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Controle Social

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a instituição do sistema de justiça criminal, o qual se materializaria no crime, no processo criminal, juiz e na punição final. 
Os aparelhos repressivos do Estado, aparecem como; A.R.E Exército, Polícia, os Tribunais, Cadeias e o aparelho político (chefe de Estado, governo, administração etc.).
O crime enquanto fenômeno natural da sociedade e os rituais de punição enquanto meio de reforçar os laços de solidariedade que mantém a coletividade coesa foi abordado pelo Sociólogo Emille Durkhein. 
Essa construção teórica parte da presunção de existência de um contrato social anterior que definiria as regras constitucionais do jogo social no qual os indivíduos aceitariam os benefícios derivados da solidariedade entre os membros da coletividade.
Durkheim percebia a sociedade como algo decorrente da interação cotidiana entre os indivíduos, bem como suas crenças e ações e, por isso, conformava-se com características distintas da mera soma de seus componentes. A partir do momento em que os membros sociais se relacionam é possível a formação de uma consciência coletiva apta a determinar quais seriam as ações contrárias a moral preponderante.
A sociedade é, na visão de Durkheim, um fato social, visto que constitui-se enquanto algo externo e maior que os indivíduos que a compõem, o que a dota de um poder imperativo e coercitivo. Isso porque nas hipóteses da ausência total de constrangimentos o indivíduo irá nortear suas ações de maneira egoísta, o que levará a desordem social.
Dessa forma, a sociedade é uma autoridade moral dotada de:
Solidariedade pré-contratual: permite a formação de redes de confiança que culminam no contrato social materializado pelas leis e pelo próprio Estado.
·Consciência coletiva: é a obrigação moral que liga o indivíduo a sociedade. Isso ocorre através da conformidade de um sistema de valores onde as crenças e anseios egoístas são compartilhados em prol do coletivo.
·Regras Morais: são os meios através do qual a coletividade expressa não apenas suas normas, como também seus mecanismos de controle. Com isso espera-se que nenhum indivíduo venha a transgredir os valores sociais. Os atores desviantes são os não socializados, ou seja, aqueles que não internalizaram a moral preponderante. Nesse sentido, apenas a absorção das regras permite a reunião do criminoso ao grupo social.
 
