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QUIMICA ANALITICA

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um maior conhecimento do formulador. Consequentemente, os processos produtivos são mais complexos e exigem um maior controle de parâmetros como granulometria do ativo, temperatura e tempo de agitação. Equipamentos acessórios como moinho coloidal e bomba de recirculação são acoplados ao tanque, auxiliando na homgeneização adequada dos componentes do lote.
8.8 MATERIAL DE ACONDICIONAMENTO E EMBALAGEM
Compreende-se como material de embalagem e acondicionamento o recipiente, envoltório, invólucro ou não, destinado a envasar, proteger, manter, cobrir ou empacotar, especificamente ou não, as matérias-primas, reagentes e medicamentos. Material de acondicionamento é o que está em contato direto com o seu conteúdo durante todo o tempo.
Considera-se material de acondicionamento: ampola, bisnaga, envelope, estojo, flaconete, frasco de vidro ou de plástico, frasco-ampola, cartucho, lata, pote, saco, de papel e outros.
Embalagem é a que se destina à total proteção do material de acondicionamento nas condições usuais de transporte, armazenagem, e distribuição. Considera-se embalagem: caixas de papelão, cartolina, madeira ou material plástico ou estojo de cartolina e outros.
O acondicionamento ou embalagem de um medicamento é composto de diferentes elementos cujas funções principais são: proteção, assegurando a conservação até o momento da utilização; funcionalidade, sendo esta direcionada para facilitar o uso do medicamento; identificação e informação, por meio de rotulagem, bula, lote entre outros (LEHIR, 1997).
Para a seleção da embalagem ou material de acondicionamento, é necessário preencher requisitos essenciais como: possuir resistência física suficiente, ser leve, e o menos volumoso possível; ser impermeável aos constituintes do medicamento; isolar o medicamento dos fatores externos que poderiam prejudicar sua conservação. As trocas entre o recipiente e o seu conteúdo devem ser quase inexistentes e ser absolutamente inócuo.
Os plásticos são, atualmente, os mais utilizados no ramo farmacêutico, pelo seu baixo custo e dispondo de variados tipos, apresentado em regra geral uma composição complexa. Por outro lado, é preciso não esquecer que pode haver sempre alguma adsorção ou absorção por parte do plástico para os componentes do medicamento. Compreende-se também que esses fenômenos sejam mais evidentes quando há uma fase líquida em contato com o plástico, e quanto maior seja a superfície livre da parede do plástico em relação ao volume contido (PRISTA, 1991).
8.8.1 Conservação das formas farmacêuticas
As substâncias farmacopeicas devem ser conservadas sob condições tais que evitem sua contaminação ou deterioração. Proteger da luz significa que a substância deve ser conservada em recipiente opaco ou capaz de impedir a ação da luz. Proteger da poeira significa que a substância deve ser mantida em frasco arrolhado e com capa protetora.
Parâmetro Temperatura
Congelador -20 ºC a 0 ºC Refrigerador 2 ºC a 8 ºC Local frio temperatura abaixo de 8 ºC Local fresco 8 ºC a 15 ºC Temperatura ambiente 15 ºC a 30 ºC Local Quente 30 ºC e 40 ºC
Calor excessivo Acima de 40 ºC Fonte: Farmacopéia brasileira 5 ed. (2010).
8.8.2 Rotulagem das formas farmacêuticas
É a identificação impressa ou litografada, bem como dizeres pintados ou gravados a fogo, pressão ou decalque aplicados diretamente sobre recipientes, vasilhames, invólucro, envoltórios ou qualquer outro material de acondicionamento.
Os rótulos terão dimensões necessárias à fácil leitura e serão redigidos de modo a facilitar o entendimento do consumidor. A confecção dos rótulos deverá seguir as normas da ANVISA.
CÁPSULAS São pequenos invólucros de gelatina e armazenam pós ou líquidos. Têm forma cilíndrica e são formados por duas partes que se encaixam. Quando as cápsulas contêm substâncias que sejam destruídas pelo suco gástrico, ou substâncias que se pretenda que atuem no intestino, elas devem ser gastro resistentes.
