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Resumo Disfunções Neurológicas

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fadiga e da dor são bem fundamentadas como um meio para melhorar o desempenho ocupacional e a satisfação. O tratamento psicossocial se insere no programa de tratamento para abordar as questões congnitivas, emocionais e de autoconceito.
Para Willard e Spackman dentro do plano terapêutico ocupacional deverá estar incluído medidas como:
Treinamento de AVD
Dispositivos de assistência;
Reeducação cognitiva;
Modificações do emprego;
Conservação de energia;
Modificações ambientais; 
Gerenciamento da casa;
Tratamento da dor;
Amplitude de movimento/ resistência/ fortalecimento para atividades funcionai;
Conscientização da segurança;
Imobilização com órteses;
Controle de estresse.
As terapias complementares, incluindo acupuntura, massagem, ioga, meditação e modificações da dieta mostram resultados encorajadores como parte do programa de tratamento para pessoas com EM (MS Australia, 2001).
Aproximadamente 100.000 pessoas com EM necessitam de ajuda com as atividades diárias ou de cuidado pessoas. Elas recebem a maior parte dessa ajuda de cônjuges, que comumente têm responsabilidades adcionais maiores, incluindo emprego e os cuidados com a casa e os filhos. A exaustão do cuidador tem muitas causas diferentes, incluindo a tensão física e o estresse emocional. Algumas maneiras de abordar essas questões incluem as seguintes:
Comunicação efetiva;
Alívio das pressões do cuidado;
Planejamento e tomada de decisões para o futuro.
Traumatismo Cranioescefálico
Definição
Pedretti define o Traumatismo Cranioencefálico (TCE) como uma lesão ao cérebro resultante de uma força física externa, que normalmente causa alterações na função cognitiva, perceptiva e física. O TCE se divide em duas categorias: o traumatismo cranioescefálico fechado, em que o crânio permanece íntegro, e o traumatismo cranioescefálico aberto, quando ocorre fratura ou perfuração na região. 
Esses comprometimentos podem ser temporários ou permanentes e podem provocar ajuste psicossocial deficiente ou incapacidade parcial ou total, explica Willard e Spackman.
Incidência
“Os acidentes com veículos motorizados são a causa mais comum de TCE, com os maiores índices de mortalidade entre motoristas entre 15 e 19 anos (Elovic& Antoinette). As quedas são a segunda causa mais comum de lesão, com aproximadamente 20-30% de TCE (Elovic & Antoinette). A violência entre indivíduos aparece em terceiro lugar, podendo em alguns lugares ultrapassar os acidentes e as quedas. O uso de áloccol é um fator contribuinte para acidentes que resultam em TCE, com estimativa de aproximadamente 50% de indivíduos que sofreram TCE estarem intoxicados no momento da lesão. (Agency for Health Cae Policy and Research, 1999).” (Trombly, pág 856)
Etiologia
Para Trombly o TCE é normalmente provocado por uma carga dinâmica ou impacto na cabeça, fruto de pancada local ou proveniente de movimentos repentinos por pancadas em outras partes do corpo. Esta carga pode resultar em qualquer combinação de compressão, expansão, aceleração, desaceleração e rotação do cérebro dentro do crânio. 
Pedretti e Trombly descrevem duas categorias de TCE: difusa e local. Ambas as categorias são consideradas lesões primárias que resultam de acidentes automobilísticos e motociclísticos; quedras; acidentes relacionados esportes; objetos que caem sobre a cabeça; e violência interpessoal. 
Principais sintomas
Dependendo da localizaçãio e da severidade da lesão, os déficits podem estar presentes nas áreas de comprometimento cognitivo, comportamentais/emocionais, físicos e ou sensoriais (Willard e Spackman, pág.1031).
Diagnóstico
Após o trauma o paciente deverá ser encaminhado para o pronto socorro o mais rápido possível, a principal preocupação da equipe médica e quanto a respiração e o suprimento sanguíneo para o cérebro. O paciente pode estar em choque e precisar de transfusão. Em caso de via aérea obstruída pode haver necessidade de intubação ou traqueostomia. 
