A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
16 pág.
Exame do aparelho locomotor  ac ENFERMAGEM  JUCIANE LIMA (1) (1)

Pré-visualização | Página 1 de 3

Exame do aparelho locomotor
O osso ou tecido ósseo e uma forma rígida de tecido conectivo que forma a maior parte do esqueleto. O sistema esquelético ou o esqueleto do adulto consiste em mais de 200 ossos que constituem a estrutura de sustentação do corpo. 
O exame do sistema músculo esquelético emprega as técnicas de inspeção, palpação óssea, palpação dos tecidos moles por segmentos, grau de mobilidade e exame de força motora e sensibilidade (neurológico). Nesta sequência, o exame divide – se em estático e dinâmico. No exame estático, prevalece a inspeção e, no dinâmico a palpação e os movimentos. Embora a sequência lógica e útil do exame ortopédico seja a que foi descrita anteriormente, o examinador pode e deve repetir essas etapas, a fim de obter o maior número de informações. A enfermeira deve realizar o exame de forma sistemática, sempre comparando os lados a cada achado.
FUNÇÕES DO ESQUELETO 
Suportar os tecidos circunjacentes
Proteger os órgãos vitais e outros tecidos moles do corpo 
Auxiliar no movimento do corpo, fornecendo inserção aos músculos e funcionando como alavanca.
Produzir células sanguíneas. Esta função hematopoiética ocorre na medula vermelha do osso. 
Fornecer uma área de armazenamento para sais minerais, especialmente fósforo e cálcio, que suprem as necessidades do corpo. 
 Classificação dos ossos 
Ossos longos consistem de uma haste ou diáfise e duas extremidades chamadas de epífises. A diáfise e formada primariamente por tecido compacto, que é mais espesso na parte média do osso, onde o esforço é maior. No interior da diáfise, encontramos o canal medular. 
Ossos curtos são de forma cubóide e encontrados no pé e no pulso (ossos do carpo e tarso).
Ossos planos são encontrados onde quer que haja uma necessidade de proteção das partes moles do corpo ou necessidade de uma extensa inserção muscular como, por exemplo, costelas e ossos do crânio. 
Ossos irregulares possuem a mesma estrutura básica dos ossos curtos e planos, entretanto este último grupo compreende os ossos de forma peculiar e diferente, tais como as vértebras. 
Ossos sesamóides são geralmente pequenos e arredondados. Estes inclusos em tendões e em tecido facial, sendo encontrados adjacentes as articulações. 
Membranas do osso
O periósteo é uma bainha de tecido conjuntivo que reveste a superfície externa do osso, exceto das superfícies articulares (são revestidas com cartilagem hialina). O periósteo é ligado ao osso por fibras colágenas que penetram na matriz subjacente. 
O endósteo é uma membrana fina e delicada que reveste todas as cavidades ósseas. O endósteo possui capacidade hematopoiética e osteogênica. 
A medula amarela é um tecido conjuntivo que consiste principalmente de células adiposas e é encontrada principalmente nas diáfises dos ossos longos, na cavidade medular.
Articulações
O Sistema articular consiste de articulações ou junturas, onde dois ou mais ossos relacionam-se entre si na sua região de contato.
As articulações são classificadas em três grupos, de acordo com o grau de movimento que elas permitem: sinartroses (imóveis), anfiartroses (ligeiramente moveis) e diartroses (movimentos livres, também chamadas de sinoviais). As articulações sinoviais têm uma cavidade fechada cheia de um lubrificante, o liquido sinovial. 
INSPEÇÃO
A inspeção fornece dados importantes para a enfermeira iniciar a sua avaliação e planejar a assistência, revelando informações acerca da capacidade de se locomover, de se auto cuidar, da existência de desconforto ou da presença de movimentos involuntários. Na inspeção, pode-se verificar a assimetria dos membros inferiores e superiores, da coluna e da pélvis, tanto na posição ventral, como dorsal, em pé, sentado e deitado.
