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ED THAU III 5º SEMESTRE UNIP TODOS OS MÓDULOS

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que, enquanto a arquitetura medieval prega a humildade cristã, a
arquitetura clássica e a do Renascimento proclamam a dignidade do homem. Sobre esse
contraste pode-se afirmar que:
A - Corresponde, em termos de visão de mundo, ao que se conhece como teocentrismo e
antropocentrismo; 
B - Aparece no conjunto das artes plásticas, mas não nas demais atividades culturais e
religiosas decorrentes do humanismo; 
C - Surge também em todas as demais atividades artísticas, exprimindo as mudanças
culturais promovidas pela escolástica; 
D - Corresponde a uma mudança de estilo na arquitetura, sem que a arte medieval como
um todo tenha sido abandonada no Renascimento; 
E - Foi insuficiente para quebrar a continuidade existente entre a arquitetura medieval e a
renascentista 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(A)
Comentários:
A - Esta é a correta. 
Exercício 10:
Segundo Summerson (2006): 
I - Apenas edifícios Greco-Romanos podem receber a conotação de “clássico”. Em outros
períodos, os construtores se limitaram a copiar, imitar e adaptar a gramática da
Antiguidade. 
II – O grande feito da Renascença não foi a imitação estrita dos edifícios romanos, e sim o
restabelecimento da gramática da Antiguidade como disciplina universal. 
III – Vitrúvio foi um arquiteto renascentista que organizou as ordens da Antiguidade. 
IV – Um edifício gótico jamais poderá ser entendido como clássico, porém, um edifício
moderno, em condições bastante específicas, pode ser considerado clássico. 
V – Os romanos inventaram as ordens arquitetônicas. Isso aconteceu porque eles tiveram
edifícios públicos em contrapartida à Grécia antiga que construiu apenas edifícios
religiosos. 
 
A - Todas as afirmativas são falsas. 
B - Apenas a afirmativa I é verdadeira. 
C - As afirmativas II e IV são verdadeiras. 
D - Todas as afirmativas são verdadeiras. 
E - A afirmativa IV é falsa. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(C)
Comentários:
B - Esta é a correta. 
A - Esta é a correta. 
E - Esta é a correta. 
C - Esta é a correta. 
O Renascimento, as cidades Renascentistas, os tratadistas e as cidades
ideais.
 
Base bibliográfica:
ARGAN, Giulio Carlo. Clássico e Anticlássico. São Paulo: Cia. Das Letras, 1999.
· RENOVATIO: Complexo processo de transformação cultural
 
· Cultura Humanista: Nova relação do homem com a sociedade e com o
espaço.
 
· Pela 1ª vez: Cidade como objeto de reflexão
 
· Nascimento de uma ciência sobre a cidade
 
· Anteposição de conceitos: Urbanística x Urbanismo
 
Cidade Séc. XIII ao XVI:
Transformação de organismo sócio econômico em organismo político. Segundo
Argan (1999, p.57) a cidade é um núcleo de força no âmbito de um sistema mais
amplo e de um jogo de interesses mais complexo.
 
Cisão da antiga ordem burguesa gera uma nova hierarquia das atividades culturais:
 
· Burguesia comercial ocupa-se artesanato e comércio
 
· Elite econômica assume a direção cultural e política
 
Arte Liberal x Arte Mecânica
 
· Esboça-se dentro do corpo social da separação entre projeto e execução, a
distinção entre arte liberal e arte mecânica.
 
· Por arte liberal se entende as atividades humanas que pressupõem princípios
filosóficos e conhecimentos históricos. Sua função é diretiva.
 
· As artes mecânicas são as atividades manuais, que pressupõem experiência
técnico-operacional. São atividades entendidas como subalternas.
 
· Cria-se, assim, uma classe de projetistas e outra de executantes, numa clara
separação entre uma técnica de ideação, atividade do pensamento que se traduz em
projetos e a função de realizar materialmente esses projetos.
 
· Artesão é rebaixado à condição de operário em contrapartida aos artistas que
ascendem da elite do antigo artesanato.
 
· Entre os artistas, os mais cultos, os mais influentes, os mais próximos ao
poder são os arquitetos.
 
