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Basquetebol: Aspectos Pedagógicos e Aprofundamentos ?????. ?? Autores: Profa. Áide Angelica de Oliveira Nessi Prof. Marco Antonio Tieghi Basquetebol: Aspectos Pedagógicos e Aprofundamentos Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Professores conteudistas: Áide Angelica de Oliveira Nessi / Marco Antonio Tieghi Áide Angelica de Oliveira Nessi Áide Angelica de Oliveira Nessi é mestre em Gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). Especialista em Treinamento de Modalidade Esportiva – Basquetebol pela Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Educação em Saúde pela Faculdade UniSant’Anna. Graduada em Educação Física pela Faculdade de Educação Física de Santo André. Funcionária pública da Prefeitura Municipal de Caieiras, atuando na Secretaria Municipal de Esportes por mais de 20 anos. Atuou 23 anos como atleta profissional de basquetebol com experiência internacional e vários títulos conquistados. Atualmente, é coordenadora auxiliar (desde 2008) e docente (desde 2006) do curso de Educação Física da Universidade Paulista (UNIP), além de líder da disciplina Basquetebol: aspectos pedagógicos e aprofundamentos. Marco Antonio Tieghi Marco Antonio Tieghi é mestre em Educação pela Universidade Salesiana. Pós‑graduado em Treinamento Esportivo pela Faculdade de Educação Física de Santo André, Técnico em basquetebol pela Faculdade de Educação Física de Santo André. Graduado em Educação Física. Atuou por 15 anos como treinador de basquetebol pelo Clube Esperia nas categorias de iniciação, sendo três vezes eleito o melhor técnico pela Federação Paulista de Basquetebol. Docente do curso de Educação Física na Universidade Paulista (UNIP) desde 2004. © Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Universidade Paulista. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Z13 Zacariotto, William Antonio Informática: Tecnologias Aplicadas à Educação. / William Antonio Zacariotto ‑ São Paulo: Editora Sol. il. Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XVII, n. 2‑006/11, ISSN 1517‑9230. 1.Informática e tecnologia educacional 2.Informática I.Título 681.3 ? Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Prof. Dr. João Carlos Di Genio Reitor Prof. Fábio Romeu de Carvalho Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças Profa. Melânia Dalla Torre Vice-Reitora de Unidades Universitárias Prof. Dr. Yugo Okida Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Profa. Dra. Marília Ancona‑Lopez Vice-Reitora de Graduação Unip Interativa – EaD Profa. Elisabete Brihy Prof. Marcelo Souza Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar Prof. Ivan Daliberto Frugoli Material Didático – EaD Comissão editorial: Dra. Angélica L. Carlini (UNIP) Dra. Divane Alves da Silva (UNIP) Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR) Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT) Dra. Valéria de Carvalho (UNIP) Apoio: Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos Projeto gráfico: Prof. Alexandre Ponzetto Revisão: Elaine Pires Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Sumário Basquetebol: Aspectos Pedagógicos e Aprofundamentos APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7 INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7 Unidade I 1 INICIAÇÃO AO BASQUETEBOL .......................................................................................................................9 1.1 Histórico do basquetebol no mundo ...............................................................................................9 1.2 O basquetebol no Brasil ..................................................................................................................... 15 1.3 Conceito ................................................................................................................................................... 17 1.4 Características do basquetebol ....................................................................................................... 18 1.4.1 Capacidades motoras ou físicas ........................................................................................................ 19 1.4.2 Capacidades coordenativas ................................................................................................................ 21 1.5 Minibasquetebol ................................................................................................................................... 21 1.5.1 Conceito...................................................................................................................................................... 21 1.5.2 Histórico ..................................................................................................................................................... 21 2 REGRAS ............................................................................................................................................................... 23 2.1 Metodologias aplicadas ao ensino do basquetebol ............................................................... 24 2.1.1 Evolução dos princípios metodológicos ........................................................................................ 24 2.2 Princípios metodológicos atuais .................................................................................................... 25 2.2.1 Analítico‑sintético .................................................................................................................................. 25 2.2.2 Global‑funcional ..................................................................................................................................... 26 3 ESTUDOS DOS FUNDAMENTOS .................................................................................................................. 27 3.1 Controle do corpo ................................................................................................................................ 28 3.1.1 Tipos ............................................................................................................................................................. 28 3.1.2 Brincadeiras e jogos (método global) ............................................................................................. 29 3.1.3 Exercícios (sequência pedagógica utilizando o método analítico) ..................................... 30 3.2 Manejo de bola ...................................................................................................................................... 31 3.2.1 Tipos ............................................................................................................................................................. 31 3.2.2 Algumas formas de segurar e recepcionar a bola ..................................................................... 31 3.2.3 Erros comuns ............................................................................................................................................ 32 3.2.4 Brincadeiras e jogos (método global) .............................................................................................33 3.2.5 Sequência pedagógica (método analítico) ................................................................................... 34 3.3 Drible ......................................................................................................................................................... 35 3.3.1 Tipos de drible .......................................................................................................................................... 37 3.3.2 Erros comuns ............................................................................................................................................ 42 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 3.3.3 Jogos e brincadeiras (método global) ............................................................................................. 43 3.3.4 Sequência Pedagógica (método analítico) ................................................................................... 44 3.4 Passe .......................................................................................................................................................... 45 3.4.1 Alguns princípios básicos para a execução de bons passes .................................................. 46 3.4.2 Tipos de passes ......................................................................................................................................... 46 3.4.3 Brincadeiras e jogos (método global) ............................................................................................. 51 3.4.4 Sequência pedagógica .......................................................................................................................... 52 3.5 Arremesso ................................................................................................................................................ 53 3.5.1 Tipos de arremessos ............................................................................................................................... 53 3.6 Rebote ....................................................................................................................................................... 62 3.6.1 Tipos de rebote ......................................................................................................................................... 63 4 REGRAS DO BASQUETEBOL ......................................................................................................................... 67 Unidade II 5 O BASQUETEBOL COMO MODALIDADE ESPORTIVA DE COMPETIÇÃO ....................................... 79 6 HABILIDADES TÁTICAS OFENSIVAS AVANÇADAS DO BASQUETEBOL ......................................... 80 6.1 Posições específicas de ataque ....................................................................................................... 81 6.2 Sistema ofensivo................................................................................................................................... 85 6.3 Fundamento de corta‑luz ................................................................................................................. 86 7 CONTRA‑ATAQUE ............................................................................................................................................ 92 8 SISTEMAS DEFENSIVOS ...............................................................................................................................105 8.1 Defesa individual ................................................................................................................................109 8.2 Defesa por zona ..................................................................................................................................112 7 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 APRESENTAÇÃO Esta obra representa o trabalho que vem sendo desenvolvido há mais de 10 anos na Universidade Paulista (UNIP) com a disciplina de basquetebol. Desde então se buscou atualizar os procedimentos metodológicos aplicados nas aulas teórico‑práticas, tentando acompanhar as constantes mudanças da sociedade em que vivemos. Como esta disciplina oferece aos graduandos a oportunidade de realizar uma vivência de aplicação prática baseada no ensino do basquetebol, sempre houve a preocupação de fornecer subsídios para que estes pudessem sair de sua formação inicial demonstrando competências para atuar na modalidade. Outra preocupação é poder utilizar o basquetebol como um veículo para o desenvolvimento integral do ser humano, potencializando seus valores de forma ética, sadia e feliz. Assim sendo, defende‑se a importância do docente utilizar como componentes curriculares a prática e as atividades complementares, dando a oportunidade dos graduandos vivenciarem diversas situações na modalidade de basquetebol, desde a iniciação até a competição de alto rendimento, que muitas vezes não são possíveis apenas por meio das aulas. Outro fator observado ao longo dos anos é a falta de vivência na modalidade durante a vida escolar, trazendo certa “carência” do graduando em atuar nessa modalidade. Podemos afirmar que utilizando essas duas ferramentas ao longo dos anos foi possível aprimorar técnicas e formas de ensino‑aprendizagem que contribuíram para a aplicabilidade do conhecimento adquirido. INTRODUÇÃO A disciplina de basquetebol tem por objetivo analisar e vivenciar as concepções e tendências metodológicas do ensino do basquetebol na perceptiva de proposição de uma pedagogia do esporte, além de estudar as propostas de organização, sistematização, aplicação e avaliação de procedimentos pedagógicos a fim de resolver os problemas que emergem da prática da iniciação e aperfeiçoamento/treinamento em basquetebol. Esta obra está dividida em duas unidades: na unidade I, voltada para o processo de iniciação ao basquetebol, será apresentada a introdução histórica e conceitual do basquetebol como fenômeno sociocultural, sinalizando para uma metodologia de ensino que articule teoria e prática como integrantes de um mesmo processo de aprendizagem social e esportiva, características da modalidade e a apresentação dos fundamentos básicos com exemplos de exercícios globais e específicos ao final da apresentação de cada fundamento. Abordaremos o Minibasquetebol com suas adaptações, história e regras básicas, viabilizando uma oportunidade do participante vivenciar o basquetebol em qualquer ambiente. Na unidade II, fase de aperfeiçoamento/treinamento, serão apresentados os fundamentos táticos e os sistemas ofensivo, defensivo e contra‑ataque. Com relação às regras, entendemos que por ser um conteúdo que sofre alterações constantes, nos preocupamos em apresentar as de maior relevância, orientando os caminhos (sites e links) de atualizações. Uma boa leitura a todos! 9 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Unidade I 1 INICIAÇÃO AO BASQUETEBOL O objetivo desta unidade é compreender todo o processo de desenvolvimento do basquetebol, desde a sua criação e evolução como jogo até a sua aplicação pedagógica, metodologias de ensino e fundamentos básicos apropriados às características iniciais do praticante. 1.1 Histórico do basquetebol no mundo “O basquetebol é um jogo fácil de jogar e difícil de dominar.” James Naismith Para conhecer um pouco da história dessa modalidade que encantou o mundo, precisamos entender os motivos e os elementos que levaram à criação desse jogo. No que diz respeito ao seu criador, estaremos abordando um pouco da sua trajetória, a fim de facilitar a compreensão do leitor. Durante o inverno de 1891, naInternational Young Men’s Christian Association Training Scholl (YMCA), em português, Associação Cristã de Moços (ACM), atualmente Springfield College em Massachussets, EUA, ficou evidente que havia necessidade de ter alguma atividade física que pudesse ser praticada em local fechado e com luz artificial, uma vez que os rigorosos invernos não permitiam a prática de jogos ao ar livre. Sem poder praticar o rugby, beisebol ou futebol, os alunos da ACM não tinham outra opção senão praticar a ginástica de aparelhos e calistenia, o que causou um grande desinteresse dos alunos e em especial do Instituto Técnico de Preparação de Secretários. Sem encontrar uma solução para o caso após várias tentativas de aulas e reuniões com a participação efetiva dos alunos, o diretor Dr. Luther Halsey Gulick, então diretor do Departamento de Educação Física, tentou ainda buscar informações de métodos estrangeiros, a fim de tentar resolver o problema, fato que não ocorreu (DAIUTO, 1991). No início do ano escolar daquele ano (outubro/novembro), o Dr. Gulick, durante o Seminário de Psicologia, reiterou aos alunos a necessidade da criação de um jogo que pudesse suprir a referida deficiência, esclarecendo que deveria ser interessante, fácil de aprender e que pudesse ser praticado em locais fechados. Relembrou ainda que o meio para inventar o jogo seria o aproveitamento de partes de jogos já conhecidos. Numa das ocasiões em que se debatia o problema, o Dr. Gulick foi surpreendido pelo canadense James Naismith, que declarou que “a coisa errada não era a turma de alunos, mas sim o sistema empregado”, querendo mostrar, mais uma vez, a necessidade de outro tipo de atividade interna. James Naismith, aos 30 anos, era formado em Artes na cidade de Montreal (Canadá) e praticante de vários esportes, foi premiado pela primeira vez como o atleta mais completo da Universidade Mc Gill. Em 10 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I 1887 havia ingressado como monitor de Educação Física no Seminário Presbiteriano de Teologia, no qual se formou e recebeu pela segunda vez o prêmio de atleta mais completo da universidade. Atendendo à sugestão do secretário geral da ACM de Montreal, James Naismith seguiu para Massachussets (EUA) iniciando seus estudos no Instituto Técnico de Preparação de Secretários da atual Springfield College e atuando na equipe de futebol americano. Ele não imaginava que após a sua explanação no Seminário de Psicologia seria convidado pelo Dr. Gulick, em dezembro de 1891, a dirigir as aulas de Educação Física no Curso de Secretários. Embora contrariado, Naismith aceitou a incumbência e tentou inicialmente algumas modificações e adaptações nos esportes mais conhecidos, de modo que pudessem ser praticados em recintos fechados. Alguns jogos foram testados e nenhum deles atendeu aos objetivos propostos. Não estando disposto a reconhecer que estava falhando, Naismith relembrou as características básicas que o novo jogo deveria ter: • comportar um grande número de jogadores; • poder ser adaptado a qualquer espaço; • ser atraente; • servir como um exercício completo; • não ser muito violento; • ser fácil de aprender; • ser científico, para lograr interesse geral. Em seguida, Naismith estudou o lado psicológico dos jogos que conhecia. Sua primeira dedução foi que em todos eles sempre se usava uma bola. Havendo dois tamanhos de bola (maior e menor), notou que a bola pequena requeria raquetes ou tacos, tornando o jogo mais complexo. Assim, a bola pequena foi desprezada em favor da maior, dando‑se preferencia à bola redonda e não à oval, como a de rúgbi. A segunda dedução foi a de que no novo jogo não seria permitido agarrar a bola nem correr com ela. Estavam definidos, portanto, os princípios básicos do jogo, que eram: • a bola seria esférica e grande; • o jogador não poderia correr com a bola; • a bola deveria ser passada com as mãos; • seria proibido o contato corporal; • a meta seria colocada horizontalmente. 11 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Figura 1 – Modelo da primeira bola utilizada para jogar basquetebol Analisando os tipos de gols que conhecia, Naismith chegou à conclusão de que nenhum deles servia, uma vez que em espaço fechado a força física para impulsionar a bola deveria ser limitada, contrariando o que acontece nos jogos ao ar livre. Salienta Lima (1988) e Guarizi (2007) que encontrar a finalidade imediata do novo jogo foi a tarefa mais difícil para Naismith, que esteve prestes a desistir, se não fosse a lembrança de um jogo de sua infância, praticado junto a um rochedo, nas proximidades da casa que morava em Almonte, no Canadá, chamado Pato no Rochedo (DAIUTO,1991). Este jogo consistia em cada participante ter uma pedra, chamada de “pato”. O “goleiro” colocava sua pedra no cume do rochedo e os outros, a certa distância, tentavam alcançá‑la com seus “patos”. O jogador que atingisse o alvo corria em sua direção para trazê‑la para seu lugar, de modo a não permitir que o “goleiro” a apanhasse e tentasse recolocá‑la no cume do rochedo. Partindo dessa ideia, Naismith resolveu adotar um alvo horizontal, colocando uma caixa de cada lado do campo, de modo que toda vez que a bola caísse ali dentro seria um ponto, mas, nesse caso, a defesa seria muito fácil, pois os jogadores se colocariam em volta da caixa e seria impossível fazer o ponto. A solução foi elevar a caixa a uma altura que não permitisse esse tipo de defesa, exigindo que os jogadores arremessassem a bola com habilidade e precisão, em vez de força e velocidade. Nessas condições, Naismith dispunha de equipamento e já idealizara os objetivos básicos do novo jogo. Faltava encontrar um modo para dar início a ele. Pensou nas saídas de bola de alguns esportes conhecidos, tais como o polo aquático, o rúgbi e outros, optando finalmente pelo lançamento da bola entre dois jogadores no centro da quadra, que foi chamado de bola ao alto, termo e regra utilizados até os dias de hoje. 12 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Com relação ao alvo, Almeida (1988) e Guarizi (2007) relatam que Naismith solicitou ao zelador do ginásio que lhe arrumasse duas caixas de 18 polegadas (45,72 cm), mas não foram caixas, e sim cestos de pêssegos. Com um martelo e alguns pregos, Naismith prendeu os cestos na parte superior de duas pilastras, colocados a uma altura de 10 pés, sendo 3,05 m em cada lado do ginásio. Nascia a cesta de basquetebol (PAES, 2009). Figura 2 – Cestos de pêssegos utilizados como alvo Vale ressaltar aqui dois fatos muito significativos e que demonstram, mais uma vez, a capacidade de Naismith ver seus objetivos com extrema clareza: • as duas “caixas” solicitadas deveriam ter cerca de 45 cm de diâmetro. Atualmente o aro tem essa medida; • as cestas foram colocadas a uma altura de 3,05 m. Até hoje essa é a altura do aro em relação ao solo. Segundo Paes (2007), James Naismith escreveu rapidamente as primeiras regras do esporte, contendo 13 itens, apesar de em sua opinião o número 13 não trazer sorte (DAIUTO, 1991). Mas elas estavam tão claras em sua cabeça que foram colocadas no papel em menos de uma hora. Resumidamente, seguem os 13 itens apresentados por Naismith a Dr. Gulick (ROSE, 2006): 1) A bola deveria ser passada com uma ou com ambas as mãos em qualquer direção. 2) A bola poderia ser batida no solo, com uma ou com ambas as mãos, em qualquer direção. 3) Um jogador não poderia correr com a bola. 4) A bola deveria ser segurada com as mãos. 5) Nenhum jogador poderia ser segurado, puxado, empurrado ouderrubado. 13 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 6) Seria marcada uma falta se acontecesse um dos lances descritos anteriormente ou se a bola fosse golpeada com a mão fechada. 7) Se cada uma das equipes cometesse três faltas consecutivas, seria computado um ponto para o adversário. 8) Um ponto seria marcado se a bola fosse arremessada para dentro da cesta e ali permanecesse. 9) Quando a bola fosse tirada da cesta, deveria ser reposta para o campo de jogo pelo jogador que a tocou. 10) O árbitro auxiliar deveria julgar se havia falta e notificar ao árbitro principal quando a equipe fizesse três faltas. Ele tinha o poder de desqualificar os jogadores de acordo com a regra 5. 11) O árbitro deveria julgar se a bola estava em jogo ou não, decidir a que equipe pertencia e controlar o tempo. 12) O tempo de jogo era de dois períodos de 15 minutos, com 5 minutos de intervalo. 