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CHOQUE HIPOVOLÊMICO O choque hipovolêmico, também conhecido como choque hemorrágico, acontece quando se perde cerca de 1 litro de sangue, o que faz com que o coração deixe de ser capaz de bombear o sangue necessário para todo o corpo, levando a problemas graves em vários órgãos do corpo e colocando a vida em risco. Alguns sintomas deste tipo de choque incluem: Dor de cabeça constante, que pode ir piorando; Cansaço excesivo e tontura; Náuseas e vômitos; Pele muito pálida e fria; Confusão; Dedos e lábios azulados; Sensação de desmaio. Em muitos casos, o choque hipovolêmico pode ser fácil de identificar, especialmente se a hemorragia for visível, no entanto, em casos de hemorragia interna, estes sinais podem ser mais difíceis de detectar. Este tipo de choque geralmente é mais frequente após pancadas muito fortes, como acidentes de trânsito ou quedas de grande altura, mas também pode acontecer durante cirurgias, por exemplo. Para tratar este choque e evitar suas consequências graves é preciso ir rapidamente ao hospital para iniciar a transfusão de sangue ou a administração de soro diretamente na veia, além de tratar a causa que está provocando a perda de sangue. Primeiro socorros para choque hipovolêmico O choque hipovolêmico é uma situação de emergência que deve ser tratada o mais rápido possível. Assim, se existir suspeita deve-se: Chamar imediatamente a ajuda médica, ligando para o 192; Deitar a pessoa e elevar os pés cerca de 30 cm, ou o suficiente para que fiquem acima do nível do coração; Manter a pessoa quente, utilizando cobertores ou peças de roupa; Caso exista uma ferida que esteja sangrando, é importante tentar parar a hemorragia utilizando um pano limpo e fazendo pressão sobre o local, para minimizar a perda de sangue e dar mais tempo para que a equipe médica chegue. Possíveis causas O choque hipovolêmico normalmente surge quando existe uma hemorragia que provoca a perda excessiva de sangue, como acontece em casos de: Feridas ou cortes muito profundos; Acidentes de trânsito; Quedas de grande altura; Hemorragia interna; Úlceras ativas, sangrando; Menstruação muito intensa. Além disso, outras situações que provocam a perda de líquidos do organismo também podem contribuir para a diminuição da quantidade de sangue no corpo. Algumas dessas causas incluem diarreia prolongada, queimaduras muito graves ou vômitos excessivos, por exemplo. Como é feito o tratamento O tratamento para o choque hipovolêmico é feito através da transfusão sanguínea e a administração de soro diretamente na veia, sendo fundamental parar a causa do sangramento, ou a situação que leva à perda de líquidos. A morte causada pelo choque hipovolêmico só ocorre se a quantidade de sangue e líquido perdida corresponder a mais de 1/5 do volume total da quantidade de sangue de um ser humano, o que significa, aproximadamente, 1 litro de sangue CHOQUE SEPTICEMICO O choque séptico, ou septicemia, é umainfecção generalizada que se dá quando as bactérias, fungos ou vírus de uma infecção local chegam à corrente sanguínea, espalhando-se por todo o corpo, causando sintomas do choque. Seu tratamento é feito com a internação do paciente na UTI, uso de antibióticos e de medicamentos, para regularizar a função cardíaca e renal. O choque séptico provoca uma diminuição da pressão arterial, dificultando a chegada de sangue e de oxigênio no cérebro, coração, rins e outros órgãos. Isto leva à presença de sinais e sintomas como febre, dificuldade para respirar, pouca urina, inchaço e alterações da pressão sanguínea. Quando tratado a tempo, o choque séptico tem cura. Tratamento para choque séptico O tratamento para o choque séptico requer o uso de antibióticos. Além disso, pode ser que o paciente precise respirar por aparelhos, receber sangue, medicamentos para regularizar a pressão arterial e a função renal. O paciente diagnosticado com choque séptico deve ser internado na UTI (Unidade de terapia intensiva) até a sua alta. Causas do choque séptico O choque séptico pode ser causado por diversos fatores. O mais comum é a migração de bactérias, fungos ou vírus, que estão localizados num único órgão (como no caso da pneumonia, por exemplo), para a corrente sanguínea, espalhando-se por todo o corpo. Sondas e cateteres infectados são também outras possíveis causas de choque séptico. Diagnóstico do choque séptico O diagnóstico do choque séptico é feito com base em exames laboratoriais associados ao exame clínico do indivíduo. Chega-se ao diagnóstico de choque séptico quando o indivíduo apresenta, pelo menos, dois destes sintomas ao mesmo tempo: febre ou hipotermia; taquicardia; taquipneia; leucocitose ou leucopenia. Sintomas do choque séptico Os sinais e sintomas do choque séptico são: Infecção Febre alta Frequência cardíaca maior que 90 bpm Frequência respiratória maior que 20 ipm (respiração rápida) Leucócitos acima de 12 000 ou abaixo de 4 000 cel/mm3 Pressão muito baixa Inchaço Pouca urina Diminuição das plaquetas sanguíneas Dificuldade em respirar Perda da consciência ou confusão mental Os indivíduos mais suscetíveis ao choque séptico são os pacientes hospitalizados, devido à alguma infecção nos pulmões, abdômen, pele ou sistema urinário. Pacientes idosos, desnutridos e pós-cirúrgicos são também mais propensos a desenvolver o choque séptico. Choque séptico tem cura O choque séptico tem cura, apesar de ter uma alta taxa de mortalidade. A cura se dá quando o indivíduo é tratado rapidamente, mas, em caso de sepse grave, o quadro pode não melhorar e evoluir para a morte, se o indivíduo tiver outras doenças associadas.