RESENHA   PSICANÁLISE 4 + 1
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RESENHA PSICANÁLISE 4 + 1


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Resenha \u2013 Capitulos 1,2 e 4. Livro: As 4+1 Condições da Análise
Capítulo 1 \u2013 As funções das entrevistas preliminares
Lacan introduz o conceito de ato psicanalítico, Quinet mostra que o contrato, para Freud, trata-se de condições e não de regras ou normas impostas, já que ele estabeleceu apenas uma única regra para a psicanálise: a associação livre.
O autor faz a ponte entre o que Freud chama de tratamento de ensaio e em Lacan corresponte a expressção entrevistas preliminares, esta expressão indica que uma análise não se inicia de maneira automática, ou seja, o inicio da analise não se dá necessariamente na travessia pela porta do paciente, existem elementos e condições, este momento inicial, essa chegada e primeiros encontros, o paciente é convidadoa a este espaço, também é convidado pelo analista a uma condição de trabalho, convidado a assumir um tipo de trabalho, trabalho psíquico, um tempo de trabalho anterior a análise própriamente dita.
	Freud diz que neste ensaio preliminar é de certa forma também o ínicio de uma análise, logo, deve obedecer às suas regras. Durante esta fase, e principalmente nesta fase, o paciente fala quase que o tempo todo, e não se faz mais apontamentos que o necessário para o fazê-lo continuar a fala, e durante estes ensaios o analista deverá decidir se coloca em ação o ato pscanalitico, de transformar o tratamento de ensaio em análise propriamente dita.
	São classificadas em três funções principais as entrevistas preliminares, a primeira chama de: A função sintomal (sinto-mal), Lacan chega a a dizer, \u201cConsegui em suma, o que no comércio comum se gostaria de realizar tão facilmente \u2013 com a oferta criei a demanda.\u201d Porém para Lacan só há uma demanda verdadeira para se dar início a uma análise \u2014 a de se desvencilhar de um sintoma. A demanda deve ser questionada, e o sintoma deve ser questionado pelo analista. Lacan diz que,\u201do analista completa o sintoma\u201d, no sentido de que, o paciente se dirige ao analista com perguntas sobre o sintoma, este detém o supões deter a verdade do seu sintoma, o enigma é dirigido ao analista, e assim é incluido nesse sintoma compretando-o. O cuidado a reflexção na \u201ccriação de demandas\u201d são necessários para que isto não leve à depreciação e ao descaso da própria clínica analítica.
	A segunda, \u201cA função diagnóstica\u201d, fala da importância de buscar o diagnóstico no registro simbólico por onde se articulam as principais questões do sujeito. 
E segundo Freud, existem razões diagnósticas para começar o tratamento desta forma, pois nos casos de neurose com sintomas histéricos ou obsessivos, há certa dificuldade em diferenciá-los das chamadas demências precoces (esquizofrenia, parafrenia). Portanto, torna-se necessário a realização de um diagnóstico diferencial, em particular, o diagnóstico diferencial entre neurose e psicose na medida em que a forma de conduta frente ao caso se torna diferente para cada uma dessas estruturas clínicas. 
Contudo é preciso que o analista sustente esta posição de sujeito suposto saber para transformar a transferência demandante em transferência produtora pelo trabalho da associação livre \u2013 regra fundamental da psicanálise. É importante ressaltar que o analista vai \u2018tomar este lugar de saber\u2019 emprestado, não devendo nunca se identificar com essa posição, o que, para Quinet seria um erro. 
A função diagnóstica das entrevistas preliminares se institui como um papel de direção da análise, ou seja, ela só terá sentido se servir de respaldo para a condução da análise. Essa tática do analista no direcionamento da análise está correlata com a transferência, na qual o diagnóstico está intimamente ligado. Porém, este só pode ser investigado no registro do simbólico, atentando para o que Lacan anuncia ao dizer que um sujeito é incurável, pois não se pode curar o inconsciente. 
Cabe ao psicanalista o desafio de articular as entrevistas preliminares ao contexto em que está inserido e aproveitar a eficácia desta prática terapêutica.
