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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA – MEDICINA LUCAS VIANA VITÓRIA DA CONQUISTA APONTAMENTOS – ELETROCARDIOGRAMA (ECG) A. CARACTERÍSTICAS GERAIS 1- Eletrofisiologia: - POLARIZAÇÃO: célula em estado de REPOUSO/INIBIÇÃO (-90 mv); principais íons polarizantes K+ (através de sua saída) e Cl-; ↓ Deflagração do PA ↓ DESPOLARIZAÇÃO: célula em estado de EXCITAÇÃO; entrada de Na+ (61 mv); principais íons despolarizantes Na+ e Ca+; ↓ Fim do PA ↓ REPOLARIZAÇÃO: célula retornando ao REPOUSO; fechamento dos rápido dos canais de Na+ e abertura lenta dos canais de K+; - Sentido de propagação da onda de despolarização (POSITIVA) em direção à um eletrodo cutâneo (POSITIVO) → gera a marcação de uma onda positiva (deflexão +) no ECG; 2- Derivações Eletrocardiográficas: DERIVAÇÕES PERIFÉRICAS OU DOS MEMBROS (NO PLANO FRONTAL): - Bipolares: - Formadas com a colocação de 3 eletrodos no braço D, braço E e pé E → formação do TRIÂNGULO DE EINTHOVEN; - Cada derivação → formada por um PAR de eletrodos; - CONVENCIONALMENTE → eletrodos do braço direito são NEGATIVOS, do braço esquerdo MISTOS (um positivo e outro negativo), e do pé esquerdo POSITIVOS; - Nomes: - D1 → formada por um eletrodo - do braço D e um + do braço esquerdo; (QUANDO BRAÇO D ESTÁ – EM RELAÇÃO AO E → MARCA UMA ONDA POSITIVA); - D2 → formada por um eletrodo - do braço D e um + do pé esquerdo; (QUANDO BRAÇO D ESTÁ – EM RELAÇÃO AO PÉ E → MARCA UMA ONDA POSITIVA); - D3 → formada por um eletrodo - do braço E e um + do pé esquerdo; (QUANDO BRAÇO D ESTÁ – EM RELAÇÃO AO PÉ E → MARCA UMA ONDA POSITIVA); - Observações: - Quando projetadas no centro do coração → - Os achados nessas três derivações são similares → ondas P, R e T usualmente positivas; - Unipolares: - Formadas com a colocação de 3 eletrodos unicamente POSITIVOS nas mesmas posições que as anteriores MAS EM ÂNGULOS DIFERENTES; - Nomes: - aVR; - aVL; - aVF; * aV= voltagem aumentada; - Padrões usuais de ondas por derivação periférica: DERIVAÇÕES PRECORDIAIS (NO PLANO HORIZONTAL): Localização: - V1 → quarto EIC D, linha paraesternal; - V2 → quatro EIC E, linha paraesternal; - V3 → entre V2 e V4; - V4 → quinto EIC E, linha hemiclavicular; - V5 → quinto EIC E, linha axilar anterior; - V6 → quinto EIC E, linha axilar média; - Representação das partes despolarizadas (“fotografia”): - V1 e V2 → SEPTO INTERVENTRICULAR (EVENTUALMENTE VD) - V3 e V4 → PAREDE ANTERIOR DO VE; - V5 e V6 → PAREDE LATERAL DO VE; - Progressão das derivações precordiais: OBS: APRESENTA UMA INVERSÃO DO QRS AO LONGO DAS DERIVA. ▪ V1: QRS predominantemente NEGATIVO ▪ V2, V3 e V4: REPRESENTAM A TRANSIÇÃO PODEM SER ISODIFÁSICAS (ISOELÉTRICAS). ▪ V5 e V6: QRS predominantemente POSITIVO. - Padrões das derivações precordiais: 3- Registro Eletrocardiográfico: 4- Ondas do Eletrocardiograma: ONDA P: Características gerais: - Representação da DESPOLARIZAÇÃO ATRIAL OU AURICULAR → a partir da propagação uniforme de impulso elétrico gerado no nodo sinoatrial pelas câmaras atriais; - Arredondada e monofásica: ↓ (Exceções) Pontiaguda → em crianças e taquicardias; Difásica → V1, em 50% dos