São realizados exames de imagem e ressonância magnética para avaliar a lessão e detectar as possíveis anormalidades focais.
Prognostico
O curso de um TCE é complexo e pode variar muito entre os indivíduos. A predição precoce do resultado e o prognótico são difíceis por causa da interação complexa de vários fatores, incluindo causa, localização e severidade da lesão; idade; duração da amnésia pós-traumática; aumento da pressão intracraniana; e alteração da consciência. O prognóstico exato exige repetidas observações durante semanas ou meses para predizer o nível de recuperação.
Tratamento terapêutico ocupacional
Indivíduos com traumatismo crânioencefálico geralmente passam por modificações em sua capacidade de realizar papéis, tarefas e atividades valorizadas. De fato, a lesão de moderada a severa ao cérebro afeta virtualmente todas as áreas da vida do paciente e seus familiares (Trombly, pág. 855).
Tabela 2 – Intervenções da terapia ocupacional em TCE. (Fonte: WILLARD e SPACKMAN, p. 1032, 2011.)
	Estágios Agudos de Recuperação
	Reabilitação do Paciente Internado
	Reabilitação Pós-Aguda
	Posicionamento 
Exercícios para amplitude de movimento passivo e ativo.
Estimulação sensorial.
Imobilitação, com uso de órteses.
Orientação e suporte do paciente e da família.
	Otimizar as capacidades e o funcionamento motor fino e grosseiro por meio de tarefas e atividades significativas.
Otimizar as capacidades e o funcionamento visuoperceptual por meio de adaptações ambiental, técnicas compensatórias e dispositivos de assistência.
Maximizar as capacidades e o funcionamento cognitivo com estratégias compensatórias ou de remediação que otimizam as áreas de orientação, atenção e memória.
Aumentar a indepedência em AVD e AIVD.
Orientar e dar suporte ao paciente e a família.
	Reintegração na comunidade.
Maximizar as capacidades cognitivas em ambientes naturais ao ensinar as estratégias cognitivas compensatórias e de adaptação.
Modificações ambientais e quipamentos de adaptação.
Restaurar a competência em AVD e AIVD.
Particpação em atividades de lazer prévias ou novas.
Orientação e suporte do paciente e da família
Lesão Medular
Definição
Segundo Willard e Spackman a lesão de medulla espinhal (LME) envolve dados de nervos espinhais por compressão, escoriação ou secção da medula, o que, consequentemente, resulta em paralisia e/ou perda de funções sensitivas e motoras de acordo com o nível da lesão.
A lesão na medula causa uma ruptura no cotidiano do sujeiro, afetando seu desempenho ocupacional, a partir do momento que gera incapacidades para se descolocar e realizar as atividades de vida diária.
Segundo Willard e Spackman metade das pessoas com LME apresentam lesões associadas, principalmente quando a lesão ocorreu após um trauma.
Os três autores , Willard e Spackman, Pedretti e Trombly concordam sobre a classificação quanto ao tipo de lesão:
Lesão Completa (Tetraplegia): Quando abaixo da lesão não existe função sensorial ou motora. 
Lesão Incompleta (Paraplegia): Quando abaixo da lesão há alguma função motora ou sensorial.
As pessoas com lesões em níveis mais altos necessitam de tratamento mais longo e mais intensivo do que as pessoas com lesões em níveis mais baixos. Os pacientes que sobrevivem às primeiras 24 horas após a lesão têm chance de 85% de sobreviver por 10 anos ou mais, e os sobreviventes mais jovens e aqueles com lesões baixas e incompletas têm maior probabilidade de sobrevivência(Shepherd Center, 200; Spinal Cord Injury Recovery Center. 2006b).
Incidência
Para o Trombly a lesão da medula espinhal é relativamente rara e tem maior ocorrência em homens jovens. Segundo a National Spinal Cord Injury Statistical Center do ano de 2000, há uma relação de quatro homens afetados para cada mulher.
Etiologia
As lesões na medula podem ocorrer de diversas formas, como acidentes automobilísticos e ferimento com arma de fogo, mas também podem ser adquiridas após tumores ou doenças adquiridas ao longo da vida.
Principais sintomas
Os principais sintomas