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Prof. Maxuel Araujo 1 
 
Introdução 
 
 A palavra HISTÓRIA é de origem grega e significa investigar. Com a ajuda dessa ciência, é 
possível compreender melhor o modo de vida dos povos, costumes, crenças e tradições de 
diferentes épocas e lugares, além de observar transformações das sociedades e aspectos que 
permaneceram inalterados ao longo do tempo. 
 
 O estudo da História nos ajuda a perceber as ligações existentes entre o passado e o presente. 
Serve para auxiliar a conhecer os grupos que formam as sociedades, os conflitos que ocorrem entre eles e 
os motivos de tais conflitos. A História nos ajuda a tomar consciência da importância de nossa atuação 
política e social bem como a desenvolver um olhar mais crítico da realidade circundante. 
 
 Para a construção da ciência História precisa-se de Fontes, assim fonte histórica é tudo aquilo que 
traz informações sobre o passado, que serve a construção do conhecimento histórico. Exemplos: jornais, 
livros, cartas, diários, pinturas, fotografias, filmes, mapas, moedas, vasos, joias, esculturas, ruínas, lendas, 
narrativas populares e relatos orais. 
 
 O Tempo Histórico pode ter diferentes durações, bem como vários tipos de calendários. Uma vez 
que o conceito de “tempo” é algo convencionado pela humanidade, que indica a sucessão de intervalos de 
 períodos, envolvendo a noção de presente, passado e futuro. 
 
 
Fonte: BRAICK, Patrícia R. Estudar História: das origens à era digital. 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2015. Pag. 24 
 
 Entendendo como indivíduos, grupos, classe social, participante de sujeitos históricos 
acontecimentos de repercussão coletiva ou situações cotidianas na busca pela transformação ou 
continuidade de suas realidades, valoriza-se o indivíduo ou os grupos anônimos, enquanto 
protagonistas da construção de suas histórias, e não meras sombras dos feitos heróicos dos 
grandes personagens. 
"O importante não é tanto relatar fatos passados ou enumerar acontecimentos que 
podem ser localizados geograficamente e datados cronologicamente, mas sim, mostrar 
que em cada momento os homens estão produzindo uma realidade cultural." (NEIDSON 
RODRIGUES) 
 
 Aqui faremos uma viagem pela História do Brasil e Universal a partir dos conteúdos dos 
últimos anos do ensino fundamental, com assuntos mais visados no Ensino Nacional do Ensino 
Médio (ENEM). 
 Prof. Maxuel Araujo 2 
 
AULA 1 – História do Brasil 
 
BRASIL-COLÔNIA (1500 A 1822) 
 
O Brasil Colônia é o período da nossa História que se estendeu em nosso território de 1500 até 
a Independência do Brasil, que se estabeleceu por completo em 1822. 
 
 Os portugueses chegaram no Brasil no dia 22 de abril de 1500, sob o comando de Pedro Alvares 
 (comandante da esquadra de 12 naus, com cerca de 1.500 homens). Cabral ficou na “terra brasilis” Cabral,
entre 22 de abril a 08 de maio de 1500, onde zarpou para o real objetivo da sua expedição: o rico comércio 
 Mas, deixou aqui 2 marujos e 2 degredados. Foi só após os primeiros das especiarias das índias (oriente).
contatos com os indígenas que se deu início à exploração do pau-brasil, que era abundante na Mata 
Atlântica. 
 
 Durante a primeira fase, datada de 1500 a 1530 principalmente com a exploração do pau-brasil, 
não ocorreu por completo a colonização do território brasileiro, já que os portugueses que chegaram às 
nossas terras aqui não se fixaram nos primeiros 30 anos de descobrimento. Eles tinham outro interesse 
principal: a exploração de colônias localizadas nas Índias. 
 
 O pau-brasil era de grande valor em todo o continente europeu, afinal, sua seiva com tons 
avermelhados era frequentemente usada para o tingimento de tecidos. Para explorar o nosso território, os 
portugueses utilizavam-se principalmente de escambos, como chocalhos, espelhos, apitos e outros itens 
em troca da mão de obra dos brasileiros, que trabalhavam tanto no corte como também no momento de 
carregar o pau-brasil para as caravelas com destino à Portugal e outras partes da Europa. 
 
 Por mais que o país tenha sido explorado essencialmente pelos portugueses, entre 1500 e 1530 ele 
foi também invadido por holandeses, franceses e ingleses, povos descontentes com o Tratado de 
Tordesilhas. Além disso, piratas, saqueadores e corsários roubavam o pau-brasil do território para 
contrabandear fora, e esse foi o motivo que levou Portugal a enviar ao Brasil – uma tentativa também 
fracassada – uma tropa de Expedições Guarda-costas. 
 
 Assim, foi em 1530 que a primeira expedição foi organizada com o intuito de colonizar o Brasil, 
comandada pelo rei de Portugal Martin Afonso de Souza. Os objetivos eram bem específicos: povoar o 
território, acabar com os “invasores” e começar a cultivar a cana de açúcar nesse território. 
 
Outro período marcante durante o Brasil Colônia foi a 
fase das Capitanias Hereditárias, criadas com o intuito de 
melhor a gestão da colônia. Dessa forma, o país foi 
separado em várias faixas de terra e cada uma delas foi 
doada para os donatários. Era autorizado aos mesmos a 
exploração dos recursos da própria terra, mas eles eram 
também encarregados de protegerem, povoarem e 
promover o cultivo da cana de açúcar. __ A maioria das 
Capitanias fracassou, já que estavam muito longe dos 
recursos providos pela Metrópole, e ainda, eram 
frequentemente atacadas tanto pelos piratas como pelos 
indígenas. As únicas que sobreviveram, inclusive, até 
depois da independência foram as Capitanias de 
Pernambuco e de São Vicente. 
 
 
 
 
 Prof. Maxuel Araujo 3 
 
O Governo Geral 
 Seguindo com o intuito de administrar melhor a colônia, porém, dado o fracasso das Capitanias 
Hereditárias, era necessário apostar em um novo modelo de governo. Sendo assim, foi criado no Brasil o 
Governo-Geral, que centralizava e controlava cada uma das partes da colônia. 
 
 O primeiro a se tornar governador-geral foi Tomé de Souza, que tinha como responsabilidade o 
aumento da produtividade agrícola, assim como a defesa da colônia (principalmente contra os indígenas) e 
a exploração em busca de prata e de ouro. 
 
Já nesse período existiam também as Câmaras Municipais, órgãos essencialmente políticos que 
contavam com a participação de homens considerados bons e ricos, sendo eles os responsáveis pelos 
rumos que tomariam cidades e vilas brasileiras. Vale destacar que nessa época a população não tinha 
qualquer decisão sobre a vida pública. Durante a fase do Governo Geral a capital do Brasil era Salvador, já 
que a região Nordeste do país era a mais rica e de maior desenvolvimento. 
 
A Economia do Brasil Colônia 
 A base para a economia da colônia brasileira era na produção do açúcar. Tanto para realizar a 
venda para o continente europeu, como também no cultivo, os escravos negros e africanos eram quem 
trabalhavam. A produção centrada no açúcar começou a abrir portas também para a produção de algodão 
e tabaco. 
 
Quando a região Sudeste começou a se desenvolver e sobressair perante a Nordeste, a capital do 
Brasil foi transferida para o Rio de Janeiro. 
 
 Durante essa fase foi estabelecido também um Pacto Colonial pelos portugueses, que dizia que o 
Brasil não poderia fazer nenhum tipo de comércio, só com a própria metrópole.O pacto seguiu até 1808, 
ano em que a família real portuguesa chegou ao Brasil, possibilitando sua independência em 1822. 
 
# Ciclo do pau-brasil (1500 a 1530) 
 Chegada dos portugueses ao Brasil em 22 de abril de 1500. 
 Portugueses começam a extrair o pau-Brasil da região litorânea, usando mão-de-obra indígena. A 
madeira era comercializada na Europa. 
 Os portugueses construíram feitorias no litoral para servirem de armazéns de madeira. 
 Nesta fase os portugueses não se fixaram, vinham apenas para explorar a pau-Brasil e retornavam. 
 Época marcada por ataques estrangeiros (ingleses, franceses e holandeses) à costa brasileira. 
 Prof. Maxuel Araujo 4 
 
 # Ciclo do açúcar (1530 até século XVII) 
 Na Europa, o açúcar era um produto caro e de grande aceitação. As primeiras experiências dos 
portugueses com o cultivo da no Brasil ocorreu em solo nordestino, extremamente cana-de-açúcar
adequado para o plantio em grandes escalas. Sendo assim, a lucratividade seria tanto no povoamento do 
país como na exploração de suas terras para o cultivo do açúcar, comercializando-o posteriormente em 
continente europeu. Foi então durante essa fase que a mão de obra dos escravos africanos começou a ser 
utilizada no Brasil. Eles eram trazidos em navios para o país e utilizados nos grandes campos de produção 
de cana de açúcar. 
 
# Ciclo do ouro (século XVIII) 
 Em meados do século XVIII começam a serem descobertas as primeiras minas de ouro na região de 
Minas Gerais. 
 O centro econômico desloca-se para a região Sudeste. 
 A mão-de-obra nas minas, assim como nos engenhos, continua sendo a escrava de origem africana. 
 A Coroa Portuguesa cria uma série de impostos e taxas para lucrar com a exploração do ouro no 
Brasil. Entre os principais impostos estava o quinto. 
 Grande crescimento das cidades na região das minas, com grande urbanização, geração de 
empregos e desenvolvimento econômico. 
 A capital é transferida para a cidade do Rio de Janeiro. 
 No campo artístico destaque para o Barroco Mineiro e seu principal representante: . Aleijadinho
 
Em suma: 
 Em 1530 chega ao Brasil a expedição de Martim Afonso de Souza com objetivo de dar início a 
colonização do Brasil e iniciar o cultivo da cana-de-açúcar. 
 A região Nordeste é escolhida para o cultivo da cana-de-açúcar em função do solo e clima favoráveis. 
 Em 1534 a Coroa portuguesa cria o sistema de Capitanias Hereditárias para dividir o território 
brasileiro, facilitando a administração. O sistema fracassou e foi extinto em 1759. 
 Em 1549 foi criado pela coroa portuguesa o Governo-Geral, que era uma representação do rei 
português no Brasil, com a função de administrar a colônia. 
 A capital do Brasil é estabelecida em Salvador. A região nordeste torna-se a mais próspera do Brasil em 
função da economia impulsionada pela produção e comércio do açúcar. 
 Nos engenhos de açúcar do Nordeste é usada a mão-de-obra escrava de origem africana. 
 Invasão holandesa no Brasil entre os anos de 1630 e 1654, com a administração de Maurício de Nassau. 
 Nos séculos XVI e XVII, os bandeirantes começam a explorar o interior do Brasil em busca de índios, 
escravos fugitivos e metais preciosos. Com isso, ampliam as fronteiras do Brasil além do Tratado de 
Tordesilhas. 
 
Lembrando: O PACTO COLONIAL era: 
 
 Prof. Maxuel Araujo 5 
 
 Cantinho da Revolta 
 A exploração excessiva que era feita pela metrópole portuguesa teve seus reflexos de 
descontentamento a partir do final do século XVII. Neste, ocorreu apenas um movimento de 
revolta, mas foi ao longo do século XVIII que os casos se multiplicaram. Entre todos esses 
movimentos, podem-se distinguir duas orientações nas revoltas: a de tipo nativista e a de 
tipo separatista. As revoltas nativistas são caracterizadas por conflitos ocorridos entre os 
colonos ou defesa de interesses de membros da elite colonial. Somente as revoltas de tipo 
separatista que pregavam uma independência em relação a Portugal. 
 As tiveram como principal causa os descontentamentos que havia entre revoltas nativistas 
os colonos brasileiros com relação as medidas que eram tomadas pela Coroa Portuguesa. Essas 
medidas ficaram mais endurecidas após a chamada Restauração, ou seja, após Portugal se 
separar da Espanha, depois de 60 anos sob domínio espanhol (União Ibérica). Ressalta-se ainda 
que o pacto colonial (acordo de exclusividade entre a Colônia e a Metrópole) contribuiu também 
para as revoltas nativistas e emancipacionistas. 
 Entre as revoltas nativistas mais importantes estão: Revolta de Beckman, Guerra dos 
Emboabas, Guerra dos Mascates e a Revolta de Filipe dos Santos. Já as revoltas separatistas 
destacam-se: Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana. 
 
#Revolta dos Beckman ocorreu no ano de 1684 sob liderança dos irmãos Manuel e Tomas 
Beckman. O evento que se passou no Maranhão reivindicava melhorias na administração 
colonial, o que foi visto com maus olhos pelos portugueses que reprimiram os revoltosos 
violentamente. Foi a única revolta do século XVII. 
 
#Guerra dos Emboabas foi um conflito que ocorreu entre 1708 e 1709. O confronto em Minas 
Gerais aconteceu porque os bandeirantes paulistas queriam ter exclusividade na exploração do 
ouro recém descoberto no Brasil, mas levas e mais levas de portugueses chegavam à colônia para 
investir na exploração. A tensão culminou em conflito entre as partes. 
 
#Guerra dos Mascates aconteceu logo em seguida, entre 1710 e 1711. O confronto 
em Pernambuco envolveu senhores de engenho de Olinda e comerciantes portugueses de Recife. 
A elevação de Recife à categoria de vila desagradou a aristocracia rural de Olinda, gerando um 
conflito. O embate chegou ao fim com a intervenção de Portugal e equiparação entre Recife e 
Olinda. 
 
#Revolta de Filipe dos Santos aconteceu em 1720. O líder Filipe dos Santos Freire representou a 
insatisfação dos donos de minas de ouro em Vila Rica com a cobrança do quinto e a instalação 
das Casas de Fundição. A Coroa Portuguesa condenou Filipe dos Santos à morte e encerrou o 
movimento violentamente. 
 