casos; ▪ VALORES NORMAIS: - Duração → 100 ms (ou 0,1 s); - Amplitude → 0,2 mv (ou 2mm); ▪ PRECEDE CADA QRS: ENLACE AV SEGUIMENTO PR: - Do fim da onda P ao início do complexo QRS; - Representa o intervalo de 1/10 de segundo → desde a chegada do impulso elétrico no Nodo AV e a deflagração de sua despolarização; - Importância → Permite tempo hábil para o enchimento dos ventrículos (aproveitamento do sangue oriundo da contração atrial) + proteção contra arritmias fatais (???) INTERVALO P-R: - Do início da onda P ao início de QRS; - Importância → ??? - Pode estar alterado com IDADE ou FC aumentada; ▪ VALORES NORMAIS: 120 – 200 ms. COMPLEXO QRS: - Representa a despolarização ventricular → propagação do impulso elétrico do nodo AV, para Feixe de His, ramos D e E, fibras finas de Purkinje; - Ordem de Despolarização → Septo Interventricular (SIV), Paredes laterais e Base; ▪ VALORES NORMAIS: ATÉ 120 ms. - Onda Q: - Por definição → PRIMEIRA ONDA NEGATIVA a aparecer no complexo QRS; - Pode ou não estar presente no complexo; ▪ VALORES NORMAIS: - Amplitude → menor que 0,1 mv (ou 1 mm); - Duração menor que 40 ms. PS: Onda Q > 40 ms ou 1/3 do QRS = patológica (Necrose ou Ausência de Atividade Elétrica). - Onda R: - Por definição → PRIMEIRA ONDA POSITIVA a aparecer no complexo QRS; - Onda S: - Por definição → PRIMEIRA ONDA NEGATIVA precedida de uma onda positiva (R); SEGUIMENTO ST: - Linha de trajetória horizontal → do fim da onda S e início de T; ▪ CARACT NORMAIS: SEM SUPRA E SEM INFRA ▪ SE ANORMAL: Pode estar SUPRA ou INFRA desnivelada; - Representa → ONDA T: - Representa a REPOLARIZAÇÃO DOS VENTRÍCULOS. Obs: - REPRESENTA APENAS UM FENÔMENO ELÉTRICO → pois os ventrículos não esboçam qualquer atividade mecânica; - A ONDA T AURICULAR PERDE-SE NO QRS; ▪ CARACT NORMAIS: - Assimétrica → ramos ascendentes lentos + ápice arredondado + ramo descendente rápido; - Amplitude normal = cerca de 1 a 2/3 de R → embora a duração/amplitude não sejam medidas; ▪ SE ANORMAL: - Situações de alteração → isquemias miocárdicas; ONDA T POSITIVA E APICULADA: ISQUEMIA SUB-ENDOCÁRDICA; ONDA T NEGATIVA E APICULADA: ISQUEMIA SUB-EPICÁRDICA; A. FREQUÊNCIA: a. Maneira prática: Memorizar a sequência 300, 150, 100 em seguida 75, 60 e 50 e contar o número de quadrados grandes no intervalo R-R; * ATENÇÃO!!! O intervalo deve estar entre duas linhas mais escuras; Resultado → o número final proporcional à última linha da contagem indica o número de BPM; b. Maneira clássica: - Dividir 1500/número de quadradinhos pequenos (40ms) no intervalo R-R; * 1 minuto → 60 s/0,04s → 1500 quadradinhos; B. RITMO: - É SINUSAL? SIM, se P + em D1, D2, D3, AVF e AVL??? - É REGULAR OU IRREGULAR? Regular quando há distancias constantes entre onda iguais. C. EIXO Características gerais: - “Eixo” → representação do VETOR MÉDIO DE QRS, símbolo da onda de despolarização ventricular em propagação originada no nodo AV (centro do coração); - Faixa normal → - 30° à + 90°; PARA BAIXO E LEVEMENTE PARA A ESQUERDA; OBS: HIPERTROFIA VENTRICULAR → desvia o vetor para o lado hipertrofiado pois aumenta sua força; INFARTO → desvia para o lado oposto à área isquemizada (área sem propagação