Erro ou Ignorância - Resumo (parte 2)
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Erro ou Ignorância - Resumo (parte 2)

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É qualquer erro que vicia o negócio?
Não! Há erros viciosos e não viciosos (princípio da conservação dos negócios jurídicos).
A simples constatação do erro não gera a invalidade do negócio.
Erros que não são viciosos, como o acidental, o inescusável e o pagamento indevido,
não geram invalidade, assim como o falso motivo, a menos que o motivo faça parte
do núcleo do negócio, não gera invalidade.
Pouco importa se o erro é realizado diretamente ou indiretamente pelo agente. Se
for um erro vicioso, haverá invalidade.
Mesmo que o erro seja vicioso em tese, não haverá invalidade se a outra parte con-
cordar em cumprir o negócio tal como a vontade real do declarante.
Erro inescusável: aquele que não teria ocorrido se o indivíduo tivesse tomado os cui-
dados mínimos que qualquer pessoa tomaria, se fosse alguém de diligência normal.
Erro acidental: o erro sobre elementos que não sejam fundamentais para aquele ne-
gócio jurídico; o erro que ocorre acerca de elementos secundários, fora do núcleo re-
ferente ao objeto ou à pessoa do contrato.
Pagamento indevido: quando alguém recebe por algo que não deveria ter recebido.
Solução legal: restituir ao pagante o valor indevidamente pago.
Falso motivo: o motivo não será mera subjetividade, mas um fator determinante para
a realização daquele negócio (Art. 140, CC).
Erro de representação: realizado indiretamente, através de um procurador do agente
com poderes para tal (convencionais ou legais), ou quando o agente declara sua vonta-
de à distância. Erro por interposta pessoa ou meio interposto. Art. 144, CC.
Art. 141 do Código: “A transmissão errônea da vontade por meios interpostos é
anulável nos mesmos casos em que o é a declaração direta”.
Tipos de erro
Defeitos do negócio jurídico
Direito Civil II