# Inconfidência Mineira, já com caráter de revolta separatista, aconteceu em 1789. A revolta dos 
mineiros contra a exploração dos portugueses pretendia tornar Minas Gerais independente de 
Portugal, mas o movimento foi descoberto antes de ser deflagrado e acabou sendo punido com 
rigidez pela metrópole. Tiradentes foi morto e esquartejado em praça pública para servir de 
exemplo aos demais do que aconteceria aos descontentes com Portugal. 
 
# Conjuração Baiana, também separatista, ocorreu em 1798. O movimento ocorrido 
na Bahia pretendia separar o Brasil de Portugal e acabar com o trabalho escravo. Foi severamente 
punida pela Coroa Portuguesa. 
 
Fonte: Donato, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. São Paulo: Ibrasa, 1987. 
 Prof. Maxuel Araujo 6 
 
Aula 2: História do Brasil 
O Império Brasileiro (1822-1889) 
 
 Chama-se de Brasil Império o período histórico do nosso país que se 
iniciou em 07 de setembro de 1822 (Independência) e 15 de novembro de 1889 
(Proclamação da República), durando quase 68 anos. 
 Nesse período, ou em boa parte dele, o Brasil era governado por 
Monarcas,que nada mais eram do que os Imperadores. Um parlamento havia 
sido formado com o intuito de discutir e aprovar leis e era composto por 
deputados e senadores. 
 
Primeiro Reinado (1822-1831) 
 O Primeiro Reinado se iniciou quando o país se tornou independente de Portugal, em 1822, 
permanecendo ainda como uma Monarquia. O primeiro imperador dessa nova era foi D. Pedro 
que governou até 1831, antes de abdicar do trono e retornar a Portugal. 
 Antes mesmo da Independência, em meados de 1822, D. Pedro I havia convocado uma 
Assembleia Constituinte, tendo seus deputados escolhidos através do voto do povo, assim em 
maio de 1823 a passa a funcionar sob várias divergências e discussões Assembleia Constituinte 
acirradas. D. Pedro I queria uma Constituição que lhe desse ainda mais poderes e decisões. Só que 
os deputados e senadores pretendiam fazer o inverso. Com o impasse ele decidiu acabar com a 
Assembleia e, assim, elaborar uma Constituição por conta própria e ao seu jeito. Uma comissão, 
então, foi nomeada por D. Pedro I para elaborar um novo projeto constitucional do seu agrado, 
que foi outorgado por este imperador, em 25 de março de 1824, como por exemplo: 
 
 
(...) Do Poder Moderador 
Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organização política, e é 
delegado privativamente ao Imperador, como Chefe Supremo da Nação, e seu 
primeiro Representante, para que incessantemente vele sobre a manutenção da 
Independência, equilíbrio e harmonia dos mais poderes políticos. 
Art. 99. A pessoa do Imperador é inviolável e sagrada: ele não está sujeito a 
responsabilidade alguma. 
 (VICENTINO, C; DORIGO, G. "História Geral do Brasil." São Paulo: Scipione, 2001) 
 
 Com amplo e absoluto poder, durante todo o Brasil Império, era tomada pelo imperador 
toda e qualquer decisão dentro do país. Só que D. Pedro I enfrentou a resistência de republicanos 
nesse novo formato de poder, que pediam um novo regime no Brasil. Um regime em forma de 
república. Porem, em 1831 e após a morte do seu pai, D. Pedro I retorna a Portugal e decide 
largar seu trono no Brasil e lutar pelo trono português que após algumas batalhas com seu irmão 
Miguel foi proclamado rei de Portugal como o título de Pedro IV. 
Inicia-se então o Período de Regência. 
 Ao retornar a Portugal, D. Pedro I deixa nomeado para o seu trono no Brasil seu filho de 
apenas 5 anos (Pedro de Alcântara). Pela Constituição ele só poderia assumir o trono quando 
completasse a maioridade. Enquanto não se dava esse tempo o Brasil era comandado por 
regentes. Das três Regências apenas uma delas foi escolhida e nomeada pelo povo. E nada mudou 
durante a Regência. O Brasil continuou no seu sistema de escravidão, exploração, etc. 
 
 Prof. Maxuel Araujo 7 
 
 Cantinho da Revolta 
# Confederação do Equador (1824) 
 Inspirados pelos levantes de 1817, um grupo de habitantes de Pernambuco iniciou um 
movimento antimonarquista. Tal oposição originou-se nas constantes crises da economia regional 
e as cargas tributárias impostas pelo governo. __ Os pernambucanos sentiram o peso do 
autoritarismo real quando D. Pedro I depôs o então governador, Manuel de Carvalho Paes de 
Andrade, e indicou um substituto para o cargo. 
 A Confederação, que se iniciou com a ação de lideranças e populares pernambucanos, 
logo tomou corpo e conseguiu a adesão de outros estados do nordeste. Rio Grande do Norte, 
Ceará e Paraíba também se juntaram ao movimento. Impassíveis às tentativas de negociação do 
Império, os revoltosos buscaram criar uma constituição de caráter republicano e liberal. Além 
disso, o novo governo resolveu abolir a escravidão e organizou forças contra as tropas imperiais. 
 Frei Caneca, Cipriano Barata e Emiliano Munducuru acreditavam que a ampliação de 
direitos políticos e reformas no campo social eram medidas urgentes no novo poder estabelecido. 
Com isso, os integrantes da elite que apoiaram a Confederação se retiraram do levante 
Dom Pedro I pediu empréstimos à Inglaterra e contratou mercenários ingleses para que lutasse 
contra os revoltosos. Não resistindo ao enfraquecimento interno do movimento e a dura reação 
imperial, a Confederação do Equador teve seu fim. Dezesseis envolvidos foram acusados e 
executados pelas instituições judiciárias do Império. Entre eles, Frei Caneca teve como pena a 
morte por fuzilamento. 
 
Guerra Cisplatina (1825-1827) 
 Província Cisplatina proclama independência do Brasil e incorpora-se às Províncias 
Unidas do Rio do Prata, futura Argentina. A guerra se desenvolve entre o Brasil e Buenos Aires, 
sendo um desastre militar para os brasileiros, uma vez que a Inglaterra vai mediar a situação 
garantindo a independência do Uruguai como país independente e somou-se as dificuldades 
econômicas: Gastos com militares, decadência do Banco do Brasil, desvalorização da moeda 
brasileira, aumento dos preços de produtos importados. Por fim, o Exército foi-se afastando do 
Imperador, pois a alta cúpula estava descontente com as derrotas militares e a presença de 
oficiais portugueses em postos de comando. Observando que a base do exército era formada por 
membros dos setores mais populares dos centros urbanos, que eram recrutados de forma 
obrigatória e viviam em péssimas condições. 
 
 
Período Regencial (1831-40) 
 O Período Regencial é uma época da História do Brasil entre os anos de 1831 e 1840. 
Quando o imperador D. Pedro I abdicou do poder em 1831, seu filho e herdeiro do trono D. Pedro 
de Alcântara tinha apenas 5 anos de idade. A Constituição brasileira do período determinava, 
neste caso, que o país deveria ser governado por regentes, até o herdeiro atingir a maioridade (18 
anos). __ Regência configura-se como um governo de transição que administraria o país enquanto o 
imperador ainda não tivesse idade suficiente para governar. A regência seria trina, a princípio, formada por 
membros da Assembleia Geral (Senado e Câmara dos deputados). Nesse sentido e diante da situação do 
país, a adoção da regência provisória era questão de urgência. 
 O período regencial foi dividido em duas partes: Regência Trina (1831 a 1834) e Regência 
Una (1834 a 1840). Naquele momento, a Assembleia possuía três grupos: Moderados (maioria, 
representavam a elite e era defensores da centralização), Restauradores (defendiam a restauração 
do Imperador D. Pedro I) e Exaltados (defendiam a descentralização do poder). 
 Prof. Maxuel Araujo 8 
 
 A Regência Trina provisória governa de abril a julho, sendo composta pelos senadores José 
Joaquim Carneiro Campos, representante da ala dos restauradores, Nicolau de Campos Vergueiro, 
representando os liberais moderados e o brigadeiro Francisco de Lima e Silva que representava os 
setores mais conservadores dos militares, sobretudo no Exército. Logo, o jogo político exigiu a 
formação de uma Regência Trina Permanente. Esta foi eleita em julho de 1831 pela Assembleia 
Geral. Era composta pelo já integrante da Regência Provisória, Francisco de Lima e Silva, o 
deputado moderado José da Costa Carvalho e João Bráulio Muniz. Com isso, finda a 
provisoriedade da regência. Nesse governo, como ministro da Justiça é nomeado o padre Diogo 
Antônio Feijó. No entanto, mesmo com as mudanças, o país ainda enfrenta sérios problemas de 
governabilidade. A oposição entre restauradores e exaltados de um lado e os regentes do outro 
torna o cenário político bastante delicado. Por segurança contraos excessos, Diogo Feijó cria 
a Guarda Nacional, em 1831, arregimentando filhos de aristocratas em sua formação. 
 No ano de 1834, a morte de D. Pedro I altera o cenário político. A assembleia passa a 
abrigar a disputa entre progressistas defensores do diálogo com os revoltosos e regressistas, 
adeptos da repressão às mesmas revoltas. Um novo documento é assinado em 12 de agosto de 
1834. Por esse documento, denominado “Ato Adicional”, conquista-se um “avanço liberal”, 
substituindo a Regência Trina pela Regência Una. Os candidatos favoritos para essa eleição eram 
Antônio Francisco de Paula e Holanda Cavalcanti (conservador) e padre Diogo Antônio Feijó 
(liberal). Este último venceu a disputa por apertada margem de votos. Feijó sobe ao poder em 
1835, mas tem governo breve, deixando o poder em 1837, ainda que eleito para o período de 4 
anos, motivado pelos problemas com separatistas, falta de recursos e isolamento político. 
 A Segunda Regência Una foi conservadora. Chefiada por Pedro de Araújo Lima que 
aproveita a derrocada dos liberais e se elege Regente Uno em 19 de setembro de 1837 – 
fortalecimento da centralização política. A disputa com os liberais gera, entre outras medidas, a 
Lei Interpretativa do Ato Adicional de 1834, que é respondida com o chamado “golpe da 
maioridade”. 
 A crise política deveu-se, principalmente, a disputa pelo controle do governo entre diversos 
grupos políticos: Restauradores (defendiam a volta de D. Pedro I ao poder); Moderados (voto só 
para os ricos e continuação da Monarquia) e Exaltados (queriam reformas para melhorar a vida 
dos mais necessitados e voto para todas as pessoas). 
 
As Revoltas Regenciais foram rebeliões que ocorreram em várias regiões do Brasil durante o 
Período Regencial (1831 a 1840). Aconteceram em função da instabilidade política que havia no 
país (falta de um governo forte) e das condições de vida precárias da população pobre, que era a 
maioria naquele período. 
 
 
 
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 O Segundo Reinado é um período da história do Brasil que compreende 49 anos, que se 
iniciou com o fim do período regencial em 23 de julho de 1840, com a declaração de 
maioridade de Pedro de Alcântara, e teve o seu término em 15 de novembro de 1889, quando 
a monarquia constitucional parlamentarista vigente foi derrubada pela proclamação da república. 
__ É uma época de grande progresso cultural e de grande significância para o Brasil, com o 
crescimento e a consolidação da nação brasileira como um país independente, e como importante 
membro entre as nações americanas. Denota-se nesta época a solidificação do exército e 
da marinha, culminando na Guerra do Paraguai em 1870, e mudanças profundas na situação 
social, como a gradativa libertação dos escravos negros e o incentivo de imigração para a se juntar 
à força de trabalho brasileira. 
 Contudo, destaca-se que a política no Segundo Reinado foi marcada pela disputa entre o 
Partido Liberal e o Conservador. Estes dois partidos defendiam quase os mesmos interesses, pois 
eram elitistas. Neste período o imperador escolhia o presidente do Conselho de Ministros entre os 
integrantes do partido que possuía maioria na Assembleia Geral. Nas eleições eram comuns as 
fraudes, compras de votos e até atos violentos para garantir a eleição. 
 E em 1847, o imperador Dom Pedro II criou o , órgão que Conselho de Ministros
aconselharia o imperador a dirigir o Brasil em alguma medida espelhada 
no parlamentarismo britânico, mas a hierarquia do parlamentarismo clássico britânico e o 
parlamentarismo brasileiro eram invertidos, “o Rei reina e governa”. Uma vez que este Conselho 
tinha um presidente (“primeiro-ministro”), encarregado de organizar o Gabinete do Governo. 
Assim, o imperador, em vez de nomear todos os ministros, passou a nomear somente o Presidente 
do Conselho brasileiro, e este escolhia os demais membros do Ministério, retirando um elemento 
de desgaste político do imperador, sem que este tivesse diminuída sua autoridade. Daí receber o 
apelido de “ ”. parlamentarismo às avessas
 A partir da década de 1880, o segundo reinado começa a dar sinais de ruínas e a crise pode 
 ser entendida através de algumas questões: 
 Interferência de D. Pedro II em questões religiosas, gerando um descontentamento nas 
lideranças da Igreja Católica no país; 
 Críticas e oposição feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que se mostravam 
descontentes com a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam 
insatisfeitos com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não 
podiam dar declarações na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra; 
 A classe média brasileira (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, 
estudantes, artistas, comerciantes) desejava mais liberdade e maior participação nos 
assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou 
a apoiar a implantação da República no país; 
 Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, 
que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico. 
Fazendeiros de regiões mais pobres do país também estavam insatisfeitos, pois a abolição 
da escravatura, encontraram dificuldades em contratar mão-de-obra remunerada. 
 
