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Oscilador Harmoˆnico Amortecido Drausio de Castro Italo Jo´se Juliano Millerlandy Cruz Go´mez Maio de 2015 1. Introduc¸a˜o Quando trata-se de um sistema de massa-mola-amortecedor e´ necessa´rio mo- delar, para que possa achar os valores procurados, ale´m de distinguir qual tipo de amortecimento possui. Soeiro (2008) explica que a modelagem matema´tica e´ feita a partir de um conjunto de equac¸o˜es diferenciais que constituem um sistema mecaˆnico. Para isso se utiliza a 2a Lei de Newton (Eq.1), Princ´ıpio de D’Alembert (Eq.2), Conservac¸a˜o de Energia (Eq.3) e as Equac¸a˜o de Lagrange- Euler (Eq.4). ∑ i Fi = mx¨ (1)∑ i (Fi −mx¨) δri = 0 (2) 4 Emec = 4 U +4 K = 0 (3) S(q) = ∫ b a L(t, qt, q ′ t) = 0 (4) Em geral estas equac¸o˜es sa˜o diferenciais ordina´rias lineares de 2a ordem e esta˜o acopladas entre si, ou seja, as varia´veis dependentes e suas derivadas aparecem em mais de uma equac¸a˜o. Sendo, para solucionar tal problema, sa˜o utilizados o me´todo nume´rico, Transformada de Laplace e o Cla´ssico. Em sistemas mecaˆnicos podem aparecer molas em paralelo ou em se´rie, sendo assim, sera´ definido o que devera´ ser feito em cada circunstaˆncia. 2. Molas 2.1. Molas em paralelo O sistema da Fig.1, tem molas em paralelo as quais sa˜o fixadas a um bloco de massa m. A meta e´ definir qual a rigidez equivalente desta combinac¸a˜o de molas visando modelar o sistema com uma u´nica mola. Utilizando a segunda lei de Newton: F = k1x+ k2 + ......+ knx (5) 1 Figura 1: . Molas paralelas. 2 Figura 2: . Molas em serie. Colocando x em evideˆncia: F = x(k1 + k2 + .......+ kn) (6) Analisando a Equac¸a˜o observa-se que a rigidez equivalente para um sistema com molas em paralelo e´ dada por: keq = n∑ i=1 ki (7) 2.2. Molas em serie Ja´ o sistema da Figura 2. tem molas em se´rie que sa˜o fixadas a um bloco de massa m. Novamente a meta e´ definir qual a rigidez equivalente desta com- binac¸a˜o de molas. Novamente utilizando a 2a Lei de Newton e tendo em conta que o deslocamento em cada mola e´ o mesmo, tem-se: x = x1 + x2 + x3 + ......+ xn = F k1 = F k2 = F kn (8) Resolvendo a Equac¸a˜o (8), isolando F , chega-se em: F = x∑n i=1 1 ki (9) Assim, pode-se concluir que para um sistema com molas em se´rie a rigidez equivalente e´ descrita por: keq = 1∑n i=1 1 ki (10) 3. Sistema Amortecido De acordo com Halliday (2006) o amortecimento representa a capacidade do sistema em dissipar energia. Como modelo mais simples de amortecimento se apresenta o amortecimento viscoso, assim por representar a forc¸a dissipativa proporcionada por um fluido viscoso. Esta forc¸a tem como caracter´ıstica prin- cipal ser proporcional a` velocidade relativa entre as superf´ıcies em movimento quando existe um fluido separando-as. Esta proporcionalidade garante que a equac¸a˜o diferencial do movimento seja uma DCL. A Figura 3 (a) mostra o esquema de um sistema de um grau de liberdade com amortecimento. Se a forc¸a de amortecimento for de natureza viscosa, o diagrama 3 Figura 3: Sistema amortecido de 1GDL (amortecimento viscoso). de corpo livre da Figura 3 (b), ao se aplicar a 2a Lei de Newton, permite que escreva a equac¸a˜o: meqx¨+ ceqx˙+ keqx = Fexterna (11) A frequeˆncia natural (ωn) do sistema e´ dada por: ωn = √ keq meq (12) A constante da amortecimento cr´ıtico (cc) e´ definida como o valor de ceq que faz con que o