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RESUMO HISTOLOGIA APARELHO REPRODUTOR FEMININO
Formado por:
2 ovários
2 tubas uterinas
Útero
Vagina 
Genitália externa.
FUNÇÕES
Produção de gametas femininos (OVÓCITOS)
Manter o ovócito fertilizado durante o desenvolvimento completo através da fase embrionária e fetal até o nascimento 
Produção de hormônios sexuais
Produz hormônios sexuais que controlam órgãos do aparelho reprodutor e têm influência sobre outros órgãos. 
OVÁRIO
Forma de amêndoas
Superfície é coberta por um epitélio pavimentoso ou cúbico simples Epitélio germinativo
Sob o epitélio germinativo tem uma camada de tecido conjuntivo denso Túnica albugínea
Abaixo da túnica albugínea tem uma camada cortical predomínio dos folículos ovarianos
FOLICULO: conjunto de ovócito e das células que o envolvem (que se encontram na camada de tecido conjuntivo da região cortical)
A parte mais interna do ovário MEDULA (apresenta tecido conjuntivo frouxo com um rico leito vascular)
CÓRTEX: camada de tecido conjuntivo
MEDULA: tecido conjuntivo frouxo (apoio)
CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS DE CADA FOLICULO
Folículo primordial
Quantidade variável de folículos –idade
Folículo ovócito envolvido por uma ou mais camadas de células foliculares 
Células da granulosa
Maior parte dos folículos está em “repouso”
Formados por um ovócito primário envolvido por 1 única camada de células foliculares
Região cortical próximos a túnica albugínea
O folículo ovariano consiste em um ovócito envolvido por uma ou mais camadas de células foliculares, também chamadas células da granulosa. 
A maioria desses folículos está "em repouso" - são folículos primordiais formados durante a vida fetal e que nunca sofreram nenhuma transformação. 
Os folículos primordiais são formados por um ovócito primário envolvido por uma única camada de células foliculares achatadas. 
A maioria desses folículos se localiza na região cortical, próximo à túnica albugínea. 
O ovócito do folículo primordial é uma célula esférica com aproximadamente 25 µ.m de diâmetro, com um grande núcleo esférico e um nucléolo bastante evidente. 
Essas células estão na fase da primeira prófase da meiose. 
Os cromossomos estão em grande parte desenrolados e não se coram intensamente. 
As organelas citoplasmáticas tendem a se aglomerar próximo do núcleo. 
Há numerosas mitocôndrias, vários complexos de Golgi e cisternas de retículo endoplasmático. 
Uma lâmina basal envolve as células foliculares e marca o limite entre o folículo e o estroma conjuntivo adjacente
Crescimento folicular 
A partir da puberdade a cada dia um pequeno grupo de folículo primordial inicia o crescimento folicular
O crescimento folicular compreende:
Modificações dos oocitos, das células foliculares, dos fibroblastos do estroma (tecido conjuntivo) e é estimulado pelo FSH secretado pela HIPÓFISE
FOLÍCULO FOLÍCULO FOLÍCULO FOLÍCULO
PRIMORDIAL PRÉ-ANTRAL ANTRAL DE GRAAF
Folículos primários unilaminar
Folículo em crescimento PRIMÁRIO 
Crescimento rápido –primeira fase
Aumento de volume do núcleo
Aumento do número de mitocôndrias
Crescimento do reticulo endoplasmático e do complexo de golgi e a migração para a sua superficie
CG – próximo a membrana
Células foliculares aumentam em volume e dividem por mitose
Camada única de células cuboides FOLÍCULO PRIMÁRIO UNILAMINAR
As células foliculares continuam proliferando
Camada granulosa a partir da proliferação das células foliculares 
FOLÍCULO PRIMÁRIO MULTILAMINAR 
Folículo primário unilaminar: O crescimento do ovócito é muito rápido durante a primeira fase do crescimento folicular, e o ovócito alcança um diâmetro máximo de cerca de 120 µm. 
O núcleo aumenta de volume, as mitocôndrias aumentam em número e são distribuídas uniformemente pelo citoplasma; o retículo endoplasmático cresce e os complexos de Golgi migram para próximo da superfície celular. 
