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Resumo Disfunções Neurológicas

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são:
Paralisia: nenhuma função motora do nível da lesão e abaixo dele.
Paresia: função motora comprometida no nível da lesão ou abaixo dele nas lesões incompletas;
Déficits sensoriais: em caso de lesões completas não há nenhuma sensação motora abaixo da lesão e em lesões incompletas há alteração de sensibilidade;
Espasticidade: fortes espasmos musculares involuntários nos membros afetados;
Disfunção respiratória: ocorre frequentemente em pessoas alto nível de lesão como C1 e C3;
Disfunção vesical e intestinal;
Hipotensão ortostática; 
Dor.
Diagnóstico
O diagnótico da LME pode ser feita após análise da experiência traumática do paciente. Para averiguar a lesão e também sua gravidade devem ser feitos Raio-X da coluna vertebral. 
Prognóstico
Para Pedretti o prognóstico da recuperação das funções neuromusculares depois de uma lesão na medula espinhal depende da lesão ser completa ou incompleta. Se não houver sensação alguma ou retorno de funções motoras abaixo do nível da lesão de 24 horas a 48 horas depois da lesão em lesões completas, é menos provável que as funções motoras sejam recuperadas.Em lesões incompletas o roterno progressivo das funções motoras é possível, porém é difícil determinar exatamente quanto tempo o retorno irá ocorrer.
Tratamento terapêutico ocupacional
Pedretti aponta que a reabilitação com indivíduos com lesão na medula espinhal dura a vida toda e requer ajustes em praticamente todos os aspectos da vida.
A paralisia é o resultado mais comum da LME, e essa lesão é acompanhada por diversas complicações que devem ser o ponto de partida para o tratamento da terapia ocupacional, como as úlceras por pressão, o controle d or, rigidez, redução de amplitude de movimento e incapacidade de realizar as atividades de vida diária.
De acordo com Willard e Spackman as diretrizes de prática da AOTA para adultos com LME focam-se em atividades de vida diária, trabalho e atividades de lazer. Os terapeutas ocupacionais também participam da orientação dos familiares e cuidadores, da adaptação do ambiente, da escolha de dispositivos e equipamentos de assistência e da avaliação e treinamento para condução de veículos. Os terapeutas ocupacional capacitam seus clientes a realizarem atividades que sejam significativas mediante a construção de uma relação de confiança com o cliente, a flexibilidade e a criatividade com os recursos e abordagens de tratamento e a adaptação do ambiente.
Para Trombly, primeiramente, devemos analisar o histórico ocupacional do paciente antes do acidente, coletando dados sobre sua rotina, trabalho e relação com a família. Após isso, deverá ser feita uma avaliação física de forma a analisar as regiões afetas e entender quais deverão ser os objetivos do tratamento. Deverá também ser feita uma avaliação funcional em que atráves de avaliações padronizadas deverão ser analisadas a função das mãos, as atividades básicas e instrumentais da vida cotidiana, como lazer, interesses vocacionais e aptidões.
Para a rebailitação de pessoas com LME, poderão ser utilizados modelos de tratamento biomecânico e de reabilitação. O biomecânico focará em ajudar o paciente a melhorar a força, a amplitude de movimento, a resistência, o equilíbrio, a mobilidade e a conservação de energia.
O modelo de reabilitação já terá como foco melhorar o desempenho funcional do paciente para que ele se torne o mais independente possível. Estratégias de compensação e os dispositivos de assistência são utilizados para melhorar a função em áreas de desempenho ocupacional.
Para Willard e Spackman os terapeutas ocupacional também abordarão as necessidades cognitivas e psicossociais dos pacientes durante o tratamento, bem como fornecer orientação ao paciente e ao cuidador.
Glossário
Adaptação postural: Capacidade do corpo de manter automaticamente o equilíbrio e permanecer ereto durante alterações de posição e desafios à estabilidade.
Afasia: Distúrbio de linguagem causado por lesão cerebral que afeta a produçao e/ou a compreensão da linguagem escrita ou falada.
Apraxia: Deficiência do movimento organizado e controlado ou de planejamento moto não explicado por comprometimento.
Disartria: Fraqueza na articulação da fala. Resulta em fala arrasta, dificuldade nas funções motoras orais, como alimentar-se. Tem as expressões faciais alteradas. Apresenta o cognitivo intacto.
Disfagia: Dificuldade na deglutição. Apresenta risco de broncoaspiração.
Fasciculação: Movimentos rápidos de contração em uma porção do músculo, ocorrendo irregularmente no tempo e no local.
Hemiparesia: Fraqueza ou paralisia parcial de um lado do corpo causada por lesão cerebral.
Hemiplegia: Paralisia em um lado do corpo causada oir lesão cerebral.
Isquemia: Perda de fluxo de vaso sanguineo através de um vaso cujo resultado é um suprimento insuficiente de sangue e oxigênio aos tecidos circundantes como ocrre quando um coágulo singuineo bloqueia uma artéria cerebral.
Mialgia: Dor em um músculo.
Subluxação do ombro: Deslocamento incompleto do úmero fora da articulação glenoumeral causado por fraqueza, estiramento ou tônus anormal nos músculos escapuloumeral e/ou escapulares.
Referências biblioráficas
PEDRETTI, L. W.; EARLY, M. B. Terapia Ocupacional: capacidades práticas para as disfunções físicas. 5.ed. São Paulo: Roca, 2004, 1092p.
RADOMSKI, M. V.; TROMBLY, C. A. Terapia Ocupacional para disfunções físicas. 6.ed. São Paulo: Editora Santos. Tradução de Occupational Therapy for Physical Dysfunction. 2013, 1458p.
WILLARD & SPACKMAN; CREPEAU, E. B.; COHN, E. S.; SCHELL, B. A. B: Terapia Ocupacional. 11.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011, 1208p.