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ANESTESIOLOGIA VETERINÁRIA

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ANESTESIOLOGIA VETERINÁRIA 
AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA E CUIDADOS PRÉ-ANESTÉSICOS 
IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE 
*Espécie 
*Idade: idosos ou jovens -> os extremos de idade são os que mais apresentam riscos, são os 
mais propensos às complicações anestésicas. Muito jovem -> jejum alimentar curto pois há 
maior risco de hipoglicemia 
*Raça -> braquicefálicos possuem alto risco de distúrbios respiratórios 
*Peso -> obesidade pode levar à overdose, baixa função pulmonar -> tecido adiposo 
depositado intrabdominal prejudica a expansão torácica; gordura é metabolicamente inativa, o 
cálculo do medicamento não deve conter o tecido adiposo -> overdose. 
 
HISTÓRICO 
*Dieta e alimentação 
*Tosse, intolerância ao exercício -> alterações cardiorrespiratórias 
*Afecções: diabetes, hepato ou nefropatias, convulsões... 
*Terapias prévias -> se recebeu algum fármaco antes -> podem causar interação 
medicamentosa 
*Reações a fármacos anestésicos 
*Hemorragia -> pode levar à anemia, se recebeu sangue recentemente aumenta a chance de 
reação anafilática 
*Vômito ou diarreia -> desidratação 
*Aspecto da urina e micção -> nefropatias 
*Gestação -> os fármacos atravessam a barreira placentária; se acabou de parir, o estresse 
anestésico e cirúrgico pode levar à secagem do leite 
*Cio -> aumenta os riscos de hemorragia devido ao estrógeno circulante 
 
ANOREXIA 
*Cuidar com doses do anestésico 
*Distúrbios hidroeletrolíticos e déficit energético, hipoproteinemia 
*Menor tendência para os anestésicos -> overdose, hipotensão, hipoventilação, recuperação 
prolongada, cicatrização retardada, infecção 
*Fluidoterapia com glicose? Não necessariamente o paciente está hipoglicêmico. 
*Hipocalemia -> impede despolarização de células, batimentos ventriculares ectópicos, baixa 
contratilidade, arritmias -> suplementar potássio lentamente 
 
DESIDRATAÇÃO 
*Diminuição do liquido circulante -> hipovolemia -> hipotensão que pode levar a morte 
*Reidratação pré-anestésica 
*Desidratação leve ou emergências: 10-40 ml/kg RL rápido -> para que a fluido fique dentro do 
vaso antes de ser redistribuído 
*Desidratação grave: 24-48 horas de reidratação pré-anestésica 
 
ANEMIA 
*Hipoxigenação dos tecidos 
 
 
*Para cirurgia: hematócrito deve estar muito próximo do normal -> 27-30% (9-10g/dl hb) 
*Indução anestésica causa vasodilatação; podem ocorrer perdas sanguíneas na cirurgia; devido 
a Fluidoterapia há hemodiluição => causas potenciais para diminuição do hematócrito durante 
a cirurgia. 
*Durante a cirurgia necessário manter hematócrito acima de 20% (7g/dl hb) 
 
HIPOPROTEINEMIA 
*Diminuição da pressão coloidosmótica 
*Aumento de fármaco livre -> uma parte do fármaco está na forma livre e a outra ligada a 
proteínas plasmáticas 
*Aumenta o risco de edema pulmonar 
*Fluidoterapia deve ser mais conservadora para evitar edema 
*Deve ter ajuste de dose 
 
SISTEMA CARDIOVASCULAR 
*Arritmias -> ECG 
*Ajuste do protocolo anestésico -> Xilazina e cetamina agravam a arritmia 
*Sopros -> identificar a origem, radiografias torácicas, ecocardio 
*Pulso fraco -> baixo debito -> taquicardia, hipovolemia/desidratação, vasoconstrição, 
insuficiência cardíaca 
 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
*Frequência 
*Esforço 
*Amplitude 
*Sons pulmonares 
*RX tórax -> baixa correlação entre distúrbios fisiológicos e anatômicos -> a alteração 
radiográfica não necessariamente corresponde à sintomatologia do animal devido aos 
mecanismos compensatórios 
 
FUNÇÃO RENAL 
*Ureia e creatinina sérica 
*Urinálise 
*Cuidar com fármacos de excreção renal -> podem não ser excretados devidamente levado à 
persistência da anestesia 
*A maioria dos fármacos são excretados pelos rins. 
 