As células foliculares aumentam de volume e se dividem por mitose, formando uma camada única de células cuboides - neste momento, o folículo é chamado de folículo primário unilaminar. 
Células foliculares cubóides
3.2) Folículo primário multilaminar (PRÉ-ANTRAL)
As células foliculares continuam proliferando e originam um epitélio estratificado também chamado de camada granulosa, cujas células (células da granulosa) frequentemente se comunicam por junções comunicantes (gap). 
O folículo é então chamado FOLÍCULO PRIMÁRIO MULTILAMINAR ou FOLÍCULO PRÉ-ANTRAL
Uma espessa camada amorfa, chamada zona pelúcida, composta de várias glicoproteínas, é secretada e envolve todo o ovócito. 
Acredita-se que o ovócito e as células foliculares contribuam para a síntese da zona pelúcida. 
Delgados prolongamentos de células foliculares e microvilos do ovócito penetram a na pelúcida e estabelecem contato entre si por junções comunicantes.
As células do estroma forma a teca interna;
As células da teca interna possui receptores para LH e produtoras de esteroides – ESTRADIOL
 Células foliculares cubóides
Folículos secundários (ANTRAL)
Folículo em crescimento folículos secundários
Aumento (tamanho e número) da células da granulosa
na medida em que crescem, os folículos ocupam áreas mais profundas da região cortical
Acúmulo de líquido folicular forma o ANTRO FOLICULAR
LÍQUIDO FOLICULAR glicosaminoglicanos, proteínas e alta concentração de esteroides
Reorganização das células foliculares 
Cumulusoophorus
CORONA RADIATA é constituída pelo conjunto de células foliculares que envolve o ovócito
Durante essas modificações que ocorrem no folículo, o estroma situado imediatamente em sua volta se modifica para formar as tecas foliculares, com duas camadas - a teca interna e a teca externa. 
As células da teca interna, quando completamente diferenciadas, são poliédricas, têm núcleos arredondados e citoplasma acidófilo, e suas características ultraestruturais são de células produtoras de esteroides. 
As células da teca externa são semelhantes às células do estroma ovariano, porém se arranjam de modo organizado concentricamente em volta do folículo. 
O limite entre as duas tecas é pouco preciso, o mesmo ocorrendo com o limite entre a teca externa e o estroma ovariano. 
O limite entre a teca interna e a camada granulosa, por outro lado, é bem evidente, pois suas células são distintas morfologicamente; além disso, entre a teca interna e a granulosa existe uma lâmina basal. 
Pequenos vasos sanguíneos percorrem a teca interna, provenientes do estroma circundante, e formam um rico plexo capilar ao redor das células secretoras dessa camada que, como todos os órgãos de função endócrina, é muito vascularizada. 
Não há vasos sanguíneos na camada de células granulosas durante a fase de crescimento folicular.
FORMAÇÃO DAS TECAS
Estroma situado imediatamente em volta do folículo
Estroma situado na superfície se modifica e forma as tecas foliculares com duas camadas: 
a) TECA INTERNA 
células poliédricas
núcleos arredondados
citoplasma acidófilo
tem a função de produzir esteroides com a presença de vasos sanguíneos circulantes
b) TECA EXTERNA 
similar ao estroma ovariano
porém se arranja de forma organizada
Folículo de Graaf/ maduro (PRÉ-OVULATÓRIO)
Normalmente durante cada ciclo menstrual um folículo antral cresce muito mais que os outros e se torna o folículo dominante, que pode alcançar o estágio mais desenvolvido de crescimento e prosseguir até a ovulação. 
Quando alcança seu máximo desenvolvimento, esse folículo é chamado folículo maduro, pré-ovulatório ou de Graaf. 
Os outros folículos, pertencentes ao grupo que estava crescendo com certa sincronia, entram em atresia. 
O folículo maduro é tão grande (aproximadamente 2,5 cm de diâmetro) que provoca saliência na superfíciedo ovário e pode ser detectado por ultrassom.
 Como resultado do acúmulo de líquido, a cavidade folicular aumenta de tamanho e a camada de células da granulosa da parede do folículo torna-se mais delgada, pois essas células não se multiplicam na mesma proporção que o crescimento do folículo. 
Esses folículos têm suas tecas muito espessas.
