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Fundação Centro de Ciências e Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Avaliação a Distância 2 (AD2) – 2º SEMESTRE / 2017 Disciplina: Fundamentos da Educação III - História da Educação Coordenador: Prof. Ramofly Bicalho dos Santos POSTAGEM NA PLATAFORMA ATÉ: 07/10/2017 Nome: DANIEL ALVES DA SILVA Matrícula: 14214040256 Pólo: CAMPO GRANDE. 1ª questão: (3,0 pontos) Por que ainda presenciamos o descaso pela realização de um sistema de Educação Popular na Primeira República (1889 – 1930)? Resposta: Em 15 de novembro de 1889 o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou a República. Era o fim da monarquia, o fim do Império do Brasil fundado com a Independência (1822). Dom Pedro II deixou de ser Imperador. Cetro e coroa não era mais símbolo de poder. Entretanto, havia divergências nas opiniões. Os políticos de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul defendiam uma República Federativa, onde o Estado tivesse autonomia. Já os militares defendiam o Poder Executivo, eram contra a autonomia dos Estados e as eleições. Com a Constituição de 1891 os Estados tiveram mais autonomia. O Presidente da República representava o poder executivo. Na política, todos eram eleitos pelo voto direto da população, analfabetos e mulheres não podiam votar e nem se candidatar. Na Primeira República, as oligarquias monopolizavam o espaço político parlamentar. Os presidentes da República, ministros, senadores e governadores tinham origem principalmente, em famílias de grandes proprietários de terras, os quais formavam as OLIGARQUIAS ESTADUAIS. A partir do governo do presidente Campos Sales, as relações entre a União e os Estados passaram a ser ditada pela chamada “política dos governadores”. Havia eleições para senadores e deputados. Mas, a comissão de verificação de poder só dava posse aos parlamentares mais votados de cada estado e que eram do partido do governador. Assim havia o fortalecimento do governador e a impossibilidade de fazer oposição. O presidente tinha o apoio de todos os governadores e parlamentares. No que se refere a educação na Primeira República, o movimento anarquista trouxe uma contribuição inestimável para a reflexão sobre a educação brasileira. Esse movimento foi impulsionado principalmente pela imigração italiana, mas também recebeu a contribuição de intelectuais brasileiros e de imigrantes espanhóis e portugueses. Assim a partir do final do século XIX e início do século XX começou uma propaganda sistemática de anarquismo e de anarco - sindicalismo, no Brasil. Foram criadas algumas escolas, publicados muitos jornais e realizadas inúmeras palestras e espetáculos teatrais com peças revolucionárias, ações que levaram à prisão muitos anarquistas, inclusive vários foram expulsos e outros tiveram de mudar de atividades para se esconder. Os anarquistas tinham como meta a mudança de consciência, ou seja, buscavam ações que pudessem discutir os valores tradicionais da sociedade e transformar os valores presentes na consciência do homem contemporâneo. Assim, eles consideravam a ação educacional imprescindível para a transformação das relações sociais e econômicas, com a intenção de instituir uma sociedade fraterna, igualitária e democrática, por isso a proposta educacional anarquista defendia o ideário racional – libertário. Para os anarquistas a abertura de escolas era uma estratégia cultural e política importante, porque, essas instituições possibilitam o desenvolvimento de mentes livres e racionais. Com isso, são criadas as Escolas Modernas no Brasil. “A missão da Escola Moderna consiste em fazer com que meninos e meninas tornem-se pessoas instruídas, verdadeiras, justas e livres. (Guardia)” A pedagogia Racional Libertária tinha como pressuposto enfrentar o processo de dominação e criar uma nova mentalidade, pautada em valores tais como: solidariedade, cooperação, igualdade e liberdade. Atuando também no ensino profissional para adultos, seguindo a proposta racional libertária. Os anarquistas acreditavam que para efetivar uma mudança de mentalidade era preciso unir diferentes atividades culturais como: escolas, jornais, centros culturais e outras atividades, para conseguir transformar a sociedade. Criou-se um caminho informal de aprendizagem e divulgação de ideias, fortaleceu-se uma espécie de rede de informações. Eles faziam reuniões em diferentes espaços como fábricas, escolas ou