Inicia-se pelo exame estático, ou seja, pela anatomia de superfície, comparando cada área bilateralmente, sempre no sentido cefalocaudal, observando as condições e o contorno ao proceder- se o reconhecimento de todas as formações anatômicas, tuberosidades, sulcos, músculos, tendões, etc. As características de cada um dos diferentes segmentos devem ser examinadas quanto à postura adotada, intumescências localizadas ou difusas, abaulamentos, edemas, função do membro (uniformidade, simetria e ritmo dos movimentos), lesões (ulceras de decúbito, queimaduras, bolhas, cicatrizes, hematomas), coloração da pele (manchas hipercromicas e café com leite, equimoses, cianose, palidez), sustentação e marcha, deformidades de membros inferiores (valgo ou varo), deformidades da coluna vertebral (cifose, lordose, escoliose, dorso curvo) e movimentos involuntários (oscilações rítmicas, tremores, e mioclonias, contrações espontâneas). Nas contrações espontâneas, deve-se observar se o paciente esta aquecido e relaxado, relacionando os movimentos a possíveis lesões do neurônio motor superior e inferior. As contrações espontâneas ocorrem durante a movimentação e sempre são dolorosas. Alguns movimentos devem ser observados, como a fasciculação, que produz contrações musculares periódicas nos pequenos músculos, às vezes, só percebidas em indivíduos normais. É importante verificar se a fasciculação ocorre em apenas um ou grupo de músculos. No sistema muscular, devem ser percebidos a capacidade do paciente em mudar de posição, sua força e coordenação motora, além do tamanho dos músculos individuais, que contribuem para a atividade cotidiana do mesmo. Durante a inspeção do músculo, verificar o aumento da massa muscular decorrente de processos inflamatórios ou traumáticos, contorno muscular, atrofia, hipertrofia ou hipotrofia muscular, encurtamentos e retrações musculares. 
Ao realizar a inspeção dos membros inferiores, deve-se examinar a postura, a massa muscular, a simetria, comparando sempre bilateralmente. Colocar o paciente deitado, com membros inferiores em extensão, os calcanhares totalmente apoiados sobre a cama em ligeira abdução e posição neutra. 
Exame da força muscular 
A força muscular pode ser avaliada solicitando-se ao paciente algumas atividades como as descritas a seguir:
O aperto de mão, que fornece indicação da capacidade de preensão.
O bíceps pode ser testado pedindo-se ao paciente que estenda plenamente o braço e depois flexione, enquanto o enfermeiro (a) aplica resistência para prevenir a flexão do braço. Para testar a força motora nos membros inferiores, aplica-se uma resistência na altura do tornozelo, e solicita-se ao paciente que eleve a perna. 
Uma outra forma é palpar o músculo passivamente com a extremidade relaxada, o que permite ao enfermeiro (a) determinar o tônus muscular. Rossi e Mistrorigo (Ganong, 1993) propõem uma escala para a avaliação da força muscular:
Grau 5 (normal ou 100%): o movimento articular é completo e possui força suficiente para vencer a gravidade e alguma resistência aplicada.
Grau 4 (bom ou 75 %): o movimento é completo e com força suficiente para vencer a gravidade e alguma resistência aplicada.
Grau 3 (regular ou 50 %): o movimento é completo e sua força é suficiente para vencer apenas gravidade.
Grau 2 (pobre ou 25 %): o movimento é completo, mas só produz movimento se não houver ação da gravidade.
Grau 1 (traços ou 10%): não há evidência de pequenas contrações, contudo não acionado articulação.
Grau 0 (zero ou 0%): não há evidencia de contração muscular. 
Grau de mobilidade
A movimentação normal tem qualidades de leveza, naturalidade e bilateralidade. Ocorrendo uma sincronia dos movimentos em relação á simetria uniformidade e ritmo. A movimentação anormal aparece como unilateralizada ou distorcida, pois o paciente tenta compensar o movimento ineficaz e, ás vezes, doloroso. Pode ocorrer também a movimentação involuntária, com suas diferentes características como, por exemplo, os tremores do parkinsoniano, senil, emotivo, espático ou as mioclonias (lesado medular, paralisias).
A mobilidade pode ser pesquisada ativa ou passivamente. A observação ativa é aquela pela qual o paciente consegue movimentar-se com sua própria força, pela ação ativa da musculatura. A mobilidade passiva é realizada