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Universidade Comunitária da Região de Chapecó Área de Ciências Humanas e Jurídicas Curso: Direito – Matriz 1015 Componente Curricular: Historia do Direito e Antropologia Jurídica Professor: Luiz Henrique Maisonett Acadêmico/a: Camila Rolim de Moura Período: 1º Período Noturno Ano/Sem: 2016/2 Antropologia e Direito As conexões do direito com a antropologia são evidentes, visto que o ser humano constitui objeto central dessas duas áreas do conhecimento, motivo pelo qual temas como igualdade e diferença são, ao mesmo tempo, jurídicos e antropológicos. Além disso, o direito constitui um dos aspectos da cultura, e esta constitui objeto específico da antropologia cultural. A antropologia, tal como o direito, também se interessa pelos conflitos sociais, principalmente no que diz respeito à intervenção normativa na decisão jurídica desses conflitos, bem como pelo desdobramento da ordem jurídica diante das transformações culturais, sociais, políticas e econômicas. As definições genéricas, quando isoladas do contexto donde emanam, isto é, do complexo teórico que as fundamentam, são imprestáveis para traçar os limites daquilo que se define. Nesse sentido, uma definição inspirada nos jurisconsultos romanos expressa que o direito é a intenção firme e constante de dar a cada um o que é seu, não lesar os outros e realizar a justiça. Já as definições restritivas esbarram em dificuldades insuperáveis, porque, em virtude de serem muito circunstanciadas, perdem a sua pretendida universalidade. Nesse sentido, uma definição inspirada no positivismo jurídico estabelece que o direito é o conjunto das regras dotadas de coatividade e emanadas do poder constituído. A universalidade dessas duas definições pode ser questionada. Há, entretanto, entre elas uma diferença acentuada no que diz respeito ao enfoque teórico adotado. Na primeira (definição genérica) predomina um enfoque zetético; enquanto na outra (definição restritiva) predomina um enfoque dogmático. Não há uma linha divisória entre zetética e dogmática, porque toda investigação jurídica sempre utiliza os dois enfoques. Mas a diferença é importante quando se aponta o predomínio de um enfoque sobre o outro. Essa tendência reconhece que o estudo do direito não se reduz a mera sistematização de normas, visto que, se as normas condicionam comportamentos, os comportamentos também condicionam as normas. Isso significa que não é possível isolar normas jurídicas de suas condicionantes situadas na antropologia, sociologia, economia, biologia, filosofia, ética, política etc. Bom, acredito que uma ciência que estuda o homem e o direito é uma forma de regularizar o homem dentro da sociedade. Sendo assim a antropologia busca o entendimento da alteridade, aquela que busca estudar o outro, essencialmente diferente de mim. O homem como sim, ser biológico, social e cultural. Que visa buscar explicações para os comportamentos humanos em sociedade, e do direito como um conjunto de normas de conduta universal, abstratas, obrigatórias e mutáveis, impostas pelo grupo social, destinadas a disciplinar as relações externas do individuo, objetivando prevenir e compor conflitos.