13) A equipe que fizesse o maior número de pontos nesse tempo seria considerada a vencedora. No caso de empate, mediante concordância dos capitães, o jogo continuaria até que o primeiro ponto fosse anotado. O criativo professor levou as regras para a aula, afixando‑as num dos quadros de aviso do ginásio. Comunicou a seus alunos que tinha um novo jogo e se pôs a explicar as instruções e a organizar as equipes. Havia 18 alunos na aula que receberam com certo receio a apresentação do regulamento do Novo Jogo, pois para eles tratava‑se de mais um dentre os vários jogos já experimentados. Naismith selecionou dois capitães e pediu‑lhes que escolhessem os lados da quadra e seus companheiros de equipe. Escolheu dois jogadores mais altos e jogou a bola para o alto. Era o início do primeiro jogo de basquetebol. Saiba mais Para saber mais sobre a história de Naismith, criador do jogo de basquete, recomendamos os seguintes endereços: <http://www.efdeportes.com/efd180/james‑naismith‑o‑ criador‑do‑basquetebol.htm> <http://www.cbb.com.br/PortalCBB/OBasquete/JamesNaismith> Como era previsto, o jogo foi marcado por muitas faltas, que eram punidas colocando‑se seu autor na linha lateral da quadra até que a primeira cesta fosse feita. Outra limitação dizia respeito à própria 14 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I cesta: a cada vez que um arremesso era convertido, um jogador tinha de subir até a cesta para apanhar a bola. A solução encontrada, alguns meses depois, foi cortar a base do cesto, o que permitiria a rápida continuação do jogo. Figura 3 – Ginásio do Springfield College, onde ocorreu a primeira partida de basquetebol da história. O cesto era colocado a uma altura de 3,05 m, altura mantida até os tempos atuais Curioso, no entanto, é que nem Naismith nem seus alunos tomaram cuidado de registrar essa data, de modo que não se pode afirmar com precisão em que dia o primeiro jogo de basquetebol foi realizado. Sabe‑se apenas que foi em dezembro de 1891, pouco antes do Natal. Lima (1988) e Guarizi (2007) relatam que o novo jogo foi tão empolgante, que tiveram dificuldade de tirar os alunos do ginásio, depois do horário. Esse jogo foi batizado por um aluno irlandês, cujo nome é Frank Mahan, de Basketball. Após a aprovação da diretoria do Springfield College, a primeira partida do esporte recém‑criado foi realizada no ginásio Armory Hill, no dia 11 de março de 1892, em que os alunos venceram os professores pelo placar de 5 a 1, na presença de cerca de 200 pessoas. A primeira bola de basquetebol foi feita pela A.C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets), ainda em 1891, e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol. As primeiras cestas sem fundo foram desenhadas por lew Allen, de Connecticut, em 1892, e consistiam em cilindros de madeira com bordas de metal. No ano seguinte, a Narraganset Machine & Co. teve a ideia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda, mas poderia ser aberta simplesmente puxando‑a (Figuras 4B e 4C). Logo depois, tal corda foi abolida, e a bola passou a cair livremente após a conversão dos arremessos (Figura 4D). Em 1895, as tabelas foram introduzidas oficialmente. 15 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Naismith não poderia imaginar a extensão do sucesso alcançado pelo esporte que inventara. Seu momento de glória veio quando o basquetebol foi incluído nos jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e ele lançou ao alto a bola que iniciou o primeiro jogo de basquetebol nas Olimpíadas. Atualmente, o esporte é praticado por mais de 300 milhões de pessoas no mundo inteiro, em mais de 70 países filiados à FIBA. A) C) B) D) Figura 4 – Evolução do cesto de basquete 1.2 O basquetebol no Brasil O Brasil foi o primeiro país da América do Sul e o quinto do mundo a conhecer o basquetebol. Cinco anos após a criação do Novo Jogo, ou seja, em 1896, o professor Augusto Farnham Shaw, um norte‑americano que completou seus estudos na Universidade de Yalle (EUA), onde em 1892 graduou‑se como bacharel em Artes e, algum tempo depois, mestre em Artes, tomou contato pela primeira vez com o basquete (DAIUTO, 1991). Dois anos depois, recebeu um convite para lecionar no tradicional Mackenzie College, em São Paulo. Na bagagem, trouxe mais do que livros sobre a História da Arte. Havia também uma bola de basquete (FERREIRA, 2010). Mas demorou um pouco até que o professor pudesse concretizar o desejo de ver o esporte criado por James Naismith adotado no Brasil. A nova modalidade foi apresentada e aprovada imediatamente pelas alunas internas da escola americana do Mackenzie. Logo a seguir, o jogo começou 16 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I a ser praticado pelas alunas do Instituto de Educação Caetano de Campos – escola Normal da Praça – para onde foi levado pelo professor Oscar Thompson. Figura 5 – Mulheres jogando basquetebol no Colégio Mackenzie em São Paulo Quando tudo fazia crer que o basquetebol ganharia grande número de adeptos, os rapazes do Mackenzie – já sabendo que naquele estabelecimento somente moças praticavam o jogo – viram fotos de jovens do sexo feminino jogando basquetebol nos EUA e recusaram‑se, daí por diante, a continuar jogando “esse novo esporte para mulheres”. Isso atrapalhou a difusão do basquete entre os rapazes, movidos pelo forte machismo da época. Para piorar, havia a forte concorrência do futebol, trazido em 1894 por Charles Miller, e que se tornou a grande coqueluche da época entre os homens. Mas sob a orientação do diretor de Educação Física da ACM, Mr. C. B. Henna, seguido pelos professores Alfredo Wood e João Nogueira Lotufo, que o sucederam no cargo, o basquetebol começou a desenvolver‑se rapidamente e a ser difundido pelo País. Foi no Rio de Janeiro que a prática do jogo como esporte foi iniciado em 1912 pela ACM local, numa pequena e acanhada sala à Rua da Quitanda n. 47, onde duas colunas existentes na parte central da sala tornavam o jogo ainda mais difícil de ser praticado. As primeiras regras oficiais foram traduzidas em 1915 por uma Comissão e publicadas em um catálogo da Casa Stamp em 1916. 17 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS O primeiro torneio disputado no Brasil, também o primeiro da América do Sul, foi organizado pela ACM do Rio de Janeiro, em 1915.Participaram desse torneio a ACM, a América F. C., o Clube Internacional de Regatas, o Colégio Sylvio Leite, o Clube Ginástico Português e o Corpo de Marinheiros nacionais de Villegaignon. Disputado com muito interesse e entusiasmo por todos, o torneio terminou com a vitória da equipe da ACM (DAIUTO, 1991). Em São Paulo, até 1922, apenas alguns entusiastas, principalmente da ACM e da Associação Atlética de São Paulo, continuavam a prática desse novo esporte. Aos poucos, outros clubes, como o Clube Atlético Paulistano, o Antártica Futebol Clube, o Clube Esperia e o Palestra Itália (atualmente Sociedade Esportiva Palmeiras) iniciaram a prática desse jogo. Em 1920 foi constituída a Comissão de Basketball da Associação Paulista de Esportes Amadores (APEA), que promoveu um campeonato em 1923. Apesar de ter sido disputado por todos aqueles clubes e pela ACM, o resultado do campeonato não foi animador, pois não houve, por parte do público, grande interesse, uma vez que as regras eram quase totalmente desconhecidas. No ano seguinte, foi disputado outro campeonato, sendo, então, registrado um interesse maior pelos jogos. No início de 1924, com a eleição do Dr. Antônio Prado para a presidência da APEA, os esportes viram‑se libertados da tutela dessa associação e, em consequência, formaram‑se as diversas federações especializadas. Apesar das dificuldades e apreensões que essa situação causou, foi por meio da iniciativa do desportista Stefano Strata que em 1924 foi fundada a Federação Paulista de Bola ao Cesto, posteriormente, Federação Paulista de Basketball. Não podemos deixar de frisar que o basquetebol brasileiro muito deve a Mr. Fred C. Brown, formado pela Escola Superior de Educação Física de Chicago, que veio ao Brasil a convite do presidente do Fluminense F.C. e prestou inestimáveis serviços ao Fluminense, à Associação Metropolitana de Esportes Atléticos e à Confederação Brasileira de Desportos. Mesmo assim, as ACMs do Rio de Janeiro e de São Paulo continuaram contribuindo decisivamente para a difusão do basquetebol. Perante a sua entidade nacional, o basquetebol brasileiro foi dirigido pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) no período de 1925 a 1933. A Confederação Brasileira de Basketball foi fundada no Rio de Janeiro no dia 25 de dezembro de 1933, sob a denominação Federação Brasileira de Basketball. Apenas em 1941, em Assembleia Geral Extraordinária, adotou‑se a denominação atual: Confederação Brasileira de Basketball (CBB). 1.3 Conceito A palavra “basketball” se originou, segundo a história, por meio de duas palavras: basket: cesto (cestos de pêssegos utilizados como o primeiro alvo do jogo); ball: bola. Assim, o nome do jogo em português seria bola ao cesto. 18 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I 1.4 Características do basquetebol O esporte, ao longo dos anos, vem sendo classificado das mais variadas formas. A classificação mais difundida é aquela que, tradicionalmente, define os esportes como individuais ou coletivos (ROSE, 2005). Sabemos que a evolução dos estudos na área atualmente nos tem mostrado que esse tipo de definição é muito simples e não contempla vários aspectos presentes na prática esportiva. Muitos estudos foram realizados ao longo do tempo, e os esportes passaram a ser classificados de acordo com determinadas características. Assim, o basquetebol é considerado um esporte de oposição e cooperação, envolvendo ações simultâneas entre duas equipes, com ocupação de espaço comum e participação simultânea. Além disso, é um esporte muito dinâmico, participativo e com uma complicada rede de comunicação que envolve os componentes de uma mesma equipe e os adversários. Especificamente, como esporte de cooperação e oposição, entende‑se que a ação se desenvolve em um espaço compartilhado pelas duas equipes que, na maior parte do tempo, jogam em um espaço ainda mais reduzido (meia quadra), exercendo as funções de defesa e ataque, atuando sobre o objeto do jogo (a bola) simultaneamente, sem que haja necessidade de esperar o fim da ação da equipe que a detém, acentuando a luta por sua posse, para que seja alcançado o objetivo final: a conversão da cesta. Imprevisibilidade Cooperação oposição Criação e diminuição de espaços Figura 6 – A essência do jogo de basquete Essa condição coloca as equipes em situação de defesa (quando não têm a posse de bola) ou de ataque (quando têm a posse da bola). Esse último tem como objetivo conservar a posse, progredir em direção à cesta adversária e, evidentemente, converter o ponto. Enquanto isso, a defesa tentará recuperar a bola, impedir a progressão e, é claro, a conversão da cesta (HERNANDEZ, 1998; ROSE; TRÍCOLI, 2005). Na condição de atacante, uma equipe deve ter clara a necessidade de buscar ou criar situações favoráveis para alcançar seus objetivos. A defesa, por sua vez, por meio de ações não faltosas, deverá estabelecer estratégias para neutralizar o ataque. Essa interação ataque‑defesa, característica do basquetebol, apoia‑se sobre uma estrutura funcional que destaca, principalmente, a relação espaço‑temporal, as relações entre os companheiros, adversários e bola, e as regras que, de certa forma, limitam essas interações, o que caracteriza a ocupação de espaço 19 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS comum e a participação simultânea dos jogadores por meio de suas ações e movimentos específicos (ROSE; TRÍCOLI, 2005). Ataque Transição Defesa Situações de jogo coletivas: sistemas de defesa e ataque 5x5 Situações de jogo individuais e grupais: 1x1; 2x2; 3x3 ... Fundamentos de defesa e de ataque Figura 7 – Dinâmica do jogo de basquete 1.4.1 Capacidades motoras ou físicas Estudaremos a seguir a importância das capacidades motoras no desenvolvimento dos fundamentos básicos durante o processo de iniciação ao basquetebol. De acordo com Ferreira e De Rose Jr. (2010), o basquetebol é composto por uma soma de habilidades específicas (fundamentos) de jogo. Essas habilidades evoluem para situações específicas do jogo e, consequentemente, quando requerem maior organização, derivam para aspectos táticos (defensivos e ofensivos). Toda estrutura depende, fundamentalmente, do correto desenvolvimento de capacidades motoras condicionantes e coordenativas. No basquetebol, é possível encontrar as formas básicas de movimento do ser humano: corridas, saltos e lançamentos. Elas estão presentes na execução dos diferentes fundamentos do jogo ou na sua combinação, como, por exemplo: deslocamentos em várias direções, saltar para um rebote ou executar um arremesso, passar uma bola ou arremessar à cesta. Outra característica importante do basquetebol é a variabilidade de ritmo e intensidade na execução das ações. Barbanti (1996) e Rose (2006) afirmam que o basquetebol é um esporte que envolve capacidades motoras condicionantes e coordenativas que são aplicadas de acordo com a especificidade das situações de jogo e da função de cada jogador. Segundo os autores, há três capacidades condicionantes que são básicas no basquetebol: 20 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I • força; • resistência; • velocidade. Além dessas capacidades, abordaremos, segundo Guarizi (2007), a agilidade como uma capacidade motora importante para o desenvolvimento dos fundamentos técnicos, assim como a flexibilidade citada por Rose e Trícoli (2005). A força é identificada nas mais diversas situações de jogo e necessária para garantir a boa execução dos movimentos. Pode ser subdividida em: • força de salto:importante para os rebotes e para arremessos como o jump e a bandeja; • força de sprint: fundamental para deslocamentos constantes, acelerações e mudanças de direção; • força de resistência: condição necessária para a manutenção da qualidade dos gestos técnicos durante toda a partida. A velocidade é identificada na capacidade de deslocamentos rápidos dos alunos/atletas com ou sem a posse da bola, para responder rapidamente aos estímulos: • velocidade de reação: saídas rápidas para interceptar um passe ou receber a bola; • velocidade dos movimentos acíclicos ou agilidade: garantir deslocamentos num pequeno espaço de jogo; • resistência geral ou aeróbia: é a capacidade responsável pela manutenção do estado básico do aluno/atleta e também por sua maior condição de recuperação de um jogo para outro; • resistência anaeróbia: é responsável pela execução eficiente e com intensidade adequada dos movimentos específicos durante todo o jogo; • flexibilidade: uma capacidade condicional importante para a prática do basquetebol, facilitando a aprendizagem, a execução dos fundamentos e também como agente de prevenção de lesões articulares e musculares, muito comuns nesse esporte. • agilidade: capacidade de mover‑se com o corpo através de um espaço com a combinação eficiente de coordenação e força. Auxilia o aluno/atleta a adaptar‑se com facilidade a diferentes situações, como: trocas de direção e altura do movimento do corpo; trocas de distância (na qual o corpo é projetado em um espaço). 21 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 1.4.2 Capacidades coordenativas Quanto às capacidades coordenativas destacam‑se: • percepção espaço‑temporal; • seleção imagem‑campo; • coordenação multimembros; • coordenação óculo‑manual; • destreza manual; • estabilidade braço‑mão; • precisão. Numa situação em que o aluno/atleta realiza o movimento de arremesso em bandeja, podemos identificar todas as capacidades citadas anteriormente. O atleta aproxima‑se da cesta em velocidade (espaço‑temporal), foca a cesta/alvo (seleção imagem‑campo), inicia a fase de progressão segurando a bola e preparando o arremesso (coordenação multimembros, coordenação óculo‑manual e destreza manual), na fase aérea controla a bola e arremessa (destreza manual, seleção imagem‑campo, estabilidade braço‑mão e precisão). Não podemos deixar de considerar também a importância do equilíbrio, que, nesse caso, é fundamental para a retomada do contato com o solo (queda). 1.5 Minibasquetebol 1.5.1 Conceito O minibasquetebol é um jogo de basquetebol, mas com características muito peculiares e específicas. Possui os mesmos conceitos e características gerais da modalidade, mas com adaptações importantes para proporcionar ao praticante a oportunidade de jogar o basquetebol de forma prazerosa. Tem por objetivo principal dar às crianças a oportunidade de apreciar experiências ricas e de qualidade que poderão ser transferidas, no futuro, para o basquetebol além de promover a inclusão e a possibilidade de que um grande número de crianças possa praticá‑lo sem a obrigatoriedade de apresentar resultados imediatos (ROSE, 2015). 1.5.2 Histórico A origem do minibasquetebol também vem dos EUA, estado de Nova York, na década de 1950, com o professor Jay Archer. Seu nome original era biddy basketball. Devido à simplicidade da proposta de Archer, a nova forma de jogar o basquetebol entre as crianças se expandiu rapidamente pela América do Norte, Ásia e Austrália, chegando à Europa e América do Sul em meados da década de 1960. 22 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I De forma geral, o minibasquetebol é destinado a crianças entre cinco e 11 anos e busca ser um meio de educação esportiva e social. A criança é a protagonista do jogo, aumentando sua capacidade de aprender, realizar, socializar e exercitar sua criatividade. É uma das atividades mais aconselhadas para as crianças, pois contribui para o desenvolvimento da personalidade integral. “[...] a prática do minibasquetebol deve ser desenvolvida sem que necessariamente a criança tenha de se especializar precocemente. Isto significa que nem todo praticante do minibasquetebol será um aluno de basquetebol no futuro. No entanto, com a sua prática adequada, a criança se tornará um apreciador do jogo e um cidadão ativo e participante em sua sociedade” (ROSE, 2015, p. 20). Esse jogo, no início do processo de aprendizagem para as crianças, pode acontecer de várias formas, e não necessariamente na situação de 5x5, mas sim de 4x4, com regras especiais, como faz a Federação Italiana de Basquetebol. Observação Veja abaixo algumas das adaptações do minibasquetebol italiano no jogo 4 contra 4: 1. Ele consiste em seis períodos, com duração de seis minutos cada. 2. Entre o 1º e o 2º período, entre o 2º e o 3º, entre o 4º e o 5º e o 5º e o 6º terá apenas um minuto de descanso. 3. Entre o 3º e 4º período devem ser observados cinco minutos de descanso. 4. Durante o jogo a contagem do tempo será corrida, exceto durante qualquer falta para a realização de lances livres e saltos. 5. Dois minutos de suspensão (um período para cada equipe) sempre que o árbitro considerar apropriado (lesão, bola longe do campo etc.). 6. O pedido de tempo pode ser solicitado a qualquer momento durante o jogo e deve ser concedida uma paralisação do jogo. Saiba mais Para mais informações e curiosidades sobre o assunto consulte o link: <http://www.fip.it/minibasket/DocumentoNoList.asp?IDCartella=4649>. 23 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 2 REGRAS No Brasil, infelizmente as regras oficiais do minibasquetebol foram alteradas para atender as expectativas de adultos (dirigentes, técnicos e pais) que visam o resultado como primeiro produto dessa prática, ao contrário do que prega a filosofia do minibasquetebol, que privilegia o processo de formação das crianças por meio do esporte. Por esse motivo abordaremos apenas as regras do 5x5. O professor poderá ter a liberdade de criar e modificar as regras e o ambiente de prática para torná‑lo mais acessível e motivante para as crianças. 5X5: • quadra: 28x15 m, admitindo‑se as reduções 26x14 m, 24x13 m, 22x12 m e 20x11 m; • tempo de jogo: 4 períodos de 8 minutos; • bola: 68 cm a 73 cm – 400 g a 500 g; • tabela: sua base inferior deve estar a 2,25 m do solo; • aro: deve estar a 2,60 m do solo; • substituição: obrigatório jogar cinco alunos no primeiro período e substituir todos para o segundo (outros cinco alunos). Sugestão: como é permitida a inscrição de até 12 alunos por equipe, pode‑se estabelecer como regra que seis alunos devem atuar no primeiro período e seis no segundo, e as substituições no período ficam a cargo do professor. • não há linha de três pontos; • não há regra dos 24 segundos; • não há defesa quadra inteira; • não há defesa por zona ou pressão; • árbitros: a regra original do minibasquete prevê a participação de somente um árbitro, que tem como principal responsabilidade orientar os alunos durante a partida, explicando as marcações. Não há falta técnica. Saiba mais Para saber mais sobre as regras oficiais do minibasquetebol, acesse o link: <http://www.cbb.com.br/PortalCBB/Arbitragem/Regras>. 24 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I 2.1 Metodologias aplicadas ao ensino do basquetebol Neste capítulo, buscaremos apresentar os aspectos relacionados como “como” ensinar o basquetebol, embora sabemos que haja muitas semelhanças com outras modalidades esportivas e práticas corporais. Incialmente daremos uma prévia abordagem à evolução das práticas pedagógicas aplicadas no Brasil até os atuais princípios metodológicos aplicados nos jogos desportivos coletivos. 2.1.1 Evolução dos princípios metodológicos Em um passado recente, o foco central da iniciação esportiva no Brasil era o gesto técnico específico do basquetebol. Nesse contexto, ênfase era dada ao aprendizado dos fundamentos básicos da modalidade, como o controle do corpo, drible, passe, arremesso e rebote. Esse conteúdo era desenvolvido por meio de “sequências pedagógicas”, baseadas na decomposição de tarefas, executadas com a preocupação de fazer o aluno aprender determinados movimentos específicos da modalidade. A estratégia mais utilizada era a repetição do gesto decomposto, que junto a outras partes, chegava à execução do fundamento propriamente dito como, por exemplo, a bandeja (ROSE; TRÍCOLI, 2005). Posteriormente, no Brasil, a iniciação esportiva recebeu forte contribuição da teoria desenvolvimentista, que defendia em sua proposta pedagógica a necessidade de aprender as habilidades básicas antes de aprender as habilidades específicas. No final da década de 1970 e início de 1980, o processo de ensino e aprendizagem esportiva passou a considerar, com base na teoria desenvolvimentista, a importância da aprendizagem e do desenvolvimento das habilidades primárias, como andar, correr, saltar, entre outras. Com o objetivo de compreender de forma simples certa influências relativas ao ensino esportivo, chegava ao Brasil no final da década de 1980 o construtivismo, que estava muito presente nas discussões acerca da pedagogia do esporte. Sua principal tese mostrava a necessidade de o aluno compreender melhor os movimentos executados pelos atletas. Assim, nesse sentido, a perspectiva de construção do gesto técnico pelo aluno era tida como fundamental no processo de aprendizagem esportiva (ROSE; TRÍCOLI, 2005). O momento hoje marca a evolução da educação física e do esporte, e, nesse sentido, é preciso entender que não é possível continuar limitando a pedagogia que trata da iniciação em basquetebol somente abordando a dimensão do aprendizado dos fundamentos técnicos e sistemas táticos, e sim buscar novas possibilidades de “pedagogiar” o esporte, dando continuidade nos avanços nessa área do conhecimento. 25 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 2.2 Princípios metodológicos atuais Antes de apresentarmos as possíveis metodologias aplicadas ao ensino do basquetebol, é preciso entender que a iniciação esportiva deve parar de roubar o lúdico das atividades, valorizando a essência do aluno. Ela deve transcender a aprendizagem de uma técnica preestabelecida e permitir a manifestação original de novas formas de movimento, valorizando mais a intenção do arremesso do que a sua técnica, mais a solidariedade do passe do que a sua funcionalidade, mais a emoção da cesta do que sua importância numérica. Assim, a iniciação esportiva deve cobrar menos e permitir mais (SANTANA, 1996). 2.2.1 Analítico‑sintético Esse princípio parte da ideia central de ensinar as habilidades e os fundamentos de uma determinada modalidade mediante a repetição de exercícios separados do contexto do jogo formal em que se aprende a praticar os fundamentos para depois jogar. Um dos problemas evidentes nesse método é que, ao utilizá‑lo prioritariamente, os professores retardam a abordagem do jogo (método global), até que os alunos consigam realizar o fundamento técnico. É preciso salientar que muitos alunos nesta fase não conseguirão executar os gestos técnicos, e assim, ao insistir nesse método, o professor poderá não oportunizar outras formas de aprendizagem gratificantes (GARGANTA, 1998). O princípio analítico‑sintético, segundo López (2002) e Paes (2009), tem como carateríticas: • excessiva repetição de movimentos estereotipados; • inibe conflitos presentes nas situações do jogo; • favorece a correção e a avaliação de uma determinada técnica; • tende a não atender aos interesses da criança de jogar; • separa a técnica da tática; • desfavorece experiências de jogo; • treina‑se a técnica fora do contexto do jogo; • fora do contexto do jogo, pode possibilitar mais rapidamente o êxito na execução de determinados fundamentos (o que não garante o mesmo êxito no momento de aplicar o fundamento numa situação de jogo). 