 Diante das questões elencadas, em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da 
Fonseca, com o apoio dos republicanos, destituiu o Conselho de Ministros e seu presidente. No 
final do dia, Deodoro da Fonseca assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e 
instalando um governo provisório. E no dia 17 de novembro, D. Pedro II e a família imperial 
brasileira viajaram para a Europa. Era o começo da República Brasileira com o Marechal Deodoro 
da Fonseca assumindo, de forma provisória, o cargo de presidente do Brasil. 
 
 
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 Cantinho da Revolta 
Guerra do Paraguai 
 A Guerra do Paraguai teve seu início no ano de 1864, a partir da ambição do ditador 
Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território paraguaio e obter uma 
saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia do Prata. Ele iniciou o confronto com a 
criação de inúmeros obstáculos impostos às embarcações brasileiras que se dirigiam a Mato 
Grosso através da capital paraguaia. 
 Visando a província de Mato Grosso, o ditador paraguaio aproveitou-se da fraca 
defesa brasileira naquela região para invadi-la e conquistá-la. Fez isso sem grandes dificuldades e, 
após esta batalha, sentiu-se motivado a dar continuidade à expansão do Paraguai através do 
território que pertencia ao Brasil. Seu próximo alvo foi o Rio Grande do Sul, mas, para atingi-lo, 
necessitava passar pela Argentina. Então, invadiu e tomou Corrientes, província Argentina que, 
naquela época, era governada por Mitre. Logo se formou uma união de países para combater as 
intenções do Solano Lopes, chamada de : Brasil, Argentina e Uruguai. Tríplice Aliança
 Esta guerra durou seis anos; contudo, já no terceiro ano, o Brasil via-se em grandes 
dificuldades com a organização de sua tropa, pois além do inimigo, os soldados brasileiros tinham 
que lutar contra o falta de alimentos, de comunicação e ainda contra as epidemias que os 
derrotavam na maioria das vezes. E, a esses anos de conflito, contando com o apoio inglês , astropas de Caxias conseguem derrotar o Paraguai, que a partir de então entra em franca 
decadência. O Brasil não auferiu grandes lucros com esta guerra, pelo contrário, mas o grande 
vencedor foi a Inglaterra, que eliminou um pretenso rival (o Paraguai) e continuou com o 
monopólio comercial com Atlântico Sul. 
 
 
Cronologia – Principais fatos do 2º Reinado (1840-1889) 
1844 Decretação da Tarifa Alves Branco que protege as manufaturas brasileiras. 
1850 Lei Eusébio de Queiróz: fim do tráfico de escravos. 
1862 e 1865 Questão Christie: rompimento das relações diplamáticas entre Brasil e Grã 
Bretanha. 
1864 a 1870 Guerra do Paraguai: conflito militar na América do Sul entre o Paraguai e a 
Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) com o apoio do Reino Unido. Em 
1870 é declarada a derrota do Paraguai. 
1870 Fundação do Partido Republicano Brasileiro. 
1871 Lei do Ventre Livre: liberdade aos filhos de escravas nascidos a partir daquela 
data. 
1872 a 1875 Questão Religiosa: conflito pelo poder entre a Igreja Católica e a monarquia 
brasileira. 
1875 Começa o período de imigração para o Brasil. Italianos, espanhóis, alemães e 
japoneses chegam ao Brasil para trabalharem na lavoura de café e nas indústrias. 
1882 Início do Ciclo da Borracha: o Brasil torna 
se um dos principais produtores e exportadores de borracha do mundo. 
1884 a 1887 Questão Militar: crise política e conflitos entre a Monarquia Brasileira e o 
Exército. 
1885 Lei dos Sexagenários: liberdade aos escravos com mais de 65 anos de idade. 
1888 Lei Áurea decretada pela Princesa Isabel: abolição da escravidão no Brasil. 
1889 Proclamação da República no Brasil em 15 de novembro. Fim da Monarquia e 
início da República. 
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Aula 3: História do Brasil 
 O movimento pró-república no Brasil tomava 
proporções irreversíveis, mas para que a alteração 
na forma de governo se desse de forma 
democrática seria necessário uma Assembléia 
Geral majoritariamente republicana, e, em 15 de 
novembro de 1889, o marechal Manuel Deodoro 
da Fonseca proclama a república. Com este golpe 
político, D. Pedro II foi deposto do trono brasileiro 
e Deodoro recebeu o título de chefe do governo 
provisório, inaugurando a República Brasileira. 
 A palavra República (do latim res publica, "coisa pública") é uma estrutura política 
de Estado ou forma de Governo em que, segundo Cícero, são necessárias três condições 
fundamentais para caracterizá-la: um número razoável de pessoas (multitude); 
uma comunidade de interesses e de fins (communio); e um consenso do direito (consensus iuris). 
Nasce das três forças reunidas: libertas do povo, auctoritas do senado e potestas dos 
magistrados. __ A República é vista, mais recentemente, como uma forma de governo na qual 
o chefe do Estado é eleito pelo povo ou seus representantes, tendo a sua chefia uma duração 
limitada.[2] A eleição do chefe de Estado, por regra chamado presidente da república, é 
normalmente realizada através do voto livre e secreto. Dependendo do sistema de governo, o 
presidente da república pode ou não acumular o poder executivo permanecendo por quatro anos. 
 
Fases da nossa Republica 
# REPÚBLICA VELHA (1889-1930) 
A chamada República Velha é marcada pelo domínio político das elites agrárias mineiras, paulistas 
e cariocas. É conhecido como o período que compreende a República da Espada e do café com 
leite. Ela foi instituída no Brasil em 1889 e permaneceu até 1930. 
 
# A REPÚBLICA DA ESPADA (1889 A 1894) 
A palavra República tem origem no latim res publica, cujo significado é "coisa pública". O início do 
período republicano no Brasil foi marcado por governos militares que comandaram o país de 
forma centralizadora, enfrentando a oposição de setores monarquistas, da sociedade civil e das 
oligarquias regionais. 
 
# REPÚBLICA DAS OLIGARQUIAS (1894 A 1930) 
Após o breve comando militar no início do período republicano, o Brasil passou a ser controlado 
pelas elites oligárquicas de Minas Gerais e São Paulo, que se revezavam, no poder e ditavam os 
caminhos do país. 
 
# A CRISE DA REPÚBLICA VELHA E O GOLPE DE 1930 
Em 1930 ocorreriam eleições para presidência e, de acordo com a política do café-com-leite, era a 
vez de assumir um político mineiro. A revolução de 1930 põe fim à República Velha e leva Getúlio 
Vargas ao poder, de forma provisória. É o início da Era Vargas. 
 
# NOVA REPÚBLICA (1985 AOS DIAS ATUAIS) 
O período da História do Brasil conhecido como Nova República teve início em 1985, com o fim 
da Ditadura Militar e início do processo de redemocratização. Este período da História do Brasil 
dura até os dias atuais. 
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 Na Constituição de 1891 a República rompe de vez com a dinâmica de Estado 
Imperial. Ao definir o Estado como laico, deu fim ao Padroado e à união de Estado e Igreja 
Católica. A República garante em sua Carta Magna as diretrizes sociais que adota, no entanto, 
apesar de prever a Liberdade de Religião, o Código Penal condena crenças como o Espiritismo e as 
religiões afrodescendentes. A Carta Magna da República inicia também a separação tripartidária 
do Poder, excluindo a mediação Imperial, que era exercida por meio do Poder Moderador. Agora a 
política nacional seria dividida entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A Dinâmica de 
pleito presidencial a cada 4 anos também fica decidido nesse momento. Todo homem maior de 21 
anos, que saiba ler e escrever torna-se obrigado a votar. 
 
 A República Velha também é conhecida como Primeira República e se estende de 1889 até 
1930, quando Getúlio Vargas, através de um Golpe de Estado inicia um novo período político. 
 A política de sucessão presidencial dará ainda outra denominação ao momento inicial da 
República Brasileira, conhecida como política do café com leite. Nesse acordo, centros econômicos 
do país ditavam a ocupação da presidência. Enquanto São Paulo e sua agricultura cafeeira ocupava 
a presidência em um pleito, no próximo seria a vez de Minas Gerais representada pela economia 
do gado leiteiro. Minas Gerais e São Paulo por serem nesse momento os dois polos econômicos do 
Brasil forjavam as lideranças nacionais, mantendo, porém, acordos com outros Estados para que 
essa dinâmica política e econômica não fosse quebrada. 
 Esse grande acordo mantinha o controle político do Brasil nas mãos daqueles que 
controlavam também a economia. Assim, os interesses das classes dominantes estavam sempre 
em voga frente às classes menos abastadas. Essa dinâmica política será rompida com a Revolução 
de 1930. Assumindo a presidência do Brasil no lugar de Júlio Prestes, eleito com o apoio do então 
presidente Washington Luís, Getúlio Vargas dá inicio ao período conhecido como Era Vargas. 
 
 A ocorreu entre 1930 e 1945, durante 15 anos Era Vargas 
seguidos em que Getúlio Vargas participou do Governo. Foi marcada 
por diversas mudanças feita por Vargas, tanto no aspecto social 
quanto no econômico. 
 O início da Era Vargas se deu quando Getúlio Vargas foi 
nomeado como presidente e obteve poderes praticamente ilimitados, 
dando a ele liberdade para mudanças profundas. 
Tudo começou durante o Governo Provisório, ocorrido entre 1930 e 
1934: ao assumir o Governo, Getúlio Vargas criou novos ministérios, 
como o Ministério do Trabalho, da Indústria, do Comércio, da 
Educação, da Saúde, além de nomear diversos interventores 
de Estado.Isso fez com que muitos estados perdessem sua autonomia 
para Getúlio Vargas. 
 Os direitos trabalhistas também foram criados e regulamentados com a criação de 
sindicatos e diversas ações para o benefício dos trabalhadores – criação da CLT, por exemplo. Tudo 
isso aconteceu com o objetivo de ganhar o apoio popular e, por este motivo, este modo de 
governar ficou conhecido com populismo. Vale lembrar que muitas dessas leis e benefícios se 
mantêm até hoje. 
 A derrubada da Constituição Brasileira, em 1931, despertou a indignação da oposição 
contra o governo getulista, incluindo a oligarquia cafeeira, a classe média paulista. Com esta ação, 
os estados perderam autonomia e mesmo sendo percebido como um erro por Getúlio Vargas, não 
houve tempo correções, sendo que um interventor oligarca paulista já estava iniciando uma 
revolta armada para a criação de uma Nova Constituição. 
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 Com o assassinato de quatro jovens estudantes, em 23 de maio de 1932, várias partes da 
sociedade paulista se revoltaram contra o evento, Esse foi o motivo pela criação da revolução 
paulista, como desejado pelo Estado e pelos participantes. O Estado não conseguiu aliados para 
fazer com que a constituição se tornasse realidade, mas Getúlio Vargas venceu a revolução 
paulista, mesmo com diversas dificuldades de apoio e aliança. Depois destes eventos outros de 
extrema importância ocorrerão durante a Era Vargas: 
 A criação do governo constitucionalista, entre 1934 e 1937. 
 A revolta mineira de 1935, ocorrida entre 1935 e 1936. 
 O plano Cohen e a derrubada do governo constitucionalista. 
 A implantação do Estado Novo. entre 1937 e 1945. 
 A Segunda Guerra Mundial influenciou o Governo e o país. A posição do Brasil perante a 
guerra foi cobrada e uma ameaça de invasão foi feita contra o Brasil, caso ficasse neutro. 
 
 Redemocratização no Brasil aconteceu no período que compreendeu os anos de 1945 a 
1964. O período marcou grandes mudanças no Brasil. Nessa fase, o país foi governado por Gaspar 
Dutra, Getúlio Vargas, João Café Filho, JK e João Goulart. A redemocratização do Brasil aconteceu 
em dois processos de transição política que colocaram fim a regimes ditatoriais. Uma das 
primeiras manifestações claras a favor da redemocratização do país foi o Manifesto dos Mineiros, 
lançado em 1943 por políticos de Minas Gerais. Deste manifesto, surgiu a União Democrática 
Nacional (UDN), partido de oposição a Getúlio Vargas. Pressionado, Getúlio convocou eleições 
para dezembro de 1945. 
 
Governo Eurico Dutra (1946-1951) 
 Os dois principais candidatos a presidente nas eleições de dezembro de 1945 eram 
militares: Eurico Gaspar Dutra, do PSD; e Juaréz Távora, da UDN. O povo foi às urnas e deu a 
vitória a Dutra, que governou o Brasil de 1946 a 1951. _ Em plena Guerra Fria, o presidente Dutra 
rompeu relações com a União Soviética, fechou o Partido Comunista Brasileiro (PCB), mandou a 
polícia invadir sindicatos e perseguir aqueles que eram contra o governo. Para dar um melhor 
preparo aos oficiais superiores das Forças Armadas, criou a Escola Superior de Guerra. Nesta 
escola, ensinava- se a importância da segurança e da ordem para o desenvolvimento. 
 Dutra convocou as grandes empresas americanas a se instalarem no Brasil, dando-lhes 
todas as facilidades, como terrenos, impostos baixos, liberdade para mandar lucros para o exterior 
e mão-de-obra barata. 
# Plano Salte: Numa tentativa de planejamento governamental, lançou o plano SALTE, que previa 
um forte investimento em quatro áreas fundamentais: Saúde, ALimentação, Transporte e Energia. 
Os recursos viriam da Receita Federal e de empréstimos externos. Este projeto não obteve sucesso 
e foi abandonado pouco tempo depois. 
 
