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e as práticas reais do dia a dia.
 Segundo Solé (1998): em ambos os casos é necessária a presença de um adulto, de um meio social, que ajude a criança em um processo de 
aprendizagem que acorre na interação educativa [,,] (SOLÈ, 1998, pag. 50).
A aprendizagem da leitura e escrita é feita nas séries iniciais e não é fácil nem para quem ensina, nem para quem está aprendendo, pois aborda vários questionamentos, por não ser uma questão simples exige muito esforço e desafio. 
Mas é uma etapa que precisa ser tratada cuidadosamente e apresentada com métodos que são úteis e significativos para a criança. Fazendo assim a leitura se tornar prazerosa e construtiva. O mais importante além da criança aprender a ler é compreender o que se lê. 
2.1 A história e a ciência para alfabetização e letramento
Historicamente, o conceito de alfabetização se identificou ao ensino aprendizado da tecnologia da escrita, quer dizer, do sistema de alfabetização de escrita. O que em linhas gerais, significa, na leitura, a capacidade de decodificar os sinais gráficos, transformando-os em sons, e na escrita, a capacidade de decodificar os sons da fala, transformando-os em sinais gráficos. 
Hoje na cultura ética do mundo global, a ciência vem cada dia tentando inovar os seus conhecimentos para a melhoria das nações, e na prática pedagógica não podia ser diferente, a ciência vem inovando com metodologias e ideologias de conteúdos, aumentando assim a área de trabalho no processo de aprendizagem. No tema escolhido, alfabetização e letramento, a ciência tenta envolver conceitos e valores na linguagem escrita e oral cada vez mais.
Antes usava somente o conceito de alfabetização que é antes de tudo o processo de ensinar a ler, descobriram-se que mesmo os adultos nunca dominavam todos os tipos de textos, e que estavam sempre se alfabetizando, pois sempre havia coisas a se aprender em suas vidas.
Com o decorrer dos anos descobriu-se também que ser alfabetizado é mais que fazer junções de letras como: B com A = BA, é relacionar as letras com os sons e o que elas significam na nossa realidade social.
Para que não aconteça somente o tipo de alfabetização do passado, hoje passamos a usar dois conceitos: o de alfabetizar e de letrar. Uma criança para se alfabetizar ou letrar, ela precisa ter noções claras sobre a diferença entre falar e escrever, distinguir sons da escrita, precisa conhecer a história da escrita, a função das letras juntas e separadas, associar a fala e a escrita em todos os sentidos. A ciência pedagógica descobriu que um conceito depende do outro. As crianças necessitam além de ler e escrever, associar as letras aos sons, a sequência a ordem de um texto, e isso só terá sucesso se usar os dois conceitos juntos
2.2 Letramento e Alfabetização na hora certa.
A construção do processo de alfabetização e letramento varia muito de criança para criança. Às vezes é difícil compreender a evolução da escrita em relação a criança, mas é fundamental que o professor aprenda a interpretar essas evoluções. 
Não se pode descartar a importância das práticas socioculturais da leitura e a apropriação da língua escrita, tem que considerar que também é um fato incontestável, que só a partir da descoberta do princípio alfabético e das convenções ortográficas se forma um leitor e escritor autônomo.
De acordo com Morais e Albuquerque (2004): As crianças que vivem em ambientes ricos em experiências de leitura e escrita, não só se motivam para ler e escrever, mas começam, desde cedo, a refletir sobre as características dos diferentes textos que circulam ao seu redor, sobre seus estilos, usos e finalidades.
Disso deriva uma decisão pedagógica fundamental: para reduzir as diferenças sociais a escola precisa assegurar a todos os estudantes diariamente a vivência de práticas reais de leitura e produção de textos diversificados.
É fundamental que durante a organização das atividades o professor procure organizar de forma simples e objetiva, onde aproxime os alunos da leitura, da prática social, e da escrita do cotidiano. O professor deve respeitar os esforços que as crianças estão tendo para compreender o sistema alfabético da escrita e oralidade, sendo que cada criança possui seu tempo de acordo com sua capacidade.
Não se trata de escolher entre alfabetizar ou letrar, trata-se de alfabetizar letrando. Também não se trata de pensar nos dois processos como sequenciais, isto é, vindo um depois o outro, como se o letramento fosse uma espécie de preparação para a alfabetização, ou, então como se a alfabetização fosse condição indispensável para o início do processo de letramento.
2.3 Aprendizagens da leitura e da escrita.
A forma mais simples de proporcionar uma aprendizagem de qualidade é incentivar os alunos é pôr a mão na massa, transformando as experiências em algo produtivo. A escola tem uma meta a alcançar, que pode obter uma boa proposta pedagógica, que é com certeza a base para o sucesso da escola. Então promove novos espaços de ensino e aprendizado da leitura, da escrita e também a resolução de problemas incluindo as atividades extracurriculares.
Os princípios pedagógicos devem corresponder ao contexto e a prática na sala de aula. A escola deve optar por projetos pedagógicos e eixos temáticos que de preferência usam temas tratados ou relacionados com a mídia favorecendo a fácil procura e o fácil desempenho do aluno, já que é encontrado o conteúdo com mais facilidade. Vale ressaltar que o professor tem que ter domínio com o conteúdo de sua matéria, valorizando os conhecimentos de seus alunos.
 A valorização do conhecimento que os alunos trazem de casa leva o professor a refletir sobre a sua prática pedagógica. Pois cada aluno tem sua realidade. E levando em consideração essa realidade é preciso o professor é além dessa visão que o leva a confrontar os dois termos em questão: ter em mente a distinção e as relações entre fenômeno da alfabetização e do letramento e daí traçar objetivos que considere tanto o processo de desenvolvimento do aprender a ler e a escrever, quanto a utilização da escrita e da leitura nas práticas sociais.
A leitura não está ligada somente no ler, a leitura é, mais do que antes, a chave paea a elevação social. A própria transformação da sociedade exigiu uma definição das práticas sociais, que hoje incluem o uso constante da leitura e da escrita como condição para ser um cidadão no sentido pleno da palavra letramento.
Uma atividade de leitura pode ser motivo de interesse, de existência de um mundo motivador para o aluno se o conteúdo ou o objetivo estiver correspondendo com a tarefa a ser realizada com continuidade ao ato de aprender. 
Como diz FERREIRO, 2001, pag.42. “[...] uma atividade de leitura será motivadora para alguém se o conteúdo estiver ligado aos interesses da pessoa que tem que ler [...].”
O interesse pela leitura pode ser criado pelo aluno através do professor, possibilitando o aluno a exploração da leitura. O texto apresentado ao aluno deve ser de fácil interpretação, para não desmotivá-lo, pois textos de compreensão difícil, faz com que o leitor perca a interesse ainda mais quando o leitor é iniciante.
A leitura traz informação e opinião, também aproxima o aluno das culturas, e faz com que o leitor sinta prazer em ler. Tanto a leitura quanto a escrita requer instrução de um adulto, para evolução do processo de aprendizagem. Pois uma criança depende da orientação de um adulto para ser alfabetizada.
3. CONCEITOS DE LETRAMENTO E DE ALFABETIZAÇÃO
A ampliação do conceito de alfabetização em direção ao conceito mais abrangente de letramento é visível nos censos demográficos. De acordo com Soares (2004), em 1940 era alfabetizado quem soubesse escrever o próprio nome. A partir do censo de 1950 era alfabetizado aquele capaz de ler e escrever um bilhete simples. A partir da década de 1990, conforme Ribeiro (2001), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passou a tomar base o número se séries escolares concluídas com aprovação.
De acordo com Batista (2006), pg. 16),

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