26 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I 2.2.2 Global‑funcional O princípio global‑funcional apoia‑se em cursos de jogos, ou seja, partindo de jogos menos complexos o aluno experimentaria diversas situações‑problema semelhantes às do jogo formal, tendo melhores condições de interagir com sua imprevisibilidade. Nesse princípio, tanto as questões táticas como as técnicas do jogo coletivo são aprendidas e vivenciadas por meio de jogos (PAES, 2005). Sua caraterísticas são: • técnica e tática desenvolvem‑se simultaneamente; • tende a atender ao desejo da criança de jogar; • as habilidades e os fundamentos são aprendidos dentro do contexto do jogo; • favorece experiências de jogo; • tende a desfavorecer as relações do aluno/jogador com a bola; • pode agravar que determinados fundamentos sejam aprendidos e fixados de forma “erronia”; • trabalha simultaneamente com muitas informações, podendo reduzir o entendimento do que é mais ou menos importante para o jogo. Assim sendo e considerando que as pessoas aprendem por meios diferenciados, não se recomenda a escolha de um único método de trabalho, mesmo porque não há um único método capaz de abranger a complexidade de um jogo como o basquetebol. Sugerimos que o técnico/professor conheça os diversos métodos e compreenda seus princípios para que, de acordo com sua filosofia de trabalho, possa criar um método que seja compatível com as necessidades e os objetivos do grupo com o qual trabalha, considerando sua faixa etária e o nível de compreensão do jogo, a fim de que sejam atendidas as questões técnicas e físicas do jogo, assim como as questões cognitivas, afetivas e sociais de quem joga. Princípio analítico‑sintético Princípio global‑funcional Tarefas motoras Problemas motores Exercícios Jogos Previsibilidade Imprevisibilidade Figura 8 – Características dos princípios metodológicos 27 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 3 ESTUDOS DOS FUNDAMENTOS Nesse momento estudaremos o basquetebol numa perspectiva pedagógica, analisando seus fundamentos que representam os movimentos, gestos básicos do jogo e a correta execução, a fim de dar condições necessárias para que o aluno/jogador possa praticar essa modalidade de forma fácil e natural. Os fundamentos podem ser classificados de acordo com suas caraterísticas (ataque, defesa, com bola e sem bola) e formas variadas de execução. No quadro a seguir apresentamos o tipo e características de cada fundamento: Quadro 1 Fundamentos Tipos Características Controle do corpo Paradas bruscas, saídas rápidas, fintas, saltos, giros, corridas, deslocamentos, mudanças de direção. Sem bola Defesa Ataque Manejo de bola Segurar, rolar, lançar, transpassar em torno do corpo, conduzir. Com bola Ataque Drible Alto, baixo ou de proteção, com mudança de direção, por entre as pernas, por trás do corpo. Com bola Ataque Passes Com as duas mãos: à altura do peito, picado, acima da cabeça; Com uma das mãos: picado,à altura do ombro, gancho. Com bola Ataque Arremesso Bandeja, arremesso com uma das mãos, jump, gancho e a enterrada. Com bola Ataque Rebote Ofensivo e defensivo Fase com bolaFase sem bola Fundamentos individuais de defesa Posição básica de defesa Deslocamentos Sem bola Defesa Após classificá‑los e determinar os seus tipos e características, abordaremos os fundamentos mediante suas definições, descrições e exemplos de exercícios e atividades lúdicas para a aprendizagem e fixação. Os exercícios serão apresentados por descrição específica e demonstração visual. As atividades lúdicas serão citadas com suas descrições. Já para fundamentos mais complexos, como o arremesso em bandeja e jump, serão apresentados exemplos de sequência pedagógica, que poderão servir de ideia para a elaboração de novas sequências. A ordem de apresentação dos fundamentos será a mesma apresentada no quadro anterior, uma vez que obedece a uma sequência lógica de aprendizagem da modalidade que vai do mais simples para o mais complexo e que oferece ao aluno/jogador a oportunidade de repetir os fundamentos já aprendidos, agregando novas aprendizagens e possibilitando‑o vivenciar situações reais de jogo por meio de exercícios combinados ou exercícios sincronizados. 28 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Lembrete Os materiais utilizados na construção dos exercícios, suas formações adotadas e as formas de execução serão apresentados apenas como parâmetro de trabalho, podendo, logicamente, ser alterados de acordo com a realidade e a necessidade de cada professor em suas aulas. 3.1 Controle do corpo Em qualquer que seja a modalidade esportiva praticada, é preciso primeiramente que o aluno/ jogador domine seu próprio corpo em função dos movimentos solicitados por essa modalidade, conheça suas possibilidades e seus limites. O controle do corpo é a capacidade de realizar movimentos e gestos específicos do basquetebol exigidos durante um jogo, ou seja, são inúmeras maneiras de como podemos controlar o corpo durante uma partida. Por isso esse fundamento pode ser considerado pré‑requisito para a realização do jogo. 3.1.1 Tipos Entre os gestos desse fundamento podemos citar corridas para frente, para trás e lateralmente, corridas com mudança de direção, fintas, giros, paradas bruscas, saídas rápidas e saltos (com impulsão em ambas as pernas e em uma das pernas). Alguns desses gestos como a finta, giro e parada brusca necessitam de uma técnica específica para sua execução na modalidade de basquetebol. É importante que num primeiro momento o aluno esteja vivenciando os gestos de forma global, uma vez que ainda não sabemos se ele permanecerá na modalidade. Mas uma vez inserindo na iniciação esportiva, se faz necessário apresentar a técnica desses gestos, que serão descridos a seguir: Fintas: são movimentos de corpo na tentativa de enganar a ação do defensor. Essa ação pode ser realizada de três formas: • atacante com a posse de bola ameaça passá‑la para um lado e passa ou dribla para o outro; • o atacante com a posse de bola e com o adversário bem próximo ameaça o arremesso com um movimento de braços e cabeça e com isso provoca um salto do defensor para realizar o arremesso um instante após o salto; • o atacante, com ou sem a bola, por um movimento de pernas (transferência do peso do corpo para uma das pernas com a semiflexão dessa perna) e quadris, ameaça sair para um lado e muda bruscamente sua movimentação para o lado contrário. 29 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Parada brusca: interrupção do deslocamento de um atacante para dificultar a ação da defesa. Essa parada é realizada com o apoio de uma das pernas semiflexionada à frente e fazendo com que o peso do corpo seja transferido para ela. Enquanto isso, a perna de trás poderá ser transferida para manter o equilíbrio do corpo. Giro: é o movimento realizado com as pernas no sentido de se livrar de um defensor. O atacante, com ou sem bola, fixa uma das pernas (exemplo com a perna direita) à frente, utilizando‑a como pé de apoio. Com a esquerda executa um giro de 180º graus (dando as costas para o defensor) e sai para o lado contrário. Em nossas aulas práticas poderemos trabalhar utilizando diferentes recursos e estratégias, como exercícios específicos, brincadeiras e jogos de forma que os nossos alunos/jogadores possam vivenciar o fundamento controle do corpo de acordo com os objetivos propostos pelo professor/técnico. A seguir apresentaremos alguns exemplos para cada estratégia. 3.1.2 Brincadeiras e jogos (método global) Pega-pega do abraço: estipula‑se um número de pegadores perante o número de alunos (pegadores fixos). Alunos dispostos pela quadra, andando livremente. Ao comando, os pegadores tentarão pegar sempre utilizando a caminhada. Para não serem pegos, os alunos deverão procurar um colega e abraçar. Após abraçar um colega, é obrigatório procurar outro colega (Pode‑se aumentar o número de pegadores cada vez que um aluno for pego). Objetivos: andar em várias direções; sociabilização; desenvolver a atenção. Pega-pega bruxa (pedra): determina‑se uma quantidade de pegadores de acordo com o número total de alunos. Estes deverão pegar a maior quantidade de pessoas com o objetivo de transformar todo o grupo em “pedra”. Os alunos que fugirem dos pegadores têm por objetivo não virarem “pedras”, mas caso sejam pegos, deverão agachar imitando a posição de uma pedra. Para voltarem à brincadeira, um colega deverá saltar por cima da “pedra”. Objetivos: saltos; corridas com paradas bruscas; fintas; mudança de direção;tomada de decisão; trabalho em equipe; cooperação. Observação Em uma variação dessa brincadeira (pode ser pega‑pega bruxa ou americano), quem for pego fica em pé com as pernas afastadas lateralmente e o amigo que quiser salvá‑lo passa entre suas pernas (engatinhando ou arrastando). Par ou ímpar: em duplas no centro da quadra, onde todos os alunos estarão formando duas fileiras, ao comando, a dupla irá tirar par ou ímpar, o perdedor terá que tentar pegar o colega antes que ele ultrapasse a linha lateral do basquetebol (ou qualquer outra demarcação que o professor irá determinar). 30 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Marcará ponto o aluno que conseguir pegar o colega antes da linha ou o colega que conseguir fugir até a linha sem ser pego, marcando assim um ponto. Objetivo: raciocínio rápido; atenção; concentração; tempo de reação; corridas rápidas; quebras de ritmos. Caçadores da selva: divide‑se a turma em quatro turmas, cada grupo ocupando os quatros cantos da quadra do voleibol. Cada grupo terá um nome de animal (elefantes, tigres, leopardos e leões). No centro da quadra, ficarão os quatro “caçadores”. Ao comando do professor, que irá falar um nome de animal, este deverá atravessar a quadra de um lado para o outro sem que nenhum caçador pegue algum animal do bando. Caso algum animal seja pego, este passa a ser o caçador, e o caçador passa a ser o animal que acompanhará o seu bando. Objetivo: corridas com mudanças de direção; fintas; tempo de reação; trabalho em equipe; tomada de decisão. 3.1.3 Exercícios (sequência pedagógica utilizando o método analítico) • Posição inicial: alunos dispostos dentro da quadra de basquetebol andando para frente. Ao comando, muda‑se a direção (para direita, esquerda, frente e trás). • Idem ao anterior, correndo e com mudanças de direção. • Posição inicial: correndo. Ao comando, sentar, deitar de decúbito ventral, decúbito dorsal, rolar. •Formam‑se colunas nas duas linhas de fundo da quadra voleibol de frente para o meio da quadra (linha central). Ao comando, os primeiros de cada coluna correrão até o meio da quadra e executarão os gestos solicitados pelo professor, finalizando com corrida de frente, invertendo o lado da coluna. Gestos sugeridos: • fintas com a perna direita e esquerda; • giros; • saltos, tocando as palmas das mãos do companheiro que está à frente; • corrida de frente e de costas; • deslocamentos. Objetivo: desenvolver os gestos do fundamento controle do corpo. 31 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Observação Os movimentos de deslocamentos são realizados principalmente em situações defensivas, sendo que a diferença básica entre eles e as corridas é que nos deslocamentos não se deve realizar cruzamentos das pernas, a fim de que não ocorra perda de equilíbrio. 3.2 Manejo de bola O segundo fundamento apresentado refere‑se ao manejo de bola, compreendido como a capacidade de manusear a bola nas variadas situações do jogo. O principal objetivo dessa ação é o desenvolvimento da habilidade motora geral (manipulação) de controlar a bola com as mãos. A manipulação de bola permite ao aluno/jogador criar intimidade com a bola, facilitando, posteriormente, a execução de todos os fundamentos realizados que envolvam a bola no jogo de basquetebol. Observação Com relação aos exercícios indicados para o trabalho de manejo de bola, sugerimos que não faça nenhuma divisão de aprendizado, pois acreditamos que esses exercícios devem ser empregados em todas as fases do basquetebol, diferenciando‑se apenas na forma e no ritmo de execução adotado em cada fase. Para facilitar o aprendizado do aluno/jogador, não envolveremos nos exercícios os fundamentos de drible e passe. 3.2.1 Tipos Para esse fundamento é de suma importância oferecer aos seus praticantes a oportunidade de conhecer as diversas possibilidades de experimentação com a bola, como rolar, tocar, segurar, lançar, trocar de mãos e movimentá‑las em relação a diversos planos do corpo. 3.2.2 Algumas formas de segurar e recepcionar a bola a) Modo de segurar a bola: deve‑se segurar a bola com as duas mãos, colocadas na parte lateral e posterior, com os polegares paralelos. A bola deve ser apoiada na parte calosa das mãos, estando os dedos entreabertos. A bola deve ficar à altura do tórax (Figura 9). Essa forma de segurar a bola é utilizada quando o aluno/jogador vai passar ou driblar. 32 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Figura 9 – Gesto de segurar a bola b) Quando o objetivo for o arremesso com uma das mãos ou o jump, o aluno/jogador deverá segurar a bola com a mão do arremesso apoiada na parte posterior da bola e a outra na parte lateral (Figura 10). Figura 10 – Gesto de segurar a bola para o arremesso com uma das mãos ou jump c) Modo de receber a bola: geralmente é realizada com as duas mãos, embora, em algumas situações, a recepção possa ser feita com uma das mãos. Deve‑se ir de encontro à bola, com os braços estendidos e as mãos espalmadas. Após tê‑la dominado, deve‑se trazê‑la para junto do corpo e segurá‑la conforme a descrição anterior. Se a recepção for feita com uma das mãos, o aluno/ jogador deverá segurá‑la imediatamente com as duas mãos e proceder conforme explicado. 3.2.3 Erros comuns São erros comuns: • Apoiar a bola na palma das mãos. • Segurar a bola com a ponta dos dedos. 33 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS • Segurar a bola somente pela sua parte posterior, juntando os polegares. • Abrir demasiadamente os cotovelos. • Afastar a bola do corpo, desprotegendo‑a. 3.2.4 Brincadeiras e jogos (método global) • Formam‑se pequenos grupos espalhados pela quadra com uma bola de borracha. O aluno que está com a bola ficará no meio do círculo; ao comando este lançará a bola para cima e chamará o nome de um colega que está em volta do círculo. O aluno chamado deverá se deslocar e pegar a bola antes que ela caia no chão. Todos os alunos deverão ser chamados. • Idem ao anterior, correndo livremente pelo espaço. • Jogo pré‑desportivo: divide‑se a quadra em duas pequenas quadras, colocando dois alvos para cada quadra (cones na linha lateral do basquete), divide‑se dois grupos para cada quadra (número indeterminado, mas de preferência cinco ou seis integrantes). O objetivo do jogo é acertar o alvo, mas para isso os alunos deverão antes de passar a bola efetuar uma “habilidade” (ex.: passar a bola por entre as pernas, em volta da cintura, em volta das pernas, em volta do pescoço etc.). O objetivo da equipe defensora é pegar a bola ou interceptar o passe. — Regras: não tocar no adversário e manter uma distância de um braço, não andar com a bola na mão; não ficar com a bola por mais de cinco segundos sem tomar uma atitude, não tocar no adversário (falta); não pisar nas linhas; — Objetivos: noção espaço‑temporal, dinâmica do jogo, espírito de grupo, aplicação dos gestos do fundamento manejo de bola e regras básicas. • Estafetas: adaptamos esse jogo a fim de deixar mais dinâmico e promover um maior número de repetições para o gesto. Aqui serão desenvolvidas atividades com quatro tipos de bolas ao mesmo tempo, e o término se dará quando a distância solicitada pelo professor for atingida. — Sentados, pernas cruzadas e flexionadas, passar as bolas por cima da cabeça de mão em mão; — Em pé, pernas afastadas, rolar a bola passando de mão em mão (túnel); — Idem ao anterior, passando a bola por cima e por baixo, alternadamente; — Objetivos: trabalho em equipe, coordenação motora e alguns gestos do fundamento manejo de bola. 34 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I 3.2.5 Sequência pedagógica (método analítico) Posição inicial: formam‑se duplas com uma bola de basquete na linha lateral ou pequenos grupos de quatro alunos com uma bola de basquetebol e uma de outra modalidade ou de borracha (dois de cada lado da linha lateral do basquetebol com um tipo de bola), caso o grupo seja muito grande. Os alunos deverão realizar os movimentos de um lado para o outro trocando de coluna. 1) Andando, rolar a bola no chão, passando de uma mão para outra rapidamente. 2) Correndo, passando a bola de uma mão para outra acima da cabeça o mais rápido possível. 3) Correndo, lançar a bola para cima com as duas mãos, estendendo os braços e sem quebrar o ritmo da corrida. 4) Idem ao anterior, lançando um pouco mais alto, deixar pingar uma vez no chão, passar por baixo da bola e pegar novamente. 5) Idem ao anterior, tentando passar por baixo da bola três vezes sem que ela encoste no corpo. 6) Passar a bola em volta da cintura, do pescoço e das pernas unidas (direita e esquerda). 7) Pernas afastadas lateralmente, executar o movimento de oito por entre as pernas. 8) Idem ao anterior, deixando a bola por entre as pernas e trocando a posição das mãos sem que ela caia no chão. 9) Idem ao anterior, colocar a bola atrás da nuca com as duas mãos; inclinar o tronco à frente e deixar a bola rolar pela coluna e pegá‑la novamente atrás da cintura; lançar a bola por entre as pernas para frente e pegá‑la novamente com as duas mãos. 10) Andando de frente e passando a bola por entre as pernas. Pode‑se também ir de frente e voltar de costas. Objetivo: desenvolver os gestos desse fundamento (lançar, rolar, pegar, passar de uma mão para outra). Observação É importanteestimular a manipulação com diferentes tipos, tamanhos e texturas de bolas. 35 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Figura 11 – Exemplo do exercício 8: passando a bola entre as pernas e desenhando a figura 8 com as pernas em afastamento lateral Figura 12 – Exemplo do exercício 10: andando para frente e passando a bola entre as pernas 3.3 Drible O drible (no basquetebol) é o ato de impulsionar a bola contra o solo com uma das mãos. É um fundamento de ataque com bola em que apenas com esse fundamento o jogador poderá se deslocar pela quadra, ou manter a posse da bola, sem infringir as regras do jogo. 36 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Descrição do movimento: a execução do drible pode ser descrita da seguinte maneira: • a mão do drible é apoiada sobre a bola; • dedos da mão apontando para frente; • tronco ligeiramente inclinado à frente; • pernas em afastamento anteroposterior, sendo que à frente se coloca a perna oposta à mão do drible (drible com a mão direita – perna esquerda à frente); • olhar voltado para frente. Movimentos coordenados de braço, antebraço, punho e mãos: • a bola é empurrada de encontro ao solo, com movimento de extensão do braço e ligeira flexão do punho ao seu final; • a força empregada deverá ser tal que a bola retorne ao mesmo ponto de onde se originou o movimento, para que receba novo impulso; • na fase ascendente da bola haverá nova flexão do braço, e a mão se apoiará sobre a bola para reiniciar o drible. Figura 13 – Execução do movimento do drible alto sem deslocamento 37 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 3.3.1 Tipos de drible Dependendo da situação em que ocorrem e do nível de aprendizagem que o professor/técnico se propõe a apresentar, podemos identificar alguns tipos de drible na fase de iniciação e outros já na fase de treinamento. Drible alto ou de velocidade: primeiro tipo de drible a ser apresentado na fase de iniciação. Utilizado quando o aluno/jogador se desloca em velocidade ou quando não está sendo marcado muito próximo. Nesse tipo de drible a bola é impulsionada à frente do corpo e lateralmente. Descrição do movimento: • cabeça erguida, olhar para frente; • impulsionar a bola para frente e correr atrás dela; • driblar na altura da cintura; • flexão e extensão de cotovelo, punho e dedos. Figura 14 – Exemplo do drible alto em situação real de jogo. Campeonato Paulista de Basquetebol Feminino de 2003 – Unimed Ourinhos 38 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Drible baixo ou de proteção: segundo tipo de drible a ser apresentado na fase de iniciação. Utilizado quando o aluno/jogador recebe uma marcação próxima e há a necessidade de maior proteção da bola. Descrição do movimento: • cabeça erguida, olhar para frente; • colocar a bola atrás do corpo; • flexionar as pernas e inclinar o tronco ligeiramente à frente; • coloca‑se à frente a perna oposta à mão do drible; • o corpo e o braço que não executam o drible protegem a bola; • driblar até a altura dos joelhos (diminuição da altura do drible). Figura 15 – Drible baixo ou de proteção Drible com mudanças de direção: esse tipo de drible é caracterizado pela proximidade do defensor em relação ao atacante, havendo com isso a necessidade de mudança de direção (fintar) do drible, procurando‑se, com esse procedimento, evitar que o adversário obtenha a posse da bola e melhores condições de arremessar ou passar. Esses dribles também se caracterizam pela maior dificuldade de realização, exigindo do aluno/jogador uma técnica mais apurada e uma dedicação bem maior no seu aprendizado. Normalmente, na fase de iniciação, sugere‑se aplicar o método analítico, devido à complexidade desse fundamento. 39 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS As mudanças de direção podem ser executadas pela frente do corpo, com giro, entre as pernas e por trás do corpo. Drible com mudança de direção pela frente do corpo: tipo de drible que é realizado, normalmente, quando o atacante desloca‑se em diagonal e, ao perceber a aproximação do adversário, realiza um movimento rápido e brusco do punho, fazendo com que a bola vá rapidamente de um lado de seu corpo para o outro, pela sua frente, mudando assim a direção de seu drible com mudança de direção; a velocidade de execução e o domínio do drible com as duas mãos são de suma importância para uma boa realização. Figura 16 – Posição do corpo para o momento inicial do drible com mudança de direção numa situação real de jogo Drible com mudança de direção com giro: esse tipo de drible é o que exige a melhor técnica por parte dos alunos/jogadores, pois a sua execução é bem mais complexa em relação ao drible anterior e consiste basicamente na colocação da perna contrária ao drible bem próxima ao adversário, e na execução de um movimento de giro, apoiado nessa perna, trazendo a bola rapidamente para o lado contrário e fazendo com que o defensor fique nas suas costas. 40 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I A seguir a representação das fases de aprendizagem do drible com giro. Figura 17 – Posição do corpo para o início do drible com giro Figura 18 – Momento de execução do giro com troca de mãos no drible Figura 19 – Finalização do drible com giro 41 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Drible com passagem da bola por entre as pernas: nesse tipo de drible é realizada uma troca rápida da bola de uma mão para outra, passando‑se a bola por entre as pernas, e, geralmente, a bola deve ser passada da frente para trás do corpo com o objetivo de proteger a bola do adversário. A seguir a representação das fases de aprendizagem do drible entre as pernas. Figura 20 – Ilustração estática da passagem da bola entre as pernas Figura 21 – Ilustração estática da troca de mãos do drible entre as pernas Drible com passagem da bola por trás do corpo: o atacante iniciará o seu drible para um dos lados da quadra e, quando estiver bem próximo do defensor, executará um drible rápido, passando a bola por trás de suas costas. 