elétrica); Estratégias para localização do VETOR nos quadrantes: 1. IDENTIFICAR SE D1 e AVF SÃO +: - D1 → - Formada por dois eletrodos (+ e -), divide o tórax em duas regiões, uma NEGATIVA DO LADO DIREITO e outra POSITIVA NO LADO ESQUERDO (conforme o sentido de propagação da onda de despolarização); - Por isso divide o círculo em desse mesmo modo → - AVF → - Formada por um eletrodo APENAS POSITIVO no pé esquerdo; - Por isso divide o círculo em + ABAIXO e – ACIMA → - Esquema: 2. IDENTIFICAR A DERIVAÇÃO ONDE QRS É MAIS ISOELÉTRICO: - Onda isoelétrica: - Aquela que se propaga perpendicularmente ao sentido de uma determinada derivação, - Como consequência se dirige muito pouco à alguma derivação → produz onda + e – - Ex: QRS → - Importância: - O vetor QRS mais isoelétrico estará COM CERTEZA à 90° da derivação isoelétrica → garantia de localização mais precisa do VETOR QRS; -Como fazer: Situações possíveis para Faixa Normal: * Após passar pela identificação de D1 e aVF na etapa anterior, previmos que o vetor está na faixa normal; - P/ aVF mais isoelétrica → - aVF representa + 90° (embaixo no círculo); Logo: +90° - 90° (para alinhar o Vetor Perpendicularmente à derivação) → EIXO À 0°; - P/ D III isoelétrica → - D III representa + 120° (embaixo no círculo); - Logo: + 120° - 90° (para alinhar o vetor perpendicularmente) → EIXO À +30°; D. CONDUÇÃO AV → - AVALIAR EXTENSÃO DO INTERVALO P-R (FAIXA NORMAL = 120 À 200 ms);E. CONDUÇÃO IV → - AVALIAR EXTENSÃO DO COMPLEXO QRS (FAIXA NORMAL = ATÉ 120 ms); F. PROGRESSÃO DE ONDAS Q e R → G. SEGUMENTO ST e ONDAS T POR PAREDE → Seguimento ST → supra ou infra desnível; ??? Onda T por parede: (ASSIMÉTRICA? MENSURAR AMPLITUDE, PRESENÇA DE ISQUEMIA?) - V1 e V2 → SEPTO; - V3 e V4 → PAREDE ANTERIOR DO VE; - V5 e V6 → PAREDE LATERAL DO VE; - V7 e H. INTERVALO Q-T(Início da onda Q ao final da onda T); ▪ FAIXA NORMAL: 300 a 440 ms (440 PODE SER CONSIDERADO PARA AMBOS OS SEXOS) ▪ HOMENS: 460 ms e MULHERES: 470 ms ▪ 440 PODE SER CONSIDERADO PARA AMBOS OS SEXOS. A. FREQUÊNCIA: ▪ FORMA PRÁTICA: CONTAR QUADRADOS GRANDES (entre R-R) + FAZER A SEQUENCIA 300, 150, 100, 75, 60, 50 ▪ FORMA CLÁSSICA: 1500/QUADRADINHOS B. RITMO: ▪ É SINUSAL? SIM, se P + em D1, D2, D3, AVF e AVL??? ▪ É REGULAR OU IRREGULAR? SIM, se os INTERVALOS R-R SÃO UNIFORMES (MEDIR COM COMPASSO) C. CONDUÇÃO AV (ONDA P E INTERVALO PR) ▪ CARACT DE ONDA P: - POSITIVA EM D1, D2 E NEGATIVA EM aVR - ARREDONDADA, duração 100 ms - PRESENÇA DE ENLACE AV: onda P precedendo QRS. ▪ INTERVALO PR (INÍCIO DE P a INÍCIO DE R) - 120 – 200 ms. D. EIXO: OBS: FAIXA NORMAL: - 30º a 90º (ELA CHEGA A MENCIONAR 100º) ▪ LOCALIZAR O QUADRANTE: QRS EM D1 E AVF, se + está DENTRO DA FAIXA. ▪ LOCALIZAR DERIVAÇÃO MAIS ISODIFÁSICA: VETOR QRS ESTARÁ PERPENDICULAR A ELA. E. CONDUÇÃO IV: ▪ AVALIAR DURAÇÃO DE QRS: ATÉ 120 ms) F. PROGRESSÃO DE ONDAS Q e R: OBS: NAS DERIVAÇÕES PRECORDIAIS ▪ V1: PREDOMINANTEMENTE NEGATIVA ▪ V2, V3 e V4: TRANSIÇÃO (OBS: PODEM SER ISODIFÁSICAS). ▪ V5 e V6: PREDOMINANTEMENTE POSITIVA G. SEGUMENTO ST e ONDAS T POR PAREDE: ▪ AVALIAR PRESENÇA DE SUPRA/INFRA ▪ AVALIAR ONDA T: H. INTERVALO QT e QTc (INÍCIO DE “Q” AO FINAL DE “T”): ▪ FAIXA