Folículo em crescimento folículos maduros
Ciclo menstrual folículo antral cresce muito mais
Estágio máximo de desenvolvimento FOLÍCULO MADURO 
Grande saliência na superfície do ovário
Aumento no acúmulo de líquido
Camada granulosa mais delgada
 
 SECUNDARIO 	 	 	 	 	 	 	MADURO 
 
ATRESIA FOLICULAR
A maioria dos folículos ovarianos sofre um processo de involução denominado atresia, por meio do qual as células foliculares e ovócitos morrem e são eliminados por células fagocíticas. 
Folículos em qualquer fase de desenvolvimento (primordial, primário, pré-antral e antral) podem sofrer atresia. 
Processo de involução maioria dos folículos
Fagocitose células foliculares e ovócitos mortos
Características do processo:
sinais de morte celular de células da granulosa (principalmente aparecimento de núcleos picnóticos, hipercorados e sem visualização de seus detalhes); 
separação de células da camada granulosa de modo que elas ficam soltas no líquido folicular;
morte do ovócito vista pela alteração do núcleo e citoplasma; 
 pregueamento da zona pelúcida. Após a morte das células, macrófagos invadem o folículo e fagocitam os seus restos. 
Em um estágio posterior, fibroblastos ocupam a área do folículo e produzem uma cicatriz de colágeno que pode persistir por muito tempo.
OVULAÇÃO
Pico de LH: 
Aumento do fluxo sanguíneo para os ovários
Capilares da teca extravasam plasma Edema Liberação de mediadores que facilitam a proteólise da membrana granulosa OVULAÇÃO
Ruptura de parte da parede do folículo maduro e a consequente liberação do ovócito
O ovócito será capturado pela extremidade dilatada da tuba uterina
Metade do ciclo menstrual
geralmente apenas 1 ovócito é liberado pelos ovários durante o ciclo
As vezes nenhum é liberado ciclo anovulatório
Às vezes 2 ou + são liberados
O estímulo para a ovulação é um pico de secreção de hormônio luteinizante liberado pela hipófise 
Hipófise resposta aos altos níveis de estrógeno circulante
Folículos em crescimento
1º CORPUSCULO POLAR (1ª divisão meiótica)
Segunda divisão meiótica espera da FECUNDAÇÃO
A ovulação consiste na ruptura de parte da parede do folículo maduro e a consequente liberação do ovócito, que será capturado pela extremidade dilatada da tuba uterina. 
Acontece frequentemente na época próxima à metade do ciclo menstrual, isto é, ao redor do décimo quarto dia de um ciclo de 28 dias. 
Na mulher, geralmente só um ovócito é liberado pelos ovários durante cada ciclo, mas às vezes nenhum ovócito é ovulado (são denominados ciclos anovulatórios). 
Às vezes, dois ou mais ovócitos podem ser expelidos ao mesmo tempo e, se forem fertilizados, podem desenvolver-se em dois ou mais embriões (originando gêmeos fraternos). 
O estímulo para a ovulação é um pico de secreção de hormônio luteinizante liberado pela hipófise em resposta aos altos níveis de estrógeno circulante produzido pelos folículos em crescimento. 
Poucos minutos após o aumento de LH circulante há um aumento do fluxo de sangue no ovário, e proteínas do plasma escoam por capilares e vênulas pós-capilares, resultando em edema. 
Há liberação local de prostaglandinas, histamina, vasopressina e colagenase. 
As células da granulosa produzem mais ácido hialurônico e se soltam de sua camada. 
Uma pequena área da parede do folículo enfraquece por causa da degradação de colágeno da túnica albugínea, por causa de isquemia e pela morte de algumas células.
 Essa fraqueza localizada e possivelmente a contração de células musculares lisas que circundam o folículo conduz à ruptura de parte da parede exterior do folículo e à ovulação. 
Devido à ruptura da parede folicular, o ovócito e o primeiro corpúsculo polar, envoltos pela zona pelúcida, pela carona radiata e juntamente com um pouco de fluido folicular, deixam o ovário e entram na extremidade aberta da tuba uterina, onde o ovócito pode ser fertilizado. 
Se isso não acontece nas primeiras 24 h após a ovulação, ele degenera e é fagocitado. 
