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Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 1 ALERGOLOGIA 19/07/2017 AULA I – profª Dra Veriana da Nóbrega HIPERSENSIBILIDADES HIPERSENSIBILIDADES: Resposta alérgica: são reações de hipersensibilidade. É uma resposta exagerada do sistema imunológico a exposição de antígenos exógenos e/ou endógenos. (o processo alérgico pode ser desencadeado com mais facilidade em uns do que em outros, pois envolve a pré-disposição genética como base para produção de IgE para alguns antígenos). Inicia- se quando as APCs se apresentam a um linfócito TCD4+ que libera citocinas estimulando os linfócitos B a produzirem e secretarem anticorpos IgE específicos para aquele alérgeno. Tipos de hipersensibilidades: Tipo I: imediata ou mediada por IgE (única a qual se diagnostica por meio de teste alérgico) Tipo II: citotóxica Tipo III: imunocomplexos (doenças como dengue ou reações medicamentosas) Tipo IV: mediada por células ou tardia (asma) – o teste alérgico não consegue detectar. OBS¹: A Asma em sua resposta aguda (nas primeiras 4h, é uma reação de hipersensibilidade imediata, tipo I, pois é mediada por IgE. Porém, depois passa a ser Tipo IV.) OBS²: O impacto das doenças alérgicas vem aumentando na população devido a poluição ambiental e a ingestão de comidas industrializadas. Sendo as alergias mais comuns: Rinite alérgica, Asma, dermatite atópica e alergia alimentar são as mais frequentes. Reação alérgica do tipo I ou reação imediata O antígeno ligado a IgE, ativa os mastócitos e os sensibiliza, assim eles liberarão: histamina, leucotrienos, enzimas proteolíticas, citocinas e interleucinas. Onde cada mediador inflamatório desses, apresentará um efeito. Por exemplo: Histamina: bronconstrição, secreção de muco e vasodilatação. Cininas: vasodilatação e edema. Leucotrienos: Atrai neutrófilos e basófilos, vasodilatação e bronconstrição. Prostaglandinas: edema e dor. Avaliação e métodos diagnósticos O diagnóstico das alergias e doenças alérgicas é realizado principalmente por meio do histórico clínico e do exame físico do paciente. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 2 ALERGOLOGIA Testes cutâneos também denominado teste de Patrick, possui alta especificidade e sensibilidade. Sua leitura é feita em 15 min. É de leitura imediata. Formada a papula em até 3mm, considera-se POSITIVO. O teste cutâneo ou intradérmico (pode ser diluído desde 1:10/ 1:100/ 1:1000 ou 1:10000. Testes séricos (IgE sérica ou IgE específica). Teste de provocação alimentar; nasal ou conjutival. Diagnóstico in vitro IgE total no soro (inespecífico) IgE contra o alérgeno (específico). TRATAMENTOS PARA ALERGIAS Bloqueio de receptores Corticoides Anti-leucorienos Na modulação da resposta imune: aplica-se antígenos em pequenas quantidades e faz-se a hipersensibilização (por vacinas), administra-se anti-IgE (Fc) (IgE não se liga, pois, o anticorpo monoclonal (OMALIZUMAB) impede que a IgE se ligue ao mastócito). VACINAS: 80% dos casos tem eficácia na rinite. Princípios da Imunoterapia: IgE especifica diminui IgG especifica aumenta HIPERSENSIBILIDADE TIPO II Denominada hipersensibilidade tipo II ou citotóxica (citotoxidade celular dependente de anticorpo). É mediada por IgE e IgG Ocorre dentro de minutos. Ex: um paciente toma penicilina, o que acontece? A penicilina se ligará a hemácia, e formará um antígeno que irá se ligar aos anticorpos IgM ou IgG respondendo contra as próprias células do organismo. Essa IgG irá se ligar aos receptores Fc nos neutrófilos e macrófagos, que recrutam os mastócitos causarão a inflamação devido ao seu deposito no tecido acometido. Já a IgM irá ativar o sistema complemento, formando um complexo antígeno-anticorpo, e se ligará a plaquetas ou hemácias, sofrendo opsonização e são fagocitadas pelas células NK. Esses anticorpos facocitarão eritrócitos ou plaquetas, causando plaquetopenia ou anemias. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 3 ALERGOLOGIA Ex: anemia hemolítica do recém-nascido; hipersensibilidade a algumas drogas; plaquetopenia, anemias autoimunes, pênfigos. HIPERSENSIBILIDADE TIPO III Conhecida como reação mediada por imunocomplexos (IgG e IgM). Geralmente ocorre entre 3 a 8h após a exposição ao antígeno. Na doença do soro (reação geral), por exemplo. Injeta-se um soro no paciente, o que acontece? Será formado um complexo antígeno e ligado a IgG que irá reconhecer como estranho e chamará o sistema complemento, esse recrutará proteínas para o local, e recrutará células inflamatórias para que fagocitem-o, após essa fagocitose haverá o deposito desses imunocomplexos nos vasos (neutrófilos e complementos), e haverá vasodilatação. Causará urticaria na pele, inflamação nas articulações, distúrbios renais. Ex: Dengue hemorrágica, hanseníase, Lupus (doenças autoimunes), asma por deposito de imunocomplexos. HIPERSENSIBILIDADE TIPO IV OU TARDIA Tardia e de curso progressivo, leva de 42 a 72h para ocorrer. PPD (Reação de Mantux) Mediada por IgG e IgM e envolve os linfócitos T. Haverá presença de células e não de anticorpos. E pode-se apresentar na forma de eczema, calosidade e endurecimento. Está envolvida na patogênese de muitas doenças autoimunes e infecciosas e granulomatosas devido a infecções e antígenos estranhos. Uma outra forma de hipersensibilidade tardia é a dermatite atopica, por contato com couro, maquiagem agentes químicos, ou metais pesados e etc.). O mecanismo dessa hipersensibilidade envolve as células T auxiliares (Th1 e Th2) que secretam, citocinas e citocininas, além de IL-1 (Th1) ou IL-4 e IL-5 (Th2) recrutando também as células TCD4+, que ativará monócitos e macrófagos, os quais causarão as lesões. Os mastócitos realizarão a liberação de interferon-gama. Ex: asma; rinite; conjuntivite; artrite reumatóide; tuberculose; hanseníase CASO CLINICO – COM RESOLUÇÃO Jane, 9 anos. Estava na praia e injeriu caldo de camarão. apresentou: manchas na pele, tosse e falta de ar. Exame físico: encontrava-se dispneica, acianótica, PA: 110x60 mmHg. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 4 ALERGOLOGIA Asculta: sibilos Pele: edema palpebral, manchas em pápulas que sumiam sob digitopressão. Resultado: É um caso GRAVE!!! HD: Anafilaxia acompanhada de angioedema. Diagnóstico: IgE específica. Conduta: Adrenalina IM (vasto lateral da coxa) (anti-histamínico e corticoide), acesso venoso periférico com SF a 0,9% + NBZ com sabutamol. Ficar pelo menos 12h na observação. Conduta para casa após alta: Corticoide oral de 3 a 5 dias + anti-histamínico (predinisolona) TRATAMENTO SECUNDÁRIO: Difenildramina IV; Hidrocortisona IV; Nebulização com Sabutamol. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 5 ALERGOLOGIA 26/07/17 – AULA II - RINITE ALÉRGICA CASO CLINICO Paciente 3 anos, sexo masculino, história de quadro gripal constante desde os 9 meses de idade. HDA: Espirra muito, coça o nariz e vive constantemente entupido com coriza, piora quando tem contato com poeira, tem crise de garganta constante. Há 10 dias apresenta: tosse cheia, rinorreia verde, ronco leve, manchas típicas de giárdia espalhadas pelo corpo. AP: crise de rinite Pai: fumante e mãe: cria um gato. BEG: ativo, normocorado, eupnéio, orofaringe normal, pele eczemática. Rinoscpoia e Otoscopia: corneto hipertrofiado em um lado, no outro lado a membrana está normal. HD: otite média aguda, acompanhada de rinosinusite aguda (OMA). Possui patologia de base: quadro alérgicode rinite alérgica. Suspeita Imunodeficiência:? Não Hipertrofia de Adenoide? Não Prováveis exames solicitados: Priteste e IgE especifico. Descrever quadro clinico que está no caderno. Quais exames solicitar para avaliar? Teste cutâneo de leitura para inalantes; IgE especifico sérico, RX de cavum para suspeita de adenoide (o laudo do rx apresentará: redução do diâmetro da coluna aérea do cavum) Qual a abordagem terapêutica? 1º opção de antibioticoterapia: amoxilina 50mg/kg/dia por 10 a 15 dias ( geralmente a bactéria é estreptococos. 2º: sulfametazol. lavar as vias nasais com soro Adm. corticoide nasal + anti-histaminico oral (desloratadina usu diário 1x por 5 dias) Momentasona (1 jato na narina 1x dia por 3 meses). Realizar controle ambiental. DEFINIÇÃO DE RINITE O termo rinite representa a inflamação da mucosa que recobre a cavidade nasal. As rinites podem ser alérgicas ou não. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 6 ALERGOLOGIA Na rinite alérgica há inflamação crônica da mucosa nasal mediada por IgE após exposição aos alérgenos: Quadro clinico: espirros, prurido, rinorreia, obstrução nasal, tosse. Causas mais comuns: alérgenos inalantes (pré-escolar e adolescentes) - pólen, mofo, ácaros, infecções e pêlos de animais; alérgenos irritantes (lactentes e pré-escolar nessa fase não se pede IgE): poluição, transito; fumaça de fabricas. FISIOPATOLOGIA O ácaro se liga a IgE se liga ao mastócito, que desgranula os seus mediadores e esses irão agir na região provocando vasodilatação provocando secreção nasal, prurido,. IL-4; IL-6 e IL-13 liberadas pelos mastócitos vão ser liberados os basófilos, neutrófilos que irão para região potencializando a inflamação. desencadeará uma resposta crônica (rinorreia, edema e vasodilatação) CLASSIFICAÇÃO DA RINITE Sintomas frequentes: rinite persistente Intermitente: sintomas ocasionais Leve: prejudica sono e atividades normais Moderada ou grave: prejudica o sono e as atividades da vida diária. EXAME FISÍCO Sinais de rinite: prega nasal, olheira, linha de Dennie-Morgan Cavidade nasal: cornetos hipertrofiados Orofaringe: palato em ogiva; otoscopia e ausculta respiratória DOENÇAS ASSOCIADAS Dermatite atópica, asma e conjuntivite podem vir associadas a rinite alérgica. Seu impacto na asma: ocorre drenagem de secreções de material inflamatório para as vias aéreas inferiores, mudança da respiração nasal pela bucal e ativação de reflexos brônquicos nasofaringeos. A maioria dos pacientes com asma também tem rinite. COMORBIDADES Caso não seja bem tratada, a rinite provocará: sinusite (secreção tapa os seios da face); otite (obstrução do canal auditivo por secreções), conjuntivite (tapamento do canal lacrimal) amigdalite, hipertrofia de adenoides ou de amigdalas– face alongada, mordida aberta e palato ogival. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 7 ALERGOLOGIA DIAGNÓSTICO Identificar o alérgeno: Teste cutâneo de leitura imediata - puntura Dosagem sérica da IgE especifica, por ex: para ácaro Priteste (leitura após 15 min) Dosagem de IgE total no sangue (raramente solicita-se, porque é inespecífico) Citologia nasal é pouco pedida, porém apresentará eosinofilia RX de CAVUM: pesquisa apenas a hipertrofia de adenoide Rinofibroscopia: hipertofia de adenoide/ pólipos (não se investiga rinite) Tomografia e Ressonância magnética: complicações neoplásicas ou doenças fúngicas. RX SAF: resultados falsos positivos ou negativos. (não tem indicação) DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Fatores mecânicos: desvio de septos; hipertrofias de adenoides; corpo estranho; atrésia de coana, pólipos, neoplasia Rinorreia cerebroespinhal: TCE Rinite idiopáticas: ligadas a mudanças climáticas Medicamentoso: vasoconstritores tópicos > 10 dias, AINE e beta bloqueadores. Hormonal: TPM e gestação Outras causas: NARES (rinite não alérgica eosinofilica), emocional, atrófica (pós- cirurgias) Ocupacional TRATAMENTO Capa de PVC; remover o que acumula poeira; animais, tapetes, cortinas, fumantes. Medicamentosos: corticoides e cromonas – uso tópico. Anti-histaminicos: 1ª geração: Dexclorfeniramina, hidroxizina (para bebês abaixo de 6 meses) e cetotifeno. 2º Geração: Loratadina, desloratadina, cetrizina, fexofenadina, levocetrizina. Corticoide nasal: agem diminuindo a liberação de interleucina, e as moléculas de adesão do processo alérgico É de uso regulara – dose de manutenção Mínimos efeitos colaterais – podem ocorrer sangramentos ou irritação local. São medicações seguras e efetivas Mometazona furoato > 2 anos Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 8 ALERGOLOGIA Budesonida: > 4 anos Fluticasona: propionato >4 anos Ciclesonida > 6 anos Beclometasona > 6 anos Triancinolona > 2 anos Maior afinidade receptor = eficácia/segurança. Efeitos colaterais mínimos e sem consequências a longo prazo. IMUNOTERAPIA INDICADA: falha na terapia e controle ambiental Padronização: ácaros e polens... fungos. Eficácia: 80% dos pacientes Único tratamento que previne asma e muda o curso natural da doença. Risco mínimo de anafilaxia Ambiente com material de urgência Duração de 3 a 5 anos Via SC e SL OUTROS MEDICAMENTOS Antileucotrienos – montelucaste RA + Asma ou RA + conjuntivite Cromglicato dissodico indicado para lactentes Eficacia menor uso 4x ao dia Corticoide nasal- age em todos os sintomas Anti-histamico - eficácia no prurido nasal Descongestionante nasal: eficácia apenas na obstrução Antileucotrineos: agem apenas na obstrução e sintomas oculares. COLOCAR AS DIRETRIZES DO ARIA – RECOMENDAÇÕES PARA O TRATAMENTO. TODOS OS PACIENTE EVITAR O ALERGENO SEMPRE QUE POSSIVEL SINTOMAS LEVES INTERMITENTES - ANTI-HISTAMINICOS NÃO SEDANTES. Deve ser realizado o controle caso não melhore, deve-se pesquisar a presença de pólipo ou adenoide, ou sinusite crônica. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 9 ALERGOLOGIA AULA III – 02/08 Veriana da Nóbrega LACTENTE SIBILANTE OU BEBÊ CHIADOR CASO CLINICO D.M.T, masculino, branco, 10 meses de idade. Desde os 2 meses, apresentando chiado e tosse. Criança com crise mensal de cansaço e quadro gripal. As médicas passavam fenoterol em nebulização, predinisolona oral. A mãe falava que ele espirrava muito e (coçava o nariz - sinal de rinite alérgica) quando o clima mudava ou quando os irmãos gripavam. Antecedentes Familiares: mãe e irmão com crise de rinite alérgica e o irmão tem asma Alimentação: frutas, sopa, mamadeira de leite nan de madrugada. Exame físico: 9kg, BEG, corado, hidratado, eupneico, acianótico Tórax: sibilos discretos e difusos Cornetos hipertrotrofiados, HD: atopia – lactetente sibilinte, Rinite alérgica e DRGE (doença do refluxo) Diagnóstico: raio-x de tórax; hemograma (observar eosinofilia); IgE total Raio-x normal, hemograma eosinofilia de 5%, IgE 250 U (aumentado) Tratamento: NBZ – salbutamol – 3gts, Sf:3ml. Corticoíde, broncodilatador (Sabutamol), 100mcg – 3 jatos predinosolona – 3 ml vo. Terapia de manutenção: Corticoide inalatória Atileucotrieno Corticoide inalatório (budesonida, fluticasona spray 50mcg 2x ao dia, manhã/noite...) 2- 3 meses e fazendo reavaliação. Deve-se fazer o controle do ambiente. DEFINIÇÃO Criança, lactente com sibilância continua ou 3 episódios durante um ano – o que provoca essa sibilância é o estreitamento das vias aéreas, podendo ainda ser causada por uma compressão (bronconstrição). Fenótipos de sibilância: Transitórios: aparece em bebês e desaparece aos 3 anos de vida (muitos irmãos em casa, creche, fumantes em casa, crianças prematuras) Persistentes: são os asmáticos, que melhoram após a idade escolar (geralmente têm pais asmáticos e possuem atopia, além de apresentar também na história familiar) Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 10 ALERGOLOGIA Inibitório: Sibilantes não atopicos: sibilancia desaparece na pré adolescência. Desencadeado por bronquiolite agura por vírus sincicial respiratório sequelas no pulmão a longo praso. CRITERIOS PARA ASMA Critérios Maiores: Historia de asma nos pais e eczema atópico Critérios menores: Rinite alérgica Sibilância na ausência de IVAS Eosinofilia > 4% 2 maiores ou 1 maior e 2 menores ETIOLOGIA DA SIBILÂNCIA E INFECÇÃO VIRAL Rinovirus, parainfluenza, VRS Os vírus vão provocar: inflamação das vias aéreas, hiperresponsividade e alteração da função pulmonar. Há outras causas de sibilância: DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Má formação das vias aéreas – estenose de traqueia. Causas pulmonares: bronquiolite obliterante, displasia broncopulmonar, asma, imunodeficiencia, fribose cística, s. de Lofter (vermes) Causas otorrinos: rinites, sinusite, hipertrofia adenoide e amigdala. Causas cardíacas: cardiopatia congênita (cursam com hiperfluxo), ICC Causa infecciosa: HIV, TB, clamídia, micoplasma e vírus. Causas aspirativas: doença do refluxo gastroesofagico - DRGE, neuropatas que não conseguem engolir direito, doenças relacionadas a incoordenação motora da deglutição Causa neoplásica: linfoma de mediastino, hemangiomas, doenças do mediastino ou cervicais do trato respiratório. Causas ambientais: fumaça de cigarro, DIAGNÓSICO Avaliação inicial: 1. historia clinica detalhada: Inicio precoce: malformações, cardiopatias. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 11 ALERGOLOGIA Inicio tardio: S. Loefler, asma Instalação súbita: corpo estranho em brônquio, traqueia. Sintomas persistentes: fibrose cística, MF Sintomas recorrentes: asma. S. Loefler. 2. Exame físico: Sibilância localizada: corpo estranho, malformação. Sibilância difusa: asma, fibrose cística Cianose e baqueamento digital: FC, cardiopatias. Dupla prega palpebral, eczema, língua geográfica - asma 3. Raio-x de tórax Lactente que apresenta: Sibilância recorrente, gravidade viral, parente que fuma asma Anemia, recusa alimentar, irritado, vômitos pós-prandiais DRGE (doença do refluxo gastroesofágico. Diarreia, vômitos, palidez, RGE, dermatite, anemia, inicios do sintomas após a introdução de LV, fezes gordurosas, come muito e não engorda, pneumonia de repetição, cossanguinidade EXAMES COMPLEMENTARES RX de tórax: área cardíaca, na crise há hiperinsuflação e rebaixamento do diafragma - asma e bronquite Na asma: infiltrado intersticial difuso, semelhante a o RX sugestivo de uma infecção viral. TC e RM: padrão de perfusão em mosaico -BO Exames complementares: hemograma: mostra eosinofilia >4% e IgE sérico ou IgE especifica para alérgenos (maiores de 2 anos) Dosagem de cloro e sódio no suor: Cloreto > 60mEq/L na fibrose cística Avaliação do RGE: Rx contrastado do esôfago, estomago e duodeno + historia clinica EXAMES: Dosagem de anticorpos: IgA, IgG, IgA; IgM Contagem de linfócitos b e T Anti-HIV, PPD Se suspeita de corpo estranho: boncroscopia Sorologia e cultura para vírus. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 12 ALERGOLOGIA TRATAMENTO MEDICAMENTOS: Em crise: B2 agonista de ação curta (dura de 4 a 6horas) sabutamol, fenoterol, terbutalina, 1g a cada 3kg e 1 jato/ a cada 3kg. Pode-se associar com outro broncodilatador mais leve (de inicio rápido por via inalatória ou oral (via oral é fracasso)). (EM LACTENTE USA-SE NO MÁXIMO 3 JATOS EM CASA 4/4H POR ATÉ 5 DIAS) NBZ = ESPAÇADOR (Esse é mais rápido Evita o acumulo no palato, e a medicação deposita-se melhor no pulmão). Brometo de ipatropio Corticoide para diminuir os edemas Anticolinérgicos: brometo de ipatropio – ATROVENTET – Corticoide sistêmico: pode ser oral/ pulmonar ou endovenoso Prednisolona Já dexamentasona, betamentasona, hidrocortisona meia vida corpórea alta. CRISE: uso precoce na crise moderada ou grave. TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO: Corticoide inalatório – ASMA - drogas seguras para lactentes - inicia-se com doses mais altas e quando o paciente for ficando bom vai reduzindo a dose, até o paciente apresentar- se assintomático. Fluticasona (para bebê) > budesonida> beclometasona Antileucotrienos - > são liberados em mastócitos e geram broncoconstrição, vasodilatação e quimiotaxia. Ação: antagonistas dos receptores - montelucaste - Efeito anti-inflamatório e baixo HBR. Seu suo é oral. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 13 ALERGOLOGIA 09/08/17 – AULA IV– Veriana da Nóbrega DERMATITE ATÓPICA CASO CLINICO DSM, 5 meses de vida, feminina, branca, natural e procedente do conde , queixa principal coceira na pele. Aos três meses de vida iniciou uma coceira em regiões da pele que descamava, coçava muito e a noite não dormia com prurido. LME Amb – nega coceira atual na família. AF: pai asmático Exame físico: eczema presente que melhora ao uso de dexametasona. No corpo pernas, mãos e bochechas com eczema e ressecada. Diagnostico diferencial: escabiose dermatite seborreica, farmacodermia, dermatite de contato. Exames laboratoriais: Hemograma; IgE total sérico - alto no sangue – Eosinofilia presente Prurido principal sintoma diagnostico – mais 3 dos: Eczema antes dos 3 anos de idade Eczema presente Xerose História de alergia respiratória no paciente ou parente de 1º grau. História de eczema em dobras. Tratamento: medidas gerais – controle ambiental do ambiente. Hidratante: com ureia e ceramidas Controle da inflamação com corticoides tópicos – desonida e dexametasona (betametasona é de alta potencia). Desonida creme – 2x ao dia por 5 dias 1x ao dia por 5 dias. Hidroxizine 1,5 ml vo 3x ao dia por 7 dias DEFINIÇÃO É uma dermatose inflamatória crônica de etiologia multifatorial, caracterizada por prurido intenso eczema, xerose e prurido. Remissão e exacerbação. As lesões apresentam morfologia e distribuição típica. É uma erupção eczematosa pruriginosa recorrente, que Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 14 ALERGOLOGIA geralmente se inicia nos primeiros anos de vida. Fatores de risco: marcha atópica – asma e rinite. FISIOPATOLOGIA Sabe-se que tem uma disfunção de barreira cutânea e alterações imunológicas. Existe uma diminuição dos lipídios, principalmente ceramidas, ácidos graxos e diminuição de defensinas e filagrinas. agem na alteração da adesão celular da epiderme há um aumento da perda da agua e assim, a penetração de alérgenos, irritantes e agentes infecciosos gerando o processo inflamatório. IL-13, IL-4 e IL-5 (Th2 – estimulando a produção de IgE – contanto com antígeno pela pele ou sangue Degranulando as histaminas) Na fase aguda reação mediada por IgE mastócitos Th2 Fase crônica basófilos Th1 FATORES DESENCADEANTES Stafilococos aureus – infecções; fungos (pteríase versicolor) Alimentos – 30% das crianças alergia a proteína do leite/ ovo. Aeroalérgenos: pelos e animais Fatores irritantes: cosméticos: roupas irritantes e cosméticos Estresse emocional: auto-antígenos. QUADRO CLINICO Eczema puriginoso: eritema, pápulas, vesículas, escamas, crostas, liquenifecaçãoFormas leves, moderadas e graves (escores) Forma grave: lesão extensa com grande comprometimento – paciente precisam ficar internados em medicação EV FASE INFANTIL: no lactente até os 2 anos de vida – membros em face extensora e troncos, na face poupa o maciço central; eczema de fase aguda. Há muita frequência em infecção secundaria Piora com mudanças climáticas, estresse, dentição e IVAS. FASE PRÉ-PUBERAL: Locais de dobras (joelhos, poplíteas, pulsos e tornozelos foça cubital). Substituição gradual das pápulas, eritemas e pela liquenifação. – nessa fase 50% dos casos tem cura. FASE ADULTA: dobra cubital, joelho, região poplítea. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 15 ALERGOLOGIA Liquenifação, e lesões generalizada e casos de eritodermia generalizada ou local podem ocorrer. Formas graves com alterações psicológicas na infância levam o quadro a permanecer na fase adulta. Eczema de mamilo Hiperlinearidade palmo-plantar Palidez facial – cor anêmica Escurecimento peri-orbital (olheiras) Complicações: Bacteremias – S. aureus – impetigo crostoso Vírus: papilomavírus, varicela, herpes simples: eczema herpético Fungos: Trichopyton rubrum Catarata Ceratocone: prurido deforma a córnea Ceratoconjuntivite atópica: fibrose e cegueira. DIAGNÓSTICO Eczema antes dos 3 anos de idade Eczema presente Xerose História de alergia respiratória no paciente ou parente de 1º grau. História de eczema em dobras. DIAGNOSTICO DIFERENCIAL: Escabiose Dermatite de contato Foliculite Imunodeficiência primaria Psoríase EXAMES COMPLEMENTARES Hemograma – eosinofilia IgE total sérica alto em 80% dos casos TC de leitura imediata IgE específico (alergia a proteína do ovo e leite) Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 16 ALERGOLOGIA Povocação oral com alimentos. – retira o alimento e percebe melhora – volta o alimento na dieta e percebe que piora. TRATAMENTO Evitar os fatores irritantes, ou seja, manter o controle ambiental. Controle da inflamação: corticoides tópicos - a escolha da potência varia com gravidade, lesões (locais do eczema), idade do paciente. Locais do eczema: possui maior absorção os locais de genitália, face e dobras. Efeitos adversos: atrofia, estrias, acnes e alteração na pigmentação. imunomoduladores tópicos: inibem a calcineurina; proteínas alimentares. Estimulam a transcrição de Interleucinas diminuindo a ação dos linfócitos T. contra-indicação: corticoides . Pimecrolimo 3 meses – formas leves a moderadas Tacrolimus 2 anos – formas moderadas a graves. Efeitos colaterais: ardor e imunossupressão local. Controle do prurido: anti-histaminico oral Controle do agente infecioso: Estafilococos: ATB tópico – mupirocina, ác. Fusídico - neomicina. Sistêmico: cefalosporina e macrolídios Fungos: antifúngicos tópicos. TRATAMENTO AVANÇADO: Imunossupressão sistêmica: ciclosporina, azatriopina, metrotexato e corticoterapia. Fototerapia e Hospitalização. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 17 ALERGOLOGIA 16/08/2017 AULA V – profª Dra Veriana da Nóbrega URTICÁRIA AGUDA E ANAFILAXIA CASO CLINICO Jane, 9 anos, estava na praia e no sol, comeu amendoim e camarão. Repentinamente... EGR, ativa, dispneia leve, cianótica, pele com placas elevadas, hiperemiada e boa perfusão. AR: leve sibilo. Pele e face: hiperemiada com lábios inchados. Qual a conduta? Paciente deve estar deitado para prevenir um quadro de hipotensão com elevação dos MMII. Deve-se fazer adrenalina IM 0,01ml/kg (dose max criança – 0,3 mg e max no adulto – 0,5 mg) Anti-histaminico: Fenergan IM Corticoíde: hidrocortisona ou dexametasona Broncodilatador por infusão (NBZ) ou espaçador. Solicitar: teste alérgico IgE-específico Mantê-la em observação por 12h. PARA CASA: loratadina VO por 5 dias e Prednisolona VO 3 a 5 dias. Orientar paciente a não ingerir camarão, e em casos de quadros recorrentes – EPIPEN (adrenalina injetável). DEFINIÇÃO URTICÁRIA: É uma erupção cutânea súbita. Caracteriza-se por erupções eritemato- papulosas de forma e tamanhos variados, acompanhada de prurido intenso, geralmente de início súbito e remissão sem sequelas. As lesões resultam da dilatação de vasos sanguíneos, causando edema na derme superficial e/ou angioedema quando compromete a derme profunda e tecido subcutâneo, acometendo pálpebras, lábios, genitais e extremidades. É classificada em aguda (quando regride em menos de seis semanas) e crônica (quando ultrapassa este período A anafilaxia é definida como uma reação multissistêmica grave (acomete mais de um sistema) de início agudo e potencialmente fatal, em que alguns ou todos os seguintes sinais e sintomas podem estar presentes: urticária, angioedema, comprometimento respiratório e gastrintestinal e/ou hipotensão arterial. A ocorrência de dois ou mais destes sintomas imediatamente após a exposição ao alérgeno suspeito alerta para o diagnóstico e tratamento