42 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Figura 22 – Posição das mãos para a passagem da bola por trás do corpo 3.3.2 Erros comuns É muito importante estimular o aluno/jogador a trabalhar sempre as situações de drible tanto com a mão direita como a mão esquerda, pois isso irá diminuir a possibilidade de erros na execução de qualquer tipo de drible. No processo de iniciação de aprendizagem desse fundamento, podemos destacar três tipos de erros mais comuns: • olhar frequentemente para a bola; • impulsionar a bola com a palma da mão; • driblar a bola excessivamente alta (acima da linha da cintura). Ainda podemos identificar outros erros: • na proteção da bola, colocar à frente a perna correspondente à mão do drible; • em deslocamento, driblar com a bola bem à frente do corpo; • driblar com as duas mãos ao mesmo tempo; • conduzir ou bater na bola,em vez de impulsioná‑la. 43 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 3.3.3 Jogos e brincadeiras (método global) O professor/técnico deve oferecer práticas que possibilitem a vivência desse fundamento nas mais diversificadas situações. Será muito importante que o professor proponha atividades e jogos que levem o aluno/jogador a driblar: • forte e fraco; • alto, médio e baixo; • deitado, sentado e de pé; • na frente, dos lados e atrás do corpo; • contornando o corpo; • de uma mão para a outra; • entre as pernas; • para frente e para trás; • parado, andando e correndo; • com os olhos fechados; • entre obstáculos e adversários, privilegiando, sempre que possível, situações que se aproximem à realidade do jogo; • realizando fintas e giros. Com relação à utilização das atividades para o ensino do drible, na prática o principal problema refere‑se à necessidade de material, no caso, à exigência com relação ao número de bolas. Além desse problema, no que se refere ao aspecto técnico, a maioria dos movimentos realizados não tem a possibilidade da correção adequada e, da mesma forma que outras atividades e/ou exercícios, sua execução isolada o distancia das situações reais de jogo. Pega-pega na bola: com uma bola, em duplas espalhadas pelo espaço da quadra de basquetebol; ao comando do professor, as duplas deverão driblar pelo espaço, tentando “roubar” o maior número possível de bolas lançando‑as para fora da quadra. Ao mesmo tempo, a dupla tentará proteger a sua bola, podendo passar driblando de um para o outro. Vencem as duplas que conseguirem permanecer dentro da quadra driblando. 44 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Objetivo: experimentar os dribles alto e baixo. Nunca três: em duplas dispostas pelo espaço e sentados um atrás do outro, sendo o primeiro com uma bola, uma dupla ficará em pé com duas bolas (começa‑se com uma dupla e gradativamente vai aumentando conforme a turma), em que um será pegador e o outro fugitivo. Para conseguir se livrar, o fugitivo terá que escolher uma dupla e sentar‑se atrás dela, caracterizando três pessoas nesse grupo (o que não pode); assim, o primeiro desse grupo terá que levantar e passará a pegar quem estava pegando, ou seja, o pegador passará a ser o fugitivo. Toda essa dinâmica será executada com o drible. Caso o grupo tenha dificuldade em assimilar a brincadeira, desenvolver sem o drible e/ou sem bola. Objetivo: experimentar o drible em velocidade e em vários planos. Homem de preto: o “Homem de preto” (jogador de defesa) está parado diante de uma linha, próximo a uma das duas cestas. Os outros jogadores (ataque) iniciam cada um com uma bola, a partir do lado estreito do campo de jogo oposto. Ao sinal, eles driblam até o outro lado da quadra, procurando fazer uma cesta, desviando‑se do “Homem de preto”. O “Homem de preto” deve tentar tocar ou tirar a bola dentro do espaço demarcado pelas linhas. O jogador que perder a sua bola ficará no lugar do “Homem de preto”; a outro sinal, o jogo desenrola‑se para o lado oposto. Objetivo: desenvolver mudanças de direção, proteção, desmarque e conjunção de fundamentos, situação de ataque e defesa. Jogo de três contra um com três bolas: em cada faixa longitudinal, jogam três atacantes com suas respectivas bolas, cada um por si, contra as tentativas de intervenção da defesa em direção à cesta. Na perda de bola, faz‑se a troca: quem perde a bola passa a jogar na defesa. Objetivo: experimentar situação de ataque e defesa, drible com mudança de direção e conjunção de fundamentos. 3.3.4 Sequência Pedagógica (método analítico) Posição inicial: grupos de quatro pessoas com dois tipos de bolas e dispostos nas duas linhas laterais da quadra (dois de cada lado com uma bola) para grupos acima de 40 alunos ou em duplas na linha lateral com uma bola. Os alunos deverão executar o movimento de um lado para o outro trocando de grupo. Orientação inicial do professor/técnico: não olhar para bola, não deixar o drible passar da linha da cintura e não bater na bola ou conduzir. 1) Vai driblando com a mão direita e volta com a esquerda (drible alto, primeiro andando, depois correndo). 2) No lugar, drible baixo; ao comando driblar correndo até o meio da quadra (um de frente para o outro protegendo a bola ou sozinho fazendo o gesto); ao comando, dribla e troca de lado. 45 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 3) Driblar até o meio da quadra (drible alto), sentar com as pernas estendidas, levantar e continuar driblando até o outro lado; na volta, executar com a mão esquerda. 4) Idem ao exercício n. 2, ao sinal, driblar de costas correndo (sem trocar o lado, uma vez com a direita outra vez com a esquerda). 5) Driblar até o meio da quadra, três apoios, executar um giro de 360º driblando, levantar e continuar driblando até o outro lado. 6) Idem ao exercício n. 2, executando a mudança de direção com comando. 7) Idem ao exercício n. 3, deitando e encostando a cabeça no solo. 8) Idem ao exercício n. 2, executando o drible com giro e com comando. 9) Idem ao exercício anterior, executando de forma livre e sem comando os dribles com mudança de direção ou com giro. 10) Parado no lugar, executar o drible baixo e, ao comando, passar a bola entre as pernas, trocando a posição das pernas. 11) Parado no lugar, driblando para frente e para trás, e passando a bola por entre as pernas, trocando a posição das pernas. 12) Idem ao exercício 10 e 11, passando a bola por trás do corpo. 13) Utilizando as linhas laterais do voleibol e basquete, formar colunas no final da quadra (cada aluno/jogador com sua bola); executar o drible com mudança de direção nas linhas laterais com os dribles: giro por entre as pernas, por trás do corpo e pela frente do corpo. 3.4 Passe O passe é um fundamento de ataque com bola. É entendido como lançamento da bola entre integrantes de uma mesma equipe, com a finalidade de manter a posse da bola ou de percorrer os espaços da quadra com sua posse em direção à cesta respeitando as especificidades da modalidade. O passe é também considerado a forma mais rápida de avançar da zona de defesa para a zona de ataque. Esse fundamento envolve, consequentemente, a recepção de bola, pois sempre que um jogador realiza um lançamento (passe) outro deverá recepcioná‑la. Recepção: a recepção é um movimento que está diretamente relacionado ao passe, ou seja, é o meio que utilizamos para podermos receber a bola do companheiro da melhor maneira possível. As formas de receber a bola, mais comumente usadas no basquetebol, são: recepção de bolas altas, recepção de bolas médias e recepção de bolas baixas, ou que venham de baixo para cima. 46 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I O passe garante ao jogo algumas de suas propriedades fundamentais: como a cooperação e a coletividade. Ele também visa possibilitar que os jogadores recebam a bola em locais estratégicos para uma melhor finalização ou uma melhor movimentação tática. 3.4.1 Alguns princípios básicos para a execução de bons passes São eles: • Olhar sempre para a direção da cesta. • Dar mais preferência ao passe do que ao drible. • Coordenar passes mais longos. • Fazer passes rápidos e precisos. • Fintar os passes. • Passar com segurança. • Possuir ampla visão de jogo (visão periférica). • Sempre deslocar‑se após um passe. • Evitar passes cruzados. 3.4.2 Tiposde passes Antes de apresentarmos os tipos de passes mais utilizados no basquetebol, faz‑se necessária uma observação: há outros tipos de passes que não serão apresentados neste texto e que também não são mencionados na literatura específica, pois o aluno/jogador, em situações de jogo, poderá criar tipos diferentes de passes para resolver as inúmeras situações‑problema existentes na dinâmica do jogo de basquetebol. Os passes podem ser executados com uma ou com as duas mãos. Estaremos dando maior ênfase aos passes com as duas mãos, pois a nosso ver esses passes não são os mais utilizados numa situação de jogo. Os passes com só uma das mãos serão apenas citados. 3.4.2.1 Passes com as duas mãos Passe de peito: esse tipo de passe é utilizado para curtas distâncias. Com um passe mais rápido a bola segue uma trajetória retilínea. O aluno/jogador segura a bola com as duas mãos à altura do tórax, com afastamento anteroposterior das pernas (Figura 23). 47 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS A bola é impulsionada à frente por meio da extensão dos braços. Os cotovelos não devem ser exageradamente abertos e ao final do movimento deve haver uma rotação das mãos para fora, a fim de assegurar a trajetória da bola (Figura 24). Deve‑se auxiliar o movimento com uma semiflexão das pernas e pequena inclinação do tronco à frente. O executante pode também dar uma passada à frente para imprimir maior força à bola. Esta deve ser lançada à altura do tórax do companheiro. Figura 23 – Início do passe Figura 24 – Finalização do passe Erros comuns Os erros mais comuns na execução desse tipo de passe são: • abrir demasiadamente os cotovelos, em como mantê‑los muito próximos ao corpo; • realizar movimentos desnecessários, como aproximar a bola do tórax antes de realizar a extensão dos braços; • unir as pernas, prejudicando o equilíbrio; • lançar a bola fora da linha de recebimento do companheiro; • lançar a bola com trajetória parabólica. Passe picado: utilizado para curtas distâncias, principalmente quando o passador está marcado de perto ou ainda em finalizações de jogadas de contra‑ataque. Sua execução é semelhante à do passe de peito (Figura 25). A diferença entre eles está na trajetória da bola, que, neste caso, é lançada ao solo antes de chegar ao companheiro. A extensão dos braços é feita com diagonal para baixo, de modo que a bola toque o solo de 1,50 m do companheiro que irá recebê‑la (Figura 26). Desse modo, ela chegará numa trajetória ascendente, facilitando o recebimento. 48 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Figura 25 – Início do passe Figura 26 – Finalização do passe Erros comuns • Abrir demasiadamente os cotovelos, em como mantê‑los muito próximos do corpo. • Realizar movimentos desnecessários, como aproximar a bola do tórax antes de realizar a extensão dos braços. • Unir as pernas, prejudicando o equilíbrio. • Lançar a bola fora da linha de recebimento do companheiro. • Lançar a bola muito antes do ponto imaginário, acerca de 1,50 m do companheiro. • Lançar a bola muito próxima do companheiro, dificultando o seu recebimento. Passe com as duas mãos acima da cabeça: esse tipo de passe é utilizado para curtas distâncias, sendo normalmente realizado pelos armadores e alas para servir os pivôs (jogador alto que se posiciona próximo à cesta), outros jogadores próximos à cesta ou ainda quando o defensor bloqueia o ângulo para os passes mais baixos. Ele é também um passe que oferece um risco um pouco maior de interceptação por parte dos adversários. A bola é segurada com as duas mãos acima da cabeça, com os braços ligeiramente flexionados e os cotovelos apontados para frente (Figura 27). As pernas devem estar em afastamento anteroposterior. Ao lançar a bola, o aluno/jogador deve estender ligeiramente os braços para cima e terminar o movimento com uma rotação dos punhos para fora. Pode‑se auxiliar o movimento levando uma das pernas à frente (Figura 28). A bola segue uma trajetória reta e deve ser lançada um pouco acima da cabeça do companheiro que irá recebê‑la. 49 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Figura 27 – Início do passe Figura 28 – Finalização do passe Erros comuns • Segurar a bola atrás da cabeça. • Abaixar os braços ao final do passe. Passe com uma das mãos à altura do ombro: esse passe também pode ser chamado de baseball, por sua semelhança com o arremesso da bola que é utilizado para atingir longas distâncias, principalmente em jogadas de contra‑ataque. A bola é segurada com as duas mãos e levada à altura do ombro, ao lado da cabeça. O braço e o antebraço do passe formam um ângulo de 90 graus, ficando o primeiro paralelo ao solo. O cotovelo deve apontar para fora e lateralmente. Nesse momento, a mão do passe é colocada na parte posterior da bola e a outra mão se apoia na parte lateral (Figura 29). No momento do lançamento da bola, a mão de apoio é retirada, o braço e o antebraço são estendidos à frente, ligeiramente para cima, e flexiona‑se o punho da mão de passe. As pernas são afastadas no plano anteroposterior e, da mesma forma que em outros passes, pode‑se auxiliar o movimento com uma passada à frente. A trajetória da bola poderá ser reta ou parabólica, de acordo com a situação. 50 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Figura 29 – Início do movimento do passe sobre o ombro Erros comuns • Colocar à frente a perna correspondente à mão do passe. • Estender o braço lateralmente. • Posicionar o braço muito próximo ao corpo. • Levar a bola para trás da linha do ombro. • Segurar a bola somente com uma das mãos, não lhe dando o necessário apoio e proteção. 3.4.2.2 Passes com uma das mãos Como falamos no início, apenas citaremos os passes executados com uma das mãos devido ao seu alto grau de exigência e pouca utilização na fase de iniciação e treinamento. Esses passes são executados em situações especiais e, por que não dizer, por jogadores especiais, ou seja, jogadores que possuam uma grande percepção de tudo o que está acontecendo à sua volta e possam, em fração de segundos, decidir pela adoção de um dos passes a seguir. Passe na altura do peito com uma das mãos: passe que vem sendo executado atualmente pelos armadores, pois se caracteriza por ser um passe rápido, tendo como objetivo lançar um jogador que está infiltrando ou em posição de arremesso e pegar a defesa em momento de desatenção. 51 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Passe por trás das costas: esse passe é geralmente utilizado no jogo pelos armadores e alas e tem como objetivo causar um efeito surpresa nos adversários, pois o jogador na maioria das vezes estará driblando em velocidade e, em dado momento, visualizando um companheiro desmarcado, realiza o passe, deixando seu defensor vencido. Passe por trás da cabeça: um tipo de passe muito utilizado pelos pivôs para servir jogadores que se infiltrem no garrafão adversário. 3.4.3 Brincadeiras e jogos (método global) Caça à pantera: grupos de 10 alunos com uma bola e um deles sendo a “pantera”. Ao comando, a “pantera” deverá fugir dentro de um espaço pré‑determinado, e os “caçadores” deverão pegá‑la, passando a bola entre si até conseguir tocar a bola na “pantera”. Os alunos só poderão se deslocarquando não tiverem a posse da bola. O aluno que tocou a “pantera” com a bola passará a ser a “pantera”. Pode‑se aumentar o espaço e o número de pessoas conforme a aprendizagem do grupo. Objetivo: vivenciar o passe de peito e desenvolver a percepção espaço‑temporal. Jogo dos passes: formam‑se duas equipes de cinco alunos espalhados na metade da quadra; o objetivo de cada equipe é fazer com que a bola passe nas mãos de todos os integrantes da equipe para assim marcar um ponto. A equipe adversária tentará interceptar o passe para conseguir a posse da bola. Regras: a equipe perderá a posse da bola se deixá‑la cair no chão ou se no ato da recepção utilizar o drible ou caminhar com a bola na mão. Permanecerá com a posse da bola se a equipe defensora agarrar, empurrar ou tirar a bola à força. Objetivo: capacidades táticas, trabalho coletivo e utilização de diferentes passes. Estafetas: grupos de 12 alunos dispostos metade no meio da quadra e a outra metade na linha de fundo da linha de voleibol; um aluno entre esses dois grupos segurando um arco ao lado corpo. Ao comando, os alunos deverão passar a bola com uma das mãos para o colega que está a sua frente, este deverá passar pelo arco antes de a bola chegar às mãos do colega. A bola não poderá tocar o arco, e o colega não poderá deixar a bola cair no chão. A mesma formação do exercício anterior, utilizando o passe com as duas mãos. Atenção: sempre trocar o aluno que está no meio segurando o arco. Objetivo: precisão, recepção, passe de peito e com uma das mãos. Basquetebol alemão: (2x2, 3x3, 4x4, 5x5) para turmas de treinamento. Jogam três equipes ao mesmo tempo na quadra oficial de basquetebol. Enquanto a equipe A joga contra a equipe B, a equipe C aguarda no outro garrafão da quadra. Se a equipe de posse de bola fizer 52 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I cesta, a equipe que estava defendendo permanece na defesa, enquanto a equipe que converteu a cesta vai atacar a outra; se a equipe que está no ataque errar o arremesso, deverá então permanecer na defesa, trocando de função com a equipe que estava defendendo. A equipe que estava defendendo fica com a posse de bola e vai atacar a equipe que está aguardando no outro lado da quadra. Toda movimentação sem poder driblar e sem a infração das regras do basquetebol (sem drible quadra toda ou meia quadra ou um terço de quadra). Objetivo: controle corporal, percepção de espaços, execução de passes variados e desenvolvimento de táticas coletivas. 3.4.4 Sequência pedagógica Posição inicial: em duplas, trios, quartetos com uma bola dispostos um de frente para outro e espalhados pelo espaço. Os exercícios começaram sempre parados. Orientações: colocar uma perna na frente da outra, estender os braços, abrir os cotovelos, manter as mãos na frente do corpo para recepção. • Executar o passe de peito parado. • Executar o passe picado (traçar um ponto imaginário entre a dupla para picar o passe; pequena inclinação do tronco). • Executar o passe sobre a cabeça (pés paralelos; trajetória reta na altura da testa do companheiro, cotovelos fechados). • Executar o passe sobre o ombro (extensão total do braço com pequena flexão do punho; inclinação do tronco e transferência de peso para a perna da frente). • Passe de peito e picado em movimento (de uma lateral a outra). • Idem ao anterior, quem corre de costas coloca a bola no chão. • Podem‑se colocar duas bolas e misturar os passes executando de forma sincronizada. Ex.: um passe de peito e o outro picado ou passe de ombro com o braço direito/esquerdo. • Para cada tipo de passe será determinado um número (1 – passe de peito, e assim por diante), os alunos deverão corresponder imediatamente a cada comando sem parar o movimento. Sempre que o aluno efetuar o passe deverá se deslocar para o outro lado. • Três colunas de alunos no final da quadra; os alunos trocarão passes entre si formando uma figura oito, ou seja, cada um que passar a bola se deslocará por trás do companheiro que a recebeu. 53 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS • Três colunas de alunos no final da quadra; os alunos trocarão passes entre si do início ao final da quadra, na maior velocidade possível, realizando o mínimo de passes. 3.5 Arremesso O arremesso é um fundamento de ataque com bola realizado com o objetivo de conseguir a cesta. Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que o arremesso é o fundamento mais importante, mais plástico, mais técnico e o que exige maior grau de precisão e concentração por parte de seus executantes. Além disso, esse fundamento necessita de um tempo maior de dedicação por parte dos praticantes de basquetebol. 3.5.1 Tipos de arremessos Assim como o passe, existem também vários tipos de arremessos que são considerados clássicos por serem os mais utilizados durante um jogo ou porque em algum momento da história do basquetebol tiveram certa relevância. A seguir os tipos de arremessos: • bandeja; • arremesso com uma das mãos; • jump; • gancho; • enterrada. A posição do atacante e as características do adversário, bem como a velocidade de deslocamento e as características e localização do arremessador na quadra, são alguns dos fatores que levarão o jogador a optar pela maneira ou tipo de arremesso que deverá ser realizado. Um dos exemplos da evolução técnica do arremesso é o jump, que foi desenvolvido para atender à necessidade de alcançar uma posição de finalização mais alta possível em relação aos defensores, que foram naturalmente dificultando as ações de arremessos à cesta anteriormente desenvolvidas, entre elas o arremesso de peito com as duas mãos e, posteriormente, com uma das mãos. Daremos mais ênfase nos arremessos em bandeja e com umas mãos, pois entendemos serem os arremessos mais executados na fase de iniciação e treinamento do basquetebol. Os outros arremessos serão apenas citados. 54 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I 3.5.1.1 Bandeja É um tipo de arremesso executado quando o atacante se encontra em deslocamento e nas proximidades da cesta adversária. A bandeja se caracteriza pela execução de dois tempos rítmicos e impulsão numa só perna. O atacante que irá arremessar se desloca em direção à cesta com ou sem a posse de bola. Também é considerado o arremesso mais complexo e difícil de ser ensinado, pois exige muita coordenação motora, boa habilidade técnica e certa dose de ousadia, por ser um arremesso que tem como característica principal a finalização em velocidade muito próxima à cesta. Situações mais comuns em que ocorre o arremesso em bandeja: • finalização de contra‑ataque; • jogador com a posse da bola dribla o adversário e infiltra no garrafão, executando o arremesso em bandeja; • jogador infiltra no garrafão sem a posse da bola, recebe‑a e faz o arremesso em bandeja. Observação A bandeja pode ser realizada diagonalmente, tanto pelo lado direito quanto pelo lado esquerdo, utilizando de preferência o auxílio da tabela, mas também pode ser realizada pelo centro do garrafão. Nesse caso, geralmente a bola é lançada diretamente ao cesto sem o auxílio da tabela. Bandeja com a posse da bola: ao se aproximar da cesta com o fundamento drible e numa região que varia conforme a amplitude de sua passada, o atacante segura a bola com o pé direito à frente (1º tempo rítmico, ilustrado na Figura 30) e executa um passo à frente com a perna esquerda (2º tempo rítmico, ilustrado na Figura 31) preparando‑se para a impulsão. Esta é dada com a perna esquerda, elevando‑se ojoelho da perna direita à frente para ajudar no salto e no equilíbrio do corpo. Durante a fase aérea, a perna esquerda será mantida estendida. Simultaneamente, o atacante deverá colocar a mão de arremesso (no caso, a direita) atrás e um pouco embaixo da bola, deixando a esquerda posicionada lateralmente e dando‑lhe o necessário apoio (ilustrado na Figura 32). O braço e o antebraço de arremesso formarão entre si um ângulo de 90 graus, com o cotovelo apontando para a cesta. Quando estiver no ponto mais alto do salto, o atacante deverá realizar o movimento de arremesso, estendendo o braço correspondente em direção à cesta. Ao final do movimento de braço, o atacante realiza uma flexão do punho, dando à bola uma rotação contrária à sua trajetória. Após o arremesso, o atacante deverá retomar sua posição no solo, amortecendo equilibradamente a queda com os dois pés. 55 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Arremesso em bandeja com a posse de bola pelo lado direito: Figura 30 Figura 31 Figura 32 Bandeja sem a posse da bola: quando o atacante se aproxima da cesta sem a posse de bola deverá recebê‑la com a perna direita à frente (1º tempo rítmico), no caso da bandeja pelo lado direito. A partir daí, o movimento terá a mesma descrição da bandeja com a posse de bola. Erros comuns Os erros mais comuns na execução da bandeja são: • não calcular corretamente o local de impulsão, colocando‑se muito distante ou muito próximo à cesta; • executar mais do que dois tempos rítmicos, cometendo uma violação (andada); • flexionar a perna de impulsão na fase aérea; • em função da velocidade de seu deslocamento, arremessar a bola com muita força; • não olhar para a cesta no momento do arremesso; • não coordenar o movimento do arremesso (arremessar com a mão direita e elevar o joelho da perna esquerda); • executar a queda numa só perna e muito distante do local de impulsão. 56 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I 3.5.1.2 Exercícios Educativos (método global) Por ser um fundamento condicionante e que exige uma coordenação motora bem aprimorada, o método global passa a não ter muito êxito para o ensino/aprendizado. Recomenda‑se a partir desse fundamento o ensino por meio do método analítico. Atividades lúdicas Estafetas: colunas duplas umas de frente para outra: a) Utilizando as passadas da bandeja sem bola; b) Utilizando o drible, passada e lançamento para o colega da frente; c) Utilizando o passe de peito, 2 tempos rítmicos D/E e drible; d) Utilizando o drible alto, 2 tempos rítmicos D/E, arremesso e rebote defensivo. 