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Logística - Textos II

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Estrutura	
  logística	
  se	
  refere	
  ao	
  conjunto	
  de	
  instalações	
  (fábricas	
  e	
  pontos	
  de	
  armazenagem)	
  
e	
   de	
   meios	
   de	
   transporte	
   usados	
   pela	
   rede	
   de	
   suprimentos	
   para	
   atingir	
   os	
   objetivos.	
  
Normalmente,	
   estruturas	
   logísticas	
   mais	
   descentralizadas	
   tem	
   menos	
   eficiência,	
   mas	
  
proporcionam	
  maior	
  nível	
  de	
  serviço,	
  enquanto	
  estruturas	
  mais	
  centralizadas	
  beneficiam-­‐se	
  
de	
   efeitos	
   como	
   o	
   risk	
   pooling	
   e	
   as	
   economias	
   de	
   escala,	
   sendo	
   mais	
   eficientes,	
   mas,	
  
normalmente,	
  com	
  menores	
  níveis	
  de	
  serviço.	
  
Há	
  três	
  funções	
  básicas	
  dos	
  armazéns:	
  manuseio	
  de	
  produtos,	
  armazenagem	
  de	
  produtos	
  e	
  
serviços	
   agregados.	
   O	
   objetivo	
   do	
   armazém	
   é	
   reduzir	
   o	
   manuseio	
   e	
   o	
   tempo	
   gasto	
   do	
  
manuseio.	
  O	
  objetivo	
  da	
  função	
  armazenagem	
  é	
  otimizar	
  o	
  uso	
  de	
  espaço	
  de	
  armazenagem,	
  
guardando	
  mais	
  em	
  menos	
  espaço.	
  Entretanto,	
  há	
  de	
  respeitar	
  a	
  restrição	
  de	
  obsolescência	
  
ou	
   idade.	
   Por	
   isso,	
   é	
   muito	
   comum	
   o	
   uso	
   da	
   lógica	
   FIFO.	
   Algumas	
   atividades	
   de	
   valor	
  
agregado	
   que	
   são	
   realizadas	
   em	
   armazéns	
   são:	
   Rotulagem/etiquetamento,	
   embalagem,	
  
montagem	
  final,	
  mistura	
  e	
  recebimento	
  de	
  devoluções.	
  
É	
  importante	
  mencionar	
  que	
  o	
  aumento	
  de	
  números	
  de	
  pontos	
  de	
  armazenagem	
  em	
  geral	
  
traz:	
  
• aumento	
  de	
  custos	
  com	
  estoques	
  pelo	
  efeito	
  perdido	
  de	
  risk	
  pooling;	
  
• aumento	
  do	
  nível	
  de	
  serviço	
  pelo	
  menor	
  tempo	
  de	
  espera	
  pelo	
  cliente;	
  
• aumento	
  dos	
  custos	
  indiretos,	
  como	
  economias	
  de	
  escala;	
  
• aumento	
  do	
  custo	
  de	
  transporte	
  para	
  novos	
  centros;	
  
• diminuição	
  dos	
  custos	
  de	
  transporte	
  dos	
  novos	
  centros	
  para	
  o	
  cliente.	
  
Todavia,	
   temos	
   de	
   considerar	
   que,	
   no	
   sistema	
   descentralizado,	
   a	
   probabilidade	
   de	
   haver	
  
falha	
  é	
  no	
  armazém	
  local	
  e,	
  no	
  centralizado,	
  é	
  de	
  falha	
  no	
  armazém	
  central.	
  O	
  problema	
  é	
  
que	
   a	
   demanda	
   ocorre	
   no	
   ponto	
   de	
   consumo	
   e	
   não	
   no	
   armazém	
   central.	
   Para	
  
contrabalancear	
  essa	
  diferença,	
  o	
  sistema	
  logístico	
  deve	
  ser	
  muito	
  ágil	
  quando	
  o	
  sistema	
  é	
  
centralizado.	
  
A	
  decisão	
  de	
  localização	
  é	
  crítica	
  para	
  a	
  diferenciação	
  da	
  empresa	
  no	
  mercado.	
  Avalia-­‐se	
  o	
  
desempenho	
   logístico,	
  mercados	
   fornecedores	
  de	
   insumos	
  ou	
   consumidores	
  de	
  produtos,	
  
composição	
  acionária	
  da	
  empresa,	
  pressões	
  competitivas	
  por	
  redução	
  de	
  custos,	
  malhas	
  de	
  
transporte,	
   novos	
   atores	
   como	
   os	
   provedores	
   de	
   serviços	
   logísticos,	
   dentre	
   outros.	
   Vale	
  
ressaltar	
   que	
   decisões	
   erradas	
   de	
   localização	
   custam	
   caro	
   para	
   a	
   empresa	
   e	
   são	
  
normalmente	
  difíceis	
  e	
  caras	
  de	
  serem	
  revertidas.	
  Também,	
  a	
  natureza	
  do	
  negócio	
  definirá	
  
quais	
   fatores	
  deveriam	
  ser	
   relevantes	
  na	
  decisão	
  de	
   localização.	
  São	
  considerados	
   fatores	
  
como:	
   volume;	
   perecibilidade;	
   mão	
   de	
   obra,	
   tanto	
   intensiva	
   quanto	
   de	
   conhecimento;	
  
clientes;	
  preço;	
  qualidade;	
  disponibilidade	
  do	
  espaço	
  físico;	
  utilidades;	
  entre	
  outros.	
  