A primeira divisão meiótica é completada um pouco antes da ovulação (até este momento o ovócito estava desde a vida fetal na prófase Ida meiose). 
Os cromossomos são divididos igualmente entre as células-filhas, mas um dos ovócitos secundários retém quase todo o citoplasma. 
O outro se toma o 1º CORPÚSCULO POLAR, uma célula muito pequena que contém um pequeno núcleo e uma quantidade mínima de citoplasma. 
Imediatamente após a expulsão do primeiro corpo polar o núcleo do ovócito inicia a segunda divisão da meiose, que estaciona em metáfase até que haja fertilização.
CORPO LÚTEO
Após a ovulação, as células da granulosa e as células da teca interna do folículo que ovulou se reorganizam e formam uma glândula endócrina temporária chamada corpo lúteo.
Formação e estrutura do Corpo lúteo:
O tecido conjuntivo mais interno será composto de restos de coágulos de sangue e a mais externa de células granulosas que passará a ser chamada de CÉLULAS GRANULOSAS LUTEICAS com característica de secretar esteroide 
As células da TECA INTERNA formará CÉLULA TECA LUTEICAS 
Perda do fluido folicular colapso da parede do folículo 
Tecido conjuntivo constitui a parte mais central
Células da granulosa aumentam em tamanho
80% do parênquima do corpo lúteo
Células granulosa-luteínicas
Teca interna contribuem para formação do corpo lúteo
Células teca-luteínicas
DESTINO DO CORPO LÚTEO
Se não houver gravidez, ele se DEGENERARÁ, mas durante 10 a 12 dias secretará LH
Função depende do estímulo pós formação
Estímulo inicial LH (provocou a ovulação)
Programado para secretar progesterona por 10 a 12 dias
Sem novos estímulos degeneração
Menstruação redução no nível de progesterona
O resto do corpo lúteo é fagocitado e gera cicatriz de tecido conjuntivo CORPO ALBICANS
Gravidez novo estímulo
Gonadrotropinacoriônica humana (HCG) não permite a degeneração 
Crescimento da glândula
Com a presença da gravidez o HCG vai estimular a permanência do CORPO LÚTEO, estimulando a secreção de Progesterona 
Célula Intersticial: são secretoras de esteroides estimulados por LH 
TUBAS UTERINAS
Infundíbulo
– Abre-se na cavidade peritoneal próximo ao ovário
Ampola
– local onde normalmente se processa a fecundação do óvulo pelo espermatozoide.
Istmo
– porção menos calibrosa, situada junto ao útero
Região intramural
– Atravessa a parede do útero
Fímbrias 
– prolongamentos em formas de franjas
As tubas uterinas (ovidutos, antigamente denominadas trompas de Falópio) são dois tubos musculares de grande mobilidade, medindo cada um aproximadamente 12 cm de comprimento. 
Uma de suas extremidades - o infundíbulo - abre-se na cavidade peritoneal próximo ao ovário e tem prolongamentos em forma de franjas chamados fímbrias; 
A outra extremidade - denominada intramural - atravessa a parede do útero e se abre no interior deste órgão. 
As tubas uterinas são compostas de 3 CAMADAS:
MUCOSA – compostas por células ciliadas e células secretoras e formada por um epitélio colunar simples e uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo 
A mucosa apresenta muitas pregas em seu lúmen da ampola assemelhando a um labirinto em secção transversal 
No período da OVULAÇÃO as tubas exibem movimentos ativos de sua musculatura lisa e a extremidade infindibula da ampola (fimbrias) se coloca muito perto da superfície do ovário para a captura do óvulo 
ÚTERO
É um órgão muscular constituído por um fundo,um corpo e uma cérvice.
Parede do útero relativamente espessa 3 CAMADAS:
ENDOMÉTRIO 
Mucosa reveste a cavidade uterina
MIOMÉTRIO
Espessa camada de musculo liso 
ADVENTICIA OU SEROSA (PERIMÉTRIO)
ADVENTICIA: Constituída por tecido conjuntivo sem revestimento de mesentélio 
SEROSA: constituída por mesentélio e tecido conjuntivo
3 camadas –mucosa, muscular e serosa
Mucosa –dobras longitudinais 
Muito numerosas na ampola
Tornam-se menores –mais próximo ao útero
Epitélio colunar simples + lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo
Epitélio –células ciliadas e secretoras
Musculatura lisa –movimentos ativos
Espessa camada de musculo liso
1 camada circular e 1 longitudinal
Serosa –folheto visceral do peritônio
A mucosa é formada por um epitélio colunar simples e por uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo. 
