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Resumo_da_disciplina_Teoria_Geral_do_Processo_-_TGP_Ada,_Cintra_e_Dinamarco

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A classificação mais importante, porém, é a que se refere à facultatividade e obrigatoriedade do litisconsórcio. facultativo (CPC, art. 46: "duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente ...". necessário (CPC, art. 47: Há litisconsórcio necessário, quando, por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes; caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo". 
24.3.2.2 Intervenção de terceiros
	Há situações em que, embora já integrada a relação processual, segundo seu esquema subjetivo mínimo, a lei permite ou reclama o ingresso de terceiro no processo seja em substituição a uma das partes, seja em acréscimo a elas, de modo a ampliar subjetivamente aquela relação (CPC, arts. 50, 56, 62, 70 e 70). 
24.3.2.3	O advogado e Ministério Público (já estudado). 
24.4	Objeto da relação processual
	Enquanto o objeto da relação jurídica substancial é o bem da vida, ou seja o próprio objeto dos interesses em conflito, o objeto da relação jurídica processual (secundária), diversamente, é o serviço jurisdicional que o Estado tem o dever de prestar, consumando-o mediante o provimento final de cada processo.
 	Trata-se de uma relação jurídica secundária, pois tem como objeto um bem que guarda relação de instrumentalidade para com a pretensão primária, a obtenção do objeto da relação de direito material. O provimento jurisdicional preparado durante todo o curso do processo é a sentença de mérito (no proc. de conhecimento) ou o provimento satisfativo do direito do credor (no proc. de execução).
24.5	Pressupostos processuais
 	Conceito: Os pressupostos processuais são requisitos necessários à existência e validade da relação processual. Ou como afirma a ilustre professora Teresa Arruda Alvim Wambier, “são elementos cuja presença é imprescindível para a existência e para a validade da relação processual e, de outra parte, cuja inexistência é imperativa para que a relação processual exista validamente, nos casos dos pressupostos processuais negativos”.�
 	Para desempenhar a sua atividade, em sendo provocado por quem de direito, o juiz, primeiramente, deve examinar se o processo se instaurou validamente. A prestação jurisdicional só é alcançada através do processo válido.
 	Não se confunde, entretanto, a validade do processo com sua existência. Mesmo o processo inválido se forma e tem existência, a ponto do juiz não estar isento de pronunciar a própria invalidade nele ocorrida.
 	Por isso, existem pressupostos de validade do processo e pressupostos de existência do processo.
Pressupostos processuais de existência ou de constituição válida da relação processual 
 	Pressupostos processuais de existência são aqueles requisitos cuja ausência importa na inexistência da relação processual. 
 	
 	São eles: a) demanda regularmente formulada – Petição inicial (ainda que inepta) – iniciativa da parte (CPC, art. 2º; CPP, art. 24); b) Jurisdição – órgão judicante, ainda que incompetente, investido de jurisdição; c) citação (mesmo que não tenha sido promovida validamente – requisito essencial para que a relação processual se forme integralmente que se trate de juiz com competência originária ou adquirida; órgão imparcial.
		Ou seja: são pressupostos uma correta propositura da ação, feita perante uma autoridade jurisdicional, por uma entidade capaz de ser parte em juízo. 
Autonomia da relação processual
Como se vê a relação jurídica processual independe, para ter validade, da existência da relação de direito material controvertida. Instaurado o processo, sua validade vai depender de requisitos próprios, pouco importando que esta exista ou não. 
CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO QUANTO AOS SUJEITOS 
O Processo é dirigido ao Estado para que ele interfira na esfera jurídica de outra pessoa. Possui as seguintes características:
1)- TEM CARÁTER TRÍPLICE – Porque integram o Processo:
- Juiz;
- Autor;
- Réu.
2)- LITISCONSÓRCIO – Quando na figura do pólo ativo ou do pólo passivo tiver mais de uma pessoa forma-se a figura Jurídica do Litisconsórcio. Litisconsórcio é a pluralidade de pessoas no pólo ativo ou no pólo passivo da ação. A parte que figura como Litisconsórcio é chamada de LITISCONSORTE.
CLASSIFICAÇÃO DO LITISCONSÓRCIO
a)- Ativo – A pluralidade de pessoas ocorre no Pólo Ativo, há mais de um autor no Processo;
b)- Passivo – A pluralidade de pessoas ocorre no Pólo Passivo, há mais de um Réu no Processo;
c)- Misto – A pluralidade de pessoas ocorre tanto no Pólo Ativo como no Pólo Passivo, há mais de um Autor e mais de um Réu no Processo;
d)- Necessário(Art. 47, CPC) – Quando for indispensável para a Ação por força da lei, a lei obriga a figura do Jurisconsórcio(ex.: Ação Real Imobiliária é obrigatória a presença de ambos os cônjuges na Ação, a Ação tem que ser contra o marido e a mulher);
e)- Facultativo(Art. 46, CPC) – É aquele em que não há obrigatoriedade, ele se forma por vontade das partes, O Autor da Ação pode escolher.
f)- Simples – A decisão proferida no Processo é diferentes para os Litisconsortes.
g)- Unitário – A decisão proferida no Processo é a mesma para todos os Litisconsortes.
3)- INTERVEÇÃO DE TERCEIROS NO PROCESSO - É o ingresso de alguém, intervenção de alguém como Assistente do Autor ou do Réu no Processo alheio, em função da lei, quando sua esfera jurídica puder ser afetada pela decisão do Juiz. Quem não figura como parte no Processo, mas que tem interesse na Ação a lei permite que ele seja admitido no Processo, ou seja, ele passa a ser Parte no Processo por vontade própria ou por vontade de uma das partes(ex.: alguém ingressa com uma Ação contra a Empresa “A” em razão de ter sofrido um dano causado por empregado de Empresa “B” que é terceirizada pela empresa “A”. A Empresa terceirizada é chamada a fazer parte do Processo, porque ela poderá ser afetada pela decisão do juiz);
24.3.2.1 Litisconsórcio 
	Diz-se litisconsórcio a pluralidades de pessoas num ou em ambos os pólos conflitantes da relação jurídica processual. Vários podem ser os critérios se classificação do litisconsórcio. Posição processual: o litisconsórcio pode ser: ativo, passivo e misto. O primeiro quando houver pluralidade de autores; o segundo, pluralidade de réus, e o terceiro quando houver pluralidade de sujeitos em ambos os pólos da relação jurídica processual. Sob o critério cronológico: originário: existente no início do processo; ulterior: surge após a instauração do processo e a citação do réu. Este só ocorre quando previsto em lei, como no caso do chamamento ao processo e da denunciação da lide. 
	A classificação mais importante, porém, é a que se refere à facultatividade e obrigatoriedade do litisconsórcio. facultativo (CPC, art. 46: "duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente ...". necessário (CPC, art. 47: Há litisconsórcio necessário, quando, por disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes; caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de todos os litisconsortes no processo". 
24.3.2.2 Intervenção de terceiros
	Há situações em que, embora já integrada a relação processual, segundo seu esquema subjetivo mínimo, a lei permite ou reclama o ingresso de terceiro no processo seja em substituição a uma das partes, seja em acréscimo a elas, de modo a ampliar subjetivamente aquela relação (CPC, arts. 50, 56, 62, 70 e 70). 
24.3.2.3	O advogado e Ministério Público (já estudado).
� Art. 88. “É competente a autoridade judiciária brasileira quando:
I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil;
II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação;
III - a ação se originar de fato ocorrido ou de fato praticado no Brasil.
Parágrafo único. Para o fim do disposto no nº 1, reputa-se domiciliada