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ED THAU III 5º SEMESTRE UNIP TODOS OS MÓDULOS

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expressão do universo sensível Barroco
 
A Ceia de Emaús (1602)
Michelangelo Merisi da Caravaggio
(1571-1610)
 
Judith decapitando Holofernes (1599)
Michelangelo Merisi da Caravaggio
(1571-1610)
 
A captura de Cristo (1602)
Michelangelo Merisi da Caravaggio
(1571-1610)
 
Degolação de Batista (1608)
Michelangelo Merisi da Caravaggio
(1571-1610)
 
 
 
 
 
 
Análise da obra de Velázquez por
Foucault:
A identificação do conceito de
representação sob parâmetros Modernos.
Base das análises: FOUCAULT, Michel. As
palavras e as coisas.
 As meninas (1656-1657)
“A família de Felipe IV”
Diego Velázquez
(1599-1660)
Ver também:
http://tir.com.sapo.pt/foucault.html
Confronto entre representação e reflexo,
sendo que um quadro é distinto de um
espelho e uma representação é mais que
um reflexo, não é uma imagem refletida.
Uma representação não é um espelho e
neste sentido não é uma imagem. Assim,
o quadro começou a ser visto como uma
representação para um espectador e no
quadro de Velásquez temos o quadro em
si, dentro dele temos outros quadros
representados e temos uma tela que está
em primeiro plano, a ser pintada e de
costas para os espectadores; está aqui
presente a tríade de pintura,
representação e quadro. O espelho tem
ainda uma outra função que está
associada com a porta que se abre
igualmente na parede do fundo, sendo
que o ponto de fuga do quadro é
precisamente essa porta aberta para algo
que está para além do quadro, onde se
encontra o espectador, que não é um
reflexo, mas uma irrupção. Tal como o
espelho, ela fixa o reverso da cena e
também ninguém lhe presta atenção.
 
As personagens do espelho são as mais desvanecidas e, no entanto, é precisamente
em torno delas que se ordena a representação, é para elas que olham todas as
outras personagens. Assim, há três olhares que se encontram no exterior do quadro:
o do modelo, no momento em que pinta, o do espectador que contempla a cena, e o
do pintor no momento em que pinta o quadro (aquele que está diante de nós, e não
a tela representada).
 
Há ainda um outro elemento que se insere nesta dicotomia visível/invisível: a figura
quem vemos de perfil, através da porta aberta, e que observa o que se passa dentro
do quadro. Ele surge no limiar da área representada. O pé fletido sobre o degrau dá
idéia de que está apenas de passagem. Ao mesmo tempo ele está e não está.
 
Resumo:
 
O quadro de Velázquez abole a noção de semelhança, pela impossibilidade que
apresenta, sabemos que não era possível o pintor pintar-se a si mesmo, sendo ao
mesmo tempo artista e modelo. E é nesse sentido que podemos interpretar este
quadro como a inauguração da representação na sua forma mais pura, ele parece
querer precisamente abolir essa noção de semelhança que até então orientava a
pintura.
 
ARQUITETURA BARROCA:
 
· Efeito de Massa
 
· Pesado
 
· Imposição de grandes dimensões
 
· Pictórico
 
· Colossal
 
· Simplificador (das regras clássicas)
 
Segundo Wölfflin (2010, p, 49):
 
O aumento das dimensões é um fenômeno que se encontra em toda a arte em
decadência, ou melhor, a arte começa a decair no momento em que procura o efeito
de massa e proporções colossais. Não há mais sensibilidade em relação à forma em
sim, o senso das formas perde a finura, busca-se unicamente o imponente e
avassalador
Baldaquino da Basílica de São Pedro (1624-1633)
Gian Lorenzo Bernini (1598-1680)
 
Ordem Colossal:
 
Desenvolvida por Michelangelo Buonarotti no período Maneirista, é utilizada em larga
escala no Barroco, a partir da construção da Basílica de São Pedro.
Nessa nova organização estrutural as colunas atravessam mais de um pavimento.
Para Wölfflin (2010, p.48) O gosto pelo grande e colossal, sempre estiveram presente
na cultura romana e receberam um novo impulso pelos papas da Renascença. O
exemplo decisivo para toda a arquitetura foi São Pedro [imagens abaixo].
Dispunha-se de um critério que repentinamente fazia parecer pequeno tudo o que se
edificara anteriormente. O entusiasmo da construção da Contra-Reforma é
continuamente estimulado por esse modelo, que o incita a um esforço extraordinário,
ainda que em parte alguma se pudesse esperar igualá-lo.
 
