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que é incrivelmente difícil descrever passo a passo de algo que é feito de forma automática, pois geralmente as pessoas apenas fazem sem pensar o que estão fazendo, não planejam os movimentos e não formam estratégias para melhorar. Por outro lado, a Startup Enxuta é justamente o passo a passo de como desenvolver e conduzir uma Startup de forma eficiente. Quando se tem um negócio em movimento, a Startup Enxuta proporciona métodos para determinar e desenvolver a Startup com velocidade.
3.1 DESENVOLVIMENTO STARTUP
	Os passos que uma Startup trilha de acordo com informações retiradas de uma entrevista de Cassio A. Spina, fundador da Anjos do Brasil à revista Exame (Zuini, 06/08/2013 Alt Alves) desde do seu início da ideia até a aprovação pelo mercado podem ser representadas do seguinte modo:
Figura 1 – Processo de criação de uma Startup.
Fonte : Alves, 2013.
Concepção: Identificação de uma necessidade de mercado / busca de uma oportunidade de negócio; 
- São feitas pesquisas, estudo de mercado e elaboração de um plano de negócio. 
Gestação: 
- Fase de elaboração de um propósito para testar se a ideia tem viabilidade técnica e econômica 
- Se necessário é feita uma busca por investimento 
Nascimento e validação:
- Lançamento do produto ou serviço no mercado após confirmação da existência de demanda 
Crescimento ou Morte 
Analise de resultados da fase anterior para decidir se a empresa possui potencial de crescimento ou não 
Se verdadeiro, passa para a fase de crescimento e se falso, é decretado o encerramento das atividades ou projeto pode ser reinventado, voltando-se para a primeira etapa.
Se verdadeiro surgem outras preocupações:
Concorrência, necessidade de aumentar a carteira de cliente, definir novos investimento, parceiras e estratégia de inovação (Alves 2013).
INOVAÇÃO COMO INTRUMENTO PARA AS STATUPS
Desde o início do século XX, a inovação tem sido instrumento de análise e parte da tese do desenvolvimento econômico criada por Schumpeter, dentro do modelo capitalista, quando distinguiu inovação e invenção: “uma invenção é uma ideia, esboço ou modelo para um novo ou melhorado artefato, produto, processo ou sistema. Uma inovação, no sentido econômico somente é completa quando há uma transação comercial envolvendo uma invenção e assim gerando riqueza “(SCHUMPETER, 1988).
 Kotler (2011) define inovação como: 
De fato, a inovação nem sempre acarreta saltos gigantes adiante. A inovação gradual, passo a passo, também é inovação – e é tão necessária, ou até mais, que a versão radical. Isso é o que realmente torna o negócio sustentável. A inovação também deve ser entendida como o desenvolvimento de uma cultura de inovação dentro da empresa, que é aquilo que permite produzir e levar ao mercado um fluxo constante de inovações menores e incrementais (Kotler, 2011, p. 36)
De acordo Toledo (1994), o desenvolvimento de inovação tecnológica, exposto por meio de modelos clássicos, tem início com a identificação de uma oportunidade de aperfeiçoamento e necessidade, e ainda abrange entendimento e restrições dos ambientes social, econômico e tecnológico, até ocasionar, possivelmente, numa invenção. No momento em que é inserida em um produto e colocada no mercado, a invenção se torna uma inovação, e surge a etapa de difusão, com sua projeção para mercado.
Atualmente as empresas inovadoras sentem a necessidade de aproximar-se de setores ligados ao conhecimento, universidades ou centros de pesquisas. Muitas empresas estão estruturando seus próprios centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D).
Moura (1973 apud CARNEIRO, 1995, p.44) diz que: “a obtenção de produtos / serviços deve-se a operações onde diversas tecnologias intervêm, já que o ato de produção consiste em combinar certas quantidades de fatores produtivos”.