imediato. O termo ANAFILAXIA deve ser utilizado na descrição tanto de casos Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 18 ALERGOLOGIA mais graves acompanhados de choque (colapso cardiovascular), quanto dos casos mais leves. DURAÇÃO AGUDA: duração de até 6 semanas Acomete criança e jovens. Geralmente é mediada por IgE Sua causa é conhecida. CRÔNICA: duração de mais de 6 semanas Acomete pessoas de mais de 40 anos. Não é mediada por IgE Agentes etiológicos são 70% das vezes desconhecidos. CAUSAS PRINCIPAIS NO BRASIL: medicamentos analgésicos, crustáceos, vírus e insetos FISIOPATOLOGIA Mastócito degranula e libera mediadores inflamatórios. Mecanismos imunológicos mediados por IgE. Porém, pode ocorrer por outras causas que não sejam mediadas por IgE, como por exemplo: por Ascaris. Medicamentosa: Penicilina, cefalosporinas e garbapens. Primeiros 2 anos de vida: leite de vaca. Infância: ovo Crianças maiores e adultos: Trigo, amendoin, cacau, frutos do mar. Além de insetos: abelhas, formigas e maribondos. CLASSIFICAÇÃO DAS URTICÁRIAS Urticária de contato: é mediada por IgE: cosméticos, medicamentos, látex e plantas. Alimentos: síndrome da alergia oral, legumes, leite de vaca e ovo. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 19 ALERGOLOGIA Urticária vasculite: pápulas preexistentes por 5 dias, queimação, não desaparece a digito pressão, febre e artralgias. Lúpus e dengue. Mecanismo não imunológico: degranulação mastocitária. Mediadas por imunocomplexos, drogas, hemoderivados, radiocontrastes e infecções parasitárias. (IgG chama o sistema complemento; se depositam no vaso e se acoplam no sistema urinário, articulações e pele. Alterções do metabolismo do acido aracdônio AINES e ácido acetilsalicílico. inibem a metilação do acido aracdônio pela inibição da cox1. DIAGNÓSTICO História clínica + Exame físico. Medicamentos? História alimentar? Febre? Vírus? Exames complementares: hemograma, VHS, SU, exame parasitológico de fezes, Teste cutâneo, IgE especifica e sistema complemento. TRATAMENTO Evitar a causa, drogas e alimentos provocativos. Anti-histaminicos: loratadina, fexofenadina, citrizina (2ª geração) Difenidramina, prometazina, dexclofeniramina (1ª geração) Corticoide sistêmico e anti-histamínicos em casos graves via EV Oral: prednisolona. Vasoconstrictores: Adrenalina e Broncodilatadores -> indicadas em anafilaxia e casos severos. Urticária leve: anti-histamínico oral: 5 a 7 dias. Ex: fexofenadina. Urticária moderada: adrenalina, anti-H1 e corticoides. Via subcutânea ou intramuscular: doses: 0,01 mg/kg/dose sendo: 15 min depois a segunda dose e 15 min depois a 3ª dose - em dose máxima de 0,3mg. Anti-histamínicos: prometazina via IM SF 0,9%: via EV – monitorização PA e oximetria de pulso, saturação de o2. Anafilaxia sem choque: SF ou solução coloidal via EV, dose por criança: 10ml/kg/10min. Se persistir: adrenalina via EV em bomba de infusão0,6ml+100ml de soro fisiológico a 0,9%. Em caso de choque: SF aberto rápido. AH-2: Ranitidina – via EV Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 20 ALERGOLOGIA Vasopressor: dopamina S/N Se tiver sibilância: broncodilatador. Permanecer em obs.12/24h 23/08/2017 AULA VI – profª Dra Veriana da Nóbrega ALERGIA A MEDICAMENTOS. CASO CLINICO Lara, 16 anos, Estado geral comprometido, desidradata, afebril. Inflamação do palato e mucosa Lesões em alvo pelo corpo- palma das mãos QC: moleza, dificuldade para se alimentar, as manchas foram surgindo, ela já encontrava- se desidratada, hipocorada. Teve infecção urinaria – fez uso de sulfa. HD:? Infecção – septicemia? Doenças autoimunes (pênfigos)? Reação medicamentosa (síndrome de Steve-jorson)? Resposta tardia mediada por células. - muito comum por sulfas/medicamentos Tratamento: reposição volêmica/ anti-histaminicos via EV, corticoides – via EV/ Antissépticos. REAÇÃO ADVERSA A MEDICAMENTOS Previsível: comuns: superdosagem, efeitos colaterais, interação medicamentosa Imprevisível: menos comuns: reação alérgica e pseudo-alérgicas. Reação alérgica – hipersensibiliadade tardia – mediada por células – linfocito T – Eczema de contato, erupção maculopapular, SSJ e NET Podendo haver ainda como causa – hipersensibilidade tipo II citotóxica - uretrites (mediadas por IgG e IgM... sist.. complemento) e por hipersensilidade tipo III, por complexos imune (doença do soro, vasculite e urticaria) Reação pseudoalérgica: Ativa diretamente a degranulação dos mastócitos. – codeína e morfina Alterações do metabolismo do ac. Araquidonico ASS, dipirona e AINES Ativação do complemento - sulfa, contrastes radiológicos. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 21 ALERGOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLINICAS Urticaria Angioedema Anafilaxia Erupção maculo papular Eritema multiforme Steve-Jonson, NET Na Erupção maculo papular -> também é uma reação tardia – faz diagnostico diferencial: zyka, e arboviroses – hipersensibilidade tardia que não gera memória. Não contra-indica uso posterior antibióticos; amoxicilina e sulfas Podem ser mediadas ou não por IgE Analgésicos e AINES, antibióticos Anafilaxia – antibióticos, relaxantes musculares Eritema pigmentar fixo: erupção violácia a acastanhada isolada ou em pequenos números que desaparecem após alguns dias. Reativa em novo contato. Eritema multiforme são reações tardia, que surgem lentamente, não coçam e são lesões eritematosas em alvo e simétricas. É