DRÁGEAS São comprimidos revestidos por sacarose e são utilizadas para proteger a substância ativa da umidade e luz, para ocultar características organolépticas indesejáveis, para
COMPRIMIDOS São formas farmacêuticas sólidas, que resultam da compressão de um pó cristalino ou de um granulado em máquinas apropriadas. No comprimido é acrescentada a substância ativa e os excipientes. Podem ser administrados via oral, colocados subcutaneamente (implantes) ou aplicados localmente (comprimidos bucais e comprimidos vaginais).
SUPOSITÓRIOS São formas farmacêuticas de forma cônica ou ovoide,utilizadas via retal, contendo um veículo de baixo ponto de fusão. Os excipientes usados podem ser lipossolúveis (óleo de cacau ou sucedâneos) ou hidrossolúveis (gelatina glicerinada ou polietilenoglicois de peso molecular elevado).
PÓS São substâncias medicamentosas suficientemente divididas para que a sua administração se facilite. Podem ser compostas por um único tipo de pó ou por misturas de pós. A sua conservação deve ser feita ao abrigo da luz e da umidade. Os pós administram-se incorporados em soluções, xaropes, cápsulas, comprimidos, ou ainda em aplicação tópica na pele.
ÓVULOS São preparações aplicadas na via vaginal. Os excipientes mais utilizados, que têm que ter baixo ponto de fusão, são a gelatina glicerinada para substâncias ativas hidrossolúveis, e a manteiga de cacau para substâncias ativas lipossolúveis. O peso médio do óvulo é de 12 a 15 gramas.
CERATOS É um tipo de pomada, em que o excipiente é constituído por uma mistura de cera e óleo.
CREMES É um tipo de forma farmacêutica semissólida em que o excipiente utilizado é uma emulsão do tipo água/óleo (creme) ou óleo/água (cold-cream).
PASTAS São espessas devido à grande quantidade de pós insolúveis que veiculam. Podem aparecer sob a forma de pastas dérmicas (aplicação tópica na pele) ou pastas orais (administração oral de antiácidos).
POMADAS É uma forma farmacêutica semissólida destinada à aplicação tópica com fins farmacológicos, de proteção e lubrificação. Quanto aos excipientes as pomadas classificam-se em: pomadas gordurosas (vaselina, banha, vaselina com lanolina, mistura de óleos, silicones); pomadas hidrófilas (vaselina hidrófila); pomadas hidrossolúveis (mistura de polietilenoglicóis, glicerado de amido, géis); pomadas impulsivas (pomada rosada, creme hidrófilo, creme de estearato); pomadas resinosas (resina). Para facilitar a sua conservação podem-se empregar conservantes (álcool benzílico, para-hidroxibenzoato de metilo) ou antioxidantes.
EMULSÕES São sistemas dispersos constituídos por duas fases líquidas, em que a fase dispersa pode ser a água e a contínua o óleo (tipo água em óleo, A/O) ou o contrário (tipo óleo em água, O/A).
ALCOOLATOS São preparações farmacêuticas que se obtêm pela maceração alcoólica de plantas frescas, seguida de destilação.
ALCOOLATURAS São preparações que resultam da ação dissolvente do álcool a frio nas graduações de 75°, 80° ou 95º, sobre plantas frescas, com o objetivo de lhes retirar as substâncias ativas.
COLUTÓRIOS São preparações magistrais destinadas a serem depostas na mucosa bucal ou orofaríngea. São soluções viscosas devido a presença de glicerina ou mel. As substâncias ativas empregadas são antissépticas.
ENEMAS São formas farmacêuticas destinadas a serem introduzidas na porção terminal do intestino (ampola retal). Os enzimas são classificados em: enzimas evacuativos, destinados a favorecer a evacuação das matérias fecais; enemas medicamentosos, destinados quer a agir diretamente sobre a mucosa intestinal, quer a serem absorvidos por via retal; enemas alimentares, constituindo um método alternativo para a administração de soros alimentares; ducha retal frio, que ao contrário dos outros três tipos de enemas que devem ser administrados à temperatura corporal, este é administrado frio a fim de provocar um rápido efeito antipirético.
SOLUÇÕES São misturas de substâncias ativas (normalmente sólidas) em solventes líquidos (normalmente a água), em concentrações inferiores à sua solubilidade à temperatura ambiente. Podem constituir por si