O epitélio contém dois tipos de células, um é ciliado e o outro é secretor. 
Os cílios batem em direção ao útero, movimentando nesta direção uma película de muco que cobre sua superfície. 
Este Líquido consiste principalmente em produtos das células secretoras. 
No momento da ovulação, a tuba uterina exibe movimentos ativos decorrentes de sua musculatura lisa, e a extremidade afunilada da ampola (com numerosas fímbrias) se coloca muito perto da superfície do ovário. 
Isso favorece a captação do ovócito que foi ovulado. 
A secreção tem funções nutritivas e protetoras em relação ao ovócito. 
A secreção também promove ativação (capacitação) dos espermatozoides.
ÚTERO – MIOMÉTRIO
Camada mais espessa
Composta por grandes feixes de fibras musculares lisas separadas por tecido conjuntivo
Primeira e a quarta camadas fibras longitudinais
Intermediária: passam vasos sanguíneos 
Gravidez hiperplasia e hipertrofia
O miométrio, a camada mais espessa do útero, é composto de pacotes ou grandes feixes de fibras musculares lisas separadas por tecido conjuntivo. 
Os pacotes de músculo liso se distribuem em quatro camadas não muito bem definidas. 
A primeira e a quarta camadas são compostas principalmente de fibras dispostas longitudinalmente, isto é, paralelas ao eixo longo do órgão. 
Pelas camadas intermediárias passam os grandes vasos sanguíneos que irrigam o órgão. 
Durante a gravidez o miométrio passa por um período de grande crescimento como resultado de hiperplasia (aumento no número de células musculares lisas) e hipertrofia (aumento no tan1anho das células). 
Durante esta fase, muitas células musculares lisas adquirem características ultraestruturais de células secretoras de proteínas e sintetizam ativamente colágeno, cuja quantidade aumenta significantemente no útero. 
Após a gravidez há degeneração de algumas células musculares lisas, redução no tamanho de outras e degradação enzimática de colágeno. 
O útero reduz seu tamanho para as dimensões aproximadas de antes da gravidez.
ÚTERO – ENDOMÉTRIO
Epitélio + lâmina própria
Glândulas tubulares
Epitélio simples colunar
Dividido em 2 camadas: 
Camada basal profunda
Camada funcional restante da lâmina própria e epitélio
Células cilíndricas secretoras ciliadas e não-ciliadas
O endométrio consiste em um epitélio e uma lâmina própria que contém glândulas tubulares simples que às vezes se ramificam nas porções mais profundas (próximo do miométrio).
 As células que revestem a cavidade uterina se organizam em um epitélio simples colunar formado por células ciliadas e células secretoras. 
O epitélio das glândulas uterinas é semelhante ao epitélio superficial, mas células ciliadas são raras no interior das glândulas. 
O tecido conjuntivo da lâmina própria é rico em fibroblastos e contém abundante matriz extracelular. 
As fibras de tecido conjuntivo são constituídas principalmente de colágeno de tipo III. 
O endométrio pode ser subdividido em duas camadas que não podem ser bem delimitadas morfologicamente:
CAMADA BASAL - mais profunda, adjacente ao miométrio, constituída por tecido conjuntivo e pela porção inicial das glândulas uterinas; 
CAMADA FUNCIONAL - formada pelo restante do tecido conjuntivo da lâmina própria, pela porção final e desembocadura das glândulas e também pelo epitélio superficial. 
Enquanto a camada funcional sofre mudanças intensas durante os ciclos menstruais, a basal permanece quase inalterada. 
Os vasos sanguíneos que irrigam o endométrio são muito importantes para o fenômeno cíclico de perda de parte do endométrio durante a menstruação. 
Das artérias arqueadas, que se orientam circunferencialmente nas camadas médias do miométrio, partem dois grupos de artérias que proveem sangue para o endométrio: as artérias retas, que irrigam a can1ada basal, e as artérias espirais, que irrigam a camada funcional.