3.5.1.3 Sequência Pedagógica (método analítico) Posição inicial: formam‑se pequenas colunas na linha lateral da quadra de voleibol; os movimentos serão executados de uma lateral a outra. Orientações do professor/técnico: estender o braço e flexionar o punho, colocar a bola no quadrado da tabela, ponto de referência para as passadas é próximo do garrafão, olhar para frente, não parar de correr, diminuir o ritmo do movimento até assimilar corretamente a bandeja, não jogar a bola com força na tabela. • Exercício coordenativo de elevação dos joelhos a cada dois passos e tocando a mão correspondente a perna de elevação (direita e volta com a esquerda). • Salto com elevação do joelho (direito/esquerdo) e queda com os dois pés. • Executar as duas passadas, salto e queda nos dois pés (direito/esquerdo). • Idem ao anterior, saltando mais alto imaginando tocar algum alvo (varal, arco, tabela), provocando a extensão do braço executor da bandeja. • Colocam‑se dois arcos no meio do percurso; correr e dar um passo em cada arco sem quebrar o ritmo da corrida (direito‑esquerdo e esquerdo‑direito). • Drible até os arcos, passadas e lançamento da bola para cima com a mão correspondente à perna, tentando estender o braço. 57 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS • Utilizando a tabela, formar duas colunas na diagonal direita e esquerda sem bola; executar a corrida, o movimento de passadas e salto tentando encostar a mão na tabela de forma alternada (um de cada lado da coluna). • Duas colunas próximas do garrafão, sendo a coluna com bola do lado da linha lateral do basquetebol; sem drible, executar as passadas e o arremesso na tabela, a coluna sem bola acompanha o movimento e pega o rebote. • Idem ao anterior, saindo da linha de três pontos, acrescentando o drible. • Variação do exercício anterior: duas colunas, sendo uma do lado direito com bola e uma do lado esquerdo sem bola; executa‑se o movimento em diagonal e finaliza‑se cruzando. • Uma coluna na linha de três pontos com bola e outra dentro do garrafão no sentido transversal (de frente para lateral da quadra); executa‑se o passe peito e desloca‑se para receber a bola dentro do garrafão. O aluno/jogador que recebeu o passe deverá estender o braço à frente, apoiando a bola para que o companheiro a recupere para executar o arremesso em badeja. 3.5.1.4 Arremesso com uma das mãos É um tipo de arremesso básico para a execução da bandeja e do jump. Atualmente é a forma mais simples de arremessar, pois oferece menos um grau de dificuldade em sua execução. Situações mais comuns em que ocorre o arremesso com uma das mãos: • em situações de lance livre; • quando o arremessador não sofre marcação próxima. Descrição técnica do movimento: Fase de preparação • Pernas afastadas na largura dos ombros em posição anteroposterior (pé direito ligeiramente à frente). • Olhar para a cesta. • Ponta dos pés voltados para frente. • Joelhos semiflexionados. • Mão do arremesso atrás da bola, dedos abertos e relaxados. • Mão de apoio ao lado da bola. • Cotovelo flexionado e paralelo ao solo formando um ângulo de 90º graus. 58 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Fase de execução • Olhar para a cesta. • Estender, simultaneamente, joelhos e cotovelos. • Flexão do punho à frente. • Mão de apoio na bola até soltá‑la. Fase de finalização • Olhar a cesta. • Braço do arremesso estendido à frente. • Dedos apontados para a cesta. • Palma da mão para baixo. • Mão de apoio para cima. Exemplo de arremesso com uma das mãos em situação de lance livre: Figura 33 – Fase de preparação Figura 34 – Fase de finalização 59 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Erros comuns • Colocar à frente a perna contrária ao braço de arremesso. • Encostar a palma da mão na bola. • Não direcionar as pontas dos pés para o cesto. • Não semiflexionar as pernas para iniciar o arremesso. • Colocar a bola atrás da cabeça ou em uma posição que dificulte a visão da cesta. • Não manter o braço de arremesso paralelo ao solo. • Estender somente o antebraço, imprimindo uma alavanca inadequada ao movimento. • Não apontar o cotovelo para a cesta. • Não olhar para a cesta. • Não flexionar o punho ao final do movimento. • Não dar à bola uma trajetória parabólica. Exercícios Posição inicial para o molde do arremesso: dois bancos suecos (ou cadeiras) colocados paralelamente, um na linha lateral do basquete e outro na do vôlei, cada dois com uma bola, sentados de frente um para o outro. • No molde do arremesso, com o braço forte, executa o movimento de extensão do cotovelo e flexão dopunho com a bola fazendo um percurso de uma parábola, faz o arremesso para o companheiro. • Idem ao anterior juntamente com o braço de apoio (o professor poderá passar entre os bancos para corrigir a parábola). • Idem ao anterior, agora com extensão dos joelhos. • Em duplas, próximas à cesta, fazer o arremesso completo e, ao decorrer das repetições e automatização, ir se afastando da cesta. 60 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Sugestão de sequência pedagógica • Em duplas de frente um para o outro, o que está com a bola lança a bola para o alto e ligeiramente para frente e em seguida dá um passo simultaneamente à queda da bola (esse passo é com a perna contrária ao braço forte do arremesso), existe o domínio da bola e o outro passo finalizando com os pés paralelos (o pé correspondente ao braço ligeiramente à frente do outro), joelhos flexionados na entrada e finaliza com extensão, movimento do molde e pequeno salto. • Idem ao anterior recebendo o passe do outro. • Lançar a bola para si e fazer a entrada das pernas do arremesso saltando, deslocando um por vez de uma lateral a outra. • Em duplas, um faz repetições para a cesta do arremesso saltando e o outro auxilia pegando o rebote. • Duas colunas em baixo da tabela com bolas, duas colunas sem bola de frente para as outras e de frente para a cesta, poderá colocar cones para apontar o local onde receberá um passe e fará o arremesso, quem arremessa pega o rebote. • Idem ao anterior com drible e arremesso. Observação O arremesso com uma das mãos e toda a sequência pedagógica requerem muita repetição e persistência, sendo ideal sempre começar bem próximo à tabela. 3.5.1.5 Arremesso em jump O termo jump, de origem inglesa, significa saltar, pular. Esse tipo é o mais utilizado e um dos mais eficientes no basquetebol moderno. Sua principal característica é que o momento do arremesso coincide com o movimento mais alto do salto. O jump pode ser realizado tanto partindo de uma posição estática quanto em deslocamento. Sua execução obedece aos seguintes procedimentos: • após o atacante completar um drible ou receber um passe em condições adequadas de arremesso; • a empunhadura das mãos na posição do arremesso e a posição do corpo deverão estar iguais às do arremesso com uma das mãos, sendo que: — o movimento se inicia com uma semiflexão das pernas preparando‑se para a impulsão; 61 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS — o salto deverá ser realizado em dois pés; — quando o atacante atingir o ponto mais alto do salto, inicia‑se a extensão do braço de arremesso; — finaliza‑se com a flexão do punho para dar à bola uma rotação contrária à sua direção; — a bola deve ser lançada seguindo uma trajetória parabólica; — o braço de arremesso termina o movimento totalmente estendido e em direção à cesta; — a queda será executada simultaneamente sobre os dois pés. Exercícios A sequência de exercícios para a aprendizagem do jump pode ser a mesma apresentada para o arremesso com uma das mãos num primeiro momento, uma vez que o movimento dos braços, cotovelo e punhos são iguais, assim como o movimento das pernas. Entretanto, será necessário, quando o movimento já estiver bem aprimorado, completar a sequência com outros fundamentos, como drible e passe. Não apresentaremos exercícios para esse tipo de arremesso, uma vez que entendemos que o grau de complexidade é muito alto e seu aprendizado requer muitos anos de prática, não atendendo aos objetivos propostos pelos autores. Figura 35 – Arremesso em jump no momento do salto 62 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Erros comuns • Iniciar a extensão do braço de arremesso antes ou depois de atingir o ponto mais alto do salto. • Não executar a queda sobre as duas pernas. • Não manter o equilíbrio no plano vertical durante o salto. • Podem‑se considerar também os erros citados no arremesso com uma das mãos. Exemplo do arremesso em jump em situação de jogo atingindo o ponto mais alto para o lançamento da bola ao cesto. Figura 36 – Campeonato Nacional de Basquete Feminino de 2002, jogo entre as equipes de Santo André e Unimed Americana 3.6 Rebote É o ato de recuperar a bola após um arremesso não convertido. O rebote é um dos únicos fundamentos do basquetebol que pode ser utilizado, tanto no ataque como na defesa. Assim, em um jogo de basquetebol, toda vez que houver uma tentativa de arremesso, os jogadores deverão se posicionar de tal forma que, se a cesta não for convertida, eles estarão em condições de conseguir a posse de bola. 63 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 3.6.1 Tipos de rebote O rebote pode ser classificado como: rebote de defesa ou defensivo e rebote de ataque ou ofensivo. Rebote defensivo ou de defesa: é a recuperação da bola por um defensor após o arremesso do adversário. Fases do rebote defensivo: • acompanhamento visual da bola – acompanhar visualmente a trajetória da bola para se colocar adequadamente; • bloqueio ao adversário – ao mesmo tempo, o jogador/aluno deverá se colocar entre a cesta e o seu adversário, de frente. Não há uma distância definida para que o defensor se posicione em relação à cesta, mas nunca deverá estar imediatamente sob ela. O bloqueio é executado com o corpo equilibrado e preparado para absorver os choques provocados pelos contatos corporais que ocorrem nessa fase do rebote; • salto: sincronizar o tempo de salto com a recuperação da bola para poder tomar contato com ela no ponto mais alto da bola. Essa pode ser considerada a fase mais difícil do rebote; • queda: ao recuperar a bola, o defensor deverá realizar a queda de forma equilibrada (sobre os dois pés) e protegê‑la com o corpo (principalmente com os braços, abrindo bem os cotovelos); • finalização: com a posse de bola e no solo, o jogador terá duas alternativas: passar para um companheiro mais bem posicionado ou driblar para uma região menos congestionada da quadra (de preferência para as laterais). Antes de iniciar a aprendizagem desse fundamento será necessário verificar dois gestos que são fundamentais para o sucesso do rebote; salto e recuperação da posse da bola. A seguir exemplos de exercícios para aperfeiçoar o salto e a recuperação da posse de bola. 64 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Figura 37 – Salto Figura 38 – Recuperação da posse de bola Rebote de ataque ou ofensivo: é a recuperação da bola por um atacante após arremesso executado por um companheiro de equipe. Normalmente esse tipo de rebote tem menos êxito do que o rebote defensivo devido à posição desfavorável em que o jogador atacante está em relação à cesta adversária, como mostra a Figura 39 na situação de bloqueio de rebote (segunda fase do rebote defensivo ou de defesa). Figura 39 – Bloqueio de rebote defensivo, ilustrando a dificuldade do atacante em conseguir a recuperação da posse da bola com relação à defesa 65 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS O atacante deverá tomar algumas atitudes para facilitar sua ação de rebote, caso o arremesso não seja convertido: • acompanhamento visual da bola – acompanhar visualmente a trajetória da bolapara se colocar adequadamente; • sair do bloqueio – após visualizar a trajetória da bola o aluno/jogador deverá tentar ultrapassar o defensor, realizando algum tipo de finta, procurando, com isso, posicionar‑se em melhor região para a recuperação da posse da bola; • sincronizar o salto – tendo conseguido esta vantagem, o jogador/aluno deverá ajustar o seu tempo de salto para poder recuperar a bola no ponto mais alto possível; • finalização – estando o jogador/aluno no ar e ciente de que dominará a bola, ele terá, então, pelos menos cinco opções para concluir o rebote ofensivo, ou seja: — executar um “tapinha” na bola direto para a cesta; — recuperar a bola e, ainda no alto, realizar um arremesso curto; — recuperar a bola, cair no solo, saltar e arremessar; — recuperar a bola, cair no solo e passar para um companheiro; — recuperar a bola, cair no solo e sair do garrafão executando um drible. Figura 40 – Sincronizando o salto com a recuperação da posse de bola 66 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Figura 41 – Finalização do rebote: queda de forma equilibrada sobre os dois pés, pernas afastadas e proteção da bola com os cotovelos abertos Erros comuns: • Colocar‑se muito abaixo da cesta. • Não se colocar na região mais próxima à cesta, onde normalmente ocorrem os rebotes (dentro do garrafão). • Não sincronizar o salto com o ressalto da bola no aro ou tabela. • Conseguindo a posse da bola, não protegê‑la devidamente, deixando que o adversário tenha facilidade em recuperá‑la. Sequência pedagógica (método analítico) 1) Posição inicial: quatro colunas em cada tabela, sendo duas de frente e duas na lateral, na direção do aro. Orientações: lançar sem força a bola na tabela acima da altura do aro para provocar o salto, deslocar em direção à tabela no momento que a bola sair das mãos; saltar no momento que a bola tocar na tabela ou no cesto, se deslocar com relação à bola, proteger a bola após a tomada da bola; não andar com a bola na mão no momento do passe, afastar as pernas na queda. Executar o deslocamento até a tabela: salto com impulsão nos dois pés, tentando tocar as duas mãos na tabela; ao cair no solo correr em direção à coluna lateral (coluna de frente para a tabela); ao cair no solo o aluno que está na lateral terá que correr para a outra coluna ao mesmo tempo. 67 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 2) Idem ao anterior, executando dois saltos. 3) Os primeiros de cada coluna de frente para a tabela estarão de costas em posição de defesa; os segundos de cada coluna irão bater uma palma, assim os primeiros irão girar e efetuar o mesmo movimento do exercício n. 1 de forma mais rápida. As colunas laterais executam o mesmo movimento de corrida. 4) Idem ao anterior, executando o movimento de bloqueio antes do salto. 5) Colunas de frente para a tabela com bola; lança a bola na tabela; salta; pega o rebote e executa o passe de peito para a coluna lateral que irá driblar até chegar à outra coluna. 6) Os primeiros de cada coluna de frente para a tabela sem bola e de costas para o cesto em posição defesa; os segundos lançam a bola na tabela e assim que a bola sair das mãos do companheiro, gira, pega o rebote e executa o passe picado para a lateral. 7) Idem ao anterior com bloqueio. 8) Duas colunas de frente para a tabela, sendo apenas uma com a bola; o professor ou qualquer aluno/jogador irá receber a bola, lançar a bola no cesto (com o objetivo de errar). Assim que a bola sair da mão do lançador os dois alunos irão disputar o rebote, sem completar o cesto. 9) Idem ao anterior, se posicionando na situação de lance livre. Observação Pode‑se desenvolver o rebote sem a utilização da tabela, com disputas de bola nos planos altos, médios e baixos (chão) e para o movimento de bloqueio em duplas com lançamentos para frente. O aprendizado do fundamento rebote pode ser iniciado em planos baixos e médios sem a utilização da tabela para introduzir de forma gradativa o contato físico, principalmente para meninas. 4 REGRAS DO BASQUETEBOL Neste item abordaremos algumas regras básicas do basquetebol, uma vez que as regras podem sofrer alterações no decorrer dos tempos. Assim, para as regras mais específicas haverá sugestão de consulta em sites especializados (no item Saiba mais), para mantermos as regras em constante atualização. 68 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Quadra Quadra de jogo A quadra de jogo terá as dimensões de 28 m de comprimento por 15 m de largura, medida a partir da borda interna da linha limítrofe. As federações nacionais têm autoridade para aprovar para suas competições quadras de jogo já existentes, com dimensões mínimas de 26 m de comprimento por quatorze 14 m de largura. Cada equipe será constituída de: • não mais que 12 membros aptos a jogar, incluindo o capitão; • um técnico e, se a equipe desejar, um assistente técnico; • no máximo cinco acompanhantes de equipe que poderão sentar no banco, com responsabilidades especiais, como dirigente, médico, fisioterapeuta, estatístico, intérprete etc.; • cinco jogadores de cada equipe podem estar na quadra durante o tempo de jogo e podem ser substituídos. Tempo de jogo, empate e períodos extras Uma partida consistirá de quatro períodos de dez minutos. Haverá intervalos de dois minutos entre o primeiro e o segundo períodos (primeiro tempo), entre o terceiro e o quarto períodos (segundo tempo) e antes de cada período extra. Haverá um intervalo de meio tempo de quinze 15 minutos. Haverá um intervalo de jogo de vinte 20 minutos antes do horário previsto para iniciar o jogo. Se o placar estiver empatado no final do tempo de jogo no quarto período, a partida continuará com quantos tempos extras de cinco minutos forem necessários para desempatar. Se uma falta for cometida junto ou imediatamente antes de soar o sinal do cronômetro para indicar o final do tempo de jogo, qualquer lance livre deverá ser tentado antes do final do tempo de jogo. Se um período extra é necessário como resultado desse(s) lance(s) livre(s), então todas as faltas cometidas depois do final do tempo de jogo serão consideradas ocorridas durante o intervalo de jogo, e o(s) lance(s) livre(s) será(ão) administrado(s) antes do início do período extra. 69 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Início e final de um período ou do jogo O primeiro período começa quando a bola é legalmente tocada por um jogador envolvido na bola ao alto. Todos os outros períodos começam quando a bola toca ou é legalmente tocada por um jogador em quadra depois da reposição. O jogo não pode começar se uma das equipes não estiver em quadra com cinco jogadores prontos para jogar. Bola ao alto e processo de posse alternada Uma bola ao alto ocorre quando um oficial joga a bola para cima no círculo central entre quaisquer dois adversários no início do primeiro período. Uma bola presa ocorre quando um ou mais jogadores adversários têm uma ou ambas as mãos na bola de maneira que nenhum jogador possa ganhar o controle da bola sem força desnecessária. Correr com a bola deliberadamente, chutá‑la, bloqueá‑la com qualquer parte da perna ou bater na bola com o punho fechado configura uma violação. Mas, se a bola tocar acidentalmente qualquer parte do membro inferior (perna ou pé) não é uma violação. Uma cesta é creditada para a equipe que está atacando a cestana qual a bola entrou da seguinte maneira: • uma cesta de um lance livre conta um ponto; • uma cesta da área de dois pontos conta dois pontos; • uma cesta da área de três pontos conta três pontos; • depois que a bola tenha tocado o aro no último ou único lance livre é legalmente tocada por um jogador de defesa ou ataque antes de entrar na cesta, a cesta contará dois pontos. Depois de todos os períodos – que não o primeiro ou seguido de lance(s) livre(s) que foram resultado de faltas técnicas, antidesportivas ou desqualificantes –, a reposição subsequente será feita na linha central estendida, do lado oposto da mesa de controle, independentemente de o último ou único lance livre ter sido convertido ou não. O jogador ficará com um pé de cada lado na linha central estendida e poderá passar a bola para um companheiro de equipe em qualquer local da quadra de jogo. Depois de uma falta pessoal cometida por um jogador da equipe com o controle de uma bola viva ou de uma equipe que tinha direito à reposição, a reposição subsequente deverá ser feita no local mais próximo da infração. 70 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I O jogador que irá fazer a reposição poderá mover‑se lateralmente ou para trás, e a bola poderá ser passada entre companheiros de equipe na linha de fundo ou atrás dela, mas a contagem de cinco segundos inicia‑se quando a bola estiver à disposição do primeiro jogador fora da quadra. Um jogador, fazendo a reposição, não poderá: • demorar mais que cinco segundos para soltar a bola; • pisar na quadra enquanto tiver a bola em sua(s) mão(s); • fazer com que a bola toque fora da quadra, depois que ela tenha sido solta para a reposição; • tocar na bola na quadra antes que ela tenha tocado outro jogador; • fazer com que a bola entre diretamente na cesta; • se mover mais que um metro lateralmente, nem se mover mais que em uma direção do local designado pelo oficial antes ou enquanto está soltando a bola. Ele pode, entretanto, mover‑se diretamente para trás da linha o quanto as circunstâncias permitirem. Dois tempos debitados podem ser dados a cada equipe a qualquer momento do primeiro tempo; três a qualquer momento do segundo tempo e um a qualquer momento em cada período extra. Uma substituição é uma interrupção da partida pedida pelo substituto. Somente um substituto tem o direito de pedir uma substituição. Ele (não o técnico ou assistente técnico) deverá se dirigir à mesa de controle e pedir claramente por uma substituição, fazendo o sinal convencional apropriado com as mãos ou sentando na cadeira de substituição. Ele deve estar pronto para jogar imediatamente. Violações Definição: uma violação é uma infração às regras sem contato físico. Penalidade: a bola será concedida aos adversários para uma reposição no local mais próximo do local onde ocorreu a infração, exceto diretamente atrás da tabela, a não ser que ocorra outra situação informada nestas regras: • jogador fora da quadra e bola fora da quadra: um jogador está fora da quadra quando qualquer parte de seu corpo toca o solo ou qualquer objeto que não um jogador, em cima, acima ou fora da linha limítrofe. • andar: movimento de pivô é um movimento legal em que o jogador que está segurando uma bola viva em quadra dá um passo para uma ou mais direções com o mesmo pé, enquanto o outro pé, chamado de pé de pivô, fica sempre no mesmo ponto e em contato com o piso. 71 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Jogador caindo, deitado ou sentado no piso 1) É legal quando um jogador cai no piso enquanto segura a bola ou enquanto deitado ou sentado no piso ganha o controle da bola. 2) É uma violação se o jogador escorregar, rolar ou tentar levantar enquanto estiver segurando a bola. 3) Três segundos: um jogador não pode ficar na área restritiva do adversário por mais que três segundos consecutivos enquanto sua equipe tem o controle de uma bola viva na quadra de ataque e o cronômetro de jogo está ligado. 4) Oito segundos: a equipe que recupera a posse da bola na zona de defesa terá até oito segundos para passar para a zona de ataque. 5) Vinte e quatro segundos: sempre que um jogador ganhar o controle de uma bola viva em quadra, sua equipe deverá tentar um arremesso para a cesta dentro de vinte e quatro segundos. Para constituir um arremesso para a cesta dentro dos vinte e quatro segundos: • a bola deverá deixar a(s) mão(s) do jogador antes que o sinal do dispositivo de vinte e quatro segundo soe; • depois que a bola deixar a(s) mão(s) do jogador deverá tocar o aro ou entrar na cesta. 