Desta forma as entrevistas preliminares permitem e solicitam ao analista a diferenciação entre as neuroses e as psicoses.
E terceira, a função transferencial, o estabelecimento da transferência é necessário para que uma análise se inicie. Isso é o que se denomina a função transferencial das entrevistas preliminares. \u201cA transferência é o amor que se dirige ao saber\u201d, o analista é convocado a ocupar na transferência o lugar do Outro do sujeito, a quem são dirigidas suas demandas, em tese é quando o sujeito suposto saber se torna útil para que o analista conduza o trabalho no sentido de atender às demandas apresentadas pelo analisando.
Capitulo 2 - O divã ético
Quinet fala sobre a importância do \u201cdivã\u201d como simbolo da psicanálise, e que freudianos continuam fazer seus analisantes deitar, e Lacan não tirou o divã do dispositivo analítico, porém não o tem como padrão para as análises, o analista maneja a sessão com a única regra imposta ao analisante: a assossiação livre. Lacan conservou a condição do divã, pois para ele a indicação do divã após as entrevistas preliminares marcava a entrada em análise. 
Comenta sobre a importância do divã, que nesta posição (no divã) favorece ao analista o momento da transferência no dizer do analisante. Freud diz : \u201cInsisto, contudo, nesse procedimento, diz Freud, que tem comoobjetivo e como resultado impedir que a transferência se misture imperceptivelmente às associações do paciente e isolar a transferência,de tal maneira que a vemos aparecer, num dado momento, em estado de resistência.\u201d Freud vê como uma tática.
	O analista não deve prestar-se ao espetáculo, seu lugar é a invisibilidade. Em oposição a encenação, a indicação do divã na entrada em análise é um ato analítico que reproduz em cada análise o inicio da psicanálise.
O autor deixa claro que o olho institui, na relação do sujeito com o outro imaginário, o desconhecimento de que sob esse desejável há um desejante. Cabe a essa função chamada por Lacan de \u201cdesejo do analista\u201d ir contra esse desconhecimento, e fazer com que, sob esse objeto de desejo que detém o analista, surja para o analisante a interrogação sobre sua própria posição em relação ao desejo do Outro. 
Segue com outras questõs como:
INSIGHT
Privação da Schaulust (foco no desejo)
Schautrieb (foco na pulsão): Não! À Schaulust, à satisfação pulsional.
Utilização do divã: uma modalidade da regra de abstinência: um não ao gozo pulsional na análise.
O tratamento analítico deve o máximo possível efetuar-se num estado de frustração, de abstinência.
O corte na reciprocidade implica uma postura ética, pois não há simetria entre o sujeito e o Outro. Na análise, não estamos num olhos nos olhos. O analisando quer mostrar-se amável para o Outro.
O amor como endereçamento ao saber estabelece a equivalência entre o eu ideal e o sujeito suposto saber: o sujeito se mostra, se faz ver, pois se vê amável.
A VERGONHA
Onde acontece de o paciente pode pedir para deitar-se no divã quando é afetado pela vergonha.
Vergonha associada a fatos ou a fantasias do desejo. A demanda de se deitar sob o efeito da vergonha é uma tentativa de se furtar ao olhar do analista, de não ver o efeito que seu relato produz nele, para se esquivar de um eventual olhar crítico.
A vergonha é um indício da transferência, pois o analista é colocado no lugar do público
A IMAGEM E MANCHA
O analista deve comportar-se como um espelho que reflete o que é mostrado. Não um espelho especular, apesar de permitir a fixação da imagem especular.
O que o sujeito vê no Outro
Divã: leito de fazer amor de transferência
O divã é um leito de fazer amor de transferência. (...) pois aí não tem pai que venha adormecer o desejo.
Completa ainda que, o divã não é feito para o relaxamento nem para dormir.
Termina o capítulo com uma frase que nos faz muito refletir: \u201cSe a cama é para é para dormir e sonhar, o divã é para relatar e despertar.\u201d
Capitulo 4 \u2013 Capital e libido
	O autor começa expressando sua inspiração para o tema, capital