discriminante ∆ se anule, este que estara´ apresentado na equac¸a˜o abaixo: ∆ = ( cc 2meq )2 − ( keq meq ) = 0 (13) Isolando a constante de amortecimento cr´ıtico e substituindo a equac¸a˜o (12), tem-se que: cc = 2meqωn (14) Conforme Abreu (2007), a constante de amortecimento cc da´ uma indicac¸a˜o da relac¸a˜o entre a forc¸a de amortecimento e a velocidade relativa entre as partes do movimento. Ela, pore´m na˜o proporciona uma visa˜o da quantidade de amorteci- mento que atua sobre o sistema real, uma vez que uma forc¸a de amortecimento pode ser grande para um sistema e pequena para outro, dependendo, funda- mentalmente das massas envolvidas e da rigidez. Define-se enta˜o que factor de amortecimento e´ uma quantidade adimensional e na˜o depende da ordem de grandeza do paraˆmetro do sistema, indicando expres- samente o quanto o sistema esta´ sendo amortecido. 0 factor de amortecimento e´ definido como a relac¸a˜o entre a constante de amor- tecimento do sistema e a constante de amortecimento cr´ıtica: ξ = c cc (15) De acordo com o valor de ξ, se tem treˆs possibilidade de tipo de amortecimento: 4 Figura 4: Sistema sub-amortecido. 3.1. Caso I: Sub-amortecido 0 < ξ < 1 Abreu afirma que neste caso o efeito do amortecimento esta´ presente na amplitude decrescente, representando a dissipac¸a˜o de energia vibrato´ria. A fre- queˆncia de oscilac¸a˜o agora na˜o e´ mais frequeˆncia natural e sim a chamada frequeˆncia da vibrac¸a˜o livre amortecida ωd = ωn √ 1− ξ2 (16) Havendo deslocamento, x = A.e−ξωn (17) 3.2. Caso II: Criticamente amortecido ξ = 1 A constante de amortecimento c e´ igual a constante de amortecimento cr´ıtico cc. Sendo assim a soluc¸a˜o do sistema e´ dada por: xt = e −ωnt[(x˙0 + wxx0)t+ x0] (18) Na figura 5 e´ mostrada a resposta para va´rios valores da condic¸a˜o inicial dex˙0. Silva (2008) explica que um sistema amortecido criticamente quando perturba- do por certas condic¸o˜es iniciais, retorna a posic¸a˜o de equil´ıbrio no tempo mais ra´pido sem oscilar. Um exemplo cla´ssico de aplicac¸a˜o deste sistema e´ o dispo- sitivo amortecedor em portas de elevador, caso solte a porta bruscamente esta na˜o bate violentamente, mas volta para a posic¸a˜o de equil´ıbrio suavemente. 3.3. Caso III:Super amortecido ξ > 1 Neste caso, a constante de amortecimento c e´ maior que a constante de amortecimento cr´ıtico cc implicando que as ra´ızes da EDO sa˜o reais e diferentes. 5 Figura 5: Sistema criticamente amortecido. Segundo Soeiro (2008) o movimento super amortecido na˜o e´ oscilato´rio. A figura 6 abaixo deixa isto claro. 4. ABSORVEDOR .Absorvedores dinaˆmicos sa˜o dispositivos passivos que alteram as caracter´ısti- cas dinaˆmicas de um sistema mecaˆnico, alterando as suas frequeˆncias naturais.” (Campos) Estes que abordam sistemas massa-mola-amortecedor definidos os paraˆmetros de montagem, assim permitindo reduzir a resposta forc¸ada de uma ma´quina a uma dada frequeˆncia de excitac¸a˜o. Alves complementa preferindo que os absorvedores t´ıpicos consistem de um dis- positivo inercial, podendo ser um oscilador massa-mola, um oscilador pendular, um fluido, uma estrutura ela´stica cont´ınua ou um sistema eletromecaˆnico. Em 1902, Frahm investigou a importaˆncia do estudo da vibrac¸a˜o torsional no proje- to de eixos propulsores de barcos a vapor. O absorvedor dinaˆmico de vibrac¸a˜o, que envolve a adic¸a˜o de um sistema massa-mola