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Resumo Metabolismo

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Resumo Metabolismo
Digestão e absorção de carboidratos:
AMIDO/GLICOGÊNIO:
-possuem ligações α 1,4 e 1,6 que são hidrolisadas pelas enzimas
Amilase: enzima solúvel capaz de hidrolisar as ligações α 1,4 (não está presente na membrana dos enterócitos)
SALIVAR (boca)
PANCREÁTICA (duodeno)
1,6 Glicosidase: enzima na membrana de enterócitos capaz de hidrolisar as ligações 1,6
-Produtos: Maltose e Maltotriose, hidrolisados pela Maltase (presente na membrana de enterócitos) em GLICOSE
LACTOSE
-Hidrolisada pela enzima LACTASE (na membrana de enterócitos)
-Produtos: Galactose e Glicose
***Intolerância à lactose: 
-Primária: falta ou deficiência de lactase 
-Secundária: há lactase, mas a intolerância é causada por patologia da mucosa intestinal
Obs: a lactase está presente na mucosa (membrana de enterócitos). Portanto, caso haja acometimento dela, há problema no fornecimento da enzima. (EX: DOENÇA CELÍACA- afeta as vilosidades intestinais e, dessa forma, a secreção de lactase)
SACAROSE
-Tem suas ligações hidrolisadas pela sacarase (na membrana de enterócitos)
-Produtos: Glicose e Frutose
Os carboidratos são quebrados em monossacarídeos e transportados para a corrente sanguínea, sendo, assim, distribuídos para os tecidos.
O transporte ocorre nas microvilosidades (do lúmen intestinal para o interior dos enterócitos) por 2 tipos:
difusão facilitada (através do GLUT-5) – ex: FRUTOSE
por transportadores dependentes de Na+ (transporte ativo secundário – GLICOSE/GALACTOSE transportadas contra um gradiente de concentração)
Na parte basal da mucosa intestinal, o transporte de monômeros (glicose, frutose) dos enterócitos para a corrente sanguínea ocorre por meio de proteínas da família GLUT. Ou seja, ocorre por difusão facilitada.
Dessa forma, no período ABSORTIVO, os monômeros são encaminhados para a corrente sanguínea e distribuídos para os tecidos por GLUTS especializados:
GLUT 3: SNC
GLUT 2: hepatócitos e células β-pancreáticas – apenas transportam glicose para o interior desses tecidos no período absortivo, ou seja, alta [glicose]
Isso gera elevação da glicemia, o que promove a secreção de insulina e, consequentemente, a entrada de monômeros nos tecidos insulino-dependentes (miócitos e adipócitos) através do GLUT 4.
OBS: GLICOSE
 glicoquinase/hexoquinase
GLICOSE-6-FOSFATO
No jejum (PERÍODO PÓS-ABSORTIVO):
	Glicemia = 4mM (baixa)
Nas células β-pancreáticas, apenas a enzima hexoquinase (presente também em tecidos extra-hepáticos) estava atuando na glicólise e, apesar de alta afinidade pela glicose, a enzima tem baixa eficiência. Portanto, a [ATP] produzida é muito pequena, apenas suficiente para as necessidades basais da célula
A enzima glicoquinase (presente em células β-pancreáticas e hepatócitos) não estava atuando. Isso porque ela tem alta eficiência e, se atuasse durante o jejum, ocorreria hipoglicemia pois haveria alta secreção de insulina.
COMO A ELEVAÇÃO DA GLICEMIA (hiperglicemia) PROMOVE A SECREÇÃO DE INSULINA?
	Em hiperglicemia, haverá o retorno da glicoquinase, que sofrerá sequestro nuclear. Esta enzima – apesar de ter baixa afinidade pela glicose – tem alta eficiência, ou seja, transforma rapidamente glicose em glicose-6-fosfato (que não sai da célula -> segue a via glicolítica). Isso promove aumento substancial da via glicolítica e, portanto, aumento da [ATP], o que leva ao fechamento dos canais de K+ (ATP dependentes) e abertura dos canais de Ca2+. O fluxo de cálcio culmina em secreção de insulina.
	***DIABETES MODY: não há produção de ATP suficiente para o fechamento dos canais de K+. Dessa forma, a insulina - que É produzida - não é secretada.
A PFK-1 dita a velocidade da via glicolítica:
Quando em altas [ATP], ela atua como alostérico negativo, reduzindo a velocidade da via glicolítica.
