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Introdução a Farmacologia

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e em outras não - Efeito adverso raro, efeito adverso muito raro... 
Efeitos colaterais: é um efeito adverso justificado pelo mecanismo de ação. Significa que todo mundo vai ter, com intensidades menores ou maiores, mas vao ter. Ex: todo mundo toma 5ml de Salbutamol (sem seletividade, receptor beta agonista), todos teremos taquicardia. Ele ocorre em paralelo ao tratamento. 
Idiossincrasia: quando não sabemos o que aconteceu. Reação nociva, severa, particular de um individuo, normalmente explicada por meio da genética. 
Refratariedade: tem pacientes que não respondem ao tratamento. Exemplo: o uso do paracetamol para cefaleia, não funciona. Precisa usar um derivado com Dipirona para se obter resultado. 
Intolerâncias/hipersensibilidades: 1 comprimido de amoxicilina já causa alergia. 
(IRREVERSIVEL) Tolerância: significa quando o uso repetitivo de um mesmo fármaco e na mesma dose. Deixando de gerar uma resposta. Ocorre transformações dependendo do medicamento e do alvo do medicamento; ocorre transformações no nosso corpo que deixamos de responder da mesma forma. ex: cafeína. 
- O corpo fez adaptações para viver na presença do fármaco, e então, deixa de fazer uma resposta. 
(REVERSÍVEL) Dessensibilização: também é um tipo de tolerância. Também há uma diminuição da resposta. Só que nesse caso, é quando a gente se expõe a um fármaco de forma continua e muito rápida, então ele dessensibiliza e para de fazer efeito. A diferença da tolerância é que se eu fico 2 ou 3 dias sem usar o medicamento, eu volto a sentir os efeitos do medicamento. Presente no abuso de drogas, por exemplo.
ALVOS FARMACOLÓGICOS - Receptores, canais iônicos, enzimas, moléculas transportadoras... cada uma com o seu grau de complexidade. 
Os receptores: temos que subdividir os receptores. Eles podem ser do tipo, ionotrópicos ou podem ser do tipo metabotrópicos.
- Ionotrópicos: proteínas nas quais as substancias se ligam, ocorrendo uma modificação da conformação da proteína e este canal iônico ou ele abre ou ele fecha; vai depender do que a gente deseja. 
Ex: receptor GABAa (neurotransmissor inibitório produzido pelo SNC). O gaba se liga no receptor gaba a e promove uma modificação nessa proteína, o canal de cloro se abre, o cloro entra na célula e relaxa (hiperpolarização). 
- Algumas substancias, como o álcool, ativam essas proteínas em volta do canal iônico, o canal iônico se abre o cloro entra e a célula relaxa. 
- Resposta muito rápida. Ligada a sistema nervoso, despolarização ou hiperpolarização de células. 
- Receptores metabotropicos: fala-se no uso de segundos mensageiros. Ou seja, teremos que ativar uma proteína para que ela ative o segundo mensageiro e faça o processo acontecer. Mais complexidade. Ocorrerá ativação da proteína G, que estará sempre ligada a outras proteínas para que ocorra a ativação de segundos mensageiros. 
- Exemplo: o receptor metabotropico BETA e o receptor metabotropico ALFA, a noradrenalina (agonista endógeno) ativa o receptor, ativa a proteína G, ocorre dissociação da subunidade alfa, a subunidade alfa vai ativar uma segunda proteína, a adenilatociclase, e dai vai formar o segundo mensageiro AMPc e enquanto o AMPc existir, haverá fosforilação da proteína e o efeito estará ocorrendo. 
	- Receptor B1 do coração.
- Eu preciso manter esse segundo mensageiro. O AMPc é degradado por enzimas (Fosfodiasterases eliminam segundos mensageiros do 1 ao 7). Alguns medicamentos podem ser usados associados para potencializar uma resposta do agonista endógeno ou eu posso usar um medicamento que ative esse processo, e para manter a acao por mais tempo eu inibo a ação da enzima fosfodiasterase. 
- Exemplo: O viagra, é um inibidor da fosfodiasterase-5, as artérias ficam dilatadas por mais tempo. Ele é simplesmente um vasodilatador que inibe a degradação do segundo mensageiro. 
