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Avaliacao_da_Aptidao_Fisica

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cardiopatia. 
 
 Existe um consenso entre os autores FOX (1979 & 1991), WEINECK 
(1986, 1991 & 1999), McARDLE (1991), GOMES (1995), LEITE (1996) & 
MONTEIRO (2000 & 2001), no sentido de se atribuir ao VO2 Máx a função de 
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medida mais representativa da aptidão cardiorrespiratória, pois, em geral, ele 
resume o que ocorre no sistema de transporte de oxigênio, podendo também ser 
chamado de potência aeróbica máxima. 
 
 A medida do VO2Máx expressa as adaptações do treinamento e as 
potencialidades genéticas através dos diversos fatores relacionados com o 
sistema cardiovascular e com a musculatura esquelética, por isso que é aceito 
como um dos principais indicadores de saúde cardiorrespiratória. 
 
 De uma maneira geral a classificação da Aptidão Física 
Cardiorrespiratória deve ser especifica em função do sexo, idade e população 
avaliada. Citaremos como referência duas classificações a proposta da American 
Heart Association (1980) que foi estabelecida a partir de indivíduos sadios não 
atleta e pode ser utilizada como meio de acompanhamento da aptidão 
cardiorrespiratória, e a de Cooper (1982), segundo GOMES (1995, 64). 
Tabela 7 Nível de Aptidão Física do American Heart Association para Homens e Mulheres em 
VO2MÁx em ml(kg.min)-1. Fonte: A.C.S.M, 1980 
Mulheres em ml/Kg.min 
F. Etária Muito Fraca Fraca Regular Boa Excelente 
20-29 < 24 24-30 31-37 38-48 >48 
30-39 < 20 20-27 28-33 34-44 >44 
40-49 < 17 17-23 24-30 31-41 >41 
50-59 < 15 15-20 21-27 28-37 >37 
60-69 < 13 13-17 18-23 24-34 >34 
Homens em ml/Kg.min 
F. Etária Muito Fraca Fraca Regular Boa Excelente 
20-29 < 25 25-33 34-42 43-52 >52 
30-39 < 23 23-30 31-38 39-48 >48 
40-49 < 20 20-26 27-35 36-44 >44 
50-59 < 18 18-24 25-33 34-42 >42 
60-69 < 16 16-22 23-30 31-40 >40 
 
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Tabela 8 Classificação da Aptidão Cardiorrespiratória de Cooper para Homens e Mulheres 
VO2max ml(kg.min)-1.Fonte: COOPER, 1982 
Homens 
F. Etária Muito Fraca Fraca Regular Boa Excelente Superior 
13-19 < 35 35,1-38,3 38,4-45,1 45,2-50,9 51,0-55,9 >56,0 
20-29 < 33 33,1-36,4 36,5-42,4 42,5-46,4 46,5-52,4 >52,5 
30-39 <31,5 31,6-35,4 35,5-40,9 41,0-44,9 45,0-49,4 >49,5 
40-49 < 30,2 30,3-33,5 33,6-38,9 39,0-43,7 43,8-48,0 >48,1 
50-59 < 26,1 26,2-30,9 31,0-35,7 35,8-40,9 41,0-45,3 >45,4 
> 60 20,5 20,6-26,0 26,1-32,2 32,3-36,4 36,5-44,2 >44,3 
Mulheres 
F. Etária Muito Fraca Fraca Regular Boa Excelente Superior 
13-19 <25 25,1-30,9 31,0-34,9 35,0-38,9 39,0-41,9 >42,0 
20-29 <23,6 23,7-28,9 29,0-32,9 33,0-36,9 37,0-40,9 >41,0 
30-39 <22,8 22,9-26,9 27,0-31,4 31,5-35,6 35,7-40,0 >40,1 
40-49 <21,0 21,1-24,4 24,5-28,9 29,0-32,8 32,9-36,9 >37,0 
50-59 <20,2 20,3-22,7 22,8-26,9 27,0-31,4 31,5-35,7 >35,8 
> 60 <17,5 17,6-20,1 20,2-24,4 24,5-30,2 30,3-31,4 >31,5 
 
 
8.2.6 Diabetes 
 
 A Diabete também foi removido da lista de fatores secundários para a 
lista de fatores primários. A Diabetes Mellitus é uma patologia que se caracteriza 
pelo comprometimento da produção de insulina pelo pâncreas e/ou pela 
diminuição do número ou da afinidade dos receptores de insulina, causando o 
aumento dos níveis de glicose sanguínea, mesmo a pessoa estando em jejum. 
CARNAVAL (1995, p.118) 
 
 WEINECK (op.cit., 394) diz que a Diabets Mellitus, também conhecida 
como doença do açúcar, existe, quando a taxa de açúcar no sangue está 
constantemente elevada. As taxas de açúcar no sangue, em jejum, abaixo de 
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120mg% são consideradas normais; as taxas que ultrapassam 140 mg% devem 
ser classificadas como diabéticos, segundo a recomendação da OMS. 
 
