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Apostila Direito do Trabalho   OAB 1ª Fase (2017) Alexandre Teixeira Curso Prime

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de Fortaleza. 
 
EXERCÍCIOS 
 
1. (FGV – 2014 – XV modificada)Marlene trabalhou em uma residência como cozinheira. Assinale a opção que não 
contempla o direito inerente à categoria profissional de Marlene, no período indicado, podendo ser exigido seu 
cumprimento de imediato pelo empregador. 
 
A) Adicional noturno. 
B) Horas extras. 
C) FGTS obrigatório. 
D) Proteção ao trabalho da mulher 
 
 
 
1 Sobre serviços prestados com pessoalidade por pessoa física, não-eventualidade, subordinação jurídica e salário, vide os comentários feitos no capítulo referente a empregados 
urbanos. 
2
 
Súmula 196 STF: “Ainda que exerça atividade rural, o empregado de empresa industrial e comercial é classificado de acordo com a categoria do empregador”. 
 
 
 
CURSO PRIME – Rua Maria Tomásia, 22 – Aldeota – Fortaleza/CE – Fone: (85) 3208.2222 7 
 
OS: 0194/9/16-Gil 
OAB – 1ª FASE – XXI EXAME DA ORDEM 
2. (FGV – OAB 2013.2) Adriana submete-se a um ato educativo supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, 
que visa à preparação para o trabalho produtivo daqueles que estejam frequentando o ensino regular em instituições 
de educação superior, educação profissional, ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino 
fundamental. Logo, pode-se dizer que Adriana é uma 
 
A) estagiária. 
B) aprendiz. 
C) cooperativada. 
D) empregada. 
 
3. (FGV–2014–XIV)Em 2012, Maria Júlia foi contratada como estagiária de direito em uma empresa pública federal, que 
explora atividade bancária. Sua tarefa consistia em permanecer parte do tempo em um caixa para receber o 
pagamento de contas de água, luz e telefone e, na outra parte, no auxílio de pessoas com dificuldade no uso dos 
caixas eletrônicos. Com base na hipótese, assinale a opção correta. 
 
A) Trata-se de estágio desvirtuado que, assim, gerará como consequência o reconhecimento do vínculo empregatício 
com a empresa, com anotação da CTPS e pagamento de todos os direitos devidos. 
B) Diante da situação, o Juiz do Trabalho poderá determinar que o administrador responsável pelo desvirtuamento 
do estágio pague diretamente uma indenização a Maria Júlia, haja vista o princípio constitucional da moralidade. 
C) Não há desvirtuamento de estágio porque, tratando-se a concedente de uma instituição bancária, a atividade de 
recebimento de contas e auxílio a clientes está inserida na atividade do estagiário. 
D) Não é possível o reconhecimento do vínculo empregatício, haja vista a natureza jurídica daquele que concedeu o 
estágio, que exige a prévia aprovação em concurso público. 
 
4. (FGV – OAB 2016 XIX) Jorge é um teletrabalhador e cumpre jornada preestabelecida pelo empregador, que o 
monitora por meio de meios telemáticos. A empresa montou um home office na residência do empregado, 
fornecendo móveis (mesa e cadeira ergonômica), computador e impressora. Em determinado dia de trabalho, 
quando conferia relatórios, a cadeira em que Jorge estava sentado quebrou e ele, devido à queda violenta, 
machucou-se. 
Na hipótese, de acordo com a Lei, 
 
A) ocorreu acidente do trabalho, sendo irrelevante se o trabalho é prestado na residência do empregado. 
B) não se pode cogitar de acidente do trabalho no teletrabalho, pois o empregado está em seu domicílio e não sob as 
vistas do empregador. 
C) o evento jamais poderá ser considerado acidente do trabalho, uma vez que a situação não foi testemunhada por 
ninguém. 
D) todo acidente domiciliar é acidente do trabalho, segundo a legislação previdenciária. 
 