FUNÇÃO HEPÁTICA 
*ALT e FA: lesão hepatocelular e colestase 
*Ácidos biliares, albumina e glicose: função hepática 
*Dificuldade de metabolismo dos fármacos -> cuidar com doses em pacientes hepatopatas 
 
TEMPERATURA 
*Hipertermia -> infecção 
*Hipotermia -> perda da capacidade de controle térmico -> baixa metabolização dos fármacos. 
Hemorragia, lesão hipotalâmica 
 
 
 
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS 
*Antibióticos -> podem causar aumento da sensibilidade dos bloqueadores neuromusculares -
> induzem parada respiratória 
*Anti-hipertensivos -> hipotensão 
*Fenobarbital -> uso agudo, paciente mais sensível aos efeitos dos anestésicos; uso crônico -> 
alterações hepáticas -> necessitam de mais anestésicos 
*AINES: redução da perfusão renal -> hipotensão anestesia acentuada -> lesão renal 
*Antiarrítmicos -> aumento da sensibilidade dos bloqueadores neuromusculares 
 
RISCO ANESTÉSICO (ASA) 
I -> saudável, procedimento eletivo, doença localizada. Menor risco. 
II -> Doença sistêmica leve ou condição clinica especial -> idoso, muito jovem, obesidade, 
gestante 
III -> Doença sistêmica moderada, cirurgia difícil, condição clinica especial, fraturas múltiplas 
IV -> Doença sistêmica grave ou que prejudica a atividade orgânica normal, cirurgia difícil 
V -> Doença muito grave, baixa expectativa de sobreviver 
E -> EMERGENICA 
 
PLANEJAMENTO ANESTÉSICO 
*Sempre melhor prevenir do que tratar uma parada cardíaca 
*Planejar os fármacos, a monitoração e a terapia de suporte 
 
 
MEDICAÇÃO PRÉ ANESTÉSICA 
*Finalidades: 
 Diminuir efeitos colaterais de outros fármacos utilizados no protocolo anestésico 
 Produzir grau de miorrelaxamento 
 Produzir grau de sedação, diminuir a ansiedade 
 Controle da dor -> principal objetivo da MPA 
*Além dessas finalidades básicas, a MPA ainda promove: 
 Potencialização de anestésicos gerais -> efeito sinérgico entre alguns anestésicos, 
diminuindo o requerimento de anestésicos gerais 
 Viabiliza procedimentos com anestesia local 
 Diminui secreções (vias aéreas e digestivas) -> podem ser fatores complicantes no 
transoperatório 
 Promove indução e recuperação suaves 
 
GRUPOS FARMACOLÓGICOS 
 
TRANQUILIZANTES 
 Fenotiazínicos: mais utilizados. Ex: Acepromazina, rotineiramente utilizada 
 Butirofenonas: não liberadas para uso em pequenos animais 
 
ALFA – 2 AGONISTAS 
 Xilazina 
 Dexmedetomidina (mais recente) 
 
 
 
BENZODIAZEPÍNICOS 
*Sedativos 
 Diazepam 
 Midazolam 
 
OPIÓIDES 
*Sua ação principal é a analgesia mas podem causar sedação/tranquilização, principalmente 
quando associados a outros fármacos pré-anestésicos 
 Morfina, metadona, fentanil... 
 
ANTICOLINÉRGICOS 
*Situações particulares -> emergência 
 Atropina 
 
1. TRANQUILIZANTES 
*Função básica: diminuir a ansiedade sem causar sedação -> animal mais tranquilo, mais apto 
a ser manipulado, mas responde a comandos verbais. 
*Possuem ação na subcortical 
*Não causam perda ou redução da consciência, por isso são classificados como tranquilizantes, 
e não sedativos. 
 
1.1 FENOTIAZÍNICOS: 
*Mecanismo de ação: causam, no SNC, bloqueio de neurotransmissores pré e pós-sinápticos 
(serotonina e dopamina), que atuam no sistema límbico; causam depressão do tálamo, 
hipotálamo, tronco cerebral e vias aferentes sensitivas. Antagonismo competitivo da 
dopamina em receptores dopaminérgicos. 
*Intoxicações com doses altas: tremores, rigidez e catalepsia -> efeitos extrapiramidais -> 
relacionados com o sistema motor. 
*Vantagens: tranquilização facilitando manipulação, antiemético, anti-histamínico, 
antiarrítmico, antiespasmódico, anticolinérgico, em doses baixas possui efeitos antitoxêmicos 
e potencializam outros fármacos como opióides, isoflurano -> neuroleptoanalgesia -> 
associação de fenotiazínico com opióide. 
*Desvantagens: hipotermia, hipotensão (vasodilatação periférica por bloqueio de receptores 
alfa adrenérgicos),

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