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A VIDA POLITICA

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o
e
upavism
tim
papel
seu
s
dúvida
e
etatral
c
o
m
o
possibiliciadc’
de
regulação
das
disputas
iate
os
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as
elas
e
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ni
ainda
m
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que
isso. Os
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que
se
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,
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c
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so
s,
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dos
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e
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na
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Por
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e
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sim
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ente
não
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o
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porque
e
stavam
m
ioto
longe
de
sei’
o
s
atores
políticos
despidos
de
v
coitaclc’
im
agiuados
pc’lo
107
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esa
PN
oxlrsess
C
L
C
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w
1
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A
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c
o
n
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o
c
o
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n
el
republicano,
e
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m
a
perda
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do
poder
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a
d
m
nistrar
a
s
benesses
e
o
poder
repressivo
do
E
stado,
não
apenas
para
a
j
1.
eleitores,
m
as
tam
bém
para
c
o
n
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trabalhadores
e
c
a
ra
ntir
a
fidelidade
daqueles
que
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m
a
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direito
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oto
e
da
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o
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u
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de
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de
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cidadão
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queixa
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u
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bém
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n
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e
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que
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teria
im
pedido
de
e
n
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e
m
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a
fazendo
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m
a
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n
o
m
e
ada
“preta
M
atilde”,
a
c
u
sada
de
ro
ubo
cluanclo
trabalhava
n
a
fazenda
do
próprio
de
legado.
Toda
a
disputa
e
n
tre
o
s
dois
chlttdóos
se
fazia
e
m
to
rn
o
das
n
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de
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e
cidadania,
D
e
u
m
lado,
a
a
u
to
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republicana
a
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e
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pelo
poder
privado
de
u
m
fazendeiro,
de
o
utro,
o
s
advogados
de
A
raújo
Silva
diziam
que
ele
apenas
defendera
o
s
direitos
de
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da
preta
M
atilde,
a
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e
a
c
ados
pelo
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de
a
u
to
ridade
do
delegaria.
N
esse
c
o
nflito,
o
s
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sforços
de
re
c
o
n
stituição
da
hierarciuizacão
cio
m
u
ndo
i’ural
depois
tia
A
bolição
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e
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seja
u
tilizando
o
poder
de
repressão
do
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stado
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forçar
o
s
libertos
a
o
trabalho,
seja
u
tilizando
o
pciternaiism
o
c
o
m
o
m
o
eda
de
atração
para
obtenção
cio
trabalhadores
o
u
clientela.
‘fam
nbém
o
processo
cio
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e
a
decorrente
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pI’iitici
da
cidadania
da
preta
M
atilde
ficam
e
videntes,
se
m
retirarem
dela,
e
ntt’etanto,
o
poder
de
u
tilizar
politicam
ente
a
rivalidade
e
n
tre
oS
dois
c
o
ro
n
eis,
e
sc
olhendo
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n
tregar
su
a
s
lealdades
privadas
àqtieie
qtte
falava
c
m
n
o
m
e
dos
se
u
s
direitos
de
cidadã,
A
C
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republicana,
c
o
m
o
a
m
o
nárquica,
optou
por
u
m
a
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cito
“
clesraciaiizacla’
da
c’idacia
nia,
apesar
tia
c
re
sc
e
nte
mi
uência
dc’
teorias
mic’ntíficas
ra
ci
i is
n
u
pensa
m
ciii
o
soc’iuilbrasileiro
o
cio
u
so
c
oticiiano
da
linguagem
m
c
ai
c
o
m
o
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cii’
liicr;m
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nzar
e
chfinir
lugares
so
ciais.
Os
dois
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que
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o
c
o
n
trole
sobre
o
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de
M
al
udo
não
i ivom-amrt
su
a
c
o
r
n
o
m
c’ada
lbi’mumi
m
cliii’
tiO
inqim
óril
e.
m
as
o
depoim
ento
do
iitmia
das
tcsu
c’m
u
n
bis
a
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sav
a
o
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cio
tet’ dcii
m
i
aclo
o
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quic’
piou
c’gia
a
e
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-e
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ra
v
a
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o
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o
‘
‘A
c’onclicão
cio
cidadã
brasileira
dc’
M
iii
udo
c
oto
su
a
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dc’
ir
e
V
ir,
c
o
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n
oto
fm
unilatim
cnt
ai
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ciefi’si
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fiuzoncleiro.A
inda
a
ssim
.
ela
perm
anecett
reféricla
n
o
indluiérit
o
sim
plesm
ente
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o
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o
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M
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mlcic’, incorporando
a
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n
o
m
e
a
conchç’im
o
cio
lifiert
a.
o
r
i
da
e
sc
ra
vidão
e
a
separação
da
Igreja
e
cio
E
stado,
após
a
procia-
1
O
ação
da
R
epublica
proV
ociiriulii
pt-ofundas
alteracôos
n
o
s
padt’óc’s
cio
cio
,açâo
tradicional
ate
e
n
tão
prevalecentt’s
n
o
m
u
ndo
m
ral. A
e
sc
ra
vidão
só
sujeitava
o
s
t m
’abalhacioi’c
e
sc
ra
v
o
s,
m
as
definia
tam
bém
a
iclenndacie
e
a
s
possibiadlt5
cie
ação
so
cial
da
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livre
pobre,
e
m
su
a
m
aioria
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largam
ente
m
ajoritária
fora
das
ei-andes
circos
cigi’o-expoi’tadoi’as.
população
que
tinha
n
o
c
atolicism
o
popular
a
base
c
ultural
pariu
su
a
apre
en
sãO
do
m
u
ndo
so
cial
e
m
que
vivia.
Talvez
o
c
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so
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e
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blem
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do
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n
el
n
a
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eira
R
epública
c
o
m
o
ag
en
te
político
que
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ponte
c’nit’e
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c
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tradicional
c
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c
ultura
cívica
tpublicana
seja
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do
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C
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u
c
o
m
o
líder pnhttco
e
m
Jtm
azeiro.
n
o
C
eará,
por
praticam
ente
todo
o
período
aqttt
a
n
alisado,
de
1889
a
1934.
U
m
m
ilagre
m
a
rc
a
o
início
da
trajetória
política
de
padre
C
ícero,
o
c
o
rn
cio
e
m
m
a
rço
de
1889,
logo
depois
da
abolição
da
e
sc
ra
vidão
e
poucos
m
e
se
s
a
ntes
da
proclam
ação
da
R
epública.
U
nia
agregada
da
farnilia
do
padre
viu
q
u
e
a hóstia
c
o
n
sagrada
que
tom
ava
e
m
c
o
m
u
nhâo
sa
ngrava.O
fenóm
eno
se
repetiu
depois
por
quase
dois
m
e
se
s. D
esde
o
finaldo
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xtx,
a
o
n
e
n
tacão
oficial da
Igreja
c
atólica
e
m
R
om
a
e
ra
cio
c
o
m
bate
às
práticas
slncréticas
qcte
se
haviam
a
sso
ciado
a
o
c
atolicism
o
n
o
s
m
ais
diversos
c
o
ntextos.
O
m
niiagt’e
e
m
Juazeiro
e
a
c
re
sc
e
nte
influência
cio
padre
C
icero
c
o
m
o
líder
religioso
n
o
se
rtão
não
agraclai-am
a
Igreja
caióiica,
e
m
pi’ocesso
de
c
re
sc
e
nte
ro
m
a
nização
n
o
B
rasil,
tendo
re
sultado
n
a
e
x
c
o
m
u
nhão
de
C
ícero.