5. (FGV – OAB 2014 XIV) Em 2012, Maria Júlia foi contratada como estagiária de direito em uma empresa pública 
federal, que explora atividade bancária. Sua tarefa consistia em permanecer parte do tempo em um caixa para 
receber o pagamento de contas de água, luz e telefone e, na outra parte, no auxílio de pessoas com dificuldade no 
uso dos caixas eletrônicos. Com base na hipótese, assinale a opção correta. 
 
A) Trata-se de estágio desvirtuado que, assim, gerará como consequência o reconhecimento do vínculo empregatício 
com a empresa, com anotação da CTPS e pagamento de todos os direitos devidos. 
B) Diante da situação, o Juiz do Trabalho poderá determinar que o administrador responsável pelo desvirtuamento 
do estágio pague diretamente uma indenização a Maria Júlia, haja vista o princípio constitucional da moralidade. 
C) Não há desvirtuamento de estágio porque, tratando-se a concedente de uma instituição bancária, a atividade de 
recebimento de contas e auxílio a clientes está inserida na atividade do estagiário. 
D) Não é possível o reconhecimento do vínculo empregatício, haja vista a natureza jurídica daquele que concedeu o 
estágio, que exige a prévia aprovação em concurso público. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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OAB – 1ª FASE – XXI EXAME DA ORDEM 
6. (FGV – OAB 2012.2) Segundo expressa previsão em nossa ordem jurídica, assinale a afirmativa que indica o 
trabalhador que possui igualdade de direitos com os que têm vínculo empregatício permanente. 
 
A) Trabalhador doméstico. 
B) Trabalhador voluntário. 
C) Trabalhador avulso. 
D) Trabalhador eventual. 
 
 
2. CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO (art. 443 da CLT) 
Ante a nova redação do art. 114, CF, necessário se faz realizar a distinção entre relação de Trabalho e relação de 
Emprego. 
2.1. Relação de Trabalho versus relação de emprego: relação de trabalho compreende as relações entre todos os tipos de 
trabalhadores e seus tomadores de serviços, tais como os trabalhadores autônomos, eventuais, empregados, avulsos, 
etc. Relação de emprego diz respeito à relação jurídica entre empregado e empregador. Relação de trabalho é gênero 
donde relação de emprego é espécie. 
 
2.2. Definição legal (art. 443 CLT): “Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expressão correspondente à relação 
de trabalho”. 
Toda relação jurídica de emprego decorrerá necessariamente de um contrato de emprego. Assim, não existe relação de 
emprego sem contrato de emprego. Muito embora esse contrato possa ser escrito ou verbal, sempre terá de haver o 
contrato de emprego. 
É importante deixar claro que a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) não é o contrato de trabalho, mas sim 
só mais uma prova da relação de trabalho. 
Art. 456, CLT. A prova do contrato individual do trabalho será feita pelas anotações constantes da carteira profissional 
ou por instrumento escrito e suprida por todos os meios permitidos em direito. 
Na CTPS devem ser anotadas as condições especiais e os elementos principais da relação havida, tal como determina o 
art. 29 da CLT: 
Art. 29 - A Carteira do Trabalho e Previdência Social será obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador 
ao empregador que o admitir, o qual terá o prazo de 48 horas para anotar, especificadamente, a data de admissão, a 
remuneração e as condições especiais, se houver, sendo facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, 
conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho. 
O fato do empregador não ter assinado a carteira de trabalho não quer dizer que não haja contrato entre empregado e 
empregador, pois o vínculo de emprego decorre do contrato de trabalho, inclusive se esse contrato for verbal. 
Logo, se a CTPS fosse o próprio contrato, a ausência de anotação implicaria a inexistência de vínculo empregatício 
entre as partes. 
Art. 13, CLT - A Carteira de Trabalho e Previdência Social é obrigatória para o exercício de qualquer emprego 
temporário, e para o exercício por conta própria de atividade profissional remunerada. 
Há casos em que as anotações na carteira de trabalho não refletem