secunda´rio para eliminar as vibrac¸o˜es de um sistema principal, foi tambe´m proposto por Frahm em 1909. Fernandes cita que ha´ tempo e´ conhecida a` teoria dos Absorvedores Dinaˆmicos de Vibrac¸o˜es (ADVs), pore´m e´ apenas recentemente, devido a` globalizac¸a˜o da informa´tica, e´ que se tornou via´vel a aplicac¸a˜o de te´cnicas de controle para sua utilizac¸a˜o na pra´tica. 6 Figura 6: Sistema super amortecido. Pesquisas nesta a´rea teˆm sido motivadas devido a` crescente exigeˆncia de baixo ru´ıdo e de precisa˜o dos equipamentos industriais, sobretudo no que diz respeito a`s ma´quinas operatrizes e a` nanotecnologia. Por serem ativas nos mais diversos tipos de equipamentos, encontra-se nas tubulac¸o˜es um ponto chave para a re- duc¸a˜o dos n´ıveis globais de vibrac¸a˜o em tais ma´quinas. Hartog (1956) explica que o funcionamento dos ADVs baseia-se no princ´ıpio da antirressonaˆncia, ou seja, dado um sistema principal que vibra sob uma ex- citac¸a˜o,acoplar a ele um sistema secunda´rio que gere uma forc¸a de mesma amplitude, direc¸a˜o e frequeˆncia e em oposic¸a˜o de fase a` excitac¸a˜o. Diversos au- tores mostraram analiticamente que isto ocorre quando a frequeˆncia natural da estrutura secunda´ria e´ igual a` frequeˆncia de excitac¸a˜o. Bies (1996) recomenda os ADVs quando ocorrem problemas de vibrac¸a˜o numa faixa estreita de vibrac¸a˜o. Existem treˆs tipos de absorvedores dinaˆmicos de vibrac¸o˜es: passivos, semi-ativos ou adaptativos e os ativos. Eles se distinguem justamente pela maneira como geram tal forc¸a. Os passivos e os adaptativos na˜o utilizam fontes de energia externa para gera´-la, se distinguem entre si pelo fato de que o adaptativo, como o nome sugere, e´ capaz de se ajustar a diferentes frequeˆncias. Diferentemente, os ativos utilizam atuadores, normalmente eletromecaˆnicos, para isso. 4.1. Absorvedores Dinaˆmicos sem amortecimento aplica- dos a sistemas de um grau de liberdade Os desenvolvimentos anal´ıticos apresentados a seguir, sa˜o baseados nos tra- balhos de Den Hartog (1956), Dimaragonas (1996) e Cunha Jr. (1999). A Figura 7 ilustra um sistema vibrato´rio de dois graus de liberdade, sem amortecimento. Deseja-se atenuar as vibrac¸o˜es do subsistema prima´rio (m1, k1) acoplando a este sistema o absorvedor dinaˆmico de vibrac¸o˜es, que e´ o subsistema (m2, k2). Introduz-se uma excitac¸a˜o harmoˆnica de amplitude F0 e frequeˆncia fixa Ω, apli- 7 Figura 7: Modelo de uma estrutura prima´ria com absorvedor dinaˆmico na˜o amortecido. cada a` massa m1, representada pela seguinte expressa˜o: F(t) = F0e iΩt (19) As equac¸o˜es do movimento do sistema acoplado, representado na figura 7, sa˜o: m1x¨1(t) + (k1 + k2)x1(t) − k2x2(t) = F(t) (20) m2x¨2 + k2[x2(t) − x1(t)] = 0 (21) Em regime permanente, as respostas harmoˆnicas sa˜o expressas segundo: x1(t) = X1e iΩt (22) x2(t) = X2e iΩt (23) Fazendo as devidas diferenciac¸o˜es e substituindo as equac¸o˜es (20 e 22) na equac¸a˜o (19), obteˆm-se as seguintes equac¸o˜es alge´bricas: X1(−m1Ω2 + k1 + k2)− k2X2 = F0 (24) k2X1 +X2(−m2Ω2 + k2) = 0 (25) Deste modo conclui-se que: X1 F0k −1 1 = [1− ( Ωωa )2] [1 + k2k1 − ( Ωωa )2][1− ( Ωωa )2]− k2k1 (26) Na equac¸a˜o (26), quando o numerador [1−( Ωωa )2] e´ zero, a amplitude da respos- ta X1 do sistema prima´rio anula-se. Para isso, deve-se ter a condic¸a˜o Ω = ωA. Isto explica o princ´ıpio ba´sico do funcionamento do