partir desse momento a ocupação da América dei- xa de ser um problema exclusivamente comercial... (B) A ocupação econômica das terras americanas cons- titui um episódio da expansão comercial da Europa. (C) A legenda de riquezas inapreciáveis por descobrir corre a Europa... (D) O comércio interno europeu [...] havia alcançado um elevado grau de desenvolvimento no século XV... (E) Outros países tentarão estabelecer-se em posições fortes. _________________________________________________________ 13. A afirmação INCORRETA sobre a pontuação empregada em um segmento do segundo parágrafo do texto é: (A) Em A descoberta das terras americanas é, basi- camente, um episódio dessa obra ingente, a retirada simultânea das vírgulas manteria, em linhas gerais, o sentido da frase. (B) Em De início pareceu ser episódio secundário, uma vírgula poderia ser colocada imediatamente depois do termo início, sem prejuízo para a correção e a lógica. (C) Em A Espanha − a quem coubera um tesouro como até então não se conhecera no mundo − tratará de transformar os seus domínios numa imensa cida- dela, os travessões poderiam ser substituídos por vírgulas, sem prejuízo para a correção e a lógica. (D) Em Esse interesse contrapõe Espanha e Portugal, “donos” dessas terras, às demais nações europeias, o emprego das aspas denota a atribuição de um sentido particular ao termo destacado. (E) Em A partir desse momento a ocupação da Améri- ca deixa de ser um problema exclusivamente co- mercial: intervêm nele importantes fatores políticos, os dois-pontos indicam uma quebra da sequência das ideias. 14. A Espanha − a quem coubera um tesouro como até então não se conhecera no mundo − tratará de transformar os seus domínios numa imensa cidadela. A correção da frase acima será mantida caso, sem qual- quer outra alteração, os elementos sublinhados sejam substituídos, respectivamente, por: (A) buscará - alterar (B) fará - conformar (C) insistirá - modificar (D) cuidará - converter (E) não deixará - fazer _________________________________________________________ 15. O comércio interno europeu, em intenso crescimento a partir do século XI, havia alcançado um elevado grau de desenvolvimento no século XV, quando asinvasões turcas começaram a criar dificuldades crescentes às linhas orien- tais de abastecimento de produtos de alta qualidade, inclusive manufaturas. Uma nova redação para a frase acima que mantém a correção e, em linhas gerais, o sentido original é: (A) Tendo alcançado um elevado grau de desenvol- vimento no século XV, o comércio interno europeu, que estava em intenso crescimento mesmo a partir do século XI, já começando as invasões turcas a criarem dificuldades crescentes aos produtos de alta qualidade, inclusive manufatura, em suas linhas orientais de abastecimento. (B) A partir do século XI, o comércio interno europeu, em intenso crescimento, alcançou um elevado grau de desenvolvimento quando, no século XV, haviam dificuldades crescentes, que começaram a serem criadas pelas invasões turcas, com as linhas orien- tais de abastecimento de produtos de alta qualidade, inclusive manufaturas. (C) No século XV, no momento em que dificuldades crescentes às linhas orientais de abastecimento de produtos de alta qualidade, inclusive manufaturas, começaram a ser criadas pelas invasões turcas, já havia alcançado o comércio europeu, em intenso crescimento desde o século XI, um elevado grau de desenvolvimento. (D) Quando no século XV começou-se a criar dificul- dades crescentes às linhas orientais de abasteci- mento de produtos de alta qualidade, mesmo manu- faturas, com as invasões turcas, à medida em que havia alcançado o comércio europeu, em intenso crescimento desde o século XI, um elevado grau de desenvolvimento. (E) Ao começar as invasões turcas, no século XV, criando dificuldades crescentes às linhas orientais de abastecimento de produtos de alta qualidade, inclusive as manufaturas, o comércio interno euro- peu, em cujo intenso crescimento já havia alcança- do um alto grau de desenvolvimento, desde o sé- culo XI. Caderno de Prova ’H08’, Tipo 001 MPEAP-Conh.Gerais1 5 Legislação Aplicada ao Ministério Público do Estado do Amapá 16. De acordo com a Lei Orgânica do Ministério Público do Estado do Amapá (Lei Complementar no 0009/1994 e alte- rações posteriores), no que concerne à autonomia fun- cional, é INCORRETO afirmar que cabe ao Ministério Pú- blico do Estado do Amapá (A) propor ao Poder Legislativo a criação dos cargos de seus serviços auxiliares, bem como a fixação e o reajuste dos respectivos vencimentos. (B) praticar atos de gestão, bem como praticar atos e decidir sobre a situação funcional e administrativa do pessoal, ativo e inativo da carreira e dos serviços auxiliares, organizados em quadros próprios. (C) elaborar sua folha de pagamento e expedir os com- petentes demonstrativos, bem como adquirir bens e contratar serviços, efetuando a respectiva conta- bilização. (D) elaborar sua proposta orçamentária, dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Diretrizes Orça- mentárias e encaminhá-la ao Secretário de Estado dos Negócios da Justiça, o qual, após os ajustes e apreciações que entender cabíveis, a enviará ao Go- vernador do Estado. (E) prover os cargos iniciais da carreira e dos serviços auxiliares, bem como nos casos de remoção, pro- moção e demais formas de provimento derivado. _________________________________________________________ 17. De acordo com a Lei Complementar no 0047/2008, que dispõe sobre a Estrutura organizacional do Ministério Pú- blico do Estado do Amapá, a Seção de Consignação, a Divisão de Engenharia e Arquitetura e o Departamento de Finanças e Contabilidade pertencem, respectivamente, (A) ao Departamento de Apoio Administrativo, ao De- partamento de Recursos Humanos e à Diretoria Ge- ral. (B) à Diretoria Geral, ao Departamento de Apoio Admi- nistrativo e ao Departamento de Recursos Humanos. (C) ao Departamento de Recursos Humanos, ao De- partamento de Apoio Administrativo e à Diretoria Geral. (D) à Diretoria Geral, ao Departamento de Recursos Hu- manos e ao Departamento de Apoio Administrativo. (E) ao Departamento de Apoio Administrativo, à Di- retoria Geral e ao Departamento de Recursos Hu- manos. 18. De acordo com a Lei Complementar no 0046/2008, que dispõe sobre o plano de carreira, cargos e remuneração dos servidores efetivos, bem como dos cargos comis- sionados do Ministério Público do Estado do Amapá, será exercido privativamente por Bacharel em Direito nomeado dentre os integrantes do Quadro de Pessoal dos Serviços Auxiliares do Ministério Público do Amapá o cargo em comissão de (A) Diretor do Departamento de Finanças e Conta- bilidade. (B) Diretor-Geral. (C) Diretor de Assessoria de Controle Interno. (D) Chefe de Gabinete do Procurador-Geral de Justiça. (E) Diretor da Assessoria de Procedimentos Cíveis e Criminais de 1o e 2o graus. _________________________________________________________ 19. De acordo com a Lei no 0066/1993, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis do Estado do Amapá, a Administração Pública poderá deferir, quando do interesse público, a seu juízo, conversão de 1/3 (um terço) de férias em abono pecuniário, se requerido pelo servidor, (A) a qualquer tempo, desde que de forma funda- mentada. (B) no período mínimo de 60 dias de antecedência do início do gozo. (C) no período mínimo de 30 dias de antecedência do início do gozo. (D) no período mínimo de 45 dias de antecedência do início do gozo. (E) a qualquer tempo, desde que faça o requerimento diretamente para a Corregedoria Geral. _________________________________________________________ 20. No que concerne às Procuradorias de Justiça, considere: I. É obrigatória a presença de Procurador de Justiça nas sessões de julgamento dos processos da res- pectiva Procuradoria. II. Os Procuradores de Justiça não têm atribuição para exercer inspeção permanente dos serviços dos Promotores de Justiça nos autos em que oficiem, por tratar-se de atribuição privativa da Corre- gedoria-Geral do Ministério Público. III. Os Procuradores de Justiça das procuradorias de Justiça cíveis e criminais que oficiem junto ao mesmo Tribunal, reunir-se-ão para fixar orientação jurídica, com caráter vinculativo, encaminhando-as ao Procurador-Geral de Justiça. IV. À Procuradoria de Justiça compete, dentre outras atribuições, escolher o Procurador de Justiça res- ponsável pelos serviços administrativos da Pro- curadoria. De acordo com a Lei Orgânica do Ministério Público do Estado do Amapá (Lei Complementar no 0009/1994 e alte- rações posteriores), está correto o que se afirma APENAS em (A) I e IV. (B) II e III. (C) I e III. (D) II e IV. (E) I, II e IV. Caderno de Prova ’H08’, Tipo 001 6 MPEAP-An.Min.-Psicologia-H08 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 21. No transtorno de personalidade borderline, o indivíduo apresenta humor (A) modulado pelo nível de gratificação imediata, porém sem risco mórbido. (B) estável e muitas vezes não se consegue rapida- mente detectar riscos eminentes. (C) constantemente melancólico e por vezes isto se confunde com a depressão clássica. (D) predominantemente irritadiço e isto se mistura com o padrão esquizotípico. (E) instável, muitas vezes sente-se vazio e corre grande risco de se matar. _________________________________________________________ 22. Os transtornos específicos de ansiedade são complicados pelos ataques de pânico ou por outras características que são o foco da ansiedade, sendo que quando o foco está presente em todos os eventos da vida diária, trata-se de transtornode ansiedade (A) social. (B) específica. (C) generalizada. (D) de estresse pós-traumático. (E) obsessiva-compulsiva. _________________________________________________________ 23. São pensamentos, imagens ou impulsos intrusivos e sem sentido, em sua maioria, aos quais o indivíduo tenta resistir ou tenta eliminar. Tratam-se de (A) sublimações, enquanto as repressões são usadas para suprimir os conflitos perturbadores e oferecer alívio. (B) compulsões, enquanto as obsessões são os pen- samentos ou as ações usadas para suprimir as obsessões e oferecer alívio. (C) repressões, enquanto as sublimações são os pen- samentos ou as ações usadas para suprimir os conflitos perturbadores e oferecer alívio. (D) obsessões, enquanto as compulsões são os pensamentos ou as ações usadas para suprimir as obsessões e oferecer alívio. (E) manias, enquanto os episódios de euforia são os pensamentos ou as ações que procuram trazer alívio. _________________________________________________________ 24. Segundo o DSM-IV (301.7), o transtorno de personalidade antissocial corresponde a um padrão global de des- respeito e violação dos direitos alheios, que ocorre desde os 15 anos, sendo que o indivíduo, para ser identificado com este transtorno, tem que ter, no mínimo, a idade de (A) 30 anos. (B) 16 anos. (C) 25 anos. (D) 21 anos. (E) 18 anos. 25. Tratam-se de substâncias que alteram a percepção sen- sorial e podem produzir ilusões, paranoia e alucinações. Correspondem aos (A) alucinógenos. (B) tranquilizantes. (C) opiáceos. (D) estimulantes. (E) ansiolíticos. _________________________________________________________ 26. Enquanto a neuropsicologia clássica concentrava-se na busca dos correlatos neuroanatômicos e neurofuncionais dos processos mentais, ou seja, das bases neurológicas das atividades mentais superiores, a neuropsicologia cognitiva enfatiza o estudo das diferentes operações mentais que são necessárias para a execução de deter- minadas tarefas, isto é, do processamento (A) de operações agradáveis. (B) da emoção. (C) do autoconceito. (D) da informação. (E) de imagens desagradáveis. _________________________________________________________ 27. Oliveira & Furlan, co-autores da obra Manual de Práticas de Atenção Básica − saúde ampliada e compartilhada (2010), ao pensarem a co-produção de projetos coletivos e diferentes “olhares” sobre o território, lembram que é comum uma equipe de saúde discutir projetos nos ter- ritórios, chamando ao serviço pessoas consideradas (A) minorias segregadas. (B) subordinadas ao bem comum. (C) líderes nas comunidades. (D) bem-feitoras e destemidas. (E) transgressoras e questionadoras. _________________________________________________________ 28. Segundo o Ministério da Saúde, o Projeto de Implantação da Terapia Comunitária e Ações Complementares na Rede de Assistência à Saúde do SUS pretendem de- senvolver nos profissionais da área de saúde, as com- petências necessárias para promover, na atenção primária da saúde, as (A) ligas de atendimento parcial. (B) redes de apoio social. (C) atenções de saúde particularizadas. (D) missões de ajuda à distância. (E) soluções a dilemas biopsicossociais. Caderno de Prova ’H08’, Tipo 001 MPEAP-An.Min.-Psicologia-H08 7 29. Maurício Knobel aponta que, uma vez decidida a proposta de psicoterapia breve, e aceita pelo paciente, deve-se formalizar a relação contratual que dará os limites mais precisos do enquadre psicoterapêutico e o colocará dentro de uma realidade operativa. Estão entre estes fatores: (A) enfatizar-se-á a norma do sigilo profissional e não se exigirá o mesmo do paciente, não sendo importante a opinião de terceiros. (B) estabelecer-se-á com flexibilidade o tempo de duração de cada sessão e o número aproximado de sessões a serem realizadas. (C) explicação dos objetivos terapêuticos como ilimita- dos. (D) não é necessário revelar ao paciente a sua condição nem os conflitos que levam a desajustes ou angústias, o importante é tratá-lo. (E) explicação da função e objetivos terapêuticos. _________________________________________________________ 30. Segundo Walter Trinca, no processo diagnóstico de tipo compreensivo encontram-se, comumente associados em um mesmo estudo de caso, alguns principais fatores estruturantes, dentre eles: (A) a ênfase na dinâmica emocional consciente. (B) o objetivo de elucidar o significado das perturbações. (C) a busca de compreensão psicológica parcial do paciente. (D) a seleção de aspectos periféricos ao paciente. (E) o predomínio do julgamento preditivo, decorrentes dos resultados de instrumentos diagnósticos estatis- ticamente validados. _________________________________________________________ 31. Segundo Jurema Cunha, num modelo psicológico, a his- tória e o exame do paciente vai fundamentar o processo de psicodiagnóstico, com a coleta de subsídios (A) densos. (B) permanentes. (C) completos. (D) introdutórios. (E) testáveis. _________________________________________________________ 32. NÃO é objetivo de uma entrevista inicial psicodiagnóstica: (A) Comunicar verbal, discriminada e dosificadamente ao paciente, a seus pais e ao grupo familiar, os re- sultados obtidos e observar a resposta verbal e pré- verbal do paciente e de seus pais ante a recepção da mensagem do psicólogo. (B) Perceber a primeira impressão que o entrevistado desperta no psicólogo e verificar se ela se mantém ao longo de toda a entrevista ou muda, e em que sentido. (C) Considerar o que o paciente verbaliza: o que, como e quando verbaliza e com que ritmo. (D) Estabelecer o grau de coerência ou discrepância entre tudo o que foi verbalizado e tudo o que o psicólogo captou por meio de sua linguagem não verbal (roupas, gestos, por exemplo). (E) Estabelecer um bom rapport com o paciente para reduzir ao mínimo a possibilidade de bloqueios ou paralizações e criar um clima preparatório favorável à aplicação de testes. 33. As entrevistas clínicas semiestruturadas (A) são constituídas por questões. (B) não seguem nenhum formato sistemático. (C) raramente baseiam-se em questionário. (D) são compostas por temas elaborados juntamente com o entrevistado. (E) são compostas por reflexões lineares somente. _________________________________________________________ 34. A entrevista lúdica de cada processo psicodiagnóstico é uma experiência nova, tanto para o psicólogo como para a criança, uma vez que nos brinquedos oferecidos pelo psi- cólogo, a criança deposita parte dos sentimentos, repre- sentante de distintos vínculos com objetos de seu mundo interno, processo no qual, segundo Blanca Guevara Werlang, se refletirá o estabelecimento de um vínculo (A) rígido e contínuo. (B) afetuoso e colaborador. (C) transferencial breve. (D) estruturado e de enquadramento. (E) de confiança e de organização. _________________________________________________________ 35. No enfoque projetivo do Teste de Bender no adulto, as hi- póteses interpretativas de caráter dinâmico não se aplicam quando existe escolaridade (A) conquistada arduamente. (B) realizada no estrangeiro. (C) interrompida. (D) alta. (E) baixa. _________________________________________________________ 36. Os objetivos de uma avaliação psicológica clínica de en- tendimento dinâmico, ultrapassa o objetivoda avaliação compreensiva (na qual é determinado o nível de funciona- mento da personalidade, sendo examinadas as funções do ego, em especial a de insight, e condições do sistema de defesas), por (A) procurar identificar problemas precocemente. (B) pressupor um nível mais elevado de inferência clínica. (C) determinar o curso provável do caso. (D) fornecer subsídios para questões relacionadas com “insanidade”. (E) investigar irregularidades ou inconsistências do quadro sintomático, para diferenciar alternativas diagnósticas. _________________________________________________________ 37. O candidato mais comum para psicoterapia de apoio é aquele que possui (A) déficits significativos de funcionamento do ego. (B) bom controle dos impulsos. (C) facilidade nos relacionamentos interpessoais. (D) balanço adequado de afetos. (E) alta capacidade de introspecção. Caderno de Prova ’H08’, Tipo 001 8 MPEAP-An.Min.-Psicologia-H08 38. As atitudes, sentimentos e fantasias que o analista expe- rimenta, em relação ao seu paciente, muitas das quais proveem, aparentemente de modo irracional, de suas pró- prias necessidades e conflitos psíquicos e não das cir- cunstâncias reais de suas relações com o paciente deno- mina-se (A) contravontade. (B) contração. (C) contratransferência. (D) contingência. (E) coprofilia. _________________________________________________________ 39. Técnica psicodramática na qual o ego auxiliar adota a postura corporal do protagonista, em busca de uma sin- tonia emocional (fase imitativa); a partir daí, expressa questões, perguntas, sentimentos e ideias (fases interro- gativa e afirmativa), com a intenção de fazer o paciente se identificar com a atuação do ego auxiliar, possibilitando o insight. Trata-se da técnica (A) do espelho. (B) do duplo. (C) da inversão de papéis. (D) da repetição. (E) da comunhão. _________________________________________________________ 40. O laudo ou relatório psicológico escrito pelo psicólogo deve conter, no mínimo, 5 itens, segundo a Resolução do CFP no 007/2003. A parte do documento na qual o psi- cólogo faz uma exposição descritiva de forma metódica, objetiva e fiel dos dados colhidos e das situações vividas relacionados à demanda em sua complexidade corres- ponde ao item: (A) Conclusão. (B) Identificação. (C) Procedimento. (D) Análise. (E) Descrição da demanda. _________________________________________________________ 41. Uma das maiores causas das dissoluções conjugais está no problema da comunicação. Para que ela se estabeleça é fundamental que exista um tema comum entre aqueles que estão no conflito. Os profissionais que podem fun- cionar como filtros de comunicação, facilitam a negociação e desenvolvem uma escuta cooperativa são conhecidos como (A) mediadores. (B) psicopedagogos. (C) administradores conjugais. (D) magistrados. (E) defensores públicos. 42. A Lei no 11.340, batizada como Lei Maria da Penha criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Dentre outras conquistas, a lei conceitua expressamente as seguintes formas de violência domés- tica e familiar contra a mulher: (A) castigos físicos, proibições religiosas, agressão fí- sica e estupro. (B) agressão física, social, médica, financeira e moral. (C) violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. (D) retenção da guarda dos filhos, aborto forçado, proi- bições religiosas, estupro e cárcere privado. (E) violência psicossocial, educacional, laboral, médica e física. _________________________________________________________ 43. Quanto ao silêncio manifestado pelas crianças que so- freram abusos sexuais, tem-se que (A) ele tem uma função psicológica tanto para a criança como para os adultos que a cercam. (B) é sinal que todo o emocional da criança se reor- ganizou. (C) evidencia ausência de sequelas em relação ao trauma sofrido. (D) reforça a interpretação sobre o engano da criança ao relatar o abuso ao adulto. (E) não indica qualquer problema com a lealdade da criança em relação aos adultos com os quais convive. _________________________________________________________ 44. A Resolução do Conselho Federal de Psicologia no 012/2011 que regulamenta a atuação do psicólogo no âmbito do sistema prisional e, no tocante à produção de documentos escritos para subsidiar a decisão judicial na execução das penas e das medidas de segurança, estabelece que (A) o psicólogo não deverá se ater a quesitos enviados pelo demandante. (B) ficam vedadas a elaboração de prognóstico crimino- lógico de reincidência, a aferição de periculosidade e o estabelecimento de nexo causal a partir do binô- mio delito-delinquente. (C) ficam vedadas qualquer possibilidade de realização de perícia psicológica e redação de laudos advindos de clientela do sistema penitenciário. (D) é vedado ao psicólogo a participação em qualquer tipo de exame criminológico com a consequente entrega do laudo, sendo que em caso de desobe- diência haverá multa equivalente a um salário míni- mo vigente à época. (E) o psicólogo que acompanha o indivíduo no cum- primento da pena é quem deverá realizar a perícia e o laudo psicológico obrigatoriamente. Caderno de Prova ’H08’, Tipo 001 MPEAP-An.Min.-Psicologia-H08 9 45. Há um conjunto ordenado de princípios, regras e critérios, de caráter jurídico, político, pedagógico, financeiro e admi- nistrativo, que envolve desde o processo de apuração de ato infracional até a execução da medida socioeducativa. Esse sistema nacional inclui os sistemas estaduais, mu- nicipais e distrital, bem como todos os planos, as políticas e os programas específicos de atenção aos adolescentes autores de ato infracional. Esta definição refere-se a (A) CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial). (B) PIA (Plano Individual de Atendimento). (C) SINASE (Sistema de Atendimento Socioeducativo). (D) Fundação a Casa. (E) CRAVI (Centro de Referência e Atendimento às Vítimas da Violência). _________________________________________________________ 46. Na justiça da Infância e da Juventude está previsto pelo ECA − Estatuto da Criança e do Adolescente, que nos casos envolvendo Adoção, haverá o acompanhamento de equipe interprofissional. Assim, pode-se dizer que (A) o psicólogo não fornecerá qualquer assistência ao adotado menor de 18 anos que desejar conhecer sua origem na vigência do estágio de convivência. (B) em se tratando de adotado maior de 10 anos, não haverá estágio de convivência. (C) quando a criança já estiver sob a guarda de fato de uma família, automaticamente o acompanhamento pela equipe interprofissional será dispensado. (D) nos casos de adoção internacional, o estágio de convivência será sempre cumprido fora do país. (E) o estágio de convivência será acompanhado pela equipe interprofissional. _________________________________________________________ 47. Sobre os marcos referenciais da Escuta Psicológica de Crianças e Adolescentes envolvidos em situação de vio- lência, na Rede de Proteção, a Resolução do Conselho Federal de Psicologia no 010/2010 menciona que o psicó- logo deverá, necessariamente, (A) não fornecer qualquer suporte para os familiares no acompanhamento feito nesse tipo de caso, pois poderá fortalecer possíveis conflitos de lealdade. (B) incluir todas as pessoas envolvidas na situação de violência, identificando as condições psicológicas, suasconsequências, possíveis intervenções e enca- minhamentos. (C) retirar o protagonismo que a criança tem de sua própria história e inquiri-la de forma objetiva visando a punição exemplar do violentador. (D) chamar toda a família para a avaliação mas não mencionar possíveis ausências, visando não criar persecutoriedade entre seus membros. (E) incluir apenas a criança e o possível violentador ao realizar seu trabalho como inquiridor. _________________________________________________________ 48. A tarefa de diagnosticar prejuízos psicológicos resultantes de eventos traumáticos fez com que surgisse na literatura especializada uma valorização do(a) (A) Síndrome do Pânico. (B) Síndrome da Alienação Parental. (C) Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. (D) Transtorno de Estresse Pós-Traumático. (E) Bullying. 49. Sobre a alienação parental pode-se afirmar que (A) é um conceito que absolutiza a visão de que pais movidos pelo sentimento de vingança ou por alguma patologia induzem seus filhos. (B) é um quadro conhecido como Síndrome e está in- cluído no DSM-IV. (C) estudos demonstram que não existe o quadro nos divórcios litigiosos. (D) nunca traz efeitos colaterais no desenvolvimento emocional dos filhos posto que a trama do divórcio é mais eficaz na produção de danos. (E) é um conceito cuja legislação nacional está orga- nizada e prevê pena privativa de liberdade ao alienador. _________________________________________________________ 50. Na atualidade, as instituições totais recebem críticas no tocante ao abrigamento de adolescentes em conflito com a lei, pois (A) dificultam a vida social porque os adolescentes vi- vem isolados, realizando cada atividade diária de forma apenas individual e nunca em grupo. (B) partem de uma visão médica e assistencialista sobre os cuidados que devem recair sobre aqueles que cometem atos infracionais. (C) dificultam a formação de grupos e o estabelecimento de rotinas pré-estabelecidas pelos dirigentes. (D) oneram a sociedade já que usualmente são utili- zados espaços com grande valorização imobiliária. (E) privilegiam apenas o controle e a segurança, des- personalizando os indivíduos. _________________________________________________________ 51. A loucura interessa para o Direito na medida em que ela é (A) elemento determinante para a capacidade. (B) indício do grau de sutileza para cumprir a pena. (C) parte integrante do cumprimento da pena. (D) demonstrativo do fôlego financeiro do criminoso. (E) indicativo do coeficiente de inteligência. _________________________________________________________ 52. Tendo como base o Código de Ética Profissional do Psi- cólogo e seus princípios fundamentais, estão previstos elementos que são de aplicação no tocante à atuação com o idoso. São eles: (A) avaliação de situações de risco, promoção da saúde coletiva e engajamento para a erradicação da pobreza. (B) atuação em serviços psicossociais e médicos de cunho assistencialista e contribuição para a erra- dicação da violência sexual. (C) promoção de debates para o fim do trabalho escravo e redução da taxa de mortalidade infanto-juvenil. (D) promoção da saúde e da qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuição para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (E) promoção da saúde física e mental de indivíduos e formação de grupos de pesquisa que visem à erra- dicação do analfabetismo de idosos. Caderno de Prova ’H08’, Tipo 001 10 MPEAP-An.Min.-Psicologia-H08 53. Em se tratando de ações envolvendo disputa de guarda e regulamentação de visitas de filhos, o juiz pode determinar a avaliação psicológica com fins periciais. Nesses casos, para o contexto forense, os achados resultantes do tra- balho de avaliação terão o valor de (A) Diagnóstico Diferencial. (B) Prova. (C) Defesa. (D) Arguição. (E) Psicodiagnóstico Clínico. _________________________________________________________ 54. O aumento do número de divórcios e a formação cres- cente de arranjos familiares mais complexos aumentam a demanda de casos que buscam no Poder Judiciário uma solução para seus dilemas. Uma via que tem sido usada para compensar essa grande demanda e falta de in- fraestrutura é a (A) Investigação de Paternidade. (B) Perícia. (C) Avaliação extrajudicial. (D) Mediação. (E) Avaliação Psicométrica. _________________________________________________________ 55. Independente dos seus fins, o trabalho pericial que obje- tiva caracterizar os prejuízos de determinado fato danoso produz na vítima uma (A) desqualificação emocional, tornando-a dependente de psicofármacos. (B) desvalorização de seu papel, tornando-a submissa de sua própria dor. (C) atualização da dor vivida, tornando-a sujeitada à sentença judicial da esfera criminal. (D) vivência de um luto patológico, tornando-a uma paciente psiquiátrica. (E) revalorização de seu papel, tornando-a sujeito do processo. _________________________________________________________ 56. Maurizio Andolfi considera que todo o grupo tem sua verdade fundante que quando questionada tende a desorganizá-lo, aumentando a tensão e ameaçando a (A) agregação somatopsíquica. (B) desintegração da matriz egoica. (C) coesão do sistema. (D) valorização da vida emocional. (E) destruição do superego. 57. A acusação de abuso sexual é assustadora porque tem o poder de comprometer de forma profunda a estrutura emocional de uma pessoa − adulto ou criança (Calçada, 2008). A apuração de uma situação de abuso infantil é difícil e pode ser permeada pelo fenômeno conhecido como (A) Dano Moral. (B) Distúrbio do sono. (C) Burnout. (D) Resiliência. (E) Falsas memórias. _________________________________________________________ 58. Um indivíduo doente mental, que em função de seu transtorno praticou um ilícito penal, recebe determinação judicial para cumprimento de (A) Terapia Familiar. (B) Psicodiagnóstico. (C) Medida de Segurança. (D) Pena Alternativa. (E) Pena Privativa de Liberdade. _________________________________________________________ 59. Sobre a transgeracionalidade pode-se afirmar que ela está presente no funcionamento (A) clínico e assistencial e das instituições socorristas. (B) das instituições psiquiátricas ou das instituições totais. (C) profissional e das organizações hospitalares. (D) psíquico dos indivíduos e das organizações fa- miliares. (E) físico e emocional e das organizações educacionais. _________________________________________________________ 60. A avaliação psicológica das famílias no contexto forense deve levar em conta algumas características que a di- ferem do modelo clínico. Dentre essas diferenças pre- sentes entre um e outro modelo pode-se citar a (A) relação causa-efeito; pesquisa interativa; anamnese. (B) relação profissional-cliente; comunicação dos resul- tados; origem da demanda. (C) relação custo-benefício; comunicação das regras a serem cumpridas; dinâmica terapêutica. (D) relação crime-criminoso; apresentação de prognós- tico; anamnese. (E) relação juiz-parte; apresentação da terapêutica; ne- xo causal. Caderno de Prova ’H08’, Tipo 001 Ministério Público do Estado do Amapá Analista Ministerial e Técnico Ministerial Relação dos gabaritosC. Gerais / C. Específicos Cargo ou opção H08 - ANALISTA MINISTERIAL - ÁREA PSICOLOGIA Tipo gabarito 1 001 - D 002 - A 003 - A 004 - B 005 - B 006 - C 007 - B 008 - C 009 - E 010 - A 011 - D 012 - B 013 - E 014 - D 015 - C 016 - D 017 - C 018 - E 019 - B 020 - A 021 - E 022 - C 023 - D 024 - E 025 - A 026 - D 027 - C 028 - B 029 - E 030 - B 031 - D 032 - A 033 - A 034 - C 035 - E 036 - B 037 - A 038 - C 039 - B 040 - D 041 - A 042 - C 043 - A 044 - B 045 - C 046 - E 047 - B 048 - D 049 - A 050 - E 051 - A 052 - D 053 - B 054 - D 055 - E 056 - C 057 - E 058 - C 059 - D 060 - B N do CadernooN de Inscriçãoo ASSINATURA DO CANDIDATO N do Documentoo Nome do Candidato Maio/2012 Analista Ministerial Área Psicologia Concurso Público para provimento de cargo de MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO Conhecimentos Básicos Conhecimentos EspecíficosP R O V A INSTRUÇÕES VOCÊDEVE ATENÇÃO - Verifique se este caderno: - corresponde a sua opção de cargo. - contém 60 questões, numeradas de 1 a 60. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo. - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu. - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo: - Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta. - Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. - Responda a todas as questões. - Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora. - Aduração da prova é de 4 horas, para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas. - Ao término da prova, devolva este caderno ao fiscal, juntamente com sua Folha de Respostas. - Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados. A C D E Caderno de Prova ’AH’, Tipo 001 MODELO 0000000000000000 MODELO1 00001−0001−0001 2 MPEPE-Conh.Básicos1 CONHECIMENTOS BÁSICOS Português Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto abaixo. Um dos poemas mais notáveis da língua inglesa é dedicado por Edgar Allan Poe a uma mulher a quem deu o nome de Helena. Seria ela efetivamente, para o poeta, uma encarnação da princesa homérica? Seja qual for a resposta, em seu poema ele lhe dizia que sua beleza era maior do que a de uma mortal. Ao contemplá-la, ele tinha consciência de reviver acontecimentos passados, que ainda lhe eram presentes e familiares, pois assim se via transportado de volta “à glória que foi a Grécia e à grandeza que foi Roma”. Esses versos tornaram-se um clichê usado para exprimir o que se considera um irreversível compromisso entre o passado e o presente. Eis aí duas culturas, a grega e a romana, que na Antiguidade se reuniram para criar uma civilização comum, a qual continua existindo como um fato histórico no interior de nossa própria cultura contemporânea. O clássico ainda vive e se move, e mantém seu ser como um legado que provê o fundamento de nossas sensibilidades. Poe certamente acreditava nisso; e é possível que isso em que ele acreditava ainda seja por nós obscuramente sentido como verdadeiro, embora não de modo consciente. Se Grécia e Roma foram, para Poe, uma espécie de casa, em cujos familiares cômodos ele gostava de morar, se Roma e Grécia têm ainda alguma realidade atual para nós, esse estado de coisas funda-se num pequeno fato tecnológico. A civilização dos gregos e romanos foi a primeira na face da terra fundada na atividade do leitor comum; a primeira capaz de dar à palavra escrita uma circulação geral; a primeira, em suma, a tornar-se letrada no pleno sentido deste termo, e a transmitir- nos o seu conhecimento letrado. (Fragmento adaptado de Eric A. Havelock. A revolução da escrita na Grécia e suas consequências culturais. Trad. de Ordep José Serra. São Paulo: Editora da UNESP; Rio de Ja- neiro: Paz e Terra, 1996. p.45-6) 1. A civilização greco-romana é vista no texto como (A) muito sedutora para o homem de hoje, que é in- conscientemente levado à indistinção entre passado e presente. (B) modelo a ser seguido em todas as áreas do conheci- mento humano, da poesia à arquitetura. (C) ainda vibrante nos livros de história e nas obras clás- sicas, a despeito das diferenças marcantes que a separam de nossa cultura. (D) viva e pulsante, porquanto atualizada na permanên- cia da escrita na base da cultura contemporânea. (E) um mundo encantado, povoado por criaturas mortais e imortais trazidas até nós por meio dos textos escritos. 2. A referência à escrita como tecnologia justifica-se (A) pela modernidade dessa invenção, que só viria a ser plenamente utilizada em nosso próprio tempo. (B) por tratar-se de uma técnica, método ou processo desenvolvido para determinada atividade humana. (C) pelo fato de que essa invenção contém virtualmente todas as conquistas da tecnologia de ponta de nosso tempo. (D) pela liberdade poética que o autor se concede, pois a atividade da escrita não pode ser propriamente chamada de tecnológica. (E) por estar associada ao contexto da Antiguidade, em que os inventos mais simples eram denominados tecnológicos. _________________________________________________________ 3. O segmento cujo sentido está adequadamente expresso em outras palavras é: (A) letrada no pleno sentido deste termo = registrada no significado amplo da palavra (B) encarnação da princesa homérica = emulação da extraordinária aristocrata (C) irreversível compromisso entre o passado e o pre- sente = inalienável acordo entre dois tempos (D) legado que provê o fundamento = testamento que antecipa o resultado (E) clichê usado para exprimir = lugar-comum empre- gado para expressar _________________________________________________________ 4. Seja qual for a resposta, em seu poema ele lhe dizia que sua beleza era maior do que a de uma mortal. O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em: (A) ... como um legado que provê o fundamento de nossas sensibilidades. (B) Poe certamente acreditava nisso... (C) ... a primeira capaz de dar à palavra escrita uma circulação geral... (D) ... a primeira, em suma, a tornar-se letrada no pleno sentido deste termo... (E) Eis aí duas culturas, a grega e a romana, que na Antiguidade se reuniram para... _________________________________________________________ 5. Ao se substituir um elemento de determinado segmento do texto, o pronome foi empregado de modo INCORRETO em: (A) e mantém seu ser = e lhe mantém (B) é dedicado [...] a uma mulher = lhe é dedicado (C) reviver acontecimentos passados = revivê-los (D) para criar uma civilização comum = para criá-la (E) que provê o fundamento = que o provê Caderno de Prova ’AH’, Tipo 001 MPEPE-Conh.Básicos1 3 6. ... pois assim se via transportado de volta “à glória que foi a Grécia e à grandeza que foi Roma”. O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em: (A) Poe certamente acreditava nisso... (B) Se Grécia e Roma foram, para Poe, uma espécie de casa... (C) ... ainda seja por nós obscuramente sentido como verdadeiro,embora não de modo consciente. (D) ... como um legado que provê o fundamento de nossas sensibilidades. (E) Seria ela efetivamente, para o poeta, uma encar- nação da princesa homérica? _________________________________________________________ 7. Atente para as afirmações abaixo sobre a pontuação em- pregada em segmentos transcritos do texto. I. Eis aí duas culturas, a grega e a romana, que na Antiguidade se reuniram para criar uma civilização comum... A substituição das vírgulas por travessões redun- daria em prejuízo para a correção e a lógica. II. Se Grécia e Roma foram, para Poe, uma espécie de casa... A retirada simultânea das vírgulas não implicaria prejuízo para a correção e a lógica. III. ... a primeira, em suma, a tornar-se letrada no pleno sentido deste termo, e a transmitir-nos o seu conhecimento letrado. A vírgula colocada imediatamente depois de termo é facultativa. Está correto o que consta APENAS em (A) I. (B) I e II. (C) I e III. (D) II e III. (E) III. _________________________________________________________ 8. ... assim [ele] se via transportado de volta “à glória que foi a Grécia e à grandeza que foi Roma”. Ambos os sinais indicativos de crase devem ser mantidos caso o segmento sublinhado seja substituído por: (A) enaltecia. (B) louvava. (C) aludia. (D) mencionava. (E) evocava. Matemática e Raciocínio Lógico 9. Um casal de idosos determinou, em testamento, que a quantia de R$ 4.950,00 fosse doada aos três filhos de seu sobrinho que os ajudara nos últimos anos. O casal deter- minou, também, que a quantia fosse distribuída em razão inversamente proporcional à idade de cada filho por ocasião da doação. Sabendo que as idades dos filhos eram 2, 5 e x anos respectivamente, e que o filho de x anos recebeu R$ 750,00, a idade desconhecida é, em anos, (A) 4. (B) 6. (C) 7. (D) 8. (E) 9. _________________________________________________________ 10. Em fevereiro de 2012, quatro irmãos, todos nascidos em janeiro, respectivamente nos anos de 1999, 1995, 1993 e 1989, se reuniram para abrir o testamento do pai que havia morrido pouco antes. Estavam ansiosos para repartir a herança de R$ 85.215,00. O texto do testamento dizia que a herança seria destinada apenas para os filhos cuja idade, em anos completos e na data da leitura do testamento, fosse um número divisor do valor da herança. Os filhos que satisfizessem essa condição deveriam dividir igualmente o valor herdado. O que cada filho herdeiro recebeu foi (A) R$ 85.215,00. (B) R$ 42.607,50. (C) R$ 28.405,00. (D) R$ 21.303,75. (E) R$ 0,00. _________________________________________________________ 11. O dono de uma obra verificou que, com o ritmo de trabalho de 15 trabalhadores, todos trabalhando apenas 4 horas por dia, o restante de sua obra ainda levaria 12 dias para ser encerrado. Para terminar a obra com 9 dias de trabalho o dono da obra resolveu alterar o número de horas de trabalho por dia dos trabalhadores. Com a proposta feita, cinco trabalhadores se desligaram da obra. Com o pessoal reduzido, o número de horas de trabalho por dia aumentou ainda mais e, mesmo assim, houve acordo e as obras foram retomadas, mantendo-se o prazo final de 9 dias. Após três dias de trabalho nesse novo ritmo de mais horas de trabalho por dia, cinco trabalhadores se desligaram da obra. O dono desistiu de manter fixa a previsão do prazo, mas manteve o número de horas de trabalho por dia conforme o acordo. Sendo assim, os trabalhadores restantes terminaram o que faltava da obra em uma quantidade de dias igual a (A) 42. (B) 36. (C) 24. (D) 8. (E) 12. Caderno de Prova ’AH’, Tipo 001 4 MPEPE-Conh.Básicos1 Legislação 12. Gerson, ao retornar do trabalho, foi surpreendido com a presença dos bombeiros no quintal de sua casa, pois estavam realizado o resgate de cinco pessoas, que foram soterradas pelo deslizamento de terra do morro nos fundos do seu imóvel. Os bombeiros foram obrigados a demolir parte da casa de Gerson para poder posicionar uma máquina a fim de auxiliar no resgate, causando extremo dano no valor de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) ao imóvel. Segundo inciso XXV do artigo 5o da Consti- tuição Federal, os danos causados pela autoridade competente na casa de Gerson: (A) não serão indenizados porque era caso de perigo público. (B) serão passíveis de indenização ulterior. (C) não serão indenizados porque os Bombeiros estão autorizados, em caso de perigo público, a ingressar em qualquer imóvel. (D) serão indenizados até o limite máximo de R$ 10.000,00 (dez mil reais). (E) serão indenizados até o limite máximo de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). _________________________________________________________ 13. Jorginho, menor de impúbere, teria sido abandonado por sua mãe, Maria. Mediante tal alegação, Marcos, pai de Jorginho, ingressou com a ação competente e pediu a guarda de seu filho ao Poder Judiciário. Segundo o inciso LX do artigo 5o da Constituição Federal, a autoridade ju- dicial: (A) não assegurará à Maria o contraditório e ampla defesa porque abandonou Jorginho. (B) admitirá, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos no interesse do menor. (C) pode restringir a publicidade dos atos processuais em defesa da intimidade. (D) instituirá juízo de exceção e julgará Maria culpada sumariamente por ter abandonado Jorginho. (E) condenará Maria à pena de banimento por ter abandonado Jorginho. _________________________________________________________ 14. De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, NÃO se inclui dentre as funções institucionais do Ministério Público: (A) promover ação popular para a proteção do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. (B) defender judicialmente os direitos e interesses da população indígena. (C) promover, privativamente, ação penal pública, na forma da lei. (D) requisitar diligências investigatórias e instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurí- dicos de suas manifestações processuais. (E) promover ação de inconstitucionalidade ou repre- sentação para fins de intervenção da União e dos Estados, nos casos previstos na Constituição. _________________________________________________________ 15. Compete ao Sub-Procurador-Geral de Justiça em Assun- tos Institucionais, dentre outras atribuições: (A) praticar atos relativos à administração geral e exe- cução orçamentária do Ministério Público. (B) coordenar os serviços das assessorias adminis- trativas. (C) dirigir as atividades funcionais e os serviços técnicos e administrativos. (D) promover a participação e o fortalecimento da socie- dade civil no acompanhamento e fiscalização das políticas públicas, administração geral e execução. (E) coordenar os serviços das assessorias técnicas em matéria cível e criminal. 