autolimitada, muito provocada por drogas como sulfas, anticonvulsivantes, AINES, Herpes e mycoplasma. Steve-Johson e NET (necrolise epidérmica toxica) grau variado de severidade, reação tardia, acomete as mucosas, paciente com aspecto de grande queimado. Febre, atralgias, bolhas, envolvimento de mucosas e comprometimento de EG. Na NET: bolhas muito exudativa – lesões em mucosas (ocular, oral e genital, estado geral muito debilitado DIAGNÓSTICO DE ALERGIA A DROGA História clínica e exame físico Relação temporal Reações prévias, Testes: puntura (pricteste) e intradérmico Teste de provocação ou reintrodução – anestésicos locais Teste cutâneo. Teste Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 22 ALERGOLOGIA PENICILINA Alergia a penicilina: reação imediata, até 1h: urticaria, angioedema... O diagnostico é feito pelo HC positiva! Deve-se usar alternativas terapêuticas. O teste cutâneo é confiável e seguro – analisa os determinantes maiores (reações menores) e menores(anafilaxia). IgE especifico e sérico – avalia apenas determinantes maiores A história família e pessoal não é vista como fator de risco. O uso tópico pode sensibilizar, ou pela ingestão de leite da vaca que tomou penicilina. Boa parte dos alérgicos não geram memoria, ou seja, após um ano da reação a sensibilidade é perdida – apenas 15% permanece alérgico. O teste cutâneo deve ser feito antes da 1ª dose do antibiótico, perdendo sua validade depois. O uso tópico pode sensibilizar. Os inibidores da COX-1 no ASS, dipirona e AINES – fazem reação cruzada. Os que não fazem essa reação são os inibidores seletivos de COX-1 Inibidores de COX-2 também fazem reação cruzada. As pessoas que possuem alergia aos AINES devem fazer uso de viminol, ou tramadol e paracetamol (em reações menores). Mas em anafilxias, só o viminol (sem testes de provocação). Em caso necessário de AINE teste de provocação com celecoxibe. ANESTÉSICOS Relaxantes musculares (anestesia geral): atacurônio, suxametônio, maior risco de reação grave1/10.000 Algumas reações podem mediadas por IgE – TC tem valor (confirmar reação prévia) Como alternativa fazer anestesia com anestésicos locais e inalatórios RADIOCONTRASTES Reações vasovagais e pseudo-alérgicas Prevenção: contrastes com baixa osmolaridade, não iônicos e uso pré-medicação Fatores de risco: asma, atopia, reação prévia, uso de betabloqueadores e AINES. Não existe testes. TRATAMENTO DAS REAÇÕES Suspender a medicação Realizar reposição de líquidos Corticoides, betabloqueadores. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 23 ALERGOLOGIA Fazer uso de imunoglobulinas (SSJ e NET) Passar anti-histaminico – VO junto com corticoide – VO (5 a 7 dias) Na NET e SSJ tratar, vigiar infecção, realizar hidratação, infusão de imunoglobulinas -EV; antissépticos; Corticoide EV Realizar o tratamento da anafilaxia. PREVENÇÃO - DESSENSIBILIZAÇÃO Evitar: nome genérico e marcas, drogas com chance reação cruzada e terapias alternativas. Dessensibilização: (DOENÇA A SER TRATADA) Penicilia neurossifilis Cotrimoxazole HIV+ Cefuroxime fibrose cística Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 24 ALERGOLOGIA 30/08/2017 AULA VII – profª Dra Veriana da Nóbrega CASOS CLINICOS: 1. CASO CLINICO Tom, 9 anos, branco, procedente de Baueux. QP: empolação pruriginosa há 20 dias por todo corpo Medico passou hidroxizine e predinisolona. Quando tomava o remédio cessava. O quadro agravou e ele foi internado. Foi feito: FR, VHS, PCR, TGO, TGP, ureia, creatinina, SU: normais Hemograma: leucocitose: 18.0000 e Eosinofilia: 7% IS: obstrução nasal e espirros ocasionais após poeira. AF: mãe apresenta rinite AP: amigdalites raras. Alimentação: leite, frutas, verduras... Ambiente: salão de beleza (mae cabeleleira) BEG, ativos, corado, hidratado. PA: 100x70mmHg. Pele: manchas que sumiam a digito pressão e uma equimose na panturrilha. HD:? Inalantes? Alimentos? Medicações? Infecção? Idiopática? Rinite alérgica leve. CAUSAS: medicamentos... alimentos... vírus... insetos.... Uricarias auto-imune, doenças da tireoide, fatores físicos e ambientais. Doenças do colágeno (vasculites, LES), malignidade (linfomas)... Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 25 ALERGOLOGIA QUAIS OS EXAMES: Hemogramas Leucocitose Eosinófilos SU, urocultura, Hepatite IgE: 389> IgE: alimentos dod dia-a-dia negativo CH50: 145 C4: 28 e C2: FAN= 1/320 Normal= não reativo,mas deu muito alto Até 1/80 = sadios, infecções crônicas, viroses FAN+ no LES, AR, Leucemia Repetido FAN 1/640>> encaminhado para reumatologista Foi feito... T3: normal 1,3 T4: 7,6 TSH: 2,3 normal Anticorpo- anticromossomial>> Anti-TPO: 556> Anti-tireoglobulina: 62> DIAGNOSTICO: urticaria auto-imune Doença da tireoide TRATAMENTO: Desloratadina, hidroxizine Prednisolona 15mg em desmame semanal de 5mg por semana. Dieta hipoalergenica, evitar AINE e estresse. EVOLUÇÃO: evoluiu bem, fascies de Cushing, PA normal Foi orientado: vacinas anti-varicela e anti-hepatite A Meses após, evoluiu para hipertireoidismo e foi ratado com tapazol. Anos depois... aos 11 anos, retornou com febre e bolhas no corpo...Lesoes puriginosas em face e tronco, 40kg HD: varicela Qual a conduta agora? Foi tratado com antissépticos, permanganato de potássio, fazer uso no banho. E aciclovir – 10mg/kg/dose. 4/4h 5x ao dia via oral por 5 dias Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 26 ALERGOLOGIA EVOLUÇÃO: retorna 5 dias após, apresentando angioedama de lábios e pálpebras e com placas de urticaria há 6h. QUAL A CONDUTA? Adrenalina dose via IM 0,01ml/kg Soro fisiológico 0;9% lento adrenalina 0,03 Prometazina: 0,5mg/kg IM Hidrocortisona; 5mg;kg/dose EV 6/6h Para casa desloratadina por 5 a 7 dias e predinisolona por 3 dias. 2. CASO CLINICO Mara, 7 anos, tratando amigdalite com evolução de febre, hoje 10 dia de amoxicilina. A mae relata que há 24h surgiram manchas pruriginosas. Nunca havia tido esses sintomas. BEG, eupneica, corada e orofaringe normal boa perfusão. HD: mononucleose infecciosa? (gânglios com adenomegalia) Exantema maculopapular por amoxicilina? Sarampo? (sem manchas de koplin) CONDUTA: Suspender a droga Antihistaminico VO durante 5 dias desloratadina Não contra indicado o uso posterior da droga. 