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podem ser acessadas de qualquer lugar e por qualquer pessoa. Esse fator facilitador, em se tratando do campo educacional, possibilitou novas formas de aprender e de ensinar. Vele destacar que o advento das tecnologias veio facilitar e potencializar o ensino, abrindo caminhos para novas oportunidades de aprendizagem em grande escala. É nesse contexto que surge a modalidade híbrida ou bimodal de aprendizagem (ensino semipresencial), pois esta possibilita a integração das tecnologias digitais ao ensino, onde o aluno aprende nos ambientes virtuais sem deixar de ter o reforço necessário nos encontros presenciais, possibilitando assim o controle do tempo e o ritmo do aprendizado, permitindo ainda que o professor avalie o desempenho de cada aluno, conseguindo agir nas correções das deficiências de forma individualizada com mais eficiência e rapidez (KARPINSKI et al., 2017; MAIA e MEIRELLES, 2002; SOUSA, AIRES e LOPES, 2012). 
	Para Mendes et al. (2017, p. 2), a EaD alinhada às ferramentas tecnológicas está em plena expansão na atualidade e por isso apresentou nos últimos anos um vultoso avanço, chegando a um crescimento de mais de 300% em quatro anos e uma ampliação significativa de instituições que oferecem essa modalidade de ensino, sobretudo de nível superior. De acordo com os autores, [...] "as regiões que sofriam a precariedade do ensino superior vêm obtendo um referencial estimulador e includente, revelando uma possível mudança nessa realidade no meio social."
[...] É evidente que a educação no Brasil vive um momento de expansão propiciada pelo uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), contribuindo para transpor as barreiras geográficas e temporais até então existentes, especialmente, quando se trata de cursos ofertados na modalidade a distância (SERRA, ARAÚJO e TESSEROLI, 2017, p. 1876).
	Dados do INEP/2012, apud Serra (2017), mostram uma progressão no número de matrículas em graduações na modalidade EaD, passando de 5.359 no ano de 2001 para um número surpreendente de 930.179 em 2010. Tenente e Lopes (2017), em análise aos dados do Censo da Educação Superior 2016, disponibilizado pelo INEP, apontam que o crescimento de matrículas em cursos presenciais desacelera e cai 3,7% de 2015 para 2016, ao passo que na modalidade a distância teve um substancial crescimento de 20% de novos ingressos nessa modalidade, considerando o mesmo período.
	Recentemente foi disponibilizado o “relatório analítico da aprendizagem a distância no Brasil 2016” produzido pelo Censo EAD.BR 2016, este aponta um quantitativo considerável de alunos que a EaD consegue agregar:
[...] O Censo EAD.BR 2016 contabilizou 561.667 alunos em cursos regulares totalmente a distância, 217.175 em cursos regulamentados semipresenciais, 1.675.131 em cursos livres não corporativos e 1.280.914 em cursos livres corporativos. Os números são expressivos e revelam o potencial da EAD para atender a demandas regulamentadas de educação e, mais ainda, demandas de formação continuada (CENSO EAD.BR 2016, P. 79).
	Apontando somente as matrículas em cursos regulamentados, considerando os totalmente a distância e os semipresenciais, o Censo EAD.BR 2016 demonstrou graficamente os seguintes números absolutos, por nível acadêmico:
Fonte: Gráfico 3.5, disponibilizado pelo Censo EAD.BR 2016, p. 76.
	O gráfico aponta quão abrangente a EaD se tornou na atualidade, conseguindo propiciar oportunidades de ingresso e aperfeiçoamento em vários níveis do conhecimento. Percebe-se por meio da distribuição dos números que ela consegue oferecer oportunidades de ensino do mais baixo ao mais elevado grau de escolaridade, apontando que essa modalidade de ensino se tornou uma forte aliada do processo de expansão de uma educação abrangente e mais inclusiva. 
