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01 Paper III FINAL 13112017

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DIREITO IMOBILIÁRIO E AVALIAÇÃO 
IMOBILIÁRIA 
A Responsabilidade do Corretor de Imóveis na Mediação Imobiliária, e 
Aspectos da Avaliação Imobiliária 
 
 
Allan Pretto Da Silva 
Tutor (a) Externo (a): Maiara Dias Martins 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI 
Negócios Imobiliários (FLEX 0032) Seminário Interdisciplinar III 
02/12/2017 
 
RESUMO 
 
A primeira parte deste trabalho tem por fim tratar da responsabilidade do corretor de imóveis na 
mediação imobiliária. Alguns aspectos assim entendidos pelo autor deste estudo como sendo 
relevantes serão trazidos à baila, buscando demonstrar por meio de dispositivos legais, 
doutrinários e jurisprudenciais que a atividade de corretagem de imóveis requer disciplina e ética 
profissional. A legislação prevê uma série de casos em que esse profissional possa ser 
responsabilizado por seus atos comissivos ou omissivos. Da mesma forma doutrinadores explanam, 
por meio de seus estudos e publicações, quais as situações podem comprometer o trabalho do 
corretor de imóveis. Em se tratando da jurisprudência, pode se notar que há sim julgados 
desfavoráveis aos profissionais de corretagem de imóveis por suas atuações. No que diz respeito à 
avaliação imobiliária, normas regem a atuação dos profissionais avaliadores de bens. Há, 
inclusive, obrigação do profissional em questão em seguir as diretrizes, por assim dizer, contidas 
na norma, é taxativa ao determinar que toda avaliação seja procedida conforme o conteúdo do 
códex peculiar elaborado pela ABNT. Seguindo toda informação contida na norma, ao final o 
avaliador de bens, ou de imóveis, poderá emitir o laudo, de caráter conclusivo de sua avaliação 
imobiliária. 
 
Palavras chave: Corretor de Imóveis. Responsabilidade. Avaliação Imobiliária. 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O presente trabalho tem por escopo o estudo da responsabilidade civil do corretor de 
imóveis. Alguns aspectos determinantes serão verificados e que podem ser determinantes na 
atuação desse profissional, podendo fazer com que o mesmo incida no tipo legal em desacordo com 
a lei, principalmente e responsabilizado, segundo o Código Civil Brasileiro, Lei nº 10.406 de 2002. 
 
 
2 
A lei em questão, trás especificamente em seu Livro I, que trata Do Direito das Obrigações, 
Título VI Das Várias Espécies de Contrato, Capítulo XIII Da Corretagem, aspectos relacionados à 
atividade do corretor de imóveis. Esse capítulo, embora diminuto, trata da corretagem de imóveis 
especificamente, e nele estão contidas algumas obrigações e direitos inerentes ao exercício 
profissional, enquanto mediador de negócios imobiliários. 
Quanto à obrigação de reparar o dano, a lei em questão aborda, em determinados artigos, 
acerca da responsabilidade civil por atos ilícitos no Título III, e Dos Atos Ilícitos e do dever de 
indenizar e no Título IX - Da Responsabilidade Civil; Capítulo I - Da Obrigação de Indenizar. 
Além da previsão contida na legislação supracitada, devem atentar-se ainda esses 
profissionais ao conteúdo da Lei nº 6.530 de 1978 que dispõe sobre a profissão de corretor de 
imóveis. Nela estão insertas as responsabilidades de cada um dos órgãos responsáveis, cito o 
Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) com premissa de atuação em todo território 
nacional. 
Em se tratando dos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis, que tem sua área de 
atuação nos limites territoriais do respectivo estado federado que se encontra, são responsáveis pela 
fiscalização do exercício profissional de seus associados na abrangência estadual. É responsável por 
aplicar as sanções administrativas impostas aos profissionais que não incidirem em alguma 
penalidade. 
Por fim, serão apontados alguns aspectos relacionados à atividade do avaliador de imóveis, 
alguns pontos relevantes que, na atuação desse profissional, são relevantes a fim de se determinar o 
valor de venda de um imóvel. 
O estudo se dará por meio de pesquisa documental junto ao sítio eletrônico do Tribunal de 
Justiça do Estado de Santa Catarina – TJSC, decisões desse colegiado que tenham relação com a 
responsabilização dos profissionais de corretagem de imóveis quando da negociação imobiliária e 
analisadas leis e normas correlatas além de considerações de doutrinadores renomados. 
Quanto ao estudo relacionado a avaliação imobiliária, serão pesquisados documentos 
digitais que orientam o trabalho dos avaliadores de imóveis, documentos esses editados e 
publicados pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, manuais e doutrinas que 
contemplem o tema proposto. 
 
 
 
3 
2 RESPONSABILIDADE CIVIL DO CORRETOR DE IMÓVEIS NA MEDIAÇÃO 
IMOBILIÁRIA 
 
Os Tribunais de Justiça estaduais julgam demandas judiciais no segundo grau de jurisdição 
em matéria processual. Dentre tantas as matérias a serem apreciadas, em um universo imenso de 
processos, repousam em determinado número, e aqui não se trará a baila esse quantitativo, ações 
judiciais em que figuram ora como partes ativas, ora como partes passivas, os profissionais de 
corretagem de imóveis. 
Geralmente, quando partes passivas da lide processual, e é o que se pretende levantar nesse 
estudo, esses profissionais são acionados a responder, perante a justiça, casos em que se busca a sua 
responsabilidade por atos cometidos, seja por ação ou omissão, são conhecidos, portanto, por atos 
ilícitos. 
Maria Helena Diniz conceitua ação, na seara do processo civil, como sendo: 
Elemento constitutivo da responsabilidade vem a ser o ato humano, comissivo ou omissivo, 
ilícito ou licito, voluntario e objetivamente imputável do próprio agente ou de terceiro, ou o 
fato de animal ou coisa inanimada, que cause dano a outrem, gerando o dever de satisfazer 
os direitos do lesado. (DINIZ 2005, p. 43) 
 
Por ato ilícito, segundo Carlos Roberto Gonçalves: 
É o praticado com infração ao dever legal de não violar direito e não lesar outrem. Tal 
dever é imposto a todos é, portanto, fonte de obrigação: a de indenizar ou ressarcir o 
prejuízo causado. É praticado com infração a um dever de conduta, por meio de ações ou 
omissões culposas ou dolosas do agente, das quais resulta dano para outrem 
(GONÇALVES 2010, p. 32-33). 
 
Decorre dessa obrigação, portanto, a observância dos atos praticados por profissionais de 
corretagem uma vez que estão sujeitos a sanções de reparação na ordem civil. O ato ilícito é, 
conforme o autor ressaltou “fonte de obrigação”, obrigação essa a que pode ter direito o agente 
ativo da demanda, seja ele qual for envolvido na relação jurídica de negociação imobiliária. 
O Código Civil pátrio, no artigo 186, evidencia o que se expôs acima, pois, conforme o 
referido artigo “aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar 
direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito” (BRASIL 
2002). 
Com isso, descende o instituto da responsabilidade civil, que gera ao que provocar atos 
 
 
4 
ilícitos, o dever de reparar. Busca-se, por conseguinte, alumiar a questão, ainda nas palavras de 
Carlos Roberto Gonçalves, que conceitua o instituto da responsabilidade civil como “parte 
integrante do direito obrigacional, pois a principal consequência da prática de um ato ilícito é a 
obrigação que acarreta, para seu autor, de reparar o dano, obrigação esta de natureza pessoal, que se 
resolve em perdas e danos” (GONÇALVES 2009, p. 02). 
Nota-se por meio da definição do supra doutrinador, buscando, necessariamente emparelhar 
aos atos que envolvam negócios imobiliários, que a corretagem imobiliária pode representar assim 
um vasto campo passível de se identificar possíveis situações que comprometam a atuação do 
profissional da área