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Atlas de Técnicas de Bloqueios Regionais

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Fig. 13 - Nervo Infraorbitário. 
Fig. 14 - Palpação do forame infraorbitário. 
imediatamente abaixo do forame, a mão é abaixada 
ligeiramente e a agulha introduzida através do forame 
por dentro do canal infraorbitário em uma distância 
inferior a 1 cm e aí a solução anestésica deve ser 
depositada. A agulha não deve penetrar totalmente no 
canal infraorbitário e recomenda-se aspirar a seringa 
antes da injeção. 
Se o forame infraorbitário não for facilmente localiza-
do, é conveniente injetar pequenas doses nas proximida-
des do forame, de modo que o contato com o osso seja 
indolor, e facilitar as tentativas de penetrar o canal. 
A injeção a nível do forame é suficiente para se obter 
anestesia para operações sobre o lábio superior, mas a so-
lução deve ser depositada no canal infraorbitário para 
procedimentos que envolvam estruturas inervadas pelo 
nervo alveolar superior anterior, principalmente os den-
tes anteriores e a maxila. 
Via Oral: O forame infraorbital é localizado como des-
crito acima. O lábio superior é levantado pelo polegar e o 
indicador da mesma mão é colocado sobre o forame in-
fraorbitário. Uma agulha 25x4 é introduzida através da 
mucosa oral ao nível do ápice do primeiro dente 
bicúspide. Ela é direcionada para cima, para trás e para 
fora ao longo da maxila, em direção ao dedo que está 
palpando. 
Quando a via oral é empregada, o local da punção está 
muito próximo da superfície da maxila, de modo que a 
agulha não deve ser inclinada em um ângulo que permita 
sua passagem por dentro do canal infraorbitário. Isto im-
pede a entrada no canal na maioria dos casos. 
Área de Analgesia 
A área de analgesia da pele está representada na figura 
17. A analgesia das estruturas profundas corresponde à 
anatomia descrita. 
Indicações 
Intervenções cirúrgicas nos lugares de distribuição do 
nervo infraorbitário, para diagnóstico diferencial em ca-
sos de neuralgia para localizar as zonas de gatilho do ner-
vo trigêmeo. Extrações complicadas dos dentes incisivos 
ou caninos, assim como, extirpações de cistos radiculares 
ou granulomas dentários. 
 
Fig. 17- Área de analgesia do bloqueio 
do nervo infraorbitário bilateral. 
Fig. 18 - Área de analgesia do bloqueio dos nervos 
infraorbitário e zigomático bilateral. 
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Bloqueio do 
Nervo 
 Nasociliar 
 
 
 MA Ferreira, TSA 
Considerações Anatômicas 
O nervo oftálmico é o ramo superior e menor do triân-
gulo, inteiramente sensitivo e da origem a três ramos: 
frontal, nasociliar e lacrimal. 
O nervo nasociliar, de tamanho intermediário entre o 
frontal e o lacrimal, após passar a fenda orbitária supe-
rior, cruza o nervo óptico buscando a parede mediai da 
órbita. Por sua vez, dirige-se nos ramos etmoidal poste-
rior, etmoidal anterior, infratroclear e ciliares longos 
(Fig. 19). 
O nervo etmoidal posterior encontra-se na parede in-
terna da órbita antes de penetrar no forame etmoidal pos-
terior, donde se dirige aos seios esfenoidal e etmoidal 
posteriores. 
O nervo etmoidal anterior situa-se na parede interna da 
órbita, passa através do forame ou canal etmoidal ante-
rior, penetra na cavidade craniana e após correr sobre a 
superfície superior da lâmina cribiforme do osso 
etmóide, desce para a cavidade nasal. Fornece dois ramos 
internos: um medial para a mucosa da parte anterior do 
septo nasal e outro lateral para a parte anterior da parede 
lateral da cavidade nasal, que emerge finalmente, com o 
nome de nervo nasal externo, ao nível do bordo inferior 
do osso nasal. 
O nervo infratroclear origina-se do nervo nasociliar 
próximo do forame etmoidal anterior, caminha pela pa-
rede medial da órbita e próximo da tróclea recebe um fila-
mento do nervo supratroclear. Sai então da órbita emi-
tindo ramos para o canto interno do olho. 
Os nervos ciliares longos são em número de dois ou 
três, originando-se do nervo nasociliar quando este cruza 
o nervo óptico. Acompanham os nervos ciliares curtos 
desde o gânglio ciliar, penetram a esclera, próximo a en-
trada do nervo óptico e seguem adiante entre a esclera e a 
coróide. Geralmente contém fibras simpáticas para o di-
latador da pupila. 
Área de Analgesia 
O nervo nasociliar é inteiramente sensitivo e vai inervar 
a cavidade nasal anterior, septo nasal na sua parte fron-
tal, parte dos seios nasais, do olho e do dorso do nariz. 
O nervo etmoidal posterior inerva os seios esfenoidal e 
etmoidal posteriores. 
O nervo etmoidal anterior inerva a pele da parte da asa, 
ápice e vestíbulo do nariz. 
O nervo infratroclear inerva parte da pele das 
pálpebras (canto interno) e da porção lateral do nariz 
acima do ângulo mediai do olho, a conjuntiva, saco e 
carúncula lacrimais. 
Fig. 20 - Área de analgesia do bloqueio do nervo nasociliar 
bilateral. 
12 
HH 
Os nervos ciliares longos dão inervação ao corpo ciliar, 
íris e córnea e emitem ramos sensitivos ao gânglio ciliar. 
Na pele, a área de analgesia corresponde a ilustrada na 
figura 20. 
Técnica Anestésica 
Localiza-se um ponto aproximadamente 4 mm acima 
do canto interno da órbita e introduz-se uma agulha 2,5 x 
6 junto a parede interna da órbita à uma profundidade 
aproximada de 2 cm, injetando-se 0,2 a 1 ml de solução 
anestésica com vasoconstritor (Fig. 21). 
Indicações e Contra-Indicações 
Cirurgias do nariz e septo nasal sempre associado ao 
bloqueio do nervo maxilar bilateral, alívio da dor na 
nevralgia do trigêmeo quando este nervo está afetado. 
 