O Governo Eleito de Getúlio Vargas (1951-1954) 
 Nas eleições de 1950, Getúlio Vargas concorreu à presidência pelo 
Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e derrotou facilmente seus adversários. 
Getúlio Vargas ganhou as eleições e voltou “nos braços do povo”. Desde o 
início de seu mandato, em 1951, começou a colocar em prática a sua política 
popular e nacionalista. Estas medidas visavam beneficiar os trabalhadores e 
favorecer as empresas nacionais. A principal delas foi o aumento do salário 
mínimo. Em 1º de maio de 1954, o aumento foi de 100%. • Os privilégios que 
Getúlio estava concedendo aos trabalhadores deixou muita gente 
descontente, como os grandes empresários, alguns chefes militares e a 
classe média alta. 
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 A política nacionalista de Getúlio ficou evidente principalmente apartir de outubro de 
1953, quando criou a Petrobrás com a campanha: “o petróleo é nosso”. 
# Suicídio de Vargas: As medidas nacionalistas de Getúlio Vargas geraram muita oposição ao seu 
governo. O jornalista Carlos Lacerda, deputado pela UDN, foi um dos seus principais opositores. 
Carlos Lacerda atacava o presidente todos os dias com denúncias de corrupção. O principal veículo 
destes ataques era o jornal “A Tribuna da Imprensa”, que pertencia a Lacerda. Carlos Lacerda 
sofreu um atentado, no qual morreu seu guarda-costas, o major Rubem Vaz, da Aeronáutica. O 
principal suspeito do atentado foi Getúlio. As pressões contra o presidente aumentaram: os 
grandes empresários, as multinacionais, a embaixada dos Estados Unidos, os grandes jornais, 
alguns chefes militares, todos estavam contra ele. Os chefes militares se reuniram com Vargas 
para obrigá-lo a renunciar. Getúlio respondeu: “Daqui só sairei morto”. E assim foi. Getúlio 
cometeu suicídio com um tiro no coração, em 24 de agosto de 1954. As razões do ato foram 
registradas em uma carta-testamento, que gerou grande comoção nacional. 
 O fim da Era Vargas foi marcado por um golpe militar, em 29 de outubro de 1945. Em sua 
cidade natal, São Borja, várias mudanças ocorreram e Getúlio Vargas chegou a ser presidente 
novamente eleito pelo povo para fazer mais mudanças no país, no seu novo governo 1950 a 1954, 
interrompido pelo seu suicídio em 24 de agosto de 1954. Assumindo a presidência, o vice, João 
Café Filho (natalense) que governou até outubro de 1955. 
 
Governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) 
 Com a morte de Getúlio Vargas, a presidência foi assumida pelo vice-presidente Café Filho. 
Nas eleições de 1955, saíram vencedores Juscelino Kubitschek e João Goulart, como vice. Ao 
assumir, Juscelino apresentou ao país um ousado plano de desenvolvimento. Conhecido como 
Plano de Metas, tinha como slogan fazer o país crescer “cinquenta anos em cinco”. A construção 
de hidrelétricas, de estradas e a fabricação de veículos eram as três metas mais importantes do 
governo. Para conseguir atingir as metas, Juscelino recorreu à tecnologia e ao capital estrangeiro. 
Foi neste contexto que se instalaram no Brasil diversas multinacionais de veículos, como a Ford, 
General Motors (GM), Willys e Volkswagen. No entanto, a maior obra durante o governo de 
Juscelino Kubitscheck foi a construção de Brasília, que viria ser a nova capital do país. 
# Construção de Brasília/DF = A transferência da capital da República para o Planalto Central já 
estava prevista na Constituição de 1891. Na verdade, desde o século 
XIX, líderes como José Bonifácio já destacavam a importância de 
mudar a capital para o interior do país. Mas foi Juscelino Kubitscheck 
que tomou a iniciativa. Convocou os arquitetos Lúcio Costa e Oscar 
Niemeyer e buscou trabalhadores nordestinos, denominados 
candangos.Juscelino queria inaugurar a nova capital antes de deixar 
o governo. E cumpriu a promessa. No dia 21 de abril de 1960, o Brasil 
passou a ter uma nova capital: Brasília. 
 
Governo Jânio Quadros (1961) 
 Jânio Quadros teve uma vitória esmagadora nas eleições de 1960. Como vice-presidente 
foi eleito novamente João Goulart. 
 Para conquistar votos, tentava falar a linguagem do povo. O símbolo de sua campanha era 
a vassoura, com a qual dizia pretender “varrer” a corrupção do país. 
 Jânio dizia ser católico, anticomunista, a favor da família e da propriedade, pretendendo 
moralizar a sociedade. Assim, conquistou o mandato. 
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 No entanto, após assumir a presidência, em 31 de janeiro de 1961, começaram as 
decepções. Jânio ameaçou controlar os lucros que as grandes empresas mandavam para 
fora do país e falava em reforma agrária. 
 Na política externa, assumiu uma posição independente e progressista. Restabeleceu 
relações com a União Soviética e foi contra a expulsão de Cuba da Organização dos Estados 
Americanos (OEA). 
 Renúncia de Jânio 
 Em 18 de agosto de 1961, Jânio condecorou com a Ordem do Cruzeiro do Sul – a mais alta 
condecoração brasileira – o médico argentino e guerrilheiro Che Guevara, um dos 
comandantes da Revolução Cubana.• O udenista Carlos Lacerda começou a esbravejar, 
acusando Jânio de abrir as portas ao comunismo. Da mesma forma, os chefes militares se 
inquietaram com a atitude de Jânio. 
 As pressões contra Jânio aumentaram, manifestando-se principalmente no Congresso 
Nacional. No dia 25 de agosto de 1961, menos de sete meses após assumir a presidência, 
Jânio renunciou. 
 Jânio acusou “forças terríveis” de serem responsáveis pela sua renúncia. Alguns 
historiadores dizem que Jânio teatralizou sua saída, buscando apoio dos políticos, militares 
e da população. Em vão. 
 
Governo João Goulart (1961-1964) 
 João Goulart aceitou que o congresso decretasse o Sistema Parlamentarista, ou seja, o 
chefe do executivo seria o Primeiro Ministro, no dia 7 de setembro de 1961, tomando 
posse como presidente. Em janeiro de 1963, João Goulart promoveu um plebiscito, 
pedindo que os eleitores escolhessem entre o parlamentarismo e o presidencialismo. 
 A maioria da população optou pelo presidencialismo. Com os poderes de volta, João 
Goulart estabeleceu, em dezembro de 1963, o monopólio estatal sobre a importação de 
petróleo. 
 Em janeiro de 1964, estabeleceu o controle sobre os lucros que as multinacionais 
mandavam para fora do país. Em 13 de março daquele ano, participou de um grande 
comício, chamado Comício das Reformas de Base, realizado na Central do Brasil, Rio de 
Janeiro. 
 O programa de reformas de João Goulart previa a nacionalização de refinarias, um plano 
de reforma agrária e concessão de 13º salário aos trabalhadores. Pretendia, também, fazer 
reformas políticas, educacionais e urbanas. 
 Dias depois, setores de extrema direita, saíram as ruas para se manifestar contra as 
reformas. Era a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. 
 Porém, o presidente não teve tempo de realizar todos os programas. No dia 1º de abril de 
1964, João Goulart foi derrubado por um golpe de estado, dando início à Ditadura Militar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Aula 4 – História do Brasil 
 
DITADURA MILITAR NO BRASIL – 1964 A 1985 
 
Introdução 
Podemos definir a Ditadura Militar como sendo o período da política 
brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 
a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos 
constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram 
contra o regime militar. 
 
O golpe militar de 1964 
 A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio 
era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João 
Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organização 
populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras 
como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média. Todos 
temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale lembrar, que neste período, o mundo 
vivia o auge da Guerra Fria. 
 Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que 
junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista. 
 Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social 
Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o 
responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava. 
 No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil 
(Rio de Janeiro), onde defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango prometia mudanças 
radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país. 
 Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as 
intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares 
de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo. 
 O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março 
de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango 
deixa o país refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam o poder. Em 9 de abril, é decretado o 
Ato Institucional Número 1 (AI-1). Este, cassava mandatos políticos de opositores ao regime 
militar e tirava a estabilidade de funcionários públicos. 
 
GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967) 
 Castello Branco, general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República 
em 15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém 
ao começar seu governo, assume uma posição autoritária. 
 Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além de dissolver os partidos políticos. 
Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados, cidadãos 
tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam 
intervenção do governo militar. 
 Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo. Só estavam autorizados o funcionamento 
de dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora 
Nacional (ARENA). Enquanto o primeiro era de oposição, de certa forma controlada, o 
segundo representava os militares. 
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 O governo militar impõe, em janeiro de 1967, uma nova Constituição para o país. Aprovada 
neste mesmo ano, a Constituição de 1967 confirma e institucionaliza o regime militar e 
suas formas de atuação. 
 
GOVERNO COSTA E SILVA (1967-1969) 
 Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito 
indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e 
manifestações sociais. A oposição ao regime militar cresce no país. A UNE (União Nacional 
dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil. 
 Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao 
regime militar. 
A guerrilha urbana começa a se organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, 
assaltam bancos e sequestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de 
oposição armada. 
 No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 (AI-5). 
Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou 
com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial. 
GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969) 
 Doente, Costa e Silva foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio 
de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica). 
 Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN sequestram o embaixador dos EUA Charles 
Elbrick. Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com 
sucesso. Porém, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional. Esta lei 
decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, 
ou subversiva". 
 No final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças de repressão em 
São Paulo. 
 
GOVERNO MÉDICI (1969-1974) 
 Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente: o general Emílio Garrastazu Médici. 
Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como "anos de 
chumbo". A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada 
em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de 
expressão artística são censuradas. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e 
escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi 
(Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) 
atua como centro de investigação e repressão do governo militar. 
 Ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia. A guerrilha do 
Araguaia é fortemente reprimida pelas forças militares. 
 O Milagre Econômico: Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que 
vai de 1969 a 1973 ficou conhecido com a época do Milagre Econômico. O PIB brasileiro 
crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com 
investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base 
de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país. 
Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia 
Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi. Porém, todo esse crescimento teve um custo 
altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma 
dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil. 
 
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GOVERNO GEISEL (1974-1979) 
 Em 1974 assume a presidência o general Ernesto Geisel que começa um lento processo de 
transição rumo à democracia. Seu governo coincide com o fim do milagre econômico e 
com a insatisfação popular em altas taxas. A crise do petróleo e a recessão mundial 
interferem na economia brasileira, no momento em que os créditos e empréstimos 
internacionais diminuem. 
 Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura. A oposição política começa a 
ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% 
da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades. 
 Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a 
promover ataques clandestinos aos membros da esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir 
Herzog á assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo. Em janeiro de 1976, o 
operário Manuel Fiel Filho aparece morto em situação semelhante. 
 Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta 
da democracia no Brasil. 
 
 GOVERNO FIGUEIREDO (1979-1985) 
 A vitória do MDB nas eleições em 1978 começa a acelerar o processo de redemocratização. 
O general João Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de 
retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por 
crimes políticos. Os militares de linha dura continuam com a repressão clandestina. Cartas-
bomba são colocadas em órgãos da imprensa e da OAB (Ordem dos advogados do Brasil). 
No dia 30 de Abril de 1981, uma bomba explode durante um show no centro de 
convenções do Rio Centro. O atentado fora provavelmente promovido por militares de 
linha dura, embora até hoje nada tenha sido provado. 
 Em 1979, o governo aprova lei que restabelece o pluripartidarismo no país. Os partidos 
voltam a funcionar dentro da normalidade. A ARENA muda o nome e passa a ser PDS, 
enquanto o MDB passa a ser PMDB. Outros partidos são criados, como: Partido dos 
Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT). 
 
 
# A REDEMOCRATIZAÇÃO E A CAMPANHA PELAS DIRETAS JÁ 
 Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta 
e a recessão também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos 
partidos e com o fortalecimento dos sindicatos. Em 1984, políticos de oposição, artistas, 
jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O 
movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas 
para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara 
dos Deputados. 
 No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, 
que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança 
Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal. Era o fim do 
regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o 
vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A 
Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos 
no país. A Nova República é um período da História do Brasil que tem início com o final da 
Ditadura Militar (1985) até os dias de hoje. O nome faz referência ao nascimento de um novo 
período democrático, em oposição ao antigo governo que representava a censura, falta de 
democracia e repressão aos movimentos sociais. 
 Prof. Maxuel Araujo 19 
 