A	
  operação	
  também	
  deve	
  ser	
  atraente	
  para	
  os	
  olhos	
  dos	
  funcionários	
  visando	
  conseguir	
  os	
  
mais	
  ideais	
  para	
  a	
  empresa.	
  Outro	
  aspecto	
  é	
  que	
  muitas	
  comunidades	
  recebem	
  bem	
  novos	
  
negócios,	
   visto	
   que	
   trazem	
   empregos,	
   impostos	
   e	
   outros	
   benefícios,	
   entretanto,	
   as	
  
comunidades	
   podem	
   impor	
   restrições	
   conforme	
   a	
   atividade.	
   Já	
   unidades	
   globais	
   devem	
  
considerar	
   o	
   aspecto	
   cultural,	
   isso	
   pode	
   causar	
   restrições	
   como	
   de	
   oportunidades	
   a	
  
explorar.	
   Também	
   há	
   o	
   risco	
   político.	
   Por	
   isso,	
   as	
   corporações	
   deveriam	
   desenhar	
   e	
  
continuamente	
  reavaliar	
  suas	
  estratégias	
  quando	
  estabelecem	
  subsidiárias	
  no	
  exterior.	
  
Decisões	
  de	
  macrolocalização	
   são	
  apoiadas	
  por	
   técnicas	
  de	
  ponderação	
  de	
   fatores	
  e	
  pelo	
  
método	
  do	
  centro	
  de	
  gravidade.	
  Há	
  também	
  a	
  programação	
  matemática.	
  A	
  ponderação	
  de	
  
fatores	
   confronta	
   e	
   avalia	
   alternativas	
   de	
   macrolocalização,	
   ponderando	
   vários	
   fatores	
  
locacionais.	
  A	
  localização	
  por	
  unidade	
  operacional	
  verifica	
  as	
  fontes	
  de	
  insumos	
  e	
  demanda,	
  
além	
  dos	
   volumes/pesos	
   a	
   serem	
   transportados	
   entre	
   esses	
   locais.	
  Muitas	
   vezes	
  utilizada	
  
para	
  localizar	
  armazéns	
  intermediários	
  ou	
  de	
  distribuição.	
  
(Parágrafo	
   muito	
   específico,	
   só	
   por	
   conhecimento	
   mesmo)	
   Há	
   seis	
   estágios	
   que	
   as	
   subsidiárias	
  
podem	
  encontrar	
  em	
  relação	
  à	
  contribuição	
  estratégica	
  que	
  trazem	
  á	
  corporação:	
  
• Offshore	
  factory:	
  fábrica	
  específica	
  para	
  produzir	
  itens	
  específicos	
  a	
  custos	
  baixos;	
  
• Source	
  factory:	
  produção	
  de	
  baixo	
  custo,	
  mas	
  o	
  escopo	
  é	
  maior	
  que	
  o	
  da	
  Offshore	
  Factory;	
  
• Server	
  factory:	
  serve	
  especificamente	
  o	
  mercado	
  de	
  um	
  país	
  ou	
  de	
  uma	
  região;	
  
• Contributor	
  factory:	
  estabelecida	
  localmente	
  para	
  servir	
  a	
  um	
  mercado	
  específico,	
  mas	
  com	
  
escopo	
  maior	
  que	
  as	
  Server	
  factory;	
  
• Outpost	
  factory:	
  coletar	
  informação;	
  
• Lead	
  factory:	
  cria	
  novos	
  processos,	
  produtos	
  e	
  tecnologias	
  para	
  a	
  corporação	
  como	
  um	
  todo.	
  
Transporte	
  é	
  a	
  atividade	
  que	
  através	
  da	
  movimentação	
  de	
  bens	
  ou	
  pessoas,	
  cria	
  utilidade	
  de	
  
localização	
   e	
   de	
   tempo.	
   Transporte	
   é	
   atividade	
   essencial	
   na	
   análise	
   e	
   desempenho	
   da	
  
estrutura	
  logística	
  da	
  rede	
  de	
  suprimentos,	
  pois,	
  se	
  é	
  feito	
  de	
  forma	
  ágil,	
  confiável	
  e	
  barata,	
  
abre	
   a	
   possibilidade	
   de	
   que	
   se	
   obtenham	
   suprimentos	
   de	
   locais	
   mais	
   distantes	
   e	
   de	
   se	
  
conseguir	
   mais	
   eficiência	
   na	
   rede	
   pela	
   consolidação	
   de	
   unidades	
   logísticas.	
   Aumentar	
   a	
  
eficiência