Em altas [ADP/AMP], ela atua como efeito alostérico positivo, aumentando a velocidade da via glicolítica.
GLICOSE
 hexoquinase
GLICOSE-6-FOSFATO
FRUTOSE-6-FOSFATO
 PFK-1
FRUTOSE-1,6-BIFOSFATO
A redução na atividade de PFK-1 promove lentificação da reação que ela catalisa, e, portanto, há um aumento na concentração de frutose-6-fosfato, o que desloca o equilíbrio no sentido de glicose-6-fosfato. 
Quando elevada, a glicose-6-fosfato causa efeito alostérico negativo da HEXOQUINASE e, portanto, reduz a velocidade da primeira reação da via glicolítica (glicose -> glicose-6-fosfato)
Consequentemente, ocorre aumento da concentração de glicose, que fica passível a sair da célula, distribuindo-se para os tecidos.
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*******MECANISMOS DE LIPOGÊNESE (melhor explicação posteriormente)
Tecido hepático atua como hipoglicemiante
Como no período absortivo houve secreção de insulina pelas células β-pancreáticas, no tecido hepático elas atuarão como efetor alostérico da enzima PFK-2, que catalisa a reação da frutose 6-fosfato em frutose-2,6-bifosfato. Essa última molécula é efetora positiva da enzima PFK-1, atuando com maior ação do que o ATP (efetor alostérico negativo), o que promove aumento da velocidade da via glicolítica. No entanto, com o aumento da [ATP] (redução de ADP), ocorre a redução da velocidade do Ciclo de Krebs e, consequentemente, de todo o metabolismo oxidativo (não há substrato ADP para a produção de ATP). Com a redução do Ciclo de Krebs, há acúmulo de citrato que transborda da mitocôndria e atua como percursor de ácidos graxos no citoplasma e, portanto, atua na lipogênese.*************************************
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Continuando a via glicolítica, o 1,3-BPG (bifosfoglicerato) seguirá para formar PIRUVATO, que pode seguir as seguintes vias:
ANAERÓBICA: promove a oxidação de NADH em NAD+, o que permite a continuidade da via glicolítica (lactato é apenas consequência)
AERÓBICA: o piruvato segue do meio intramembrana para a matriz mitocondrial, com auxílio do cotransportador PIRUVATO TRANSLOCASE
Na matriz mitocondrial, o piruvato sofre DESCARBOXILAÇÃO OXIDATIVA (redução de NAD+ em NADH) pelo complexo piruvato desidrogenase, formando Acetil-CoA, que adentra o Ciclo de Krebs.
***NAD+/FAD/TPP são necessários para as reações oxidativas do Ciclo de Krebs e as vitaminas são precursoras dessas moléculas. 
No caso do TPP (cujo precursor é a vitamina B1), ele é necessário para o complexo piruvato desidrogenase e alfa cetoglutarato. Em situações de deficiência de vitamina B1, há redução da via glicolítica, e, consequentemente, na capacidade da célula de gerar energia
CONCLUSÃO: o ciclo de Krebs é uma via oxidativa e, portanto, necessita de [NAD+/FAD/TPP] adequadas, senão há redução da velocidade do ciclo, portanto, da produção de ATP.
As COENZIMAS REDUZIDAS produzidas no ciclo de Krebs (NADH/FADH2) são encaminhadas para as cristas mitocondriais, onde há a CADEIA DE TRANSPORTE DE ELÉTRONS
Lá, as coenzimas são oxidadas (NADH -> NAD+ / FADH2 -> FAD), liberando seus elétrons, cuja energia promove o bombeamento de prótons para o espaço intermembranoso. Esse gradiente com alta carga energética não consegue atravessar a membrana mitocondrial por difusão e, portanto, passam pela ATPsintase promovendo a síntese de ATP (FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA –> via que produz ATP por meio da oxidação)
Os elétrons fornecidos pelas coenzimas passam pela membrana da crista por meio de complexos (I, II, III, IV) e coenzimas Q e C, tendo como aceptor final o oxigênio (O2). Portanto, o 02 inspirado é utilizado para captar elétrons.
***O mevalonato é percursor da coenzima Q e do colesterol. Portanto, medicamentos como estatinas (que tem como finalidade reduzir o colesterol sérico) atuam inibindo enzimas responsáveis por formar o mevalonato, o que prejudica a síntese de coenzimas. É necessário suplementação alimentar.
INTERFERENTES DA CADEIA DE TRANSPORTE