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Slides de Direito Financeiro sobre Dívida Pública

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federativo, evitando-se pendências financeiras entre os entes.
No entanto, cabe mencionar como exceção a realização de operações de crédito entre instituição financeira estatal e outro ente da Federação, com a condição de que o empréstimo não se destine a: financiar, direta ou indiretamente, despesas correntes e refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição concedente.
Regra de ouro da LRF: o endividamento se justifica para fazer frente às despesas de capital, e não às despesas usuais e corriqueiras do ente da Federação, as quais devem ser financiadas por receitas próprias.
As modalidades de operações de crédito
As emissões de títulos da dívida pública, com o objetivo de captar recursos externos.
O ente fica obrigado a honrar com o valor do título, que pode flutuar de acordo com as variações do mercado ou não, a depender da lei que o institua, além do pagamento de juros durante todo o período em que o adquirente detiver o título.
Destaca-se nesse sentido duas questões: a possibilidade de pagamento de tributos com títulos da dívida pública e o oferecimento desses títulos como garantia em processo de execução fiscal.
No entanto, cabe lembrar que a compensação é possível, desde que haja lei que autorize.
Quanto ao oferecimento de títulos da dívida pública como garantia em processo de execução fiscal, cabe destacar que a penhora desses créditos apenas é possível se os valores dos títulos forem estabelecidos de acordo com a flutuação no mercado financeiro.
O objetivo é que o bem a ser penhorado tenha conteúdo econômico relevante, e sirva de efetiva garantia ao processo de execução fiscal.
Antecipação de receita orçamentária (ARO) trata-se de realizar uma operação de crédito cujo lastro seja uma receita futura, ainda não concretizada, porém, prevista no orçamento.
As garantias nas operações de crédito
Trata-se de conferir ao credor maior segurança quanto ao pagamento dos valores objeto de empréstimo.
É possível que a garantia seja oferecida por outro ente da Federação, e não propriamente aquele que assumiu o empréstimo na condição de devedor, neste caso, configura-se a contragarantia.
Deve ser prestada em valor igual ou superior ao da garantia concedida pelo terceiro, e esta garantia apenas será prestada se o ente devedor estiver em dia com suas obrigações perante o garantidor e as entidades por ele controladas.
Assim, a contragarantia exigida pela União a Estado ou Município, ou pelos Estados aos Municípios, poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais, com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida.
Bom dia!