A urbanística:
 
Como resultado da fundação da urbanística, a ciência destinada a pensar o espaço
urbano, torna-se possível imaginar e projetar uma cidade inteira, como forma
unitária, sem levar em conta as dificuldades, os meios financeiros e técnicos, a mão
de obra e o tempo. Os tratados de arquitetura dos séculos XV e XVI estão repletos
de cidades ideais, ou seja, cidades projetadas ex-novo, segundo critérios puramente
racionais e geométricos.
 
 Tratadistas do Século XV:
 
Alberti: De Re Aedificatoria (1443-1452)
Filarete: 1451-1464
 
Diálogos entre o arquiteto e senhor Francesco Sforza
Francesco di Giorgi Martini: 1482
 
Sforzinda, de Filarete.
 
Tratadistas do Século XVI:
 
Serlio
 
Palladio
 
Vincenzo Scamozzi:
 
Tipologias construtivas começam a ser elaboradas a partir de Vignola.
 
Planos renascentista para construção de cidades.
 
 Cidade como conjunto de relações: 
 
· No próprio território
 
· Dos edifícios
 
· Do público e do privado
 
· Das estruturas de poder
 
Objetivos:
 
· Político
 
· Militar
 
· Doutrinário
 
· Histórico
 
· Artístico
 
Nota importante:
Dado ao grau utópico dessa nascente ciência do espaço urbano faz-se necessária
uma explicação sobre o significado da palavra utopia.
 
Thomas Morus e sua Utopia: Flagrante crítica ao governo de Henrique VIII custou-lhe a vida em 1535.
O mito da cidade ideal, nascido do pensamento humanista do primeiro
Renascimento, teve dois resultados opostos: por um lado, conduziu às utopias
políticas do governo perfeito, que alimentaram uma literatura abundante no século
XVIII; por outro lado, levou à cidade militar, fortaleza, quartel, da qual surgiram
exemplos numerosos no século XVII, sobretudo na Alemanha.
Cidade ideal é sempre a invenção de um senhor absoluto, de um soberano:
funda-se na vontade de poder, e a vontade de poder se traduz fatalmente em
potencial de guerra (ARGAN, 1999, p. 79).
 
Apesar de uma produção, intelectual e projetual, profícua poucas foram as cidades
efetivamente construídas no período Renascentistas.
Vejamos alguns exemplos:
Ampliação da cidade de Livorno (Sec. XVI), Buontalenti:
 
Palmanova (1593):
Rebatimento do pensamento Renascentista no Brasil, a contribuição dos engenheiros portugueses:
 
O "Real Forte do Príncipe da Beira", na fronteira entre o Brasil e a Bolívia:
Natal: Forte dos Reis Magos - Fortificação Estelar:
Projeto da fortificação de Fortaleza – construído parcialmente.
Responda à seguinte questão:
 
Argan (1999, p.56) apresenta o espaço urbano que emerge na Alta Idade Média:
 
A cidade dos Séculos XIII e XIV é, na Europa inteira, sede de uma ativa comunidade
burguesa, de artesãos e mercadores. O destino político da cidade é decidido alhures,
longe dali; a política urbana limita-se, na prática, à administração municipal. Não
tendo a cidade uma atividade política de longo alcance, o aparato militar é reduzido
ao círculo defensivo das fortificações urbanas. A cidade apresenta-se como um
agregado denso de habitações e oficinas artesãs, dispostas ao redor de áreas de
interesse comum, onde a catedral e o palácio municipal estão situados e onde se
realizam os mercados e as feiras. As ruas são em geral estreitas e tortuosas, em
movimentos concêntricos e radiais; os bairros, em sua maioria, se diferenciam pelas
várias especialidades de produção, as “artes”.
 
Para em seguida pontuar as transformações do período renascentista:
 
No fim do século XVI, a cidade mostra uma disposição e um aspecto totalmente
diferentes: mais do que como organismo sócio-econômico, configura-se como
entidade política, elemento ativo de um sistema de forças em contraste (ARGAN,
1999, p.57).
 
Descreva essas transformações e os jogos de forças desse contexto, que
levarão à fundação de uma ciência urbanística, conforme exposto