 A Nova República é um período da História 
do Brasil que tem início com o final da Ditadura 
Militar (1985) até os dias de hoje. Esta fase da História 
do Brasil também é conhecida como Sexta República. 
O nome faz referência ao nascimento de um novo 
período democrático, em oposição ao antigo governo 
que representava a censura, falta de democracia e 
repressão aos movimentos sociais. Principais 
características da Nova República: Retorno das 
liberdades sociais: imprensa, manifestação política, 
expressões artísticas e culturais, opinião e etc; 
Eleições diretas para presidente da República, a partir de 1990; Promulgação de uma nova 
Constituição em 1988, que valorizou a democracia e o respeito os direitos do cidadão; Tentativas 
malsucedidas de combate à inflação durante o governo Sarney e Combate e controle inflacionário, 
através do Plano Real, no governo Itamar Franco (continuados nos governos Fernando Henrique, 
Lula e Dilma); Crises políticas que culminou em dois impeachment (impedimento e afastamentode presidentes). 
 Observa-se que Dilma Rousseff, assim como aconteceu com seus antecessores, sobe a 
rampa do Palácio do Planalto com o apoio da maioria nas duas casas do Congresso. Todavia, a 
reeleição em 2014 da chapa PT/PMDB (Dilma/Temer) não conseguiu mais a unidade do Congresso 
em torno da agenda do PT e no ano de 2015 estabeleceu a crise entre o Planalto (Executivo) e o 
Congresso (Legislativo), tendo agora ex-aliados do governo Dilma somados a oposição liderada 
pelos partidos (considerados liberais e de direita) como PSDB e DEM. 
 A crise econômica aliada a crise política bem como o sentimento de “segregação” nas 
redes sociais e na mídia, pavimentaram para o impeachment da presidenta Dilma (o segundo 
impedimento de um chefe do Executivo na recém democratização). Em setembro de 2016, 
assume definitivamente o vice-presidente, Michel Temer (PMDB) a presidência, com o 
afastamento da presidenta Dilma Rouusef. A classe média, os movimentos liberais e a mídia em 
geral, acreditavam que a crise econômica seria superada, uma vez que a “política voltaria a 
normalidade”, pois o objetivo das ruas “Fora PT” foi atingido. Entretanto, as medidas austeras de 
reforma nas Políticas Sociais (PEC dos gastos), na Previdência (PEC 287), Flexibilização da 
Consolidação das Leis do Trabalho e a Terceirização propostas pelo governo Temer, não surtiram 
os efeitos esperados de melhoria na economia, apesar de aparentes números e estatísticas 
demonstrarem alguma melhoria (pelo menos a sensação de baixa da inflação e de aumento do 
). poder de compra, não foi sentido pelas classes sociais mais baixas, até dezembro de 2017
 E, permeando toda esta crise econômica somou-se o 
agravamento da crise política com a operação da Justiça 
Federal (iniciada com o juiz do Paraná, Sérgio Moro), a Lava 
Jato. Onde revelou a relação promiscua entre grandes 
empresas, os políticos e empresas estatais como a Petrobras 
em corrupção e propinas envolvendo diversos políticos de 
vários partidos, ministros, governadores e empresários. 
 Ao completar um ano de governo, (maio/2017) o então presidente Michel Temer é 
envolvido em “Delações premiadas” na , onde o Grupo JBS (o maior produtor Operação Java jato
de produtos de carne do mundo), afirma a Procuradoria da República que o Presidente recebeu 
 do grupo em troca de favores do banco BNDES. Em dezembro de 2017 a popularidade do propina
Presidente bate recorde de desaprovação do seu governo, onde apenas 6% da população 
aprovava sua maneira de governar, conforme pesquisas do IBGE; DATAFOLHA E CNI. 
 Prof. Maxuel Araujo 20 
 
Aula 5 – História Geral 
 
IMPERIOS & REINOS AFRICANOS MEDIEVAIS 
 
 Durante o período que chamamos de Idade Média (séculos V ao XV), poderosos Estados se 
desenvolveram na África Ocidental - e por sua enorme riqueza, tornaram-se o principal eixo de comércio 
entre o mar Mediterrâneo e o interior da África. 
 
IMPÉRIO DE GANA 
 Na região entre os rios Senegal e Níger, os soninquês (povos de origem mandê), fundaram 
pequenas cidades, que desde o século IV foram se unificando, muito provavelmente para resistir às guerras 
com povos nômades. Pouco se conhece sobre tal processo, mas, no século VIII, a região já era conhecida 
como Império de Gana. 
 Os soninquês chamavam sua região de Wagadu, mas os berberes (povos do Magreb), que 
chegaram ali no século VIII, a chamavam de Ghana, pois era esse o título do rei da região (ghana: "rei 
guerreiro"). 
 Por muito tempo, o deserto do Saara dificultou o acesso dos povos do norte da África ao interior 
desse continente. Uma viagem do Magreb (região africana banhada pelo mar Mediterrâneo, exceto o Egito) 
até a bacia do rio Níger poderia durar até 4 meses em pleno deserto. 
 Dessa forma, enquanto o norte da África estava inserido no comércio entre diversos povos desde a 
Antiguidade (gregos, romanos, fenícios, cartagineses, líbios, persas, egípcios, árabes), o reino de Gana, na 
África Subsaariana (ou África Negra), pôde se desenvolver isoladamente. 
 Somente quando os árabes conquistaram o Magreb e introduziram o camelo como animal de 
transporte foi possível a viagem através do deserto. A partir de então, os reinos e as grandes riquezas da 
África Negra passaram a fazer parte do comércio internacional do Mediterrâneo. 
 Gana já era um reino rico antes da chegada dos comerciantes do norte, e são os documentos 
deixados por esses comerciantes (árabes e berberes) que nos informam o que foi Gana, e relatam um 
império extraordinário, também chamado de Terra do Ouro. Segundo Al-Bakri, comerciante árabe de 
Córdoba (século XI), o rei de Gana usava túnicas bordadas a ouro, colares e pulseiras de ouro - e os arreios 
dos cavalos e as coleiras dos cachorros do rei eram de ouro. 
 O império de Gana tinha como capital Kumbi-Saleh. Dessa cidade, o rei e seus nobres controlavam 
povos vizinhos, obrigando-os a pagar impostos em troca de proteção. Além disso, Gana controlava o 
comércio tanto das mercadorias que eram trazidas do norte (como sal e tecidos), quanto das que saíam do 
interior da África (como ouro e escravos). Na capital, o comércio era intenso: os seus 20 mil habitantes 
recebiam diariamente as caravanas que vinham de diversas regiões. Entre os séculos 9 e 10, Gana viveu seu 
apogeu, sendo um dos mais ricos reinos do mundo, segundo Ibn Haukal, viajante árabe da época. 
 Com o processo de islamização dos povos africanos (os primeiros convertidos foram os berberes), o 
Império de Gana (que se recusava a se converter ao Islã) foi perdendo força, até que em 1076 os 
almorávidas (dinastia berbere) conquistaram e saquearam Kumbi-Saleh, transformando a cidade em um 
reino tributário. A partir daí, todo império se fragmentou, o que possibilitou as incursões de vários povos 
vizinhos, um deles os sossos, que passaram a controlar várias regiões do antigo império. 
 
IMPÉRIO DE MALI 
 O Reino de Mali era, a princípio, uma região do Império de Gana habitada pelos mandingas. Era 
composto por 12 reinos menores ligados entre si, e tinha como capital Kangaba. Os mandingas chamavam 
seu território de Manden (= terra dos mandingas). 
 Prof. Maxuel Araujo 21 
 
 Após anos de guerras entre os soninquês de Gana e os almorávidas (século 11), e depois das 
guerras com os (século 12), Mali conseguiu sua independência e adotou o islamismo. E, apesar de Sossos
passar por um período de crise política e econômica, conseguiu se restabelecer e, em 1235, os mandingas 
de Mali conquistaram o território do antigo Império de Gana, sob a liderança de Maghan Sundiata, que 
recebeu o título de Mansa, que na língua mandinga significa "imperador". 
O nome que os mandingas davam ao seu império era Manden Kurufa; o nome Mali era usado por 
seus vizinhos, os fulas, para se referir ao grande império. Manden Kurufa significa Confederação de 
Manden. A capital era Niani (atualmente uma aldeia na República da Guiné). 
 Ao contrário do Império de Gana, que somente se preocupava em manter os povos dominados, a 
fim de controlar o comércio regional, o Império de Mali se impôs de forma centralista, estabelecendo 
fronteiras bem definidas e formulando leis por meio de uma assembleia chamada Gbara, composta por 
diversos povos do império. A aplicação da justiça era implacável, tanto que vários viajantes se referiam aos 
povos negros como "os que mais odeiam as injustiças - e seu imperador não perdoa ninguém que seja 
acusadode injusto". Acredita-se que o Império de Mali tivesse a extensão da Europa Ocidental. 
 O Império de Mali se tornou herdeiro do Império de Gana, pois passou a controlar todo o comércio 
local. O ouro extraído por Mali sustentava grande parte do comércio no Mediterrâneo. Conta-se que, entre 
1324 e 1325, Mansa Mussa, em peregrinação a Meca, parou para uma visita ao Cairo e teria presenteado 
tantas pessoas com ouro, que o valor desse metal se desvalorizou por mais de 10 anos. 
 Também sob o reinado de Mussa, a cidade de Timbuktu (ou Tombuctu) se tornou uma das mais 
ricas e importantes da região. Sua universidade era um dos maiores centros de cultura muçulmana da 
época, e produziu várias traduções de textos gregos que ainda circulavam nos séculos 14 e 15. A 
grandiosidade de Timbuktu atravessou os tempos e, no século 19, exploradores europeus se embrenharam 
pelos caminhos africanos, seguindo o rio Níger, em busca da lendária cidade. 
 O Império de Mali entrou em decadência a partir do final do século 14, em função das disputas 
políticas internas e das incursões dos tuaregues (povo berbere), sendo conquistado, no século 15, pelos 
songais (povo africano até então dominado por Mali). Foi nesse mesmo século que os portugueses, em 
pleno processo de expansão marítima, conheceram o já decadente Mali. 
 
SONGAI 
Império Songai (Songhai) foi um estado pré-colonial africano e grande 
civilização da África Ocidental que desenvolveu-se em áreas hoje 
atualmente pertencentes sobretudo ao Mali. 
Do início dos século XV até o final do XVI, Songai foi um dos maiores 
impérios africanos da história. Tinha o mesmo nome de seu grupo étnico 
líder, os songais. Sua capital era a cidade de Gao, onde um pequeno estado 
songai já existia desde o século XI. Sua base de poder era sobre a volta 
do rio Níger nos atuais Níger e Burquina Faso. 
Antes do Império Songai a região tinha sido dominada pelo Império do Mali, uma das civilizações mais ricas 
da história do mundo. Mali tornou-se famoso devido à sua imensa riqueza obtida através do comércio com 
o mundo árabe, e os lendários haje de Mansa Musa. No início do século XV, o Império do Mali começou a 
declinar. As disputas pela sucessão enfraqueceram a coroa e muitos afastaram-se. Os songais foram um 
deles, fazendo a cidade proeminente de Gao a sua nova capital. 
 O Estado (país) dos songais originou-se na região de Dendi, do noroeste de Nigéria, no século VIII. 
No ano 800, estabeleceram uma cidade do mercado florescente em Gao. Aceitaram o Islã em torno do ano 
1000. Por diversos séculos, dominaram os pequenos estados adjacentes ao passo que eram controlados 
pelo poderoso Império do Mali do Oeste. Os songais viviam da pesca e do comercio local de ouro e sal. 
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No século XV, os songais conquistaram Mali, formando um único império, também mantinham a 
agricultura e o pastoreio. 
 
O povo Bérbere 
 Os bérberes eram povos nômades do deserto do Saara. Este povo enfrentava as tempestades de 
areia e a falta de água, para atravessar com suas caravanas este território, fazendo comércio. 
Costumavam comercializar diversos produtos, tais como: objetos de ouro e cobre, sal, artesanato, 
temperos, vidro, plumas, pedras preciosas etc. Costumavam parar nos oásis para obter água, sombra e 
descansar. Utilizavam o camelo como principal meio de transporte, graças a resistência deste animal e de 
sua adaptação ao meio desértico. Durante as viagens, os bérberes levavam e traziam informações e 
aspectos culturais. Logo, eles foram de extrema importância para a troca cultural que ocorreu no norte 
do continente. 
 
 
Os bantos 
 Este povo habitava o noroeste do continente, onde atualmente são os países Nigéria, Mali, 
Mauritânia e Camarões. Ao contrário dos bérberes, os bantos eram agricultores. Viviam também da caça 
e da pesca. Conheciam a metalurgia, fato que deu grande vantagem a este povo na conquista de povos 
vizinhos. Chegaram a formar um grande reino ( reino do Congo ) que dominava grande parte do noroeste 
do continente. Viviam em aldeias que era comandada por um chefe. O rei banto, também conhecido 
como manicongo, cobrava impostos em forma de mercadorias e alimentos de todas as tribos que 
formavam seu reino. 
 O manicongo gastava parte do que arrecadava com os impostos para manter um exército 
particular, que garantia sua proteção, e funcionários reais. Os habitantes do reino acreditavam que o 
maniconco possuía poderes sagrados e que influenciava nas colheitas, guerras e saúde do povo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Qual é a importância de se repensar o estudo da história da humanidade a partir da história africana? 
 “Ao abordar a história africana, é preciso ampliar a perspectiva para muito além dos 
últimos quinhentos anos, que constituem apenas uma minúscula parte dessa história. 
É fundamental para se corrigir uma injustiça, em geral, cometida no que diz respeito à 
africa, pois muitas vezes se fala que a áfrica é um continente atrasado e faminto, 
desconsiderando-se, entretanto, seu processo de construção e destruição, primeiro 
frente ao mercantilismo e depois ao capitalismo desenfreado que impõe uma 
perspectiva de neocolonização e impede o crescimento sócio-econômico dos países, 
por exemplo africanos. A África tem sido palco de alguns dos maiores avanços tecnológicos da história, 
entre eles a prática agrícola, criação de gado, mineração e metalurgia (do cobre, do bronze, do ferro, do 
aço), o comércio, a escrita, a arquitetura e engenharia na construção de grandes centros urbanos, a 
sofisticação da organização política, a prática da medicina e o avanço do conhecimento e da reflexão 
intelectual. Foi também centro do desenvolvimento de civilizações, uma das mais avançadas da experiência 
humana; Em todo o continente e em diversas épocas, os povos africanos desenvolveram sistemas de escrita 
e de altos conhecimentos na astronomia, na matemática, na agricultura, na navegação, na metalurgia, na 
arquitetura e na engenharia”. (Elisa Nascimento, 2015, pág. 38). 
 
 
 
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AS CIVILIZAÇÕES DA AMÉRICA PRE-COLOMBIANA 
 
 
 No fim do século XV, período que marca a chegada dos espanhóis ao continente, o continente contava com 
três grandes civilizações: maias, astecas e incas. Muitas das cidades criadas por essas civilizações faziam frente a 
qualquer centro urbano europeu do século XVI. Mesmo contando com um amplo leque de características e 
conhecimento, o contato dos nativos com os europeus marcou um dos maiores genocídios que se tem registro. 
 Mesmo que diversos traços dessa cultura fossem perdidos com o processo de colonização, vemos no estudo 
das sociedades pré-colombianas um rico campo de reflexão sobre a questão da relatividade cultural. Conhecendo um 
pouco mais desses povos podemos repensar o antigo valor que nos impõe a Europa como o berço das mais complexas 
e avançadas civilizações da História. 
 A História da América é composta pelo encontro, enfrentamento, conquista e articulação de vários povos, 
sobretudo europeus, africanos e os nativos do continente americano. Entre esses últimos (também denominados de 
civilizações pré-colombianas), os que desenvolveram um complexo civilizacional mais impressionante e sofisticado 
foram os astecas, os maias e os incas. 
 
