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1 MULTIVIX - FACULDADES INTEGRADAS DE VILA VELHA PSICOLOGIA - MATUTINO JOANEMAR ALVES OLIVEIRA PAOLI MARCELO HENRIQUE PAOLI DA SILVA RELATÓRIO DE ATIVIDADE EM LABORATÓRIO DA MATÉRIA ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO VILA VELHA 2017 2 JOANEMAR ALVES OLIVEIRA PAOLI MARCELO HENRIQUE PAOLI DA SILVA RELATÓRIO DE ATIVIDADE EM LABORATÓRIO DA MATÉRIA ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO Trabalho apresentado como requisito para avaliação da disciplina Análise Experimental do Comportamento, solicitado pela Profa. Carolina Alves Lima. VILA VELHA 2017 3 Sumário 1 - INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 4 2 – RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 6 2.1 - Nível Operante .................................................................................................... 6 2.2 - Modelagem ......................................................................................................... 7 2.3 - Extinção .............................................................................................................. 8 3 – CONCLUSÃO ........................................................................................................ 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 12 4 1 - INTRODUÇÃO A Metodologia da Pesquisa é a ferramenta que a ciência utiliza para estudar o objeto de forma a entendê-lo. Nela o objeto precisa ser observável, mensurável e reproduzível em diferentes condições e sujeitos. Estes parâmetros de observação são atendidos na Psicologia Comportamental pois esta fornece o comportamento como este objeto para estudo, possuidor destas características. A Metodologia da Pesquisa, em seu estudo sistemático, tornou possível que a Psicologia alcançasse o patamar de ciência, retirando-a de sua tradição filosófica. Falar de comportamento na psicologia é o mesmo que falar sobre Behaviorismo. Este termo foi inaugurado pelo americano John B. Watson, em artigo publicado em 1913, que apresentava o título “Psicologia: como os behavioristas a vêem”. O termo inglês behavior significa “comportamento”; por isso, para denominar essa tendência teórica, usamos Behaviorismo — e, também, Comportamentalismo, Teoria Comportamental, Análise Experimental do Comportamento, Análise do Comportamento (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 2001). Apesar de colocar o “comportamento” como objeto da Psicologia, o Behaviorismo foi, desde Watson, sofrendo transformações. Portanto, o Behaviorismo dedica-se ao estudo das interações entre o indivíduo e o ambiente, entre as ações do indivíduo (suas respostas) e o ambiente (as estimulações) (BOCK et al., 2001). O mais importante dos behavioristas que sucedem Watson é B. F. Skinner (1904-1990). O Behaviorismo de Skinner ficou conhecido por Behaviorismo Radical, termo cunhado pelo próprio Skinner, em 1945, para designar uma filosofia da Ciência do Comportamento (que ele se propôs defender) por meio da análise experimental do comportamento. A base da corrente skinneriana está na formulação do comportamento operante (BOCK et al., 2001). Para Skinner, o comportamento operante produz consequências (modificações no ambiente) e é afetado por elas. Logo, entender o comportamento operante é fundamental para compreendermos como aprendemos nossas habilidades e nossos conhecimentos, como aprendemos a ser quem somos e a ter nossa personalidade (MOREIRA & MEDEIROS, 2007). 5 Skinner criou conceitos fundamentais para entendermos seus experimentos, a saber, Condicionamento, Modelagem, Reforçamento e Extinção. A Modelagem acontece quando sucessivos estímulos são apresentados para reforçar um comportamento até que este seja o final almejado. O Reforçamento é qualquer evento que, ao ocorrer, aumente a probabilidade de que um determinado comportamento volte a acontecer, aquele que torna a resposta mais frequente. A Extinção acontece quando a frequência da resposta diminui após ser retirado o reforço. Mesmo neste processo, o comportamento pode voltar a se repetir já que este em algum momento foi aprendido. De forma a comprovar sua teoria, valendo-se das regras da Metodologia Científica, Skinner desenvolveu um ambiente chamado Caixa de Skinner, que lhe permitiu realizar seus experimentos. Nela o sujeito, um rato, foi condicionado através do reforço a produzir o comportamento de pressionar uma barra para receber alimento. Com isto, ele queria provar que a resposta de um indivíduo pode ser mantida como consequência de uma série de estímulos reforçadores. Realizamos este experimento em aulas de laboratório de informática, utilizando o programa Sniffy Pro 3.0. Em um primeiro momento observamos e mensuramos o comportamento operante do sujeito por 20 minutos. Em seguida realizamos o treino de ida ao comedouro, fase esta chamada de Modelagem e Reforçamento, onde a cada momento que o sujeito olhava para a barra, andava em sua direção, ficava próximo a ela ou se levantava perto dela, era reforçado com o recebimento do alimento. Este comportamento foi reforçado por 20 minutos. O passo seguinte foi deixar que o sujeito não recebesse o reforço do alimento, o que provocou a extinção do comportamento. A observação deste novo comportamento utilizou mais 20 minutos. 6 2 – RESULTADOS E DISCUSSÃO 2.1 - NÍVEL OPERANTE O comportamento operante abrange todo e qualquer comportamento de um organismo que gerará efeito ao seu redor, quer seja direta ou indiretamente. Exemplificando, as ações do rato em pressionar a barra, virar, farejar, levantar e limpar-se. (BOCK et al, 2001) Neste nível a probabilidade do comportamento desejado acontecer é mínima pois ainda não houve aprendizado. O objetivo deste momento é observar e mensurar as respostas anteriores a qualquer tipo de experiência de treinamento. De acordo com MOREIRA & MEDEIROS 2007, os comportamentos são aprendidos em função de suas consequências sendo que a maioria de nossos comportamentos produzem consequências no ambiente influenciando ocorrências futuras. O gráfico 1 mostra o comportamento do sujeito da experiência no nível operante. Gráfico 1 - Gráfico de frequência de comportamento em nível operante 2 185 191 55 150 0 50 100 150 200 250 PRESSIONAR A BARRA VIRAR FAREJAR LEVANTAR LIMPAR-SE Registro de Nível Operante 7 2.2 - MODELAGEM A modelagem é um reforço diferencial de aproximações sucessivas do comportamento-alvo, em que o resultado que se espera no final é a aquisição de um novo comportamento (MOREIRA & MEDEIROS, 2007). Após as observações do nível operante, cujos resultados encontram-se no gráfico 1, deu-se início ao treino de ida ao comedouro. Em um primeiro momento ele foi reforçado ganhando a comida em 20 vezes que ele olhou para a barra. No segundo momento foi reforçado ganhando comida nas 20 vezes que ele andou em direção à barra. Em um terceiro momento ele foi reforçado ganhando comida nas 20 vezes que ficou próximo à barra. Por fim, em um quarto momento, ele foi reforçado ganhando comida ao se levantar perto da barra, fato que se repetiu por mais 20 vezes. Em todas as vezes que foi reforçado, junto com a comida, ele podiaouvir o som da barra se movendo. Após este processo de aprendizado, foi dado ao sujeito um tempo em que ele mesmo foi livremente à barra. Este tempo foi para termos a certeza de que o comportamento havia sido aprendido. No gráfico 2 é possível observar a frequência do comportamento de pressionar a barra no reforçamento contínuo, após a Modelagem, usando os mesmos parâmetros de observação do Nível Operante. Gráfico 2 – Gráfico de frequência das respostas especificadas em CRF 280 306 49 10 25 0 50 100 150 200 250 300 350 PRESSIONAR A BARRA VIRAR FAREJAR LEVANTAR LIMPAR-SE Registro com Reforçamento Contínuo 8 O gráfico 3, é o comparativo entre os dois primeiros, onde é possível se observar mediante a mensuração, a diferença da frequência de comportamento de pressionar a barra com a frequência de outros comportamentos. Pressionar a barra está muito mais frequente no gráfico 2 do que no gráfico 1, porque no 2 já tinha ocorrido o aprendizado através da Modelagem. O sujeito já havia aprendido a pressioná-la para obter o alimento. Passou a gastar mais tempo pressionando a barra e se alimentando, do que fazendo as outras coisas na gaiola. Gráfico 3 – Gráfico comparativo de frequência de comportamento em Nível Operante e CRF. 2.3 - EXTINÇÃO Após ensinarmos o rato pressionar a barra, colocamos o rato em extinção, retirando o estímulo reforçador, logo, ele parou de oferecer comida ao pressionar a barra. A extinção tem como objetivo diminuir a frequência de um comportamento quando remove o reforço que fortaleceu a resposta. Quando o comportamento não é reforçado há a diminuição da frequência da resposta. Extinção é a suspenção de uma consequência reforçadora anteriormente produzida por um comportamento, tendo como efeito o retorno da frequência do comportamento ao seu nível operante (MOREIRA & MEDEIROS, 2007). 2 185 191 55 150 280 306 49 10 25 0 50 100 150 200 250 300 350 PRESSIONAR A BARRA VIRAR FAREJAR LEVANTAR LIMPAR-SE Título do Eixo Comparativo Gráfico 1 e Gráfico 2 Nível Operante CRF 9 Após termos aplicado o nível de Extinção do fator reforçador, o gráfico 4, apresenta o aumento da frequência de outros comportamentos como: virar, farejar, levantar-se e limpar-se, em relação à frequência de pressionar a barra. Gráfico 4 – Gráfico de frequência de comportamento em Nível de Extinção. Observa-se o comportamento do rato de pressionar a barra diminuindo, quando não houve mais o reforço que, nesse caso, era o fornecimento de alimento ao pressioná-la, conforme consta no gráfico 5. Gráfico 5 – Gráfico da frequência de Pressionar a Barra minuto a minuto na Extinção. 89 432 220 82 237 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 PRESSIONAR A BARRA VIRAR FAREJAR LEVANTAR LIMPAR-SE Registro de Extinção 0 5 10 15 20 25 30 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 1 7 1 8 1 9 2 0 Q U A N TI D A D E D E V EZ ES TEMPO - MINUTOS FREQUÊNCIA DE PRESSIONAR A BARRA Extinção 10 O Gráfico 6 apresenta comportamento do rato de pressionar a barra nos 3 níveis de observação, que são: Operante, Modelagem/Reforçamento Contínuo e Extinção. Gráfico 6 – Gráfico da frequência de Pressionar a Barra minuto a minuto em Nível Operante, Modelagem/CRF e Extinção. 0 5 10 15 20 25 30 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 1 1 1 2 1 3 1 4 1 5 1 6 1 7 1 8 1 9 2 0 Q U A N TI D A D E D E V EZ ES TEMPO - MINUTOS FREQUÊNCIA DE PRESSIONAR A BARRA Nível Operante Modelgam e CRF Extinção 11 3 – CONCLUSÃO Após a realização de todas as etapas do experimento observamos que os objetivos propostos foram alcançados. Conforme propõe a teoria de Skinner, após a modelagem e o reforçamento contínuo o sujeito experimental respondeu da forma esperada alcançando o final desejado, logo, o sujeito pode ser modelado. Vide gráfico 7. Gráfico 7 – Gráfico de registro comparativo de frequência de comportamento em Nível Operante, Modelagem/CRF e Extinção. . 2 185 191 55 150 280 306 49 10 25 89 432 220 82 237 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 PRESSIONAR A BARRA VIRAR FAREJAR LEVANTAR LIMPAR-SE Comparativo entre os Gráficos 1,2 e 4 Nível Operante CRF Extinção 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOCK, A. M. B.; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. DE L.; Psicologias: uma introdução ao estudo de Psicologia. São Paulo. 2001. MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de análise do comportamento. Porto Alegre: Artemed, 2007.