- A resposta produzida pelo fármaco ela vai ser dependente do tipo de receptor que temos e do tipo de proteína G que nós temos. O agonista é o mesmo (noradrenalina) que ativa a adenilatociclase e produzir uma resposta. Há também outro receptor, com o mesmo agonista, que ativa também uma proteína G só que haverá diminuição da resposta. A resposta é dependente do tipo de receptor e do tipo de proteína G ligada. Porque pode ser uma proteína G excitatória quanto uma proteína G inibitória. E dai a resposta vai ser totalmente diferente. 
	- Exemplo: 5HT2 e 5HT1
O agonista é a serotonina, quando ela se liga em 5HT2 eu tenho uma resposta excitatória, sensação de bem-estar, euforia... Quando ligada a 5HT1 será uma resposta inibitória, deixara a gente mais calmo, menos ansiosos... Medicamentos como a fluoxetina, que vai ser usada tanto para depressão quanto para ansiedade. Ele tem como objetivo aumentar a quantidade de serotonina na fenda sináptica. Só que essa quantidade irá interagir com os dois receptores (5HT1 e 5HT2) então, o paciente sempre terá uma piora no inicio, mas uma melhora depois. O efeito ansiolítico se sobressai, mas depois, o efeito antidepressivo fará seu trabalho. 
	- Um pouco mais demorado quando comparados com os ionotrópicos.
	- Outros tipos de receptores: DAG, IP3
Receptores nucleares: estão no núcleo, responsáveis pela transcrição genica. Relacionados com medicamentos hormonais. Testosterona, progesterona, cortisol e etc... Vão ser substancias, medicamentos que a pessoa está tomando que vão entrar na nossa célula, no núcleo da célula e induzir ao processo de transcrição genica pra aumentar ou diminuir a quantidade de determinada proteína.
	- Resposta bastante demorada
- Exemplo: corticoide usando como anti-inflamatório. Demora para fazer efeito (8h a 10h), o ibuprofeno, a nimesulida (tem resposta mais rápida porque atuam em receptores diferentes). 
	- Demora bem mais demorada.
	- Mais significativas em efeitos adversos por estarem ligados a transcrição genica. 
Canais iônicos: alvo de muitos medicamentos, normalmente um bloqueio. Bloqueio direto do canal iônico. O fármaco entra dentro do canal. 
- Exemplo: nicardipina, niferipil... anti-hipertensivos ou anti anginosos – são fármacos bloqueadores dos canais de cálcio, medicamentos que entram e ficam dentro do canal de cálcio por muito tempo. Bloqueando temporariamente. Ou seja, enquanto o cálcio não entrar, as artérias não se contraem. 
- Fenitoina (anticonvulsionante): a epilepsia causa descargas elétricas muito intensas no SNC e muita entrada de sódio nas células despolarizando. Entao a fenitoina entra e bloqueia o canal de sódio, se o sódio não entra a célula não despolariza, não fica tão excitada. 
- O bloqueio de canais iônicos é um processo terapêutico muito importante. 
- Ou é canal de sódio ou canal de sódio – bloqueio direto de medicamentos. 
Enzimas: outro alvo farmacológico importante. Boa parte, quase totalidade, dos medicamentos atuam inibindo enzimas. Não temos nada terapeuticamente que atue excitando enzimas (terapeuticamente). Normalmente a quantidade da enzima está elevada e por isso estou manifestando tal doença. 
- Exemplo: acido acetil salicílico, ele se liga a ciclo oxigenase e nesse caso a inativação (irreversível) produzida pelo AAS na enzima é irreversível. Estas enzimas que forem inibidas não funcionarão mais. Nosso corpo precisa produzir outras enzimas e substitui-las. CASOS RAROS.
	- Para a maioria dos medicamentos o que nós temos é uma inibição competitiva. 
- Nós possuímos dentro de nossas plaquetas a POX1 (ciclo oxigenases do tipo 1), elas têm uma função muito importante, elas produzem tromboxano O2 é um agregante plaquetario. Graças a ele, é que formamos o tampão hemostático para impedir hemorragia. Uma plaqueta tem em média 7 dias de vida. 7 a 10 dias. Algumas pessoas usam o AAS todos os dias como anti agregante plaquetário, então cada dia que eu tomo uma dose de AS para ele entrar nas plaquetas, a POX1 dentro das plaquetas será inativada para sempre. Mas as plaquetas não produzem mais POX1, então cada nova dose q entrar em novas plaquetas, novas plaquetas estarão inibidas. Por isso existe o alerta de que mediante