UNIDADE IV – DAS ESTIPULAÇÕES CONTRATUAIS EM RELAÇÃO  A TERCEIROS
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UNIDADE IV – DAS ESTIPULAÇÕES CONTRATUAIS EM RELAÇÃO A TERCEIROS


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nomeada não será eficaz se não se revestir

da mesma forma que as partes usaram para o contrato.

\uf02d O artigo seguinte indica que os efeitos da aceitação do terceiro, retroagem à data da celebração do
contrato, isto é, possui efeitos ex tunc. Portanto, créditos e débitos pendentes entrarão na órbita

jurídica do terceiro contraente in elegendo.

Art. 469. A pessoa, nomeada de conformidade com os artigos antecedentes,

adquire os direitos e assume as obrigações decorrentes do contrato, a partir do

momento em que este foi celebrado.

\uf02d Os artigos abaixo elencam as situações em que os efeitos do contrato atingirão apenas os
contratantes originários. Vejamos:

Art. 470. O contrato será eficaz somente entre os contratantes originários:

I \u2013 se não houver indicação de pessoa, ou se o nomeado se recusar a aceitá-la;

II \u2013 se a pessoa nomeada era insolvente, e a outra pessoa o desconhecia no
momento da indicação.

Art. 471. Se a pessoa a nomear era incapaz ou insolvente no momento da

nomeação, o contrato produzirá seus efeitos entre os contratantes originários.

\uf02d Há de se fazer, por fim, uma distinção entre contrato com pessoa a declarar e o instituto da cessão
de contrato.

\uf02d No contrato com pessoa a declarar a faculdade de indicação do terceiro deve estar prevista no
contrato, desde sua origem, apesar de poder nem mesmo ser exercida. Já a cessão de contrato, não

está necessariamente pactuada previamente no contrato, podendo ser estipulada a qualquer tempo.

\uf02d Ademais, o contrato com pessoa a declarar reflete um direito potestativo do estipulante,
dependendo, seu exercício, apenas da vontade do seu titular. A cessão do contrato,

diferentemente, por envolver direitos e obrigações, requer a anuência ou a concordância do outro

contratante.