ADV, que consiste no fato que, escolhendo os valores dos paraˆmetros (m2, k2) de modo que Ω = √ k2 m2 , a 8 Figura 8: FRF pontual na massa prima´ria m1, para m2/m1= 0,2. resposta da massa prima´ria m1, tera´ amplitude nula para esta frequeˆncia de excitac¸a˜o. A Figura 8 mostra graficamente um exemplo da func¸a˜o representada na equac¸a˜o (26). Nota-se a func¸a˜o resposta em frequeˆncia t´ıpica de um sistema de dois graus de liberdade, com dois picos de ressonaˆncia referente a`s suas duas frequeˆncias naturais. Ao introduzir-se o ADV, aparece uma antirressonaˆncia na FRF pon- tual da massa m1, a` frequeˆncia Ω = ωA. Assim nota-se que o sistema absorvedor exerce sobre o sistema prima´rio uma forc¸a igual, pore´m oposta a` forc¸a de excitac¸a˜o, equilibrando, enta˜o, este u´lti- mo sistema. Os ADVs sa˜o mais frequentemente utilizados para atuar de forma a reduzir os n´ıveis de vibrac¸o˜es do sistema prima´rio quando este se encontra operando com frequeˆncia de excitac¸a˜o igual ou muito pro´xima a` sua frequeˆncia natural. Sendo assim, a frequeˆncia natural do sistema absorvedor deve coincidir com frequeˆncia natural do sistema prima´rio, de modo a satisfazer: k2 m2 = k1 m1 −→ ωn = ωa (27) Partindo das Equac¸o˜es 24 e 25, e reescrevendo-as em termos de paraˆmetros adimensionais, as FRFs do sistema prima´rio e do ADV, se tem: X1 F0k −1 1 = [1− g2] [1 + µ− g2][1− g2]− µ (28) X2 F0k −1 1 = [1− g2] [1 + µ− g2][1− g2]− µ (29) onde g = Ωωn ; µ = m2 m1 ; ω2n = k1 m1 = k2m2 Igualando o denominador a` zero, este se torna uma equac¸a˜o quadra´tica em g2 com duas ra´ızes distintas. Existem, enta˜o, dois valores de Ω que anulam o denominador da equac¸a˜o (28), fazendo com que as amplitudes X1 e X2 tendem ao infinito. Esse dois valores de as duas 9 Figura 9: Variac¸a˜o das frequeˆncias naturais do sistema acoplado em func¸a˜o de µ, conforme a equac¸a˜o 30 frequeˆncias naturais do sistema acoplado, dadas pela reac¸a˜o: g2 = 1 + µ 2 ± √ (µ+ µ2 4 ) (30) Este ca´lculo permite prever as frequeˆncias naturais do sistema de dois graus de liberdade. A figura 9 mostra um gra´fico da func¸a˜o expressa pela eq. (30) para diversos valores da raza˜o de massas µ. Nota-se, para µ = 0, 1, o aparecimento de duas frequeˆncias naturais do sistema acoplado em 0,85 e 1,17 vezes a frequeˆncia natural do sistema prima´rio, considerado isoladamente. Observa-se tambe´m que o afastamento entre as duas frequeˆncias naturais aumenta com o aumento da raza˜o das massas. De acordo com Dimaragonas (1996), a banda de frequeˆncias na qual o ADV na˜o amortecido e´ eficiente e´ geralmente muito estreita. De fato, conforme pode ser observado na figura 8, pequenas variac¸o˜es na frequeˆncia de excitac¸a˜o em torno de g = 1 podem conduzir a reduc¸o˜es significativas da capacidade de absorc¸a˜o do ADV.Ale´m disso, duas ressonaˆncias adjacentes a Ω = ωn, apresentando am- plitudes de vibrac¸a˜o elevadas, continuam a existir. Assim, o projeto o´timo de absorvedores dinaˆmicos de vibrac¸a˜o deve objetivar, principalmente, a ma´xima absorc¸a˜o em uma dada banda de frequeˆncias a mais ampla poss´ıvel em torno de uma frequeˆncia nominal. Isso pode ser conseguido com a introduc¸a˜o, no absorve- dor, de mecanismos para a dissipac¸a˜o de energia. O amortecimento desempenha ainda a importante func¸a˜o de limitar as amplitudes de vibrac¸a˜o do pro´prio ab- sorvedor, o que permite atender a restric¸o˜es de projeto e limitar as tenso˜es de fadiga. Den Hartog (1956) complementa com a teoria dos ADVs de um grau de liberdade com amortecimento viscoso, acoplados a sistemas prima´rios na˜o amortecidos. 