CIVILIZAÇÃO MAIA 
 O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán(região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , 
os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia. 
 Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As 
cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático. O 
império maia era considerado um representante dos deuses na Terra. 
 A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e 
conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, 
que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos 
privilegiadas e tinham que pagar altos impostos. 
 A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de 
irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do 
império. 
 Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. O artesanato 
também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas. 
 A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um 
eficiente e complexo calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano. 
 Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam 
acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes. 
 Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero. 
 
CIVILIZAÇÃO ASTECA 
 Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no 
século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima 
do lago Texcoco. 
 A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também 
formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham 
grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho 
compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de 
irrigação, estradas, templos, pirâmides). 
 Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado 
por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser 
destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande 
parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a 
trabalharem nas minas de ouro e prata da região. 
 Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas 
de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por 
exemplo, eram usadas como moedas por este povo. 
 O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com 
pinturas. 
 A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma 
deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O 
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calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos 
matemáticos e de astronomia. 
 Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, 
eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, 
poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes. 
 
 CIVILIZAÇÃO INCA 
 
 Os incas viveram na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e 
Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram dominados pelos 
espanhóis em 1532. 
 
 O imperador, conhecido por Sapa Inca era considerado um deus na Terra. A sociedade era hierarquizada e 
formada por: nobres (governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários 
públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada 
pagava altos tributos ao rei em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas. 
 
 Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de pedras encaixadas, como 
templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a 
eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam 
nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho 
(alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A 
arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias. 
 Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a 
lã , carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas. 
 A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti). Porém, cultuavam também animais considerados 
sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de 
tudo). 
 Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem: o quipo. Este era um instrumento feito de cordões 
coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as 
colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema 
de escrita. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Aula 6 – História Geral 
 
A ERA DAS REVOLUÇÕES: Inglesa, Industrial e Francesa 
 
 A Idade Moderna é marcada por transformações, descobertas e mudanças, assim o Antigo 
Regime, caracterizado pelo Absolutismo, como uma teoria política que defende que alguém (em 
geral, um monarca) deve ter o poder absoluto, isto é, independente de outro órgão. É uma 
organização política na qual o soberano concentrava todos os poderes do Estado (governo) em 
Tendo como características: O rei concentrava todos os poderes e poderia até criar suas mãos. 
leis sem aprovação da sociedade. Também poderia criar novos impostos e outros tributos de 
acordo com a situação ou novo projeto de guerra; O monarca também podia interferir nos 
assuntos religiosos (o contrário do que ocorria na Idade Média), conseguindo controlar o clero de 
seu país em alguns casos; As camadas mais pobres bancavam – por meio de taxas e impostos – os 
luxos e gastos do rei e sua corte. E se alguém fosse contrário aos interesses ou leis definidas pelos 
monarcas, eram tratados com violência – podiam ser presos, mortos ou apenas reprimidos – pelo 
exército do rei. A transmissão hereditária era normal, assim o poder se concentrava em poucas 
famílias e dinastias; Os nobres eram “parasitas” do Estado, pois o rei os sustentava, evitando 
conflitos com essa classe social. ___ O sistema econômico do absolutismo era o mercantilismo, 
marcado pela interferência do Estado na economia. Predominava a ideiade que o acúmulo de 
riquezas iria acabar proporcionando um desenvolvimento maior para o país, assim como prestígio 
e reconhecimento internacional. Esse sistema taxava os produtos estrangeiros nas alfândegas (era 
a chamada “proteção alfandegária”), acumulava metais preciosos, realizava os pactos coloniais e 
estimulava a industrialização dos países. 
 Embora as estruturas absolutistas tenham começado a ruir mais visivelmente ao longo do 
século XVIII, notadamente a partir da difusão dos ideais iluministas, este processo pôde ser 
percebido na Inglaterra já em meados do século anterior. Após os bem-sucedidos governos 
absolutistas de Henrique VIII e Elizabeth I, os reinados de Jaime I (1603 – 1625) e Carlos I (1625 – 
1649) foram marcados pelo agravamento das insatisfações sociais, o que acabou por debilitar o 
poder da Coroa. 
 O parlamento inglês, que há tempos buscava ampliar sua autonomia frente aos desmandos 
dos monarcas, mostrou-se ainda mais inconformado com as ações centralizadoras tomadas nesses 
dois últimos governos. A burguesia, interessada em um sistema econômico mais liberal, colocava-
se claramente contrária ao intervencionismo estatal típico das monarquias absolutistas. Por fim, as 
reações de grupos religiosos perseguidos pelos reis anglicanos contribuíram igualmente para a 
fragilização do Absolutismo na Inglaterra. 
 Parlamento impõe a Carlos I, da dinastia dos Stuart, a "Petição dos Direitos", que limita o 
poder da Coroa. Como resposta, o rei dissolve o Parlamento e governa sozinho durante 11 anos. A 
guerra civil começa em 1642. Oliver Cromwell comanda o exército parlamentarista, que manda 
decapitar Carlos I em praça pública. A República é instaurada em 1649 e, em 1653, Cromwell 
dissolve o Parlamento e exerce uma ditadura pessoal. 
 
RESTAURAÇÃO DA MONARQUIA – Ricardo, filho de Cromwell, sucede o pai mas não consegue se 
manter no poder por mais de oito meses. Um novo Parlamento é eleito (1660) e decide pela 
restauração da monarquia dos Stuart. Carlos II assume a Coroa cedendo ao domínio do 
Parlamento. A restauração estende-se pelo reinado de Carlos II (1660-1685) e de seu irmão Jaime 
II (1685-1688). 
 
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REVOLUÇÃO GLORIOSA – Durante o reinado de Jaime II, católico, cresce o descontentamento da 
alta burguesia e da nobreza anglicana. Temendo um governo ditatorial, o Parlamento inglês 
propõe a Coroa a Guilherme de Orange, príncipe holandês casado com Mary Stuart (filha de Jaime 
II). A Revolução Gloriosa começa em 1688 quando se enfrentam as forças de Guilherme de Orange 
e de Jaime II, que é derrotado. Em 1669 Guilherme e Mary Stuart assumem o trono da Inglaterra. 
Assinam o Bill of Rights (declaração de direitos) que determina, entre outras coisas, a liberdade de 
imprensa, a manutenção de um exército permanente e o poder do Parlamento de legislar sobre 
tributos. A Revolução marca o fim do absolutismo na Inglaterra e a instauração da monarquia 
constitucional. Favorece a aliança entre burguesia e proprietários rurais, que será a base do 
desenvolvimento econômico inglês. 
 
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
 Começa na Inglaterra, em meados do século XVIII. Caracteriza-se pela passagem 
da manufatura à indústria mecânica. A introdução de máquinas fabris multiplica o 
rendimento do trabalho e aumenta a produção global. A Inglaterra adianta sua 
industrialização em 50 anos em relação ao continente europeu e sai na frente na 
expansão colonial. 
 A invenção de máquinas e mecanismos como a lançadeira móvel, a produção 
de ferro com carvão de coque, a máquina a vapor, a fiandeira mecânica e o tear 
mecânico causam uma revolução produtiva. Com a aplicação da força motriz às 
máquinas fabris, a mecanização se difunde na indústria têxtil e na mineração. As 
fábricas passam a produzir em série e surge a indústria pesada (aço e máquinas). A 
invenção dos navios e locomotivas a vapor acelera a circulação das mercadorias. 
 Revolução Industrial foi a transição para novos processos de manufatura no 
período entre 1760 a algum momento entre 1820 e 1840, tendo reflexos ainda nos 
séculos XX e XXI (com a evolução tecnológica e informática). Esta transformação 
incluiu a transição de métodos de produção artesanais para a produção por máquinas, 
a fabricação de novos produtos químicos, novos processos de produção de ferro, 
maior eficiência da energia da água, o uso crescente da energia a vapor e o 
desenvolvimento das máquinas-ferramentas, além da substituição da madeira e de 
outros biocombustíveis pelo carvão. A revolução teve início na Inglaterra e em poucas décadas se 
espalhou para a Europa Ocidental e os Estados Unidos. 
 A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal pelo 
assalariado e com o uso das máquinas. Até o final do século XVIII a maioria da população europeia 
vivia no campo e produzia o que consumia. De maneira artesanal o produtor dominava todo o 
processo produtivo. 
# Fases da Revolução: 
 
 Prof. Maxuel Araujo 27 
 
 REVOLUÇÃO FRANCESA 
 É resultado do descontentamento da maioria da população contra os privilégios da alta 
burguesia, nobreza e clero. Sob o absolutismo de Luís XVI, dos Bourbon, domina a desigualdade 
civil e uma profunda crise financeira. Marcada por uma série de acontecimentos no período de 5 
de maio de 1789 e 9 de novembro de 1799, que mudaram o cenário político e social da França. 
 No final do século XVIII a França é ainda um país agrário mas com industrialização 
incipiente. A burguesia acumula dinheiro e começa a ambicionar também o poder político. A 
sociedade está dividida em três grupos básicos. O clero é o Primeiro Estado, a nobreza, o Segundo, 
e os cerca de 95% restantes da população, que inclui desde ricos comerciantes até camponeses, 
formam o Terceiro Estado. E é este último que, estimulado pelos ideais iluministas de liberdade e 
igualdade, se revolta contra os privilégios da minoria. Desde o reinado de Luís XIV, o "Rei Sol", a 
França encontra-se carregada de dívidas decorrentes das guerras de conquista da monarquia e da 
manutenção de uma corte pomposa, rodeada de uma nobreza parasitária. 
NOBREZA – Formada por 2,5% de uma população de 23 milhões de habitantes. Não paga impostos e tem 
acesso aos cargos públicos. Subdivide-se em: alta nobreza, cujos rendimentos provêm dos tributos 
senhoriais, pensões reais e dos cargos na corte; nobreza rural, que possui direitos de senhorio e de 
exploração agrícola; e nobreza burocrática, de origem burguesa, com altos postos administrativos. 
CLERO – Engloba 2% da população total e também é isento de impostos. Apresenta um grande desnível 
entre o alto clero, de origem nobre e grandes rendimentos provenientes das rendas eclesiásticas, e o baixo 
clero, de origem plebéia, reduzido à subsistência. 
TERCEIRO ESTADO – Formado por 95% da população, engloba a burguesia, os artesãos, o proletariado 
industrial e o campesinato. A burguesia é composta por fabricantes, banqueiros, comerciantes, advogados, 
médicos. Os burgueses têm poder econômico, principalmente por meio da indústria e das finanças, mas é 
igualada ao povo, dentro do Terceiro Estado, sem direito de participação política, liberdade econômica e 
ascensão social. 
 A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi 
às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei 
Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. AQueda da Bastilha em 14/07/1789 
marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia 
francesa, sendo um dos principais fatos da revolução. O lema dos revolucionários era "Liberdade, 
Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês. 
 Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a 
família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, 
entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793. O clero 
também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução. 
 No mês de agosto de 1789, a Assembleia Constituinte cancelou todos os direitos feudais 
que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante 
documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de 
maior participação política para o povo. Assumiu o poder o grupo dos Girondinos, que era um 
grupo político que representava a alta burguesia e queria evitar uma participação maior dos 
trabalhadores urbanos e rurais na política. 
 A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. 
Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais 
autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e 
rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a 
garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas 
durante a revolução. Os ideais políticos (principalmente iluministas) presentes na França antes da 
Revolução Francesa também influenciaram a independência de alguns países da América 
Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil. 
 Prof. Maxuel Araujo 28 
 
Aula 7 – História Geral 
 
 O século XIX foi um período histórico marcado pelo colapso dos impérios 
da Espanha, China, França, Sacro Império Romano e de Mogol. Isso favoreceu o crescimento de 
influência do Império Britânico, Russo, Germânico, Japonês, e dos Estados Unidos da América, 
estimulando conflitos militares, mas também avanços científicos e de exploração. 
 Depois da derrota do Império Francês e seus aliados nas Guerras Napoleônicas, o Império 
Britânico começou a liderar o poder mundial, a controlar um quarto da população e um quinto do 
território mundial. Aplicado a Pax Britanica, incentivou o comércio, e lutou contra a pirataria. O 
século XIX foi uma era de invenções e descobertas, com significante desenvolvimento nos campos 
da Matemática, Física, Química, Biologia, Elétrica, e Metalurgia que lançou as bases para os 
avanços tecnológicos do século XX. A Revolução Industrial começou na Inglaterra. A Era 
Vitoriana foi afamada pelo emprego de jovens crianças em fábricas e minas, além de valores 
morais rígidos. O Japão embarcou num programa de rápida modernização após a Restauração 
Meiji, antes de derrotar a China, sob a Dinastia Qing, na primeira Guerra Sino-Japonesa. 
 Avanços medicinais, o conhecimento da anatomia humana e a prevenção de doenças que 
ocorreram no século XIX, foram responsáveis pela rápida aceleração do crescimento 
populacional no Hemisfério Ocidental. A população europeia dobrou durante o século XIX, de 
cerca de 200 milhões para mais de 400 milhões. A introdução de ferrovias, desde o primeiro 
grande avanço no transporte terrestre por séculos, melhorando o modo de vida das pessoas e 
favorecendo os grandes movimentos de urbanização nos países ao redor do globo. Várias cidades 
ultrapassaram populações dum milhão ou mais, durante esse século. Londres transformou-se na 
maior cidade do mundo e na capital do Império Britânico. Sua população expandiu de 1 milhão, 
em 1800, para 6.7 milhões até o final do século. 
 Os territórios que restavam não descobertos, incluindo as vastas extensões do interior 
da África e Ásia, foram descobertos durante esse século. No entanto, o mesmo não ocorreu com 
zonas extremas da Região Ártica e Antártica. Em 1890, havia precisos e detalhados mapas do 
globo. 
 A Escravidão foi grandemente reduzida ao redor do mundo após o sucesso da Revolta 
Escrava no Haiti. A Inglaterra forçou bárbaros piratas a parar com suas práticas de sequestro e 
escravização, banindo a escravidão em todo seu domínio, além de cobrar que sua marinha 
encerrasse com o comércio global de escravos. 
 
