A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
15 pág.
vILMA

Pré-visualização | Página 4 de 4

das práticas sócio culturais da leitura e a apropriação da língua escrita enquanto forma de comunicação, temos que considerar que também é um fato incontestável, que só a partir da descoberta do princípio alfabético e das convenções ortográficas formamos um leitor e escritor autônomo. Portanto, tem-se defendido uma proposta pedagógica que dê suporte ao pleno desenvolvimento desses dois aspectos envolvidos na aprendizagem da leitura e da escrita desde o início da escolaridade, distribuindo o tempo pedagógico de forma equilibrada e individualizada entre atividades que estimulem esses dois componentes: a língua através de seus usos sociais e o sistema de escrita através de atividade que estimulem a consciência fonológica e evidencie de forma mais direta para as crianças as relações existentes entre as unidades sonoras da palavra e sua forma gráfica. 
Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever: já o indivíduo letrado, é indivíduo que vive em estado de letramento, é não só aquele que sabe ler e escrever, mas aquele que usa socialmente a leitura e a escrita, pratica a leitura e escrita, responde adequadamente as demandas sociais de leitura e escrita (Soares, 1998, p. 22).
É importante pensar que se queremos “alfabetizar letrando”, deve-se a partir de algumas premissas, melhorarem o desenvolvimento na concepção dos alunos. Uma concepção de aquisição da linguagem escrita como parte do processo de letramento, isto é, de um aprendizado que se dá nas práticas sociais reais de leitura e escrita, vivenciadas pelas crianças e que, portanto, não se restringe do domínio do código. Uma visão de ensino da linguagem escrita como uma ação intencional do professor, que deve ser pensada, nas propostas pedagógicas, no contexto de aprendizagem de outras linguagens. O direito da criança a um maior tempo de escolarização, tendo em vista a ampliação de suas possibilidades de aprender no âmbito de uma cultura letrada, com acesso, desde muito cedo, a produções culturais de qualidade, criadas pelo homem na sua trajetória histórica
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Conclui-se que o letramento e a alfabetização se somam, ou melhor, a alfabetização é um componente do letramento. Portanto os mesmos devem caminhar juntos, pois é pouco é pouco para o exercício da plena cidadania apenas saber ler e escrever ou decodificar as letras, pois na sociedade letrada, ser alfabetizado é insuficiente para a vivência plenamente da cultura escrita e responder as demandas de hoje. É preciso saber usar a leitura e a escrita em práticas sociais que as requeiram com autonomia e criatividade. A educação infantil é apenas o início dessa formação, é, como o que vem antes, serve de base para o que vem depois, é preciso que o professor se dê conta de todas as possibilidades e implicações deste momento da formação de seus alunos.
 	Sendo assim fica claro que é preciso obter o conhecimento acerca da alfabetização compreendendo o sistema de ensino/aprendizagem na leitura e escrita do aluno ao chegar na educação que tem o poder de transformar o mesmo em um amplo conhecimento dentro da sua realidade.
	É importante relatar que o aluno ao chegar na escola precisa encontrar professores preparados para ensiná-los, o aluno não vem sabendo tudo, a técnica da aprendizagem e do ensino estão nas mãos do orientador. Essa técnica parte do pressuposto de uma formação de qualidade dos educadores para um melhor aproveitamento dos meios diversificados para trabalhar a alfabetização e o letramento na sala de aula, utilizando métodos que desperte o interesse da criança.
	Cabe ao professor de hoje repensar e se interessar em buscar formas e alternativas para aumentar o entusiasmo dos alunos e o nível de aprendizagem.
REFERÊNCIAS
BATISTA, A. A. Pró-Letramento: programa de formação continuada de professores dos anos/séries iniciais do Ensino Fundamental. Brasília, DF: MEC; Belo Horizonte: UFMG, CEALE, 2006. Fascículo do tutor, p. 13.
BRITO, A. E. Formar Professores: rediscutindo o trabalho e os saberes docentes: Belo Horizaonte: Autêntica, 2006.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Linguística. 10ª edição. São Paulo: Ed. Scipione, 2003.
CAMPOS, C. de M. Saberes Docentes e Autonomia dos Professores. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.
CHARLOT, Bernard. A noção de relação com o saber: bases de apoio teórico e fundamentos antropológicos. In: CHARLOT, Bernard (Org.). Os jovens e o saber: perspectivas mundiais. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001. P.15-31.
FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre Alfabetização. 24ª Edição, São Paulo: Cortez, 2001.
_________, Emília. Reflexões sobre a alfabetização. São Paulo: Cortez, 1989.
_________ Emilia. Cultura escrita e educação. Porto Alegre, Artes Médicas, 2001.
FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo. Autores associados: Cortez, 1983.
GADOTTI, Moacir. Pedagogia da práxis. 2.ª ed., São Paulo, Cortez, 1998.
GAUTHIER, C. Formar o Professor, profissionalizar o ensino: Perspectiva e desafios. Ijuí – RS: Editora Inijui, 2006
_________, C. Por uma Teoria Pedagógica. Pesquisas Contemporâneas Sobre o Saber docente. Ijuí – RS: Editora Inijui, 2006
GONTIJO, Cláudia Maria Mede. O Processo de Alfabetização: Novas Contribuições. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
HEATH, S. B, O que nenhuma história para dormir significa: habilidades narrativas em casa e na escola. Linguagem na sociedade. 1982.
IBGE, Censo Demográfico, Mapa do Analfabetismo no Brasil, Brasileira, MEC/INEP, 2003.
JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.
KlLEIMAM, A. B, (org.). Os significados o letramento. Uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas, SP. Mercado de Letras, 1995.
_________, Ângela. Modelos de Letramento e as práticas de Alfabetização na escola. In: _________. (Org.). Os Significados do Letramento. Campinas: Mercado de Letras, 1995. P. 15-61. 
LONGO, E. A. G. M, Educar para a Liberdade. Espírito Santo do Pinhal, São Paulo, 2003.
MORAIS, Artur Gomes; ALBUQUERQUE, Eliana Borges. Alfabetização e Letramento: Belo Horizonte, Autêntica, 2004.
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Apresentação dos temas transversais e ética. Secretaria da Educação Fundamental, MEC, 1997.
RIBEIRO. V. M. (Org.). Letramento no Brasil. São Paulo: Global, 2003.
ROJO, R. Alfabetização e Letramento: Sedimentação de Práticas e articulação de objetos de ensino. Perspectiva, Florianópolis. 1982.
______, R. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
SERES, M. Elementos para a História das Ciências. Lisboa: Terra Mar, 1996.
SOARES, Magda Becker. Aprendizagem da língua materna: Problemas e perspectivas. Em Aberto, Brasília, V. 2. Janeiro, 1998.
________, Magda Becker. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
_________ Magda Becker. Alfabetização e Letramento. São

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.