16. Considere: I. Solicitar o funcionário público para si, direta ou indi- retamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida. II. Deixar o funcionário público de praticar, indevidamen- te, ato de ofício, para satisfazer sentimento pessoal. Essas condutas tipificam, respectivamente, os delitos de: (A) corrupção ativa e prevaricação. (B) corrupção ativa e condescendência criminosa. (C) prevaricação e condescendência criminosa. (D) corrupção ativa e corrupção passiva. (E) corrupção passiva e prevaricação._________________________________________________________ 17. Dar causa à instauração de ação de improbidade adminis- trativa contra alguém, imputando-lhe crime de que sabe inocente: (A) configura o delito de comunicação falsa de crime. (B) configura o delito de denunciação caluniosa. (C) configura o delito de fraude processual. (D) configura o delito de auto-acusação falsa. (E) não tem relevância penal, porque a ação de impro- bidade administrativa é ação cível. _________________________________________________________ Informática 18. No Microsoft Word 2007 ou superior é possível salvar arquivos no formato de texto Open Document, usado por alguns aplicativos de processamento de texto, como o OpenOffice.org Writer e o Google Docs. A extensão de um arquivo salvo no formato de documento citado acima é: (A) .odt (B) .pdf (C) .xps (D) .mdb (E) .pps _________________________________________________________ 19. No Microsoft Excel 2007 o conteúdo de uma célula apare- ce, por padrão, com orientação horizontal. Para mudar o conteúdo dessa célula para orientação vertical, ou seja, para fazer com que o conteúdo da célula apareça no sentido vertical, pode-se clicar com o botão direito do mouse sobre a célula desejada e selecionar a opção: (A) Alinhamento. Em seguida, clica-se na opção Definir Como e, na caixa de diálogo que aparece, selecio- na-se a opção alinhamento vertical. (B) Rotação. Em seguida, seleciona-se o sentido vertical ou digita-se o grau de rotação do texto. (C) Formatar alinhamento. Em seguida, clica-se na opção Alinhamento do texto e, na janela que se abre, seleciona-se a opção Alinhamento Vertical. (D) Texto Vertical. Em seguida, seleciona-se o grau de rotação do texto e clica-se no botão Aplicar ao texto selecionado. (E) Formatar células. Em seguida clica-se na guia Ali- nhamento e, na divisão Orientação, seleciona-se o sentido vertical ou digita-se o grau de rotação do texto. _________________________________________________________ 20. No Libre Office Calc, a função que retorna a data e hora atual do computador é chamada: (A) HoraAtual(). (B) Agora(). (C) DataHora(). (D) Tempo(). (E) Horário(). Caderno de Prova ’AH’, Tipo 001 MPEPE-An.Min.Psicologia-AH 5 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 21. A atuação do psicólogo na área clínica é muito conhecida e ela inclui fazer diagnóstico, intervir e (A) medicar. (B) publicar. (C) sentenciar. (D) avaliar. (E) induzir. _________________________________________________________ 22. Segundo o Código de Ética Profissional do Psicólogo (Art. 1o, item d), é dever fundamental do psicólogo prestar serviços profissionais em situações de (A) calamidade pública ou de emergência, sem visar be- nefício pessoal. (B) greve em indústrias e empresas públicas, volunta- riamente. (C) pobreza em praças públicas, oferecendo apoio a ONGs, nestes casos. (D) dificuldade de aprendizagem em instituições de ensino públicas. (E) necessidade de acompanhamento de projetos sociais na rede pública. _________________________________________________________ 23. O CFP − Conselho Federal de Psicologia considerará falta ética do psicólogo: (A) informar os resultados decorrentes da prestação de serviços psicológicos, transmitindo somente o que for necessário para a tomada de decisões que afe- tem o usuário ou beneficiário, considerando a Reso- lução No 002/2004. (B) a utilização de testes psicológicos que não constam na relação de testes aprovados pelo CFP, salvo os casos de pesquisa, considerando a Resolução No 002/2003. (C) estabelecer acordos de prestação de serviços con- forme os direitos do usuário ou beneficiário de ser- viços de Psicologia, considerando a Resolução No 003/2001. (D) fornecer, a quem de direito, na prestação de servi- ços psicológicos, informações concernentes ao tra- balho a ser realizado e ao seu objetivo profissional, considerando a Resolução No 010/2008. (E) orientar a quem de direito sobre os encaminhamen- tos apropriados, a partir da prestação de serviços psicológicos, e fornecer, sempre que solicitado, os documentos pertinentes ao bom termo do trabalho, considerando a Resolução No 008/2006. _________________________________________________________ 24. Utilizados em estudos de caso e privativo do psicólogo. Correspondem a procedimentos sistemáticos de observa- ção e registro de amostras de comportamentos e respos- tas de indivíduos com o objetivo de descrever e/ou mensu- rar características e processos psicológicos, compreendidos tradicionalmente nas áreas emoção/afeto, cognição/inte- ligência, motivação, personalidade, psicomotricidade, aten- ção, memória, percepção, dentre outras, nas suas mais di- versas formas de expressão, segundo padrões definidos pela construção dos instrumentos. Trata-se de (A) Anamnese ou História Pessoal. (B) Dinâmicas de Grupo. (C) Entrevistas de Avaliação. (D) Procedimentos Diagnósticos. (E) Testes Psicológicos. 25. Segundo Jurema Alcides Cunha, autora da obra larga- mente conhecida Psicodiagnóstico-V, a expressão “Estra- tégias de avaliação psicológica”, cada vez mais utilizada na literatura específica, aplica-se a uma variedade de abordagens e recursos à disposição do psicólogo no pro- cesso de avaliação, sendo que, em relação à estratégia da avaliação comportamental, a autora considera que ela foi abdicando da simples identificação de comportamentos- alvo, perfeitamente distinguíveis e observáveis, para co- meçar a incorporar (apesar das fortes objeções iniciais) modalidades (A) físicas e, mesmo, hipoafetivas. (B) emotivas e, mesmo, neuropsíquicas. (C) cognitivas e, mesmo, afetivas. (D) dinâmicas e, mesmo, não mensuráveis. (E) únicas e, mesmo, intransferíveis. _________________________________________________________ 26. Em psicodiagnóstico, na avaliação psicométrica, ocorre que a maioria das escalas de medida em ciências do com- portamento são escalas aditivas, isto é, são obtidas a par- tir da soma de vários itens selecionados como indicadores do constructo teórico em relação ao qual há interesse em (A) medir. (B) acirrar. (C) modificar. (D) suprimir. (E) desqualificar. _________________________________________________________ 27. O ataque de pânico é definido como (A) um estado de ansiedade diretamente relacionado a pensamentos ou imagens de experiências traumá- ticas passadas. (B) a reação de alarme imediata ao perigo e pode ser bom para a pressão sanguínea, que juntamente com outros sentidos subjetivos de terror, motiva o indiví- duo a escapar ou, se for preciso, atacar. (C) um estado de humor negativo caracterizado por sintomas corporais de tensão física e apreensão em relação ao futuro. (D) uma experiência abrupta de intenso medo ou des- conforto agudo, acompanhada por sintomas físicos que incluem palpitações, dor no peito, respiração curta e tontura. (E) uma tentativa de evitar pensamentos (obsessões) intrusivos e repulsivos ou neutralizar esses pensa- mentos por meio do comportamento ritualístico (compulsões). _________________________________________________________ 28. A depressão mais comumente diagnosticada e mais grave é chamada (A) quadro de anedonia intensa. (B) episódio desestruturante global. (C) depressão acentuada. (D) depressão endógena e exógena. (E) episódio depressivo maior. _________________________________________________________ 29. A integração da personalidade constitui um dos temas dominantes da psicologia junguiana. O primeiro estágio para a integração é a individuaçãoe o segundo estágio é controlado pelo que Jung denomina (A) inconsciente coletivo. (B) energia psíquica. (C) função transcendente. (D) anima. (E) sombra. Caderno de Prova ’AH’, Tipo 001 6 MPEPE-An.Min.Psicologia-AH 30. Sigmund Freud fez observações a respeito de seus pa- cientes, focalizando uma série de conflitos e acordos psí- quicos, o que o conduziu a tentar ordenar este caos apa- rente propondo três componentes básicos estruturais da psique: o id, o ego e o superego. O ego tem, dentre suas tarefas, a de (A) ser o reservatório de energia de toda a personali- dade. (B) autopreservação. (C) conter tudo o que é herdado. (D) funcionar como juiz ou censor. (E) exercer a consciência, a auto-observação e a forma- ção de ideais. _________________________________________________________ 31. Uma das primeiras aplicações de grande escala da ciência do behaviorismo para a psicopatologia e seu uso em terapia behaviorista abriu caminho para as práticas de redução de ansiedade e do medo presentes na vida do indivíduo, permitindo que fobias graves fossem elimina- das. Os indivíduos eram gradualmente apresentados a objetos ou situações que temiam e podiam testar a reali- dade e ver que nada de ruim acontecia na presença do objeto ou da cena fóbica. Trata-se da Técnica de (A) condicionamento operante. (B) desfobilização gradual. (C) desconstrução fóbica. (D) extinção de ansiedade. (E) dessensibilização sistemática. _________________________________________________________ 32. Estão entre as principais técnicas utilizadas pela Terapia Comportamental: (A) Psicoeducação sobre a doença, Psicoeducação so- bre a importância da regularidade do ciclo circadiano e Técnicas para aquisição e manutenção de hábitos cotidianos estáveis. (B) Modelação, Prevenção de rituais (de respostas) e Treino de habilidades sociais (assertividade). (C) Orientações para a higiene do sono, Educação quanto aos sintomas negativos e Uso de manifesta- ções de aprovação e admiração. (D) Determinação de causas de desmoralização, Reas- seguramento e “Normalizar” as experiências do pa- ciente. (E) Seta descendente e descastrofização, Mensagens e Análise da Ressonância. _________________________________________________________ 33. A Psicologia da Gestalt estudou processos de aprendi- zagem, percepção e resolução de problemas e, para tanto, desenvolveu os conceitos de “Todo e Parte”, “Figura e Fundo” e “Aqui e Agora”, sendo que a gestalterapia transpôs tais conceitos para o campo da psicoterapia e os utiliza para entender como o cliente se percebe e interage com o mundo exterior e com sua própria (A) coletividade. (B) objetividade. (C) operacionalização. (D) subjetividade. (E) mistificação. 34. De acordo com a concepção piagetiana, o pensamento da criança que se encontra no período pré-operacional ca- racteriza-se por ser (A) real. (B) fantasioso. (C) simbólico. (D) lógico. (E) egocêntrico. _________________________________________________________ 35. Jean Piaget apontou que o ingresso da criança no univer- so moral se dá pela aprendizagem de diversos deveres a ela impostos pelos pais e adultos em geral (ex: não mentir, não pegar as coisas dos outros, não falar palavrão) e que a criança aceita regras morais provavelmente também quando já aceita como inquestionáveis (A) as atividades da escola. (B) as opiniões dos pais. (C) as regras dos jogos. (D) os passeios familiares. (E) as condições dos coleguinhas. _________________________________________________________ 36. Anna Freud, primeira psicanalista a tomar a adolescência como um tema específico de investigação, acredita que o desequilíbrio estabelecido na tensa relação entre o id e o ego decorre do incremento de energia que o primeiro recebe, em decorrência das transformações fisiológicas previamente determinadas, sendo a saúde mental basea- da, em última instância, na harmonia entre as forças psíquicas. Os “distúrbios do equilíbrio mental” próprios da adolescência não configuram, para esta autora, uma pato- logia, mas representam a própria condição de normali- dade, uma vez que a sustentação de um equilíbrio (A) constante durante o processo de adolescência é, em si, anormal. (B) estável, apesar das mudanças, por todo desenvol- vimento é, em si, também esperado. (C) variável durante o processo de crescimento deve ser acompanhado e aplacado na sua forma negativa. (D) permanente durante o processo de crescimento é, em si, normal e previsto. (E) nítido, na infância que adentra a adolescência é, em si, esperado. _________________________________________________________ 37. Síndrome induzida pelo genitor nomeado de alienador, que na maioria dos casos se refere à figura do guardião, em geral, a mãe que detém a guarda do(s) filho(s), que movida por vingança e outros sentimentos desencadeados com a separação do casal, induziria o(s) filho(s) a rejei- tar(em) ou mesmo odiar(em) o outro genitor. Primeira- mente retratada por (A) Denis Pelletier, no século XXI, e nomeada Síndro- me de Abuso da Guarda. (B) Daniel Goleman, na década de 90, e nomeada Síndrome de Descaso Parental. (C) Erik Erikson, na década de 70, e nomeada Síndrome de Distúrbio Parental. (D) Paulo Freire, nos anos 60, e nomeada Síndrome de Transtorno Parental. (E) Richard Gardner, na década de 80, e nomeada Síndrome de Alienação Parental. Caderno de Prova ’AH’, Tipo 001 MPEPE-An.Min.Psicologia-AH 7 38. As afirmativas de que no mundo todos somos adotados; de que é possível parir e não adotar, bem como adotar sem parir; que adotar, bem além de um ato jurídico, é um ato de desejo que põe em jogo a falta daquele que requer a adoção, bem como daquele que está por ser adotado; apontam para o fato de que os laços de família não são constituídos a partir de laços (A) afetivos. (B) de consanguinidade. (C) sociais. (D) de falta. (E) psicossociais. _________________________________________________________ 39. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (Art. 19), toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas (A) que já cumpriram penas de crime(s) cometido(s). (B) que não sejam parentes de primeiro grau. (C) dependentes de substâncias entorpecentes. (D) agregadas, sem vínculo de parentesco direto. (E) portadoras de transtorno mental. _________________________________________________________ 40. Denúncias por abuso sexual conduzem ao pedido de guarda unilateral. Geralmente este tipo de violência ocorre somente na presença do abusador e da criança, ou seja, sem testemunha ocular. Tendo em vista isto, fica em jogo (A) a necessidade da criança de não mais conversar sobre este tema. (B) a credibilidade do testemunho da criança. (C) a preocupação em trocar de assunto para não revitimizar a criança. (D) somente o que diz a mãe sobre o episódio. (E) somente o que diz o abusador sobre o episódio. _________________________________________________________ 41. O aumento das separações conjugais e dos divórcios trouxe questões novas às famílias e aos profissionais que as assistem, gerando também novos arranjos na atribui- ção da guarda de filho(s). A modalidade na qual os pais dividem a guarda de um ou mais filhos e ambos têm responsabilidade constante pelos cuidados a eles deno- mina-se guarda (A) compartilhada. (B) dividida. (C) física. (D) mesclada. (E) única. _________________________________________________________42. Tipo de composição familiar que se constitui por uma figura parental única, geralmente a mãe que convive com seus filhos. Nomeada no mundo contemporâneo por família (A) unidirecional. (B) de figura única. (C) unidimensional. (D) monoparental. (E) pró-parental. 43. Pensar situações de conflito na família, tendo por refe- rência a abordagem sistêmica, implica em aceitar a noção de sistema trazida por Ludwig von Bertalanffy (1975) como um conjunto de elementos que, num processo dinâmico e contínuo, influenciam-se (A) pontualmente. (B) parcialmente. (C) paralelamente. (D) levemente. (E) reciprocamente. _________________________________________________________ 44. No que se refere ao processo de conciliação é correto afirmar: (A) procedimento que, na maioria dos casos, se restrin- ge a uma reunião entre as partes e o conciliador, no intuito da busca de um acordo imediato para pôr fim à controvérsia ou ao processo judicial, sendo que o procedimento não requer o conhecimento da inter- relação das partes em conflito. (B) o conciliador, para poder melhor auxiliar as partes em conflito, deve ter mais tempo para investigar toda a complexidade da inter-relação, que demanda pelo terceiro em função da necessidade de se ter um conhecimento mais profundo sobre o caso, viabili- zado em programa de 6 encontros. (C) a conciliação não visa pura e simplesmente ao acor- do, mas a atingir a satisfação dos interesses e das necessidades dos envolvidos no conflito, estimulan- do o diálogo cooperativo nas reuniões mensais entre as partes, pelo período de 1 ano, para que alcancem a solução das controvérsias em que estão envol- vidos. (D) a conciliação é um método de resolução de conflitos em que um terceiro independente e imparcial coor- dena reuniões conjuntas ou separadas com as par- tes envolvidas em conflito, em que o acordo passa a ser a consequência lógica, a acontecer em um prazo máximo de 15 meses. (E) a conciliação tem como um dos seus objetivos esti- mular o diálogo cooperativo entre as partes para que alcancem a solução das controvérsias durante a rea- lização de 10 encontros focais e temáticos. _________________________________________________________ 45. Matéria apresentada no Boletim semanal da ONU Brasil (no 3, 20 de maio de 2011) focaliza o Dia Internacional contra a Homofobia e conta que a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez um alerta para o aumento dos crimes homofóbicos, isto é, contra (A) a discriminação de gênero e perseguição a homens. (B) homens e grupos de homens. (C) pessoas que desenvolvem comportamentos fóbicos por indivíduos do sexo masculino. (D) lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. (E) a discriminação de gênero e perseguição a mulheres e homens. Caderno de Prova ’AH’, Tipo 001 8 MPEPE-An.Min.Psicologia-AH 46. Malvina Ester Muskat atua como mediadora com famílias que vivem situação de graves conflitos ou de violência. Esta autora acredita que a mediação tem como objetivo primeiro garantir uma situação de equidade entre as par- tes mediadas, isto é, que se em dada família um de seus membros se encontra em situação de submissão ou opressão em relação ao outro, não será, portanto, atendi- do este princípio, porque o indivíduo não estará em con- dições de igualdade do ponto de vista (A) educacional e/ou jurídico. (B) étnico e/ou social. (C) moral e/ou psicológico. (D) amoroso e/ou simbólico. (E) citadino e/ou político. _________________________________________________________ 47. O complô do silêncio é um dos fatores que mais favore- cem a continuidade e a (re)produção de violência dentro da mesma família, em especial nos casos de abuso sexual. Quanto ao silêncio da criança ou do adolescente, estão entre as possíveis causas, o fato de que a criança acha que ninguém pode protegê-la apoiada muitas vezes em seu sentimento, por exemplo, de que a mãe (A) se soubesse, interromperia a agressão. (B) sabe e não consegue fazer nada para interromper a agressão. (C) manteria o afeto se soubesse. (D) acreditaria nela, contudo, aumentaria o afeto do pai. (E) não a retiraria mais da família. _________________________________________________________ 48. Muitos estudos focalizam padrões transgeracionais de relacionamentos violentos e sua repetição, sendo comum a utilização, de uma representação gráfica da família, con- siderando as várias gerações, que fornece um mapa para investigação e melhor compreensão das alianças, delega- ções, das redes de relacionamentos e do ciclo de vida familiar. Trata-se (A) do intergeracional. (B) da anamnese. (C) do mapa familial. (D) do cenário familiar. (E) do genograma. _________________________________________________________ 49. Muitas mudanças ocorreram com relação às instituições que acolhem crianças e adolescentes, em especial com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o qual estabeleceu que as instituições que desenvolvem programa de abrigo (quando restar inviável a reinserção familiar, e sempre vol- tados para a proteção integral das crianças e adoles- centes) devem ser de caráter (A) periódico, dado que podem encerrar e reabrir as ati- vidades após a reinserção de todo o grupo de crianças. (B) permanente e estável, dado que há muitas crianças que não deixarão o abrigo. (C) provisório e excepcional, tendo como meta a colo- cação em família substituta. (D) avaliativo, dado que nem todas as crianças serão admitidas para reinserção em novas famílias. (E) intermitente, dado que grupos sucessivos de crian- ças devam ser cuidados. 50. Possibilidade de diminuir danos relacionados a alguma prática que cause ou possa causar prejuízos. Valoriza e põe em ação estratégias de proteção, cuidado e auto-cui- dado, possibilitando mudança de atitude frente a situações de vulnerabilidade. Constitui uma estratégia de aborda- gem dos problemas com as drogas, que não parte do prin- cípio que deve haver uma imediata e obrigatória extinção do uso de drogas no âmbito da sociedade, ou no caso de cada indivíduo, mas que formula práticas que diminuem as perdas para aqueles que usam drogas e para os grupos sociais com que convivem. Corresponde à Política de (A) Proteção ao Próximo. (B) Fortalecimento da Vida. (C) Cooperação em Saúde. (D) Redução de Danos. (E) Bem-estar Social. _________________________________________________________ 51. O CFP − Conselho Federal de Psicologia realizou cam- panha para fortalecer as Políticas Públicas em Saúde Mental, com o objetivo de contribuir para a desinstitu- cionalização psiquiátrica, em prol da Luta Antimanicomial. De modo semelhante, o Ministério da Saúde criou um pro- grama com o objetivo de garantir a assistência, o acom- panhamento e a integração social, fora da unidade hospi- talar, de pessoas acometidas de transtornos mentais, com história de longa internação psiquiátrica (02 anos ou mais de internação ininterruptos). Trata-se do Programa PVC, isto é, Programa (A) de Volta para Casa. (B) Valorização e Consideração. (C) Vida em Comunidade. (D) Vivendo em Casa. (E) Vontade e Cooperação. _________________________________________________________ 52. A participação do psicólogo nas decisões judiciais nas Varas de Família se dá por meio de perícias técnicas, que correspondem ao procedimento de avaliação psicológica realizada no âmbito da Justiça, principalmente nos Fóruns, já que resulta de uma determinação (A) do casal parental, no caso os responsáveis pela criança que desejam um consenso. (B) de uma autoridade judicial, no caso o juiz,tendo por objetivo subsidiar as decisões. (C) de uma assistente social, objetivando esclarecer a competência parental, em todos os casos. (D) do advogado, para que possa orientar sua decisão. (E) do promotor, que necessita deliberar sobre o caso, como autoridade competente e máxima, se a família não dissolve o conflito por si mesma. Caderno de Prova ’AH’, Tipo 001 MPEPE-An.Min.Psicologia-AH 9 53. A equipe interprofissional ou multidisciplinar necessita ela- borar relatório, que subsidie a autoridade judiciária compe- tente para que possa decidir de forma fundamentada, pela possibilidade de reintegração familiar ou colocação em família substituta de toda criança ou adolescente que estiver inserida(o) em programa de acolhimento familiar ou (A) de abrigo público, tendo sua situação reavaliada, no máximo, a cada 8 (oito) meses. (B) hospitalar, tendo sua situação reavaliada, no máxi- mo, a cada 2 (dois) meses. (C) institucional, tendo sua situação reavaliada, no máximo, a cada 6 (seis) meses. (D) educativo, tendo sua situação reavaliada, no máxi- mo, a cada 4 (quatro) meses. (E) em orfanato, tendo sua situação reavaliada, no máxi- mo, a cada 10 (dez) meses. _________________________________________________________ 54. Proposta de inquirição destinada à oitiva de crianças apontadas como vítimas ou testemunhas de violência ou maus-tratos. A sala reservada para ouvir a criança vítima de violência é conectada por vídeo e com zoom à sala de audiência onde estão o magistrado, o promotor de justiça, advogados, réu e servidores da Justiça, que podem intera- gir durante o depoimento. Todo o procedimento é gravado na memória de um computador, transcrito e juntado aos autos, além de ser copiado em mídia de armazenamento digital de dados que é inserida na contracapa do proces- so. O depoimento é tomado por um técnico entrevistador (profissional da área de psicologia ou do serviço de assistência social). Corresponde (A) ao Inventário processual. (B) à Oitiva individualizada. (C) ao Questionamento focal. (D) ao Depoimento sem dano. (E) à Anamnese contextual. _________________________________________________________ 55. A criminalidade pode ser também determinada por alguns traços que compõem o tipo psicológico narcisista, sendo que do ponto de vista dinâmico (entre as instâncias psíqui- cas), não se identifica nenhuma tensão entre o (A) Id e o Eu. (B) indivíduo e seu próximo. (C) Eu e o Supereu. (D) inconsciente e o consciente. (E) pré-consciente e o consciente. _________________________________________________________ 56. Estudos demonstram que os programas de intervenção para infratores juvenis graves podem reduzir os índices de reincidência, sendo que as intervenções mais eficazes, em relação as que usam uma única abordagem, são as (A) multimodais, que focam em habilidades desenvol- vimentalmente apropriadas. (B) unimodais, que focam em habilidades cognitivas. (C) metamodais, que focam em recursos de avaliação moral. (D) de empoderamento, que procuram trabalhar as defi- ciências gerais. (E) de treino de habilidades globais, com tarefas neu- ropsicológicas. 57. Refere-se tipicamente à hospitalização involuntária ou tra- tamento determinado judicialmente de indivíduos mental- mente doentes que precisam de cuidados porque apre- sentam tendências perigosas em relação a si e aos outros. Trata-se (A) do encarceramento. (B) da restrição civil. (C) da curatela. (D) da tutela. (E) de exclusão cidadã. _________________________________________________________ 58. Michel Foucault afirma que fazem parte da armadura institucional da detenção penal as técnicas (A) mediadoras. (B) conciliativas. (C) apaziguadoras. (D) retentivas. (E) corretivas. _________________________________________________________ 59. Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 98, “as medidas de proteção à criança e ao ado- lescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhe- cidos nesta Lei forem ameaçados ou violados”. Uma das possibilidades de aplicação das medidas protetivas seria por: (A) responsabilidade parental ou diretrizes escolares. (B) psicopatologia dos pais ou adoção estrangeira. (C) abuso dos pais e avós ou doença mental. (D) falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável. (E) abuso de autoridade da escola ou insuficiência cognitiva da família. _________________________________________________________ 60. Segundo o Manual de Elaboração de Documentos Escri- tos instituído pelo CFP − Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP No 007/2003), a expressão “sem elemen- tos de convicção” deve ser utilizada quando o psicólogo parecerista (A) não puder ser categórico, por não possuir dados para responder a um quesito. (B) não quiser expor um dos avaliados, evitando assim acirrar a lide entre os cônjuges ou ex-cônjuges. (C) quiser enfatizar que as partes ofereceram elementos suficientes para a resposta aos quesitos judiciais, porém não convém responder algum. (D) puder optar por um conjunto de quesitos que expõe menos os peritos, para evitar que se questione o laudo realizado e este seja anulado. (E) não tiver incluído todas as partes envolvidas no litígio focalizado pelo processo de avaliação forense. Caderno de Prova ’AH’, Tipo 001 Ministério Público do Estado de Pernambuco Analista e Técnico Ministerial Relação geral dos gabaritos C. Básicos/C. Específicos Cargo ou opção AH - ANALISTA MINISTERIAL - ÁREA PSICOLOGIA Tipo gabarito 1 001 - D 002 - B 003 - E 004 - C 005 - A 006 - A 007 - D 008 - C 009 - D 010 - C 011 - E 012 - B 013 - C 014 - A 015 - D 016 - E 017 - B 018 - A 019 - E 020 - B 021 - D 022 - A 023 - B 024 - E 025 - C 026 - A 027 - D 028 - E 029 - C 030 - B 031 - E 032 - B 033 - D 034 - E 035 - C 036 - A 037 - E 038 - B 039 - C 040 - B 041 - A 042 - D 043 - E 044 - A 045 - D 046 - C 047 - B 048 - E 049 - C 050 - D 051 - A 052 - B 053 - C 054 - D 055 - C 056 - A 057 - B 058 - E 059 - D 060 - A N do CadernooN de Inscriçãoo ASSINATURA DO CANDIDATO N do Documentoo Nome do Candidato Analista Judiciário - APJ Psicólogo Concurso Público para provimento de cargos de Janeiro/2012 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO Conhecimentos Gerais Conhecimentos EspecíficosP R O V A INSTRUÇÕES VOCÊDEVE ATENÇÃO - Verifique se este caderno: - corresponde a sua opção de cargo. - contém 60 questões, numeradas de 1 a 60. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outrocaderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo. - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu. - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo: - Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta. - Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. - Responda a todas as questões. - Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora. - Aduração da prova é de 3 horas, para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas. - Ao término da prova, devolva este caderno de prova ao aplicador, juntamente com sua Folha de Respostas. - Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados. A C D E Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 MODELO 0000000000000000 MODELO1 00001−0001−0001 2 TJUPE-Conhecimentos Gerais4 CONHECIMENTOS GERAIS Língua Portuguesa Atenção: Para responder às questões de números 1 a 4, considere o texto abaixo. 1 5 10 15 20 As sociedades modernas da Europa ocidental, ou dos continentes e espaços colonizados ou profunda- mente influenciados por ela, que hoje abrangem quase todo o globo terrestre, podem ser descritas sucintamen- te por alguns traços gerais: o Estado-nação, o capita- lismo, a forma industrial de organização da produção; a convivência e sociabilidade urbanas; e os valores jurí- dicos constitucionais de liberdade e igualdade. Tais tra- ços, por si sós, entretanto, não eliminaram seus con- trários – solidariedades étnicas, formas pré-capitalistas de produção, a vida rural ou as hierarquias sociais. A novidade moderna consiste, antes, na rearticulação, em todos os planos, das formas e relações sociais antigas sob a égide desses novos traços. Assim, no que diz respeito à organização social, as hierarquias, os privilégios, as deferências e os outros modos de expressão das desigualdades entre os seres humanos passaram, para serem aceitos, a depender de outras lógicas de construção e justificação. Tornaram- se, do mesmo modo, fontes permanentes de contes- tação, propiciadoras de lutas libertárias de emancipação e fermento de novas identidades sociais. (Antonio Sérgio Alfredo Guimarães. “Desigualdade e diver- sidade: os sentidos contrários da ação”. In Agenda brasileira: temas de uma sociedade em mudança. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 168) 1. O autor, (A) ao caracterizar as sociedades modernas, chama a atenção para o fato de que o perfil desenhado tem abrangência universal, dado o cenário globalizante da contemporaneidade. (B) ao realizar a descrição das sociedades modernas, por meio de seus traços gerais, ordena-os de modo a expressar sucintamente o avanço de sua impor- tância. (C) na série anunciada pelos dois-pontos (linha 5), elenca características exatamente proporcionais entre si, o que motiva a sequência delas sem a formação de qualquer tipo de subconjunto. (D) ao mencionar Tais traços, faz o pronome retomar especificamente o segmento os valores jurídicos constitucionais de liberdade e igualdade, ainda que sob a expressão alguns traços gerais, usada antes, tenha acolhido mais itens. (E) no terceiro período do primeiro parágrafo, com fun- damentos manifestos, expressa um juízo que nega o caráter absoluto ou independente da descrição feita no período inicial. 2. É INCORRETO afirmar: (A) a expressão no que diz respeito à organização social (linha 15) traduz, no contexto, uma circunstância, implicando um traço restritivo. (B) a ideia de que hierarquias, privilégios e deferências (linha 16) expressam desigualdades entre os seres humanos está presente no texto, mas de modo subentendido. (C) em sociedades modernas, europeias ou não, houve uma ampla reorganização da ordem social quando formas de ação conservadoras conseguiram se so- brepujar aos modernos modos de articulação social, forma de produção e valores jurídicos. (D) em aparente contradição, em quase todo o mundo, as desigualdades entre os seres humanos são con- comitantemente admitidas e rejeitadas, recusa esta que instiga alterações na organização social. (E) compreende-se do texto que grupos humanos bus- cam legitimar as desigualdades (linha 17) entre os seus componentes encadeando-as coerentemente nas convenções da sua peculiar organização social. _________________________________________________________ 3. Afirma-se com correção: (A) em ou dos continentes e espaços colonizados ou profundamente influenciados por ela (linhas 1 a 3), ambas as sequências introduzidas por ou conectam- se diretamente ao segmento As sociedades mo- dernas. (B) a expressão por si sós (linha 9) expressa, no contexto, uma causa. (C) se antes (linha 12) for substituído por “sobretudo”, o sentido original se mantém. (D) é admissível considerar que a frase iniciada por Assim (linha 15) denota uma ilação. (E) a substituição de para serem aceitos (linha 18) por “à fim de serem aceitos” mantém a correção e o sentido originais. _________________________________________________________ 4. A substituição que, acolhida pelo padrão culto escrito, mantém o sentido original do texto é a de (A) As sociedades modernas da Europa ocidental [...] podem ser descritas (linhas 1 a 4) por "As socie- dades modernas da Europa ocidental [...], pode-se descrevê-las". (B) As sociedades modernas da Europa ocidental, ou dos continentes e espaços colonizados (linhas 1 e 2) por "As sociedades modernas, seja da Europa oci- dental, seja dos continentes e espaços colonizados". (C) entretanto (linha 9) por "nesse ínterim". (D) sob a égide desses novos traços (linha 14) por "sob a camuflagem desses novos traços". (E) as deferências (linha 16) por "as licenciosidades". Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 TJUPE-Conhecimentos Gerais4 3 Atenção: Para responder às questões de números 5 a 7, considere o texto que segue. 1 5 10 15 O destino cruzou o caminho de D. Pedro em si- tuação de desconforto e nenhuma elegância. Ao se aproximar do riacho do Ipiranga, às 16h30 de 7 de se- tembro de 1822, o príncipe regente, futuro imperador do Brasil e rei de Portugal, estava com dor de barriga. A causa dos distúrbios intestinais é desconhecida. Acredi- ta-se que tenha sido algum alimento malconservado ingerido no dia anterior em Santos, no litoral paulista, ou a água contaminada das bicas e chafarizes que abas- teciam as tropas de mula na serra do Mar. Testemunha dos acontecimentos, o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo, subcomandante da guarda de honra e futuro barão de Pindamonhangaba, usou em suas me- mórias um eufemismo para descrever a situação do príncipe. Segundo ele, a intervalos regulares D. Pedro se via obrigado a apear do animal que o transportava para “prover-se” no denso matagal que cobria as margens da estrada. (Laurentino Gomes, 1822: como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil, um país que tinha tudo para dar errado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. p. 29)5. É correto afirmar sobre o excerto: (A) Formas verbais empregadas, como, por exemplo, cruzou (linha 1) e estava (linha 5), denotam que o autor, nesse trecho, limita-se a citar fatos passados concebidos por ele como contínuos. (B) A presença concomitante de certas formas verbais, como, por exemplo, cruzou (linha 1) e é (linha 6), evidencia que o autor, nesse trecho, mescla segmentos narrativos com comentários a respeito dos fatos. (C) Transformando a oração reduzida Ao se aproximar do riacho do Ipiranga (linhas 2 e 3) em desenvolvida, obtém-se “Aproximando-se do riacho do Ipiranga”. (D) Transpondo a frase Testemunha dos acontecimen- tos, o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo [...] usou em suas memórias um eufemismo (linhas 10 a 14) para a voz passiva, obtém-se a forma verbal “tinha usado”. (E) Considerado o contexto, a substituição do modo subjuntivo pelo modo indicativo em tenha sido (linha 7) não interfere no sentido original, pois em nada fica alterada a atitude do falante em relação ao fato citado. 6. A análise do texto legitima a seguinte afirmação: (A) A organização da frase inicial exige que se con- sidere o termo subentendido “sem” (“sem nenhuma elegância”), única possibilidade de torná-la sintati- camente adequada. (B) Os segmentos futuro imperador do Brasil e rei de Portugal e o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo exercem a mesma função sintática nas frases em que estão inseridos. (C) As aspas em “prover-se” sinalizam o sentido pejo- rativo que o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo emprestou à expressão. (D) Ainda que não tenha impedido a compreensão, a ausência do plural no segundo substantivo da ex- pressão tropa de mula só pode ser entendida como um deslize, pois não há possibilidade de o padrão culto acatar essa formulação. (E) Considerando que futuro significa “que ainda está por vir”, nota-se que, nos casos em que a palavra foi usada (linhas 4 e 13), se toma como “presente” do que está por vir o dia do fato a que o autor se refere. _________________________________________________________ 7. Cada alternativa apresenta segmento transcrito do texto e o mesmo segmento pontuado de modo diferente. A alte- ração que preserva o respeito ao padrão culto escrito, mas que provoca mudança do sentido original, é a encontrada em: (A) Ao se aproximar do riacho do Ipiranga, às 16h30 de 7 de setembro de 1822, Ao se aproximar do riacho do Ipiranga − às 16h30 de 7 de setembro de 1822 − (B) o príncipe regente, futuro imperador do Brasil e rei de Portugal, estava com dor de barriga. o príncipe regente futuro imperador do Brasil, e rei de Portugal, estava com dor de barriga. (C) Acredita-se que tenha sido algum alimento malcon- servado ingerido no dia anterior em Santos, no litoral paulista. Acredita-se, que tenha sido algum alimento malcon- servado, ingerido no dia anterior em Santos, no lito- ral paulista. (D) ou a água contaminada das bicas e chafarizes que abasteciam as tropas de mula na serra do Mar. ou, a água contaminada; das bicas e chafarizes, que abasteciam as tropas de mula na serra do Mar. (E) Segundo ele, a intervalos regulares D. Pedro se via obrigado a apear do animal que o transportava para “prover-se” no denso matagal que cobria as margens da estrada. Segundo ele a intervalos regulares, D. Pedro se via obrigado, a apear do animal que o transportava para “prover-se” no denso matagal que cobria as margens da estrada. Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 4 TJUPE-Conhecimentos Gerais4 8. As ideias estão articuladas de modo claro e correto na seguinte frase: (A) Mesmo sendo ele um hábil articulador e a despeito do grande prestígio de que gozava, não obteve êxito na transação, pois a verdadeira natureza do negócio lhe escapara. (B) Dependendo a transação de um hábil articulador e que gozasse de grande prestígio, do mesmo modo ele não obteve êxito nisso: faltara-lhe a verdadeira natureza do negócio. (C) Ele não obteve êxito no processo na transação, ainda que sempre foi hábil articulador e apesar que gozava de grande prestígio, dado a verdadeira natu- reza do negócio, que tinha ficado obscuro para ele. (D) Sendo ele um hábil articulador e gozando de grande prestígio não obteve êxito na transação, visto a ver- dadeira natureza do negócio ter escapado para ele. (E) Não obstante o hábil articulador que era e do grande prestígio que sempre desfrutou não obteve êxito na transação, deixando de ter clara a verdadeira natu- reza do negócio. _________________________________________________________ 9. A frase que está redigida em conformidade com o padrão culto escrito é: (A) Em que pese sobre ele todas as denúncias, compro- vadas ou não, insiste por permanecer no cargo, de- safiando o senso comum de que deveria pedir demissão. (B) Meritíssimo, baseado nos documentos que vão em anexo, solicito vossa interferência para que se apres- sem as providências legais sugeridas por seu as- sessor. (C) Incipientes ou não nesse tipo de pesquisa, infringi- ram normas discutidas dias atrás, motivo pelo qual não lhes dei endosso, sabendo que a maior parte deles o deseja muito. (D) Não sei das causas que lhes impediram de questio- nar o modo que foi discutido o dissídio, mas acho que os representantes da classe sabem o porquê disso. (E) Não é estranho, a meu ver, essa postergação, princi- palmente se levar em conta a hesitação que mani- festaram anteriormente sobre a data do encontro. _________________________________________________________ 10. A frase que está em conformidade com o padrão culto escrito é: (A) Impingiu os filhos, sem grande discrição, convenha- mos, a ideia de que a melhor solução seria enca- minhá-los a um curso profissionalizante dali a dois semestres. (B) Sabia que nada poderia sortir tanto efeito quanto a promessa de que, em sendo necessário, seria, e sem resquício de dúvida, o depositário da causa de seus concidadãos. (C) Reteve os documentos para fazer a rescisão dos novos discidentes, mas não suspendeu os privilégios dos que lhe tinham prestado serviços até aquele momento. (D) Ele é aquele a quem os astros nunca favoreceram, por isso diz que, se alguém lhe previr benesses de uma conjunção astral, reivindicará o direito de digla- diar com ele. (E) Fosse quais fossem as questões a serem deba- tidas, os funcionários cujos salários estavam atrasa- dos combinaram não interpelar, mas também não transigir com a chefia. Legislação Aplicada 11. De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado de Pernambuco (Lei Estadual no 6.123, de 20/07/68 e alterações posteriores), a respeito do exercício do cargo público, é INCORRETO afirmar: (A) A promoção interrompe o exercício. (B) O início, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do funcioná- rio. (C) O responsável pelo serviço onde deva servir o fun- cionário, é competente para dar-lhe exercício. (D) O funcionário denunciado por crime funcional será afastado do exercício, até decisão final passada em julgado. (E) O funcionário que não entrar em exercício, no prazo legal, perderá o cargo, salvo motivo de força maior, devidamente comprovado. _________________________________________________________ 12. De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado de Pernambuco (Lei Estadual no 6.123, de 20/07/68 e alterações posteriores), denomina-se aprovei- tamento o (A) reingresso no serviço público do servidoraposen- tado, por interesse e requisição da Administração, respeitada a opção do servidor. (B) ato pelo qual o funcionário demitido ilegalmente, reingressa no serviço público com o ressarcimento das vantagens ligadas ao cargo. (C) ato pelo qual o funcionário exonerado ilegalmente, reingressa no serviço público com o ressarcimento das vantagens ligadas ao cargo. (D) reingresso no serviço público do servidor aposen- tado, quando insubsistentes os motivos da aposen- tadoria, respeitada a opção do servidor. (E) retorno à atividade do funcionário em disponibilida- de, em cargo igual ou equivalente, pela sua natureza e vencimento, ao anteriormente ocupado. _________________________________________________________ 13. Considere: I. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, com sede na Comarca da Capital e Jurisdição em todo o território estadual, compõe-se de trinta e nove desembargadores. II. O Juiz mais antigo somente poderá ser recusado pelo voto nominal, aberto e fundamentado de dois terços dos integrantes do Tribunal de Justiça, con- forme procedimento próprio, e assegurada ampla defesa. III. Um terço dos lugares do Tribunal de Justiça será composto, alternadamente, de membros do Minis- tério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos ór- gãos de representação das respectivas classes. De acordo com Lei de Organização Judiciária do Es- tado de Pernambuco (Lei Complementar no 100, de 02/11/2007, e alterações posteriores), está correto o que se afirma APENAS em (A) I e II. (B) I e III. (C) II e III. (D) I. (E) III. Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 TJUPE-Conhecimentos Gerais4 5 14. De acordo com Lei de Organização Judiciária do Es- tado de Pernambuco (Lei Complementar no 100, de 02/11/2007) no que concerne à composição, funciona- mento e atribuições da Corregedoria Geral da Justiça, é correto afirmar: (A) A Corregedoria Geral da Justiça fará inspeções mensais em todas as circunscrições. (B) Os juízes membros da Comissão Estadual Judiciá- ria de Adoção serão livremente indicados pelo Cor- regedor Geral da Justiça, independentemente da en- trância a que pertençam. (C) O Corregedor Geral da Justiça não poderá requi- sitar, de qualquer repartição pública ou autoridades, informações e garantias necessárias ao desem- penho de suas atribuições, devendo solicitá-las ao Presidente do Tribunal. (D) O Corregedor Geral de Justiça poderá requisitar qualquer processo aos juizes de primeiro grau de jurisdição, tomando ou expedindo nos próprios autos, ou em provimento, as providências ou instru- ções que entender necessárias ao andamento do processo. (E) A Corregedoria Geral da Justiça cientificará da cor- reição, com antecedência de cinco dias, a Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público Es- tadual, nas pessoas dos seus representantes legais. _________________________________________________________ Raciocínio Lógico 15. A sequência de figuras denominada A é formada por três figuras que se repetem ilimitadamente, sempre na mesma ordem. A sequência de figuras denominada B é formada por quatro figuras que se repetem ilimitadamente, sempre na mesma ordem. ; ; ; ; ; ; ; ; ; Considerando as 15 primeiras figuras de cada sequência pode-se observar que o número de vezes em que as duas sequências apresentam figuras simultaneamente iguais é (A) 1. (B) 2. (C) 3. (D) 4. (E) 5. _________________________________________________________ 16. Em uma enquete dez pessoas apreciam simultaneamente as praias J, M e N. Doze outras pessoas apreciam apenas a praia N. O número de pessoas que apreciam apenas a praia M é 4 unidades a mais que as pessoas que apreciam apenas e simultaneamente as praias J e N. E uma pessoa a mais que o dobro daquelas que apreciam apenas a praia M são as que apreciam apenas e simultaneamente as praias J e M. Nenhuma outra prefe- rência foi manifestada nessa enquete realizada com 51 pessoas. A sequência de praias em ordem decrescente de votação nessa enquete é (A) J; N; M. (B) J; M; N. (C) M; J; N. (D) M; N; J. (E) N; M; J. 17. A figura mostra uma composição de cinco quadrados, todos com medida dos lados iguais a 4 cm. Imagine que o quadrado C se desloque, sobre o lado comum entre C e A, a distância de 1 cm aproximando-se do quadrado D. Imagine também que o quadrado D se desloque, sobre o lado comum entre D e A, à distância de 2 cm aproximan- do-se de E. Ainda imagine que o quadrado E se desloque, sobre o lado comum entre E e A, à distância de 3 cm aproximando-se de B. E A C B D O contorno da figura resultante dessas alterações imagi- nadas simultaneamente é um polígono com o número de lados igual a (A) 14. (B) 16. (C) 20. (D) 24. (E) 25. _________________________________________________________ 18. Na sequência 1, 5, 8, 2, 6, 9, 3, 7, 10, 4, ... a lei de formação é uma adição, outra adição, uma subtração e repete a primeira adição, a segunda adição e a subtração, sempre da mesma maneira. Utilize exatamente a mesma lei de formação para criar uma sequência de números naturais a partir do número 7, e outra a partir do número 15. A diferença entre o décimo termo da segunda sequência criada e o décimo termo da primeira sequência criada é (A) 8. (B) 11. (C) 14. (D) 15. (E) 19. _________________________________________________________ Noções de Informática 19. Considere a planilha MS-Excel (2003): A B 1 pri 2 2 seg 200 3 ter 450 4 qua 3 5 qui 32 6 sex 98 7 set 78 8 oit 47 9 non 8 O número 8 constante da célula B9 foi obtido pela função (A) =SOMA(B1:B8). (B) =CONT.NÚM(B1:B8). (C) =MÁXIMO(B1:B8). (D) =MÍNIMO(B1:B8). (E) =MÉDIA(B1:B8). Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 6 TJUPE-Conhecimentos Gerais4 20. No MS-Word 2003, (I) Comparar e mesclar documentos e (II) Colunas são opções que podem ser acessadas, respectivamente, nos menus (A) Exibir e Formatar. (B) Formatar e Inserir. (C) Editar e Ferramentas. (D) Ferramentas e Formatar. (E) Ferramentas e Exibir. _________________________________________________________ 21. Utilidades tais como calendário, temperatura, relógio e medidor de cpu, entre outras, podem ficar fixamente presentes na área de trabalho do MS-Windows 7. Trata-se de (A) painel de controle de serviços. (B) serviços administrativos. (C) gadgets. (D) budgets. (E) ícones da área de notificação. _________________________________________________________ 22. Sobre vírus de computador é correto afirmar: (A) Se um vírus for detectado em um arquivo de pro- grama e não puder ser removido, a única solução é formatar o disco onde o vírus se encontra para que ele não se replique. (B) Se a detecção do vírus tiver sucesso, mas a identi- ficação ou a remoção não for possível, então a alter- nativa será descartar o programa infectado e recar- regar uma versão de backup limpa. (C) Um antivírus instalado garante que não haverá ne- nhuma contaminação por vírus, pois os programas antivírus detectam e removem todos os tipos de ví- rus originados de todas as fontes de acesso ao computador. (D) Um vírus é um programa independente que pode se replicar e enviar cópias de um computador para outro atravésde conexões de rede. Na chegada, o vírus pode ser ativado para replicar-se e propagar-se novamente. (E) Um worm (verme) é um software que pode infectar outros programas, modificando-os; a modificação inclui uma cópia do programa do worm, que pode então prosseguir para infectar outros programas. Noções de Direito Constitucional 23. Peixoto, membro do Ministério Público Estadual, está pas- sando por enorme dificuldade financeira, e precisa auferir maior rendimento para custear as suas despesas básicas, pois o seu subsídio não está sendo suficiente. Nesse caso, para complementar sua renda, Peixoto poderá (A) participar de sociedade comercial, na forma da lei. (B) receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas processuais nas causas que funcionar. (C) exercer a advocacia, desde que não advogue contra o Estado. (D) exercer uma função de magistério. (E) exercer atividade político-partidária em qualquer si- tuação. _________________________________________________________ 24. Lúcio, Amélia e Tito, respectivamente, pai, mãe e filho, são lavradores na pequena Cidade de Amambaí, Estado do Mato Grosso do Sul, e sozinhos, sem a ajuda de fun- cionários, cultivam soja na sua pequena propriedade rural, assim definida em lei. Lúcio investiu todas as suas econo- mias pessoais na compra de uma máquina específica para ajudar a sua família na colheita da soja, acreditando que seria farta e que a máquina lhes traria um excelente resul- tado econômico. Porém, ocorreu uma geada que estragou toda a plantação, deixando Lúcio sem condições de saldar seus débitos vencidos decorrentes da atividade produtiva, sendo processado judicialmente. Nesse caso, a referida pequena propriedade rural (A) será penhorada, porém o Juiz limitará a penhora à parte de propriedade de Lúcio, pois Amélia e Tito não compraram a máquina. (B) é penhorável sempre porque deve garantir o paga- mento integral das dividas decorrentes da atividade produtiva, independentemente da existência de ou- tros bens. (C) será penhorada desde que não existam outros bens penhoráveis. (D) será penhorada, mas, segundo a Constituição Fede- ral, o Juiz dará a prévia oportunidade a Lucio de pagar as dívidas em trinta e seis meses sem juros. (E) é impenhorável, face a vedação constitucional. _________________________________________________________ 25. Aos servidores titulares de cargos efetivos dos Estados é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente públi- co, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, sendo correto afirmar que o tempo de contri- buição estadual e o tempo de serviço correspondente se- rão contados, respectivamente, para efeitos de (A) nomeação a cargo de comissão e promoção. (B) aposentadoria e de disponibilidade. (C) promoção e de aumento de vencimentos. (D) afastamento e de designação à função de comissão. (E) aumento de vencimentos e de nomeação a cargo de comissão. Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 TJUPE-Conhecimentos Gerais4 7 26. A causa decidida, em última instância, pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, quando a decisão recorrida contrariar lei federal, será julgada pelo (A) Supremo Tribunal Federal em recurso extraordinário. (B) Superior Tribunal de Justiça em recurso ordinário. (C) Superior Tribunal de Justiça em recurso especial. (D) Supremo Tribunal Federal em recurso ordinário. (E) Tribunal Regional Federal competente. _________________________________________________________ Noções de Direito Administrativo 27. Analise sob o tema dos princípios da Administração Pública: I. Ato administrativo negocial pelo qual o Poder Públi- co acerta com o particular a realização de determi- nado empreendimento ou a abstenção de certa conduta, no interesse recíproco da Administração. II. Atos enunciativos ou declaratórios de uma situação anterior criada por lei. Nesse caso, não cria um direito, mas reconhece a existência de um direito criado por norma legal. Esses atos administrativos são denominados, respectiva- mente, (A) protocolo administrativo e apostilas. (B) apostila e portarias. (C) homologação e ordens de serviço. (D) protocolo administrativo e provimentos. (E) autorização e concessões. _________________________________________________________ 28. No que se refere à responsabilidade da Administração Pública, é certo que (A) a doutrina moderna, distinguindo atos de jus imperii e de jus gestionis, admite responsabilidade objetiva da Administração somente quando o dano resulta de atos de gestão, excluindo-se os atos de império. (B) o ato legislativo típico, a exemplo da lei ordinária, em qualquer situação, que cause prejuízo ao particular, é indenizável objetivamente pela Administração Pública. (C) o ato judicial típico, lesivo, não enseja responsa- bilidade civil por parte da Administração Pública e nem por parte do juiz individualmente, em qualquer hipótese. (D) o dano causado por agentes da Administração Públi- ca por atos de terceiros ou por fenômenos da natu- reza, também são indenizáveis objetivamente pela Administração. (E) os atos administrativos praticados por órgãos do Po- der Legislativo e Judiciário, equiparam-se aos demais atos da Administração e, se lesivos, empenham a responsabilidade objetiva da Fazenda Pública. 29. Considere sob o foco do poder hierárquico: I. Chamar a si funções originariamente atribuídas a um subordinado significa avocar, e só deve ser adotada pelo superior hierárquico e por motivo relevante. II. A revisão hierárquica é possível, desde que o ato já tenha se tornado definitivo para a Administração ou criado direito subjetivo para o particular. III. As delegações quando possíveis, não podem ser recusadas pelo inferior, como também não podem ser subdelegadas sem expressa autorização do delegante. IV. A subordinação e a vinculação política significam o mesmo fenômeno e não admitem todos os meios de controle do superior sobre o inferior hierárquico. Está correto o que se afirma APENAS em (A) II, III e IV. (B) II e IV. (C) I, II e III. (D) I e III. (E) I, III e IV. _________________________________________________________ 30. Em matéria de atributos do ato administrativo é certo que (A) a imperatividade está presente em todos os atos administrativos, salvo os normativos, e dependem da sua declaração de validade ou invalidade. (B) a presunção de veracidade e legitimidade não trans- fere, como consequência, o ônus da prova de invali- dade do ato administrativo para quem a invoca. (C) a presunção de legitimidade autoriza a imediata exe- cução ou operatividade dos atos administrativos, mesmo que arguidos de vícios ou defeitos que os levem à invalidade. (D) o reconhecimento da autoexecutoriedade do ato administrativo tornou-se mais abrangente em face da legislação constitucional, entretanto sua execu- ção depende, em regra, de ordem judicial. (E) a exequibilidade e a operatividade não possibilitam que o ato administrativo seja posto imediatamente em execução, porque sempre exigem autorização superior ou algum ato complementar. Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 8 TJUPE-Anal.Jud-Psicólogo-AD CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 31. Segundo a Classificação de Transtornos Mentais e deComportamento da CID-10, nos transtornos psicóticos agudos predominantemente delirantes (F23.3) são co- muns os delírios de perseguição, sendo as alucinações usualmente (A) auditivas. (B) visuais. (C) olfativas. (D) gustativas. (E) táteis. _________________________________________________________ 32. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Men- tais (DSM-IV-TR) indica que a maioria dos indivíduos com esquizofrenia tem insight pobre em relação ao fato de que sofrem de uma doença (A) borderline. (B) neurótica. (C) psicopática. (D) psicótica. (E) social. _________________________________________________________ 33. Segundo o Código de Ética Profissional do Psicólogo, o psicólogo, quando requisitado a depor em juízo, (A) não poderá prestar informações dado que é dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional (Art. 9o). (B) poderá prestar informações, considerando o previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo (Art. 11). (C) não poderá prestar informações, dado que o psicó- logo deve garantir a proteção integral do atendido (Art. 8o parágrafo 2o). (D) poderá prestar somente informações se forem sobre indivíduo(s) maior(es) de 18 anos, com antecedente infracional (Art. 10, parágrafo único). (E) não poderá prestar informações no caso de atendi- mento a crianças e adolescentes, dado que para fazê-lo, dependeria da autorização dos pais do(s) menor(es) por escrito (Art. 13). _________________________________________________________ 34. A Análise Transacional trata da comunicação humana (da pessoa consigo mesma e em relação aos outros) e propõe que, em uma situação de relacionamento com o outro, cada indivíduo exibirá um estado do Eu. No Estado do Eu Adulto, entre outros aspectos, estão (A) os impulsos, as emoções e a criatividade. (B) as ordens, as recriminações e os conselhos. (C) a coleta objetiva de dados, a organização e a avalia- ção dos fatos. (D) a inadaptação à realidade, os sonhos e as tradições. (E) os sentimentos naturais, as fantasias e a capacidade de amar. 35. A terapia cognitiva emprega técnicas cognitivas e compor- tamentais cuja escolha deve ser feita a partir da con- ceitualização cognitiva de cada caso. A técnica utilizada quando uma das distorções predominantes é o pensa- mento dicotômico; em que o terapeuta constrói um gráfico linear de 0 a 100% para a característica avaliada, em termos de tudo ou nada; na qual o terapeuta solicita que o paciente compare seu desempenho com o de outros in- divíduos, posicionando-se no gráfico, corresponde à técni- ca denominada (A) técnica da seta descendente. (B) registros de pensamentos disfuncionais (RPD). (C) identificação de distorções cognitivas. (D) técnica do gráfico em forma de pizza. (E) continuum cognitivo. _________________________________________________________ 36. Na avaliação de aspectos da personalidade de um indiví- duo, levam-se em conta vários fatores, entre eles, a rigidez ou ineficiência do superego, que se refere a (A) capacidade de enfrentar dificuldades e tolerar per- das e separações e de lidar com aumento de ansie- dade. (B) repressão, racionalização, negação, dissociação, projeção e idealização. (C) intransigência, normas rígidas, severidade para con- sigo mesmo e perfeccionismo. (D) agressão, sexualidade, ansiedade, relacionadas ou não à eficácia no controle e na repressão dos impul- sos e dos afetos. (E) dependência, submissão, sadismo/masoquismo, evi- tação e distanciamento. _________________________________________________________ 37. A abordagem junguiana define a disposição introvertida como a que (A) emana de um movimento positivo do interesse subjetivo no sentido do objeto. (B) se orienta de acordo com a percepção e o conhe- cimento que representa a disposição objetiva capaz de admitir a excitação dos sentidos. (C) se dá pelo fluir da libido de dentro para fora, gerando a relação evidente do sujeito com o objeto. (D) observa as condições exteriores, mas elege como decisivas as determinações de caráter subjetivo. (E) implica o movimento do sujeito sempre àquilo que recebe do objeto, sendo que a impressão exterior opera papel primordial. _________________________________________________________ 38. O modelo piagetiano do desenvolvimento humano propõe períodos que são caracterizados pelo aparecimento de novas qualidades do pensamento, interferindo no desen- volvimento global. O período de operações concretas se dá dos (A) 9 aos 14 anos, com o desenvolvimento de um ego- centrismo intelectual e social. (B) 7 aos 11 ou 12 anos com o início da construção lógi- ca, ou seja, a capacidade da criança estabelecer re- lações que permitam a coordenação de pontos de vista diferentes. (C) 6 aos 10 anos, quando deixa de ter dificuldade para realizar as operações no plano das ideias sem necessitar de manipulação ou referências concretas. (D) 10 aos 14 anos, quando é capaz de abstrair e gene- ralizar, criando teorias sobre o mundo, principal- mente sobre aspectos que gostaria de modificar. (E) 4 aos 7 anos, com o aparecimento da linguagem, incrementando a comunicação e a interação com os demais. Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 TJUPE-Anal.Jud-Psicólogo-AD 9 39. Erik H. Erikson procura compreender a adolescência em uma análise completa do ciclo vital, propondo a existência de crises psicossociais de desenvolvimento. A crise psicossocial que corresponde à fase genital esperada por Freud na adolescência denomina-se (A) identidade × confusão de papéis, sendo a posterior intimidade × isolamento. (B) integridade de ego × desesperança, sendo a posterior indústria x inferioridade. (C) confiança básica × desconfiança, sendo a posterior intimidade × isolamento. (D) iniciativa × culpa, sendo a posterior confiança básica × desconfiança. (E) autonomia × vergonha e dúvida, sendo a posterior identidade × confusão de papéis. _________________________________________________________ 40. O Manual de Prevenção das DST/HIV/Aids em Comuni- dades Populares do Ministério da Saúde (Brasília, DF, 2008) aponta que a Aids hoje atinge a todos os grupos so- ciais, independentemente de classe, sexo, raça ou etnia, orientação sexual e faixa etária, o que significa que esta- mos todos vulneráveis. A ideia de vulnerabilidade, segun- do o Manual, surgiu para explicar que a relação entre a saúde e a doença (A) de uma pessoa depende de ela ter tido DST (doença sexualmente transmissível) anterior e se foi bem sucedida no tratamento, sem recorrências. (B) de uma pessoa ou de um grupo está diretamente relacionada à orientação recebida dos professores na escola. (C) de indivíduos depende de como se apresentam “pontos fortes”, que definem a exposição ao HIV. (D) depende de pessoa a pessoa e se ela utilizou do serviço de saúde a partir dos 10 anos, quando entra- se na puberdade. (E) não se dá em função das atitudes das pessoas, mas está diretamente relacionada ao ambiente e suas relações. _________________________________________________________ 41. O pensamento sistêmico e a cibernética como eixos nor- teadores da prática da terapia familiar destacam (A) a ampliação do alcance das novas teorias e a inclu- são do indivíduo no contexto das perturbações loca- lizadas no âmbito da psicopatologia individual. (B) a autonomia de unidades individuais e as manifesta- ções das pessoas em seus mundos internos, para que se possa compreender o contexto a partir das relações introjetadas pelo indivíduo. (C) a importância dos contextose das relações entre as partes e o todo no universo vivo e humano, bus- cando as interdependências entre os membros de um sistema. (D) as ideias que se espalharam pelos territórios ameri- cano e europeu, construindo modelos e formas de intervenção na terapia, no contexto da psicodinâ- mica individual, sendo o paciente visto como respon- sável por sua situação atual. (E) as manifestações humanas, na epistemologia sistê- mica, vistas como parte de um processo individual, no qual o sintoma é compreendido a partir da autobiografia do indivíduo, ao longo de sua história de desenvolvimento pessoal. 42. Na prática terapêutica de posição pós-moderna e constru- cionista social, para compreender dilemas humanos não cabem diagnósticos essencialistas e centrados (A) no sistema familiar. (B) no psiquismo grupal. (C) na estrutura familiar. (D) nas relações interpessoais. (E) no indivíduo. _________________________________________________________ 43. Na visão sistêmica da dependência química, em relação ao surgimento do abuso de drogas, acredita-se que a família tem um papel de (A) vítima. (B) coautoria. (C) algoz. (D) agressora. (E) vitmizadora. _________________________________________________________ 44. O psicólogo depara-se com novas modalidades de família no Brasil atual, entre elas, a família monoparental, termo designado para denominar a unidade familiar composta por (A) criança(s) que responde(m) à autoridade de um só elemento adulto. (B) mãe, pai e filho do mesmo casamento. (C) indivíduos que possuem somente um parente, além de sua unidade de origem. (D) mãe ou pai com seu(s) filho(s). (E) filho único. _________________________________________________________ 45. O psicólogo pode receber determinação judicial para ave- riguar periculosidade, condições de discernimento ou sani- dade mental das partes envolvidas em litígio ou julga- mento. Este trabalho denomina-se (A) perícia. (B) diagnóstico estrutural. (C) justiça restaurativa. (D) investigação transformativa. (E) mediação. _________________________________________________________ 46. Nos casos em que há algum tipo de psicopatologia envol- vida no ato criminoso, a legislação penal determina que o indivíduo seja internado em Hospital específico para trata- mento. Transcorrido um tempo do tratamento, essa desin- ternação só é possível por (A) realização de um novo julgamento. (B) pedido dos familiares. (C) realização de júri popular. (D) liberação da vítima ou de seus familiares. (E) determinação judicial. Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 10 TJUPE-Anal.Jud-Psicólogo-AD 47. Os portadores de transtornos sexuais podem eventual- mente cometer infrações legais, de maior ou menor gravi- dade. A ajuda de especialistas, psicólogos e psiquiatras, por exemplo, auxilia a justiça fundamentalmente a en- tender (A) se os indivíduos já haviam sofrido práticas de tortura à época da adolescência. (B) se os indivíduos portavam arma no momento do crime. (C) se os indivíduos já possuíam outras condenações. (D) o grau de compreensão e de escolha que o contra- ventor tinha sobre a própria conduta no momento de sua prática. (E) as condições vividas na infância e aquelas envolvi- das no cumprimento de pena por delito anterior. _________________________________________________________ 48. A Justiça Restaurativa é uma corrente surgida há cerca de quarenta anos nas áreas de criminologia e vitimologia. Assume-se como um novo paradigma de justiça, caracte- rizado essencialmente pela (A) dificuldade encontrada pela vítima em se reequilibrar psicossocialmente após o sofrimento de qualquer tipo de crime. (B) promoção da efetiva participação dos interessados − vítimas e infratores − na solução de cada caso concreto. (C) obrigatoriedade da submissão do criminoso a técni- cas psicoterapêuticas em conjunto com a vítima. (D) necessidade que a sociedade tem de ver punido criminalmente o criminoso violento. (E) retirada da relação “vítima-criminoso” do protagonis- mo do processo. _________________________________________________________ 49. Embora não se possa determinar com precisão o impacto que a violência vai produzir sobre uma criança, sabe-se que depende de um conjunto de circunstâncias. A maioria dos estudos sobre o tema identifica que alguns desses efeitos dependem (A) da própria natureza da violência; das características da criança; da natureza da relação entre agressor e vítima e da resposta social à violência sofrida. (B) se a criança tem maior ou menor acesso à rede mundial de computadores; se é praticada dentro ou fora do espaço familiar e se o agressor é portador de transtorno de ansiedade. (C) da região onde reside a vítima; do grau de escolari- dade e se o agressor é portador de psicopatia. (D) da própria natureza da violência; das possíveis tentativas de suicídio anteriormente praticadas pela vítima e da resposta social à violência sofrida. (E) se a criança é adotiva; se a família é usuária de drogas e se o agressor é portador de transtorno na esfera cognitiva. _________________________________________________________ 50. No tocante ao adolescente que pratica ato infracional, o ECA − Estatuto da Criança e do Adolescente (A) determina privação da liberdade sem que haja obri- gatoriedade de frequência à instituição escolar. (B) obriga sempre o acolhimento institucional ainda que não haja flagrante. (C) prevê obrigação de reparar o dano ou conforme de- terminação do juiz, compensar o prejuízo da vítima. (D) destitui o poder familiar como forma preventiva. (E) determina sempre o acolhimento em presídio co- mum, ressalvando o prazo máximo de 120 dias determinado em sentença judicial. 51. O Estatuto da Criança e do Adolescente, acrescido pela Lei no 12.010 de 2009, menciona que toda criança que estiver inserida em programa de acolhimento familiar ou institucional terá sua situação reavaliada por equipe interprofissional ou multiprofissional no máximo a cada (A) 120 meses. (B) 2 meses. (C) 6 meses. (D) 4 meses. (E) 3 meses. _________________________________________________________ 52. O papel dos psicólogos no âmbito judiciário como promo- tores da cidadania, da reinserção social e autonomia, abrange (A) que sua profissão não lhe permite interpretar legisla- ções, o que portanto o coloca como assujeitado do sistema, no tocante às proposições de inserção do saber psicológico. (B) as questões de disciplinamento e vigilância sobre a intimidade do sujeito, aspecto difícil de ser atingido pelo Estado. (C) que a colaboração no planejamento de construção de políticas sociais não é tarefa do psicólogo, caben- do ao profissional do Serviço Social esse tipo de engajamento. (D) um posicionamento crítico na mediação entre sujeito e Estado, produzindo experiências consistentes de reestruturação das relações de mediação dos ape- nados com o tecido social. (E) que o trabalho do psicólogo deve se restringir a realizar perícias, não podendo orientar, acompanhar ou dar orientações no âmbito do sistema judiciário da esfera penal. _________________________________________________________ 53. Nos litígios envolvendo a guarda de crianças, deve ser obedecido o princípio do “melhor interesse da criança”, sendo INCORRETO afirmar que a manifestação volitiva da criança (A) tem um papel preponderante mas não dispensa o estudo psicológico de toda a estrutura e dinâmica fa- miliar, já que a opinião da criança em meio ao litígio conjugal podeestar fortemente influenciada por sentimentos e vivências diversas daquele rompi- mento. (B) é insuficiente às vezes, devendo ser analisadas tam- bém a estabilidade, a continuidade e a permanência da relação familiar. (C) deve incluir o esclarecimento e a demonstração dos interesses dos pais em relação à situação da disputa. (D) deve ser estudada em conjunto com a estabilidade do ambiente familiar e a condição emocional que um ou outro genitor possui (nos casos das guardas unilaterais) para se responsabilizar pela criança. (E) é suficiente sempre, devendo os Tribunais dispensa- rem o estudo psicossocial quando a criança faz sua escolha por um ou outro genitor de forma clara. Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 TJUPE-Anal.Jud-Psicólogo-AD 11 54. Caracteriza-se Guarda Compartilhada quando (A) a criança não tem residência fixa, ora permanecendo com a mãe, ora permanecendo com o pai. (B) não há ruptura na habitualidade, pois um dos geni- tores permanece residindo com a criança e o outro tem total flexibilidade para participar da sua vida. (C) há a quebra da parentalidade, pois a criança não vivencia a continuidade dos relacionamentos com os genitores. (D) a criança fica fixa em uma determinada residência e seus genitores se revezam para estar com ela periodicamente. (E) há definição de horários fixos distribuídos entre um e outro genitor por sentença judicial renovável a cada dois anos. _________________________________________________________ 55. A retirada ou manutenção do poder familiar, a definição da guarda e outras medidas judiciais que envolvam crianças e adolescentes, podem ser apoiadas em uma avaliação pericial, conforme prevê o Código de Processo Civil. Dentre os elementos que devem ser observados em um trabalho pericial é fundamental (A) avaliar as competências parentais no tocante à rela- ção com a criança. (B) avaliar as características individuais dos genitores e não do grupo familiar como um todo. (C) excluir a família estendida durante a avaliação. (D) pesquisar outros recursos de avaliação uma vez que não é recomendável o uso de qualquer tipo de teste psicológico em menor de 10 anos. (E) não emitir qualquer documento ou parecer por escri- to para o juiz, envolvendo criança menor de 7 anos, a não ser que a família autorize por escrito. _________________________________________________________ 56. A mediação de conflitos (A) busca fazer com que as pessoas cumpram as nor- mas impostas, já que as relações se baseiam na desigualdade entre os gêneros, entre pais e filhos e outras. (B) é uma técnica extrajudicial para resolver conflitos, excluindo, no entanto, as situações que envolvam família e filhos. (C) apoia-se nos paradigmas das ciências contempo- râneas e, ao invés de trabalhar com verdades abso- lutas, tem o objetivo de aceitar a complexidade dos fenômenos interpessoais. (D) valoriza aquele que é mais forte e com condições de melhor se impor na lógica adversarial, tendo como objetivo sempre eliminar a presença do Judiciário, já que a homologação dos acordos mediados é dispensável. (E) não pode ser usada pelo Poder Judiciário pois não garante o sigilo entre os mediados e nem o ma- nuseio dos conflitos de forma a contribuir para a superação das diferenças. _________________________________________________________ 57. O nome dado ao processo em que um terceiro busca levar as partes a um entendimento com vistas a um acordo e tem como objetivo central por fim ao conflito manifesto é (A) psicoterapia de base analítica. (B) avaliação psicológica com fins periciais. (C) perícia. (D) conciliação. (E) terapia adversarial. 58. A Resolução do Conselho Federal de Psicologia de núme- ro 007/2003 instituiu o Manual de documentos escritos produzidos por psicólogos. O relatório psicológico é (A) um documento produzido pelo psicólogo no enqua- dre pericial judiciário e que deve obedecer os parâ- metros científicos na elucidação dos termos técni- cos. (B) uma peça de natureza e valor científicos, devendo conter a narrativa detalhada e didática, com clareza, precisão e harmonia, tornando-se acessível e com- preensível ao destinatário. (C) um documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada situação ou estado psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições psicopatológicas de quem, por requerimento, o so- licita. (D) similar ao atestado emitido por psicólogo, já que deve estar acompanhado das explicações e/ou con- ceituação retiradas dos fundamentos teórico-filosófi- cos que o sustentam. (E) um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo. _________________________________________________________ 59. O grande estudioso do abuso sexual infantil, Tilman Furniss, explica o estereótipo da “criança sedutora” (que seduz o pai e aprecia o abuso), da seguinte maneira: (A) A criança deve ser sempre responsabilizada pela situação juntamente com seus genitores, pois o abuso é uma via de mão dupla e isso é uma pré- condição para qualquer trabalho terapêutico. (B) É muito comum na atualidade encontrarmos a crian- ça que busca o abuso e tem prazer nele, cabendo ao adulto interromper a situação comunicando a autoridade judiciária obrigatoriamente. (C) Não cabe ao genitor traçar as fronteiras adequadas para a exacerbação da sexualidade de sua criança, devendo a família procurar ajuda psiquiátrica para conter de forma medicamentosa o comportamento transgressor. (D) A invasão das mídias eletrônicas tornam a barreira da sexualidade dentro do espaço privado mais tênue, cabendo ao pai entender e participar das pro- postas sexualizadas da criança, para que em mo- mento posterior, com a chegada da adolescência, isso possa ser interrompido, explicado e entendido. (E) Tal situação tem pouco a ver com a realidade do abuso sexual da criança, pois ainda que haja um comportamento sexualizado da criança, ela nunca poderia ser responsabilizada pela situação. _________________________________________________________ 60. Quando o juiz determina perícia psicológica em uma ação de interdição, ele necessita conhecer (A) a capacidade do indivíduo em reger sua própria pessoa e administrar seus bens. (B) a condição do indivíduo no tocante ao exercício de sua parentalidade. (C) somente a capacidade do indivíduo em se manter sóbrio diante da oferta e disponibilidade do álcool e de outras drogas na nossa sociedade. (D) se há condições emocionais familiares para colabo- rar na manutenção de seu parente na internação em estabelecimento de Medida de Segurança. (E) a condição de cessação de periculosidade do indiví- duo, visando possível progressão no regime de cum- primento da pena. Caderno de Prova ’AD’, Tipo 001 C. Básicos/C. Específicos Cargo ou opção AD - ANALISTA JUD - APJ - PSICÓLOGO Tipo gabarito 1 001 - E 002 - C 003 - D 004 - A 005 - B 006 - E 007 - B 008 - A 009 - C 010 - D 011 - A 012 - E 013 - A 014 - D 015 - C 016 - D 017 - B 018 - A 019 - B 020 - D 021 - C 022 - B 023 - D 024 - E 025 - B 026 - C 027 - A 028 - E 029 - D 030 - C 031 - A 032 - D 033 - B 034 - C 035 - E 036 - C 037 - D 038 - B 039 - A 040 - E 041 - C 042 - E 043 - B 044 - D 045 - A 046 - E 047 - D 048 - B 049 - A 050 - C 051 - C 052 - D 053 - E 054 - B 055 - A 056 - C 057 - D 058 - B 059 - E 060 - A N do CadernooN de Inscriçãoo ASSINATURA DO CANDIDATO N do Documentoo Nome do Candidato Concurso Público para provimentode cargos de Março/2012 TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Analista Judiciário Especialidade Psicólogo INSTRUÇÕES VOCÊDEVE ATENÇÃO - Verifique se este caderno: - corresponde a sua opção de cargo. - contém 70 questões, numeradas de 1 a 70. - contém a proposta e o espaço para o rascunho da Prova Discursiva - Estudo de Caso. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo. - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu. - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo: - Ler o que se pede na Prova Discursiva - Estudo de Caso e utilizar, se necessário, o espaço para rascunho. - Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta. - Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. - Responda a todas as questões. - Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora. - Você deverá transcrever o Estudo de Caso, a tinta, na folha apropriada. Os rascunhos não serão considerados em nenhuma hipótese. - A duração da prova é de 4 horas e 30 minutos, para responder a todas as questões, preencher a Folha de Respostas e fazer a Prova Discursiva - Estudo de Caso (rascunho e transcrição). - Ao término da prova devolva este caderno de prova ao aplicador, juntamente com sua Folha de Respostas e a folha de transcrição da Prova Discursiva - Estudo de Caso. - Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados. A C D E Objetiva de Conhecimentos Teóricos Discursiva - Estudo de Caso P R O V A Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 MODELO 0000000000000000 MODELO1 00001−0001−0001 2 TJURJ-Grupo I-Conhecimentos Teóricos1 GRUPO I CONHECIMENTOS TEÓRICOS Português Atenção: As questões de números 1 a 4 referem-se ao texto abaixo. Creio que, pelo gosto de Gastão Cruls, a modernização do Rio se teria feito, desde os dias do Engenheiro Passos, com muito menor sacrifício do caráter e das tradições da cidade à mística do Progresso com P maiúsculo. Mas nunca se esquece ele de que, sob as descaracterizações e inovações brutais e tantas vezes desnecessárias por que vem passando a mais bela das cidades do Brasil, continua a haver um Rio de Janeiro do tempo dos Franceses, dos Vice-reis, de Dom João VI, dos Jesuítas, dos Beneditinos, dos começos da Santa Casa [...] Por mais que tudo isso venha desaparecendo dos nos- sos olhos e se dissolvendo em passado, em antiguidade, em raridade de museu, continua a ser parte do espírito do Rio de Janeiro. Pois as cidades são como as pessoas, em cujo espírito nada do que se passou deixa inteiramente de ser. O Rio desca- racterizado de hoje guarda no seu íntimo para os que, como Gastão Cruls, sabem vê-lo histórica e sentimentalmente, uma riqueza de característicos irredutíveis ou indestrutíveis, que as páginas de Aparência do Rio de Janeiro nos fazem ver ou sentir. E este é o maior encanto do guia da cidade que o autor de A Amazônia que eu vi acaba de escrever: dar-nos, através da aparência do Rio de Janeiro, traços essenciais do passado e do caráter da gente carioca. Comunicar-nos do Rio de Janeiro que Gastão Cruls conhece desde seus dias de menino de morro ilustre – menino nascido à sombra do Observatório – alguma coisa de essencial. Alguma coisa do que a cidade parece ter de eterno e que vem de certa harmonia misteriosa a que tendem o branco, o preto, o roxo e o moreno – principalmente o moreno – da cor da pele dos seus homens e das suas mulheres, com o azul e o verde quente de suas águas e de suas matas. (Rio, setembro, 1948) Obs.: Texto transcrito de acordo com as atuais normas orto- gráficas. (Gilberto Freyre, Trecho do Prefácio. In: Cruls, Gastão. Aparên- cia do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: José Olympio, Coleção documentos brasileiros, 2. ed., v. 1, 1952. p. 15-17) 1. O texto deixa claro, principalmente, que a cidade do Rio de Janeiro (A) acaba por perder suas características mais impor- tantes em benefício de um discutível progresso, que põe em risco sua beleza natural. (B) representa, de maneira visível, as tradições do povo brasileiro e, portanto, é essencial a manutenção das suas características urbanas originais. (C) precisa preservar sua identidade original, pois a na- tureza, que lhe garante o título de a mais bela cidade do Brasil, deve ser tida como intocável. (D) mantém elementos tradicionais, ao lado de uma ne- cessária transformação, ainda que essa transforma- ção possa descaracterizá-la em alguns aspectos. (E) deve voltar-se para a modernidade, assim como as pessoas, em uma evolução natural e necessária pa- ra a adequação aos tempos atuais. _________________________________________________________ 2. Os dois-pontos que aparecem no 2o parágrafo denotam (A) inclusão de segmento especificativo. (B) interrupção intencional do fluxo expositivo. (C) intercalação de ideia isolada no contexto. (D) constatação de fatos pertinentes ao assunto. (E) enumeração de elementos da cidade e do povo. _________________________________________________________ 3. Com as alterações propostas entre parênteses para o seg- mento grifado nas frases abaixo, o verbo que se mantém corretamente no singular é: (A) a modernização do Rio se teria feito (as obras de modernização) (B) Mas nunca se esquece ele de que (esses autores) (C) por que vem passando a mais bela das cidades do Brasil (as mais belas cidades do Brasil) (D) continua a haver um Rio de Janeiro do tempo dos Franceses (tradições no Rio de Janeiro) (E) do que a cidade parece ter de eterno (as belezas da cidade) _________________________________________________________ 4. ... e que vem de certa harmonia misteriosa a que tendem o branco, o preto, o roxo e o moreno ... O segmento grifado preenche corretamente a lacuna da frase: (A) As autoridades contavam ...... se fizessem consultas à população para definir os projetos de melhoria de toda a área. (B) As transformações ...... se refere o historiador desca- racterizaram toda a área destinada, de início, a pes- quisas. (C) A necessidade de inovações foi o argumento ...... se valeram os urbanistas para defender o projeto apre- sentado. (D) A ninguém ocorreu demonstrar ...... não seria pos- sível impedir a derrubada de algumas antigas cons- truções. (E) Seriam necessários novos e diferentes projetos ur- banísticos, ...... permanecessem intocadas as cons- truções originais. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 TJURJ-Grupo I-Conhecimentos Teóricos1 3 Atenção: As questões de números 5 a 10 referem-se ao texto abaixo. Cafezinho Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à con- clusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café. Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pou- co de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase: – Ele foi to- mar café. A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um “cafezinho”.Para quem espera nervosamente, esse “cafezinho” é qualquer coisa infinita e torturante. Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer: – Bem, cavalheiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho. Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago: – Ele saiu para tomar um café e disse que volta já. Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e per- guntar: – Ele está? – alguém dará o nosso recado sem ende- reço. Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo: – Ele disse que ia tomar um cafezinho... Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão: – Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí... Ah! Fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensa- mento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar. Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Va- mos, vamos tomar um cafezinho. Rio, 1939. (Rubem Braga. O Conde e o passarinho & Morro do isola- mento. Rio de Janeiro: Record, 2002. p.156-7) 5. Com relação ao episódio com que inicia a crônica, o autor se mostra (A) crítico intransigente tanto do comportamento do de- legado, por ter deixado o repórter esperando por tan- to tempo, como da atitude deste último, que não sou- be considerar a situação com ironia e bom humor. (B) propenso a julgar a reação do repórter de modo mui- to mais severo do que a conduta do delegado, su- gerindo ter havido grande exagero na afirmação de que este passara o dia inteiro tomando café. (C) solidário com o repórter na raiva que este experi- mentou ao esperar inutilmente pelo delegado e, ain- da que de modo bem humorado, inteiramente aves- so aos desvios de conduta de uma autoridade. (D) indiferente à irritação do repórter e condescendente em relação à ausência do delegado, acreditando que as complicações da vida justificam inteiramente a necessidade de se recorrer à desculpa do café. (E) compreensivo em relação à cólera do repórter, mas disposto a tomar o pretexto do café de que se vale o delegado para considerar, de modo bastante irônico, as razões de seu uso generalizado. 6. Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo: – Ele disse que ia tomar um cafezinho... Do teor da crônica e da enumeração presente no segmen- to acima, pode-se depreender corretamente: (A) O reconhecimento de que a vida é triste não acaba com o desejo de perpetuá-la. (B) A misantropia pode levar a uma tristeza que só ter- mina com a morte. (C) As desculpas dadas de modo muito frequente aca- bam perdendo todo o sentido. (D) A introversão exagerada estende a aversão tanto às coisas más quanto às boas. (E) Os que nos procuram não costumam se esforçar de modo efetivo para nos encontrar. _________________________________________________________ 7. Os verbos que exigem o mesmo tipo de complemento estão empregados nos segmentos transcritos em: (A) A vida é triste e complicada. // ... mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. (B) ... alguém dará o nosso recado sem endereço. // A vida é triste e complicada. (C) Tinha razão o rapaz... // Depois de esperar duas ou três horas... (D) Para quem espera nervosamente... // Depois de es- perar duas ou três horas... (E) Tinha razão o rapaz... // ... mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. _________________________________________________________ 8. A frase que admite transposição para a voz PASSIVA é: (A) Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes... (B) O chapéu dele está aí... (C) ... chegou à conclusão de que o funcionário... (D) Leio a reclamação de um repórter irritado... (E) ... precisava falar com um delegado... _________________________________________________________ 9. Devemos até comprar um chapéu especialmente para dei- xá-lo. Assim dirão... Mantendo-se a correção e o sentido original, as frases acima estão reunidas num único período em: (A) Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo e ainda assim dirão... (B) Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo, pois assim dirão... (C) Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo, conquanto assim dirão... (D) Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo: porquanto assim dirão... (E) Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo, por que assim dirão... Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 4 TJURJ-Grupo I-Conhecimentos Teóricos1 10. ... e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café. Do mesmo modo que se justifica o sinal indicativo de cra- se em destaque na frase acima, está correto o seu em- prego em: (A) e chegou à uma conclusão totalmente inesperada. (B) e chegou então à tirar conclusões precipitadas. (C) e chegou à tempo de ouvir as conclusões finais. (D) e chegou finalmente à inevitável conclusão. (E) e chegou à conclusões as mais disparatadas. _________________________________________________________ Atenção: As questões de números 11 a 16 referem-se ao tex- to abaixo. Esquerda e direita O DNA é de esquerda ou de direita? Ele fornece ar- gumentos para todos. Prova que todos nascem com o mesmo sistema de códigos genéticos, e portanto são iguais – ponto para a esquerda –, mas que cada indivíduo tem uma senha diferente, ponto para a direita. Na velha questão biologia × cul- tura, o DNA dá razão a quem diz que características adquiridas não são hereditárias, nenhuma experiência cultural afeta os genes transmitidos e a humanidade não ficará mais virtuosa – muito menos socialista – com o tempo. Mas a própria desco- berta do DNA e todas as projeções do que se tornou possível com a manipulação do material genético mostram como o ser humano pode, sim, interferir na sua própria evolução, e como existe nele uma determinação inata para o autoaperfeiçoa- mento. Parafraseando Marx: os cientistas sempre se preocupa- ram em compreender o ser humano, agora devem tratar de mu- dá-lo. A indefinição dos nossos genes é apenas mais um numa longa lista de paradoxos que nos dividem. É “de esquerda” ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto direitistas defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e ao mesmo tempo o direito do Estado de tirá-la, embora não gostem que o Estado interfira em outras áreas. A direita valoriza o indi- víduo acima da sociedade, que seria uma abstração, mas aceita a desigualdade social, ou o sacrifício de muitos indivíduos pelo sucesso de poucos, como natural. A esquerda muitas vezes atribui a um líder superpersonalizado a incongruente realização de um humanismo igualitário. Feliz é a mosca, que tem mais ou menos a nossa estru- tura genética, mas absolutamente nenhum interesse nas suas implicações. (Adaptado de Luís Fernando Veríssimo. O mundo é bárbaro) 11. O autor admite que, com a descoberta e com a possibi- lidade de manipulação do sistema de códigos genéticos (DNA), (A) não haverá mais como estabelecer qualquer distin- ção entre o que sempre foi “de direita” e o que sem- pre se definiu como “de esquerda”. (B) acabarão de vez os desequilíbrios sociais, pois será possível superar as desigualdades com base em se- guros critérios de justiça, que são hereditários. (C) oshomens poderão favorecer determinados aspec- tos de sua evolução, atendendo assim a uma incli- nação da espécie para seu próprio aprimoramento. (D) tanto a esquerda como a direita deixarão de encon- trar argumentos para suas posições, de vez que é a ação do código genético que determina uma opção política. (E) ficará ainda mais acirrada a oposição entre a es- querda e a direita, pois uma e outra reivindicarão para si o direito de gerenciar os dividendos de uma ciência tão lucrativa. _________________________________________________________ 12. Atente para as seguintes afirmações: I. Um dos vários paradoxos enunciados no texto é o de que a esquerda, que valoriza a vida, acaba de- fendendo posição similar à da direita, nos casos do aborto e da pena de morte. II. Ao contrário da direita, a esquerda encoraja as ini- ciativas do Estado, quando estas promovem a valo- rização do indivíduo sem abonar, no entanto, qual- quer forma de personalismo. III. A paráfrase de uma afirmação de Marx deixa ver que este alimentava a convicção de que os homens são capazes de se transformarem a si mesmos, em sua trajetória. Em relação ao texto, está correto o que se afirma em (A) III, apenas. (B) I e II, apenas. (C) II e III, apenas. (D) I e III, apenas. (E) I, II e III. _________________________________________________________ 13. Considerando-se o contexto, deve-se entender que o segmento (A) Ele fornece argumentos para todos refere-se à alter- nância de poder entre a esquerda e a direita, ao longo da história. (B) ponto para a esquerda revela a indicação de um fato que favorece, a princípio, uma posição ideológica dos socialistas. (C) Na velha questão biologia × cultura alude à clássica disputa entre as ciências humanas e as ciências exatas. (D) A indefinição dos nossos genes diz respeito ao estado ainda incipiente e vacilante das pesquisas no campo da genética. (E) A direita valoriza o indivíduo acima da sociedade, que seria uma abstração acentua a supremacia de uma típica tese coletivista. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 TJURJ-Grupo I-Conhecimentos Teóricos1 5 14. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se nu- ma forma do singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: (A) Não ...... (corresponder) aos surpreendentes des- dobramentos da descoberta do DNA análoga evolu- ção no plano das questões éticas. (B) Mesmo a um pesquisador de ponta não ...... (haver) de convir as disputas éticas, pois ele ainda enga- tinha nessa nova descoberta. (C) De todas as projeções que se ...... (fazer) a partir da manipulação do DNA, a mais assustadora é a programação de tipos pessoais. (D) A um direitista não ...... (deixar) de assustar, quando isso não lhe convém, iniciativas econômicas que o Estado reivindica para si. (E) Não ...... (parecer) uma incongruência, para os es- querdistas, os excessos personalistas do líder de um movimento socialista. _________________________________________________________ 15. Está clara e correta a redação deste livre comentário so- bre o texto: (A) Habitualmente humorista, nem por isso Luís Fernan- do Veríssimo se exime ao tecer críticas sérias, pos- tulando assim um equilíbrio entre o riso e a conten- ção jocosa. (B) O homem ainda está longe de ratificar o alcance da descoberta do DNA, onde as projeções mais ousa- das fazem lembrar a ficção científica, ou mesmo muito além dela. (C) Interessou ao autor debater, uma vez mais, a eterna cisânia entre esquerda e direita, a estar sendo ali- mentada pela evolução das descobertas do DNA e pelas projeções de onde derivam. (D) Ao se reportar às posições de direita e de esquerda, o autor identificou contradições em ambas, deixando claro que a nenhuma cabe reivindicar o mérito da coerência absoluta. (E) As moscas, quem diria, ostentam nossa mesma es- trutura genética, afirma o autor, mas nem sequer se comprazem ou o lamentam, pois não implicam nada que não lhes diga respeito. _________________________________________________________ 16. Está adequada a correlação entre tempos e modos ver- bais em: (A) Os cientistas devem, a partir de agora, tratar de mu- dar o ser humano, mesmo que até hoje não reve- lariam mais do que um pálido esforço ao buscar compreendê-lo. (B) O que for de esquerda ou de direita teria sido agora relativizado pelas descobertas do DNA, cujas proje- ções têm esvaziado essa clássica divisão. (C) Se os cientistas vierem a se preocupar com as ques- tões ideológicas de que as futuras descobertas se revestissem, terão corrido o risco de partidarizar a ciência. (D) Felizes são as moscas, que nem precisavam saber nada de política ou de DNA para irem levando sua vida em conformidade com o que a natureza lhes determinasse como destino. (E) A esquerda já chegou a glorificar a ação de líderes personalistas, cujo autoritarismo obviamente excedia os limites de uma sociedade que se queria justa e igualitária. Atenção: As questões de números 17 a 22 referem-se ao tex- to abaixo. Joaquim Manuel de Macedo ficou famoso por causa de A Moreninha (1844), romance que virou sinônimo do gênero romântico no Brasil e já fez muitas moçoilas e rapazes barbados chorarem. Dr. Macedinho, como era popularmente conhecido, editaria a obra às próprias custas e não se arrependeria: o livro converteu-se em nosso primeiro best-seller. A despeito do su- cesso, o ganha-pão do escritor seria obtido a partir da atividade como jornalista, articulista e cronista. Médico de formação, Macedo enveredaria pela literatura de maneira ampla. Num momento em que parecia natural cruzar a ponte entre jorna- lismo e literatura, Macedinho sagrou-se personagem descolado no Rio de Janeiro de Pedro II. E começou cedo: com apenas 24 anos, além de se dedi- car ao romance, passou às páginas de jornal. Porém, se sua obra ficcional é conhecida, a produção jornalística é pouco di- vulgada. A desproporção é gritante, uma vez que o escritor pu- blicou durante quatro décadas em vários órgãos cariocas. Ape- nas no sisudo Jornal do Comércio, reduto conservador dos mais estáveis, Macedo foi presença cativa durante 25 anos, sem interrupção. Suas colunas ocupavam o espaço prestigioso do rodapé da primeira página de domingo, dia em que a circulação duplicava. Macedo era mesmo um agitador. Ajudou a criar uma tra- dição para nossas artes, letras e história. Nosso escritor usaria de suas boas relações e da sua literatura ágil para fortalecer seu grupo, empenhado na construção cultural do país. (Lilia Moritz Schwarcz. O Estado de S. Paulo, sabático, S6, 26 de março de 2011, com adaptações) 17. Destaca-se no texto (A) a existência de um vasto público voltado para a lei- tura de obras de caráter romântico, ainda no século XIX. (B) o papel desempenhado por romancistas na difusão do hábito de leitura entre rapazes e moças durante o século XIX. (C) a participação de Macedo como importante colunista no Rio de Janeiro, centro difusor de cultura durante o Império. (D) a influência de uma imprensa politizada na vida do Rio de Janeiro, responsável pela divulgação de ro- mances no século XIX. (E) a agitação cultural do Rio em pleno século XIX, que obrigou Macedo a optar pela atividade jornalística. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 6 TJURJ-Grupo I-Conhecimentos Teóricos1 18. De acordo com o texto, é correto afirmar que (A) o romancista, por ser médico, ainda que conceitua- do, precisou editar obras de seu próprio bolso, dian- te de um público leitor pouco receptivo. (B) a sociedadedo Rio de Janeiro do Império apreciava romances românticos, em oposição ao realismo vei- culado nos noticiários, embora os jornalistas fossem bastante admirados. (C) o vasto círculo de relações sociais de Macedo fez com que ele se transformasse em figura reconhecida nos meios literários pelo valor de suas crônicas. (D) o valor literário da enorme produção jornalística de Macedo é superior ao de suas obras de ficção, ape- sar do estrondoso sucesso de A Moreninha. (E) a pouca divulgação da produção jornalística de Ma- cedo é injustificável diante do reconhecimento do pú- blico e de sua permanência na imprensa da época. _________________________________________________________ 19. O assunto central aponta para o papel de Macedo como (A) autor do primeiro best-seller da literatura brasileira. (B) escritor atuante, tanto nos meios literários como na atividade jornalística. (C) médico popularmente reconhecido no Rio de Janeiro da época. (D) militante político responsável por diferentes causas sociais. (E) defensor de uma visão romântica da vida cotidiana brasileira. _________________________________________________________ 20. ... editaria a obra às próprias custas e não se arrepen- deria: o livro converteu-se em nosso primeiro best-seller. Os dois-pontos introduzem segmento (A) que denota o tempo decorrido entre a publicação da obra e a aceitação do público. (B) conclusivo, com ressalva ao que foi expresso ante- riormente. (C) concessivo, pela oposição de sentido marcado na negação do verbo anterior. (D) que, embora redundante, tem o objetivo de realçar a importância da informação. (E) explicativo, em que se percebe noção de causa. _________________________________________________________ 21. A despeito do sucesso, o ganha-pão do escritor seria obti- do... O elemento grifado acima pode ser corretamente substi- tuído, sem alteração do sentido original, por (A) Em razão do (B) Conquanto o (C) Em que pese o (D) Em vista do (E) A partir do 22. ... dia em que a circulação duplicava. O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está em: (A) ... e já fez muitas moçoilas e rapazes barbados cho- rarem. (B) ... editaria a obra às próprias custas ... (C) ... a produção jornalística é pouco divulgada. (D) Macedo era mesmo um agitador. (E) Nosso escritor usaria de suas boas relações ... _________________________________________________________ Atenção: As questões de números 23 a 26 referem-se ao tex- to abaixo. O caso Montaigne na tradição literária da amizade não é propriamente uma exceção. Como os povos felizes, que – já se disse – não têm história: os sentimentos vitais, contentes e con- tinentes, poucas vezes, enquanto vigem, dublam-se em reflexão e discurso. Por isso, certamente, a clave da perda marca tanto essa literatura e a tinge tão estranhamente de melancolia. (É que talvez os relevos dos grandes sentimentos humanos só se deixem mesmo apalpar pelo avesso: a falta permite, mais facil- mente, sondar a profundidade do pleno, a dor, do contenta- mento.) Com efeito, ao pensarmos nos grandes textos sobre a amizade, vêm-nos de imediato à lembrança a bela dissertação do Lélio de Cícero, brotada do interior de seu luto pela morte de Cipião, o sensível capítulo das Confissões de Santo Agostinho dedicado à memória do amigo, ou mesmo o Fédon de Platão e seu relato pungente da morte de Sócrates. Montaigne tem pois predecessores ilustres, e, explicitamente, incorpora o seu texto nessa linhagem. E, no entanto, ao ler seu ensaio (livro I, 28), sentimos que dissoa bastante do andamento mais moderado dessas com- posições da tradição. Sua dissertação, sentimos logo, engata alturas mais elevadas, vibra de modo mais intenso. Montaigne radicaliza. Com ele a grandeza daquelas amizades se expande num elemento mais vasto, desafia a moderação, vai ao super- lativo. A estreita proximidade das almas se ultrapassa; chega à fusão e assim toca o sublime. (Fragmento adaptado de Sérgio Cardoso. Paixão da igualdade, paixão da liberdade: a amizade em Montaigne. Os sentidos da paixão. S.Paulo: Cia. das Letras, 1987. p.162-3) 23. Com a comparação feita no início do texto, o autor sugere que (A) a felicidade é uma quimera tanto para o indivíduo quanto para os povos, o que é comprovado pelas memórias individuais e pelos registros históricos. (B) o indivíduo tem em comum com um povo o hábito de não refletir sobre os acontecimentos senão nos momentos de maior felicidade. (C) a história de indivíduos e povos é uma oscilação constante entre momentos de felicidade e momentos de dor. (D) o sentimento de amizade que une os indivíduos não é diferente daquele que unifica um povo, vínculo responsável pela felicidade de todos. (E) os períodos de felicidade, ao contrário dos momen- tos de dor, não costumam ser registrados nem pelos povos, nem pelos indivíduos. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 TJURJ-Grupo I-Conhecimentos Teóricos1 7 24. Dentre as características da dissertação de Montaigne que podem ser apreendidas do texto, é correto mencionar: (A) A tendência ao misticismo, inteiramente ausente dos relatos de seus predecessores, mesmo o de Santo Agostinho. (B) A opção por um relato mais imponente e vigoroso, em lugar do tom comedido que seus predecessores adotam. (C) O predomínio da imaginação, o que permite incluir o relato antes no campo da ficção, ainda que sublime, do que no da memória. (D) Um radicalismo político extremado, que não tem lugar nos relatos politicamente inócuos de seus pre- decessores. (E) A ausência do tema da morte, onipresente nos tex- tos de seus predecessores, o que faz do relato uma verdadeira celebração da vida. _________________________________________________________ 25. O sentido do elemento grifado NÃO está expresso ade- quadamente, entre parênteses e em negrito, ao final da transcrição em: (A) ... ou mesmo o Fédon de Platão e seu relato pun- gente da morte de Sócrates. (sereno) (B) Com ele a grandeza daquelas amizades se expande num elemento mais vasto, desafia a moderação, vai ao superlativo. (ponto mais alto) (C) ... os sentimentos vitais, contentes e continentes, poucas vezes, enquanto vigem, dublam-se em re- flexão e discurso. (vigoram) (D) Com efeito, ao pensarmos nos grandes textos sobre a amizade, vêm-nos de imediato à lembrança a bela dissertação... (memória) (E) Com efeito, ao pensarmos nos grandes textos sobre a amizade, vêm-nos... (De fato) _________________________________________________________ 26. (É que talvez os relevos dos grandes sentimentos huma- nos só se deixem mesmo apalpar pelo avesso: a falta per- mite, mais facilmente, sondar a profundidade do pleno, a dor, do contentamento.) Atente para as afirmações seguintes sobre a pontuação empregada na frase acima, transcrita do 1o parágrafo do texto. I. O uso dos parênteses para isolar a frase justifica-se por se tratar de uma digressão que, embora rela- cionada à reflexão feita no parágrafo, interrompe momentaneamente o fluxo do pensamento. II. Os dois-pontos introduzem um segmento que cons- titui, de certo modo, uma ressalva ao que se afirma no segmento imediatamente anterior. III. As vírgulas que isolam o segmento mais facilmente poderiam ser retiradas sem prejuízo para a cor- reção e a lógica. Está correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) I e II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. Atenção: As questões denúmeros 27 a 30 referem-se ao tex- to abaixo. Entre a palavra e o ouvido Nossos ouvidos nos traem, muitas vezes, sobretudo quan- do decifram (ou acham que decifram) palavras ou expressões pela pura sonoridade. Menino pequeno, gostava de ouvir uma canção dedicada a uma mulher misteriosa, dona Ondirá. Um dia pedi que alguém a cantasse, disse não saber, dei a deixa: “Tão longe, de mim distante, Ondirá, Ondirá, teu pensamento?” Ga- nhei uma gargalhada em resposta. Um dileto amigo achava esquisito o grande Nat King Cole cantar seu amor por uma mis- teriosa espanhola, uma tal de dona Quiçás... O ator Ney La- torraca afirma já ter sido tratado por seu Neila. Neila Torraca, é claro. Agora me diga, leitor amigo: você nunca foi apresentado a um velhinho chamado Fulano Detal? (Armando Fuad. Inédito) 27. Com base nos casos narrados no texto, é correto afirmar que, por vezes, entre a palavra e o ouvido, (A) ocorre um tipo de interferência no modo de recepção que distorce inteiramente o sentido original da men- sagem. (B) uma falha do aparelho auditivo deforma o som captado, levando o receptor a entender outra coisa. (C) a mensagem original se perde porque se ouve uma expressão já adulterada pela má pronúncia de ter- ceiros. (D) buscamos reconhecer uma sonoridade apenas por seu efeito acústico, sem lhe emprestar nenhum sen- tido. (E) nossa capacidade criativa faz com que recusemos sons muito usuais, substituindo-os por outros, mais exóticos. _________________________________________________________ 28. Está INADEQUADO o emprego do elemento sublinhado na frase: (A) A traição a que por vezes está sujeita nossa audição pode ter resultados divertidos. (B) Os sons das palavras, a cujos poucas vezes dedica- mos plena atenção, podem ser bastante enganosos. (C) A melodia e o ritmo de uma frase, em cujo embalo podemos nos equivocar, valem pelo efeito poético. (D) E afinal, por onde andará dona Ondirá, senhora mis- teriosa de quem o leitor foi fã cativo, quando menino? (E) E dona Quiçás, a quem Nat King Cole jamais teve a honra de ser apresentado, morará ainda em Madri? _________________________________________________________ 29. É correto afirmar que, ao se valer da expressão (A) sobretudo quando decifram (...) pela pura sono- ridade, o autor se refere exclusivamente ao equí- voco causado pela recepção dos sons. (B) Ganhei uma gargalhada em resposta, o autor não deixa entrever qual teria sido a pergunta. (C) uma tal de dona Quiçás, o autor faz ver que o ouvin- te se confundiu por não conhecer a personagem. (D) Neila Torraca, o autor se vale de um equívoco de audição inteiramente distinto do que ocorreu em Fulano Detal. (E) Menino pequeno, o autor torna implícito a ela um sentido de temporalidade. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 8 TJURJ-Grupo I-Conhecimentos Teóricos1 30. É preciso corrigir, por falhas diversas, a seguinte frase: (A) Quem ouve mal não tem necessariamente mau ouvido; pode ter sido afetado pelo desconhecimento de um contexto determinado. (B) Quem não destorce o que ouviu de modo torto acaba por permanecer longe do caminho reto da compreensão. (C) Pelos sons exóticos das palavras, nos impregnamos da melodia poética a cujo encanto se rendem, imantados, os nossos ouvidos. (D) Há sons indiscrimináveis, como os que se apanha do rádio mau sintonizado ou de uma conversa aliatória, entre terceiros. (E) É possível elaborar-se uma longa lista de palavras e expressões em cuja recepção sonora verificam-se os mais curiosos equívocos. Informática 31. Com a utilização do editor de textos Writer do pacote BR Office é possível utilizar um texto selecionado para a criação automática de uma tabela pela opção Converter do menu Tabelas. Ao selecionar a opção de conversão de texto para tabela é apresentado uma tela para a escolha do separador de colunas. É possível escolher entre 3 separadores pré-definidos para essa operação ou ainda definir um caractere pela opção Outros. Dois dos separadores padrão encontrados nessa tela são: (A) vírgula e barra vertical. (B) ponto e vírgula e vírgula. (C) tabulações e parágrafo. (D) vírgula e tabulações. (E) barra vertical e ponto e vírgula. 32. Pela utilização do editor de apresentações Impress, do pacote BR Office, é possível cronometrar a apresentação sendo exibida. Este recurso é acessível por meio da opção Cronometrar, presente no menu (A) Ferramentas. (B) Apresentação de slides. (C) Visualização de slides. (D) Editar. (E) Formatar. 33. No Internet Explorer 8 é possível efetuar tarefas pré-programadas para o texto selecionado em uma página da Web, como abrir um endereço físico em um site de mapeamento da web ou procurar a definição de uma palavra no dicionário, dentre outras coisas. Quando este recurso está ligado, ao lado do texto selecionado é mostrado um pequeno ícone, que ao ser clicado exibe as opções disponíveis. Este recurso é conhecido como (A) Marcador. (B) Menu de contexto. (C) Tarefas Rápidas. (D) Quick Picks. (E) Acelerador. 34. No Microsoft Outlook 2010 é possível ativar opções que irão requisitar que seja devolvida uma confirmação assim que o e-mail for lido e/ou entregue ao destinatário. Tais opções são facilmente ativadas na tela de criação de um novo e-mail, presentes no menu de Opções, e são chamadas respectivamente: (A) Notificação de Leitura e Notificação de Entrega. (B) Notificação de Status de Leitura e Confirmação de Envio. (C) Solicitar Confirmação de Leitura e Solicitar Confirmação de Entrega. (D) Requisitar Notificação de Leitura e Requisitar Notificação de Envio. (E) Status de Leitura e Status de Envio. 35. Dentre as ações possíveis para se aumentar a segurança em programas de correio eletrônico, é INCORRETO dizer que se inclua desligar (A) o recebimento de mensagens por servidores POP3 e IMAP. (B) as opções que permitem abrir ou executar automaticamente arquivos ou programas anexados às mensagens. (C) as opções de execução de JavaScript e de programas Java. (D) se possível, o modo de visualização de e-mails no formato HTML. (E) as opções de exibir imagens automaticamente. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 TJURJ-Anal.Jud-Psicólogo-PS 9 GRUPO II LEGISLAÇÃO Atenção: As questões de números 36 a 39 referem-se a Consolidação Normativa da Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro. 36. Considere: I. Participar, quando solicitado, das audiências, a fim de esclarecer aspectos técnicos da psicologia. II. Articular recursos públicos e comunitários para encaminhamento de jurisdicionados e serventuários às instituições e programas a cada caso. III. Participar de reuniões inter e intraprofissionais. IV. Apresentar relatórios estatísticos trimestrais ao Serviço de Apoio aos Psicológos. São deveres e atribuições do Psicólogo, dentre outros, os indicados APENAS em (A) II e III. (B) I e II. (C) I, II e III. (D) I, III e IV. (E) III e IV. 37. Visando a regularidade e a celeridade dos serviços cartorários de sua Vara, a juíza Vitória poderá criar rotinas complementares, através de (A) ordem de serviço, independente de aprovação de qualquer órgão do Poder Judiciário. (B) ordem de serviço cuja eficácia se sujeita à aprovação da Corregedoria Geral da Justiça. (C) ordem de serviço cuja eficácia se sujeita à aprovação do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. (D) ato reservado, independente de aprovação de qualquer órgão do Poder Judiciário. (E) ato reservado cuja eficácia se sujeita à aprovaçãoda Corregedoria Geral da Justiça. 38. Jorge, advogado de Luan, teve acesso à sentença do processo de seu cliente dois dias antes da publicação do pronunciamento judicial no órgão oficial, retirando, inclusive, os autos para melhor analisá-los. Neste caso, (A) o prazo processual terá início no primeiro dia útil subsequente ao da data da prolação da sentença. (B) o prazo processual terá início no primeiro dia útil subsequente ao da disponibilização da informação no Diário de Justiça Eletrônico do Estado do Rio de Janeiro. (C) o prazo processual terá início no dia da prolação da sentença. (D) o prazo processual terá início no dia da disponibilização da informação no Diário de Justiça Eletrônico do Estado do Rio de Janeiro. (E) o serventuário certificará tal fato, constando o dia e a hora em que tal haja ocorrido, iniciando-se a contagem do prazo. 39. Madalena, que reside na cidade do Rio de Janeiro, propôs ação de reparação de dano perante a 3a Vara Cível do Foro Central da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro em face de Gregório, que reside em São Paulo, por fato ocorrido na cidade do Rio de Janeiro. Madalena, em conversa com sua vizinha Nilda, contou a respeito da propositura da ação, encorajando-a, também, a propor ação de reparação de dano na justiça comum da cidade do Rio de Janeiro em face de Matheus, com endereço certo na cidade do Rio de Janeiro, por fato ocorrido na mesma cidade. As citações judiciais serão cumpridas, em regra, por (A) Oficial de Justiça em ambos os casos. (B) via postal em ambos os casos. (C) Oficial de Justiça no caso de Madalena × Gregório e por via postal no caso de Nilda × Matheus. (D) via postal no caso de Madalena × Gregório e por Oficial de Justiça no caso de Nilda × Matheus. (E) via postal no caso de Madalena × Gregório e pelo Diário Oficial, no caso de Nilda × Matheus. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 10 TJURJ-Anal.Jud-Psicólogo-PS Atenção: As questões de números 40 a 42 referem-se ao Código de Organização e Divisão Judiciárias do Estado do Rio de Ja- neiro. 40. Para a criação e classificação das Comarcas será considerado, dentre outros, o movimento forense dos municípios do Estado, no qual serão computados apenas os processos (A) cíveis, inclusive das Varas de Família, que exijam sentença de que resulte coisa julgada. (B) de qualquer natureza que exijam sentença de que resulte coisa julgada. (C) de qualquer natureza, independentemente da exigência de sentença judicial. (D) cíveis, exceto das Varas de Família, que exijam sentença de que resulte coisa julgada. (E) cíveis, inclusive das Varas de Família, independentemente da exigência de sentença judicial. 41. João e Vitória, depois de 10 anos de namoro, resolveram casar. Ocorre que, o juiz de paz e seus suplentes competentes para a habilitação e celebração do casamento estão impedidos de realizar tais atos. Nesse caso, (A) caberá ao juiz de direito com competência para o Registro Civil, na comarca ou na circunscrição, a nomeação do juiz de paz ad hoc. (B) João e Vitória deverão aguardar sessenta dias, pois após esse prazo o impedimento cessa e, então, o juiz de paz da comarca ou circunscrição que estava impedido voltará a ser competente para habilitar e celebrar o casamento. (C) caberá ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro a nomeação do juiz de paz ad hoc. (D) caberá ao juiz de paz impedido a nomeação de um novo juiz de paz competente na comarca ou na circunscrição que não possua qualquer impedimento. (E) João e Vitória deverão aguardar seis meses, pois após esse prazo o impedimento cessa e, então, o juiz de paz da comarca ou circunscrição que estava impedido voltará a ser competente para habilitar e celebrar o casamento. 42. Antônio, desembargador, é portador de doença grave e precisa de tratamento de saúde. De acordo com informações de seu médico, há grandes chances de cura. Porém, para tanto, serão necessários, pelo menos, 60 dias de licença para o tratamento. Referida licença (A) dependerá de inspeção por junta médica e, se concedida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, salvo contraindicação médica, Antônio poderá proferir decisões em processos que, antes da licença, lhe hajam sido conclusos para julgamento ou tenham recebido o seu visto como relator ou revisor. (B) independerá de inspeção por junta médica, bastando somente um relatório de seu médico e, se concedida pelo Conselho da Magistratura, salvo contraindicação médica, Antônio poderá proferir decisões em processos que, antes da licença, lhe hajam sido conclusos para julgamento ou tenham recebido o seu visto como relator ou revisor. (C) dependerá de inspeção por junta médica e, se concedida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, salvo contraindicação médica, Antônio poderá proferir decisões em todos os processos distribuídos à sua vara, mesmo que lhe hajam sido conclusos para julgamento após a licença. (D) independerá de inspeção por junta médica, bastando somente um relatório de seu médico e, se concedida pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, salvo contraindicação médica, Antônio poderá proferir decisões em todos os processos distribuídos à sua vara, mesmo que lhe hajam sido conclusos para julgamento após a licença. (E) não poderá ser concedida pelo Conselho da Magistratura, tendo em vista que o prazo máximo de licença para tratamento de saúde é de 30 dias. 43. O advogado João, 71 anos de idade, deseja ser nomeado para exercer o cargo comissionado de chefe do gabinete do desembargador Martim, seu amigo. De acordo com o Decreto no 2.479/79, João (A) poderá ocupar o cargo em comissão, desde que o Conselho da Magistratura aprove a nomeação. (B) poderá ocupar o cargo em comissão, pois não há limite de idade para o exercício de cargo em comissão. (C) não poderá ocupar o cargo em comissão, pois a chefia de gabinete deve ser exercida por funcionário do próprio gabinete, com mais de 03 anos em sua função. (D) não poderá ocupar o cargo em comissão, pois possui mais de 70 anos de idade. (E) não poderá ocupar o cargo em comissão, pois a chefia de gabinete deve ser exercida por funcionário do próprio gabinete, com mais de 05 anos em sua função. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 TJURJ-Anal.Jud-Psicólogo-PS 11 44. Mônica, Analista Judiciária da Área Judiciária, exerce função de direção de serventia judicial de primeira instância como titular. Mônica afastou-se da função por 28 dias e foi substituída por Bonifácio. De acordo com a Lei no 4.620/05, Mônica (A) não deixará de receber a gratificação de titularidade, pois se afastou por período inferior a 30 dias, e Bonifácio assumirá suas funções em caráter eventual, recebendo o vencimento, as vantagens e o valor da gratificação de substituto, correspondente ao percentual de trinta por cento sobre o vencimento do padrão inicial de analista judiciário. (B) deixará de receber a gratificação de titularidade, pois se afastou por período superior a 15 dias, e Bonifácio assumirá suas funções em caráter eventual, recebendo o vencimento, as vantagens e o valor da gratificação de substituto, correspondente ao percentual de vinte por cento sobre o vencimento do padrão inicial de analista judiciário. (C) não deixará de receber a gratificação de titularidade, pois se afastou por período inferior a 30 dias, e Bonifácio assumirá suas funções em caráter eventual, recebendo apenas o valor da gratificação de substituto, correspondente ao percentual de trinta por cento sobre o vencimento do padrão inicial de analista judiciário. (D) deixará de receber a gratificaçãode titularidade, pois se afastou por período supeiror a 15 dias, e Bonifácio assumirá suas funções em caráter eventual, recebendo apenas o valor da gratificação de substituto, correspondente ao percentual de trinta por cento sobre o vencimento do padrão inicial de analista judiciário. (E) não deixará de receber a gratificação de titularidade, pois se afastou por período inferior a 30 dias, e Bonifácio assumirá suas funções em caráter eventual, recebendo apenas o valor da gratificação de substituto, correspondente ao percentual de vinte por cento sobre o vencimento do padrão inicial de analista judiciário. 45. Marilene, ocupante de cargo em órgão da Administração Estadual direta em caráter efetivo, prestou, para cargo divergente daquele que ocupa, concurso público no qual foi habilitada nas provas e no exame de sanidade físico-mental e, então, designada para o estágio experimental. De acordo com o Decreto no 2.479/79, Marilene, em regra, (A) ficará afastada de seu cargo anteriormente ocupado com a perda do vencimento, das vantagens e do auxílio-moradia, ressalvado o adicional por tempo de serviço. (B) ficará afastada de seu cargo anteriormente ocupado, mas continuará recebendo o vencimento, as vantagens, o auxílio- moradia e o adicional por tempo de serviço. (C) não ficará afastada de seu cargo anteriormente ocupado até a sua aprovação no estágio experimental e consequente nomeação no concurso, e continuará recebendo o vencimento, as vantagens, o auxílio-moradia e o adicional por tempo de serviço. (D) não ficará afastada de seu cargo anteriormente ocupado até a sua aprovação no estágio experimental e consequente nomeação no concurso, e continuará recebendo o vencimento e as vantagens, com a perda do auxílio-moradia e do adicional por tempo de serviço. (E) ficará afastada de seu cargo anteriormente ocupado com a perda das vantagens, do auxílio-moradia e do adicional por tempo de serviço, mas continuará recebendo o vencimento. GRUPO III CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 46. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-IV-TR, a característica essencial do Transtorno Desintegrativo da Infância (299.10) consiste (A) em limitações do funcionamento adaptativo em pelo menos duas das áreas de habilidades (comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, autossuficiência), após um período de, pelo menos, 3 anos de de- senvolvimento aparentemente normal. (B) em um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no fun- cionamento adaptativo, após um período de, pelo menos, 4 anos de desenvolvimento aparentemente normal. (C) em uma regressão pronunciada em múltiplas áreas do funcionamento, após um período de, pelo menos, 2 anos de de- senvolvimento aparentemente normal. (D) em uma ansiedade excessiva envolvendo o afastamento de casa ou de figuras importantes de vinculação, após um período de, pelo menos, 5 anos de desenvolvimento aparentemente normal. (E) no desenvolvimento de prejuízo no funcionamento neurocognitivo devido a uma condição médico-geral, em, pelo menos, duas áreas do funcionamento cognitivo, podendo incluir perturbações na memória, após um período de, pelo menos, 6 anos de desenvolvimento aparentemente normal. 47. A Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 aponta que o diagnóstico de Esquizofrenia (F20) depende da presença de delírios, alucinações e outros sintomas típicos, que devem estar claramente presentes pela maior parte do tempo durante um período de (A) 1 mês ou mais. (B) 3 meses ou mais. (C) 1 ano ou mais. (D) 6 meses ou mais. (E) 15 dias ou mais. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 12 TJURJ-Anal.Jud-Psicólogo-PS 48. Autores da abordagem psicanalítica acreditam que o portador de caráter antissocial tem um código moral falho, e sua ca- pacidade de julgamento do que é certo ou errado está subordinado à satisfação (A) egóica. (B) moral. (C) cognitiva. (D) instintual. (E) laboral. 49. Delinquência (A) não é sinônimo de psicopatia e nem todo psicopata é um criminoso, pois a presença de atos antissociais transgressivos é, antes de mais nada, um critério externo, ou seja, social e legal. (B) é sinônimo de psicopatia sempre e todo psicopata é um criminoso, pois a presença de atos antissociais transgressivos é, antes de mais nada, um critério importante para a definição de infração. (C) é sinônimo de psicose sempre e todo psicopata apresenta transtorno psicótico de algum tipo, pois a presença de atos antissociais transgressivos é, antes de mais nada, um indicador de que o transgressor não funciona pelo teste de realidade, pondo-se em risco. (D) não é sinônimo de psicose sempre, mas todo psicopata apresenta sintomas semelhantes aos das psicoses, pois a presença de atos antissociais transgressivos é, antes de mais nada, um indicador de que o transgressor não percebe adequadamente as regras partilhadas em sociedade. (E) é sinônimo de neurose sempre e todo psicopata é um criminoso porque apresenta uma falha de aprendizagem superegói- ca, pois a presença de atos antissociais transgressivos é, antes de mais nada, um indicador de que o transgressor funciona por meio de uma sociopatia. 50. Na violência juvenil, estão entre os fatores de risco individuais para cometer a violência não sexual: (A) bom desempenho escolar, inteligência médio superior, explosividade e eventual controle mental. (B) forte controle do comportamento em geral, menor comportamento de exposição a riscos, inteligência normal e hipoati- vidade. (C) atividade frenética, razoável controle do comportamento em geral, capacidade de atenção acentuada e bom desempenho educacional. (D) eventual comportamento de exposição a riscos, inteligência elevada, impulsividade ocasional e controle exagerado do comportamento. (E) impulsividade, maior comportamento de exposição a riscos, hiperatividade e inteligência reduzida. 51. Erik H. Erikson apontou que a busca pela identidade, na adolescência, passa por uma crise normativa, propôs um diagrama epigenético, apresentando um quadro em que são anunciados os conflitos ou crises que caracterizam cada uma das etapas do desenvolvimento humano e preocupou-se em evitar os frequentes estigmas em torno das turbulências juvenis, legitimados sobre a forma de diagnósticos definitivos, inscrevendo a crise adolescente não só como própria ao processo de desenvolvimento da identidade, como condição necessária para tanto, chamando este momento de (A) espaço potencial. (B) moratória psicossocial. (C) fenômeno transicional. (D) processo transferencial. (E) fase crítica. 52. A abordagem winnicottiana apontou a importância da criança poder confiar em seus pais (ou pessoas que a cercam) e de que cada criança gradualmente adquira um senso de segurança e entende que boas condições nos estágios iniciais de desenvolvimento conduzem a um senso de segurança, que leva (A) ao automerecimento. (B) à autogestão. (C) ao autocontrole. (D) à autoaliança. (E) à heterocolisão. 53. Transtorno de preferência sexual no qual ocorre uma inclinação por atividade sexual que envolve servidão ou a inflição de dor ou humilhação. Corresponde (A) à pedofilia. (B) ao sadomasoquismo. (C) ao exibicionismo. (D) ao voyerismo. (E) ao fetichismo. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 TJURJ-Anal.Jud-Psicólogo-PS 13 54. No tratamento da violência doméstica, os programas de terapia cognitivo-comportamental (TCC) focam no manejo da raiva e na identificação de padrões, que provavelmente conduzem à raiva e à violência nesses relacionamentos, de(A) justiça e intercâmbios interpessoais. (B) sentimentos ou inadequações morais. (C) pensamento ou distorções cognitivas. (D) conduta e aprendizados inadequados. (E) amor e confiança mútua. 55. A Resolução CFP no 007/2003 que instituiu O Manual de Elaboração de Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, estabeleceu que, quanto à guarda dos documentos e condições de guarda, os documentos escritos decorrentes de avaliação psicológica, bem como todo o material que os fundamentou, deverão ser guardados, observando-se a responsabilidade por eles tanto do psicólogo quanto da instituição em que ocorreu a avaliação psicológica, pelo prazo mínimo de (A) 2 anos, salvo os casos em que os pais confirmem o interesse em realizar novas avaliações e obter relatórios psicológicos futuros, para verificarem a progressão das questões apontadas. (B) 3 anos, salvo os casos em que os responsáveis pelo menor dispensem a guarda do laudo psicológico, situação em que o psicólogo pode se desfazer dos documentos, sem preocupação. (C) 5 anos, salvo os casos em que o prazo poderá ser ampliado nos casos previstos por lei, por determinação judicial ou em casos específicos em que seja necessária a manutenção da guarda por maior tempo. (D) 4 anos, salvo os casos que tratam de avaliação psicológica para determinação de guarda de filhos, destituição de pátrio poder ou interdição. (E) 10 anos, salvo os casos em que o laudo psicológico tenha sido entregue concomitantemente aos responsáveis pelo menor e ao Poder Judiciário, que manterá o documento arquivado nos autos, no Tribunal de Justiça. 56. M.L.S. de Ocampo e M.E.G. Arzeno, na obra O processo psicodiagnóstico e as técnicas projetivas, concordam que, em um psicodiagnóstico, a entrevista inicial é semidirigida quando o paciente (A) é interrogado sobre os motivos da consulta e responde a perguntas do terapeuta, porém sem liberdade para modificar a ordem dos temas apresentados. (B) começa respondendo a um questionário e depois poderá conversar livremente sobre as respostas dadas por ele. (C) dirige a entrevista escolhendo os principais temas a tratar com o entrevistador, sem que este interfira nas escolhas. (D) tem liberdade para expor seus problemas começando por onde preferir e incluindo o que desejar. (E) interroga o psicólogo sobre as questões que deseja esclarecer e o psicólogo estrutura suas perguntas a partir deste en- quadre inicial. 57. O objetivo das intervenções da saúde pública no campo das substâncias psicoativas é prevenir as consequências adversas do consumo dessas substâncias, sendo que há duas posições políticas principais com respeito às drogas ilícitas: uma é a redução de oferta e demanda e a outra é a redução de (A) danos. (B) produção. (C) disponibilidade. (D) venda. (E) uso total. 58. Jean Bergeret, autor importante no estudo das drogadições, menciona que há uma extraordinária densidade estabelecida nas relações parentais do dependente de drogas. Chama a atenção para a incidência de episódios psiquiátricos nos pais dos drogadictos. Dentre eles identifica: (A) estados delirantes, sintomas esquizofrênicos e distúrbios na sensopercepção. (B) estados depressivos, alcoolismos e dependência de outras drogas, superconsumo de psicotrópicos, condutas de autome- dicação. (C) psicopatia, condutas de instabilidade afetiva e síndrome do pânico. (D) anorexia, bulimia ou transtornos alimentares em geral. (E) apatia, transtornos bipolares e/ou de ansiedade generalizada. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 14 TJURJ-Anal.Jud-Psicólogo-PS 59. Em se tratando da avaliação psicológica realizada no contexto forense é possível dizer que as entrevistas (A) são idênticas àquelas realizadas no modelo clínico já que os objetivos e a metodologia são iguais. (B) não devem pressupor situações ligadas à dissimulação e simulação do entrevistado. (C) desconsideram informações e fatos ocorridos no passado focando apenas o momento presente da situação. (D) não devem se prestar a confirmar a validade dos achados e dos próprios métodos utilizados. (E) devem extrapolar o objetivo da investigação do mundo interno do avaliando, para valorizar, também, aspectos de sua realidade objetiva. 60. A entrevista investigativa possui sua fundamentação teórica baseada em pesquisas empíricas da área (A) da Psicologia Junguiana. (B) da Psicologia Cognitiva. (C) da Bioética. (D) do Psicodrama. (E) do Transculturalismo. 61. A atuação do psicólogo no âmbito do sistema prisional está regulamentada pela Resolução no 012/2011 do Conselho Federal de Psicologia. No tocante à determinação para a elaboração de exame criminológico ou outros documentos escritos com a finalidade de instruir processo de execução penal, caberá ao psicólogo (A) elaborar laudo pericial fundamentando a aferição da periculosidade do indivíduo. (B) realizar a perícia nos casos em que atua como profissional de referência para o acompanhamento da pessoa em cum- primento da pena. (C) a realização de perícia psicológica acompanhada de prognóstico criminológico de reincidência. (D) somente realizar perícia psicológica a partir dos quesitos elaborados pelo demandante e dentro dos parâmetros técnico- científicos e éticos da profissão. (E) somente realizar exames de avaliação familiar no âmbito psicossocial do apenado. 62. Uma conceituação teórica mais recente da relação entre Psicologia e Direito é chamada de Jurisprudência Terapêutica conforme ensina Matthew T. Huss na obra Psicologia Forense (2011). NÃO corresponde ao conceito de Jurisprudência Terapêutica: (A) os psicólogos forenses devem se ater às consequências da lei e do sistema legal quando dão assistência aos tribunais. (B) a lei importa além das leis de uma sala de audiência e pode ter um impacto profundo na prática da psicologia forense. (C) inclui não só o impacto da lei codificada ou da jurisprudência, mas também o processo legal menos formal que pode focar as ações dos juízes ou advogados. (D) a lei nunca tem um impacto fora da rotina da culpa ou inocência de um acusado ou a negligência de um acusado em uma causa civil. (E) possibilita melhorias na administração e aplicação da lei. 63. Sobre a Escuta de Crianças e Adolescentes envolvidos em situação de violência, o Conselho Federal de Psicologia, na Re- solução de no 010/2010, menciona que o psicólogo deve obedecer os itens constantes do documento. Desses, é INCORRETO: (A) Deverá ter o papel de inquiridor. (B) Trabalhará em rede sempre que possível, realizando os encaminhamentos necessários à atenção integral, de acordo com a legislação. (C) Compartilhará somente informações relevantes para qualificar o serviço prestado com outros profissionais. (D) Contribuirá para a não revitimização. (E) Respeitará o desejo de livre manifestação do atendido. 64. A internação compulsória de pessoas portadoras de transtornos mentais é determinada (A) pelo delegado de polícia que o encaminhará a um hospital geral juntamente com um familiar. (B) exclusivamente por solicitação da família do doente. (C) apenas com o consentimento da família e do Conselho Federal de Psicologia. (D) pelo promotor de justiça que lavrará laudo técnico após o encaminhamento do doente para estabelecimento próprio. (E) pelo juiz competente que levará em conta a segurança do estabelecimento quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 TJURJ-Anal.Jud-Psicólogo-PS 15 65. No Estatuto do Idoso, há um capítulo denominado “Do Direito À Saúde” que prevê que as instituiçõesde saúde devem atender aos critérios mínimos para o atendimento às necessidades básicas do idoso, promovendo (A) o afastamento dos familiares já que a quebra de vínculos é um pressuposto para que o idoso se adapte ao novo lar. (B) o fechamento dos locais que não tiverem advogados plantonistas para atender e orientar o idoso. (C) a alfabetização daqueles que ainda não passaram pela escolarização mínima. (D) a capacitação e a orientação dos profissionais bem como a orientação a cuidadores familiares e grupos de autoajuda. (E) a captação de auxílio-residência para que os idosos reassumam seus locais de moradia bem como o treinamento de empregadores. 66. O psicólogo, na produção de documentos decorrentes do atendimento de Crianças e Adolescentes em situação de violência, considerará a importância (A) do vínculo estabelecido com o atendido. (B) do que foi acordado com a instituição escolar. (C) da equipe de saúde. (D) dos Conselhos Tutelares. (E) do Conselho de Direitos e Defesa da Criança. 67. O Estatuto da Criança e do Adolescente, atualizado com a Lei no 12.010/2009 que se refere à Lei Nacional de Adoção, prevê que a adoção internacional de criança ou adolescente brasileiro ou domiciliado no Brasil somente terá lugar quando (A) os interessados na adoção gozarem de melhor poder aquisitivo do que a família de origem. (B) a família adotante apresentar documento habilitando-a pela legislação de seu país de origem com validade máxima de dois anos. (C) os interessados submeterem-se a estágio de convivência de, no mínimo, 120 dias no Brasil. (D) a família tiver convivido, em seu país de origem, previamente com o adolescente por, no mínimo, 1 mês. (E) o adolescente for consultado e preparado para essa ação, mediante parecer elaborado por equipe interprofissional. 68. Em relação aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher criados pela Lei no 11.340/2006, tem-se que a par- ticipação do psicólogo está prevista (A) apenas no momento em que decorre a audiência entre agressor e agredida. (B) na equipe de atendimento multidisciplinar. (C) somente quando houver criança e/ou adolescente envolvidos na situação de violência doméstica. (D) nos Conselhos Tutelares. (E) nas Organizações Não Governamentais (ONGs). 69. Aos doentes mentais que transgrediram o Código Penal cabe a aplicação de uma providência preventiva, que tem lugar após o crime, mas não em razão dele, pois não visa atribuir culpa ao doente mental infrator da lei, mas impedir um novo perigo social. Esse conceito é atribuído a (A) Profilaxia Criminal. (B) Penalidade Alternativa. (C) Forma Alternativa de Resolução de conflito. (D) Incidente de Insanidade Mental. (E) Medida de Segurança. 70. Nada mobiliza tanto a mídia e a sociedade como crimes cometidos por jovens infratores. Uma das propostas que vêm sendo apresentadas como alternativa aos paradigmas da justiça criminal atual chama-se Justiça Restaurativa. Nesse modelo, tem-se (A) o crime entendido apenas como um ato de violação da lei. (B) que a comunidade não deve ter um papel ativo na oferta de recursos necessários para a reparação do dano. (C) que sua aplicação só pode ocorrer àqueles infratores que admitirem a sua culpa. (D) apenas a punição exemplar do criminoso. (E) a exclusão total da vítima. Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 16 TJURJ-Anal.Jud-Psicólogo-PS DISCURSIVA – ESTUDO DE CASO QUESTÃO 1 Maria e João foram casados por 8 anos e tiveram a filha Manuela (todos os nomes são fictícios). Separaram-se quando ela possuía 3 anos de idade, ficando a criança sob a guarda materna com ampla visitação paterna. Ambos casaram-se novamente sendo que João tem uma filha do novo relacionamento e reside em uma cidade que fica a, aproximadamente, 120 quilômetros da capital. Maria e João são funcionários públicos, sendo ela atuante em um setor administrativo e ele na área técnica ligada a investigações policiais. A filha Manuela ao ingressar no ensino fundamental começou a apresentar dificuldade para a alfabetização e apesar de terem acordado sobre a escola em que a filha estudaria, começam a discordar sobre a condução da aquisição do processo cognitivo. João menciona que ficou patente para ele a defasagem da filha quando sua outra criança (do atual casamento) começou a se desenvolver mais rapidamente. Vão juntos a diversos médicos, psicólogos, psicopedagogos e inclusive reúnem-se frequentemente com a equipe pedagógica da escola. Ambos fazem uma escuta diferente sobre a problemática da filha. João entende que a menina é portadora de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e que deve ser medicada para poder acompanhar os estudos. Maria não entendeu isso, mas sim que a filha necessita de acompanhamento especializado para ser conduzida de forma diferenciada nesse processo de aquisição da alfabetização, o que não inclui medicação. Na impossibilidade de entrarem em um acordo, João entra com um processo de modificação de guarda, explicando que é a forma encontrada para mobilizar a mãe a tratar de Manuela adequadamente. Os autos são fartamente ilustrados por laudos e pareceres de profissionais que ambos juntaram. Tal documentação também se divide sobre a condução do caso de Manuela. O juiz determina perícia psicológica e social. Pergunta-se: Como você conduziria essa avaliação psicológica do caso com fins periciais? 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 TJURJ-Anal.Jud-Psicólogo-PS 17 QUESTÃO 2 Um casal de namorados vive uma estória proibida. Vamos chamá-los de Pedro e Adelina. Ele é casado e pai de 3 filhos, ela é funcionária da empresa dele e necessita do emprego para se manter. Como ele não aceitava romper a relação conjugal por entender que a família era extremamente dependente dele, a então namorada sai da cidade indo residir em outro Estado do país. Ele, desesperado vai atrás dela, insiste em uma reconciliação e consegue demovê-la da ideia do rompimento amoroso. Ela permanece morando na cidade escolhida e ele a visita periodicamente. Adelina engravida e dá a luz a uma menina que imediatamente Pedro registra e passa a dar amor, carinho e conforto material. Ficou muito feliz com o nascimento da pequena Luana. A criança é conhecida na escola que frequenta pelo sobrenome do pai, que era similar a de um famoso técnico de futebol e vai com os pais a eventos sociais da comunidade escolar sempre que possível. Ocorre que na festa de aniversário de 6 anos de Luana, uma parente da genitora, já um pouco alcoolizada insinua que Luana não deveria ser filha de Pedro, pois tinha totalmente as feições de um namorado antigo de Adelina, que vivia na cidade e frequentava até a pouco tempo sua residência. Pedro ao ouvir isso, desconsiderou naquele momento, mas depois questionou Adelina que negou veementemente. Pedro pede um exame de DNA e Adelina sente-se ofendida negando-o. Pedro traz a criança para sua cidade, realiza o exame que indica reduzidas possibilidades dele ser o pai (em torno de 1%). Adelina se defende dizendo que Pedro nem permitiu que ela discutisse com ele o assunto, pois ao anunciar a gravidez ele imediatamente passou a fazer planos e adequar a vida do casal para receber Luana. Adelina então se calou sobre a possibilidade da criança não ser de Pedro. Na atualidade, ele entra com uma ação judicial para ter a sua paternidade retirada da certidão de Luana e Adelina luta para que seja mantida, já que a criança está totalmente identificada com a figura de Pedro, enquanto seu pai. O juiz determina avaliação psicológica do caso para que haja a ponderação do que vem a ser o melhor interesse dacriança. Como você organizaria o estudo psicológico? 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 Caderno de Prova ’PS’, Tipo 001 Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Analista e Técnico de Atividade Judiciária Relação dos gabaritos Obj. de C.Teóricos/Disc-Est.Caso Cargo ou opção PS - AJ - ESPECIALIDADE PSICÓLOGO Tipo gabarito 1 001 - D 002 - A 003 - D 004 - B 005 - E 006 - A 007 - C 008 - D 009 - B 010 - D 011 - C 012 - A 013 - B 014 - A 015 - D 016 - E 017 - C 018 - E 019 - B 020 - E 021 - C 022 - D 023 - E 024 - B 025 - A 026 - C 027 - A 028 - B 029 - E 030 - D 031 - C 032 - B 033 - E 034 - C 035 - A 036 - C 037 - B 038 - E 039 - C 040 - B 041 - A 042 - A 043 - D 044 - E 045 - A 046 - C 047 - A 048 - D 049 - A 050 - E 051 - B 052 - C 053 - B 054 - C 055 - C 056 - D 057 - A 058 - B 059 - E 060 - B 061 - D 062 - D 063 - A 064 - E 065 - D 066 - A 067 - E 068 - B 069 - E 070 - C N do CadernooN de Inscriçãoo ASSINATURA DO CANDIDATO N do Documentoo Nome do Candidato Conhecimentos Básicos Conhecimentos Específicos Discursiva - Redação P R O V A INSTRUÇÕES VOCÊDEVE ATENÇÃO - Verifique se este caderno: - corresponde a sua opção de cargo. - contém 60 questões, numeradas de 1 a 60. - contém a proposta e o espaço para o rascunho da redação. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo. - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu. - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo: - Ler o que se pede na Prova Discursiva - Redação e utilizar, se necessário, o espaço para rascunho. - Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta. - Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. - Responda a todas as questões. - Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora. - Você deverá transcrever a redação, a tinta, na folha apropriada. Os rascunhos não serão considerados em nenhuma hipótese. - Você terá 4 horas e 30 minutos para responder a todas as questões, preencher a Folha de Respostas e fazer a Prova Discursiva - Redação (rascunho e transcrição). - Ao término da prova devolva este Caderno de Questões ao aplicador, juntamente com sua Folha de Respostas e a folha de transcrição da Prova Discursiva - Redação. - Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados. A C D E Analista Judiciário - Área Apoio Especializado Especialidade Psicologia (Organizacional) Março/2012 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE SÃO PAULO Concurso Público para provimento de cargos de Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 MODELO 0000000000000000 MODELO1 00001−0001−0001 2 TRESP-Conhecimentos Básicos2 CONHECIMENTOS BÁSICOS Português Atenção: As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto abaixo. Fatalismo De todos os persistentes horrores brasileiros, o pior, talvez porque represente tantas coisas ao mesmo tempo, é o horror do sistema penitenciário. Ele persiste há tanto tempo porque, no fundo, é o retrato do que a elite brasileira pensa do povo, e portanto nunca chega a ser um horror exatamente insuportável. Pois se fica cada vez mais infernal, apesar de todas as boas intenções de reformá-lo, é infernal para bandidos, que afinal merecem o castigo. A cadeia brasileira é um resumo cruel da nossa re- signação à fatalidade social. Pobre não deixará de ser pobre, e a ideia da reabilitação, em vez do martírio exemplar do ape- nado, por mais que seja proclamada como uma utopia a ser buscada quando sobrar dinheiro, é a negação desse fatalismo histórico. É uma ideia bonita, mas não é da nossa índole. Ou da índole da nossa elite. É impossível a gente (que vive aqui em cima, onde tem ar) imaginar o que seja essa subcivilização que se criou dentro dos presídios brasileiros, onde as pessoas vivem e morrem pelas leis ferozes de uma sociedade selvagem − mas leis e sociedade assim mesmo. O que está sendo representado por essa selvageria tão desafiadoramente organizada? Que lá dentro o país é igual ao que é aqui fora, menos os disfarces e a hipocrisia, e que tudo não passa de uma paródia sangrenta para nos dar vergonha? Ou que eles são, finalmente, a classe animal sem redenção possível que o país passou quinhentos anos formando, fez o favor de reunir numa superlotação só para torná-la ainda mais desumana e que agora o aterroriza? Como sempre, a lição dos fatos variará de acordo com a conveniência de cada intérprete. As rebeliões reforçam a re- signação, provando que bandido não tem jeito mesmo ou só matando, ou condenam o fatalismo que deixou a coisa chegar a esse ponto assustador. De qualquer jeito, soluções só quando sobrar algum dinheiro. (Adaptado de Luis Fernando Verissimo, O mundo é bárbaro) 1. A relação insistentemente estabelecida entre o conceito de fatalismo e a realidade do sistema penitenciário bra- sileiro está caracterizada de modo conciso nesta frase: (A) A cadeia brasileira é um resumo cruel da nossa resignação à fatalidade social. (B) (...) é infernal para bandidos, que afinal merecem o castigo. (C) É uma ideia bonita, mas não é da nossa índole. (D) O que está sendo representado por essa selvageria tão desafiadoramente organizada? (E) É impossível a gente (...) imaginar o que seja essa subcivilização que se criou dentro dos presídios (...). 2. Atente para as seguintes afirmações: I. O autor entende que a elite brasileira, ao considerar que os prisioneiros são efetivamente merecedores dos horrores do sistema penitenciário, naturaliza e justifica essa situação. II. A situação surpreendente dos atuais presídios é um alerta para todos aqueles que vêm garantindo tão significativas conquistas no terreno da reabilitação social. III. O autor considera a hipótese de que a realidade in- terna dos presídios seja vista como uma réplica desmascarada das violências que ocorrem na sociedade brasileira. Em relação ao texto, está correto SOMENTE o que se afirma em (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) I e III. _________________________________________________________ 3. Afirmações como Pobre não deixará de ser pobre e eles são a classe animal sem redenção possível ilustram ade- quadamente (A) a convicção daqueles que não acreditam que nossas camadas populares revelem alguma índole especial. (B)os valores viciosos de uma ideologia ultraconser- vadora, com a qual se identifica a elite brasileira. (C) a certeza de que qualquer solução para os horrores do nosso sistema penitenciário requererá vultosos investimentos. (D) o fato de que todas as rebeliões de presos, indepen- dentemente de suas causas, repercutem do mesmo modo na sociedade. (E) a expectativa, considerada pela elite, de que só com altos custos se daria fim aos horrores do nosso sis- tema penitenciário. _________________________________________________________ 4. Estão plenamente observadas as normas de concordância verbal na frase: (A) Dentro da elite nunca se criticou, diante da rotina do sistema penitenciário brasileiro, os horrores a que os presos são submetidos. (B) Reserva-se ao pobre, tantas vezes identificado como potencialmente perigoso, as opções da resignação ou da marginalidade social. (C) Sem altos investimentos não haverão como mini- mizar os horrores que vêm caracterizando as nossas penitenciárias. (D) A nenhum dos intérpretes de um fato faltarão argu- mentos para considerá-lo segundo seu interesse e sua conveniência. (E) Ainda que não lhes convenham fazer altos investi- mentos, as elites terão que calcular os custos de tanta violência. Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 TRESP-Conhecimentos Básicos2 3 5. Está clara e correta a redação deste livre comentário so- bre o texto: (A) O cronista se dispõe a denunciar que nosso sistema penitenciário desfruta de péssimas condições, impon- do horrores aos que nele se encontram apenados. (B) São ambíguas as reações à eventualidade de uma rebelião, haja visto que esta tanto pode gerar um certo fatalismo como propiciar ceticismo em relação aos bandidos. (C) Sugere-se, no texto, que as barbaridades sofridas pelos presos, no sistema penitenciário, lembram as duras discriminações que sofrem os pobres em nos- sa sociedade. (D) Há um fatalismo que predomina em nosso modo de ser, revelando uma índole violenta, que as elites sancionam quando lhes convêm, ou fazem vista grossa, quando é o caso. (E) O texto indica que não deixa de ser cômodo, para muitos, acreditar que existe uma natureza humana violenta e irreprimível, contra a qual não vale a pena lutar, mas resignar-se. _________________________________________________________ Atenção: As questões de números 6 a 10 referem-se ao texto abaixo. Você está conectado? Alguns anos atrás, a palavra "conectividade" dormia em paz, em desuso, nos dicionários, lembrando vagamente algo como ligação, conexão. Agora, na era da informática e de todas as mídias, a palavra pulou para dentro da cena e ninguém mais admite viver sem estar conectado. Desconfio que seja este o paradigma dominante dos últimos e dos próximos anos, em nossa aldeia global: o primado das conexões. No ônibus de viagem, de que me valho regularmente, sou quase uma ilha em meio às mais variadas conexões: do vi- zinho da direita vaza a chiadeira de um fone de ouvido bastante ineficaz; do rapazinho à esquerda chega a viva conversa que mantém há quinze minutos com a mãe, pelo celular; logo à frente um senhor desliza os dedos no laptop no colo, e se eu erguer um pouquinho os olhos dou com o vídeo − um filme de ação − que passa nos quatro monitores estrategicamente posi- cionados no ônibus. Celulares tocam e são atendidos regular- mente, as falas se cruzam, e eu nunca mais consegui me dis- trair com o lento e mudo crepúsculo, na janela do ônibus. Não senhor, não são inocentes e efêmeros hábitos modernos: a conectividade irrestrita veio para ficar e conduzir a humanidade a não sabemos qual destino. As crianças e os jo- vens nem conseguem imaginar um mundo que não seja movido pela fusão das mídias e surgimento de novos suportes digitais. Tanta movimentação faz crer que, enfim, os homens estreitaram de vez os laços da comunicação. Que nada. Olhe bem para o conectado ao seu lado. Fixe-se nele sem receio, ele nem reparará que está sendo observado. Está absorto em sua conexão, no paraíso artificial onde o som e a imagem valem por si mesmos, linguagens pron- tas em que mergulha para uma travessia solitária. A conecti- vidade é, de longe, o maior disfarce que a solidão humana encontrou. É disfarce tão eficaz que os próprios disfarçados não se reconhecem como tais. Emitimos e cruzamos frenéticos si- nais de vida por todo o planeta: seria esse, Dr. Freud, o sintoma maior de nossas carências permanentes? (Coriolano Vidal, inédito) 6. O paradoxo central de que trata o autor dessa crônica está no fato de que (A) o paradigma da conectividade fez o homem apagar sua maior conquista: uma efetiva comunicação com seus semelhantes. (B) as múltiplas mídias contemporâneas exercem tama- nha sedução sobre nós que deixamos de ser o que sempre fomos: uns românticos. (C) nunca foi tão difícil ficarmos sós, mormente numa época como a nossa, em que a solidão ganhou foros de alto prestígio. (D) as múltiplas formas de conectividade, que marcam nosso tempo, surgem como um eficaz mascara- mento da humana solidão. (E) as pessoas que se rendem a todos os mecanismos de conexão são as que melhor compreendem as razões de suas carências. _________________________________________________________ 7. Atente para as seguintes afirmações: I. No primeiro parágrafo, sugere o autor que a velha palavra "conectividade" ganhou novas conotações, em virtude da multiplicação das mídias e dos novos hábitos sociais. II. No segundo parágrafo, a experiência de uma via- gem de ônibus é nostalgicamente lembrada para se opor ao mundo das comunicações eletrônicas e dos transportes mais rápidos. III. No último parágrafo, o autor vê nas obsessivas co- nexões midiáticas e em seus múltiplos suportes um indício de que estamos buscando suprimir nossas carências mais profundas. Em relação ao texto está correto SOMENTE o que se afirma em (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III. Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 4 TRESP-Conhecimentos Básicos2 8. Considerando-se o contexto, está correta a seguinte observação sobre uma expressão ou frase do texto: (A) em um fone de ouvido bastante ineficaz, o termo sublinhado tem o sentido de desestimulante. (B) a conectividade que veio para ficar é qualificada co- mo irrestrita porque ela nada restringe a ninguém. (C) o segmento Que nada enfatiza a ideia de que os homens já não se deparam com entraves em sua comunicação. (D) com paraíso artificial, o autor quer acentuar o fato de que o prestígio da conectividade não será dura- douro. (E) ao empregar de longe, o autor intensifica a superio- ridade da comparação a seguir. _________________________________________________________ 9. Está INADEQUADO o emprego do elemento sublinhado na frase: (A) No ônibus de viagem, ao qual recorro regularmente, sou quase uma ilha em meio às mais variadas co- nexões. (B) Ao contrário de outros tempos, já não é mais ao cre- púsculo que me atenho em minhas viagens. (C) A conectividade está nos conduzindo a um destino com o qual ninguém se arrisca a prever. (D) As pessoas absortas em suas conexões parecem imergir numa espécie de solidão com cujo sentido é difícil de atinar. (E) O cronista considera que nossas necessidades per- manentes, às quais alude no último parágrafo, dis- farçam-se em meio a tantas conexões. _________________________________________________________ 10. A conectividade está na ordem do dia, não há quem dis- pense a conectividade, seja para testar o alcance da co- nectividade,seja para alçar a conectividade ao patamar dos valores absolutos. Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substi- tuindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por: (A) lhe dispense - testá-la o alcance - alçá-la (B) a dispense - lhe testar o alcance - alçá-la (C) a dispense - a testar no seu alcance - lhe alçar (D) dispense-a - testá-la o alcance - alçá-la (E) dispense-lhe - lhe testar o alcance - lhe alçar _________________________________________________________ Noções de Informática 11. A disponibilização de arquivos para a Intranet ou Internet é possível por meio de servidores especiais que implemen- tam protocolos desenvolvidos para esta finalidade. Tais servidores possibilitam tanto o download (recebimento) quanto o upload (envio) de arquivos, que podem ser efetuados de forma anônima ou controlados por senha, que determinam, por exemplo, quais os diretórios o usuário pode acessar. Estes servidores, nomeados de for- ma homônima ao protocolo utilizado, são chamados de servidores (A) DNS. (B) TCP/IP. (C) FTP. (D) Web Service. (E) Proxy. 12. O Internet Explorer 8 possuí um recurso que ajuda a detectar sites maliciosos, como ataques por phishing ou instalação de softwares mal-intencionados (malware). O nome deste recurso que pode ser acessado pelo menu Ferramentas é (A) Modo de Compatibilidade. (B) Filtro SmartScreen. (C) Bloqueador de popup. (D) Navegação InPrivate. (E) Active Scripting. _________________________________________________________ 13. No sistema operacional Windows XP é possível renomear pastas ao se clicar com o botão direito do mouse e escolher Renomear. São permitidas a utilização de letras e números para o nome da pasta, porém, alguns carac- teres não podem ser utilizados no nome da pasta, como o caractere (A) : (dois pontos). (B) - (hífen). (C) @ (arroba). (D) ; (ponto e vírgula). (E) & (e comercial). _________________________________________________________ Normas Aplicáveis aos Servidores Públicos Federais Instruções: Para responder às questões de números 14 a 16, considere a Lei no 8.112/1990. 14. Mariana, servidora pública federal, participa de uma Co- missão para a elaboração de questões de provas, en- quanto Lucas, também servidor público federal, supervi- siona a aplicação, fiscalização e avaliação de provas de concurso público para provimento de cargos no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral. Ambos os servidores têm direito à gratificação por encargo de concurso, sendo que o valor máximo da hora trabalhada corresponderá a va- lores incidentes sobre o maior vencimento básico da Administração Pública Federal, respectivamente, nos se- guintes percentuais: (A) 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) e 2,2% (dois inteiros e dois décimos por cento). (B) 1,5% (um inteiro e cinco décimos por cento) e 2,5% (dois inteiros e cinco décimos por cento). (C) 2,1% (dois inteiros e um décimo por cento) e 1,1% (um inteiro e um décimo por cento). (D) 2,2% (dois inteiros e dois décimos por cento) e 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento). (E) 2,5% (dois inteiros e cinco décimos por cento) e 1,5% (um inteiro e cinco décimos por cento). Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 TRESP-Conhecimentos Básicos2 5 15. Marco Antônio, ocupando o cargo de analista judiciário, na área de psicologia, no Tribunal Regional Eleitoral, foi in- vestido no mandato de Vereador no Município de São Paulo. Nesse caso, Marco Antônio (A) será afastado de seu cargo efetivo, sendo-lhe facul- tado optar pela sua remuneração havendo ou não compatibilidade de horário. (B) perceberá as vantagens de seu cargo, com prejuízo da remuneração desse cargo eletivo, observada a compatibilidade de horário. (C) perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração desse cargo eletivo, desde que haja compatibilidade de horário. (D) será afastado de seu cargo efetivo, não podendo optar pela sua remuneração, que será a própria des- se cargo havendo ou não compatibilidade de horário. (E) perceberá a remuneração do cargo eletivo, com pre- juízo das vantagens de seu cargo efetivo, ainda que haja compatibilidade de horário. _________________________________________________________ 16. Miguel servidor público federal, ocupava o cargo de ana- lista judiciário da área administrativa, junto ao Tribunal Regional Eleitoral. Atualmente encontra-se em disponibili- dade. Entretanto será possível seu retorno à atividade, a ser feita por (A) remoção, de ofício ou apedido, para cargo de atri- buições correlatas e vencimentos assemelhados, ou não, com o anteriormente ocupado. (B) redistribuição obrigatória em função de atribuições e remuneração assemelhadas com o anteriormente ocupado. (C) substituição facultativa, em qualquer cargo com atri- buições e vencimentos correlatos com o exercício da função. (D) aproveitamento facultativo em cargo de atribuições e vencimentos superiores com o exercício da função anterior. (E) aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. _________________________________________________________ Instrução: Para responder à questão de número 17, consi- dere a Lei no 11.416/2006 17. Cristina, como analista judiciário do Tribunal Regional Elei- toral, foi designada para o exercício de uma função comis- sionada de natureza não gerencial. Porém, deixou de par- ticipar do curso de desenvolvimento gerencial oferecido por esse Tribunal. Nesse caso, conforme disposição ex- pressa, Cristina deverá fazer esse curso no prazo de (A) até um ano da publicação do ato, a fim de obter a certificação. (B) até dois anos da publicação do ato, a fim de con- siderar-se habilitada. (C) três anos de sua posse para que tenha as condições de exercício da função. (D) seis meses, após o término desse curso, sob pena de responsabilidade administrativa. (E) um ano de sua posse, prorrogável por mais de seis meses sob pena de cessar a designação. Regimento Interno do TRE-SP 18. Nos termos do Regimento Interno do TRE − SP, o Tribunal elegerá para sua Presidência um dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, (A) cabendo ao juiz integrante do Tribunal Regional Fe- deral da 3a Região o exercício da Vice-Presidência. (B) escolhido por votação pública, mediante cédula ofi- cial que contenha o nome de dois Desembar- gadores. (C) mediante escrutínio secreto e, havendo empate na votação, será obrigatoriamente escolhido o Desem- bargador mais idoso. (D) que, no ato da posse, prestará compromisso solene nos termos semelhantes aos dos Membros do Tribunal. (E) que exercerá, cumulativamente com a Presidência, a Corregedoria Regional Eleitoral. _________________________________________________________ 19. Considere a seguinte situação hipotética: Vicente, Juiz efetivo do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, atuou no Tribunal por dois biênios consecutivos. Segundo o Regimento Interno do TRE-SP, Vicente não poderá voltar a integrar o Tribunal, na mesma classe ou em classe diversa, salvo se transcorridos dois anos do término do segundo biênio. Referido prazo (A) jamais poderá ser reduzido. (B) poderá ser reduzido a pedido de Vicente, desde que haja situação excepcional e de caráter pessoal, de- vidamente justificada. (C) somente poderá ser reduzido em caso de inexis- tência de outros Juízes que preencham os requisitos legais. (D) poderá ser reduzido, em qualquer hipótese, haja vis-ta tratar-se de competência discricionária do Tri- bunal. (E) admitirá redução tanto se houver situação de neces- sidade do Tribunal, quanto de caráter pessoal de Vicente. _________________________________________________________ 20. Analise as seguintes assertivas: I. Processar e julgar originariamente o registro, a substituição e o cancelamento do registro de can- didatos ao Congresso Nacional. II. Designar Juízes de Direito para as funções de Juí- zes Eleitorais, exceto nas hipóteses de substituição. III. Fixar a data das eleições para Governador e Vice- Governador, Deputados Estaduais, Prefeitos, Vice- Prefeitos e Vereadores, quando não determinada por disposição constitucional ou legal. IV. Processar e julgar originariamente o mandado de segurança em matéria administrativa contra seus atos, de seu Presidente, de seus Membros, do Cor- regedor, dos Juízes Eleitorais e dos Membros do Ministério Público Eleitoral de primeiro grau. No que concerne às competências do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, está correto o que consta APENAS em (A) II. (B) I e IV. (C) II e III. (D) I, II e III. (E) I, III e IV. Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 6 TRESP-Anal. Jud-Psicol. Organizacional-D04 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 21. Os grupos podem diferir em sua aparência e comporta- mento, no entanto, interiormente todos têm três elementos básicos: interação, atividades e (A) recursos. (B) atitudes. (C) sistemas. (D) sentimentos. (E) raciocínios. _________________________________________________________ 22. W. C. Schutz afirma que os grupos humanos tem três ne- cessidades interpessoais básicas, a saber: inclusão, con- trole e afeição. A necessidade de afeição revela-se depois da fase de controle. É a fase do reconhecimento de (A) status. (B) aceitação. (C) diferenças. (D) harmonia. (E) semelhanças. _________________________________________________________ 23. W. R. Bion (1897-1979) diz que quando um grupo se reúne, constitui simultaneamente dois grupos simbólicos: grupo de trabalho ou refinado e grupo primitivo. O grupo primitivo (A) é aberto à troca natural de experiências. (B) é impermeável à experiência. (C) é flexível à troca de informações. (D) possui elementos de ordem e organização. (E) estimula a prática do erro como forma de apren- dizagem. _________________________________________________________ 24. A tecnologia da informação permite a formação de estru- turas em (A) rede. (B) bloco. (C) simetria. (D) organograma. (E) similaridade. _________________________________________________________ 25. No Grid Gerencial, propostos por Blake e Mouton são identificados cinco estilos de liderança: country club; en- fraquecido; meio-termo; tarefa e (A) equipe. (B) democrático. (C) autoritário. (D) submisso. (E) carismático. 26. A autoridade formal e liderança nem sempre andam e nem precisam andar juntas. A pessoa que ocupa uma posição de autoridade formal pode não ter liderança informal sobre seus colaboradores. Uma característica da autoridade formal é de que (A) a liderança é produto de inúmeros fatores. (B) o líder é instrumento para resolver os problemas da comunidade. (C) o colaborador participa ativamente na definição das metas de trabalho. (D) a liderança tem duração de utilidade do líder para o grupo de colaboradores. (E) se fundamenta em leis aceitas de comum acordo, que criam figuras de autoridades dotadas do poder de comando. _________________________________________________________ 27. Não se deve enxergar a liderança apenas como habilidade pessoal, mas como um processo interpessoal dentro de um contexto complexo, no qual outros elementos estão presentes. A liderança não é apenas um atributo da pes- soa, mas uma combinação de quatro variáveis ou ele- mentos: as características do líder; as dos liderados; as da missão ou tarefa a ser realizada e (A) a conjuntura social, econômica e política. (B) os elementos imponderáveis apresentados na estrutura organizacional. (C) o conjunto de regras estabelecido a ser cumprido por cada colaborador na empresa. (D) os fatores socioambientais presentes na comuni- dade em que a empresa está instalada. (E) as crenças religiosas e culturais praticadas pelos colaboradores de uma dada comunidade. _________________________________________________________ 28. O que liga o líder aos seguidores é a existência de uma tarefa ou missão. As missões que o líder propõe ao grupo podem ser classificadas em dois tipos: moral e calculista. Na missão calculista o líder (A) lança desafios e apela ao senso de responsabi- lidade, valores, desejos e aptidões dos seus se- guidores. (B) usa palavras de ordem como comprometimento, en- gajamento para enfatizar a importância de todos no cumprimento das metas. (C) dá valor aos seguidores que se dedicam a atividades em que encontram recompensas psicológicas intrín- secas. (D) atua com promessas de recompensas em troca da obediência dos seguidores. (E) acredita que a recompensa que seu liderado recebe é a satisfação no cumprimento de uma dada missão. Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 TRESP-Anal. Jud-Psicol. Organizacional-D04 7 29. O líder orientado para as pessoas tende a apresentar os seguintes comportamentos: (A) enfatiza o cumprimento de prazos e busca sempre superar a concorrência para obter resultados supe- riores. (B) esclarece as responsabilidades individuais; focaliza o trabalho do colaborador e do grupo e focaliza o cumprimento de metas. (C) apoia os colaboradores; focaliza o próprio colabo- rador ou grupo, enfatizando as relações humanas e o desenvolvimento da capacidade de trabalhar em equipe e é amigável. (D) busca sempre superar desempenhos passados; fo- caliza a necessidade do cumprimento dos padrões de qualidade e cria controles de supervisão sobre os trabalhos realizados por cada colaborador. (E) identifica o que cada colaborador deve realizar no trabalho; atua com controles de qualidade bem esta- belecidos e promove foco em resultados no grupo. _________________________________________________________ 30. Segundo Hersey e Blanchard existem quatro estilos ou formas de liderança. O Estilo 2 compreende (A) alto nível de comportamentos orientados para a ta- refa e baixo nível de relacionamento. (B) alto nível de comportamentos orientados simultanea- mente para a tarefa e relacionamento. (C) baixo nível de comportamentos orientados para a tarefa e baixo nível de relacionamento. (D) alto nível de comportamentos orientados para a tarefa e alto nível de produção. (E) baixo nível de comportamentos orientados para a tarefa e alto nível de relacionamento. _________________________________________________________ 31. Na fase de recrutamento, o mercado de trabalho apre- senta-se sob várias formas. Um mercado de trabalho indi- cado como cíclico indica que (A) há equilíbrio entre a oferta e a demanda de mão de obra. (B) os candidatos em potencial estão à disposição da empresa recrutadora naquele momento. (C) a mão de obra só está disponível em certas oca- siões. (D) a oferta de candidatos é limitada naquele momento que se necessita cumprir a vaga. (E) há disponibilidade mais ou menos constante de can- didatos em potencial. _________________________________________________________32. A correta avaliação de qualquer programa de recruta- mento baseia-se, principalmente: na rapidez de atendi- mento à requisição encaminhada pela unidade interes- sada; no número de candidatos potencialmente capaci- tados para cada vaga anunciada; no custo operacional relativamente baixo do recrutamento face à qualidade e quantidade dos candidatos encaminhados e (A) na maior permanência dos candidatos no emprego ao serem efetivados. (B) no grau de satisfação dos requisitantes quanto aos candidatos encaminhados para entrevista. (C) no uso correto das fontes de recrutamento disponí- veis no mercado. (D) no grau de satisfação manifestado pelos candidatos admitidos após o prazo de experiência. (E) na indicação dos recém-admitidos de novos candi- datos para as vagas em aberto. 33. Teste que consta de seis páginas com traços que devem ser acompanhados pelo examinando, com as mãos direita e esquerda, a princípio sob controle visual e depois às cegas; para interceptar a vista, na segunda fase das ope- rações, usa-se uma folha de papelão ou tabuleta qua- drangular. Trata-se do teste denominado (A) Kohs. (B) PMK. (C) TAT. (D) CAT. (E) Rorscharch. _________________________________________________________ 34. As informações a respeito do cargo a ser preenchido po- dem ser colhidas por meio de cinco maneiras distintas: descrição e análise do cargo; técnica dos incidentes críti- cos; requisição de pessoal; análise do cargo no mercado e hipótese de trabalho. A análise do cargo no mercado ocor- re quando (A) a ficha de inscrição de novos candidatos se torna fonte primordial para o lançamento do processo de seleção dos candidatos. (B) a coleta de dados, a respeito de cargos, cujo con- teúdo depende basicamente das características pes- soais que o ocupante do cargo deverá possuir para um desempenho bem-sucedido. (C) a coleta de dados, a respeito de cargos, cujo con- teúdo depende basicamente das competências técnicas que o ocupante do cargo deverá possuir para um desempenho considerado bem-sucedido no mercado concorrente. (D) a organização não dispõe de informações sobre os requisitos e características essenciais ao cargo a ser preenchido, por se tratar de algum cargo novo ou cujo conteúdo esteja fortemente atrelado ao desen- volvimento tecnológico, ela lança mão da pesquisa no mercado. (E) há necessidade de se acompanhar de forma siste- mática e criteriosa a ocorrência dos bons desem- penhos e dos desempenhos fracos ocorridos por colaboradores de outras empresas no mercado de trabalho, visando assim auxiliar na definição de um critério claro de obtenção das competências neces- sárias para a definição do processo seletivo para o cargo em aberto. _________________________________________________________ 35. Entre as vantagens da entrevista estruturada no processo de seleção, pode-se citar a que (A) proporciona um conjunto de princípios para o uso na interpretação dos fatos subjetivos com a intenção de avaliar o potencial do candidato. (B) deixa o entrevistador livre para realizar as perguntas que julga serem as mais significativas para avaliar as competências técnicas do candidato. (C) o produto final da entrevista é mais uma conversa amistosa do que uma análise das características de personalidade do candidato. (D) a avaliação do candidato torna-se intuitiva, pois a preocupação do entrevistador é a de cobrir todas as áreas de interesses do candidato para a vaga em aberto. (E) torna possível a cobertura sistemática e completa de toda a informação necessária para predizer o pro- vável sucesso do candidato no cargo pretendido. Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 8 TRESP-Anal. Jud-Psicol. Organizacional-D04 36. No treinamento da sensitividade o que vale (A) é o método. (B) é o conteúdo. (C) é o processo. (D) é o conhecimento. (E) são as expressões. _________________________________________________________ 37. Existem basicamente três grupos de entendimento do sentido da educação na sociedade (Luckesi), que se re- velam em três tendências filosófico-políticas para com- preender a prática educacional. São elas: redentora, reprodutora e transformadora. A transposição dessas ideias para um sistema de educação corporativa parece útil para os responsáveis pela concepção de programas educacionais, pois permite identificar com clareza como deverão ser trabalhados os aspectos relativos à cultura empresarial. Uma estratégica de reprodução é funda- mental em ações e programas educacionais dirigidos para (A) lideranças empresariais, estimulando-as a identificar discrepâncias de percepção entre a cultura atual declarada e a praticada na empresa. (B) os líderes e gestores empresariais e formadores de opinião em geral, quer sejam membros internos, quer externos. Deve enfatizar os traços culturais vigentes alavancadores do sucesso empresarial. (C) novos colaboradores da empresa, para que possam se atualizar à realidade presente. É adequada e necessária para todos aqueles que apresentem baixo grau de alinhamento cultural. (D) novos parceiros e fornecedores para que possam se atualizar à realidade presente. É adequada e necessária para todos aqueles que apresentem baixo grau de alinhamento cultural. (E) todos os níveis gerenciais com a intenção de verificarem barreiras que impedem a prática qualificada da cultura empresarial desejada, para que seja possível formular um projeto de mudança rumo à nova cultura empresarial, que por sua vez fundamentará o futuro processo de reeducação. _________________________________________________________ 38. Donald Kirkpatrick (1998) propõe a aplicação de uma avaliação de treinamento em quatro níveis: reação, apren- dizado, aplicação e resultados. Avaliar resultados no nível de resultados, significa determinar se o treinamento (A) afetou positivamente os resultados dos negócios ou contribuiu com os objetivos da organização. (B) gerou significado para que os participantes melho- rem ou aumentem seus conhecimentos na prática do seu trabalho e em suas vidas. (C) trouxe identificação às pessoas treinadas para que possam transferir os novos conhecimentos e habili- dades assimilados para o ambiente real de trabalho. (D) foi percebido como satisfatório pelos treinandos quanto aos recursos utilizados, ambiente e insta- lações. (E) foi percebido como satisfatório pelos treinandos quanto às metodologias aplicadas durante o treinamento e a habilidade dos instrutores em trans- mitirem os conteúdos propostos. 39. A estrutura latente dos grupos, na concepção de Moreno, não é apenas uma distribuição de afetos dentro do grupo. É uma realidade afetiva e cognoscitiva, pois representa para cada membro do grupo as formas como: vivem o grupo e seus membros; vive sua própria situação dentro do grupo; percebe os outros e a distância social que experimenta em relação a eles e como é (A) reconhecido por si. (B) atingido pelos outros. (C) percebido pelos outros. (D) representado emocionalmente pelos outros. (E) acolhido pelos outros membros do grupo. _________________________________________________________ 40. A segurança no trabalho apresenta como formação e complementação de seus objetivos três condições, as quais explicam de forma direta e transparente alguns critérios básicos de sua aplicabilidade. São eles: identifi- cação das principais causas; correção e manutenção das estruturas físicas e prevenção, redução e eliminação de acidentes. Na identificação das principais causas (A) já é possível, de maneira concomitante, que se atue no planejamentoe execução de programas de pre- venção de saúde, que auxiliem na melhor qualidade de vida dos trabalhadores. (B) é importante que os gestores assumam responsa- bilidades sobre a correção dos desvios identificados, para que possam ser tomadas providências que eliminem prejuízos futuros. (C) é importante que os gestores assumam responsa- bilidades sobre a correção dos desvios identificados, para que possam acionar os órgãos competentes da empresa, visando o saneamento das discrepâncias identificadas. (D) estar atento às ocorrências de acidentes de trabalho é uma característica importante dos gestores da organização, principalmente no de pessoas. Contu- do, ainda hoje, existem gestores que parecem não querer enxergar o que precisa ser feito. (E) é importante que os gestores assumam responsa- bilidades sobre a correção dos desvios identificados, para que possam assumir integralmente a responsa- bilidade pelo ocorrido. _________________________________________________________ 41. Para Kurt Lewin, a mudança organizacional é um proces- so que possui três fases: descongelamento, movimento e recongelamento. O movimento é a fase no processo de mudança na qual os líderes (A) asseguram segurança psicológica com relação à mudança e comunicam que outras organizações em circunstâncias semelhantes, já realizaram mudanças obtendo êxito. (B) retêm internamente as novas abordagens implemen- tando sistemas de avaliação que conduzam aos comportamentos esperados e criando sistemas de recompensa que os reforcem. (C) fornecem uma fundamentação racional para que os colaboradores se comprometam com o status quo e dirijam seus esforços para o cumprimento dos novos objetivos organizacionais. (D) criam novos patamares de exigência para gerar elevados níveis de produção e incentivar o alcance de novas metas. (E) ajudam a implementar novas abordagens forne- cendo informações que deem suporte às mudanças propostas e fornecendo recursos e treinamento para trazer à tona mudanças efetivas no comportamento. Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 TRESP-Anal. Jud-Psicol. Organizacional-D04 9 42. A Síndrome DADA (síndrome de degeneração, aversão, depressão e aceitação) é uma sequência de estágios (A) que determinam o medo que os indivíduos enfren- tam quando diante de um processo de mudança. (B) pelos quais as organizações passam até terem seus objetivos estratégicos atingidos dentro de um novo cenário de mercado. (C) por meio dos quais os indivíduos podem se mover ou nos quais podem ficar estagnados quando enfrentam uma mudança indesejada. (D) que indicam baixa tolerância da empresa para pla- nejar processos de mudança, mesmo em situações de crise. (E) que determinam a diferença entre os objetivos cor- porativos e os anseios individuais dos colabora- dores, frente à mudanças. _________________________________________________________ 43. As culturas organizacionais são baseadas (A) nos tipos de segmentos de atuação da empresa e definem o perfil dos clientes. (B) nas estratégias de condução dos negócios, que norteiam a conduta de relacionamento com os clientes e concorrentes. (C) na visão do fundador e dos colaboradores que dire- cionam o tipo de posicionamento que a empresa adotará no mercado. (D) em valores que são compartilhados pela maioria dos colaboradores e dos gerentes e fazem com que as normas norteiem o comportamento. (E) nas experiências vividas pelos funcionários e que fundamentam suas expectativas em relação ao local de trabalho. _________________________________________________________ 44. A auditoria cultural é uma ferramenta para (A) verificar se os comportamentos adotados pelos clientes estão sendo aplicados. (B) avaliar e compreender a cultura de uma organi- zação. (C) identificar desvios e perdas financeiras. (D) eliminar subculturas que possam ter sido criadas na organização. (E) estimular a aplicação do código de ética junto aos fornecedores. _________________________________________________________ 45. Na teoria de motivação desenvolvida por David McClelland, a necessidade de poder é definida como o desejo de (A) assumir responsabilidade pessoal por seu trabalho. (B) direcionar o desempenho para um padrão de excelência. (C) influenciar pessoas e eventos. (D) solucionar problemas complexos. (E) ser elogiado constantemente. 46. O princípio mais importante da teoria do reforço é a lei (A) do efeito. (B) da ocorrência. (C) da probabilidade. (D) do desempenho. (E) da tendência central. _________________________________________________________ 47. A expressão cidadania organizacional refere-se (A) à prática gerencial que estimula a participação e o posicionamento dos colaboradores em ações políti- cas. (B) à atuação da empresa em projetos voltados à comu- nidade onde atua. (C) à participação dos colaboradores em projetos volta- dos à construção de um clima de trabalho saudável. (D) às políticas organizacionais que estimulam um clima de trabalho percebido como favorável por seus par- ceiros externos. (E) às contribuições individuais no local de trabalho que vão além das exigências do cargo e das relações profissionais remuneradas por contrato. _________________________________________________________ 48. O clima organizacional refere-se às interpretações (A) da direção em relação as políticas vigentes. (B) das necessidades dos colaboradores perante as políticas de recursos humanos praticadas no mer- cado. (C) do grupo para com o nível de engajamento para com as ações sociais. (D) do indivíduo e do grupo de certas características ou eventos. (E) dos profissionais de recursos humanos em relação à prática de gestão. _________________________________________________________ 49. Para E. H. Schein, na consultoria de procedimentos ou consultoria de processos, o agente da mudança ensina (A) técnicas e processos. (B) habilidades e valores. (C) padrões e procedimentos. (D) atitudes e condutas. (E) comportamentos e visão estratégica. _________________________________________________________ 50. Desenvolvimento Organizacional ou DO é um termo utili- zado para englobar um conjunto de (A) conhecimentos, a serem aplicados a curto prazo, que visam melhorar a satisfação dos funcionários e sua performance no trabalho. (B) ações estratégicas de manutenção planejadas, sintonizadas com a missão da empresa, que visam mantê-la viável e competitiva em seu mercado de atuação. (C) políticas alinhadas aos valores da empresa, que visam manter um sistema de relacionamento com todos os segmentos da sociedade com os quais mantém interações. (D) objetivos elaborados pela direção da empresa, que visam melhorar sua performance no mercado em que atua. (E) intervenções de mudança planejada, com base em valores humanos e democráticos, que visam melho- rar a eficácia organizacional e o bem estar das pessoas. Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 10 TRESP-Anal. Jud-Psicol. Organizacional-D04 51. A rotatividade de pessoal não é uma causa, mas o efeito de algumas variáveis externas e internas. As informações sobre essas variáveis são obtidas por meio (A) da entrevista de desligamento. (B) do acompanhamento das oportunidades de emprego no mercado de trabalho. (C) da análise da conjuntura econômica. (D) do índice de satisfação em relação à remuneração. (E) do acompanhamento das oportunidades de cresci- mentointerno. _________________________________________________________ 52. A divergência que é o núcleo de um conflito pode ser factual ou hermenêutica. A divergência hermenêutica dá- se quando (A) uma parte reconhece nas ações da outra parte uma intencionalidade incompatível com seus propósitos. (B) uma parte baseia-se na supressão do outro para eliminar o conflito. (C) existem tensões simbólicas entre as partes. (D) existem tensões projetadas entre as partes. (E) há insatisfação em relação à remuneração. _________________________________________________________ 53. A interferência em uma negociação ou em um conflito de uma terceira parte aceitável, tendo poder de decisão limitado ou não-autoritário, e que ajuda as partes envol- vidas a chegarem voluntariamente a um acordo aceitável com relação às questões em disputa, é denominada (A) mediação. (B) resolução. (C) contenda. (D) arbitragem. (E) conciliação. _________________________________________________________ 54. Os conflitos emergentes são disputas (A) em que as partes não são identificadas e ainda existe um esforço para explorar o problema. (B) onde forças implícitas não foram reveladas e não se chegou a um conflito extremamente polarizado, as partes ainda não se envolveram em uma negocia- ção. (C) onde as partes não têm consciência da seriedade da discórdia ocorrida e não estão mobilizadas para ini- ciar um confronto. (D) em que as partes estão envolvidas em uma disputa ativa e contínua e na negociação ocorreu um im- passe. (E) em que as partes são identificadas, a disputa é re- conhecida e muitas questões estão claras, entre- tanto, não ocorreu uma negociação cooperativa viá- vel ou um processo de resolução de problemas. _________________________________________________________ 55. Em uma negociação há cinco opções gerais de estratégia: competição, evitação, acomodação, compromisso nego- ciado e negociação baseada nos interesses. No compro- misso negociado (A) nenhuma das partes importa-se com a disputa. (B) os interesses das partes não estão relacionados. (C) uma das partes não é cooperativa e não está dis- posta a negociar. (D) todas as partes desistem de alguns de seus obje- tivos para atingir outros. (E) todas as partes sentem que suas necessidades e interesses foram satisfeitos. 56. As competências consideradas essenciais para uma orga- nização ou core competences são as (A) semelhantes a todas as organizações que atuam em um determinado segmento de mercado. (B) que cada departamento da empresa deve construir e possuir em sua área de especialização. (C) que cada líder deve construir e possuir para ge- renciar pessoas. (D) que cada colaborador deve construir e possuir para desempenhar a contento sua função. (E) distintivas que toda organização precisa construir e possuir para manter sua vantagem competitiva sobre as demais. _________________________________________________________ 57. Em um sistema de gestão de desempenho, a preocupa- ção principal das organizações está voltada para a me- dição, avaliação e monitoramento de quatro aspectos prin- cipais: (A) remuneração, clima, cultura e posicionamento no mercado. (B) resultados, desempenho, competências e fatores crí- ticos de sucesso. (C) contribuição individual, qualidade dos processos, ca- pacitação dos avaliadores e satisfação dos clientes. (D) comprometimento dos colaboradores, capacitação dos líderes, resultados financeiros e diferenciais competitivos. (E) remuneração variável, motivação, cumprimento das regras e qualidade de vida dos funcionários. _________________________________________________________ 58. O espaço ocupacional surgiu inicialmente como expressão para designar o conjunto de atribuições e responsabilida- des das pessoas. Gradualmente, tornou-se um conceito que procura estabelecer a correlação entre (A) objetivos e resultados. (B) complexidade e entrega. (C) conhecimento e experiência. (D) cargos e remuneração. (E) competências e desempenho. _________________________________________________________ 59. A comunicação tem quatro funções básicas dentro de um grupo ou de uma organização: (A) controle, motivação, expressão emocional e infor- mação. (B) comprometimento, semântica, feedback e decodifi- cação. (C) formal, informal, entendimento e expressão. (D) vertical, horizontal, não verbal e oral. (E) emissão, recepção, clareza e canal. _________________________________________________________ 60. As redes formais de comunicação em uma organização podem ser classificadas em três tipos: cadeia, roda e to- dos os canais. A rede do tipo roda (A) segue as regras de divulgação da marca definidas pela organização. (B) segue rigidamente a cadeia formal de comando. (C) permite que todos os membros do grupo comuni- quem-se ativamente uns com os outros. (D) flui de forma lateral, entre grupos de mesmo nível hierárquico. (E) depende de uma figura central para atuar como con- dutor de toda a comunicação do grupo. Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 TRESP-Anal. Jud-Psicol. Organizacional-D04 11 PROVA DISCURSIVA − REDAÇÃO Atenção: Deverão ser rigorosamente observados os limites mínimo de 20 (vinte) linhas e máximo de 30 (trinta) linhas, sob pena de perda de pontos a serem atribuídos à Redação. Escolha UMA (apenas uma) das seguintes propostas para elaborar a sua redação e identifique na Folha de Redação Definitiva, no campo apropriado para tal, o número da proposta escolhida. PROPOSTA No 1 A sociedade busca uma Justiça mais célere, capaz de resolver questões cada vez mais complexas. Nesse sentido, o que se espera das instituições é o desenvolvimento e a utilização de instrumentos de gestão que garantam uma resposta eficaz. Esse cenário impõe a necessidade de contar com profissionais altamente capacitados, aptos a fazer frente às ameaças e a aproveitar as oportunidades, propondo mudanças que possam atender as demandas do cidadão. A partir desse raciocínio é possível visualizar a gestão de pessoas por competências. (Fragmento adaptado de Gestão de pessoas por competências. portal.cjf.jus.br/cjf/gestao-por- competencias) Considerando o que está transcrito acima, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: A gestão por competências e as contribuições que esse modelo pode trazer para a Justiça brasileira PROPOSTA No 2 O que pensaria Simone Weil do trabalho na era da informática e da microeletrônica? Só podemos responder por aproximações e conjeturas. Trabalhar, para Simone Weil, é reconhecer e enfrentar o peso do real, é dar forma à matéria respeitando as suas propriedades. Ora, o “trabalho” realizado pelos meios eletrônicos se exerce sobre signos, isto é, mediante números, cifras, letras, traços, pontos, abstrações dos dados da realidade natural e social. Igualmente é ignorada pela cultura eletrônica a mestria manual e, em senso lato, corporal. A internet pode levar ao extremo o vezo intemperante da curiosidade, que consiste em passar de um signo a outro, de uma imagem a outra, sem que se faça necessário o exercício da atenção perseverante às coisas e aos seres humanos, que Simone Weil prezava como alta virtude da inteligência e do caráter. (Fragmento adaptado de Alfredo Bosi. Ideologia e contraideologia. S.Paulo: Cia. das Letras, 2010. p.174-5) Considerando o que está transcrito acima, redija um texto dissertativo-argumentativosobre o seguinte tema: As transformações no mundo do trabalho e as possibilidades de realização profissional e pessoal na era da informática e da microeletrônica Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 12 TRESP-Anal. Jud-Psicol. Organizacional-D04 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 PROPOSTA ESCOLHIDA: NO: Caderno de Prova ’D04’, Tipo 001 Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo Analista e Técnico Judiciário Relação dos gabaritos C. Básicos/C. Específ./Redação Cargo ou opção D04 - AN JUD- ÁREA AP ESP - ESPEC PSICOLOGIA (ORGANIZAC) Tipo gabarito 1 001 - A 002 - E 003 - B 004 - D 005 - C 006 - D 007 - A 008 - E 009 - C 010 - B 011 - C 012 - B 013 - A 014 - D 015 - C 016 - E 017 - A 018 - D 019 - C 020 - E 021 - D 022 - C 023 - B 024 - A 025 - A 026 - E 027 - A 028 - D 029 - C 030 - B 031 - C 032 - A 033 - B 034 - D 035 - E 036 - C 037 - B 038 - A 039 - C 040 - D 041 - E 042 - C 043 - D 044 - B 045 - C 046 - A 047 - E 048 - D 049 - B 050 - E 051 - A 052 - A 053 - A 054 - E 055 - D 056 - E 057 - B 058 - B 059 - A 060 - E N do CadernooN de Inscriçãoo ASSINATURA DO CANDIDATO N do Documentoo Nome do Candidato Conhecimentos Básicos Conhecimentos Específicos Discursiva - Redação P R O V A INSTRUÇÕES VOCÊDEVE ATENÇÃO - Verifique se este caderno: - corresponde a sua opção de cargo. - contém 60 questões, numeradas de 1 a 60. - contém a proposta e o espaço para o rascunho da redação. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo. - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu. - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo: - Ler o que se pede na Prova Discursiva - Redação e utilizar, se necessário, o espaço para rascunho. - Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta. - Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. - Responda a todas as questões. - Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora. - Você deverá transcrever a redação, a tinta, na folha apropriada. Os rascunhos não serão considerados em nenhuma hipótese. - Você terá 4 horas para responder a todas as questões, preencher a Folha de Respostas e fazer a Prova Discursiva - Redação (rascunho e transcrição). - Ao término da prova devolva este caderno de prova ao aplicador, juntamente com sua Folha de Respostas e a folha de transcrição da Prova Discursiva - Redação. - Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados. A C D E Analista Judiciário - Área Apoio Especializado Especialidade Psicologia Concurso Público para provimento de cargos de Janeiro/2012 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO CEARÁ Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 MODELO 0000000000000000 MODELO1 00001−0001−0001 2 TRECE-Conhecimentos Básicos2 CONHECIMENTOS BÁSICOS Língua Portuguesa Atenção: As questões de números 1 a 5, referem-se ao texto abaixo. O tempo, como o dinheiro, é um recurso escasso. Isso poderia sugerir que ele se presta, portanto, à aplicação do cál- culo econômico visando o seu melhor proveito. O uso racional do tempo seria aquele que maximiza a utilidade de cada hora do dia. Diante de cada opção de utilização do tempo, a pessoa delibera e escolhe exatamente aquela que lhe proporciona a melhor relação entre custos e benefícios. Ocorre que a aplicação do cálculo econômico às deci- sões sobre o uso do tempo é neutra em relação aos fins, mas exigente no tocante aos meios. Ela cobra uma atenção alerta e um exercício constante de avaliação racional do valor do tempo gasto. O problema é que isso tende a minar uma certa disposi- ção à entrega e ao abandono, os quais são essenciais nas ativi- dades que envolvem de um modo mais pleno as faculdades hu- manas. A atenção consciente à passagem das horas e a preo- cupação com o seu uso racional estimulam a adoção de uma atitude que nos impede de fazer o melhor uso do tempo. Valéry investigou a realidade dessa questão nas con- dições da vida moderna: “O lazer aparente ainda permanece co- nosco e, de fato, está protegido e propagado por medidas legais e pelo progresso mecânico. O nosso ócio interno, todavia, algo muito diferente do lazer cronometrado, está desaparecendo. Es- tamos perdendo aquela vacuidade benéfica que traz a mente de volta à sua verdadeira liberdade. As demandas, a tensão, a pressa da existência moderna perturbam esse precioso re- pouso.” O paradoxo é claro. Quanto mais calculamos o benefí- cio de uma hora “gasta” desta ou daquela maneira, mais nos afastamos de tudo aquilo que gostaríamos que ela fosse: um momento de entrega, abandono e plenitude na correnteza da vida. Na amizade e no amor; no trabalho criativo e na busca do saber; no esporte e na fruição do belo − as horas mais felizes de nossas vidas são precisamente aquelas em que perdemos a noção da hora. (Adaptado de Eduardo Giannetti. O valor do amanhã. São Paulo, Cia. das Letras, 2005, p.206-209) 1. O posicionamento crítico adotado pelo autor em relação ao emprego do cálculo econômico sobre a utilização do tempo está em: (A) O uso racional do tempo seria aquele que maximiza a utilidade de cada hora do dia. (B) Diante de cada opção de utilização do tempo, a pes- soa delibera e escolhe exatamente aquela que lhe proporciona a melhor relação entre custos e bene- fícios. (C) A atenção consciente à passagem das horas e a preocupação com o seu uso racional estimulam a adoção de uma atitude que nos impede de fazer o melhor uso do tempo. (D) Isso poderia sugerir que ele se presta, portanto, à aplicação do cálculo econômico visando o seu me- lhor proveito. (E) O lazer aparente ainda permanece conosco e, de fato, está protegido e propagado por medidas legais e pelo progresso mecânico. 2. O paradoxo a que o autor se refere está corretamente re- sumido em: (A) O tempo despendido na busca de conhecimento é recompensado pelo saber. (B) Os momentos de relaxamento pleno advêm do bom planejamento do uso do tempo. (C) A criatividade confere maiorqualidade ao tempo despendido com o trabalho. (D) O controle do uso do tempo compromete o seu aproveitamento prazeroso. (E) As horas de maior prazer são aquelas empregadas em atividades bem planejadas. _________________________________________________________ 3. Leia atentamente as afirmações abaixo. I. O problema é que isso tende a minar... (2o pará- grafo) O pronome grifado se refere a decisões sobre o uso do tempo. II. ... os quais são essenciais nas atividades que en- volvem de um modo mais pleno as faculdades hu- manas. (2o parágrafo) O segmento grifado na frase acima se refere aos termos a entrega e o abandono. III. Os segmentos vacuidade benéfica (3o parágrafo) e fruição do belo (4o parágrafo) estão corretamente traduzidos, respectivamente, por esmorecimento revigorante e deleite venturoso. Está correto o que se afirma APENAS em (A) II. (B) I e III. (C) I. (D) II e III. (E) I e II. _________________________________________________________ 4. ... aquele que maximiza a utilidade de cada hora do dia. (1o parágrafo) O verbo que exige o mesmo tipo de complemento do verbo grifado acima está em: (A) ... aquela que lhe proporciona a melhor relação entre custos e benefícios. (B) ... a adoção de uma atitude que nos impede de... (C) Valéry investigou a realidade dessa questão nas condições da vida moderna... (D) Diante de cada opção de utilização do tempo, a pes- soa delibera... (E) ... que ele se presta, portanto, à aplicação do cálculo econômico... _________________________________________________________ 5. Das decisões cotidianas relacionadas ...... distrações e dietas ...... escolhas profissionais e afetivas de longo pra- zo, o modo como usamos o tempo influencia todos os se- tores da vida e acarreta algum tipo de ônus ...... ser pago futuramente. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: (A) a - às - à (B) à - as - à (C) à - às - a (D) à - as - a (E) a - às - a Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 TRECE-Conhecimentos Básicos2 3 Atenção: As questões de números 6 a 8 referem-se ao texto abaixo. Setembro de 2005 Woody Allen acabou de montar Scoop − O grande furo. Agora vai tentar elaborar seu próximo filme, mas não sabe onde ele será feito. Londres foi um prazer inesperado, e ele pretendia fazer o terceiro filme seguido lá, mas o sucesso crítico e finan- ceiro de Match Point deu origem a outras possibilidades. − Vou esperar até ver Scoop para perguntar mais, mas você gostaria de fazer alguma observação? − Tenho um papel no filme porque é uma comédia, au- tomaticamente mais leve. Houve um tempo em que eu, mais jovem, estava ligado em comédia e pensava: Ah, isto é en- graçado. Mas não sinto mais a mesma coisa. Foi divertido fazer Match Point e fiquei muito envolvido como espectador enquanto fazia o filme. Adorei o fato de não atuar nele, adorei o fato dele ser sério, e, quando foi lançado, me deu uma sensação boa, fiquei orgulhoso. Já por uma comédia, em especial uma comé- dia em que atuo, dificilmente eu me interesso. (Adaptado de Eric Lax. Conversas com Woody Allen. Trad. José Rubens Siqueira. São Paulo, Cosac Naify, 2009, p.69) 6. ... e ele pretendia fazer o terceiro filme seguido lá... O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o gri- fado acima está em: (A) Houve um tempo em que eu... (B) ... o sucesso crítico e financeiro de Match Point deu origem a outras possibilidades. (C) ... mas você gostaria de fazer alguma observação? (D) ... estava ligado em comédia... (E) Mas não sinto mais a mesma coisa. _________________________________________________________ 7. ... em especial uma comédia em que atuo... O segmento grifado acima preenche corretamente a la- cuna da frase: (A) A trilha sonora ...... Philip Glass compôs para o filme Sonho de Cassandra é carregada de tensão. (B) O estúdio musical ...... as trilhas sonoras de Woody Allen são gravadas já abrigou uma galeria de arte. (C) A crítica ...... os cineastas deparam a cada filme costuma ser inócua para suas obras. (D) Um filme ...... Woody Allen deve se orgulhar é Match Point. (E) Diane Keaton é uma atriz ...... Woody Allen pôde contar diversas vezes. 8. O livre comentário sobre o filme Match Point que foi redi- gido com clareza, correção e lógica está em: (A) Com o grande sucesso de crítica e público alcança- dos quando foi exibido em Cannes, Match Point, a despeito de outros projetos realizados pelo cineasta, à medida em que obteve considerável retorno finan- ceiro, configura-se, assim, como um dos filmes mais sombrios feito por Woody Allen. (B) Match Point, um dos filmes mais sombrios de Woody Allen, cujo grande sucesso de crítica e público foram alcançados quando exibido em Cannes, a despeito de outros projetos realizados pelo cineasta, obteve considerável retorno financeiro. (C) Um dos filmes mais sombrios de Woody Allen, Match Point, cujo o grande sucesso de crítica e público seriam alcançados em sua exibição em Cannes, difere de outros projetos realizados pelo ci- neasta, conquanto obteve considerável retorno fi- nanceiro. (D) Match Point, um dos filmes mais sombrios de Woody Allen, alcançou grande sucesso de crítica e público quando foi exibido em Cannes e, ao contrário de outros projetos realizados pelo cineasta, obteve con- siderável retorno financeiro. (E) A despeito de ser um dos filmes mais sombrios fei- tos por Woody Allen, quando foi exibido em Cannes Match Point, diferentemente de outros projetos reali- zados pelo cineasta, que obteve considerável retorno financeiro, alcança grande sucesso de crítica e público. _________________________________________________________ Noções de Informática 9. Sobre sistemas operacionais é INCORRETO afirmar: (A) O sistema operacional é uma camada de hardware que separa as aplicações do software que elas aces- sam e fornece serviços que permitem que cada apli- cação seja executada com segurança e efetivida- de. (B) Na maioria dos sistemas operacionais um usuário requisita ao computador que execute uma ação (por exemplo, imprimir um documento), e o sistema ope- racional gerencia o software e o hardware para pro- duzir o resultado esperado. (C) Um usuário interage com o sistema operacional via uma ou mais aplicações de usuário e, muitas vezes, por meio de uma aplicação especial denominada shell ou interpretador de comandos. (D) Primordialmente, são gerenciadores de recursos – gerenciam hardware como processadores, memória, dispositivos de entrada/saída e dispositivos de co- municação. (E) O software que contém os componentes centrais do sistema operacional chama-se núcleo (kernel). Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 4 TRECE-Conhecimentos Básicos2 10. No BrOffice Writer, para apagar de uma só vez a palavra à esquerda do cursor utiliza-se (A) <Shift> + <Seta para esquerda>. (B) <BackSpace>. (C) <Del>. (D) <Ctrl> + <Del>. (E) <Ctrl> + <BackSpace>. _________________________________________________________ 11. Para salvar uma apresentação do BrOffice Impress com senha, (A) clica-se no menu Arquivo e em seguida na opção Salvar como. Na janela que se abre, dá-se o nome ao arquivo no campo Nome, seleciona-se a opção Ferramentas, em seguida Opções Gerais e digita-se a senha. Para concluir, clica-se no botão Salvar. (B) pressiona-se a combinação de teclas Ctrl + Shift + S e na tela que se abre, digita-se o nome do arquivono campo Nome, a senha no campo Senha e clica- se no botão Salvar. (C) clica-se no menu Arquivo e em seguida na opção Salvar. Na tela que se abre, digita-se o nome do arquivo no campo Nome, a senha no campo Senha e clica-se no botão Salvar. (D) pressiona-se a combinação de teclas Ctrl + S e na tela que se abre, digita-se o nome do arquivo no cam- po Nome, seleciona-se a caixa de combinação Sal- var com senha e clica-se no botão Salvar. Para concluir, digita-se e redigita-se a senha e clica-se no botão OK. (E) clica-se no menu Arquivo e em seguida na opção Salvar. Na janela que se abre, dá-se o nome do arquivo no campo Nome, seleciona-se a opção Ferramentas, em seguida Salvar com senha. Na janela que se abre, digita-se e redigita-se a senha e clica-se no botão Salvar. _________________________________________________________ Normas Aplicáveis aos Servidores Públicos Federais 12. Zuleica, Teodora e Bárbara são analistas dos Tribunal Re- gional Eleitoral do Estado do Ceará, sendo que Teodora é aposentada, Zuleica praticou infração disciplinar sujeita a penalidade de suspensão de até 30 dias, Teodora praticou infração disciplinar sujeita a cassação da aposentadoria e Bárbara praticou infração disciplinar sujeita a penalidade de suspensão de até 90 dias. Nestes casos, de acordo com a Lei no 8.112/90, será obrigatória a instauração de processo administrativo disciplinar para a apuração das infrações cometidas por (A) Teodora e Bárbara, apenas. (B) Zuleica, Teodora e Bárbara. (C) Teodora, apenas. (D) Zuleica e Bárbara, apenas. (E) Bárbara, apenas. 