Tabela 8 Tabela de valores de referência para glicemia, segundo a Sociedade Brasileira de 
Cardiologia, 1996. 
Classificação Glicose 
Normal Até 100 mg/dl 
Elevado 100 - 139 mg/dl 
Diabetes Maior de 140 mg/dl 
 
 Pode ter como causas vários fatores tais como a hereditariedade, a 
obesidade, a inatividade física, o estresse, a alimentação inadequada, a gravidez, 
o envelhecimento e etc. está estreitamente correlacionada com um grande número 
de fatores de risco, como por exemplo, a pressão sanguínea alta, a hiperlipidemia 
e a hiperiuricemia. 
 
 A Diabetes age sobre os vasos sanguíneos de forma semelhante à 
hipertonia, ou seja, a longo prazo e de forma difusa. Como mecanismos 
patológicos, discutem-se a taxa de insulina, compensatória aumentada, que deve 
perturbar determinados mecanismos reguladores (lipoproteinlipase), que deve 
cuidar da mobilização e transporte das gorduras: a gordura excedente, então, 
penetra na parede do vaso, levando ao aparecimento de focos ateromatosos. 
 
 Além do maior risco do diabético em relação ao aparecimento de 
doenças coronarianas, a freqüência de doenças como apoplexia e angiopatia 
também é maior, chegando a ser 2-3 vezes maior que nas pessoas normais, 
assim como a freqüência da gangrena (necrose de tecidos), que é 10 vezes maior. 
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 Existem dois tipos de diabetes Mellitus: 
 
- Tipo 1: também conhecida como diabetes juvenil (classificação da 
O.M.S.), ou insulino-dependente, caracterizada pela redução ou pela 
não produção de insulina pelo pâncreas. Ocorre normalmente até os 
24 anos e, também é, normalmente hereditária. 
- Tipo 2: também conhecida como diabete adulta (classificação da 
O.M.S.), ou não -insulino- dependente, caracterizada pela diminuição 
do número ou da afinidade dos receptores de insulina das células, 
proporcionando uma resistência à ação da insulina. Ocorre 
normalmente após os 24 anos e é associada à obesidade que pode 
ser a responsável pela insuficiência insulínica. 
 
8.3 Fatores de risco influenciáveis secundários 
8.3.1 Obesidade 
 
 De acordo com POLLOCK (1993,47) "excesso de peso" é definido 
como aquela condição onde o peso do indivíduo excede ao da média da 
população, determinada segundo o sexo, a altura e o tipo de compleição física. 
 
 WEINECK (op.cit., 393) diz que partindo do peso chamado "Peso 
Normal", ele é calculado a partir da altura e equivale à altura menos 100, o 
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excesso de peso é caracterizado como um aumento de 10 a 20% em relação ao 
peso normal estabelecido. RAMOS (1999, 92) complementa este dois autores ao 
diz que o excesso de peso é uma classificação muito ampla, uma vez que o 
componente responsável pelo peso elevado pode ser: massa corporal magra, 
quantidade de gordura corporal e a associação dos dois fatores, anteriormente 
citados. 
 
 RAMOS (op.cit,93) define obesidade como uma taxa elevada de 
gordura corporal, onde nesse quadro se encaixam homens que possuam no 
mínimo 20% e mulheres com, no mínimo, 30% ou mais de gordura corporal. 
 
 Os valores para gordura corporal estimada, como recomendada por 
LOHMAN (1992), apud HEYWARD (2000, p. 5), são apresentados na tabela 9. A 
média de %GC é de 15% para Homens e 23% para Mulheres. O padrão de 
obesidade que coloca o indivíduo em risco de doenças é acima de 25% para 
Homens e 32% para Mulheres. Os níveis mínimos saudáveis de %GC são 
estimados em 5 a 8% para homens e 8 a 12% para Mulheres. 
 
Tabela 9 Valores para gordura corporal estimada. Dados de LOHMAN (1992, 80), apud 
HEYWARD (2000, p.5) 
CLASSIFICAÇÃO HOMENS MULHERES 
Risco < 4% < 8% 
Abaixo da