A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
16 pág.
RESUMO DIREITO ADMINISTRATIVO 1

Pré-visualização | Página 4 de 5

de fomento..
Natureza Jurídica:
Existia uma polémica acerca da natureza jurídica das fundações tendo em vista o disposto no art. 5, II do Decreto 200/67 que previa as Fundações como pessoas jurídicas de Direito Privado. No entanto, tal dispositivo não foi recepcionado pelo art. 37, XIX, que determinou a natureza jurídica de direito público das mesmas.
Empresas Estatais:
São as pessoas jurídicas de Direito Privado pertencentes à Administração Pública Indireta, a saber: Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.
Características comuns:
Sofrem controle do Tribunal de Contas, Poder Legislativo e Judiciário;
Contratação mediante licitação prévia. No entanto, empresas estatais exploradoras de atividades econômicas não precisam licitar para contratação de bens e serviços ligados a sua atividade fim, pois inviabilizaria a competição com o setor privado;
Contratação de pessoal mediante concurso público;
Proibição de cumulação de cargos, empregos ou funções;
Contratação pelo regime Celetista, exceto dirigentes que são comissionados.
Impossibilidade de falência.
Empresas Públicas:
Pessoas Jurídicas de Direito Privado, criadas por autorização legislativa (não por Lei como autarquias e fundações), com capital público e regime organizacional livre. Art. 5º, II, DL 200/67
Ex.: BNDES, ECT, CEF, INFRAERO.
Características:
Criadas e Extinção por autorização legislativa, Art. 37, XIX: E não por Lei como as Autarquias e Fundações. A Lei autoriza a criação, depois é baixado um Decreto regulamentando a Lei e posteriormente os Atos Constitutivos devem ser levados a registro em cartório e Junta Comercial para que surja a personalidade jurídica (requisitos empresas privadas do art. 45 , CC).
Todo Capital é público: Não existe na empresa pública Capital privado. O Capital pode vir de vários Entes ou Órgãos diferentes. Ex.: União, uma autarquia estadual e uma empresa pública municipal formam os acionistas de uma empresa pública.
Forma organizacional da empresa é livre: Podendo adotar qualquer forma empresarial admitida pelo Direito Empresarial, ou seja, S/A, LTDA e comandita.
Demandas de competência da Justiça Federal, art. 119 CRFB: Se a empresa for estadual, distrital ou municipal a competência é da justiça comum estadual.
As empresas públicas podem prestar serviços públicos ou explorar atividade econômica.
Prestadoras de Serviços Públicos: Imune a impostos, bens são públicos e impenhoráveis, responsabilidade direta e objetiva (sem comprovação de culpa), Estado responde subsidiariamente. Sujeitas a Mandado de Segurança e sofrem influência maior do Direito Administrativo. Ex.: Empresa de Correios e Telégrafos, ECT.
Exploradoras de Atividade Econômica: Não tem imunidade tributária, bens são privados e penhoráveis, responsabilidade subjetiva (comprovação de culpa). Estado não é responsável subsidiário. Não se Sujeitam a Mandado de Segurança e sofrem menos influência do Direito Administrativo. Ex.: Petrobrás e Banco do Brasil.
Sociedade de Economia Mista:
Pessoas Jurídicas de Direito Privado, criada mediante autorização legislativa, com Capital de maioria pública e organizadas obrigatoriamente na forma de Sociedade Anônima. Art. 5, III, DL 200/67.
Ex.: Petrobras, Eletrobrás, Banco do Brasil, Furnas.
Características:
Criadas e Extinção por autorização legislativa, Art. 37, XIX: E não por Lei como as Autarquias e Fundações. A Lei autoriza a criação, depois é baixado um Decreto regulamentando a Lei e posteriormente os Atos Constitutivos devem ser levados a registro em cartório e Junta Comercial para que surja a personalidade jurídica (requisitos empresas privadas do art. 45 , CC).
Maioria do Capital público: Pelo menos 50% mais uma ação com direito a voto deve pertencer ao Estado (sentido amplo). Deve conter Capital privado sob risco de descaracterizá-la como Sociedade de Economia Mista e caracterizar como Empresa pública;