CONCEITOS MODERNOS 
 
Liberalismo, doutrina baseada na defesa da liberdade individual, nos campos econômico, político, 
religioso e intelectual, contra as ingerências e atitudes coercitivas do poder estatal. 
Imperialismo é a política de expansão e domínio territorial ou cultural e econômico de uma nação sobre 
outra, e ocorreu na época da Segunda Revolução Industrial. No entanto, no colonialismo, os países 
colonizados perdiam a sua soberania e o controle político e eram anexados ao país dominante. 
 Capitalismo é um sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita 
liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro. Cujo capital está em mãos de 
empresas privadas ou indivíduos que contratam mão de obra em troca de salário. 
 Partilha da África foi a divisão arbitrária do continente africano devido a interesses imperialistas dos 
países europeus e dos Estados Unidos. Essa divisão teve seu marco com a Conferência de Berlim iniciada 
em 1884 e só terminou no ano seguinte. 
 Industrialização é um tipo de processo histórico e social através do qual a maquinofatura se torna o 
setor dominante de uma economia, mediante a substituição de instrumentos, técnicas e processos de 
produção artesanal, resultando em aumento da produtividade dos fatores e a geração de riqueza. 
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# , você concorda ou discorda? DOS CONCEITOS DE KARL MARX
Nos meados do século XIX coube a Karl Marx elaborar as leis do 
Materialismo Filosófico, dando-lhe um cunho cientifico sobre as bases do 
método dialético, contrapondo-se a Hegel e criticando suas concepções 
idealistas, e afirmando que a dialética existe não só na natureza mas também 
na sociedade, possuindo ambas leis próprias de desenvolvimento. 
 
1. MÉTODO: 
Instrumento de análise, maneira de abordar a realidade, de estudar os fenômenos da 
natureza e da sociedade. O método deve ser não um conjunto de regras criadas aleatoriamente 
pelo espírito humano, mas a ciência das leis mais gerais da natureza, da sociedade e do 
pensamento. 
1.1 Método Dialético 
Seria o único método científico de conhecimento, é a ciência das leis mais gerais do 
desenvolvimento da natureza, da sociedade e do pensamento, e leva em conta o processo 
permanente de mudanças, de perene transformação de todas as coisas, do eterno vir-a-ser. 
Contrapõe-se a toda metafísica e, ainda, ao método dialético idealista de Hegel. Para o método do 
Materialismo Dialético a base do desenvolvimento do mundo é objetiva e real, a natureza é 
material, enquanto a consciência e as ideias são reflexos do mundo. 
O método dialético marxista e o materialismo filosófico marxista são partes integrantes do 
Materialismo Dialético. A dialética oferece um método científico seguro de conhecimento que 
permite abordar, de maneira correta e abrangente os maisvariados fenômenos, e ainda descobrir 
as leis objetivas mais gerais que regem a sua evolução. Ele ensina que para estudar os processos 
da natureza e da sociedade é preciso considerá-los em sua conexão, em seu condicionamento 
recíproco, em seu movimento e transformação. 
 
2. COMUNISMO CIENTÍFICO 
 é o sistema das idéias e da doutrina de Marx e Engels, que foi Comunisno Cientifico
desenvolvido por Lênin, e que se baseia nas leis do Materialismo Dialético e do Materialismo 
Histórico. O Comunismo Científico não se assenta nem nos valores nem nos bons sentimentos, 
mas na análise das situações e no conhecimento das leis econômicas da sociedade. Tem em vista 
estabelecer uma organização econômico-social que permita o controle do homem sobre a 
natureza e um perfeito entendimento da sociedade. 
 
3. MATERIALISMO HISTÓRICO 
Também denominado concepção materialista da História. É a ciência das leis mais gerais da 
evolução social pela aplicação desse método aos fenômenos sociais. Revela que, em primeiro 
lugar, os homens precisam comer, beber, vestir-se, abrigar-se, etc., ou seja, reproduzir suas 
condições materiais de vida. Encontra, portanto, a correspondente fase econômica de 
desenvolvimento dos povos e de uma época, a partir do que se desenvolvem as instituições 
políticas, as concepções jurídicas, as idéias artísticas e, inclusive, as idéias religiosas. Descobre, 
pois, nas várias etapas históricas, os Modos de Produção. 
 
 
 
 
 
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PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914-1918) 
 
Antecedentes 
 Vários problemas atingiam as principais nações européias no início do século XX. O século 
anterior havia deixado feridas difíceis de curar. Alguns países estavam extremamente 
descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX. Alemanha e Itália, 
por exemplo, haviam ficado de fora no processo neocolonial. Enquanto isso, França e Inglaterra 
podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado 
consumidor. A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto, pode ser considerada uma das 
causas da Grande Guerra. 
 Vale lembrar também que no início do século XX havia uma forte concorrência comercial 
entre os países europeus, principalmente na disputa pelos mercados consumidores. Esta 
concorrência gerou vários conflitos de interesses entre as nações. Ao mesmo tempo, os países 
estavam empenhados numa rápida corrida armamentista, já como uma maneira de se 
protegerem, ou atacarem, no futuro próximo. Esta corrida bélica gerava um clima de apreensão e 
medo entre os países, onde um tentava se armar mais do que o outro. 
Existia também, entre duas nações poderosas da época, uma rivalidade muito grande. A França 
havia perdido, no final do século XIX, a região da Alsácia-Lorena para a Alemanha, durante a 
Guerra Franco Prussiana. O revanchismo francês estava no ar, e os franceses esperando uma 
oportunidade para retomar a rica região perdida. 
 O pan-germanismo e o pan-eslavismo também influenciou e aumentou o estado de alerta 
na Europa. Havia uma forte vontade nacionalista dos germânicos em unir, em apenas uma nação, 
todos os países de origem germânica. O mesmo acontecia com os países eslavos. 
 
Causas 
 Até então nunca tinha havido uma guerra tão grande, que chegasse a envolver tantos 
países. Essa guerra, que na época foi chamada “Guerra para acabar com todas as guerras”, teve as 
seguintes causas: 
1ª). Imperialismo econômico, por parte dos países industrializados; 
2ª). Nacionalismo – cada país queria impor aos outros seus produtos e sua cultura; 
3ª). Sistema de alianças e tratados; 
4ª). Paz armada – os países mais fortes, como a Alemanha, a França e a Inglaterra, 
passaram a construir armas e aumentar seus exércitos para intimidar os outros; 
5ª). Corrida colonial para dividir a África e a Ásia, o que também colaborou para aumentar a 
rivalidade entre as nações européias. 
 
Outros motivos: 
 Incidentes em Marrocos. A Alemanha incitava os marroquinos a reagirem contra a 
colonização francesa, criando um sério conflito diplomático entre Alemanha e França. 
 Crise nos Balcãs. Na região dos Balcãs ( atual Iugoslávia ) existiam alguns países, tais como: 
Bósnia e Herzegovina, a Sérvia e Montenegro, que lutavam para se libertar do domínio 
turco na região e contavam ainda com o interesse da Áustria-Hungria, contra o interesse da 
Rússia, que também queria expandir-se naquela direção. 
 Assassinato de Francisco Ferdinando arquiduque e príncipe herdeiro do trono austro-
húngaro, acontecido na cidade de Seravejo, na Bósnia. O assassino (Gravilo Princip), era um 
fanático nacionalista e o crime foi tramado na Sérvia. A Áustria-Hungria enviou então um 
ultimatum à Sérvia para que esta aceitasse uma investigação feita por uma comissão 
austro-húngara. A Sérvia, com apoio da Rússia, não aceitou. Áustria-Hungria então invadiu 
a Sérvia, a 28 de julho de 1914. Começava a Primeira Guerra Mundial. 
 Prof. Maxuel Araujo 31 
 
Observação: 
 Alemanha, Itália e Áustria-Hungria. TRÍPLICE ALIANÇA:
 : Inglaterra, França e Rússia. TRÍPLICE ENTENTE
 
Características da Guerra 
 Grande extensão geográfica – Esta guerra envolveu todos os países do mundo, direta ou 
indiretamente. Os mais atingidos foram os países europeus, mas os outros também 
tiveram problemas econômicos e sociais. 
 Intensidade – Mortes e destruição devido a grandes bombardeios sobre cidades fábricas e 
centros de produção, de tal forma que morreram mais civis que militares. 
 Armas novas – Aviões, tanques, carros de guerra, metralhadores, submarinos, granadas, 
bombas de gases, holofotes (para iluminação à noite) e até balões. 
 Uso dos modernos meios de comunicação (rádio, telefone) e uso intenso de propagandas e 
contra- informação. 
 
Fim do conflito 
 Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância : a entrada dos Estados Unidos 
no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a 
defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando 
os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de 
Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército 
reduzido, sua indústria bélica controlada, perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver 
à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países 
vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início 
da Segunda Guerra Mundial. 
 A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou 
campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos. 
 
 Consequências da Guerra 
1 - Transformações territoriais 
a. Aparecimento da Iugoslávia, Tchecoslováquia, Lituânia, Letônia e Estônia e a Polônia 
tiveram os seus territórios aumentados. 
b. Desmembramento da Áustria e da Hungria, que além de serem separadas, tiveram seus 
territórios diminuídos. 
c. Desmembramento do império turco – otomano em muitos países árabes. 
2 - Declínio econômico dos países europeus e enriquecimento e ascensão dos Estados Unidos. 
3 - Crises sociais: desemprego, fome, miséria e agitações sociais. 
4 - Formação da “Liga das Nações”. 
5- Assinatura do tratado de Versalhes, pelos representantes dequatro grandes nações: Estados 
Unidos, Inglaterra, Itália e França, que impuseram condições humilhantes e prejudiciais à 
Alemanha, considerando-a única culpada pela guerra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917 
 
 No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente 
da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros 
agrícolas). 
 Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos 
impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de 
forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para 
a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da 
fraca indústria russa, viviam descontentes com os governo do czar. 
 No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No 
conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros 
do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar. 
 Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob 
a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a 
queda da monarquia. 
 
A Rússia na Primeira Guerra Mundial 
 Faltava alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários 
dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia numa guerra mundial. Os gastos com 
a guerra e os prejuízos fizeram aumentar ainda mais a insatisfação popular com o czar. 
 As greves de trabalhadores urbanos e rurais espalham-se pelo território russo. 
Ocorriam muitas vezes motins dentro do próprio exército russo. As manifestações populares 
pediam democracia, mais empregos, melhores salários e o fim da monarquia czarista. Em 1917, o 
governo de Nicolau II foi retirado do poder e assumiria Kerenski (menchevique) como governo 
provisório. 
 
A Revolução Russa de outubro de 1917 
 Com Kerenski no poder pouca coisa havia mudado na Rússia. Os 
bolcheviques, liderados por Lênin, organizaram uma nova revolução que ocorreu em 
outubro de 1917. Prometendo paz, terra, pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o 
governo da Rússia e implantou o socialismo. As terras foram redistribuídas para os 
trabalhadores do campo, os bancos foram nacionalizados e as fábricas passaram para as mãos dos 
trabalhadores. __ Lênin também retirou seu país da Primeira Guerra Mundial no ano de 1918. Foi 
instalado o partido único: o PC (Partido Comunista). 
 
A formação da URSS 
 Após a revolução, foi implantada a URSS (União das Repúblicas Socialistas 
Soviéticas). Seguiu-se um período de grande crescimento econômico, principalmente após a NEP ( 
Nova Política Econômica ). A URSS tornou-se uma grande potência econômica e militar. Mais tarde 
rivalizaria com os Estados Unidos na chamada Guerra Fria. Porém, após a revolução a situação da 
população geral e dos trabalhadores pouco mudou no que diz respeito à democracia. O Partido 
Comunista reprimia qualquer manifestação considerada contrária aos princípios socialistas. A falta 
de democracia imperava na URSS. 
 
 
 
 
 
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TOTALITARISMO 
 
 É um sistema de governo em que todos os poderes ficam concentrados nas mãos do 
governante. Desta forma, no regime totalitário não há espaço para a prática da democracia, nem 
mesmo a garantia aos direitos individuais. No regime totalitário, o líder decreta leis e toma 
decisões políticas e econômicas de acordo com suas vontades. Embora possa haver sistema 
judiciário e legislativo em países de sistema totalitário, eles acabam ficam às margens do poder. 
 
Características dos regimes totalitários: 
 Uso excessivo de força militar como forma de reprimir qualquer tipo de oposição ao 
governo; 
 Falta de eleições ou, quando ocorrem, são manipuladas; 
 Censura e controle dos meios de comunicação (revistas, jornais, rádio); 
 Propaganda governamental como forma de exaltar a figura do líder. 
 