3. CASO CLINICO Crainça. Bebezinho... após os 5 meses de idade, crises frequentes de tosse e chiado com melhora espontânea ou após inalação de broncodilatador. Aos 1 ano e 4m, foi internado por IRA e colocado dreno torácico para tratar pneumotórax. Após a alta persistiu com taquipneia e tosse, cansaço. CGPN: apgar 9/10, 2,7kg a termo AF – irmão com história de bronquite na infância Exame físico: abaulamento a esquerdo e retração- tórax assimétrico Percussão: hiperssonoridade à esquerda Ausculta: MIV diminuído do MV em todo HE. HD: causas congênitas... estenose de traqueia, cisto pulmonar, enfisema lobar congênito. Causas neoplásicas... Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 27 ALERGOLOGIA Observar aumento do diâmetro antero-posterior Exames: aumento do lobo sup E e desvio do mediastino para D. Compressão do mediastino Diagnóstico: enfisema lombar congênito Biopsia do tecido pulmonar – confirmou enfisema lombar congênito – realizou uma lobectomia e uma toracotomia lateral esquerda. Evolução - criança assintomática. 4. CASO CLINICO Luan, 10m, masculino, branco, natural de Sapé. QP: tosse e cansaço há 3 meses, tosse e chiado. Cansaço 1x por semana, crises frequentes e que levou-o a UTI, piora a poeira, alivia com NBZ de fenoterol e dexametasona oral por 7 dias, fazendo uso frequente. Interrogarotio sistemático: Prurido nasal, espirros e coriza matinal ocasional Gofadas volumosas desde os 3 meses de idade que melhoram após ranitidina e decúbito elevado. (pode-se associar a ranitidina a doperidona). Foi uma criança pré-termo, nasceu com desconforto respiratório, fez uso de NAN, nasceu baixo peso: 1,600kg. Além da internação na uti, teve pneumonia e broncoespasmos. AF: avó com asma – nega consanguinidade entre seus pais. Alimentação: sopas, frutas, leite de soja, usava leite NAN Ambiente: fumaça de lixo Exame físico: BEG, normocorado, hidratado, taquipneia, leva, fascies de Cushing Orofaringe normal, MV normal HD: lactente sibilante + rinite alérgica + DRGE controlado + alergia alimentar DRGE – doença do refluxo gastroesofágico. – provável quadro de ASMA. Deve-se classificar a asma – como a criança tem crises frequentes e internações na UTI/ PS ” moderado a classificação” Quais exames solicitar: Rx de tórax SIM! Teste cutâneo de alergia de tórax NÃO Dosagem de IgE total no sangue? SIM! IgE especifica para leite!!!! Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 28 ALERGOLOGIA Resultados: Raio-x normal, IgE especifico para leite – negativo IgE sérica total: 522 UI Terapêutica para evitar que inicia-se a crise: Corticoide inalatório de dose moderada “quadro é recorrente” Fluticasona > Budesonida > Beclometasona (corticoide inalatório em termos de potência) Fluticasona – 200mcg dia uso diário de 2 jatos 2x ao dia e Desloratadina 1x ao dia oral s/n Associado a fisioterapia respiratória. TRATAMENTO DEVE SEGUIR A BASE DO PROTOCOLO DE GRAVIDADE E PRIMEIRA E SEGUNDA ESCOLHA. 5. CASO CLINICO Lino, 2 anos QP: Tosse cheia há 15 dias. Há 15 dias, apresentou tosse cheia a noite, acompanhada de rinorreia verde, obstrução nasal, secreção ocular amarelada e febre baixa. Usou bromexina, sem melhora. AP- Recente: IVAS, usou azitromicina e Otite Média Aguda – ampicilina AF – Avô hipertenso. Ambientais – frequenta creche e escola Exame físico: Orofaringe hiperemiada, cornetos hipertrofiados e secreção MV- normais HD: Rinosinusite? Rinite alérgica? Não Asma? Não É preciso exames? Não!!! Amoxcilina + clavulonato ou amoxicilina + sulbactam 50 mcg/kg Foi passado cefalexina e a criança piorou EGR, hipoativa, febril, hidratada, apresentando uma celulite ocular. Foi descartado meningite, e confirmado celulite periorbitaria. Foi solicitado: hemocultura: S. peneumoniae TC de crânio, que apresentou parâmetros dentro da normalidade. Renata Freitas – 11518191 – Medicina UFPB 29 ALERGOLOGIA TRATAMENTO: internação Ceftrixona IV + dipirona IM 6. CASO CLINICO Bob, 10 anos, apresenta dor de cabeça e febre, calafrios com machas na pele. EGR, febril, adenomegalias bilaterais cervical e posteriores bilaterais e submandibular. Orofaringe purulenta com pacas, dobras avermelhadas e língua em framboesa pele em aspecto de lixa. HD: Escarlatina, mononucleose Exames solicitados: Hemograma, sorologia para mononucleose, cultura da orofaringe Exames mostravam: Leucocitose, neutrofilia, linfócitos baixos e eosinófilos normais. ASLO e monoteste. Cultura de orofaringe: estreptococos b-hemolíticos ASLO aumentado Diagnostico confirmou escarlatina Tratamento: bezetacil ou amoxicilina 50mg/kg por 10 dias Pacientes podem evoluir com descamação da pele.