6) Bola retornada à zona de defesa (voltar à quadra). A bola vai para a zona de defesa da equipe quando: • ela toca a zona de defesa; • ela toca um jogador ou um oficial que tenha parte de seu corpo em contato com a zona de defesa. Faltas Uma falta é uma infração às regras, levando em consideração contato pessoal ilegal com um adversário e/ou comportamento antidesportivo. É o contato faltoso com um adversário estando a bola viva ou morta. Um jogador não deverá segurar, bloquear, empurrar, fazer carga ou impedir a progressão de um adversário estendendo sua mão, braço, cotovelo, ombro, quadril, perna, joelho ou pé, nem inclinando seu corpo em uma posição “anormal” (fora de seu cilindro), nem deverá iniciar qualquer jogada violenta ou dura. 72 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Penalidade: uma falta pessoal será marcada contra o agressor. Se a falta for cometida em um jogador que não está no ato do arremesso: • a partida será reiniciada com uma reposição pela equipe não ofensiva no ponto mais próximo da infração; • se a equipe ofensiva estiver em uma situação de penalidade de falta, então o art. 41 (Faltas de equipe: Penalidade) se aplicará. Se a falta for cometida em um jogador no ato do arremesso, a esse jogador será concedido um número de lances livres, como segue: • se o arremesso para a cesta é convertido, a cesta contará, e um lance livre adicional será concedido; • se o arremesso da área de cesta de campo de dois pontos não for convertido, dois lances livres serão concedidos; • se o arremesso da área de cesta de campo de três pontos não for convertido, três lances livres serão concedidos. Se o jogador receber a falta junto ou logo antes do sinal do cronômetro de jogo, indicando o final do período ou, se da mesma forma, o sinal do dispositivo de vinte e quatro segundos soar enquanto a bola estiver na(s) mão(s) do jogador e a cesta for convertida, esta não contará, e dois ou três lances livres serão concedidos. Falta dupla: uma falta dupla é uma situação em que dois adversários cometem faltas pessoais, um contra o outro, aproximadamente ao mesmo tempo. Penalidade: uma falta pessoal será marcada contra cada agressor. Nenhum lance livre será concedido. O jogo será reiniciado: • se uma cesta válida ou o último, ou único, lance livre forem marcados aproximadamente ao mesmo tempo, a bola será concedida à equipe que não marcou os pontos para uma reposição a partir da linha de fundo; • se a equipe tinha o controle da bola, ou direito a ela, a bola será concedida a esta para uma reposição no ponto mais próximo da infração; • se nenhuma equipe tinha controle da bola, nem tinha o direito à bola, uma situação de bola ao alto ocorre. Uma falta antidesportiva é uma falta do jogador com contato que, no julgamento do oficial, não é uma tentativa legítima de jogar a bola, verdadeiramente, dentro do espírito e intenções das regras. 73 Re vi sã o: E la in e- Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Faltas antidesportivas: devem ser interpretadas de forma consistente durante toda a partida. O oficial deve julgar somente a ação. Para julgar se uma falta é antidesportiva, os oficiais deverão aplicar os seguintes princípios: • se o jogador não estiver fazendo nem um esforço para alcançar a bola e o contato ocorrer, é uma falta antidesportiva; • se um jogador, no esforço para jogar a bola, causar contato excessivo (falta dura), então o contato será julgado como sendo antidesportivo; • se um jogador comete uma falta enquanto faz um esforço legítimo para jogar a bola (jogada normal), isto não é uma falta antidesportiva. Penalidade: uma falta antidesportiva será marcada contra o agressor. Lance(s) livre(s) será(ão) concedido(s) ao jogador que recebeu a falta, seguido por: • uma reposição na linha central estendida, do lado oposto da mesa de controle; • uma bola ao alto no círculo central para o início do primeiro período; • o número de lances livres será como segue: — se a falta for cometida em um jogador que não está no ato do arremesso, dois lances livres serão concedidos; — se a falta for cometida em um jogador no ato do arremesso, a cesta, se convertida, contará, e, além disso, um lance livre será concedido; — se a falta for cometida em um jogador que está no ato do arremesso que não converte a cesta, dois ou três lances livres serão concedidos. Falta técnica É uma falta que não envolve contato de natureza de comportamento, mas não está limitada a: • desrespeitar avisos dos oficiais; • tocar os oficiais, o comissário, os oficiais de mesa ou os componentes do banco de equipe de forma desrespeitosa; • comunicar‑se com os oficiais, o comissário, os oficiais de mesa ou os adversários de forma desrespeitosa; 74 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I • usar linguagem ou gestos que ofendam ou provoquem os jogadores; • provocar um adversário ou obstruir sua visão abanando suas mãos próximas a seus olhos; • atrasar o jogo, tocando deliberadamente a bola depois de uma cesta; • atrasar a partida, impedindo uma reposição de ser feita imediatamente; • cair para simular uma falta; • pendurar no aro de forma que o peso do jogador seja suportado pelo aro, a menos que o jogador segure o aro momentaneamente depois de uma enterrada ou se no julgamento do oficial ele segurou apenas para prevenir uma lesão a si mesmo ou a outro jogador; • interferência de trajetória ou interferência com a bola durante o último ou único lance livre por um jogador de defesa. Um ponto será concedido para a equipe de ataque, seguido pela penalidade da falta técnica marcada contra o jogador de defesa. Uma falta técnica por um técnico, assistente técnico, substituto ou acompanhante de equipe é uma falta por comunicação desrespeitosa ou por tocar os oficiais, o comissário, os oficiais de mesa ou os adversários; será uma infração de natureza administrativa ou de procedimentos. Penalidade: se uma falta técnica é cometida: • por um jogador, uma falta técnica será marcada contra ele como uma falta de jogador e contará como uma das faltas de equipe; • por um técnico (‘C’), assistente técnico (‘B’), substituto (‘B’) ou acompanhante de equipe (‘B’), uma falta técnica será marcada contra o técnico e não contará como uma das faltas de equipe. Dois lances livres serão concedidos aos adversários, seguidos por: • uma reposição na linha central estendida, do lado oposto à mesa de controle; • uma bola ao alto no círculo central no início do primeiro período. Cinco faltas de um jogador Um jogador que tinha cometido cinco faltas, pessoais e/ou técnicas, será informado pelo árbitro e terá que deixar a partida imediatamente. Ele deverá ser substituído dentro de trinta segundos. Uma falta de um jogador que tenha cometido sua quinta falta é considerada uma falta de um jogador excluído. 75 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Faltas de equipe (coletivas) – Penalidade Uma equipe está em situação de penalidade de falta quando cometer quatro faltas coletivas em um período. Todas as faltas cometidas em um intervalo de jogo serão consideradas como parte do período ou período extra, seguinte. Todas as faltas de equipe cometidas em um período extra serão consideradas como cometidas no quarto período. Oficiais, oficiais de mesa e comissário Os oficiais são: o árbitro e um ou dois fiscais. Eles serão auxiliados pelos oficiais de mesa e pelo comissário. Os oficiais de mesa são: o apontador, o assistente de apontador, o cronometrista e o operador de vinte e quatro segundos. Um comissário sentará entre o apontador e o cronometrista. Sua função principal durante a partida é supervisionar o trabalho dos oficiais de mesa e auxiliar o árbitro e o(s) fiscal(ais) no funcionamento tranquilo da partida. Os oficiais de uma partida não deverão ter relação nenhuma com as equipes em quadra. Saiba mais Para informações específicas sobre regras oficiais de basquetebol e suas atualizações, recomendamos os links a seguir: <http://www.fpb.com.br/downloads/doficiais/Regras/3%20regras/ regras.pdf> <http://www.cbb.com.br/PortalCBB/Arbitragem/Regras> Para informações sobre todos os equipamentos a serem utilizados para a realização de um jogo de basquetebol, recomendamos o seguinte link: <http://www.fpb.com.br/downloads/doficiais/Regras/2%20 equipamentos/Equipamentos.pdf> 76 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I Resumo O objetivo deste capítulo foi apresentar algumas perspectivas pedagógicas que poderão ser debatidas pelo leitor na construção do processo de ensino aprendizagem na modalidade de basquetebol como iniciação esportiva geral. Assim, ressaltamos que nesta fase de vivência da modalidade a aprendizagem deve ir além do ensino dos fundamentos apresentados e suas execuções analíticas, que serão combinadas e aplicadas em situações de jogo, ou seja, deve‑se, nesse momento, direcionar o desenvolvimento do ser humano e não do atleta precoce. Para tanto, é preciso dar ao esporte um tratamento pedagógico, como foi apresentado e proposto pelos autores nesta obra, permitindo o enfoque essencialmente educativo. Se o professor estiver com esse pensamento conseguirá, por meio do basquetebol global, preparar seus alunos para exercitar com ousadia e coragem as intervenções necessárias para a formação do ser integral e fazer um jogo em que todos ganham, não pelos resultados de placar, mas pelos significativos aprendizados presentes nas práticas de iniciação do basquetebol. Por conseguinte, será possível, por esse processo de ensino aprendizagem, preparar nossas crianças, que se maravilham no ambiente de jogos, para que se tornem adultos integrados com o mundo e, principalmente, consigo mesmos, construindo suas histórias de vida e enfrentando os obstáculos em sua formação durante a infância e a adolescência. Acreditamos que dessa forma poderemos permitir que cada praticante possa transmitir de geração para geração suas experiências e construir um mundo melhor. Exercícios Questão 1. O ensino do basquetebol pode adotar dois tipos básicos de metodologia: método analítico‑sintético, caracterizado pelo aprendizado de técnicas e fundamentos por meio de exercícios fragmentados que trabalham os movimentos de forma segmentada e por sequências pedagógicas que vão do mais simples para o mais complexo de forma gradativa e acumulativa;método global‑funcional, que adota a prática do movimento completo e aprendizado por meio de imitação dos gestos. No caso do basquetebol, este método é aplicado pelo jogo. 77 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS No que se refere a esses dois métodos, considere as afirmativas: I – O método analítico favorece a repetição de movimentos estereotipados. II – O método global estimula o aprendizado de forma lúdica por meio do jogo. III – A metodologia sintética prevê a execução integral do movimento. IV – O método analítico favorece o aprendizado simultâneo da técnica e da tática. V – O método global deve ser aplicado juntamente ao método sintético visando otimizar respectivamente as ações tática de jogo e as relações entre o aprendiz e a bola. Assinale a alternativa com as relações corretas, considere V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. A) I‑F; II‑V; III‑V; IV‑V; V‑F. B) I‑V; II‑V; III‑F; IV‑V; V‑V. C) I‑V; II‑F; III‑F; IV‑F; V‑V. D) I‑V; II‑V; III‑F; IV‑F; V‑V. E) I‑F, II‑F, III‑V; IV‑F; V‑V. Resposta correta: alternativa D. Análise das afirmativas I – Afirmativa verdadeira. Justificativa: a repetição de movimentos segmentados pode causar erro ao permitir a repetição e a automatização de movimentos mal elaborados ou realizados de forma pouco coesa com a ação completa que ocorre em situação de jogo. II – Afirmativa verdadeira. Justificativa: o aprendizado por meio do jogo é bastante motivador e atende às expectativas dos aprendizes de exercer o jogo. III – Afirmativa falsa. Justificativa: a metodologia sintético‑analítica prevê a segmentação dos movimentos em partes simples que vão se compondo de forma gradual. 78 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade I IV – Afirmativa falsa. Justificativa: o método analítico prevê o aprendizado da técnica de forma isolada da tática, nele o movimento é separado da situação de jogo. V – Afirmativa verdadeira. Justificativa: a aplicação alternada ou simultânea dos métodos analítico e global, permite a otimização de suas principais qualidades e a diminuição de suas caraterísticas limitantes. Questão 2. O basquetebol (basketball) foi desenvolvido durante o inverno de 1891, na International Young Men’s Christian Association Training Scholl (YMCA), em português, Associação Cristã de Moços (ACM), atualmente Springfield College em Massachussets, EUA. Seu criador foi o canadense James Naismith, que fora atleta de grande destaque em Montreal e convidado a ministrar uma palestra sobre Psicologia na ACM. A respeito da criação do basquetebol, é incorreto afirmar que: A) Foi desenvolvido a partir da necessidade de criação de uma prática esportiva adequada a ambientes fechados devido aos rigorosos invernos da região de Massachussets. B) Foi encomendado pela direção da ACM de Springfield Massachussets com as seguintes restrições: deveria ser uma modalidade que pudesse comportar um grande número de jogadores; ser adaptável a qualquer espaço; não fosse muito violento. C) O basketball não teve boa aceitação nos Estados Unidos, somente ganhando popularidade em 1915, muitos anos após sua criação. D) A quadra improvisada era o ginásio onde se praticava calistenia, duas cestas de pêssegos foram colocadas a uma altura de 10 pés (3,05 m), o objetivo era arremessar a bola nesta cesta. E) Para criar o basquetebol, Naismith se inspirou em um jogo de sua infância, no Canadá, chamado Pato no Rochedo, em que os jogadores tinham que jogar pedras no alto de um rochedo. Resolução desta questão na plataforma. 79 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Unidade II 5 O BASQUETEBOL COMO MODALIDADE ESPORTIVA DE COMPETIÇÃO Atualmente o esporte é visto como um fenômeno cultural da humanidade de diversas possibilidades. Dessa forma, o esporte pode ser vivenciado levando‑se suas diferentes conotações, ou seja, os indivíduos utilizam do esporte por motivações e sentidos diversos. Observamos isso por meio de suas diferentes práticas e personagens (PAES, 2009). Podemos identificar não só no basquetebol, mas também em outras modalidades, a ideia da formação de atletas profissionais para somente se tornarem campeões ou adquirirem a independência financeira. Porém, o basquetebol é uma modalidade que atende a diversos segmentos da sociedade, como crianças, adolescentes, adultos, idosos, portadores ou não de deficiências, que utilizam o esporte para as mais diversas finalidades. Devido às mudanças e à evolução das ciências do esporte, das ciências tecnológicas e de tantas outras áreas do conhecimento, mudou também a forma de entender o esporte. Terminamos o século XX com esse fenômeno se apresentando didaticamente em cinco principais e significativas manifestações: Esporte Profissional, Iniciação Esportiva, Esporte como conteúdo de lazer, Esporte de Representação e Esporte Escolar. Temos ainda a prática de certas modalidades esportivas, realizadas como prática voltada à saúde e melhoria do condicionamento físico, e também enquanto atividade física na tentativa de contribuir com outras áreas, por exemplo, para reabilitação de algum trauma ocorrido com o indivíduo [...] (PAES, 2009, p .8). Esporte profissional Seus objetivos estão inseridos na opção profissional que se apresenta na forma de atletas profissionais, técnicos, preparadores físicos, publicitários, jornalistas, dirigentes, indústria de equipamentos esportivos, profissionais do meio de comunicação e etc. Destacamos essa manifestação esportiva e como ela interfere em todos os praticantes e em todo o cenário esportivo atual. Compreender sua importância na sociedade moderna é essencial. Iniciação esportiva É o início, é a forma pela qual iniciamos o indivíduo na prática do desporto de forma orientada. Com a constante evolução do esporte e sua veiculação nos meios de comunicação, percebemos que dia a dia aumenta o interesse principalmente em crianças e adolescentes. Os clubes, escolas, academias, centros esportivos e praças esportivas públicas são os principais agentes que oferecem a prática esportiva. 80 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II Esporte como conteúdo do lazer Os praticantes dessa modalidade desenvolvem a prática esportiva utilizando o fenômeno esportivo em seu tempo livre, é importante destacar que cada indivíduo deve utilizar o esporte em seu tempo livre por razões e motivos distintos. Cabe ao gestor que desenvolve essas atividades trabalhar dentro de um ambiente seguro, cooperativo, democrático e agradável. Esporte de representação Essa manifestação é desenvolvida quando uma pessoa ou grupo se organizam para a disputa de um torneio ou campeonato sem que os atletas envolvidos sejam remunerados parcial ou totalmente para participar. Tem como objetivo a representação de uma instituição, bairro, clube, cidade, estado ou país. Esporte escolar No contexto do ensino formal, como conteúdo da educação física escolar, o esporte deve atender aos alunos e merece ser tratado com um significado cultural, transmitido de forma planejada e organizada para todos na escola. Lembramos ainda que no processo de iniciação esportiva não mais existe a necessidade de formar grandes atletas, detectar talentos ou priorizar a busca por resultados, mas sim buscar questões educacionais que priorizem, a partir do esporte, o desenvolvimento do aluno. Para nós professores de educação física cabe a responsabilidade de conduziros rumos para uma sociedade mais justa e com igualdade de oportunidades, na qual o esporte pode e deve contribuir de forma positiva. 6 HABILIDADES TÁTICAS OFENSIVAS AVANÇADAS DO BASQUETEBOL No basquetebol cada posição tem a característica de ser um conjunto de especificidades do jogo, é fundamental o desenvolvimento dessas habilidades em função de cada posição, que em um processo de treinamento necessita da repetição de situações‑problema relacionadas a cada posição e sua função na quadra. Paes (2009) acredita que os armadores têm como característica a organização e a liderança na construção de movimentações no ataque e na defesa, observam buscando a melhor estratégia para finalizar com eficiência. Suas ações predominantes são: • driblar em varias situações; • finalizar de média e longa distância; • capacidade de executar passes em diferentes situações; • levar a bola ao ataque. 81 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Os alas/laterais são jogadores com extrema capacidade de finalização, bons arremessadores de curta, média e longa distância, bons em infiltrações, atuam em diferentes regiões da quadra, além de auxiliarem na organização ofensiva. Suas ações predominantes são: • finalização de curta, média e longa distância; • infiltrações/penetrações nos diferentes sistemas ofensivos; • capacidade de realizar passes em diferentes situações; • jogar cortando e infiltrando, sempre em direção à cesta. Os pivôs são jogadores que atuam mais próximos à cesta, uma característica é se posicionarem sempre de costas para ela, o contato direto com os atacantes é outra característica essencial, sendo responsáveis pelos rebotes, normalmente se utilizam de fintas curtas, arremessos próximos à cesta e poucos dribles. 6.1 Posições específicas de ataque Durante muito tempo o basquetebol foi desenvolvido por meio de posições ofensivas ditas como clássicas: armador, lateral e pivôs. Essas posições, com o passar do tempo e com a necessidade da evolução tática do jogo, foram se alterando, suas funções foram se ampliando e então surgiram as posições ofensivas, numeradas como as posições 1, 2, 3, 4 e 5, em que, segundo Paes (2009), podemos destacar as seguintes ações: • ampliar a capacidade ofensiva de penetrar na defesa; • se considerarmos a evolução física dos atletas, é necessário explorar o ataque em todos os seus espaços, de forma que o ataque jogue na quadra toda; • construção de espaços ofensivos adequados, de forma que os atletas saibam atuar em todas as posições da quadra; • fazer com que todos os atacantes tenham condições de finalizar com qualidade; • ampliar as possibilidades de rebotes ofensivos e defensivos, bem como a capacidade de construir transições na defesa‑ataque e no ataque‑defesa; • facilitar as trocas de posicionamento ofensivo; • ampliar as capacidades e habilidades dos atacantes de se movimentarem ofensivamente. A posição 1, do armador, tem características de armação e organização do ataque, tentar fazer a leitura da defesa para encontrar a melhor forma de atacar, liderar nas ações ofensivas, ter boa visão do 82 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II jogo, coordenar as principais ações da equipe tanto no ataque quanto na defesa, além de também ser uma opção de finalização, conforme as funções atuais de um jogador dessa posição. A posição 2, armador de ajuda ou escolta, também tem as características de armação e organização do ataque, apoio às ações ofensivas, participação ofensiva efetiva e atuação tática, sendo o 2º armador, apoiando as ações do armador 1 e sendo também outra opção de finalização. A posição 3, ala ou lateral, tem o perfil de ser de um jogador de finalização de qualquer distância e de fazer muitas infiltrações, apoiando os rebotes ofensivos e defensivos, sendo sua principal característica a definição. A posição 4, ala pivô ou pivô móvel, é uma posição em que temos características da união das posições 3 e 5; já que joga‑se em uma região mais próxima à cesta, forte atuação nas jogadas ofensivas de curta e média distâncias, além de disputar todos os rebotes, tanto no ataque como na defesa. Na posição 5, pivô de baixo ou de força, o jogador tem a característica de ser sempre muito alto e forte, jogando sempre muito próximo à cesta e sempre de costas, para observar os companheiros de equipe para um possível recebimento de passe e uma participação efetiva tanto nos rebotes de defesa quanto nos de ataque. Paes (2009) acredita ser necessário destacar que as posições de ataque descritas anteriormente necessitam ser entendidas como uma divisão simbólica e didática. Os atacantes não precisam estar condicionados a atuar somente em uma posição, aliás, essa é uma forma de facilitar a distribuição das funções e o treinamento dos jogadores, que buscam uma melhor ocupação dos espaços na quadra. Entendendo que esse jogo é imprevisível e visa um melhor desempenho, as qualidades dos jogadores são aleatórias e não podem se enquadrar de forma rígida. 5 3 4 2 1 Figura 42 – Equipe formada com um jogador em cada posição 83 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 3 4 4 1 1 Figura 43 – Equipe formada com dois jogadores na posição 1, um jogador na posição 3 e dois jogadores na posição 4 3 5 3 2 1 Figura 44 – Equipe formada com um jogador na posição 1, um jogador na posição 2, dois jogadores na posição 3 e um jogador na posição 5 84 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II 3 5 2 1 5 Figura 45 – Equipe formada com um jogador na posição 1, um jogador na posição 2, um jogador na posição 3 e dois jogadores na posição 5 5 5 3 1 4 Figura 46 – Equipe formada com um jogador na posição 1, um jogador na posição 3, um jogador na posição 4 e dois jogadores na posição 5 85 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 4 5 21 5 Figura 47 – Equipe formada com um jogador na posição 1, um jogador na posição 2, um jogador na posição 4 e dois jogadores na posição 5 6.2 Sistema ofensivo Em todas as modalidades esportivas devemos utilizar esses sistemas táticos ofensivos para a organização do ataque nas diversas situações do jogo. Estudar e adotar organizações táticas coletivas ofensivas pode contribuir de forma significativa no desenvolvimento do jogo de basquetebol. Essa organização visa uma melhor distribuição espacial dos jogadores (na meia quadra ofensiva) e uma divisão de principais tarefas e responsabilidades para cada jogador – determinadas, muitas vezes, pelo conjunto de características e competências, tanto individual como dos jogadores enquanto grupo [...] (PAES, 2009, p. 99). Segundo Ferreira (2003), ao contrário dos sistemas de defesa, em que existe uma classificação bem definida, os sistemas de ataque não apresentam uma clara definição pelo simples motivo de encontrar diversas possibilidades de opções no ataque. O principal referencial é o de se utilizar de uma grande rotatividade entre os jogadores, não existe uma posição fixa e definida, todos os jogadores se movimentam de forma a passar por todas as posições, esse sistema é de difícil execução e muito complexo. O sistema de ataque deve se originar a partir de: • organização – inicialmente, para definirmos uma movimentação parao sistema de ataque, é necessário verificarmos qual tipo de defesa o ataque irá enfrentar. Devemos também observar quais jogadores serão utilizados e definirmos o número de jogadores em cada uma das posições; 86 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II • movimentação ordenada – devemos definir as funções e as movimentações de cada atacante na quadra. O objetivo dessa movimentação organizada é posicionar os jogadores de ataque em condições favoráveis para realizar um arremesso à cesta; • rebote de ataque – será necessário decidir quais os jogadores atacantes que deverão participar do rebote de ataque, caso o arremesso não seja convertido; • equilíbrio defensivo – é necessário estabelecer, em função das posições ocupadas na quadra, quais e quantos atacantes irão retornar para a defesa, no caso de não termos sucesso na disputa do rebote ofensivo ou se iniciar rapidamente por meio de uma lateral ou fundo de bola após uma cesta; • continuidade – caso não consigamos atingir o objetivo de realizar um arremesso em condições favoráveis, é preciso que o sistema continue sua movimentação para uma nova tentativa ou encontrarmos uma possibilidade de definição. Devemos sempre ter jogadores caracterizados como jogadores de uma determinada posição que, em função do grupo que se encontra na quadra, possam desempenhar outra função, dependendo da situação do jogo. Observamos também que no basquetebol atual a escalação das equipes se modifica a cada jogo de acordo com as características da equipe adversária. 