 
 
 
Ordem colossal em seu rebatimento moderno:
 
Mistério da Educação e Saúde
Marco da arquitetura moderna no Brasil, o edifício do Ministério da Educação e Saúde
(atual Palácio Gustavo Capanema), no Rio de Janeiro, é o resultado do trabalho de um
grupo arquitetos liderados por Lucio Costa (1902 - 1998), e do qual participam
Affonso Eduardo Reidy (1909 - 1964), Carlos Leão (1906 - 1983), Jorge Moreira (1904
- 1992) , Ernani Vasconcellos (1909 - 1988) e Oscar Niemeyer (1907), todos afinados
com as linhas mestras do racionalismo arquitetônico e conhecedores da obra de Le
Corbusier (1887 - 1965).
 
 
Ficha de leitura:
WÖLFFLIN, Henrich. Renascença e Barroco. São Paulo: Perspectiva, 2010, p.25-70.
 
Assistir o filme Agonia e Êxtase - A censura da igreja. Agonia e Êxtase.
Drama/Histórico - EUA - 1965 - 138 min. Tema: pintura do teto da Capela Sistina.
Direção: Carol Reed.
Vida e a obra do maior pintor e escultor renascentista, Michelangelo Buonarroti (1475-
1564). O cenário do filme é o renascimento italiano, no início do Século XVI. A história
é centrada na divergência entre o artista e o Papa Julio II, que encomendou a pintura
do teto da Capela Sistina a Michelangelo em 1505. Um de seus trabalhos mais longos,
Michelangelo ficou de 1508 a 1512 para narrar nove episódios do Gênese. Esta cena
apresenta a censura da igreja diante da imagem desnuda, por meio de uma calorosa
discussão entre os Cardeais e Michelangelo, a respeito das imagens pintadas pelo
artista no teto da Capela Sistina. Os Cardeais comparam a pintura de Michelangelo à
pintura dos gregos, que glorificavam os corpos e eram pagãos. Por sua vez,
Michelangelo defende-se dizendo que pintará o homem como Deus o fez, na glória de
sua nudez. 
 
Assistir o documentário BBC – Construindo um Império – Napoleão.
 
Disponibilizado em: http://www.youtube.com/watch?
v=WXg1qRlHGio&list=FLTV8W4yImXNctEP38Gatr1g&index=2&feature=plpp_video
 
Também a série sobre Versalhes com possibilidade de legendas automáticas (CC do
Youtube em Versão Beta):
 
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=zzzZVLelXDg
 
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=jecpccNgfCA&feature=watch_response
 
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=h0TnxYYLTNw&feature=watch_response
 
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=fPVmSVyxLH8&feature=watch_response
 
Outro filme na mesma temática:
 
Sissi a Imperatriz
Data de lançamento: 21 de dez de 1955 
Diretor: Ernst Marischka
 
Exercício 1:
Segundo Wölfflin (2010, p.28):
A alta Renascença não se transforma numa arte decadente, especificamente diversa,
mas do ponto culminante o caminho conduz diretamente ao Barroco. Toda inovação é
um sintoma do emergente estilo Barroco [...] Depois de 1520 não deve ter havido
uma só obra absolutamente pura. Aqui e ali, já aparecem os prenúncios do estilo
novo. Pode-se admitir que, em meados de 1580, o estilo alcançou plena maturidade.
Como você descreveria a ligação entre Renascimento e Barroco: 
A - O Barroco nega o Renascimento porque se aliou ao poder religioso e opôs-se ao
nascente poder dos Estados nacionais. 
B - Os historiadores são unânimes em afirmar que o Barroco é a continuidade do
Renascimento. 
C - O Barroco é a negação do Renascimento. 
D - O Barroco situa-se num período histórico complexo e cheio de contradições.
Mantém com o Renascimento uma ligação de continuidade e de negação. 
E - Todas as afirmativas acima são verdadeiras. 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(D)
Comentários:
A - Módulo 04: Alta Renascença: Alberti e os tratadistas. A obra de Bramante. 
B - Módulo 04: Alta Renascença: Alberti e os tratadistas.

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