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Parte 16   Sinopses regionais

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O tratamento da halitase é consoante à causa. A 
primeira medida é a higiene rigorosa, sendo impera-
tiva a limpeza rigorosa dos dentes, inclusive usando, 
além da pasta e escova, o fio ou fita dental. Quando 
ela advém da secura bucal, comer e/ ou beber origi-
na saliva, com diminuição das bactérias e melhora da 
halitose. Por este motivo, o ~afé da manhã elimina a 
halitose noturna. Para diminuir a secura bucal, água 
com limão, sucos ou gomas de mascar. Encaminhar 
o doente para consulta odontológica visando o tra-
tamento e limpeza dos dentes. É necessário limpar a 
língua saburrosa escovando-a com uma escova dura. 
Excluir ou tratar as outras causas. Em casos de neu-
roses ou psicoses, quando o doente insiste em ter ha-
litose, encaminhar para consulta psiquiátrica.. 
SÍNDROME DA BOCA DOLOROSA -
ESTOMATODINIA- GLOSSODINIA 
É a sensação de queimação dolorosa na boca, de 
grau variável, que acomete principalmente mulheres 
idosas. Quando localizada somente na língua, cons-
titui a glossodinia. Excepcionalmente, é observada 
em estados carenc1a1s, anemia ou diabetes. Alguns 
alimentos, próteses mal ajustadas, má higiene e in-
fecções podem atuar como fatores agravantes. Na sín-
drome de Plummer-Vinson pode haver estomatodinia 
acompanhada de eritema e atrofia. 
Esse quadro encontra paralelo com outros quadros 
dermatológicas crônicos, como o prurido sine matéria, 
prurido vulvar e vulvodinia, prurido anal, prurido es-
crotal, prurido do couro cabeludo. Na atual psicoder-
matologia, esses sintomas são classificados como dis-
túrbios cutâneo-sensoriais (sintomas cutâneo-mucosos 
não explicados por nenhuma doença orgânica). A psi-
coparologia envolvida nesses casos é variada, podendo 
haver componente ansioso, depressivo ou psicótico, 
isolados ou em associação. O sucesso terapêutico de-
penderá da correra identificação do mecanismo psí-
quico em cada caso e o manejo, comportamental ou 
medicamentoso, correspondente, como ansiolíticos, 
antidepressivos ou amipsicóticos isolados ou associa-
dos. A situação terapêutica ideal seria aquela conduzi-
da por psiquiatra, porém muitos desses enfermos não 
aceitam, de início, a origem psíquica de seu sintoma, 
recusando ajuda especializada. O dermatologista com 
experiência no uso de psicofármacos pode prescrever 
sedativos ou antidepressivos, encaminhando consoan-
te a evolução para tratamento psiquiátrico. 
AFECÇÕES DOS LÁBIOS E DA MUCOSA ORAL 
O tratamento tópico é complementar. São indica-
dos anti-sépticos leves, devendo ser evitados irritantes 
como fumo e condimemos. Pode ser experimentada 
administração de proteínas e vitaminas e reposição 
hormonal com estrógenos em mulheres. Há relatos 
com benefícios do uso de capsaicina e terapia com 
laser em alguns pacientes. 
XEROSTOMIA 
É a secura da boca. O corre particularmente em 
pessoas idosas, por atrofia das glândulas salivares me-
nores, podendo ser acompanhada de atrofia da muco-
sa, ou não. Quando a mucosa tem aparência normal, 
deve-se suspeitar de doença psicossomática, ou efei-
to colateral de medicamentos tais como atropínicos, 
anti-histamínicos, antidepressivos, antidiabéticos e 
anti-hipertensivos. 
Como tratamento complementar nos casos bran-
dos, usar balas ou gomas de mascar sem açúcar, assim 
como substâncias ácidas para estímulo das glândulas 
salivares. O uso de uréia em água destilada (10-20%) 
em bochechos, três vezes ao dia, pode ser útil. A xe-
rostomia pode ser um componente da síndrome de 
Sjogren, embora nem sempre presente no início do 
quadro. 
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AFECÇÕES DAS MÃOS E 
ANTEBRAÇOS 
CANDIDOSE INTERTRIGINOSA 
Localiza-se mais comumente no espaço interdigi-
tal, entre os dedos anular e médio. A lesão é úmida, 
com maceração e fissuração .. 
CARCINOMA ESPI NOCELU LAR 
Pode se desenvolver sobre queratose solar ou área 
de cicatriz. A lesão é tumor ou ulceração que aumenta 
rapidamente de tamanho. 