6.3 Fundamento de corta‑luz Segundo Maronese (2009), corta‑luz é uma técnica ofensiva individual que visa dificultar ou impedir a boa movimentação dos jogadores da defesa. A posição básica na utilização do corta‑luz pode ser descrita da seguinte forma (BRASIL, 1980): • estar na posição de defesa, próxima ao defensor; • pernas afastadas para maior equilíbrio; • pés fixados no solo (firme); • tronco ligeiramente flexionado à frente, para um maior equilíbrio; • braços posicionados naturalmente (nunca abertos); • olhar voltado ao defensor e ao companheiro; • estar atento ao contato e às reações do defensor; • evitar as faltas no ataque. 87 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Para que você possa estudar e entender as movimentações no basquetebol de maneira mais prática, foram criadas algumas convenções para facilitar a sua vida. Dessa maneira, por meio de desenhos, é possível não só não verbalizar as movimentações, como também não ter que escrevê‑las. Isso economiza tempo e dá a real dimensão da ação que queremos que seja realizada. A seguir uma convenção adotada: • Deslocamento; • Deslocamento com bola (drible); • Passe; • Finalização (Arremesso). O corta‑luz pode ocorrer de diversas formas e para diversos fins, como nos diagramas a seguir. Corta-luz direto Acontece quando o corta‑luz for feito para aquele companheiro que está com a posse da bola. Para utilizar o corta‑luz o atacante de posse da bola dribla para o lado que o companheiro oferece o corta‑luz. A 3 2 C 1 B Figura 48 – Corta‑luz direto O jogador da posição 1 passa a bola para o jogador da posição 3, então se desloca na direção do defensor C e executa o corta‑luz. 88 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II 3 2 C1A B Figura 49 O jogador 3, que está com a bola, recebe o corta‑luz do jogador da posição 1 e define a jogada. Corta-luz indireto O corta‑luz indireto acontece quando o corta‑luz for feito para qualquer um dos companheiros que estiverem sem a posse da bola, normalmente do lado oposto à bola, com o jogador que recebeu o corta‑luz vindo em direção à bola para recebê‑la. 3 2 C A 1 B Figura 50 – Corta‑luz indireto 89 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS O jogador na posição 1 passa a bola para o jogador da posição 2 e vai fazer o corta‑luz no jogador C que está marcando o jogador da posição 3. 3 2 C A1 B Figura 51 O jogador na posição 3 recebe o corta‑luz do jogador na posição 1 e se infiltra para receber a bola passada pelo jogador da posição 2. Corta-luz cego Acontece quando a execução do corta‑luz não puder ser notada pelos adversários, basicamente por estar fora do campo de visão, principalmente daquele defensor que vai sofrer o corta‑luz. Pode ser feito para qualquer um dos companheiros, mas os mais comuns são para aqueles sem a posse da bola. 90 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II 3 2 C B A 1 Figura 52 – Corta‑luz cego O jogador na posição 2 passa a bola para o jogador na posição 1 e se desloca para o lado contrário, o jogador na posição 3 também se desloca na direção do jogador na posição 2 e executa o corta‑luz, enquanto o jogador na posição 2 finta o adversário. 3 2 C B A 1 Figura 53 O jogador na posição 2, ao fintar o adversário, se desloca em direção à cesta, recebe o passe do jogador na posição 1 e finaliza. 91 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Corta-luz falso É um corta‑luz indireto, mas tem por objetivo enganar a defesa adversária, pois quem recebe a bola é exatamente aquele que fez o corta‑luz. A utilização do corta‑luz falso acontece principalmente quando a defesa adversária marca individualmente, fazendo trocas. 3 2 C B A 1 Figura 54 – Corta‑luz falso O jogador na posição 3 passa a bola para o jogador na posição 1 e se desloca na direção do jogador na posição 2. 3 2 C B A1 Figura 55 92 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II O jogador na posição 2 recebe um corta‑luz do jogador 3 e aparece para receber o passe, enquanto isso o jogador na posição 3, ao executar o corta‑luz, gira rapidamente em direção à cesta para ser mais uma opção de finalização. Saiba mais As referências a seguir podem propiciar um melhor entendimento dos conteúdos da unidade. BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Educação Física e Desporto. Caderno técnico e didático: basquetebol. Brasília: MEC/DDD, 1980. DUARTE, S. M. Basquetebol: manual do ensino. São Paulo: Ícone, 2013. 7 CONTRA‑ATAQUE No basquetebol, a transição ofensiva é a ocupação de algumas regiões da quadra de forma rápida e organizada para se aproveitar de uma desatenção ou desequilíbrio da defesa na busca de alguma vantagem do ataque. É a ação do contra‑ataque preocupada com o posicionamento tático da equipe de forma organizada e com velocidade (PAES, 2009). Para iniciarmos as ações necessárias para o início das saídas de contra‑ataque precisamos entender o que é essa ação e para que serve. Numa partida de basquetebol são diversas as oportunidades em que uma equipe passa da situação de defesa (posse de bola com o adversário) para a de ataque. Quando isso acontece, a primeira iniciativa dessa equipe é a de atacar de forma rápida e organizada, de tal maneira que a defesa adversária seja surpreendida e não tenha tempo de se posicionar corretamente. Esta ação de tentar o arremesso e de forma rápida e organizada, surpreendendo a equipeadversária, chama‑se contra‑ataque [...] (FERREIRA, 2003, p. 98). Os autores citados definem contra‑ataque e transição ofensiva como uma mesma ação, podendo esta estar em superioridade ou igualdade numérica sem que os defensores estejam organizados e equilibrados em um sistema defensivo, jogo 5x5. Dentro de uma partida de basquetebol, algumas situações podem originar uma transição ofensiva ou contra‑ataque, como: 93 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS • rebote de defesa; • cobrança de uma lateral na quadra de defesa; • bola ao alto no início do jogo; • cobrança de um fundo bola (após uma cesta); • roubada de bola ou interceptação de um passe. Observação As características de um contra‑ataque são velocidade e organização, com a utilização somente da velocidade muitas vezes chegamos à definição, porém, somente com a organização, não chegaremos jamais a surpreender a defesa. Em relação à quadra, iremos dividi‑la em três corredores de extrema importância para a organização e o desenvolvimento das jogadas. Os corredores estarão dispostos da seguinte forma: Sentido da jogada Corredor Corredor Corredor Figura 56 – Três corredores Ferreira (2003) acredita que a partir do rebote de defesa pode‑se organizar um contra‑ataque veloz e eficiente. Para desenvolver as ações necessárias para atingir os objetivos propostos, é preciso que alguns princípios sejam obedecidos. 94 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II Como já fizemos na ação do corta‑luz e para que tenhamos um melhor entendimento na leitura dos diagramas a seguir, iremos utilizar três corredores e as mesmas convenções já utilizadas para demonstrar as movimentações dos jogadores. Segue uma convenção adotada: • Deslocamento; • Deslocamento com bola (drible); • Passe; • Finalização (arremesso). Contra-ataque a partir de um rebote de defesa Após a obtenção do rebote de defesa, devemos ter a opção de passar a bola para uma das regiões laterais da quadra, tentando com isso levá‑la para uma área de menor concentração, principalmente de defensores. A trajetória da bola deverá ser quase paralela à linha de fundo. Sentido da jogada 3 2 5 4 2 1 Figura 57 Após o passe para as laterais, o atacante que receber a bola terá duas opções: a primeira, e mais eficiente, seria um passe para outro atacante que estiver no mesmo corredor lateral. A segunda opção seria utilizar o drible, saindo do corredor lateral e progredindo pelo corredor central. 95 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Sentido da jogada 3 2 5 2 4 1 Figura 58 Para a finalização do contra‑ataque, a situação ideal é a de ocupação dos três corredores imaginários (um central e dois laterais) por um atacante em cada um deles. O corredor central é o mais indicado para se conduzir a bola por meio do drible, e os corredores laterais são os mais propícios para as finalizações. A finalização do contra‑ataque define‑se em função da ação eventual da defesa. De qualquer forma, devem‑se tentar os arremessos mais próximos possíveis da cesta, por ser mais fácil o acerto. Sentido da jogada 5 24 1 3 Figura 59 96 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II A ocupação ideal dos corredores em um contra‑ataque seria com um atacante pelo centro com a posse de bola, dois jogadores nos corredores laterais, um quarto jogador (chamado de trailer) no corredor central atrás do driblador e o quinto jogador servindo como proteção de defesa e também como outra possibilidade de definição. Sentido da jogada 5 2 4 1 3 Figura 60 O trailer é o jogador 4 ou 5 do contra‑ataque e sua função é servir como outra opção de finalização, entrando depois da primeira linha do contra‑ataque. Função essa executada pelos pivôs ou lateral alto. Contra-ataque a partir de uma cobrança de lateral na quadra defensiva O contra ataque é iniciado a partir de uma lateral defensiva, na qual o atleta de maior habilidade no drible vai de encontro à bola e os demais procuram seus espaços nos três corredores. 97 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Sentido da jogada 24 1 3 3 5 Figura 61 O jogador da posição 3 reinicia o jogo por meio do passe e se desloca pelo corredor central, sendo que o jogador da posição 1 está se deslocando com a bola para executar um passe para uma das opções. Sentido da jogada 2 4 1 3 5 Figura 62 98 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II O jogador na posição 1, ao passar a bola para o jogador da posição 4, se desloca para a lateral para ter maior ângulo de passe, os jogadores nas posições 2 e 3 ficam do outro lado da quadra nas laterais, sendo opções para recebimento da bola. Sentido da jogada 2 4 1 35 Figura 63 O jogador na posição 4 verifica a aproximação do jogador na posição 5, fazendo a função do trailer, e executa um passe para a definição. Sentido da jogada 2 4 1 3 5 Figura 64 99 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Contra-ataque a partir de uma bola ao alto ou início de jogo No início do jogo, com a bola ao alto, também temos uma oportunidade de contra‑ataque. Os jogadores se posicionam em uma formação tática, o jogador na posição 5 dá o tapinha na bola para o jogador na posição 1, enquanto isso os jogadores das posições 2 e 3 se deslocam para os corredores para serem opções de passe. Sentido da jogada 2 4 1 3 5 Figura 65 O jogador na posição 1, ao receber a bola, já mantém o olhar à frente. Verificando o deslocamento dos jogadores nas posições 2 e 3, executa o passe para o jogador em melhor posição para definição, lembrando ainda que, se não for possível, ainda temos a opção dos trailers, jogadores nas posições 4 e 5. 100 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II Sentido da jogada 2 4 1 3 5 Figura 66 Contra-ataque a partir de um fundo bola ou reposição desta após uma cesta Após a equipe adversária ter feito uma cesta ou o simples reinício da partida na linha de fundo nos dá outra possibilidade de contra‑atacar, já que o jogador na posição 5 normalmente reinicia o jogo por ser o último a chegar ao ataque. Sentido da jogada 2 4 13 5 Figura 67 101 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS O jogador na posição 1, por ser o mais habilidoso no drible, se movimenta para receber o passe e encaminhar a bola para o ataque e ao mesmo tempo os jogadores nas posições 2 e 3 correm pelos corredores laterais. Sentido da jogada 2 4 1 3 5 Figura 68 Nessa ação, o jogador na posição 1 executa o passe para o jogador na posição 2 e se posiciona na lateral ao lado para um melhor ângulo de passe, e, enquanto isso, os jogadores tentam se posicionar de forma a surpreendera defesa. Sentido da jogada 2 4 1 3 5 Figura 69 102 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II Na tentativa de uma situação que venha a ter alguma vantagem, os jogadores nas posições 4 e 5 se posicionam para a chegada do trailer, e, enquanto isso, o jogador 3 também tenta surpreender a defesa ao receber o passe. Sentido da jogada 2 4 1 35 Figura 70 Contra-ataque a partir de uma roubada de bola ou interceptação Na recuperação da posse de bola, seja ela feita por qualquer situação, deve‑se tentar sempre como primeira opção a finalização, porém, a seguir, falaremos de outras opções. O jogador na posição 2, ao recuperar a bola, deve se dirigir ao ataque e levar a bola a uma lateral para ter um melhor ângulo para os passes, e os demais jogadores devem estar nas posições já determinadas. 103 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Sentido da jogada 24 13 3 5 2 Figura 71 Na lateral, o jogador na posição 2 verifica todos os companheiros chegando ao desempenho de suas funções e sempre buscando surpreender a defesa, jogador na posição 1 fica logo ao lado, e os jogadores nas posições 3 e 4 ficam na lateral do lado contrário. Sentido da jogada 4 1 3 5 2 Figura 72 Com os jogadores nas posições 2, 1, 4 e 3 nos quatro cantos da quadra, no ataque e tentando manter a defesa aberta, o jogador na posição 5 tenta entrar na função do trailer para a definição. 104 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II Sentido da jogada 4 1 3 5 2 Figura 73 Não sendo possível o passe para o jogador na posição 5 e, consequente, a definição, a bola será encaminhada para o outro lado da defesa pelos atacantes, de mão em mão, até que o jogador receba a bola do outro lado da defesa para a possível definição. Sentido da jogada 4 1 3 5 2 Figura 74 105 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 8 SISTEMAS DEFENSIVOS Quando estamos falando de defesa, é importante ressaltar que a posição de defesa é um fundamento específico, pois nos dá o conhecimento e a experiência para que os alunos/jogadores possam exercer a função com propriedade. Dessa forma definimos fundamento de defesa como a posição em que o jogador se coloca à frente do oponente para que venha a tentar ter sucesso na ação de defender, além da maneira que esse mesmo aluno/jogador se desloca pelo espaço para que venha a diminuir o espaço do atacante sem cometer faltas. Em toda e qualquer equipe é sempre bem‑vindo o aluno/jogador que exerce uma boa defesa, estimule sempre seus alunos a uma boa defesa, pois é essa ação que irá desencadear uma força maior que venha a superar tudo. Defender em basquetebol é uma das coisas mais sérias do próprio jogo. Vai muito além do que qualquer pessoa possa imaginar, condensando consciência, espírito de equipe, renúncia e participação, estado de espírito, confiança, determinação, agressividade e trabalho. E não adiantam muitas palavras, porque nunca seremos recompensados pelos avisos ou ideias, pois a recompensa maior está na ação, no ato, no trabalho, e para se defender bem, ou mal, todo técnico terá sua parcela de participação, pois, ao final de um jogo, quando derrotados, percebemos que em grande parte nós contribuímos para tal. E quando nos sentirmos felizes por uma vitória, esqueçamos as vaidades pessoais e saibamos recebê‑la apenas com a satisfação do dever cumprido e pela graça que nos deram de podermos trabalhar e batalhar por uma causa, pela vitória, e acima de tudo, por nossos atletas [...] (BRASIL, 1980, p. 44). Figura 75 106 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II Postura defensiva: • posição dos pés anteroposterior; • estar em total equilíbrio; • nos deslocamentos, nunca cruzar as pernas; • um dos braços acima para tentar impedir o arremesso; • outro ao lado para tentar impedir o drible; • quadril encaixado e tronco um pouco flexionado à frente; • cabeça levantada; • olhos observando sempre a movimentação do adversário. • estar sempre posicionado entre o atacante e a cesta; • estar sempre atento às ações do jogo. Para uma melhor qualidade na ação de defender, é necessário impedir ou dificultar que o atacante consiga: • receber a bola; • driblar; • passar; • arremessar; • se deslocar com facilidade pelo espaço; • organizar suas ações ofensivas; • posicionar‑se com vantagem em relação à cesta; • ter sucesso na jogada. Para alcançarmos esse objetivo, uma boa defesa necessita seguir alguns princípios: • gostar de defender; 107 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS • entusiasmar‑se em impedir uma ação ofensiva; • acreditar em suas potencialidades; • tentar sempre fazer com que o adversário fique sem confiança; • tentar superar‑se sempre. A defesa deve atuar sempre com determinação, ou seja, a todo instante tentar induzir o atacante a uma ação equivocada para conseguir a posse de bola. Não podemos confundir essa determinação em marcar bem ou impedir o ataque do adversário com violência para recuperar a bola a qualquer custo. Observação A posição de defesa deverá ser trabalhada nas primeiras aulas junto ao controle de corpo, pois esse fundamento é um pré‑requisito para o desenvolvimento de todos os outros fundamentos. Muito se tem dito e se tem feito acerca dos diversos sistemas defensivos que constantemente são aplicados pelas quadras. Muitas vezes observamos que alguns técnicos usam e abusam desses sistemas, como se no basquetebol ganhasse a equipe que maior número de sistemas venha a conhecer. Esse é um raciocínio falho e mal aplicado, pois o fato de uma equipe conhecer todos os sistemas (e é importante conhecê‑los para quando tiver que enfrentá‑los saber explorar os pontos falhos) não quer dizer que tenha obrigatoriamente que adotá‑los. A partir da característica da sua equipe, em que podemos notar estatura, habilidades individuais, imaginação, conjunto, criatividade etc., é que adotamos o sistema que mais nos convém. Por muitas vezes vemos equipes adotando sistemas que são incompatíveis com os membros que possuem, não levando em consideração as desvantagens que isso traz para o melhor aproveitamento defensivo. Tenha sempre à mão os jogadores certos para os lugares certos, e isso se descobrirá nas tentativas e observações para os acertos da equipe, pois embora venham a serem criados alguns robôs, forjados nos treinamentos, o homem ainda levará vantagens se explorarmos ao máximo suas próprias características, imaginação e poder de criatividade. Podemos forjar tudo em um atleta dentro da quadra, mas nada suplantará a sua natureza (BRASIL, 1980). Uma boa defesa pode ser entendida como a que: • se mantem na posição de defesa; • utiliza o corpo e outras características em seu benefício; • está sempre em contato com o solo, não salta; 108 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II • está sempre equilibrada; • observa tudo à sua volta (visão periférica); • está pronta a ajudar e a ser ajudada durante o jogo; • sabe como e quando cometerfaltas; • sabe como marcar um driblador; • sabe como marcar um arremessador; • sabe como marcar um pivô; • se antecipa no corte dos passes; • anula as preferências do atacante; • exercita‑se para uma boa aplicação de movimentos; • treina corretamente e constantemente; • prepara‑se bem fisicamente; • pega os rebotes; • prepara‑se psicologicamente para o jogo; • conhece todos os sistemas de defesa e suas necessidades; • sabe analisar o adversário coletivamente; • sabe analisar o adversário individualmente. Conforme Ferreira (2003), os sistemas de defesa são ações táticas coletivas que têm como objetivo um melhor rendimento da defesa, e cabe ao professor atribuir funções a cada um de seus alunos. Paes (2013) determina que o sistema defensivo seja a organização, o posicionamento da equipe objetivando converter a cesta. Na realidade, as citações dos autores se complementam, pois o sistema de defesa é uma ação conjunta de todas as pessoas envolvidas em uma estrutura já construída por meio das formações existentes. 109 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 8.1 Defesa individual A defesa individual tem como característica marcar individualmente o adversário, ou seja, acompanhar a movimentação do atacante em todo deslocamento pela quadra dentro da situação de 1x1. Esse sistema é muito utilizado atualmente, principalmente nas categorias de iniciação, em que se entende que essa defesa é a mais adequada por apresentar alguns conhecimentos defensivos básicos. Figura 76 Obedecendo a um critério de evolução na aprendizagem da defesa em função da progressão de dificuldades, classificamos em: Individual simples É o tipo mais simples de defesa individual, o defensor fica de costas para a cesta e de frente para o atacante, a atenção fica voltada para as ações deste, o defensor se mantem sempre entre o atacante e a cesta. É importante para desenvolver alguns princípios defensivos e situações de 1x1. Figura 77 – Individual simples 110 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II Individual com visão orientada Nessa defesa o defensor se mantem entre o atacante e a cesta, porém dirige seu olhar para a bola. Essa ação possibilita o acompanhamento da bola dando ao defensor maior confiança na marcação, sendo possível a realização de manobras de ajuda e flutuação, que veremos a seguir. Figura 78 – Visão orientada Individual com flutuação Os defensores que não marcam o atacante que está com a bola ficam mais próximos da cesta, caso aconteça alguma infiltração. Figura 79 – Individual com flutuação Individual com antecipação, linha da bola ou linha do passe Esse tipo de defesa é diferente das demais, a posição defensiva é de tentar impedir o recebimento da bola por parte do atacante, estando o defensor muito próximo e dentro da posição determinada. 111 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Figura 80 – Antecipação, linha da bola ou linha do passe Individual com troca de marcação Os defensores realizam uma troca de marcação quando há um corta‑luz ou outra forma de bloqueio que os impeça de continuar marcando essa troca, existe para que o sistema defensivo fique desguarnecido. Individual com ajuda Cada um dos defensores deverá marcar um atacante específico e estar atento aos demais atacantes, pois quando um de seus companheiros for fintado deverá este estar em condições de poder ajudar de forma adequada sem esquecer do atacante marcado no início da jogada. Devemos considerar que nos sistemas defensivos individuais todos esses modelos denominados sistemas se articulam entre si. Seria impossível definir uma defensiva individual com antecipação sem que os defensores praticassem a visão orientada ou se utilizassem de visão periférica. Invariavelmente, os mecanismos de defensivas individuais permitem detalhamentos ou aprofundamentos – a junção de todos esses sistemas – quanto melhor for o nível de seus praticantes e o conhecimento do jogo (PAES, 2009). Destacaremos também algumas características do sistema de defesa individual que: • estimulam o desenvolvimento de habilidades individuais; • permitem colocar frente a frente jogadores em condições similares; • definem responsabilidades; • dificultam passes de média e longa distância; • dificultam a organização ofensiva, caso o adversário tenha atitudes passivas; • são adaptáveis a qualquer tipo de ataque; 112 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II • permitem o jogo de 1x1; • dificultam o rebote defensivo, uma vez que as posições defensivas estão articuladas aos movimentos dos atacantes, fazendo com que os defensores não tenham posições definidas; • facilitam penetrações à cesta, propiciando, portanto, os arremessos de curta distância; • dificultam a saída de contra‑ataque organizado; • requerem técnica defensiva bem definida; • podem provocar um grande número de faltas. 