13. Com relação a Revisão do Processo Administrativo Dis- ciplinar considere: I. Em caso de falecimento, ausência ou desapare- cimento do servidor, qualquer pessoa da família po- derá requerer a revisão do processo. II. Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se to- dos os direitos do servidor, inclusive em relação à destituição do cargo em comissão. III. A revisão correrá em apenso ao processo origi- nário, sendo que na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar. IV. O requerimento de revisão do processo será diri- gido ao Ministro de Estado ou autoridade equiva- lente, que, se autorizar a revisão, encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar. Segundo a Lei no 8.112/90, está correto o que se afirma APENAS em (A) III e IV. (B) I, II e III. (C) II, III e IV. (D) I e IV. (E) I, III e IV. _________________________________________________________ 14. Segundo a Lei no 8.112/90, NÃO se incorporam ao venci- mento ou provento para qualquer efeito (A) os adicionais, apenas. (B) as gratificações, apenas. (C) as indenizações, apenas. (D) as indenizações e os adicionais. (E) as gratificações e os adicionais. _________________________________________________________ 15. Walquiria é analista judiciária do Tribunal Regional Eleito- ral do Estado do Ceará. Ela é formada em Direito, tendo concluído curso de doutorado, mestrado e de especia- lização lato sensu. Neste caso, de acordo com a Lei no 11.416/2006, Walquíria terá direito ao Adicional de Qua- lificação − AQ (A) apenas relativo ao Doutorado e ao curso de especialização lato sensu, cumulativamente. (B) apenas relativo ao Doutorado e ao Mestrado cumulativamente. (C) relativo ao Doutorado, Mestrado e do curso de especialização lato sensu, cumulativamente. (D) apenas relativo ao Doutorado. (E) apenas relativo ao curso de especialização lato sensu. Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 TRECE-Conhecimentos Básicos2 5 Regimento Interno do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará 16. Com relação a organização do Tribunal considere: I. Vagando o cargo de presidente e faltando mais de cento e oitenta dias para o término do biênio, proceder-se-á à eleição para complementação dos mandatos de presidente e vice-presidente. II. O Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Ceará elegerá seu presidente e vice-presidente dentre os dois desembargadores que o compõem, cabendo ao presidente o exercício cumulativo da Corregedoria Regional Eleitoral. III. O Supremo Tribunal Federal indicará primeiro e segundo substitutos para a categoria de desembargador. IV. Regula a antiguidade no Tribunal: a data da posse; a data da nomeação ou indicação; o anterior exercício como efetivo ou substituto; a idade. De acordo com o Regimento, está correto o que se afirma APENAS em (A) I, II e III. (B) I e IV. (C) III e IV. (D) II, III e IV. (E) I e II. 17. Ao presidente é facultado decidir monocraticamente as questões relativas a direitos e deveres dos servidores ou submetê-las à apreciação do Tribunal. Das decisões do presidente caberá (A) pedido de reconsideração e, do seu indeferimento, não caberá recurso para o Tribunal. (B) pedido de reconsideração e, do seu indeferimento, caberá recurso para o Tribunal, ambos no prazo de trinta dias a contar da publicação ou da ciência dada ao interessado. (C) apenas recurso para o Tribunal no prazo de trinta dias a contar da publicação ou da ciência dada ao interessado. (D) pedido de reconsideração e, do seu indeferimento, caberá recurso para o Tribunal, ambos no prazo de até dez dias a contar da publicação ou da ciência dada ao interessado. (E) apenas recurso para o Tribunal no prazo de até dez dias a contar da publicação ou da ciência dada ao interessado. 18. Compete ao vice-presidente (A) mandar publicar, no prazo legal, os nomes dos candidatos registrados pelo Tribunal. (B) convocar sessões extraordinárias. (C) autorizar a distribuição e a redistribuição dos processos aos membros do Tribunal. (D) conhecer, em grau de recurso, de decisão administrativa do diretor geral da secretaria. (E) presidir a comissão apuradora das eleições. 19. O Tribunal reunir-se-á em sessões (A) ordinárias e administrativas, dezesseis vezes por mês. (B) ordinárias e administrativas, vinte vezes por mês. (C) ordinárias e administrativas, oito vezes por mês. (D) ordinárias, uma vez ao mês. (E) administrativas, cinco vezes ao mês. 20. Dentre os processos abaixo indicados, os que serão primeiramente julgados na sessão ordinária são os (A) que visam o cancelamento de Registro de Partido Político. (B) adiados, iniciando-se por aqueles com pedido de vista. (C) que possam resultar em perda de mandato eletivo. (D) extrapauta. (E) que possam resultar em inelegibilidade por prazo superior a dois anos. Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 6 TRECE-Anal.Jud-Psicologia-F06 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 21. Freud comparava o inconsciente a um grande salão de entrada no qual um grande número de pessoas, cheias de energia e consideradas de má reputação, movem-se desordenadamente, agrupam-se e lutam incansavelmente para escapar até um pequeno salão contíguo. No entanto, um guarda atento protege o limiar entre o grande salão de entrada e a pequena sala de recepção. O guarda possui dois métodos para prevenir que elementos indesejáveis escapem do salão de entrada: ou os recusa na porta de entrada ou expulsa aqueles que haviam ingressado clandestinamente na sala de recepção. O efeito nos dois casos é o mesmo: os indivíduos ameaçadores e desordei- ros são impedidos de entrar no campo de visão de um hóspede importante que está sentado no fundo da sala de recepção, atrás de uma tela. O significado da analogia é óbvio. As pessoas no salão de entrada representamas imagens inconscientes. A pequena sala de recepção é (A) a representação de um mecanismo de defesa consciente. (B) a consciência. (C) a pré-consciência. (D) o superego. (E) o ego. _________________________________________________________ 22. Para Maslow são vários os obstáculos que normalmente impedem o crescimento de um indivíduo na direção da autorrealização, entre eles o Complexo de Jonas, o medo de ser o melhor. Este complexo é caracterizado pelas tentativas de um indivíduo de (A) contrassatisfazer suas necessidades secundárias, tentando engajar-se em ações que possam dar sentido à sua vida, tal qual a personagem bíblica Jonas procurou escapar de seu destino. (B) contrassatisfazer suas necessidades primárias, impedindo o indivíduo de dar fluxo à sua jornada heróica. (C) mover-se em direção das necessidades sociais, impedindo o indivíduo de criar vínculos afetivos duradouros. (D) alimentar seus desejos de forma madura, buscando sempre manter relação de dependência por toda a sua vida. (E) afastar-se de seu próprio destino, da mesma forma que a personagem bíblica Jonas procurou escapar de sua sina. _________________________________________________________ 23. Enquanto a metáfora se fundamenta no fenômeno da similaridade, do simbolismo e do mecanismo de con- densação, a metomínia se caracteriza pela contiguidade, a falta de criação de um novo significado simbólico e a presença do mecanismo de (A) sublimação. (B) deslocamento. (C) introjeção. (D) repressão. (E) regressão. _________________________________________________________ 24. Para Carl Gustav Jung, a mandala representa (A) a persona. (B) o consciente coletivo. (C) a imagem perfeita do ego. (D) o self perfeito. (E) a imagem do superego. 25. Na teoria de Erich Fromm, a personalidade é refletida na orientação (A) para traços comportamentais. (B) para traços psicológicos. (C) de caráter do indivíduo. (D) para autorrealização. (E) para superação. _________________________________________________________ 26. Os testes de Rorschach e de Apercepção Temática (TAT) são classificados como (A) visuais. (B) expressivos. (C) específicos. (D) projetivos. (E) gerais. _________________________________________________________ 27. Os quatro principais dados quantitativos que devem ser considerados para efeito de mensuração do PMK são: o desvio primário, o desvio secundário, o tamanho linear e o desvio (A) axial. (B) central. (C) vertical. (D) horizontal. (E) modal. _________________________________________________________ 28. O art. 4o do Código de Ética Profissional do Psicólogo informa que, ao fixar a remuneração pelo seu trabalho, o psicólogo: levará em conta a justa retribuição aos serviços prestados e as condições do usuário ou beneficiário; esti- pulará o valor de acordo com as características da ativida- de e o comunicará ao usuário ou beneficiário antes do iní- cio do trabalho a ser realizado e assegurará a qualidade dos serviços oferecidos (A) respeitando os valores aplicados pelo mercado de saúde. (B) por meio do valor acordado. (C) respeitando as tabelas de valores indicadas pelo Conselho Regional de Psicologia do qual faz parte. (D) respeitando a média dos valores estabelecidos pelas tabelas de valores indicadas pelo Conselho Regional de Psicologia do qual faz parte. (E) independentemente do valor acordado. _________________________________________________________ 29. A Classificação de Transtornos Mentais e de Compor- tamento da CID-10 indica que o aspecto essencial do transtorno obsessivo-compulsivo são os pensamentos (A) recorrentes e atos compulsivos esporádicos. (B) obsessivos ou atos compulsivos recorrentes. (C) de morte e atos compulsivos destrutivos. (D) destrutivos e atos compulsivos obsessivos. (E) destrutivos e atos sexuais compulsivos. Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 TRECE-Anal.Jud-Psicologia-F06 7 30. A Classificação de Transtornos Mentais e de Compor- tamento da CID-10 indica que ataques recorrentes de ansiedade grave, os quais não estão restritos a qualquer situação ou conjunto de circunstâncias em particular e que são, portanto, imprevisíveis, são aspectos essenciais en- contrados no transtorno de (A) identidade. (B) ruborização. (C) pânico. (D) obsessão. (E) tique. _________________________________________________________ 31. O conceito de transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares é diretamente comparável ao dos transtornos específicos do desenvolvimento da (A) inteligência e sexualidade. (B) personalidade e sexualidade. (C) maturidade emocional e racional. (D) fala e linguagem. (E) personalidade e maturidade emocional. _________________________________________________________ 32. O assédio moral no trabalho é, ao mesmo tempo, um fenômeno relativo às esferas individual, organizacional e social, e os seus impactos e prejuízos são arcados ou imputados em diferentes graus sobrepostos. No nível organizacional, são vários os efeitos nocivos, dentre eles estão: (A) aumento de casos de estresse e depressão; turnover com custo de reposição e custos judiciais com o pagamento de indenizações. (B) prejuízo da imagem da empresa para com os clientes internos; perda de negócios e problemas familiares. (C) insegurança em realizar o trabalho; insegurança para com a empresa e aumento de colaboradores com problemas cardíacos. (D) prejuízo da imagem da empresa para com os clientes internos; enfraquecimento do network e problemas familiares. (E) desestabilização social do profissional vitimizado; insegurança no trabalho e elevação do sentimento de nulidade. _________________________________________________________ 33. Em termos de treinamento e desenvolvimento, é natural que os gestores de pessoas se utilizem do crescimento exponencial da tecnologia da informação e de novas tecnologias que estão surgindo no mundo dos negócios. Entre elas encontramos a prática do Workshop que é uma reunião de pessoas que possuem objetivos (A) diferentes e que aproveitam este encontro para re- solver situações de conflito presentes. (B) semelhantes, na maioria das vezes referentes a um assunto específico. (C) iguais e direcionados ao desenvolvimento de uma competência técnica. (D) específicos e direcionados ao desenvolvimento de uma competência interpessoal. (E) divergentes e que aproveitam para reunir pessoas de outras áreas para mediarem a situação de conflito presente. 34. A programação de um treinamento deve levar em conside- ração: quem; como; em que; onde e quando treinar. No processo de treinamento, a decisão quanto à estratégia a ser adotada deve ser trabalhada na etapa de (A) aplicação do treinamento. (B) levantamento de necessidades de treinamento. (C) diagnóstico de treinamento. (D) avaliação do treinamento. (E) desenho do programa de treinamento. _________________________________________________________ 35. Uma entrevista de desligamento deve buscar informações sobre os seguintes aspectos: motivo que determinou o desligamento; opinião do funcionário a respeito da em- presa, do seu gestor e dos colegas; opinião a respeito do cargo, horário de trabalho e condições de trabalho; opinião a respeito do salário, benefícios sociais e oportunidades de progresso; opinião a respeito do relacionamento humano, moral e atitude das pessoas e opinião a respeito (A) das oportunidades existentes nomercado de traba- lho. (B) da missão da empresa. (C) dos valores corporativos. (D) das competências exigidas a serem praticadas pelo mercado em sua atual função. (E) do entrevistador que realizou a entrevista de desliga- mento. _________________________________________________________ 36. A entrevista, em que o entrevistador precisa saber formu- lar as questões, de acordo com o andamento da entrevista para obter o tipo de resposta ou informação requerida, é denominada (A) diretiva. (B) mista. (C) padronizada nas respostas. (D) padronizada nas perguntas. (E) não-diretiva. _________________________________________________________ 37. A validade preditiva de um teste é determinada aplican- do-o a uma determinada amostra de candidatos que, após admitidos, são avaliados quanto ao (A) índice de cumprimento de todas as atividades esta- belecidas na descrição de cargos. (B) resultado obtido em funções anteriores. (C) resultado observado pelos gestores. (D) seu desempenho no cargo. (E) resultado ponderado obtido durante um período pré- determinado executando a mesma tarefa. Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 8 TRECE-Anal.Jud-Psicologia-F06 38. São desvantagens do recrutamento interno, que ele: (A) afetar negativamente a motivação dos colaboradores que não forem aproveitados e ser mais custoso. (B) manter quase inalterado o atual patrimônio humano da organização e facilitar o conservantismo. (C) reduzir a fidelidade dos colaboradores que não fo- rem aproveitados e ser mais custoso. (D) possuir custo operacional elevado e reduzir os índi- ces de favorabilidade nas pesquisas de clima. (E) possuir baixa aceitação dos colaboradores da em- presa para com o colega que pode assumir um tra- balho que ainda não domina completamente e ter custo elevado. _________________________________________________________ 39. Coehen e Bradford destacam que as pessoas também subestimam seu poder, porque não encaram criativamente as conexões entre o que elas têm e o que alguma outra pessoa deseja. Essas conexões funcionam como moedas, servem como meio de troca. São consideradas moedas relacionadas ao lado pessoal: (A) entendimento, network, status e adequação. (B) compreensão, aceitação, inclusão e apoio pessoal. (C) visibilidade, reputação, contatos e pertencimento. (D) status, aconchego, parceria e adequação. (E) gratidão, envolvimento, autoconceito e conforto. _________________________________________________________ 40. O modelo de liderança situacional proposto por Hersey e Blanchard considera não só o estilo do líder, mas inclui o conceito de maturidade do colaborador que é avaliada em termos do grau de (A) desenvolvimento emocional e competências técnicas para fazer um bom trabalho. (B) conhecimento e experiência para fazer um bom tra- balho. (C) capacidade e interesse para fazer um bom trabalho. (D) relacionamento com pares e superiores e compe- tências técnicas para fazer um bom trabalho. (E) maturidade emocional e experiência para fazer um bom trabalho. _________________________________________________________ 41. O conflito disfuncional é aquele que (A) interfere no desempenho, sendo prejudicial as metas e objetivos da organização. (B) causa prejuízos à imagem pública da organização. (C) dificulta a elaboração do planejamento estratégico e a definição de uma visão comum. (D) incentiva a adoção de comportamentos de resistên- cia à mudança e gera o aumento de reclamatórias trabalhistas. (E) promove resultados benéficos tanto para a organi- zação como para os indivíduos, pois gera mudanças nos processos de trabalho. 42. Três tipos de conflitos ocorrem no ambiente de trabalho: conflito de relacionamento, conflito de tarefas e conflito de processo. O conflito de processo é aquele que surge (A) da incapacidade de perceber as intenções e pers- pectivas das outras pessoas. (B) de diferenças de personalidade e objetivos pessoais. (C) em função de diferentes conteúdos e objetivos de trabalho. (D) como consequência da interdependência de papéis e funções profissionais. (E) em relação à responsabilidade e ao modo como o trabalho deve ser realizado. _________________________________________________________ 43. Na resolução de conflitos, a mediação por meio do modelo transformativo tem como objetivo (A) entender o interesse das partes envolvidas e propor uma solução para o impasse. (B) possibilitar que as partes atinjam todos os seus interesses e objetivos. (C) criar novos níveis de consciência e reconhecimento das partes envolvidas. (D) evitar que as partes envolvidas cheguem a um impasse que impeça uma solução apaziguadora. (E) atender na totalidade as necessidades das partes envolvidas sem que haja concessões. _________________________________________________________ 44. Os coeficentes utilizados para mensurar os acidentes de trabalho são os de frequência e os de gravidade. O coeficiente de frequência leva em conta (A) a extensão das lesões, considerando os dias perdi- dos pelos trabalhadores acidentados. (B) apenas a quantidade de acidentes ocorridos com lesão. (C) apenas a quantidade de acidentes que causaram incapacidade para o trabalho. (D) apenas acidentes decorrentes de atos de impru- dência. (E) a extensão dos dias de hospitalização em decorrên- cia de acidentes do trabalho. _________________________________________________________ 45. O tipo de estresse que resulta de acontecimentos positi- vos é denominado (A) funcional. (B) distresse. (C) disfuncional. (D) ambivalente. (E) eustresse. _________________________________________________________ 46. Por meio do modelo de valores concorrentes, definem-se quatro tipos de cultura organizacional: clã, hierarquia, mercado e adhocracia. A adhocracia caracteriza-se por atribuir forte valor (A) à flexibilidade e à liberdade de ação, com foco para fora da organização. (B) ao controle e à estabilidade, com foco para dentro da organização. (C) aos resultados e à ordem, com foco no mercado. (D) à comunicação e ao clima de trabalho, com foco no bem estar. (E) ao processo e às tarefas, com foco no produto. Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 TRECE-Anal.Jud-Psicologia-F06 9 47. A socialização pode assumir diversas formas. Com base no trabalho de John Van Maanen e Edgard H. Schein, os pesquisadores se concentram em três conjuntos de ques- tões: (A) valores individuais, comprometimento e motivação. (B) treinamento, contato social e prática. (C) informação, envolvimento e atividades dirigidas. (D) contexto, conteúdo e dinâmica social. (E) relacionamento, exposição pessoal e atribuições. _________________________________________________________ 48. A Teoria ERG, desenvolvida por Clayton Alderfer, sustenta que as pessoas são motivadas por três tipos de neces- sidades hierarquicamente dispostas, que são necessida- des de (A) segurança, de afiliação e sociais. (B) existência, de relacionamento e de crescimento. (C) equidade, de realização e de grandeza. (D) pertencer, de poder e de autorrealização. (E) promoção, de valência e de contrapartida. _________________________________________________________ 49. Um grupo é uma unidade social que consiste em duas ou mais pessoas e que possui os seguintes atributos: (A) objetivos individuais, visão comum, foco no processo e participação integrada. (B) coesão, organização, comunicaçãoformal e sociali- zação. (C) individualidade, censura, união e relacionamento. (D) filiação, interação entre os integrantes, objetivos compartilhados e normas. (E) influência grupal, expectativas comuns, processo decisório e liderança. _________________________________________________________ 50. A Teoria Sociométrica, criada por Moreno, estuda essen- cialmente (A) os conflitos entre os membros de um grupo. (B) os comportamentos como produto de um campo de determinantes interdependentes. (C) os processos motivadores do indivíduo na vida grupal. (D) como o indivíduo recebe e interioriza as informações do mundo social. (E) as escolhas interpessoais que ligam o grupo às pessoas. _________________________________________________________ 51. As equipes podem ser diferenciadas com base em cinco dimensões: grau de permanência, habilidades/competên- cias, autonomia e influência, nível da tarefa e contexto espaço-temporal. O grau de permanência refere-se à (A) capacidade de retenção de seus membros por longos períodos. (B) natureza da tarefa a ser desenvolvida. (C) expectativa do tempo de duração da equipe. (D) possibilidade de seus membros participarem de outras equipes. (E) possibilidade de contato face a face. 52. O processo de comunicação está sujeito a uma série de fatores que podem dificultar ou prejudicar a comunicação entre as pessoas. Uma dessas barreiras é a filtragem que se refere à (A) projeção realizada pelo receptor quando decodifica uma mensagem. (B) omissão de dados pelo emissor, que dificultam o entendimento da mensagem pelo receptor. (C) escuta seletiva realizada pelo receptor em função de sua resistência à mudança. (D) capacidade do indivíduo de captar certo volume ou quantidade de informação. (E) manipulação da informação pelo emissor, para que ela seja vista de maneira mais favorável pelo receptor. _________________________________________________________ 53. Oferecer feedback é (A) utilizar comunicação unidirecional para informar sobre suas experiências positivas e negativas com a outra pessoa, com o objetivo de melhorar o relacio- namento interpessoal. (B) julgar o desempenho e expressar sua opinião em relação às metas que foram acordadas, com o obje- tivo de criticar comportamentos inadequados. (C) disponibilizar informações sobre um comportamento passado que pode vir a influenciar um comporta- mento futuro, com o objetivo de melhorar o desem- penho e desenvolver capacidades. (D) utilizar comunicação unidirecional para interpretar as condutas da outra pessoa e indicar aquelas que dificultam o cumprimento dos objetivos e adequação aos valores da empresa. (E) utilizar comunicação unidirecional para identificar padrões de conduta, com o objetivo de elevar o autoconhecimento e a autoestima. _________________________________________________________ 54. Ao oferecer feedback, uma das armadilhas a serem evitadas é o que chamamos de contrastar. Contrastar é (A) desenvolver modelos mentais rígidos, que induzem a criação de rótulos e estereótipos. (B) ignorar a individualidade de uma pessoa, assumindo que ela se comporta de acordo com o grupo a que pertence. (C) enxergar semelhanças e diferenças em relação a si mesmo, ao invés de estabelecer um perfil profissio- nal desejado. (D) comparar um funcionário a outro, ao invés de com- pará-lo com os padrões de desempenho definidos. (E) definir padrões de certo e errado de acordo com valores universais, desconsiderando as condutas desejadas para a função. Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 10 TRECE-Anal.Jud-Psicologia-F06 55. O feedback de pesquisa é uma técnica de desenvolvi- mento organizacional que envolve em um de seus está- gios a realização de uma pesquisa sobre (A) os sentimentos dos funcionários em relação à sua remuneração e as opiniões sobre o mercado de trabalho. (B) as atitudes e opiniões dos funcionários. (C) o nível de excelência na gestão de pessoas e opiniões sobre o pacote de benefícios. (D) a aderência dos funcionários às políticas de segurança no trabalho e opiniões sobre melhorias no pacote de benefícios. (E) a contribuição da direção da empresa para o cumprimento dos objetivos corporativos e opiniões sobre os processos de trabalho adotados. _________________________________________________________ 56. O processo de gestão do desempenho deve considerar que as pessoas atuam nas organizações, utilizando sua qualificação pessoal que abrange três dimensões: (A) habilidades técnico-operacionais e atributos pes- soais, competência comportamental e desempenho orientado para resultados. (B) interesses, aderência aos valores da empresa e clareza de suas atribuições. (C) capacidade de aprendizagem e técnica, visão sistê- mica e desempenho com foco na qualidade. (D) conhecimento e experiência, habilidade de relacio- namento interpessoal e desempenho orientado para o processo. (E) recursos intelectuais e emocionais, foco na tarefa e predisposição para o trabalho em equipe. _________________________________________________________ 57. Um processo de gestão do desempenho deve abranger cinco fases: (A) definição dos índices de produtividade, definição dos padrões de qualidade, definição das métricas, com- paração com os resultados apresentados e definição de ações de recursos humanos. (B) definição do formulário de avaliação de desem- penho, treinamento dos gestores, entrevista de feedback, elaboração do plano de desenvolvimento e atribuição de notas. (C) avaliação das atribuições, definição da capacitação profissional, estabelecimento de metas, divulgação das metas e sua avaliação. (D) negociação do desempenho, análise da capacitação profissional, acompanhamento do desempenho, avaliação dos resultados e comprometimento. (E) definição dos objetivos estratégicos, análise do perfil dos colaboradores, definição das oportunidades de desenvolvimento, aplicação de ações de treinamento e verificação dos resultados. 58. A gestão por competências é uma prática estratégica que tem como objetivo (A) elevar os indicadores de clima, diminuindo o estres- se gerado pela falta de habilidades para a função. (B) promover o desenvolvimento das equipes de traba- lho e a contribuição social da empresa. (C) melhorar o desempenho global da organização por meio do incremento do desempenho individual dos funcionários. (D) contribuir com o desenvolvimento pessoal de cada membro da equipe de colaboradores. (E) oferecer ferramentas para que os líderes possam gerenciar a equipe através de uma metodologia participativa. _________________________________________________________ 59. A gestão por competências permite a implantação de processos que objetivam estimular e criar condições para o desenvolvimento das pessoas, principalmente pela possibilidade de definir o desenvolvimento profissional, como a capacidade (A) para assumir atribuições e responsabilidades em níveis crescentes de complexidade. (B) individual de gerenciar sua própria carreira de forma ascendente. (C) de executar com excelência as atribuições do cargo. (D) de aprendizagem, que possibilita uma formação aca- dêmica sólida e abrangente. (E) de atingir objetivos estratégicos para a organização, elevando sempre e continuamente o nível de produ- ção. _________________________________________________________ 60. As competências organizacionais classificadas como essenciais são aquelas(A) consideradas fundamentais, pois estabelecem a vantagem competitiva da empresa na manutenção de um clima de trabalho percebido pelos colabo- radores como extremamente favorável. (B) identificadas e definidas como as mais importantes para o sucesso do negócio e devem ser percebidas pelos clientes. (C) necessárias para manter a produção funcionando e são percebidas no ambiente interno. (D) que não estão vinculadas à atividade-fim da orga- nização, mas que podem gerar valor agregado. (E) que devem ser desenvolvidas pelos líderes da empresa para que os valores indicados pelo merca- do como essenciais sejam praticados. Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 TRECE-Anal.Jud-Psicologia-F06 11 DISCURSIVA − REDAÇÃO Instruções: Conforme Edital deste Concurso, item 5 do Capítulo X. Da Prova Discursiva − Redação, será atribuída nota ZERO, dentre outros itens, à redação que: − apresentar qualquer sinal que, de alguma forma, possibilite a identificação do candidato; − apresentar letra ilegível e/ou incompreensível. A redação deverá ter a extensão mínima de 20 e máxima de 30 linhas, considerando-se letra de tamanho regular. Escolha UMA (apenas uma) das seguintes propostas para a sua redação e identifique na Folha de Redação o número da proposta escolhida. PROPOSTA 1 Os protestos e manifestações realizados em diversos países pelo que ficou conhecido como The Occupy movement (Movimento de ocupação), trazendo como principal slogan “Nós somos os 99%”, têm se voltado contra as crescentes desigualdades econômicas e sociais. O principal executivo de um dos maiores bancos do mundo, com sede na Grã-Bretanha, pode ilustrar à perfeição o 1% restante e os gritantes contrastes entre os ganhos dos dois grupos. Segundo o jornal The Guardian, o salário para essa função aumentou quase 5.000% em trinta anos, ao passo que a média salarial no país cresceu apenas três vezes no mesmo período. Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: As desigualdades econômicas e os movimentos sociais PROPOSTA 2 UE, ANSA, ALADI, CAO, MERCOSUL*... Essas e outras siglas passaram, nas últimas décadas, a dividir espaço na mídia com os nomes dos países mais conhecidos que participam desses agrupamentos voltados à integração econômica e, eventualmente, social e política. Se o sucesso da União Europeia, o bloco de história mais antiga, foi provavelmente um dos fatores fundamentais para a disseminação dessa ideia, a atual crise do bloco europeu e da zona do Euro pode ter o efeito contrário. Para uns, a única solução é o retorno ao isolamento; outros asseguram que ela só virá com uma integração ainda maior e mais estreita. É desse debate que depende, entre outras coisas, o futuro de uma utopia: a abolição de todas as fronteiras. * UE − União Europeia; ANSA − Associação de Nações do Sudeste Asiático; ALADI − Associação Latino-Americana de Integração; CAO − Comunidade da África Oriental; MERCOSUL − Mercado Comum do Sul. Considerando o que se afirma acima, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: A integração econômica e política entre os países Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 12 TRECE-Anal.Jud-Psicologia-F06 PROPOSTA ESCOLHIDA: NO: Caderno de Prova ’F06’, Tipo 001 C Básicos/C Espec/Discursiva Cargo ou opção F06 - AN JUD - ÁREA APOIO ESP - ESP PSICOLOGIA Tipo gabarito 1 001 - C 002 - D 003 - A 004 - C 005 - E 006 - D 007 - B 008 - D 009 - A 010 - E 011 - D 012 - A 013 - E 014 - C 015 - D 016 - B 017 - B 018 - E 019 - C 020 - B 021 - C 022 - E 023 - B 024 - D 025 - C 026 - D 027 - A 028 - E 029 - B 030 - C 031 - D 032 - A 033 - B 034 - E 035 - A 036 - A 037 - D 038 - B 039 - E 040 - C 041 - A 042 - E 043 - C 044 - B 045 - E 046 - A 047 - D 048 - B 049 - D 050 - E 051 - C 052 - E 053 - C 054 - D 055 - B 056 - A 057 - D 058 - C 059 - A 060 - B N do CadernooN de Inscriçãoo ASSINATURA DO CANDIDATO N do Documentoo Nome do Candidato Conhecimentos Gerais Conhecimentos EspecíficosP R O V A INSTRUÇÕES VOCÊDEVE ATENÇÃO - Verifique se este caderno: - corresponde a sua opção de cargo. - contém 70 questões, numeradas de 1 a 70. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo. - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu. - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo: - Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta. - Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. - Responda a todas as questões. - Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora. - Você terá 3 horas e 30 minutos para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas. - Ao término da prova, chame o fiscal da sala para devolver o Caderno de Questões e a sua Folha de Respostas. - Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados. A C D E Março/2012TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 REGIÃOa Concurso Público para provimento de cargos de Analista Judiciário - Área Apoio Especializado Especialidade Psicologia Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 MODELO 0000000000000000 MODELO1 00001−0001−0001 2 TRF2R-Conhecimentos-Gerais1 CONHECIMENTOS GERAIS Português Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto abaixo. Divagação sobre as ilhas Minha ilha (e só de a imaginar já me considero seu habitante) ficará no justo ponto de latitude e longitude que, pondo-me a coberto de ventos, sereias e pestes, nem me afaste demasiado dos homens nem me obrigue a praticá-los diuturnamente. Porque esta é a ciência e, direi, a arte do bom viver: uma fuga relativa, e uma não muito estouvada confraternização. E por que nos seduz a ilha? As composições de sombra e luz, o esmalte da relva, a cristalinidade dos regatos − tudo isso existe fora das ilhas, não é privilégio delas. A mesma solidão existe, com diferentes pressões, nos mais diversos locais, inclusiveos de população densa, em terra firme e longa. Resta ainda o argumento da felicidade − “aqui eu não sou feliz”, declara o poeta, para enaltecer, pelo contraste, a sua Pasárgada, mas será que se procura realmente nas ilhas a ocasião de ser feliz, ou um modo de sê-lo? E só se alcançaria tal mercê, de índole extremamente subjetiva, no regaço de uma ilha, e não igualmente em terra comum? Quando penso em comprar uma ilha, nenhuma dessas excelências me seduz mais do que as outras, nem todas juntas constituem a razão do meu desejo. A ideia de fuga tem sido alvo de crítica severa e indiscriminada nos últimos anos, como se fosse ignominioso, por exemplo, fugir de um perigo, de um sofrimento, de uma caceteação. Como se devesse o homem consumir-se numa fogueira perene, sem carinho para com as partes cândidas ou pueris dele mesmo. Chega-se a um ponto em que convém fugir menos da malignidade dos homens do que da sua bondade incandescente. Por bondade abstrata nos tornamos atrozes. E o pensamento de salvar o mundo é dos que acarretam as mais copiosas e inúteis carnificinas. A ilha é, afinal de contas, o refúgio último da liberdade, que em toda parte se busca destruir. Amemos a ilha. (Adaptado de Carlos Drummond de Andrade, Passeios na ilha) 1. Em suas divagações sobre as ilhas, o autor vê nelas, sobretudo, a positividade de (A) um espaço ideal, cujas características naturais o tornam uma espécie de reduto ecológico, que faz esquecer os artifícios urbanos. (B) um repouso do espírito, de vez que não é possível usufruir os benefícios do insulamento em meio a lugares povoados. (C) um sucesso pessoal, a ser obtido pela paz de espírito e pela concentração intelectual que somente o pleno isolamento garante. (D) uma libertação possível, pois até mesmo os bons homens acabam por tolher a prática salvadora da verdadeira liberdade. (E) uma solidão indispensável, pois a felicidade surge apenas quando conseguimos nos distanciar dos nossos semelhantes. 2. Atente para as seguintes afirmações: I. A expressão fuga relativa, referida no 1o parágrafo, diz respeito ao equilíbrio que o autor considera de- sejável entre a conveniente distância e a conve- niente aproximação, a se preservar no relaciona- mento com os semelhantes. II. No 2o parágrafo, todas as razões aventadas para explicar a irresistível sedução de uma ilha são consideradas essenciais, não havendo como enten- der essa atração sem se recorrer a elas. III. No 3o parágrafo, o autor se vale de amarga ironia quando afirma que o exercício da liberdade pessoal, benigno em si mesmo, é a causa da falta de liberdade dos povos que mais lutam por ela. Em relação ao texto está correto SOMENTE o que se afirma em (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III. _________________________________________________________ 3. Quando afirma, no início do 3o parágrafo, que nenhuma dessas excelências me seduz mais do que as outras, o autor deprecia, precisamente, estes clássicos atributos das ilhas: (A) a hostilidade agreste, a solidão plena e a definitiva renúncia à solidariedade. (B) a poesia do mundo natural, o exclusivo espaço da solidão e a realização do ideal de felicidade. (C) a monotonia da natureza, o conforto da relativa solidão e a surpresa da felicidade. (D) a sedução mágica da paisagem, a valorização do espírito e a relativização da felicidade. (E) a fuga da vida urbana, a exaltação da bondade e o encontro da liberdade verdadeira. _________________________________________________________ 4. Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em: (A) pondo-me a coberto de (1o parágrafo) = recobrin- do-me com (B) estouvada confraternização (1o parágrafo) = insen- sível comunhão (C) se alcançaria tal mercê (2o parágrafo) = se granjearia essa graça (D) crítica severa e indiscriminada (3o parágrafo) = aná- lise séria e circunstanciada (E) acarretam as mais copiosas e inúteis carnificinas (3o parágrafo) = induzem as exemplares mortalida- des Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 TRF2R-Conhecimentos-Gerais1 3 5. Quando penso em comprar uma ilha, nenhuma dessas excelências me seduz mais do que as outras, nem todas juntas constituem a razão do meu desejo. Estará adequada a nova correlação entre os tempos e os modos verbais caso se substituam os elementos sublinha- dos da frase acima, na ordem dada, por: (A) Se eu vier a pensar − seduziria − constituíam (B) Quando eu ficava pensando − seduzira − consti- tuiriam (C) Se eu vier a pensar − terá seduzido − viriam a consti- tuir (D) Quando eu pensava − houvesse de seduzir − tinham constituído (E) Se eu viesse a pensar − seduziria − constituiriam _________________________________________________________ 6. As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase: (A) Evitem-se, sempre que possível, qualquer excesso no convívio humano: nem proximidade por demais estreita, nem distância exagerada. (B) Os vários atrativos de que dispõem a vida nas ilhas não são, segundo o cronista, exclusividade delas. (C) Cabem aos poetas imaginar espaços mágicos nos quais realizemos nossos desejos, como a Pasár- gada de Manuel Bandeira. (D) Muita gente haveriam de levar para uma ilha os mesmos vícios a que se houvesse rendido nos atro- pelos da vida urbana. (E) A poucas pessoas conviria trocar a rotina dos shoppings pela serenidade absoluta de uma peque- na ilha. _________________________________________________________ 7. Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o autor dessa crônica: (A) O poeta Drummond escreveu num poema o verso “Ilhas perdem o homem”, o que significa estar con- traditório com o que especula diante das ilhas neste seu outro texto. (B) “Ilhas perdem o homem” − asseverou Drummond num poema seu, manifestando sentimento bem diverso do que expõe nessa crônica de Passeios na ilha. (C) Ao contrário do que defende na crônica, há um poema de Drummond cujo o verso “Ilhas perdem o homem” redunda num paradoxo diante da mesma. (D) Paradoxal, o poeta Drummond é autor de um verso (“Ilhas perdem o homem") de flagrante contraste ao que persigna numa crônica de Passeios na ilha. (E) Se nessa crônica Drummond enaltece o ilhamento, num poema o verso “Ilhas perdem o homem” se compraz ao agrupamento, não à solidão humana. 8. Atentando-se para a voz verbal, é correto afirmar que em (A) Por bondade abstrata nos tornamos atrozes ocorre um caso de voz passiva. (B) A ideia de fuga tem sido alvo de crítica severa o elemento sublinhado é agente da passiva. (C) Amemos a ilha a transposição para a voz passiva resultará na forma verbal seja amada. (D) E por que nos seduz a ilha? não há possibilidade de transposição para a voz passiva. (E) tudo isso existe fora das ilhas a transposição para a voz passiva resultará na forma verbal tem existido. _________________________________________________________ 9. A pontuação está plenamente adequada na frase: (A) O cronista, diante da possibilidade de habitar uma ilha, enumera uma série de argumentos que, a prin- cípio, desqualificariam as supostas vantagens de um insulamento, mas, ao fim e ao cabo, convence-se de que está na ilha a última chance de desfrutarmos nossa liberdade. (B) O cronista diante da possibilidade, de habitar uma ilha, enumera uma série de argumentos, que a prin- cípio desqualificariam as supostas vantagens de um insulamento, mas ao fim e ao cabo, convence-se de que estána ilha a última chance de desfrutarmos nossa liberdade. (C) O cronista diante da possibilidade de habitar uma ilha enumera uma série de argumentos, que a prin- cípio, desqualificariam as supostas vantagens de um insulamento; mas ao fim e ao cabo convence-se, de que está na ilha a última chance de desfrutarmos nossa liberdade. (D) O cronista, diante da possibilidade de habitar uma ilha enumera uma série de argumentos, que a prin- cípio, desqualificariam as supostas vantagens de um insulamento mas, ao fim e ao cabo convence-se de que está na ilha, a última chance de desfrutarmos nossa liberdade. (E) O cronista, diante da possibilidade de habitar uma ilha enumera uma série de argumentos que a prin- cípio, desqualificariam as supostas vantagens de um insulamento; mas ao fim e ao cabo, convence-se de que, está na ilha, a última chance de desfrutarmos nossa liberdade. _________________________________________________________ 10. Amemos as ilhas, mas não emprestemos às ilhas o con- dão mágico da felicidade, pois quando fantasiamos as ilhas esquecemo-nos de que, ao habitar ilhas, leva-se pa- ra elas tudo o que já nos habita. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substi- tuindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por: (A) lhes emprestemos − lhes fantasiamos − habitá-las (B) emprestemos-lhes − as fantasiamos − habitar-lhes (C) as emprestemos − fantasiamo-las − as habitar (D) lhes emprestemos − as fantasiamos − habitá-las (E) as emprestemos − lhes fantasiamos − habitar-lhes Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 4 TRF2R-Conhecimentos-Gerais1 Atenção: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto que segue. Paraty É do esquecimento que vem o tempo lento de Paraty. A vida vagarosa − quase sempre caminhando pela água −, o saber antigo, os barcos feitos ainda hoje pelas mãos de antepassados, os caminhos de pedra que repelem e desequilibram a pressa: tudo isso vem do esquecimento. Vem do dia em que Paraty foi deixada quieta no século XIX, sem razão de existir. Até ali, a cidade fervia de agitação. Estava na rota do café, e escoava o ouro no lombo do burro e nas costas do escravo. Um caminho de pedra cortava a floresta para conectar Paraty à sua época e ao centro do mundo. Mas, em 1855, a cidade inteira se aposentou. Com a estrada de ferro criada por D. Pedro II, Paraty foi lançada para fora das rotas econômicas. Ficou sossegada em seu canto, ao sabor de sua gente e das marés. E pelos próximos 119 anos, Paraty iria formar lentamente, sem se dar conta, seu maior patrimônio. Até que chegasse outro ciclo econômico, ávido por lugares onde todos os outros não houvessem tocado: o turismo. E assim, em 1974, o asfalto da BR-101 fez as pedras e a cal de Paraty virarem ouro novamente. A cidade volta a conviver com o presente, com outro Brasil, com outros países. É então que a preservação de Paraty, seu principal patrimônio e meio de vida, escapa à mão do destino. Não podemos contar com a sorte, como no passado. Agora, manter o que dá vida a Paraty é razão de muito trabalho. Daqui para frente, preservar é suor. Para isso existe a Associação Casa Azul, uma organização da sociedade civil de interesse público. Aqui, criamos projetos e atividades que mantenham o tecido urbano e social de Paraty em harmonia. Nesta casa, o tempo pulsa com cuidado, sem apagar as pegadas. (Texto institucional- Revista Piauí, n. 58, julho 2011) 11. Paraty é apresentada, fundamentalmente, como uma cidade (A) cuja vocação turística se manifestou ao mesmo tem- po em que foi beneficiada pelos ciclos econômicos do café e do ouro. (B) que se beneficiou de dois ciclos econômicos do ouro, muito embora espaçados entre si por mais de um século. (C) cuja história foi construída tanto pela participação em ciclos econômicos como pela longa inatividade que a preservou. (D) cujo atual interesse turístico deriva do fato de que foi convenientemente remodelada para documentar seu passado. (E) que sempre respondeu, com desenvoltura e sem solução de continuidade, às demandas econômicas de várias épocas. 12. Atente para as seguintes afirmações: I. A frase É do esquecimento que vem o tempo lento de Paraty faz alusão ao período em que a cidade deixou de se beneficiar de sua importância estra- tégica nos ciclos do ouro e do café. II. O texto sugere que o mesmo turismo que a princí- pio valoriza e cultua os espaços históricos e natu- rais preservados traz consigo as ameaças de uma séria degradação. III. Um longo esquecimento, condição em princípio negativa na escalada do progresso, acabou sendo um fator decisivo para a atual evidência e valori- zação de Paraty. Em relação ao texto, está correto o que se afirma em (A) I, II e III. (B) I e II, somente. (C) II e III, somente. (D) I e III, somente. (E) II, somente. _________________________________________________________ 13. A informação objetiva contida numa expressão ou frase de efeito literário está adequadamente reconhecida em: (A) os barcos feitos ainda hoje pelas mãos de ante- passados (2o parágrafo) = os barcos que lá se encontram foram herdados dos antecessores (B) escoava o ouro no lombo do burro e nas costas do escravo (3o parágrafo) = dava embarque ao ouro trazido por muares e cativos (C) em 1855, a cidade inteira se aposentou = ano em que se decretou a inatividade de todos os seus fun- cionários (D) Ficou sossegada em seu canto, ao sabor de sua gente e das marés (4o parágrafo) = acomodou-se ao ritmo das canções de seu povo e aos sons da natureza (E) o asfalto da BR-101 fez as pedras e a cal de Paraty virarem ouro novamente (5o parágrafo) = a valoriza- ção imobiliária reviveu a pujança dos antigos ciclos econômicos _________________________________________________________ 14. Articulam-se como uma causa e seu efeito, respectiva- mente, os seguintes elementos: (A) É do esquecimento que vem o tempo lento / Estava na rota do café (B) a cidade fervia de agitação / foi lançada para fora das rotas econômicas (C) estrada de ferro criada por D. Pedro / Um caminho de pedra cortava a floresta (D) A cidade volta a conviver com o presente / o asfalto da BR-101 (E) Nesta casa, o tempo pulsa com cuidado / sem apagar as pegadas Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 TRF2R-Conhecimentos-Gerais1 5 15. É preciso reconstruir, devido à má estruturação, a se- guinte frase: (A) A posição de Paraty possibilitou-lhe a proeminência econômica de que gozou durante os ciclos eco- nômicos do ouro e do café, pelo menos até o ano de 1855. (B) A passagem do tempo, que pode ser ingrata em muitas situações, acabou conferindo a Paraty os encantos históricos de uma cidade que se preservou durante seu longo esquecimento. (C) A Associação Casa Azul, nesse texto promocional, apresenta-se como instituição cuja finalidade precí- pua é a preservação da cidade histórica de Paraty. (D) Caso não haja controle de iniciativa oficial ou particular, a cidade de Paraty desfruta da condição de ser um polo turístico, o que também constitui um risco de degradação. (E) A referência a caminhos de pedra que impedem a pressa não é só uma imagem poética relativa ao tempo: reporta-se ao calçamento físico das ásperas ruas de Paraty. _________________________________________________________ 16. O emprego, a grafia e a flexão dos verbos estão corretos em: (A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty não prescindiram e não requiseram mais do que o esquecimento e a passagem do tempo. (B) Quando seimaginou que Paraty havia sido para sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge do esquecimento, em 1974. (C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a importância estratégica de Paraty, até que, a partir de 1855, sobreviram longos anos de esquecimento. (D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando as ações predatórias, para que a cidade não sucum- ba aos atropelos do turismo selvagem. (E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para que obtesse, agora em definitivo, o prestígio de um polo turístico de inegável valor histórico. _________________________________________________________ 17. Atente para estas frases, do 5o parágrafo do texto: I. Não podemos contar com a sorte. II. Daqui para frente, preservar é suor. Para articulá-las de modo a preservar o sentido do contexto, será adequado uni-las por intermédio deste ele- mento: (A) no entanto. (B) ainda assim. (C) haja vista que. (D) muito embora. (E) por conseguinte. 18. Aqui, nesta casa, criamos projetos e atividades que man- tenham o tecido urbano e social de Paraty em harmonia. A frase acima foi reelaborada, sem prejuízo para a correção e a coerência, nesta nova redação: (A) É para manter em harmonia o tecido urbano e social de Paraty que se criam projetos e atividades nesta casa. (B) A fim de que se mantenham o tecido urbano e social de Paraty em harmonia que criamos nesta casa projetos e atividades. (C) São projetos e atividades que criamos nesta casa com vistas a harmonia aonde se mantenha o tecido urbano e social de Paraty. (D) Nesta casa, cria-se projetos e atividades visando à manter-se o tecido urbano e social de Paraty de modo harmonioso. (E) Os projetos e atividades criados nesta casa é para se manter em harmonia tanto o tecido urbano quanto o social de Paraty. _________________________________________________________ 19. Está correto o emprego de ambos os elementos su- blinhados em: (A) Se o por quê da importância primitiva de Paraty estava na sua localização estratégica, a importância de que goza atualmente está na relevância histórica porque é reconhecida. (B) Ninguém teria porque negar a Paraty esse duplo merecimento de ser poesia e história, por que o tempo a escolheu para ser preservada e a natureza, para ser bela. (C) Os dissabores por que passa uma cidade turística devem ser prevenidos e evitados pela Casa Azul, porque ela nasceu para disciplinar o turismo. (D) Porque teria a cidade passado por tão longos anos de esquecimento? Criou-se uma estrada de ferro, eis porque. (E) Não há porquê imaginar que um esquecimento é sempre deplorável; veja-se como e por quê Paraty acabou se tornando um atraente centro turístico. _________________________________________________________ 20. A expressão de que preenche adequadamente a lacuna da frase: (A) Os projetos e atividades ...... implementamos na Casa Azul visam à harmonia de Paraty. (B) O prestígio turístico ...... veio a gozar Paraty não cessa de crescer, por conta de novos projetos e atividades. (C) O esquecimento ...... Paraty se submeteu preservou- a dos desgastes trazidos por um progresso irracional. (D) A plena preservação ambiental, ...... Paraty faz por merecer, é uma das metas da Casa Azul. (E) Os ciclos econômicos do ouro e do café, ...... tanto prosperou Paraty, esgotaram-se no tempo. Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 6 TRF2R-Conhecimentos-Gerais1 Noções de Direito Administrativo 21. É INCORRETO afirmar que são formas de provimento de cargo público, dentre outras, a (A) reintegração e a recondução. (B) readaptação e a nomeação. (C) promoção e o aproveitamento. (D) transferência e a ascensão. (E) nomeação e a promoção. _________________________________________________________ 22. João Carlos, aposentado por invalidez, foi submetido à junta médica oficial, que declarou insubsistentes os motivos da aposentadoria, razão pela qual foi determinado o seu retorno à atividade, que deverá ser feito (A) através da reintegração em qualquer cargo de atribuições correlatas àquelas do cargo que ocupava anteriormente, ficando o servidor em disponibilidade remunerada se não houver cargo vago com tais características. (B) por recondução para o mesmo cargo anteriormente ocupado. Na hipótese deste estar provido, o servidor será colocado em disponibilidade remunerada até que ocorra a vaga em outro cargo. (C) mediante reversão e ocorrer no mesmo cargo ou naquele resultante da sua transformação. Na hipó- tese de estar provido esse cargo, o servidor exer- cerá suas atribuições como excedente, até a ocor- rência de vaga. (D) por intermédio do aproveitamento para cargo de atribuições, complexidade e remuneração idênticas ao do cargo ocupado por ocasião da aposentadoria. (E) com a aplicação da transposição para o cargo ocupado quando da aposentadoria, ou para outro com as mesmas características, ou ainda colocado em disponibilidade remunerada, até que ocorra cargo vago. _________________________________________________________ 23. Dentre outros, NÃO pode ser considerado dever do servidor público federal: (A) atender com presteza à expedição de certidões re- queridas para o esclarecimento de situações de interesse pessoal. (B) cumprir, de regra, as ordens superiores. (C) representar contra omissão. (D) zelar pela conservação do patrimônio público e par- ticular. (E) representar contra abuso de poder. 24. Analise os prazos para: I. a prescrição quanto às infrações punidas com destituição de cargo em comissão. II. a revisão do processo disciplinar. Nesses casos, respectivamente para I e II, é correto: (A) 5 (cinco) anos; e 2 (dois) anos. (B) 5 (cinco) anos; e não há prazo, podendo ocorrer a qualquer tempo. (C) 2 (dois) anos; e 5 (cinco) anos. (D) 1 (um) ano; e 2 (dois) anos. (E) 180 (cento e oitenta) dias; e não há prazo, ocorre a qualquer tempo. _________________________________________________________ 25. No inquérito administrativo disciplinar, quando houver dú- vida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame (A) por junta formada por um médico indicado por parte do servidor e outro de livre escolha da adminis- tração. (B) psicotécnico e avaliado obrigatoriamente por um mé- dico neurologista. (C) por junta médica particular ou oficial, integrada por dois psicólogos. (D) psicotécnico, oficial ou não, e avaliado obrigatoria- mente por dois médicos da medicina do trabalho. (E) por junta médica oficial, da qual participe, pelo me- nos, um psiquiatra. _________________________________________________________ Noções de Direito Constitucional 26. Considere: I. O Partido Político A, regularmente constituído, não possui representação no Congresso Nacional. II. O Sindicato B, legalmente constituído, está em fun- cionamento há dois anos. III. A Associação C, legalmente constituída, está em funcionamento há um ano e quinze dias. IV. A Associação D, legalmente constituída, está em funcionamento há dez meses. De acordo com a Constituição Federal brasileira, possuem legitimidade para impetrar mandado de segurança coletivo APENAS os entes indicados em (A) II e III. (B) I, II e III. (C) II, III e IV. (D) III e IV. (E) I e II. Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 TRF2R-Conhecimentos-Gerais17 27. A Constituição Federal brasileira de 1988 NÃO previa, expressa e originariamente, dentre os direitos sociais, (A) a educação. (B) a alimentação. (C) a saúde. (D) o trabalho. (E) o lazer. 28. Considere os seguintes cargos: I. Presidente da Câmara dos Deputados. II. Presidente do Senado Federal. III. Membro de Tribunal Regional Federal. IV. Ministro do Superior Tribunal de Justiça. São, dentre outros, cargos privativos de brasileiro nato os indicados APENAS em (A) I, II e III. (B) II e III. (C) I e II. (D) I e IV. (E) II e IV. 29. A lei WXYZ alterou o processo eleitoral. De acordo com a Constituição Federal brasileira de 1988, a Lei WXYZ entrará em vigor (A) na data de sua publicação, mas não será aplicada para eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. (B) em um ano após a sua publicação, sendo aplicada imediatamente após a data da sua vigência para as eleições. (C) na data de sua publicação, sendo aplicada imediatamente após esta data para as eleições. (D) na data de sua publicação, mas não será aplicada para eleição que ocorra até três meses da data de sua vigência. (E) na data de sua publicação, mas não será aplicada para eleição que ocorra até noventa dias da data de sua vigência. 30. As ações contra o Conselho Nacional de Justiça e as ações contra o Conselho Nacional do Ministério Público serão julgadas originariamente pelo (A) Supremo Tribunal Federal e pelo Tribunal Regional Federal competente, respectivamente. (B) Superior Tribunal de Justiça. (C) Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça, respectivamente. (D) Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal, respectivamente. (E) Supremo Tribunal Federal. Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 8 TRF2R-Anal.Jud.-Psicologia CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 31. A globalização é um processo de expansão econômica que derruba barreiras para o intercâmbio econômico e competitivo, sejam elas sociais, culturais, ambientais, éti- cas, legais, financeiras ou políticas. Idalberto Chiavenato propõe alguns estágios distintos pelos quais este processo passa. No estágio multinacional, (A) o mercado potencial é limitado pelo mercado nacio- nal, com todas as instalações de produção e marketing localizadas no país, sendo que a direção percebe o ambiente global e considera fortemente o envolvimento internacional como um objetivo impor- tante. (B) as corporações ultrapassam a centralização em um determinado país e operam de maneira global, vendendo e comprando recursos em qualquer país que ofereça as melhores oportunidades e ao mais baixo custo, sendo que a propriedade, os controles e a alta administração tendem a estar dispersos entre várias nacionalidades. (C) as exportações aumentam e a empresa passa a adotar uma abordagem multidoméstica, quase sem- pre utilizando uma divisão específica para lidar com o marketing em vários países individualmente. (D) a empresa passa a ter instalações de produção e marketing localizadas em vários países, com mais de um terço de suas vendas fora do país e centraliza sua administração em um país. (E) a empresa preserva suas instalações no país de origem, seja ela, pequena ou gigantesca, mas, apesar de ter uma variedade de meios para se envolver em negócios internacionais, mantém 80% de suas vendas no mercado nacional. _________________________________________________________ 32. A expressão o mundo do trabalho em mudança engloba uma ampla gama de novos padrões de organização do trabalho, em uma variedade de níveis, dentre os quais estão: (A) manutenção do padrão do emprego, inflexibilidade dos trabalhadores em termos de número, função ou habilidade, diminuição da quantidade de trabalhado- res no setor de serviços. (B) o teletrabalho e o aumento do uso da tecnologia da informação e da comunicação no local de trabalho, terceirização, subcontratação, demissões, reformas, fusões e globalização. (C) trabalho regulado por outrem, trabalho individua- lizado, diminuição dos requisitos para a aprendiza- gem de novas destrezas, maior segurança e mais benefícios. (D) não adoção de novas formas de trabalhar por perío- dos mais prolongados, pressão por uma menor produtividade e qualidade em situações de crise. (E) relativização da pressão temporal, exigências de menor competência para certas funções com mini- mização do salário, mais tempo para os companhei- ros de trabalho e para socializar-se. 33. A principal contribuição da abordagem sistêmica ao Comportamento Organizacional é o conceito de organi- zação como um sistema (A) aberto, em constante interação com seu ambiente. (B) fechado, que estabelece algumas trocas no ambiente. (C) semi-aberto, já que tem metas estabelecidas no intra-grupo. (D) flexível, porém raramente se modifica com as pres- sões do ambiente. (E) inflexível, pois preserva as normas internas. _________________________________________________________ 34. O aporte da Teoria de Sistemas revolucionou o estudo das organizações, pois suas fronteiras foram ultrapassadas e (A) a noção de subsistema composto por elementos não relacionados que constituem as partes ou órgãos que compõem o sistema permitiu compreender rela- ções intra-grupos. (B) em vez de se estudar a organização de fora para dentro, passou-se a estudá-la no seu interior. (C) passou-se a olhá-las do elemento menor e condi- cionado rumo ao elemento maior e condicionador, numa teorização introversa. (D) o ambiente externo passou a ser considerado o condicionante básico do formato e do comporta- mento organizacional. (E) a empresa, como sistema fechado por limites ou fronteiras, passou a criar sua própria cultura. _________________________________________________________ 35. A tomada de decisão em grupo depende da tarefa e do grupo e pode assumir várias formas. Em uma decisão por consenso, todos os membros (A) votam individualmente, após a exposição dos moti- vos de todos. (B) recebem autoridade para tomar decisão por si mesmos. (C) oferecem suas opiniões para que o líder do grupo decida. (D) votam anonimamente em alternativas do grupo. (E) concordam com a decisão do grupo. _________________________________________________________ 36. Os grupos de trabalho e as equipes de trabalho são seme- lhantes quanto ao fato de que ambos têm uma atribuição formal por parte da organização. A diferença está no fato de que, no grupo de trabalho, o esforço de trabalho de um membro (A) apoia-se na característica de que o trabalho de cada pessoa depende do trabalho da pessoa anterior e, nas equipes de trabalho, isto não ocorre. (B) depende dos outros membros, mas equipes de tra- balho não requerem a cooperação de cada membro para atingir o resultado final. (C) depende da coesão entre os membros, sendo que equipes de trabalho requerem a competição como estímulo para atingir o resultado final. (D) não depende dos outros membros, mas equipes de trabalho requerem a cooperação de cada membro para atingir o resultado final. (E) depende da força da motivação das pessoas do gru- po para continuarem a fazer parte do grupo, já que ninguém pode ser substituído, e a equipe de traba- lho não depende desse fator. Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 TRF2R-Anal.Jud.-Psicologia 9 37. São grupos nas organizações que tendem a ter padrões mais rígidos de status, autoridade, papéis e comunicação.O grupo que NÃO corresponde a esta descrição é (A) o informal. (B) a equipe de projeto. (C) a equipe de trabalho. (D) a estrutura matricial. (E) o grupo de trabalho. _________________________________________________________ 38. A Síndrome de Burnout corresponde a (A) uma situação em que o colaborador se desliga do trabalho em busca de nova oportunidade. (B) um quadro de exaustão física e emocional, em geral causado pelo estresse no trabalho. (C) um impedimento por parte do gestor, para promover o colaborador a um cargo aspirado. (D) um contexto de compreensão mútua em relação à necessidade de queima de recursos no trabalho. (E) uma sequência de demissões em uma organiza- ção, por meio do PDV − Plano de Demissão Volun- tária. _________________________________________________________ 39. Christophe Dejours ocupa-se de questões relativas à rela- ção entre saúde mental e o trabalho e aponta patologias decorrentes das novas formas de trabalho, dentre elas, as que fazem com que, em situações relativas à organização do trabalho, o adulto não consiga mais distinguir aquilo que é bom do que é ruim, o que é justo do que é injusto, e mesmo aquilo que é verdade daquilo que é falso na própria natureza do trabalho. Tal descrição corresponde aos transtornos de (A) sobrecarga. (B) contexto. (C) emoção. (D) cognição. (E) percepção. _________________________________________________________ 40. Existem três diferentes enfoques na definição e estudo do estresse no trabalho, mas que apresentam intersecções: o enfoque da Engenharia, o Fisiológico e o Psicológico. O enfoque Psicológico conceitua o estresse no trabalho em termos de uma (A) interação dinâmica entre a pessoa e o seu ambiente de trabalho. (B) sobreposição de necessidades da pessoa sobre o trabalho. (C) sobreposição de necessidades do trabalho sobre a pessoa. (D) característica aversiva ou nociva do ambiente de trabalho. (E) gama de efeitos fisiológicos comuns de efeito sindrômico. 41. Na construção de um Programa de Prevenção de Estres- se no Trabalho, pode-se considerar o processo escalona- do para a prevenção do estresse laboral proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que tem, como primeira etapa, (A) avaliar a intervenção. (B) detectar sinais de estresse no trabalho e tomar ações preparatórias. (C) instrumentar o plano de ação. (D) desenhar o plano de ação. (E) analisar os fatores e grupos de risco. _________________________________________________________ 42. Em uma concepção pós-moderna, o conhecimento psico- lógico pertence ao domínio do intersubjetivo, no qual os significados são construídos nos espaços comuns de pessoas em (A) hierarquia. (B) oposição. (C) relação. (D) competição. (E) alternância. _________________________________________________________ 43. René Kaës definiu vários princípios de análise para pensar as relações entre os diferentes espaços psíquicos incluí- dos no grupo. O princípio que explica a constância relativa da matéria psíquica nos três espaços psíquicos − o do grupo como entidade, o dos vínculos de grupo e o do sujeito singular no grupo −, corresponde ao princípio de constância e de (A) complexidade do substrato psíquico. (B) complementaridade de conteúdo psíquico. (C) plurifocalidade da representação psíquica. (D) incerteza dos significados psíquicos. (E) transversalidade da matéria psíquica. _________________________________________________________ 44. Liderança e poder são elementos interligados no processo de influenciar pessoas, sendo que o poder é a força no direcionamento dos sistemas e das situações sociais, por meio dos recursos organizacionais, e pode se classificar em diferentes tipos no ambiente organizacional. O poder inerente à estrutura organizacional, como um cargo ou uma função pré-definidos e compartilhados na cultura da empresa, corresponde ao poder (A) de recompensa. (B) legítimo. (C) coercitivo. (D) de referência. (E) de especialização. _________________________________________________________ 45. Propõe que o psicólogo encontre sua maior fonte de traba- lho e preocupação no âmbito da “psicohigiene”, ocupando- se com problemas de prevenção no seio da família, das instituições e da comunidade, agindo fundamentalmente como assessor ou consultor em instituições públicas ou privadas, que, como o hospital, têm infinitos problemas de desajuste social, emocional e administrativo que travam com frequência a sua ação e eficiência. Trata-se de (A) Alberto Eiguer. (B) Isidoro Berenstein. (C) José Bleger. (D) David Zimerman. (E) Eduardo Kalina. Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 10 TRF2R-Anal.Jud.-Psicologia 46. O termo Psicologia Institucional tem sido usado para no- mear diferentes tipos de práticas psicológicas em institui- ções, uma variedade de formas de atuação. Quando a Psicologia Institucional inclui a abordagem psicanalítica, trata-se de um trabalho na esfera (A) do campo das competências compartilhadas e gru- pais. (B) das crenças diretas destacadas no comportamento organizacional. (C) da criatividade pessoal dos colaboradores na em- presa. (D) do consciente coletivo e de suas múltiplas manifes- tações. (E) das representações e do inconsciente. _________________________________________________________ 47. Marlene Guirado, ao pensar a atuação do psicólogo na área da Psicologia Institucional, afirma que, uma vez numa equipe (multidisciplinar) de uma instituição concreta, o psicólogo estará sempre muito distante daquela posição privilegiada de assessor ou consultor, para garantir a especificidade em sua intervenção, pois tudo que pode compreender ou analisar das relações instituídas estará sendo crivado pelo lugar que ocupa como (A) agente institucional. (B) supervisor organizacional. (C) ex-partícipe interno. (D) instrutor externo. (E) mediador estrutural. _________________________________________________________ 48. A Medicina Psicossomática, inicialmente inspirada no mo- vimento psicanalítico brasileiro, tomou outros rumos por conta de algumas importantes transformações na estru- tura assistencial decorrentes da intervenção maciça do Estado, com a mobilização maior de atividades paramédi- cas e a formação de equipes (A) transdisciplinares. (B) disciplinares. (C) multidisciplinares. (D) unidisciplinares. (E) reflexivas. _________________________________________________________ 49. Na obra Psicossomática Hoje, organizada por Julio de Mello Filho, encontra-se que a progressiva e maciça participação do psicólogo na área de saúde, nos hospitais, nos ambulatórios, nos postos de saúde e até nos serviços clínicos particulares, nas mais variadas especialidades e tipos de atendimento, tem estimulado uma crescente preocupação com as questões psicológicas, sendo que duas linhas mestras da questão psicossomática podem ser apontadas: a de que o êxito terapêutico está extrema- mente vinculado à relação dinâmica médico-paciente e a de que a patologia do homem sempre deve levar em conta a dimensão simbólica pela qual é constituído, o que impõe o conhecimento dos aspectos (A) motivacionais do paciente. (B) psicossociais do doente. (C) pessoais do enfermo. (D) culturais do indivíduo. (E) econômicos do consultante. 50. A Psicossomática psicanalítica aponta que uma pessoa bem organizada no plano mental pode desenvolver, a partir de uma situação de conflito, sintomas ou perturba- ções psíquicas, da ordem (A) somente das psicopatias. (B) somente das neuroses.(C) somente das psicoses. (D) das neuroses ou das psicoses. (E) somente de alguns tipos de psicose. _________________________________________________________ 51. Enquanto a Psicologia Médica estuda as relações assis- tenciais e seu foco é a terapêutica, a Medicina Psicosso- mática estuda as relações mente-corpo e seu foco é (A) a patogenia. (B) o enquadre. (C) o contrato. (D) a estrutura. (E) a equipe. _________________________________________________________ 52. As contribuições da escola psicanalítica que originaram as concepções psicossomáticas conduziram ao nascimento de outras disciplinas, tais como: Psiquiatria Dinâmica, Psicologia Médica, Psicologia Hospitalar e Psicologia da Saúde. Essas novas disciplinas apresentam como deno- minador comum a concepção do comportamento humano como um fenômeno multifatorial e pluridimensional, no qual os conflitos intrapsíquicos e as interações comunica- cionais, em especial as intra-familiares, adquirem papel preponderante na relação (A) pessoa-grupo. (B) indivíduo-sociedade. (C) sujeito-outro. (D) valores-conceitos. (E) saúde-doença. _________________________________________________________ 53. A interconsulta médico psicológica (interconsulta em saú- de mental) se insere no campo da psicologia médica e da psicologia da saúde, na medida em que se ocupa, priorita- riamente, do estudo dos aspectos (A) físicos e mentais da atividade na comunidade do paciente. (B) econômicos e comportamentais da atividade clínica hospitalar. (C) psicológicos e sociais da atividade médica hospita- lar. (D) interacionais e vinculares da atividade médica geral. (E) pessoais e intra-grupais da atividade em convênios médicos. Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 TRF2R-Anal.Jud.-Psicologia 11 54. Ao receber um pedido de consulta espera-se que o interconsultor siga as seguintes etapas: (A) elaboração de diagnósticos situacionais; coleta de informações com o médico, paciente, enfermagem, familiares e outros informantes; acompanhamen- to diário da evolução da situação, devolução e assessoramento. (B) coleta de informações com o médico, paciente, enfermagem, familiares e outros informantes; ela- boração de diagnósticos situacionais; devolução e assessoramento; acompanhamento diário da evo- lução da situação. (C) acompanhamento diário da evolução da situação; coleta de informações com o médico, paciente, enfermagem, familiares e outros informantes; devo- lução e assessoramento; elaboração de diagnósticos situacionais. (D) devolução e assessoramento; elaboração de diagnósticos situacionais; acompanhamento diário da evolução da situação; coleta de informações com o médico, paciente, enfermagem, familiares e outros informantes. (E) acompanhamento diário da evolução da situação; coleta de informações com o médico, paciente, enfermagem, familiares e outros informantes; elabo- ração de diagnósticos situacionais; devolução e assessoramento. _________________________________________________________ 55. No Brasil, na década de 1990, os estudiosos identificam uma nova problemática social a exigir uma conceituação própria. Trata-se da emergência de um fenômeno com raízes históricas ancestrais na sociedade brasileira, as quais deixaram marcas profundas em nossa sociedade como a escravidão. Essa problemática mencionada pode ser atribuída ao conceito de (A) pós-modernidade. (B) capitalismo. (C) anarquismo. (D) socialismo. (E) exclusão social. _________________________________________________________ 56. A Reforma Psiquiátrica Brasileira tem em seu histórico como marca propulsora a intervenção política de um movimento social que, fazendo coro com outros tantos comprometidos com a democratização da sociedade brasileira, trouxe a bandeira de uma sociedade sem manicômios e denunciou, sistematicamente, uma das suas maiores expressões: a política de atenção à saúde mental vigente no país. O trecho acima foi extraído de uma publicação do Conselho Federal de Psicologia (2010) denominada IV Conferência Nacional de Saúde Mental. Em conformidade ao enunciado, é correto afirmar que, ao defendermos a política pública que queremos, somos levados a cobrar avanços necessários e urgentes à implantação dessa política de saúde mental no âmbito (A) do Sistema Único de Saúde (SUS). (B) da Associação Brasileira de Medicina (AMB). (C) da Associação Nacional dos Magistrados Trabalhis- tas (ANAMATRA). (D) dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs). (E) do Ministério da Educação e Cultura (MEC). 57. O Código de Ética Profissional do Psicólogo prevê que, quando requisitado a depor em juízo, o psicólogo (A) poderá prestar informações, considerando o previsto no referido Código. (B) não está obrigado a comparecer à audiência. (C) deve indicar bibliografia que esclareça previamente alguns pontos ao juiz. (D) pode apenas responder a quesitos. (E) deve sempre entregar por escrito seus achados e conclusões sobre o caso. _________________________________________________________ 58. O Conselho Federal de Psicologia editou a Resolução de no 010/2010, que institui a regulamentação da Escuta Psicológica de Crianças e Adolescentes envolvidos em situação de violência, na Rede de Proteção. O referido documento aponta que as relações de poder (A) devem ser escrutinadas e pautadas para discussões nos Conselhos Tutelares. (B) não devem ser consideradas nos contextos onde exista o envolvimento de Crianças e Adolescentes. (C) devem ser consideradas nos contextos em que o psicólogo atua, bem como seus impactos sobre suas atividades profissionais. (D) devem ser consideradas apenas nos contextos judiciais em que o psicólogo atua. (E) devem ser sempre desconsideradas, sob pena do psicólogo sofrer uma descaracterização total de seu trabalho. _________________________________________________________ 59. O autor que contrapôs o paradigma da simplicidade ao paradigma da complexidade foi: (A) Umberto Eco. (B) Sigmund Freud. (C) Erik H. Erikson. (D) Edgard Morin. (E) Donald Winnicott. _________________________________________________________ 60. Diversos estudos evidenciam a possibilidade da interlo- cução entre a Psicanálise e o Direito. Dentre os limites possíveis para uma Psicanálise no Direito, é correto afirmar que (A) há uma reedição da cena judiciária na transferência com o perito psicanalista. (B) o perito psicanalista deve permanecer na posição de decisão que lhe é atribuída institucionalmente, sem maiores questionamentos em face da hierarquia existente. (C) a cena transferencial na perícia nunca diz respeito à situação judicial. (D) não é dado ao perito psicanalista a reconstrução das singularidades de cada caso concreto. (E) a criança, por vezes recusada, negada ou eclipsada, não deve ser objeto de investigação do perito psicanalista no discurso dos pais em litígio. Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 12 TRF2R-Anal.Jud.-Psicologia 61. A avaliação terapêutica tradicional ou clínica difere da avaliação forense em inúmeros aspectos importantes. Sobre tal tema, é INCORRETO afirmar: (A) Na clínica, as metas giram sempre em torno da redução do sofrimento psicológico do paciente. (B) Na clínica, o papel do psicólogo é mais investigativo e na forense é de fornecer um apoio emocional. (C) A avaliação clínica tem o objetivo primário de forne- cer informações para o tratamento, enquanto na forense o propósito é legal. (D) Na avaliação terapêutica,a perspectiva do exami- nando é considerada porque é voluntária; já na forense, terá maior peso o exame minucioso do paciente. (E) O cliente de um e outro tipo de avaliação pode variar, já que, na clínica, geralmente é a pessoa ou familiar que procura e, na forense é, usualmente, o advogado ou o Tribunal. _________________________________________________________ 62. Os impasses na atuação dos psicólogos na saúde pública surgem na confluência de diversos vetores, dos quais destacamos (A) a discussão que atravessa a identidade do psicólogo enquanto psicanalista nos espaços públicos e priva- dos. (B) a cultura determinante de algumas instituições de formação de psicólogos que privilegiam a formação institucional. (C) a tradição da formação em Psicologia no Brasil calcada em um modelo clássico de clínica, liberal, privada, curativa e individual. (D) a reflexão sobre a diferenciação entre o fazer clínico e o pedagógico. (E) a ampla discussão sobre interdisciplinaridade trava- da nas universidades. _________________________________________________________ 63. Edgar Morin, em Os sete saberes necessários para a educação do futuro, propõe que dois desses saberes devem ser (A) a pontualidade e a racionalidade. (B) o conhecimento e a compreensão humana. (C) a lógica e o conhecimento. (D) a compreensão humana e o capitalismo. (E) a racionalidade e o conhecimento. _________________________________________________________ 64. A articulação da Psicologia com o Direito teve origem na (A) Psicologia do Desenvolvimento. (B) Psicologia Cognitiva. (C) Terapia Familiar Sistêmica. (D) Psicanálise. (E) Psicologia do Testemunho. _________________________________________________________ 65. A Resolução do Conselho Federal de Psicologia de no 013/2007 reconhece algumas especialidades como campo de atuação do psicólogo. Assim, tendo como base a citada Resolução, a Psicologia Jurídica (A) está em processo de reconhecimento. (B) não é reconhecida como especialidade. (C) é reconhecida como especialidade. (D) necessita ainda de uma década de prática para ser reconhecida. (E) só pode ser reconhecida quando as faculdades inserirem a disciplina na grade curricular. 66. Quando uma pessoa ou grupo de pessoas age em relação a outras de forma preconceituosa ou discriminatória, e o faz de maneira reiterada com diferentes graus de intensi- dade, se está diante de um tipo de agressão psicológica denominada (A) Alienação Parental. (B) Extorsão. (C) Transtorno de Estresse Pós-Traumático. (D) Assédio Moral. (E) Transtorno Bipolar. _________________________________________________________ 67. O nome dado à doença mental caracterizada por fantasias sexualmente excitantes, impulsos ou comportamentos se- xuais recorrentes e intensos que envolvem objetos não humanos, sofrimento ou humilhação da pessoa ou de seu parceiro ou não consentimento de crianças ou outras pessoas, é (A) Demência. (B) Transtorno Paranóide. (C) Esquizofrenia. (D) Psicopatia. (E) Parafilia. _________________________________________________________ 68. Em nossa sociedade ocidental, o discurso que rege o que se tem por verdadeiro, que define a rede de conheci- mentos válidos (ou não válidos), é o científico. Nossa “ver- dade” está centrada nele e nas instituições que o produzem. Instituições essas igualmente não isentas de interesses. São conhecimentos e verdades guiados em seu processo de produção por crenças, costumes e interesses. Usados permanentemente pela produção econômica e pelo poder político e difundidos pelas instâncias educativas e informativas da sociedade, de forma, até certa instância, controlada por grandes aparelhos políticos e econômicos, tais como: universidades, mídia, escrita, exército. Para explicar o acima descrito, Foucault menciona, em sua obra, a existência de (A) capitalismo humanista. (B) percepção cognitiva. (C) jogos de verdade. (D) sociedade laudatória. (E) transtorno psicopatológico. _________________________________________________________ 69. A lei incide como limite na sociedade, mas sem desconsi- derar que limite é um conceito de ordem simbólica, da ordem da Lei do Pai, e que seu manejo ou sua aplicação vão depender sempre da capacidade de (A) avaliação pericial social. (B) julgamento do legislador. (C) encaminhamento dos técnicos psicossociais. (D) simbolização de seu operador, legislador ou juiz. (E) tramitação dos autos. _________________________________________________________ 70. O sujeito do Direito é aquele que age consciente de seus direitos e deveres e que segue leis estabelecidas em um dado ordenamento jurídico. Já, para a Psicanálise, o sujei- to está assujeitado às leis (A) definidas pelos juízes dos Tribunais Superiores. (B) definidas pelos Códigos de Ética Profissionais. (C) regidas pelo ego e superego. (D) regidas pelo Código Internacional das Doenças (CID-10). (E) regidas pelo inconsciente. Caderno de Prova ’ES12’, Tipo 001 Tribunal Regional Federal da 2ª Região Analista e Técnico Judiciário Relação dos gabaritos C. Gerais/C. Específicos Cargo ou opção ES12 - AN JUD - ÁREA APOIO ESP - ESP PSICOLOGIA Tipo gabarito 1 001 - D 002 - A 003 - B 004 - C 005 - E 006 - E 007 - B 008 - C 009 - A 010 - D 011 - C 012 - A 013 - B 014 - E 015 - D 016 - D 017 - E 018 - A 019 - C 020 - B 021 - D 022 - C 023 - D 024 - B 025 - E 026 - A 027 - B 028 - C 029 - A 030 - E 031 - D 032 - B 033 - A 034 - D 035 - E 036 - D 037 - A 038 - B 039 - D 040 - A 041 - B 042 - C 043 - E 044 - B 045 - C 046 - E 047 - A 048 - C 049 - B 050 - D 051 - A 052 - E 053 - C 054 - B 055 - E 056 - A 057 - A 058 - C 059 - D 060 - A 061 - B 062 - C 063 - B 064 - E 065 - C 066 - D 067 - E 068 - C 069 - D 070 - E N do CadernooN de Inscriçãoo ASSINATURA DO CANDIDATO N do Documentoo Nome do Candidato Conhecimentos Gerais Conhecimentos Específicos Discursiva - Redação P R O V A INSTRUÇÕES VOCÊDEVE ATENÇÃO - Verifique se este caderno: - corresponde a sua opção de cargo. - contém 60 questões, numeradas de 1 a 60. - contém a proposta e o espaço para o rascunho da redação. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. - Procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo. - Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu. - Marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme