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POLITICAS PUBLICAS - CONTEUDO ONLINE

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que deve dar a seus filhos. 
 
A LDB tinha como seus principais títulos os seguintes: 
1) Dos fins da educação – o desenvolvimento e formação do 
cidadão para a vida em sociedade, em uma perspectiva 
democrática de acordo com o momento histórico. 
2) Do direito à educação – estabeleceu-a como um direito de 
todo cidadão cabendo à família a escolha do tipo de educação a 
ser oferecida. 
3) Da liberdade de ensino – todos tinham direito a transmitir 
seus conhecimentos. 
4) Da administração do ensino – afirmou que cabia ao MEC 
exercer as atribuições do poder público federal, e atribuiu 
competências ao Conselho Federal. 
5) Dos sistemas de ensino – criou os sistemas de ensino 
federal, estaduais e municipais. 
6) Dos recursos para a educação – instituiu que os recursos 
seriam aplicados preferencialmente nas escolas públicas, abrindo 
espaço para o setor privado. 
 
 
 
AULA 4: AS REFORMAS EDUCACIONAIS DA DITADURA MILITAR 
 
Introdução 
Logo após a promulgação da primeira Lei de Diretrizes e Bases, o Brasil mergulhou em um novo momento político quando 
se instalou, em 1º de abril de 1964, através de um Golpe de Estado, outro governo autoritário, fase conhecida como 
Ditadura Militar. Foram anos marcados por uma intensa repressão que perseguia opositores, cassando e torturando 
políticos; e impedia os movimentos sociais, inclusive a organização de estudantes que lutavam contra a ditadura. 
Uma nova Constituição vai ser redigida e outorgada à sociedade pelo governo militar. Esta foi a sexta Carta Constitucional 
do Brasil. Nela, os direitos dos cidadãos são restringidos, o Executivo Federal concentrava poderes, além de ser eleito de 
forma indireta pelo Congresso Nacional. 
No capítulo sobre educação, o direito de todos a ela é reafirmado, apesar de também ficar expresso que o ensino é livre 
à ação da iniciativa privada, que continua a ter acesso a incentivos e facilidades financeiras dos cofres públicos, como 
disposto na Constituição anterior. Conforme escrito na Carta: 
 
Art. 168. A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola; assegurada a igualdade de oportunidade, deve 
inspirar-se no princípio da unidade nacional e nos ideais de liberdade e de solidariedade humana. 
§1º. O ensino será ministrado nos diferentes graus pelos poderes públicos. 
§2º. Respeitadas as disposições legais, o ensino é livre à iniciativa particular, a qual merecerá o amparo técnico e financeiro 
dos poderes públicos, inclusive bolsas de estudo. 
Esse momento histórico exigiu alterações na legislação educacional. Não foi elaborada nova Lei de Diretrizes e Bases, mas 
sim duas leis que reformaram alguns aspectos da LDB vigente. Uma tratou de modificar os ensinos primário e secundário 
enquanto outra abordou o superior. As diretrizes básicas, estabelecidas pela lei 4024/61 (os 5 primeiros títulos), não são 
alteradas, demonstrando a continuidade da ordem socioeconômica mantida pelo golpe. 
 
A lei 5540/68 
A reforma do ensino superior tinha por finalidade a desmobilização dos estudantes universitários. Para tanto, instituiu o 
sistema de créditos que obrigava os alunos a realizarem a matrícula por disciplinas, o que impedia a formação de grupos 
nas mesmas turmas, como no tradicional curso seriado, dificultando a organização de grupos de pressão. A repressão aos 
estudantes foi uma ação constante ao longo desse período. A lei 5540/68 também determinou que as disciplinas passassem 
a ser agrupadas por departamentos, deixando de se organizar por cursos, reforçando o caráter da fragmentação. Por fim, 
estabeleceu o vestibular unificado, desarmando as crescentes demandas, sobretudo dos estudantes secundaristas, por 
mais vagas nas universidades públicas. 
 
A lei 5692/71 
Esta legislação é frequentemente chamada de lei de diretrizes e bases de forma errônea. Contudo, ela não pode ser 
confundida, pois se refere exclusivamente a dois segmentos da educação, que correspondem ao que nos dias atuais 
chamamos de educação básica. A lei 5692 não tratava, também, dos objetivos gerais e finalidades da educação para o 
país. Ela era específica para dois segmentos do ensino. A referida lei foi criada por um grupo de trabalho instituído pelo 
Presidente Médici, que tinha por objetivo adequar o ensino ao momento político instaurado pelo Golpe de 1964, e às 
necessidades sociais e econômicas que o governo militar se empenhava em garantir. 
 
General Emílio Garrastazu Médici, que ficou no poder entre 30 de outubro de 1969 e 15 de março de 1974. 
Em linhas gerais, a lei criou a estrutura de ensino que se organizava em 1o e 2o graus. O 1o passou a abranger os antigos 
ensinos primário e ginásio, atendendo as crianças dos 7 aos 14 anos. Ampliou, então, a obrigatoriedade escolar de 4 para 
8 anos. 
 Art. 1o (...) – Para efeito do que dispõe os artigos 176 e 178 da Constituição, entende-se por ensino primário 
a educação correspondente ao ensino de primeiro grau e por ensino médio, o segundo grau. 
 
Secundário X 2o Grau: em seguida, a Lei transformou o antigo curso secundário (que se apresentava como clássico, 
cientifico ou normal) em ensino de 2o grau, nivelando todos os cursos e possibilitando que qualquer concluinte pudesse 
prestar vestibular para qquer área universitária. 
Ensino Profissionalizante: tornou, ainda, o 2o grau em obrigatoriamente profissionalizante. Essa medida se restringiu em 
grande parte apenas as escolas públicas que submetidas a exigência, procedem as adaptações, no prazo previsto na Lei. 
Entretanto, as escolas particulares, que se aproveitando dos prazos para a adequação, e por não sofrerem rigorosas 
fiscalizações, mantiveram, em sua maioria, o ensino propedêutico, até a revogação da obrigatoriedade do ensino 
profissionalizante. 
2o Grau e Vestibular: Com a promulgação da Lei, o segundo grau passava a combinar uma dupla característica: garantia 
ao mesmo tempo a terminalidade para aqueles que pretendiam a formação em nível técnico e a continuidade para os que 
desejavam prestar vestibular. 
 
A lei 5692/71: oficialização do ensino supletivo 
O ensino profissionalizante tinha o objetivo de atender à formação de mão-de-obra no sentido de garantir o suporte para 
a ampliação do parque industrial brasileiro, em reposta aos preceitos liberais de divisão internacional do trabalho. Para 
isso, foi a primeira legislação educacional que criou um capítulo para tratar do ensino supletivo. 
 
CAPÍTULO IV - Do Ensino Supletivo 
Art. 24. O ensino supletivo terá por finalidade: 
a) suprir a escolarização regular para os adolescentes e adultos que não a tenham seguido ou concluído na idade 
própria; 
b) proporcionar, mediante repetida volta à escola, estudos de aperfeiçoamento ou atualização para os que tenham 
seguido o ensino regular no todo ou em parte. 
Parágrafo único. O ensino supletivo abrangerá cursos e exames a serem organizados nos vários sistemas de acordo 
com as normas baixadas pelos respectivos Conselhos de Educação. 
Ainda na lei 5692/71 
 
A Lei 5692/71 também introduziu algumas propostas, que contribuíram para o debate pedagógico, a saber: 
 INTEGRAÇÃO HORIZONTAL: Previa, também, a integração horizontal, que buscava eliminar a diferença entre os 
antigos ramos de ensino: agrícola, comercial, industrial e normal, articulando as várias áreas do conhecimento, 
no interior de cada serie. 
 INTEGRAÇÃO VERTICAL: A lei previa a integração vertical. Entre os dois graus, entre os níveis (o primeiro e o 
segundo segmento do 1o grau) e entre todas as series de ensino das atividades, áreas de estudo e disciplinas, com 
o propósito de garantir um trabalho de continuidade desde a 1 série do 1 grau até a última série do 2 grau 
 VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO: é uma outra questão presente na lei. Foi citada especialmente buscando a 
crescente profissionalização de professores, o aperfeiçoamento daqueles já formados e adequando os vencimentos 
salariais segundo os critérios do nível