8.2 Defesa por zona Vários são os autores que definem os sistemas de defesa por zona, porém, a melhor definição é a de Paes (2009), que diz que no sistema defensivo por zona, os defensores têm a responsabilidade de marcar uma determinada área, tendo seus deslocamentos definidos prioritariamente de acordo com o deslocamento da bola, isto é, os ajustes defensivos são feitos em relação à movimentação da bola, dentro de um espaço da quadra definido. Lembramos da necessidade de atentar aos três alvos mencionados. Várias são as possibilidades táticas de distribuição dos alunos/jogadores no sistema, e os mais conhecidos são: • 2:1:2 • 2:3 • 3:2 • 1:3:1 • 1:2:2 As nomenclaturas são determinadas em função da organização tática dos alunos/jogadores, essa referência de distribuição dos jogadores na quadra se dá através dos alunos/jogadores mais afastados para os mais próximos da cesta na defesa. A seguir faremos as ilustrações para cada um dos sistemas de defesa por zona e dos deslocamentos dos alunos/jogadores em relação à bola, nessas ações podem existir variações, lembrando que essas movimentações não constituem uma regra, e sim possibilidades, que são determinadas pela filosofia do técnico, pela qualidade das equipes e pelas características dos alunos/jogadores. Cada um desses alunos/atletas deverá ter uma área específica para se posicionar por meio de suas características físicas. 113 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Lembrete O sistema de defesa individual é o sistema mais adequado para utilizarmos na iniciação para a aquisição de alguns conhecimentos defensivos básicos que darão subsídios para todos os sistemas defensivos. Defesa por zona 2:1:2 1 3 4 2 5 Figura 81 Na figura anterior verificamos a divisão das áreas para cada um dos alunos/jogadores, já que a própria característica das defesas por zona é esse deslocamento nas áreas. 1 3 4 2 5 Figura 82 114 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II Esse tipo de defesa proporciona uma compactação no interior da defesa, colocando três alunos/ jogadores na região do garrafão, tentando impedir a atuação dos pivôs e os arremessos de curta distância. 1 3 4 2 5 Figura 83 Quando a bola estiver na zona mortada quadra, o jogador mais próximo à bola (4) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 84 Quando a bola estiver na lateral da quadra, o jogador que estiver mais próximo da bola (2) e dentro da sua área irá aproximar‑se do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 115 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 1 3 4 2 5 Figura 85 Quando a bola estiver frente a cesta, o jogador que estiver mais próximo da bola (1) e dentro da sua área irá aproximar‑se do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 86 Quando a bola estiver na lateral da quadra, o jogador que estiver mais próximo da bola (1) e dentro da sua área irá aproximar‑se do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 116 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II 1 3 4 2 5 Figura 87 Quando a bola estiver na zona morta da quadra, o jogador mais próximo da bola (4) e dentro da sua área irá aproximar‑se do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 88 Defesa por zona 2:3 Quando a bola estiver na cabeça do garrafão, os dois defensores que estiverem na região de cima deverão aproximar‑se para tentar impedir as ações do adversário dependendo do lado que a bola for passada, um ou outro deverá sair para marcar. 117 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 1 3 4 2 5 Figura 89 Com movimentação semelhante à defesa anterior, verificamos que, quando a bola está na zona morta da quadra, o jogador mais próximo à bola (4) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 90 Quando a bola estiver na lateral da quadra, o jogador que estiver mais próximo da bola (2) e dentro da sua área irá aproximar‑se do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 118 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II 1 3 4 2 5 Figura 91 Quando a bola estiver frente a cesta, o jogador que estiver mais próximo da bola (1) e dentro da sua área irá aproximar‑se do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 92 Quando a bola estiver na lateral da quadra, o jogador que estiver mais próximo da bola (1) e dentro da sua área irá aproximar‑se do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 119 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 1 3 4 2 5 Figura 93 Quando a bola estiver na zona morta da quadra, o jogador mais próximo da bola (4) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. Defesa por zona 1:2:2 1 3 4 2 5 Figura 94 Na figura anterior verificamos a divisão das áreas para cada um dos alunos/jogadores, já que a própria característica das defesas por zona é esse deslocamento, porém, 4 e 5 ficam sempre próximos ao garrafão. 120 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II 1 3 4 2 5 Figura 95 Esse tipo de defesa proporciona maior aproximação dos defensores junto aos atacantes, colocando três alunos/jogadores na região de cima, tentando impedir os arremessos de média e longa distância. 13 4 2 5 Figura 96 Nessa movimentação verificamos que, quando a bola estiver na zona morta da quadra, os jogadores de maior velocidade, mais próximos da bola (2) e dentro da sua área irão se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 121 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 1 3 4 2 5 Figura 97 Quando a bola estiver na lateral da quadra, o jogador que estiver mais próximo da bola (2) e dentro da sua área irá aproximar‑se do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 98 Quando a bola estiver frente à cesta, o jogador mais próximo à bola (1) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 122 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II 1 3 4 2 5 Figura 99 Quando a bola estiver na lateral da quadra, o jogador que estiver mais próximo da bola (3) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 100 Quando a bola estiver na zona morta da quadra, o jogador mais próximo da bola (3) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 123 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Defesa por zona 1:3:1 1 3 4 25 Figura 101 Na figura anterior verificamos a divisão das áreas para cada um dos alunos/jogadores, já que a própria característica das defesas por zona é esse deslocamento, porém, 4 e 5 ficam sempre dentro do garrafão. 1 3 4 25 Figura 102 Esse tipo de defesa proporciona maior aproximação dos defensores junto aos atacantes, colocando três alunos/jogadores na região de cima, tentando impedir os arremessos de média e longa distância. 124 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II 1 3 4 2 5 Figura 103 Nessa movimentação verificamos que, quando a bola estiver nazona morta da quadra, os jogadores de maior velocidade, mais próximos à bola (2) e dentro da sua área, irão se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 104 Quando a bola estiver na lateral da quadra, o jogador que estiver mais próximo da bola (2) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 125 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 1 3 4 2 5 Figura 105 Quando a bola estiver frente à cesta, o jogador que estiver mais próximo da bola (1) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 106 Quando a bola estiver na lateral da quadra, o jogador que estiver mais próximo da bola (3) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 126 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II 1 3 4 2 5 Figura 107 Quando a bola estiver na zona morta da quadra, o jogador mais próximo da bola (3) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. Defesa por zona 3:2 13 4 2 5 Figura 108 Na figura anterior verificamos a divisão das áreas para cada um dos alunos/jogadores, já que a característica das defesas por zona é esse deslocamento. 127 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 1 3 4 2 5 Figura 109 Esse tipo de defesa proporciona maior aproximação dos defensores junto aos atacantes, colocando três alunos/jogadores na região de cima, tentando impedir os arremessos de média e longa distância. 1 3 4 2 5 Figura 110 Nessa movimentação verificamos que, quando a bola está na zona morta da quadra, o jogador mais próximo da bola (4) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 128 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II 1 3 4 2 5 Figura 111 Quando a bola estiver na lateral da quadra, o jogador que estiver mais próximo da bola (2) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 112 Quando a bola estiver frente à cesta, o jogador que estiver mais próximo da bola (1) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 129 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS 1 3 4 2 5 Figura 113 Quando a bola estiver na lateral da quadra, o jogador que estiver mais próximo da bola (3) e dentro da sua área irá aproximar‑se do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. 1 3 4 2 5 Figura 114 Quando a bola estiver na zona morta da quadra, o jogador mais próximo da bola (5) e dentro da sua área irá se aproximar do atacante para tentar impedir suas ações, os demais companheiros se colocarão em posição de ajuda e atenção, diminuindo os espaços próximos ao garrafão. Ferreira (2003) afirma que as defesas por zona apresentam pontos vulneráveis (em função do constante deslocamento de seus defensores) que podem ser explorados de forma eficiente pelo ataque. 130 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II A seguir mostraremos por meio de diagramas os pontos vulneráveis de cada defesa por zona. Defesa por zona 2:1:2 1 3 4 2 5 Figura 115 Defesa por zona 2:3 1 3 4 2 5 Figura 116 131 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Defesa por zona 1:2:2 1 3 4 2 5 Figura 117 Defesa por zona 1:3:1 1 3 4 2 5 Figura 118 132 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II Defesa por zona 3:2 1 3 4 2 5 Figura 119 Nas defesas por zona deve‑se levar em conta a posição dos defensores, aspectos físicos e técnicos. Os defensores que atuam nas regiões mais acima da quadra são chamados de alas e, normalmente, são mais baixos e muito rápidos, enquanto na região próxima à cesta os defensores são chamados de guardas, são mais altos e com boa impulsão para pegar os rebotes próximos à cesta, lembrando sempre que na utilização desse sistema existe vantagens e desvantagens (FERREIRA, 2003). Vantagens: • a posição do defensor nas regiões se desenvolvem de acordo com a estatura; • maior facilidade no rebote de defesa; • maior facilidade nas saídas de contra‑ataque; • dificuldade no jogo próximo à cesta; • maior facilidade na volta para a defesa devido ao posicionamento pré‑determinado. Lembrete Para um melhor entendimento e aplicação do sistema de defesa por zona é necessário que o aluno/jogador tenha vivenciado o sistema de defesa Individual, pois essa é a grande referência para os outros sistemas. 133 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Desvantagens: • maior facilidade na troca de passes; • maior facilidade nos arremessos de média e longa distância; • poderão acontecer acomodações nas posições de defesa mais afastadas da bola; • é necessário muito entrosamento entre os defensores para a execução das coberturas; • existem áreas de maior vulnerabilidade em função de deslocamentos dos defensores; • em áreas comuns a dois defensores pode haver indecisão entre eles naquela região. Observação Os locais demarcados e identificados nas figuras são áreas vulneráveis, às quais devemos sempre estar atentos, pois é uma área de grande risco na defesa. Saiba mais As referências a seguir podem proporcionar um melhor entendimento dos conteúdos da unidade. FERREIRA, A. E. X.; DE ROSE JUNIOR, D. Basquetebol: técnicas e táticas. Uma abordagem didático‑pedagógica. São Paulo: EPU, 2003. PAES, R. R.; MONTAGNER, P. C.; FERREIRA, H. B. Pedagogia do esporte: iniciação e treinamento em basquetebol. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. Resumo O basquetebol é uma modalidade que atende aos diversos segmentos da sociedade, como crianças,adolescentes, adultos, idosos, portadores ou não de deficiências que utilizam o esporte para as mais diversas finalidades, sempre estimulando sua prática para uma melhor qualidade de vida, não só em uma vertente de formação de atletas profissionais para se tornarem campeões ou adquirir independência financeira. Dessa forma, podemos atuar no esporte profissional, iniciação esportiva, esporte como conteúdo de lazer, esporte de representação e esporte escolar. 134 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II No texto abordaremos alguns conceitos do jogo de basquete em que o objetivo é possibilitar um melhor entendimento dos conteúdos não só de forma teórica, mas também prática, com a utilização de diagramas explicativos. O desenvolvimento das habilidades no basquetebol é fundamental em função de cada posição, um processo de treinamento necessita da repetição de situações‑problema relacionadas a cada posição e sua função na quadra. O sistema de ataque durante muito tempo ficou caracterizado pelas posições ditas como clássicas: o armador, lateral e pivôs. Com a necessidade da evolução tática do jogo, essas posições foram se alterando e agregando novas funções, então surgiram as posições ofensivas, numeradas como as posições 1, 2, 3, 4 e 5. Vale apena destacar que devemos trabalhar junto aos nossos alunos de maneira que possamos dar subsídios à aprendizagem e vivência a todas as posições, pois nunca saberemos logo de início em qual posição esses alunos irão atuar. Ao iniciarmos o ataque por meio de algumas movimentações dos jogadores, é necessário organizar a equipe definindo as posições em que cada um deverá estar e qual posição irá exercer, após isso movimentar‑se de maneira a trazer sempre a melhor condição para a finalização, definir quem irá disputar o rebote de ataque e voltar para a defesa de maneira organizada. Nesse mesmo ataque, para criarmos melhores possibilidades de definição, utilizamos o corta‑luz, que é uma manobra ofensiva individual que visa dificultar ou impedir a movimentação dos jogadores da defesa: corta‑luz direto, corta‑luz indireto, corta‑luz cego e corta‑luz falso, que serão descritos e exemplificados no texto. Outra possibilidade eficiente de atacar é utilizar muita velocidade e organização dos jogadores, de forma que venham a surpreender a equipe adversária por um contra‑ataque. Esse contra‑ataque poderá ser iniciado de algumas situações como: rebote de defesa, bola ao ar no início do jogo, fundo bola após uma cesta, lateral de defesa e recuperação de posse de bola. Após termos atacado de forma organizada, devemos retornar à defesa e desenvolver algumas ações táticas coletivas para buscar o objetivo de um melhor rendimento da defesa, que podemos chamar de sistema defensivo. Os sistemas defensivos aqui tratados são: individual e por zona. O sistema de defesa individual, como o próprio nome nos evidencia, é a utilização de um defensor para cada um dos atacantes sempre de maneira que as características físicas sejam muito próximas a cada um dos 135 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS adversários; também temos as defesas por zona, nas quais os defensores têm a responsabilidade de marcar uma determinada região da quadra, tendo seus deslocamentos definidos em função do espaço utilizado. Destacamos ainda que todos os sistemas defensivos têm vantagens e desvantagens na sua utilização, cabe ao professor observar as características de sua equipe não só no ataque como também na defesa para um melhor rendimento, levando em conta as características de seus alunos/jogadores. Cabe a nós professores uma responsabilidade ainda maior, utilizar o esporte de forma positiva em que possamos trabalhar com igualdade, conduzindo a uma sociedade mais justa e desenvolvendo uma melhor qualidade de vida para todos. Exercícios Questão 1. A prática do basquetebol desenvolveu habilidades táticas ofensivas diferenciadas em funções específicas. Os armadores, alas ou laterais e os pivôs agem de acordo com funções específicas e características físicas distintas para organizar ações ofensivas de forma bastante especializada. A organização de papéis específicos nas equipes esportivas é de acordo com Brown (1982) uma adaptação análoga à organização da sociedade capitalista industrial e até mesmo tem relação direta com a organização funcional das fábricas a partir da organização proposta pela linha de produção do Fordismo, movimento de especialização da produção fabril do início do século XX. (BROHM, J. M. Sociología política del deporte. Madrid: Fondo de Cultura Económica, 1982). São caraterísticas funcionais de cada posição ofensiva no basquetebol: I – Os armadores são líderes efetivos na construção das jogadas ofensivas, são responsáveis por levar a bola ao ataque e fazer passes precisos e arremessos de longa distância. II – Os alas são os jogadores de maior estatura na equipe, sua função é infiltrar‑se na defesa em contato com os defensores, fazer recepções de costas para a tabela e fazer arremessos de curta distância. III – Os pivôs são jogadores de muita velocidade, que agem pelas laterais da quadra, se infiltrando na defesa e fazendo arremessos de média e longa distância. IV – Os laterais são jogadores que atuam em muitas áreas da quadra, são atacantes de longa, média e curta distância, sempre se infiltram em direção à cesta com velocidade. V – Devido à sua menor estatura, o armador não tem como função arremessar, sua característica é apenas servir seus companheiros. 136 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Unidade II Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas. A) I e III. B) I e IV. C) I, IV e V. D) I, III e IV. E) I, III, IV e V. Resposta correta: alternativa B. Análise das afirmativas I – Afirmativa correta. Justificativa: os armadores têm como característica a organização e a liderança na construção de movimentações no ataque, observar buscando uma melhor estratégia para finalizar com eficiência, driblar, levar a bola ao ataque, fazer passes e arremessar a longa distância. II – Afirmativa incorreta. Justificativa: os alas ou laterais se infiltram em velocidade sempre de frente para a cesta, são atacantes de longa média e curta distância. III – Afirmativa incorreta. Justificativa: os pivôs são jogadores extremamente fortes e altos que se posicionam de costas para a cesta e fazem arremessos de curta distância. IV – Afirmativa correta. Justificativa: os alas/laterais são jogadores com extrema capacidade de finalização, bons arremessadores de curta, média e longa distância e infiltradores; atuam em diferentes regiões da quadra, além de auxiliar na organização ofensiva. V ؘ– Afirmativa incorreta. Justificativa: além de armar as jogadas, conduzir a bola ao ataque e fazer passes, o armador tem a função de finalizar em médias e longas distâncias e se destaca nessa função por ter visão privilegiada do jogo. 137 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 BASQUETEBOL: ASPECTOS PEDAGÓGICOS E APROFUNDAMENTOS Questão 2. No basquetebol o corta‑luz pode ser definido como uma técnica ofensiva individual que visa dificultar ou impedir a boa movimentação dos jogadores da defesa, essa técnica é utilizada para se desvencilhar da defesa em muitos momentos do jogo. Figura 120 Assinale a alternativa incorreta no que se refere às características do corpo do atleta que faz o corta luz no basquetebol. A) Pernas afastadaspara maior equilíbrio com os pés fixados firmemente no solo. B) Braços afastados obstruindo a passagem do defensor de forma incisiva e contundente. C) Manter contato visual com o defensor e o companheiro que executa o ataque. D) Tronco ligeiramente flexionado para frente mantendo maior equilíbrio. E) Evitar contato com inclinação ou carga sobre o corpo do defensor, evitar faltas de ataque. Resolução desta questão na plataforma. 138 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 FIGURAS E ILUSTRAÇÕES Figura 2 RODRIGUES, H. A.; DARIDO, S. D. Basquetebol na escola: uma proposta didático‑pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 30. Figura 3 RODRIGUES, H. A.; DARIDO, S. D. Basquetebol na escola: uma proposta didático‑pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 30. Figura 4 RODRIGUES, H. A.; DARIDO, S. D. Basquetebol na escola: uma proposta didático‑pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 31. Figura 5 RODRIGUES, H. A.; DARIDO, S. D. Basquetebol na escola: uma proposta didático‑pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 123. Figura 6 RODRIGUES, H. A.; DARIDO, S. D. Basquetebol na escola: uma proposta didático‑pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. p. 31. Figura 7 ROSE JÚNIOR, D.; PINTO FILHO, T.; CORREA NETO, W. Minibasquetebol na escola. São Paulo: Ícone, 2015. p. 10. Figura 8 ROSE JÚNIOR, D.; PINTO FILHO, T.; CORREA NETO, W. Minibasquetebol na escola. São Paulo: Ícone, 2015. p. 12 Figura 9 PAES, R. R.; MONTAGNER, P. C.; FERREIRA, H. B. Pedagogia do esporte: iniciação e treinamento em basquetebol. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. p. 127. 139 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Figura 80 PAES, R. R.; MONTAGNER, P. C.; FERREIRA, H. B. Pedagogia do esporte: iniciação e treinamento em basquetebol. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. p. 67. Figura 81 PAES, R. R.; MONTAGNER, P. C.; FERREIRA, H. B. Pedagogia do esporte: iniciação e treinamento em basquetebol. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. p. 67. REFERÊNCIAS Textuais ALMEIDA, M. B. Basquetebol: iniciação. Rio de Janeiro: Sprint Ltda,1998. BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Secretaria de Educação Física e Desporto. Caderno técnico e didático: basquetebol. Brasília: MEC/DDD, 1980. COUTINHO, N. F. Basquetebol na escola: da iniciação ao treinamento. Rio de Janeiro: Sprint, 2001. DAIUTO, M. Basquetebol: origem e evolução. 6. ed. São Paulo: Iglu, 1991. DE ROSE JUNIOR, D. Modalidades esportivas coletivas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. DE ROSE JUNIOR, D.; TRICOLI, V. Basquetebol: uma visão integrada entre ciência e prática. Barueri: Manole, 2005. DUARTE, S. M. Basquetebol: manual do ensino. São Paulo: Ícone, 2013. FERREIRA, A. E. X.; DE ROSE JUNIOR, D. Basquetebol: técnicas e táticas. Uma abordagem didático‑pedagógica. São Paulo: EPU, 2010. GUARIZI, M. R. Basquetebol: da iniciação ao jogo. Procedimentos metodológicos que fazem a diferença. Jundiaí: Fontoura, 2007. MORENO, J. H. Análisis de las estructuras del juego desportivo. 2. ed. Barcelona: Inde, 1998. PAES, R. R.; BALBINO, H. F. Pedagogia do esporte: contextos e perspectivas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. PAES, R. R.; MONTAGNER, P. C.; FERREIRA, H. B. Pedagogia do esporte: iniciação e treinamento em basquetebol. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. 140 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 RODRIGUES, H. A.; DARIDO, S. D. Basquetebol na escola: uma proposta didático‑pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. RODRIGUES, H. A.; PINTO FILHO, T.; CORREA NETO, W. Minibasquetebol na escola. São Paulo: Ícone, 2015. WEIS, G. F.; POSSAMAI, C. L. O basquetebol: da escola à universidade. Jundiaí: Fontoura, 2008. Sites <http://www.cbb.com.br/PortalCBB/Arbitragem/Regras> <http://www.fpb.com.br/downloads/doficiais/Regras/3%20regras/regras.pdf> <http://www.fpb.com.br/downloads/doficiais/Regras/2%20equipamentos/Equipamentos.pdf> <http://www.efdeportes.com/efd180/james‑naismith‑o‑criador‑do‑basquetebol.htm> <http://www.cbb.com.br/PortalCBB/OBasquete/JamesNaismith> <http://www.fip.it/minibasket/DocumentoNoList.asp?IDCartella=4649> 141 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 142 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 143 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 144 Re vi sã o: E la in e - Di ag ra m aç ão : M ár ci o - 09 /0 1/ 20 17 Informações: www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000