10 4.2. Absorvedores Dinaˆmicos com Amortecimento Visco- sos aplicados a sistemas de um grau de liberdade Considere-se o ADV com amortecimento viscoso (m2, c2, k2) acoplado ao sistema prima´rio na˜o amortecido (m1, k1), mostrado na figura 9, para o qual as equac¸o˜es do movimento descrevem a seguinte: m1x¨1(t) + k1x1(t) + k2[x1(t) − x2(t)] + c2[x˙1(t) − x˙2(t)] = F0eiΩt (31) m2x¨2(t) + k2[x2(t) − x1(t)] + c2[x˙2(t) − x˙1(t)] = 0 (32) Expressando as equac¸o˜es em notac¸a˜o complexa em regime harmoˆnico perma- nente tem-se: −m1Ω2X1 + k1X1 + k2(X1 −X2) + jΩc2(X1 −X2) = F0 (33) −m2Ω2X2 + k2(X2 −X1) + jΩc2(X2 −X1) = F0 (34) Resolvendo estas equac¸o˜es para X1 e X2, obte´m-se, para sistema prima´rio, a seguinte expressa˜o: X1 = F0 (k1 −m2Ω2) + jΩc2 [(−m1Ω2 + k1)(−m2Ω2 + k2)] + jΩc2(−m1Ω2 + k1 −m2Ω2) (35) Onde X1 e X2 sa˜o quantidades complexas, as demais quantidades sa˜o reais e j = √−1 e´ a unidade imagina´ria. Pode-se reduzia a equac¸a˜o (35) a` seguinte forma: X1 = F0(A1 + jB1 (36) Sendo A1 e B1 func¸o˜es reais. O significado associado a` equac¸a˜o (36) e´ o de que, na representac¸a˜o vetorial, o deslocamento X1 consiste de duas componentes, uma em fase com a forc¸a F0 e a outra com uma diferenc¸a de fase Π 2 no plano complexo. Adicionando geometricamente esses vetores, a magnitude de X1 pode ser expressa por: |X1| = F0 √ (A21 +B 2 1) (37) Definindo os seguintes termos adimensionais: Xest = F0 k1 (38) f = ωa ωn (39) Assim, da equac¸a˜o (33) obte´m-se a seguinte expressa˜o em termos dos paraˆmetros adimensionais: |X1| Xest = √ (2µg)2 + (g2 − f2)2 (2ηg)2(g2 − 1 + µg2)2 + [µf2g2 − (g2 − 1)(g2 − f2)]2 (40) A equac¸a˜o (40) representa a func¸a˜o resposta em frequeˆnciapontual relativa ao sistema prima´rio. Ela esta´ mostrada graficamente na figura 10 para uma raza˜o de massa µ = 120 e raza˜o de frequeˆncia unita´ria, fazendo-se variar o fator de amortecimento η = ξ . Pode-se observar que para µ = 0, tem-se o caso sem 11 Figura 10: FRFs relativas a` massa m1, para diferentes valores do amortecedor do ADV amortecimento mostrado anteriormente, para o qual as amplitudes de desloca- mento nas ressonaˆncias tornam-se infinitas. Por outro lado, quando se utiliza um amortecimento alto (µ = 50), as duas massas ficam virtualmente ligadas en- tre si, tendo-se essencialmente um sistema de um grau de liberdade com massa m1 +m2, com uma amplitude de um grau de liberdade amortecido, ora a`quelas de um sistema de dois graus de liberdade amortecido, cujas amplitudes ma´xi- mas sa˜o definidas pelo valor do amortecimento. Tambe´m observado na figura 10, que a introduc¸a˜o do amortecimento no sistema absorvedor proporciona uma diminuic¸a˜o nas amplitudes numa banda de frequeˆncias mais larga em torno de Ω ωn = 1, em comparac¸a˜o com os ADVs sem amortecimento. E´ importante destacar a presenc¸a dos pontos invariantes P e Q mostrados na u´ltima figura, pelos quais sempre passa a FRF, independente do fator de amor- tecimento η . Den Hartog (1956) propoˆs um procedimento de otimizac¸a˜o que consiste na determinac¸a˜o de um conjunto o´timo de paraˆmetros f e η que conduz os dois pontos invariantes a uma mesma amplitude, com a curva de resposta possuindo inclinac¸a˜o nula em ambos os pontos. 