4.1 Design thinking
Atualmente, o conceito de design e exposto por diversos autores, e vem ganhando diferentes definições, em consonância é uma área que vem se moldando as necessidades de cada época, com extensa atuação e viabilizando a sua ampliação em diferentes tipos de atividades. A definição de design caminhou junto com as mudanças nos acontecimentos mundial, na tecnologia, na economia e na cultura.
	Com vistas à concepção e desenvolvimento de projetos de objetos e mensagens visuais que de acordo com Sistema Nacional De Aprendizagem Industrial (SENAI 1996) podemos definir design como uma atividade habilitada de natureza técnica científica, artístico e criativo, equacionem sistematicamente dados ergonômicos, tecnológicos, econômicos, sociais, culturais e estéticos que respondam de forma concreta às necessidades humanas.
	Um dos arquitetos, inventores e engenheiros que mais se destacaram no século XIXI, Kingdom Brunel (1806 - 1859), para conduzi e colocar em prática suas ideias e projetos, aplicava o formato de pensar do Design Thinking.
	Design Thinking, que tem como principal proposito identificar e resolver os problemas substancias do mundo atual, colocando as pessoas/usuários no centro de todo o processo. Ao utilizar os princípios do design, a fim de descobrir novas alternativas e caminhos para alcançar a inovação, surge à metodologia.
Podemos entender Design Thinking como:
Resgate desses valores essenciais do design e na aplicação dos mesmos na estratégia do negócio”, de maneira a melhorar e aumentar ofertas; e assim, causar impactos positivos nas pessoas. Isto é, o “Design Thinking é a espinha dorsal de uma cultura de inovação centrada no ser humano (PINHEIRO e ALT, 2011, p. 27).
Em seu livro Pinheiros e Alt (2010) sugerem a expressão “jeito de pensar do design”, numa tentativa de traduzir o termo. Eles ainda definem design como “projeto centrado em pessoas”.
	Roger Martin (2013) argumenta que a disputa nas organizações vai ser cada vez mais fundamentada na rapidez e competência com a qual elas podem se assinalam e resolvem as questões duvidosa de seu mercado por intermédio de um funil de fundamentos. Dessa forma, ele define design thinking sendo a combinação produtiva entre os pensamentos analítico e intuitivo, da forma com que atinja um nível de satisfação e não só de confiança, trazendo também exploração do futuro das ações nas empresas.
Na verdade, o tal “jeito de pensar do design”, apresentado pelos brasileiros Pinheiro e Alt em uma tentativa de compreender design thinking, pode ser exposto como um próprio elemento do design como um todo. Com o problema inicial, ele é em primeiro lugar descontruído, na condição que sejam abertas abundantes opções, com a finalidade principal de alcança um olhar mais amplo do mesmo e criar diferentes possibilidades de solução. Boa parte das definições ressaltam essa característica abertamente e mediadora do design, que valoriza a diversidade de meios de pensar.
Na próxima etapa, possuindo as variedades há as possibilidades de ações e uma boa compreensão do problema, o processo de design segue para a fase de síntese, referida por Wick. Segundo Kolko (2010, p. 2), ela pode ser enxergada como “um processo abdutivo de criação de sentido”.
 A figura 1 apresentada abaixo demostra as etapas do processo de Design retirado do guia Design Thinking for Educators da IDEO. 
Figura 2 - Fases do Processo de Design Thinking
Fontes: 
Podemos analisar na imagem que Design Thinking tentar apresentar para o mundo globalizado dos negócios que o movimento da reflexão permanentemente é de criar uma diversidade de opções antes de tomá-las, que durante todo o século passado, se desenvolveram basicamente otimizando seus processos de forma predominantemente analítica. 
Enfim, depois apresentar algumas definições de Design Thinking, assim como seu objetivo, é significativo destacar seus pilares. Segundo Pinheiro e Alt (2010), o Design Thinking é composto de três principais pilares: empatia, colaboração e experimentação. 
A Empatia pretende a observar, conhecer e compreender as pessoas que se objetiva servir, impactar ou transformar. A Colaboração se refere à arte de criar coletivamente, a partir de equipes multidisciplinares