centros de cultura para realizar a leitura em voz alta de artigos de jornais e revistas, ações que propiciavam o processo de alfabetização de muitos trabalhadores. Os anarquistas acreditavam que essas ações fortaleciam a luta pela transformação dos princípios que regiam a sociedade burguesa. A educação foi à estratégia utilizada para instaurar a reflexão sobre as desigualdades sociais e econômicas. Para os libertários “a única forma de eliminar essa relação de desigualdade, na qual uma minoria dirigente submete a maioria dirigida, é restabelecendo a força social da coletividade”. No início do século XX a pedagogia racional libertária possibilitou uma discussão do modelo educacional que vigorava naquela época, luta importante para os trabalhadores. Entretanto, na Primeira República era muito discutida a questão do analfabetismo as estatísticas publicadas na segunda metade do século XIX conduziram a descoberta, onde, mostrou que a maioria do povo português nunca havia frequentado a escola, não sabendo ler nem escrever. Tendo por base os censos populacionais realizados na transição do século XIX para o século XX, tal como foram analisados por António Candeias (2001, 2005), podemos ver a evolução da taxa de analfabetismo da população com idades iguais ou superiores a sete anos: de 78 % em 1878, e baixou para 62% em 1930. O analfabeto, pela sua incapacidade de aceder à cultura escrita, não estaria em condições de ser o cidadão-eleitor, consciente e participativo, almejado pela República. Em artigo da Educação Nacional constata-se que o homem sem instrução "pouco difere dos irracionais". Portanto percebia claramente o descaso pela realização efetiva de um sistema de educação popular, assim como a indisfarçável preocupação em garantir e desenvolver um sistema educacional elitizado. Com isso ficava claro os verdadeiros interesses dos constituintes e do governo nacional que se instalava, revelando o caráter meramente demagógico dos objetivos democráticos que alegavam perseguir. 2ª Questão: (3,0 pontos) Discuta as interseções possíveis entre a Constituição de 1934 e a Educação Pública no Brasil.Resposta: A conturbação causada pela Revolução Constitucionalista de 1932 forçou o governo provisório de Getúlio Vargas a tomar medidas que dessem normalidade ao regime republicano. Dessa maneira, o governo criou uma nova Lei Eleitoral e convocou eleições que foram realizadas no ano posterior. A partir de então, uma nova assembleia constituinte tomou posse em novembro de 1933 com o objetivo de atender os anseios políticos defendidos desde a queda do regime oligárquico. Em 16 de julho de 1934, foi noticiada uma nova constituição com 187 artigos. Em termos gerais, essa nova carta ainda preservava alguns pontos anteriormente lançados pela constituição de 1891. Entre muitos itens foram respeitados o princípio federalista que mantinha a nação como uma República Federativa; o uso de eleições diretas para escolha dos membros dos poderes Executivo e Legislativo; e a separação dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário. Com respeito à educação, a carta constituinte se mostrou visivelmente preocupada com o desenvolvimento do ensino médio e superior. Pela nova lei, o ensino primário seria oferecido gratuitamente por instituições públicas e a frequência haveria de ser obrigatória para aqueles que estivessem em idade escolar. Através de tais medidas, era preparada uma nova leva de profissionais que ocupariam os postos de trabalho a serem oferecidos, principalmente, no meio urbano. 3ª Questão (3,0 pontos) Durante o Estado Novo, o governo de Getúlio Vargas foi marcado por fértil produção de materiais, como cartilhas, livros didáticos, cartazes, filmes e pela prática de grandes espetáculos comemorativos. Qual o significado da Educação Pública e da propaganda política na ditadura estadonovista? Resposta: Constitui um dos pilares do Estado Novo, pois ao disseminar imagens e símbolos que valorizam as ações do governo teve como alvo buscar o apoio popular e a legitimidade junto às massas, assegurando assim o controle social. 4ª Questão (1,0 ponto) O espírito do cartaz abaixo produzido pelo DIP durante o Estado Novo, revela, exceto: A - O reconhecimento do benfeitor dos trabalhadores; B - O culto à personalidade do líder; C - A importância do sindicato autônomo; D - A valorização do trabalho e do trabalhador. Resposta: Letra C - A importância do sindicato autônomo; Boa avaliação.