NORMAL: 300 a 440 ms (440 PODE SER CONSIDERADO PARA AMBOS OS SEXOS) ▪ HOMENS: 460 ms e MULHERES: 470 ms ▪ 440 PODE SER CONSIDERADO PARA AMBOS OS SEXOS. ▪ QT CORRIGIDO: QT/raiz de RR ▪ ELETROCARDIOGRAMA ISQUÊMICO – DR. CRISTIANO LUCENA 1. CARACTERÍSTICAS ESTATISTICAS: - O ECG é normal naqueles pacientes com dor torácica típica em torno de 5% (até mais de 15%). - Por outro lado, o seriamento do ECG permite uma sensibilidade de 95% quando se procura IAMST. - Se o ECG vier normal na admissão a especificidade é muito boa 80 – 95%. Conclusão: dor torácica típica na emergência = SERIAMENTO DE ELETRO + MARCADORES COMPLEMENTARES (DE NECROSE). 2. ANATOMIA: - A circulação miocárdica é decorrente de duas artérias coronárias: esquerda e direita. - A artéria coronária esquerda, na maioria das vezes, tem um tronco comum curto que se divide em descendente anterior (DA) e circunflexa (CX). A DA desce pelo sulco interventricular anterior em direção ao ápex, e supre a maior parte do septo interventricular através dos ramos septais e as paredes anterior e lateral do VE pelos ramos diagonais (Figura A). A Cx percorre o sulco atrioventricular esquerdo e dá origem aos ramos marginais que irrigam as faces lateral e posterior do VE (Figuras A e B). - A coronária direita (CD) avança pelo sulco atrioventricular direito e nutre o VD através do ramo ventricular direito. Em 80% a 85% dos casos, a CD termina no sulco interventricular posterior, ou um pouco além, e perfunde as paredes inferior e posterior do VE. - Seu ramo mais importante é o descendente posterior (Figuras A e B). PS: Em 15% a 20% dos casos, a parede inferior é perfundida por uma CX dominante (Figura C). Em geral, a DA perfunde 50% da massa ventricular esquerda e a CD e a CX, 25% cada. PS: 30% DOS INFARTOS DE PAREDE INFERIOR TEM ENVOLVIMENTO DE VD, o que torna mandatório investigar as derivações V3R, V4R. 4. ECG ISQUEMICO PROPRIAMENTE DITO: • Fase Hiperaguda (Figura B): caracteriza-se pela presença de ondas T altas, apiculadas, simétricas e com base larga, que corresponde à isquemia da região subendocárdica, a camada mais vulnerável do miocárdio ventricular. Essa alteração tem curta duração (15 a 30 min) e raramente é observada em salas de emergência. • Fase Aguda (Figura C): após um curto período de envolvimento subendocárdico, o processo isquêmico persistente gera um envolvimento grave de toda a parede ventricular (lesão transmural) que se reflete por um padrão de elevação do segmento ST. A onda Q patológica começa a se esboçar com o início da necrose, que avança do endocárdio ao epicárdio. • Fase Subaguda ou Recente (Figuras D e E): ocorre horas ou dias após o início do IM e é reconhecida pelo aparecimento de ondas T negativas nas derivações que previamente mostravam elevação de ST. As ondas Q de necrose tornam-se nítidas e o supradesnível de ST vai atenuando-se até desaparecer em 2 a 4 semanas. • Fase Crônica ou Antiga (Figura F): caracteriza-se pelo predomínio da necrose (ondas Q anormais); o segmento ST situa-se na linha de base e a onda T tende a se normalizar, ou permanece alterada (isoelétrica ou invertida). - Há três nuances que compõem o ECG isquêmico: ISQUEMIA CORRENTE DE LESÃO NECROSE OU AUSÊNCIA DE ATIVIDADE ELÉTRICA 4.1 ISQUEMIA: - Diz respeito a alterações de onda T muda suas características usuais (aumento de AMPLITUDE, PONTIAGUDA e SIMÉTRICA). - Características fisiológicas da onda T: ASSIMÉTRICA: PARTE ASCENDENTE LENTA E DESCENDENTE RÁPIDA ARREDONDADA AMPLITUDE: cerca de 2/3 do QRS. a. VETOR DE ISQUEMIA DA ONDA T - Dogma principal: SEMPRE SE AFASTA DA ISQUEMIA. - O vetor repolarização inicia-se imediatamente onde acabou de ocorre a polarização, uma vez que a célula se comporta como um dipolo elétrico: superfície positiva e interior negativo quando em estado de repouso. - Se houver ISQUEMIA o vetor de repolarização vai iniciar imediatamente no ponto mais próximo sem isquemia. - Conclusão: ISQUEMIA SUBENDOCÁRDICA: - Onda T é sempre POSITIVA (para cima), pois o vetor repolarização vai partir em direção ao EPICÁRDIO que está preservado (pois não da pra fazer o caminho oposto porque aí já seria a cavidade ventricular), e é capturado pelo ELETRODO DA SUPERFÍCIE como uma deflexão positiva. ISQUEMIA SUBEPICÁRDICA: - Onda T é sempre negativa, pois como o vetor foge da área lesionada, vai no sentido contrário ao eletrodo expectante, marcando uma deflexão negativa no traçado. b. CAUSAS: DAC FASE INICIAL DO INFARTO PROVA DE ESFORÇO SOBRECARGA DE VE (HIPERTROFIA, etc.) PERICARDITE 4.2 CORRENTE DE LESÃO: - São infradesnivelamentos ou supradesnivelamentos do SEGUIMENTO ST. - Dogma principal: O VETOR APONTA PARA A LESÃO (contrário da ISQUEMIA). LESÃO SUBENDOCÁRDICA: infradesnivelamento de ST. INFRA ≥ 0,5 mm (entre linha de base e ponto J), derivações contíguas. LESÃO SUBEPICÁRDICA: supradesnivelamento de ST. SUPRA ≥ 2 mm (V1 a V3) e ≥ 1 mm (no restante), derivações contíguas. PS: por isso é impossível ter um SUPRA DE ST e ONDA T POSITIVA (alterada claro). a. CAUSAS: praticamente as mesmas. PS: curiosidades - ANEURISMA DE VE: manutenção de supra de ST semanas após evento de infarto. - PERICARDITE: supra de ST difuso (em “todas” as derivações). PS: MANEJO DE DOR TORÁCICA TÍPICA COM SUPRA (REVISÃO) ABORDAGEM GERAL DO PACIENTE COM DOR TÍPICA: 1. Primeiro eletro: com supra. MORFINA OXIGÊNIO NITRATO, ASPIRINA (ANTIPLAQUETÁRIOS) ACESSO VENOSO 2. Após Nitrato, repetir eletro em 10 minutos: mantém o SUPRA ACIONAR HEMODINÂMICA: para CATE/ANGIOPLASTIA PRIMÁRIA AUSÊNCIA DE SERVIÇO: TERAPIA TROMBOLÍTICA OBS: não espere os marcadores para trombolizar. A demora na trombólise ou ICP pode matar o paciente em decorrência de complicações de IC em até 5 anos depois. 4.3 NECROSE ou ZONA ELÉTRICA NEGATIVA: - OBS: necrose no ECG não significa que necessariamente ocorreu lesão histológica. A onda Q patológica, um sinal clássico da necrose miocárdica, caracteriza-se por apresentar: • Duração ≥ 0,04 s ou 1 mm de largura (critério mais importante) • Voltagem ≥ 25% da R que a segue, ou ≥ 1/3 doQRS (by: DUBIN). PS: - Quanto mais larga a onda Q, maior é EXTENSÃO SUPERFICIAL da necrose. - Quanto mais ampla a onda Q, maior a PROFUNDIDADE da necrose. PS: Esses critérios não são válidos para as derivações D3, aVR e V1, que não estão voltadas diretamente para a massa ventricular esquerda.