A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da gestão por volta dos anos 40, e propôs um modelo de organização social. Max Weber – 1864-1920
O ressurgimento da Sociologia da Burocracia, a partir da descoberta dos trabalhos de Max Weber, o seu criador, com o objetivo de atender a necessidade de um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as variáveis envolvidas, bem como, o comportamento dos membros dela participantes, é aplicável não somente aos setores da economia, mas a todas as formas de organização humana.
Princípios da burocracia:
Princípio da generalidade e da imparcialidade: Há regras de procedimentos preestabelecidas que vinculam a todos. A aplicação dessas regras idependem da vontade das pessoas que as executam e dos destinatários.
Exemplo: o empregado que falta ao serviço alegando cansaço.
Princípio da racionalidade: Manifesta-se na adequação da organização aos objetivos que persegue,
Principio da eficiência: Consiste na obtenção dos melhores resultados através da aplicação de técnicas mais idôneas, por pessoas com preparo profissional.
Princípio da impersonalidadeÇ as pessoas concretas não contam, o que vale são os cargos por elas ocupados. Os cargos sobrevivem as pessoas.
Segundo essa teoria, um homem pode ser pago para agir e se comportar de certa maneira preestabelecida, a qual lhe deve ser explicada, muito minuciosamente e, em hipótese alguma, permitindo que suas emoções interfiram no seu desempenho. 
Então a burocracia é uma forma de organização, que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance dos objetivos. 
Weber identifica três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: 
O desenvolvimento de uma economia monetária: 
 a centralização da autoridade e o fortalecimento da gestão burocracia; 
O crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno; 
A superioridade técnica – em termos de eficiência – do tipo burocrático de gestão: serviu como uma força autônoma para impor sua prevalência. 
Segundo o conceito popular, a burocracia é visualizada geralmente como uma empresa, repartição ou organização onde o papelório se multiplica e se avoluma, impedindo as soluções rápidas e eficientes. O termo é empregado também com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas, causando ineficiência à organização. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema. (EXCESSO DE BUROCRACIA).
Entretanto para Max Weber a burocracia é exatamente o contrário, é a organização eficiente por excelência e para conseguir esta eficiência, a burocracia precisa detalhar antecipadamente e nos mínimos detalhes como as coisas devem acontecer.
A BUROCRACIA E O CONTROLE SOCIAL:
A burocracia permite a centralização política do poder moderno, o controle efetivo de um território e de uma população. Ela permite o conhecimentop do cidadão e a organização burocrática oferece base para que o direito possa desempenhar um papel de controle social sobre o comportamento da sociedade.
Resumo elaborado pela professora como apoio do conteúdo de controle social, com base nas seguintes referências bibliográficas:
MARCOS CÉSAR ALVAREZ: Professor da Unesp, campus de Marília, Pes-quisador colaborador junto ao Núcleo de Estudos da Violência da USP
(mcalvarez@uol.com.br).
BOUDON, Raymond & BOURRICAUD, François. "Controle social". In: Dicionário crítico de sociologia. São Paulo: Ática, 1993, pp. 100-106.
DURKHEIM, É. As regras do método sociológico. In: ________.
Durkheim. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p.71-161. (Coleção Os Pensadores).
Sabadell, Ana Lúcia. Manuel de Sociologia Jurídica, 2ª ad. São Paulo
Netio, Pedro Scuro. Sociologia Geral e Jurídica, ed. Saraiva, 2007. São Paulo
Castro, celso Pinheiro. Sociologia do Direito, Atlas, 8ª ed. 2003, São Paulo
SOCIOLOGIA E ANTROPOLOGIA JURÍDICA
RESUMO DO CONTEÚDO CONTROLE SOCIAL
Prof. Nadia Sater Gebara
REGRA: QUANTO MAIOR É O CONSENSO OBTIDO PELO PODER POLÍTICO, MENOR É A NECESSIDADE DE CONSTRANGER AS PESSOAS AO CUMPRIMENTO DAS NORMAS JURÍDICAS
A LEGITIMIDADE PODE SER DEFINIDA COMO UM AMPLO CONSENSO, NO SEIO DA SOCIEDADE, DE QUE UMA AUTORIDADE ADQUIRE E EXERCE O PODER DE MODO ADEQUADO.
 
O TERMO LEGITIMIDADE UTILIZA-SE MAIS ESPECIFICAMENTE PARA REFERIR- SE AO PODER POLÍTICO, AO GOVERNO, AO ESTADO.
LEMBRAMOS QUE O TERMO “LEGITIMIDADE” É TAMBÉM UTILIZADO COM RELAÇÃO AO DIREITO
Conceito: É a capacidade que uma sociedade tem de se auto-regular, bem como os meios que ela utiliza para induzir os seus membros à submissão aos seus padrões estabelecidos. 
VALORES SOCIAIS: Sistemas de símbolos organizados dentro de idéias morais abstratas sobre o que é bom e mau, certo e errado, etc. Os valores divergentes representam aspectos fundamentais das variações na cultura humana. Os indivíduos estão inseridos em determinada cultura específica e elas exercem forte influência sobre aquilo que eles valorizam.
O controle social também pode ser visto como um processo por meio do qual se originam estímulos que deverão atuar eficazmente sobre determinadas pessoas e grupos provocando respostas adequadas que se inserem no ajustamento ou conformidade.
IDEOLOGIA Um elemento comum a todos os ideólogos é a sua natureza pessimista da natureza humana - eles observam-nos como basicamente maus, e com necessidades de melhorias (conseguidas através da "aprendizagem" da sua ideologia, que naturalmente

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