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TRICOMONÍASE Morfologia, Clínica e Diagnóstico Profa. MSc. Amanda Torres Nunes DOENÇA AG. ETIOLÓGICO FORMAS EVOLUTIVAS TRANSMISSÃO / PREVENÇÃO Tricomoníase (Tricomonose) ● DST, ● Doença infecto- contagiosa do sistema gêniturinário do homem e da mulher (principalmente sexualmente ativos) ● Amplificação da transmissão do HIV Trichomonas vaginalis ● outras espécies que ocorrem em humanos, mas não são patogênicas: T. tenax – boca Pentatrichomonas hominis – intestino grosso Trofozoítos – não possui forma cística Habitat (T. vaginalis): Sist. geniturinário de humanos ♀ principalmente na mucosa vaginal até a exocérvice e uretra; ♂ é visto na uretra peniana, vesícula seminal e próstata ● A transmissão se dá principalmente através de relações sexuais onde haja o contato c/ secreções q/ conte- nham o trofozoíto OBS: também pode ser transmitido por: Fômites contaminados, Roupas íntimas ou toalhas em casos de promiscuidade, Transmissão vertical - mães infectadas podem contaminar as filhas durante o parto. ● A melhor forma de prevenção é o uso de preservativos. Ordem:Trichomonadida Família:Trichomonadidae Fonte: Neves, David Pereira. Parasitologia Humana. 12. ed. São Paulo: Ed Ateneu, 2011 Trichomonas vaginalis Forma evolutiva Fonte: google, 2016 ● Forma alongada, piriforme ou oval; ● 6 a 15 µm de comprimento, por 3 a 12 µm de largura. ● Ciclo de vida monoxeno, ocorre quando o protozoário é transmitido sexualmente, e se mantém na forma de trofozoíto na vagina ou na uretra. ● A reprodução do parasita é assexuada por divisão binária longitudinal, frequentemente ocorrendo múltiplas divisões nucleares antes da divisão citoplamática Fonte: google imagens, 2016 Ciclo biológico Trichomonas vaginalis PATOGENIA / SINTOMATOLOGIA MULHER: ● Leucorréia – corrimento fluido, abundante, bolhoso, amarelo-esverdeado, e com odor fétido ● Colpite em foco (pontilhado hiperêmico) mostra uma vaginite, com pontos mais avermelhados, salientes e o ápice esbranquiçado. ● Prurido e ardor ● Gravidez - prematuridade, baixo peso ao nascer, ruptura prematura de bolsa HOMEM: ● Em geral, assintomática ● Uretrite, com discreto corrimento claro, viscoso, às vezes purulento e, durante a micção matutina, o paciente pode queixar-se de ardor ou leve prurido ● Período de incubação varia entre 3 a 20 dias ● Adelgaçamento epitelial, do glicogênio nas céls. do epitélio vaginal e do Bacillus Doderlëin com consequente do pH vaginal, juntamente com a capacidade imunológica local e sistêmica são fatores que definiriam o grau de intensidade da infecção e a respectiva sintomatologia Tricomoníase Diagnóstico TRICOMONÍASE DIAGNÓSTICO CLÍNICO Os sintomas são muito sugestivos ou indicativos da doença, porém podem ser confundidos com outras DST´S. Achado clássico de cérvice com aspecto de morango (2% das pacientes), corrimento espumoso (20% das mulheres infectadas) A demonstração do parasito é conclusivo DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Pesquisa Parasitológica (Amostras biológicas: secreção vaginal e cervical, secreção uretral, secreção prostática e urina). ● Exame a fresco Observação microscópica do protozoário móvel (realizado logo após a coleta). ● Exames em esfregaços corados Esfregaços fixados pelo álcool metílico e corados pelo Giemsa, Leishman ou Gram. O exame de Papanicolau - sensibilidade é baixa, deixando passar cerca de 50% dos casos, além de ter uma alta taxa de falso positivo. ● Cultura (padrão-ouro para o diagnóstico) Diagnóstico, isolamento de amostras e acompanhamento terapêutico. Ensaios Imunológicos (boa sensibilidade e especificidade, não são utilizados na rotina, sendo solicitados como exames complementares em casos duvidosos) Reação de Aglutinação direta, HI, Imunofluorescência Direta e Indireta, ELISA. CerviciteSecreção bolhosa Trofozoíto T. vaginalis Exame citológico ou Papanicolau TrofozoítoT. vaginalis Diagnóstico Fonte: google, 2016 Diagnóstico Fonte: http://www.norcito.com.br/images/images/13_trichomonas_vaginalis/tc8.JPG Obrigada Obrigada pela atenção! amanda@uninovafapi.edu.br