 
ENDOMETRIOSE
Doença caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero (trompas, ovários, intestinos, bexiga)
Todos os meses, o endométrio fica mais espesso para que um óvulo possa se implantar nele
Quando não há gravidez, esse endométrio que aumentou descama e é expelido na mesntruação. 
Em alga uns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica
As causas desse comportamento ainda são desconhecidas, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver endometriose se a mãe ou irmã da paciente sofrer a doença 
A doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última diagnóstico geralmente acontece quando a mulher tem 30 anos 
CICLO MENSTRUAL
Controlada pelos hormônios estrógeno e progesterona 
1º dia do ciclo 1º dia do sangramento 
Período menstrual só existe enquanto a mulher ovula
Divisão de fases:
FASE MENSTRUAL 
Dura de 3 a 4 dias (período de sangramento) queda do estrógeno 
FASE PROLIFERATIVA (ESTROGENICA)
Mucosa uterina bastante delgada (após sofrer a descamação)
Fase onde provavelmente o folículo está passando de pré-antral para antral e apresenta liberação de estrógeno 
Inicio da proliferação celular
Formação está presente um epitélio colunal simples
FASE SECRETORA (LUTEAL)
Começa após a ovulação e resulta da secreção de progesterona secretada pelo corpo lúteo
Endométrio alcança máxima espessura 
Obs: ao acontecer a fecundação a implantação em humanos receberá o nome de IMPLANTAÇÃO INTERSTICIAL e o endométrio receberá o nome de DECÍDUA
PLACENTA: órgão temporário que serve como troca fisiológica entre a mãe e o embrião 
Parte fetal (CÓRION)
Parte materna (DECIDUA BASAL)
Produz HCG
Vagina
Epitélio estratificado pavimentoso não-queratinizado 
Parede sem glândulas 
Muco da vagina cérvice uterina
Consiste em 3 camadas:
CAMADA MUCOSA estratificado pavimentoso
Podem conter pequena quantidade de queratina
LÃMINA PRÓPRIA Tecido Conjuntivo frouxo (Rico em fibras elásticas)
Quantidade relativamente grande de linfócitos e neutrófilos
CAMADA MUSCULAR conjuntos longitudinais de fibras musculares lisas
CAMADA ADVENTICIA Tecido conjuntivo denso
Une a vagina aos tecidos circunvizinhos (externamente)
A parede da vagina não tem glândulas e consiste em três camadas: mucosa, muscular e adventícia. 
O muco existente no lúmen da vagina se origina das glândulas da cérvice uterina. 
O epitélio da mucosa vaginal de uma mulher adulta é estratificado pavimentoso não queratinizado e tem tuna espessura de 150 a 200 µm.
 Suas células podem conter uma pequena quantidade de queratina, porém não ocorre queratinização intensa com transformação das células em placas de queratina, como nos epitélios queratinizados típicos. 
Sob estímulo de estrógenos, o epitélio vaginal sintetiza e acumula grande quantidade de glicogênio, que é depositado no lúmen da vagina quando as células do epitélio vaginal descamam. 
Bactérias da vagina metabolizam o glicogênio e produzem ácido láctico, responsável pelo pH da vagina, que é normalmente baixo. 
O ambiente ácido tem uma açãoprotetora contra alguns microrganismos patogênicos. 
A lâmina própria da mucosa vaginal é composta de tecido conjuntivo frouxo muito rico em fibras elásticas. 
Dentre as células da lâmina própria há quantidades relativamente grandes de linfócitos e neutrófilos. 
Durante certas fases do ciclo menstrual, esses dois tipos de leucócitos invadem o epitélio e passam para o lúmen da vagina. 
A camada muscular da vagina é composta principalmente de conjuntos longitudinais de fibras musculares lisas. 
Há alguns pacotes circulares, especialmente na parte mais interna (próximo à mucosa). 
Externamente à camada muscular, uma camada de tecido conjuntivo denso, a adventícia, rica em espessas fibras elásticas, une a vagina aos tecidos circunvizinhos. 
A grande elasticidade da vagina se deve ao grande número de fibras elásticas no tecido conjuntivo de sua parede. Neste tecido conjuntivo há um plexo venoso extenso, feixes nervosos e grupos de células nervosas.

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