Fig. 21 - Bloqueio do nervo nasociliar. 
Contra-indicado quando há infecção na região do blo-
queio, mucoceles frontais e dacriocistites. 
Bloqueio do 
 Nervo Mentoniano 
 ER Nakashima, TSA 
 
Fig. 22 - Nervo Mentoniano. 
Considerações Anatômicas 
O nervo mentoniano constitui um dos ramos terminais 
do nervo alveolar inferior (ramo do nervo mandibular), 
sendo exclusivamente sensitivo. Emerge juntamente com 
a artéria mentoniana através do forame mentoniano, que 
no adulto situa-se numa linha vertical, traçada entre os 
dois pré-molares inferiores, à meia distância entre as mar-
gens inferior e superior da mandíbula, atrás do músculo 
depressor do ângulo da boca. Nas crianças, o forame 
situa-se mais próximo à borda inferior e nos indivíduos 
desprovidos de dentes, próximo à margem superior (Fig. 
22). 
13 
 
Fig. 23 - Área de analgesia do bloqueio do nervo 
mentoniano bilateral. 
Fig. 24 - Bloqueio do nervo mentoniano. Técnica intraoral. 
Área de Analgesia 
O bloqueio do nervo mentoniano promoverá analgesia 
dos tecidos moles do mento, pele e mucosa do lábio infe-
rior, mucosa gengival do lado correspondente, respeitan-
do a linha media da face. Manipulações na região media-
na do mento, lábio inferior ou mucosa gengival, exigem o 
bloqueio bilateral, pois alguns filamentos de um lado 
atravessam a linha média, inervando o seu limite (Fig. 
23). 
Técnica Intraoral 
Solicita-se ao paciente manter os dentes cerrados. 
Através do vestíbulo oral, palpa-se o forame mentoniano 
localizado na linha vertical que separa os dois pré-
molares inferiores à meia distância entre as margens infe-
rior e superior da mandíbula. Eventualmente pode ser 
sentido o pulso da artéria mentoniana que emerge junto 
com o nervo. 
Após anestesia tópica, introduz-se uma agulha calibre 
6, aspira-se para evitar injeção intra-arterial, injetando-se 
solução anestésica nas cercanias do forame mentoniano. 
Deve-se evitar penetrar o forame com a agulha, pois pode 
levar a transtornos da sensibilidade por lesão nervosa. 
Realiza-se uma leve massagem na região para melhor dis-
tribuição da solução anestésica (Fig. 24). 
Técnica Extraoral 
Orienta-se o paciente para permanecer com a boca em 
repouso, sem esboçar movimento. Traça-se então uma li-
nha vertical através

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