C!STO Mucoso DIGITAL 
Lesão normalmente única, ocorre geralmente na 
falange distal do dedo, próximo à unha. A lesão é 
AFECÇÕES DAS 
- , MAOS E PES 
pápulo-nodular, arredondada, semitranslúcida, que, 
puncionada, deixa sair substância gelatinosa. O trata-
mento é a infiltração com corticóide e criocirurgia. 
DERMATOF!TOSES 
Pouco freqüentes nas mãos, comparadamente 
com os pés. Apresentam-se como lesões eritêma-
to-escamosas, delimitadas, pruriginosas, localizadas 
principalmente no dorso das mãos. São freqüentes 
as lesões vesiculosas e bolhosas de dermatofítide, 
processo de hipersensibilidade. Pode. existir ou não 
omcom1cose. 
DJSIDROSE 
É erupção vesiculosa de elementos pequenos. No 
dorso das mãos e dos dedos, as vesículas costumam 
apresentar halo eritematoso, o que não ocorre na pal-
ma e superfície palmar dos dedos. 
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DERMA T OLOGIA 
ECZEMA ATÓPICO 
Pode ocorrer no dorso das mãos e dedos, como 
manifestação única de atopia. As lesões são prurigi-
nosas, geralmente liquenificadas. Outras localizações 
mais características e elementos da história da molés-
tia conduzirão à diagnose. 
ECZEMA DE CONTATO 
Ocorre freqüentemente por irritante primário ou 
por sensibilizante. Na fase aguda, as lesões são eri-
têmato-vesiculosas e pruriginosas. Na fase crônica, 
existem secura, descamação, fissuração e eritema. Os 
agentes irritantes mais comumente relacionados ao 
processo são sabões, detergentes e solventes. É co-
" d d d ,, ' mum o eczema as onas- e-casa , representante n-
pico deste grupo, que se inicia, em regra, onde ficam 
os anéis, pelo maior acúmulo e menor remoção dos 
irritantes desses locais. 
Quando os sensibilizantes são substâncias líquidas 
ou semi-sólidas, as lesões iniciais são quase sempre no 
dorso das mãos e dedos e face anterior do antebraço. 
As substâncias sólidas determinam lesões nas palmas 
das mãos e superfície palmar dos dedos de maior con-
tato. Incluem-se numerosos agentes como cremes para 
mãos, instrumentos de trabalho e de recreação. 
ERITEMA POLIMORFO 
As lesões são eritêmato-papulosas, circulares, às 
vezes bolhosas, de aparecimento súbito, coexistindo 
com outras localizações, inclusive nas mucosas. 
ESCABIOSE 
Os espaços interdigitais são uma das localizações 
preferenciais da escabiose. As lesões são vésico-papu-
losas, escoriadas por causa do prurido. Poder-se-á en-
contrar o túnel característico. A impetiginização das 
lesões é freqüente. 
ESCLERODERMIA 
As manifestações precoces da esclerodermia difusa 
iniciam-se freqüentemente nas mãos, com o apare-
cimento do fenômeno de Raynaud. Posteriormente, 
aparece o endurecimento da pele que pode levar à 
anquilose das articulações. Ulcerações podem ocorrer 
tardiamente. 
ESPOROTR !COSE 
A lesão inicial, cancro esporotricósico, pode ocor-
rer no dorso das mãos ou dos dedos. É lesão ulcerosa 
franca, notando-se quase sempre a típica linfangite 
nodular ascendente. 
FOTODERMATOSES 
D ecorrentes da aplicação local ou ingestão de 
substâncias fotossensibilizantes. H á eritema difuso do 
dorso das mãos, com ou sem vesiculação e formação 
de bolhas, segundo a intensidade do processo. Outras 
áreas expostas, como face e decote, podem apresentar 
lesões semelhantes. Atualmente, são freqüentes as .fi-
tofotodermatoses causadas pelo limão. 
GRANULOMA ANULAR 
A lesão inicjal é pápula eritematosa, única ou múl-
tipla. A pápula cresce excentricamente, mantendo-se 
a periferia elevada em relação ao centro da lesão, que 
é deprimido. O quadro é assintomático. 
GRANULOMA PIOGÊNICO 
Surge, geralmente, após traumatismo. A lesão é 
globosa, de crescimento rápido e de cor vermelha. 
Ricamente vascularizado, sangra facilmente. 
LÍQUEN PLANO 
Erupção pruriginosa, representada por pápulas pe-
quenas, achatadas, vermelho-violáceas, localizadas no 
dorso das mãos e face anterior dos antebraços. É co-
mum existir também em outras localizações.