# FASCISMO 
Fascismo é uma forma de radicalismo político autoritário nacionalista que ganhou 
destaque no início do século XX na Europa. Os fascistas procuravam unificar sua 
nação através de um Estado totalitário que promove a vigilância, um estado forte, 
a mobilização em massa da comunidade nacional, confiando em um partido 
de vanguarda para iniciar uma revolução e organizar a nação em princípios 
fascistas hostis a todas as vertentes do marxismo, desde 
o comunismo totalitário ao socialismo democrático. __ O termo fascismo é 
derivado da palavra em latim fasces. um feixe de varas amarradas em volta de um 
machado, foi um símbolo do poder conferido aos magistrados na República Romana de flagelar e 
decapitar cidadãos desobedientes. 
Os movimentos fascistas compartilham certas características comuns, incluindo a veneração ao 
Estado, a devoção a um líder forte e uma ênfase 
em ultranacionalismo, etnocentrismo e militarismo. O fascismo vê a violência política, a guerra, e 
o imperialismo como meios para alcançar o rejuvenescimento nacional e afirma que as nações 
e raças consideradas superiores devem obter espaço deslocando ou eliminando aquelas 
consideradas fracas ou inferiores,[12] como no caso da prática fascista modelada pelo nazismo. 
O fascismo tomou emprestado teorias e terminologias do socialismo, mas aplicou-as sob o 
ponto de vista que o conflito entre as nações e raças fosse mais significativo, do que o conflito de 
classes e teve foco em acabar com as divisões de classes dentro da nação. Defendeu 
uma economia mista, com o objetivo principal de conseguir autarquia para garantir a auto-
suficiência, e a independência nacional através de protecionismo e políticas econômicas que 
intercalam intervencionismo e privatização. 
 
# NAZISMO OU NAZIFASCISMO 
 
Nacional-Socialismo (em alemão: Nationalsozialismus), mais comumente 
conhecido como nazismo, é a ideologia deextrema-direita associada ao Partido 
Nazista, ao Estado nazista, bem como a outros grupos ultradireitistas. 
Normalmente caracterizado como uma forma de fascismo que incorpora o racismo 
científico e o antissemitismo, o nazismo se desenvolveu a partir das influências de 
ideias pangermânicas, do movimento nacionalista alemão Völkisch e de 
grupos paramilitares anticomunistas chamados Freikorps, que surgiram durante 
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a República de Weimar após a derrota alemã na Primeira Guerra Mundial. O termo "nacional-
socialismo" surgiu a partir da tentativa de redefinição nacionalista do conceito de "socialismo", 
para criar uma alternativa tanto ao socialismo internacionalista marxista quanto 
ao capitalismo de livre mercado. A ideologia rejeitava o conceito de luta de classes, assim como 
defendia a propriedade privada e as empresas de alemães. 
O nazismo apoiava teorias como a hierarquia racial e o darwinismo social, sendo que os povos 
germânicos (chamados de raça nórdica) eram descritos como os mais puros da raça ariana e eram, 
portanto, vistos como a "raça superior". O movimento tinha como objetivo superar as divisões 
sociais para criar uma sociedade homogênea, ao mesmotempo em que buscava unidade nacional 
e tradicionalismo. Os nazistas tentaram conseguir isto através de uma "comunidade do povo" 
(Volksgemeinschaft) que iria unir todos os alemães e excluir aqueles considerados como "povos 
estrangeiros" (Fremdvölkische). O nazismo também reivindicava com determinação o que 
entendia ser territórios historicamente alemães sob a doutrina pangermânica (ou Heim ins Reich), 
bem como áreas adicionais para colonização alemã sob a doutrina de Lebensraum. 
 
 
 
SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939 - 1945) 
 
 Um conflito desta magnitude não começa sem importantes causas ou motivos. Podemos 
dizer que vários fatores influenciaram o início deste conflito que se iniciou na Europa e, 
rapidamente, espalhou-se pela África e Ásia. Um dos mais importantes motivos foi o 
surgimento, na década de 1930, na Europa, de governos totalitários com fortes objetivos 
militaristas e expansionistas. Na Alemanha surgiu o nazismo, liderado por Hitler e que pretendia 
expandir o território Alemão, desrespeitando o Tratado de Versalhes, inclusive reconquistando 
territórios perdidos na Primeira Guerra. Na Itália estava crescendo o Partido Fascista, liderado por 
Benito Mussolini, que se tornou o Duce1 da Itália, com poderes sem limites. 
 Tanto a Itália quanto a Alemanha passavam por uma grave crise econômica no início da 
década de 1930, com milhões de cidadãos sem emprego. Uma das soluções tomadas pelos 
governos fascistas destes países foi a industrialização, principalmente na criação de indústrias de 
armamentos e equipamentos bélicos (aviões de guerra, navios, tanques etc). 
 Na Ásia, o Japão também possuía fortes desejos de expandir seus domínios para territórios 
vizinhos e ilhas da região. Estes três países, com objetivos expansionistas, uniram-se e formaram o 
Eixo. Um acordo com fortes características militares e com planos de conquistas elaborados em 
comum acordo. 
 
O Início 
 O marco inicial ocorreu no ano de 1939, quando o exército alemão invadiu a Polônia. De 
imediato, a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha. De acordo com a política de 
alianças militares existentes na época, formaram-se dois grupos: Aliados (liderados por Inglaterra, 
URSS, França e Estados Unidos) e Eixo (Alemanha, Itália e Japão). 
 
 
 
 
 
 
 
1
 Palavra que significa "líder" ou também, pode ser um derivado da palavra latina dux, que tem o mesmo significado, de 
onde se deriva, o título de nobreza duca (“duque”). 
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Desenvolvimento e Fatos Históricos Importantes: 
 O período de 1939 a 1941 foi marcado por vitórias do Eixo, lideradas pelas forças armadas 
da Alemanha, que conquistou o Norte da França, Iugoslávia, Polônia, Ucrânia, Noruega e 
territórios no norte da África. O Japão anexou a Manchúria, enquanto a Itália conquistava a 
Albânia e territórios da Líbia. 
 Em 1941 o Japão ataca a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Oceano Pacífico 
(Havaí). Após este fato, considerado uma traição pelos norte-americanos, os estados 
Unidos entraram no conflito ao lado das forças aliadas. 
 De 1941 a 1945 ocorreram as derrotas do Eixo, iniciadas com as perdas sofridas pelos 
alemães no rigoroso inverno russo. Neste período, ocorre uma regressão das forças do Eixo 
que sofrem derrotas seguidas. Com a entrada dos EUA, os aliados ganharam força nas 
frentes de batalhas. 
 O Brasil participa diretamente, enviando para a Itália (região de Monte Cassino) os 
pracinhas da FEB, Força Expedicionária Brasileira. Os cerca de 25 mil soldados brasileiros 
conquistam a região, somando uma importante vitória ao lado dos Aliados. 
 
Final e Consequências 
 Este importante e triste conflito terminou somente no ano de 1945 com a rendição da 
Alemanha e Itália. O Japão, último país a assinar o tratado de rendição, ainda sofreu um forte 
ataque dos Estados Unidos, que despejou bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e 
Nagazaki. Uma ação desnecessária que provocou a morte de milhares de cidadãos japoneses 
inocentes, deixando um rastro de destruição nestas cidades. 
 Os prejuízos foram enormes, principalmente para os países derrotados. Foram milhões de 
mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e zonas rurais arrasadas e dívidas incalculáveis. O 
racismo esteve presente e deixou uma ferida grave, principalmente na Alemanha, onde os nazistas 
mandaram para campos de concentração e mataram aproximadamente seis milhões de judeus. 
 Com o final do conflito, em 1945, foi criada a ONU (Organização das Nações Unidas ), cujo 
objetivo principal seria a manutenção da paz entre as nações. Inicia-se também um período 
conhecido como Guerra Fria, colocando agora, em lados opostos, Estados Unidos e União 
Soviética. Uma disputa geopolítica entre o capitalismo norte-americano e o socialismo soviético, 
onde ambos países buscavam ampliar suas áreas de influência sem entrar em conflitos armados. 
 
 
A GUERRA FRIA 
 
 É a designação atribuída ao período histórico de 
disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados 
Unidos e a União Soviética, compreendendo o período 
entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a 
extinção da União Soviética (1991), um conflito de 
ordem política, militar, tecnológica, econômica, social eideológica entre as duas nações e suas 
zonas de influência. É chamada "fria" porque não houve uma guerra direta entre as 
duas superpotências, dada a inviabilidade da vitória em uma batalha nuclear. 
 A corrida armamentista pela construção de um grande arsenal de armas nucleares foi o 
objetivo central durante a primeira metade da Guerra Fria, estabilizando-se na década de 1960 até 
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à década de 1970 e sendo reativada nos anos 1980 com o projeto do presidente dos Estados 
Unidos Ronald Reagan chamado de "Guerra nas Estrelas". 
 Uma parte considerável dos historiadores argumenta que foi uma disputa dos países que 
apoiavam as Liberdades civis, como a liberdade de opinião e de expressão e de voto, representada 
pelos Estados Unidos e outros países ocidentais e do outro lado a doutrina comunista ateia, onde 
era suprimida a possibilidade de eleger e de discordar, defendida pela União Soviética (URSS) e 
outros países onde o comunismo fora imposto por ela. Outra parte defende que esta foi uma 
disputa entre o capitalismo, que patrocinou regimes ditatoriais na América Latina, representado 
pelos Estados Unidos, e o socialismo totalitário expansionista ou socialismo de Estado, onde fora 
suprimida a propriedade privada, defendido pela União Soviética (URSS) e China. Entretanto, esta 
caracterização só pode ser considerada válida com uma série de restrições e apenas para o 
período do imediato pós-Segunda Guerra Mundial, até a década de 1950. Logo após, nos anos 
1960, o bloco socialista se dividiu e durante as décadas de 1970 e 1980, a China comunista se aliou 
aos Estados Unidos na disputa contra a União Soviética. Além disso, muitas das disputas regionais 
envolveram Estados capitalistas, como os Estados Unidos contra diversas potências locais 
mais nacionalistas. 
 
 CAPITALISMO SOCIALISMO 
SOCIEDADE Divisão em classes sociais: Burguesia e 
Assalariados 
Sociedade Igualitária, sem divisão de 
classe e dominada pelos altos 
funcionáriosdo governo 
 
ECONOMIA 
Economia de mercado, comandada por 
empresas particulares. (privatização da 
economia) 
Economia Planificada e centralizada, 
dominada por empresas públicas. 
(estatização da economia) 
PROPRIEDADE Ênfase na propriedade privada dos 
meios de produção (industrias, terras, 
etc) 
Ênfase na propriedade coletiva dos 
meios de produção. 
 
 Dada a impossibilidade da resolução do confronto no plano estratégico, pela via tradicional 
da guerra aberta e direta que envolveria um confronto nuclear; as duas superpotências passaram 
a disputar poder de influência política, econômica e ideológica em todo o mundo. Este processo se 
caracterizou pelo envolvimento dos Estados Unidos e União Soviética em diversas guerras 
regionais, onde cada potência apoiava um dos lados em guerra. Estados Unidos e União Soviética 
não apenas financiavam lados opostos no confronto, disputando influência político-ideológica, 
mas também para mostrar o seu poder de fogo e reforçar as alianças regionais. Norte-americanos 
e soviéticos travaram uma luta ideológica, política e econômica durante esse período. Se um 
governo socialista fosse implantado em algum país do Terceiro Mundo, o governo norte-
americano entendia como uma ameaça à sua hegemonia; se um movimento popular combatesse 
um governo aliado ao soviético, logo poderia ser visto com simpatia pelos Estados Unidos e 
receber apoio. 
 Embora a “Guerra Fria” tenha tido seu fim na década de 1990 e, teoricamente, prevaleceu 
o capitalismo, ainda persiste de forma velada e camuflada as disputas nos bastidores pela 
hegemonia e controle mundial principalmente no campo da economia. 
 
 
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Aula 8 – História Geral 
 
SÉCULO XXI: A Era do Terror(?) 
 
 O século XXI (de 2001 a 2100) é o vigésimo 
primeiro século da Era Cristã ou Era Comum, e primeiro século 
do terceiro milênio. Já no ano de 2001 tivemos o grande 
primeiro “bug” do milênio, os ataques ou atentados terroristas 
de 11 de setembro de 2001 (às vezes, referido apenas como 11 
de setembro) foram uma série de ataques suicidas contra 
os Estados Unidos coordenados pela organização fundamentalista 
islâmica al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. Na manhã 
daquele dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões 
comerciais de passageiros. Os sequestradores colidiram 
intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do 
complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova 
Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que 
trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram duas 
horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando 
vários outros danos. O terceiro avião de passageiros colidiu contra 
o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados 
Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores 
de Washington, D.C. O quarto avião caiu em um campo aberto 
próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus 
passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da 
aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na 
direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em 
qualquer um dos voos. Os Estados Unidos responderam aos 
ataques com o lançamento da Guerra ao Terror: o país invadiu o 
Afeganistão para derrubar o Taliban, que abrigou os terroristas da 
al-Qaeda. Os Estados Unidos também aprovaram o USA PATRIOT 
Act. Muitos outros países também reforçaram a sua 
legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da 
lei. Algumas bolsas de valores estadunidenses ficaram fechadas 
no resto da semana seguinte ao ataque e registraram enormes 
prejuízos ao reabrir, especialmente nas indústrias aérea e 
de seguro. 
 De uma forma geral, o início do século XXI foi caracterizado por uma época de 
prosperidade na Europa e nos Estados Unidos seguidos de uma forte recessão, que teve início 
em 2008, pela Primavera Árabe no norte da África, pelo rápido crescimento da economia 
da República Popular da China, que se tornou a segunda maior economia depois dos Estados 
Unidos, e pela ascensão da esquerda na América Latina. 
 A estimativa para o meio do século é que a maior parte da economia global estará 
concentrada nos países conhecidos como BRICS: Brasil, Rússia, Índia, República Popular da 
China e África do Sul. 
 Em escala global, verifica-se o aprofundamento do processo de Globalização da economia e 
da informação, potencializado sobretudo pela Revolução Digital, que, embora tivesse início ainda 
no fim século XX, tornou-se efetivamente uma revolução no século XXI.

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