	No referido Censo, no que diz respeito a contabilização das matrículas ativas, é destacado que essas provavelmente são subnotificadas e por esse motivo certamente há uma quantidade muito maior de alunos beneficiados pela EaD. Essa imprecisão nos números, de acordo com os dados do Censo EAD.BR 2016, se dá pela abrangência da EaD a nível nacional “bem como sua proporção no cenário educacional”, pois ela consegue:
[...] atender a todos os níveis acadêmicos e todas as áreas de conhecimento. Há ofertas para inúmeras necessidades de formação continuada, com significativa variedade de oferta nas áreas de especialização, aperfeiçoamento e atualização. [...] a maior concentração de alunos está nos cursos que oferecem oportunidades de ingresso em novas profissões que exigem formação: os cursos tecnológico, de licenciatura e iniciação profissional são aqueles com mais alunos em cursos a distância no Brasil (CENSO EAD.BR 2016, p. 78).
	Devido esse aspecto abrangente e acessível, o perfil do público assistido pela EaD apresenta algumas características e aspetos que o diferencia do público dos cursos presenciais. Pode-se destacar, por exemplo: a localização geográfica que se encontram, cerca de 42% dos indivíduos moram em localidades diferentes dos polos presenciais; a média de idade gira em torno dos 30 anos; 86% dos alunos estudam e trabalham; e um dado interessante, cerca de 69,7% desse público é composto por mulheres (INEP/ABED/2012, apud SERRA, 2017).
	Para Ferrugini (2013, p. 7), a EaD nos moldes atuais veio proporcionar oportunidade de “conhecimento para públicos e locais não contemplados pelo ensino superior tradicional” de forma a contribuir para a democratização da educação tornando-se “um pilar para o processo de institucionalização da educação, abrangendo locais e pessoas inimagináveis até então.” Essas características contribuíram de forma significativa para que essa modalidade atingisse elevados patamares na disseminação do conhecimento e cada vez mais tem ganhado adesão de instituições e consequentemente agregado um maior número de alunos em suas plataformas digitais em busca de aperfeiçoamento de habilidades profissionais para atender a uma grande demanda do mercado de trabalho por mão de obra mais qualificada (SALVUCCI; LISBOA e MENDES, 2012).
	Ratificando esse entendimento, Salvucci, Lisboa e Mendes (2012, p. 50), destacam que a sociedade passa por constantes descobertas científicas e tecnológicas e com isso as relações sociais e de trabalho são modificadas com frequência, "uma vez que o individualismo rege estas relações, o desenvolvimento e o uso de novas tecnologias constituem meios para que a sociedade torne-se cada vez mais competitiva." Nesse contexto, os autores reforçam que essa competitividade por uma melhor qualificação profissional contribuiu para o surgimento de novas configurações de disseminação do conhecimento:
 
O mercado de trabalho pressionado pelos contextos tecnológicos, políticos e econômicos do mundo contemporâneo leva os indivíduos a viver uma crescente e constante necessidade da aquisição de novos saberes, capacitações e competências. As crescentes exigências desse mercado fazem surgir novas modalidades de educação que exploram a colaboração entre os indivíduos, a flexibilidade de ações para a construção de saberes e não mais privilegiam o acúmulo dos conhecimentos, mas sim seu constante rearranjo, extrapolando as paredes da sala de aula e os limites do relógio (SALVUCCI; LISBOA e MENDES, 2012, p. 50).
		Percebe-se que a EaD com todo seu aparato tecnológico veio suprir uma lacuna que o tradicional modelo de educação não conseguia preencher, possibilitando assim, uma gama de oportunidades nos vários ramos do conhecimento. Portanto, as características e aspectos inovadores no campo educacional proporcionados por essa modalidade de ensino, alinhada às fermentas tecnológicas, como visto, tem surtido efeitos significativos na expansão e promoção de uma educação eficaz e mais inclusiva. Por este motivo, segundo Maia e Meirelles (2002), Silva (2015), Peter Drucker apud Serra (2017), o futuro promissor da educação dependerá do espaço virtual, não mais necessariamente do aparelhamento das salas tradicionais, dessa forma, segundo os autores, o aprendizado

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