5. Osciladores Harmoˆnicos: Aplicac¸o˜es Pra´ticas 1. Balanc¸as:Representa uma aplicac¸a˜o cla´ssica de osciladores harmoˆnicos com amortecimento cr´ıtico. Ao efetuarmos um pesagem, espera-se que a leitura estabilize-se no menor tempo poss´ıvel ao inve´s de ficar oscilando por um longo per´ıodo. 2. Vibrac¸o˜es Mecaˆnicas: E´ o movimento de uma part´ıcula ou de um corpo que 12 oscila em torno de uma posic¸a˜o de equil´ıbrio. Uma vibrac¸a˜o mecaˆnica surge geralmente quando um sistema e´ deslocado da sua posic¸a˜o de equil´ıbrio esta´vel. Em geral, quando o sistema tende voltar sob a acc¸a˜o de forc¸as de restituic¸a˜o, ultrapassa esta posic¸a˜o. A repetic¸a˜o deste processo e´ chamado movimento oscilato´rio. O intervalo de tempo necessa´rio para o sistema completar um ciclo de movimento chama-se per´ıodo de vibrac¸a˜o. O nu´mero de ciclos por unidade de tempo define a frequeˆncia, e o deslocamento ma´ximo do sistema medido a partir da sua posic¸a˜o de equil´ıbrio chama-se amplitude de vibrac¸a˜o. 3. Fluxo de corrente em circuitos ele´tricos (vibrac¸o˜es ele´tricas): A ressonaˆncia de um circuito ele´trico e´ que permite que um ra´dio seja sintonizado em uma determinada esta c¸a˜o. 4. Oscilador Harmoˆnico Forc¸ado. Batimentos: A nomenclatura batimento vem de acustica: cada nota musical tem uma frequeˆncia propria; quando uma nota basica e a nota correspondente do instrumento musical sa˜o tocadas simultaneamente, havera´ batimento caso suas frequeˆncias divirjam ligeiramente. Afinar o instrumento significa ajusta´-lo de modo a evitar batimentos. Ressonaˆncia: frequeˆncia natural. • Muralhas de Jerico´: A suposic¸a˜o de alguns estudios contem- poraˆneos sa˜o as muralhas de Je´rico, onde a ressonaˆncia acu´stica causou o desmoronamento delas ” Ergueu, pois, o povo o grito de guerra e fizeram ressoar as trompas. Logo que o som da trompa chegou aos ouvidos da multida˜o, levantou-se enorme clamor e as muralhas ca´ıram sobre si mesmas. . . Josue´ 6:20 ” • Tac¸as de cristal:vibrac¸o˜es acu´sticas podem ser ta˜o destrutivas quanto grandes oscilac¸o˜es mecaˆnicas. Cantores de o´pera conse- guem quebrar um ca´lice com o poder de suas vozes. Sons emitidos por orga˜os e flautins sa˜o capazes de quebrar janelas. • Marchar sobre pontes suspensas (Franc¸a – 1850):Os soldados ge- ralmente na˜o passam marchando sobre uma ponte. A raza˜o disso e´ simplemente evitar qualquer possibilidade de ressonaˆncia. • Queda de avio˜es comerciais (1959 – 1960): Um avia˜o comercial ultrapassou uma velocidade cr´ıtica provocando trepidac¸a˜o exces- siva da he´lice e do motor; essa vibrac¸a˜o externa foi enta˜o trans- ferida para a asa, que ja apresentava seu pro´prio movimento os- cilatorio de modo que a amplitude de movimento foi tamanha que a asa partiu-se. • Colapso da Ponte Tacoma (USA - 1940): O fenoˆmeno da res- sonaˆncia desempenha um papel importante no projeto de sis- temas mecaˆnicos nos quas ha´ forc¸as vibrato´rias, pois a grandes amplitudes previstas podem ocasionar uma ruptura do sistema. A ponte Tacoma foi um exemplo deste fenoˆmeno aqui a forc¸a ex- terna apareceu como conseque¨ncia da ma´ aerodinaˆmica da ponte. 13 Referencias [1] Adhikari,Sondipon:Damping Models For Structural Vibration. Cambridge University – Engineering Department.2000. 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