Forma de Sociedade Anônima: Por expressa autorização legal.
Demandas de competência da Justiça comum estadual: Mesmo que sejam federais. Ex.: Banco do Brasil ação da justiça comum.
Associações Públicas.
Previsto no art. 241 da CRFB a possibilidade dos Entes Federativos consórcios públicos e convênios de cooperação por meio de Lei autorizand a gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial d encargos, serviços, pessoal e bens necessários a continuidade o serviços transferidos.
Consórcio Público é o negócio jurídico plurilateral de direito público que tem por objeto a mútua cooperação entre as entidades federativas, resultando a criação de uma pessoa jurídica autônoma com natureza de direito público ou privado. 
As entidades consorciadas podem optar por dois tipos de sociedade de propósito específicos criados após a celebração do contrato.
Consórcio de natureza privada sem fins econômicos: Submete-se as regras de direito civil, devendo observas o Direito Administrativo no que se refere a licitações, contratos, prestações de contas e admissão de pessoal celetista. Não integram a Administração Pública.
Associação Pública: É o consórcio dom natureza de Direito Público. Integra a Administração Pública Indireta dos entes consorciados.
Privilégios dos Consórcios:
Podem promover desapropriações e criar servidões;
Podem ser contratadas pela Administração Pública Direta ou Indireta com dispensa de licitação;
Pode contratar com dispensa de licitação em razão do valor até o dobro do limite permitido.
Atos Administrativos
Ato administrativo é o ato jurídico típico do Direito Administrativo.
Conceito:
Ato administrativo é toda manifestação expedida no exercício da função administrativa, com caráter infralegal, consistente na emissão de comandos complementares a lei com a finalidade de produzir efeitos jurídicos.
Toda manifestação expedida no exercício da função administrativa: nem todo ato administrativo é exercido diretamente por um agente ligado ao Poder Executivo, por isso é expedido no exercício da FUNÇÃO ADMINISTRATIVA que pode ser exercida pelo Judiciário, Legislativo, por um delegatário e concessionário. O ato administrativo também, nem sempre será manifestação de uma vontade, pois existem atos exercidos por máquinas, como por exemplo, o semáforo.
Caráter infralegal: todo ato administrativo é subordinado às leis, não podendo desobedece-las ou infringi-las.
 Emissão de comando complementares a lei: os atos administrativos visam efetivar, materializar o disposto em lei. A lei prevê determinado fato e o ato o materializa.
Finalidade de produzir efeitos jurídicos: como qualquer outro ato jurídico o ato administrativo visa adquirir, modificar, extinguir ou declarar direitos. Tais direitos estão latentes na lei e cabe aos atos administrativos desbloquear sua eficácia legal. Os atoas administrativos desencadeiam direitos já previstos em lei a determinada pessoa, mas não criam esses direitos como outros atos jurídicos. Ato administrativo não cria direito, o direito já foi criado por lei e o ato libera sua eficácia.
Atributos do ato administrativo:
Presunção de legitimidade, imperatividade, exigibilidade, autoexecutoriedade e tipicidade.
Presunção de legitimidade: O ato administrativo é considerado válido para o Direito até que se prove o contrário. Não depende de previsão legal e aplica-se a todos os atos administrativos e da administração. Presunção relativa (juris tantum) que pode ser afastada por prova inequívoca de ilegalidade. O ônus da prova cabe a quem alega.
Obs.: O judiciário não pode analisar de ofício a nulidade de atos administrativos
Imperatividade ou coercibilidade: O ato administrativo pode criar deveres e obrigações aos particulares mesmo sem anuência deles. A imposição do ato administrativo independe da vontade do administrado. Não aplicáveis aos atos enunciativos (atestar, certificar fato ou opinião sobre dado assunto).
Exigibilidade: Poder de aplicar sanções administrativas aos administrados, como multas, advertências,

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.